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segunda-feira, 31 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 31/03


Lizzie Miles (1895-1963) - vocalista,

Red Norvo (1908-1999) - vibrafonista,

Freddie Green (1911-1987) - guitarrista(na foto),

Herb Alpert (1935) - trompetista


Fonte : JazzTimes

domingo, 30 de março de 2008

ALMA DO NORDESTE - JOVINO SANTOS NETO (ADVENTURE MUSIC 2008)


Agradável, colinas verdejantes , provavelmente a primavera em mente , quando pensamos no Nordeste do Brasil. Rica em cultura e tradições , bem como em clorofila , as áreas de Pernambuco , Paraíba, Sergipe e, particularmente, o Estado costeiro de Alagoas , tendo todos produzido muitos renomados artistas. Um destes, multiinstrumentista e compositor , Hermeto Pascoal , um fascinante músico iconoclasta, teve em sua banda Jovino Santos Neto no período de 1977 a 1992.

Em "Alma do Nordeste" , Jovino Neto oferece um programa diversificado, que inclui uma ampla aquarela multicolorida de peças típicas e musicalmente transpostas através de pessoais encontros com a alma, o espírito e a diversidade cultural da região. Como seu mentor , o pianista transmite a beleza e o apelo multifacetado do Nordeste.

Com a colaboração de um grupo de competentes músicos brasileiros , Jovino Neto emoldura suas músicas em um som contemporâneo, com toques jazzísticos, em uma suave fusão, que às vezes se aproxima de um clima festivo. Fora deste clima, chama a atenção o tom rascante do gaitista Gabriel Grossi em duas faixas "Rede, Sossego e Chamego" e "Biboca" , bem como o baixista Dudu Lima, cujo toque relembra Jaco Pastorius. Apesar do estilo composicional e aspirações artísticas, muitos encontrarão nesta música uma confortável extensão do popular trabalho de Pat Metheny nos anos 80 e início dos anos 90.

Jovino Neto foi largamente influenciado pelo percussionista Airto Moreira. Assim não surpreende encontrar uma forte pegada e técnica de mestre no baterista Márcio Bahia, especialmente em "Amoreira" e "Forró Vino", com firmes acentos sincopados.

Exemplificando o velho ditado que toda música é tradicional, a faixa que abre o disco "Festa na Macuca" relembra o toque do acordeon ouvido em ocasiões festivas na Louisiana. Dentro da herança africana e consequentemente mais ritualística, "Passareio" é uma vinheta percussiva, com um par de flautas "chorando" sobre sons naturais com ritmo repetitivo da batida da bateria.

Em suma, não se precisa ir tão longe para entender este peculiar patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobras , a gigante energética, além da própria qualidade artística, " Alma do Nordeste" de alguma forma simboliza uma sociológica dicotomia brasileira : Entusiasticamente olhando para o futuro, ainda que sob o peso de sua história, procurando caminhos que honrem seu passado, enquanto que, ao mesmo tempo, siga além dele.

Fonte ; AllAboutJazz - Martin Gladu

ANIVERSARIANTES 30/03


Ted Heath (1900-1969)- trombonista , líder de orquestra,

Lanny Morgan (1934) - saxofonista,

Karl Berger (1935) - pianista ,vibrafonista,

Marilyn Crispell (1947) - pianista (na foto),

John D’earth (1950) - trompetista


Fonte : JazzTimes

sábado, 29 de março de 2008

Abril é o mês de apreciação do Jazz

Caros,

Segue abaixo um especial de cerca de uma hora em homenagem ao Mês de Apreciação do Jazz - Abril, feito pela IRSmedia. O especial, que é apresentado por Ramsey Lewis, conta com apresentações musicais e entrevistas com os mestres do Jazz: A pianista Toshiko Akiyoshi, o trombonista Curtis Fuller, o cantor Jimmy Scott, o flautista Frank Wess e o saxofonista Phil Woods.

O especial é co-apresentado por Nancy Wilson que entrevista Ramsey Lewis sobre a sua carreira de cinquenta anos e a sua seleção para este especial.

O programa é em lingua inglesa e alta definição. Os vídeos demoram de carregar, mas a espera vale a pena.



Endereço direto:
http://www.legendsofjazz.net/television/JazzMasters2007

ANIVERSARIANTES 29/03


Pearl Bailey (1918-1990) - vocalista,
Michael Brecker (1949-2007) - saxofonista(na foto)

Fonte : JazzTimes

sexta-feira, 28 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 28/03


Paul Whiteman (1890-1967) - violinista, líder de orquestra,

Thad Jones (1923-1986)(na foto) - trompetista, flugelhornista, cornetista,

Tete Montoliu (1933-1997) - pianista,

Meredith D'Ambrosio (1941) - pianista, vocalista


Fonte : JazzTimes

quinta-feira, 27 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 27/03


Pee Wee Russell (1906-1969) - clarinetista,

Ben Webster (1909-1973) - saxofonista (na foto),

Sarah Vaughan (1924-1990) - vocalista,

Harold Ashby (1925-2003) - saxofonista


Fonte : JazzTimes

Caminhos do jazz ao Brasil

Destaques nova cena instrumental brasileira: Fábio Torres (piano), Paulo Paulelli (baixo acústico) e Edu Ribeiro (bateria)








A vivência de Chico Pinheiro entre o jazz e a música brasileira é exemplificada nos melhores temas de ´Nova´, como nos metais e no ritmo de ´Cuba´, no lirismo de ´Planície´ e na melodia de ´Tempestade´. Na bagagem de Anthony Wilson, destaques como a versão para ´When you dream´, ´Laranjeiras´, mas principalmente para a jazzística ´Two fives´.
Marcado pelo entrosamento entre os dois instrumentistas, o disco mostra que ainda há grandes possibilidades criativas nesse encontro entre Américas. ´Somos influenciados, mas o jazz hoje tem muito da música brasileira. Não só da bossa, mas do choro, do Nordeste´, acrescenta o violonista, que tem viajado bastante.
Em 2007 foram muitos shows e participações em três discos nos EUA. De abril até junho próximos, nova turnê por EUA e Europa. ´Viajo com banda, com o meu som, depois volto pra cá e retorno à Itália e, em agosto, à Califórnia, pra lançar o ´Nova´´.
Segundo Chico, as portas abertas no exterior não concorrem com a busca de um público mais amplo para sua música no Brasil. ´O momento é propício lá fora, mas o maior desejo de todo artista é sempre o reconhecimento no seu país´, ressalta. ´Até que viajamos muito no Brasil com os shows dos dois discos, mas brinco que às vezes é mais fácil ir pro Japão que pro Maranhão´.
Chico em Guaramiranga?
E o Ceará, quando entra nesse roteiro? Talvez no próximo Festival Jazz & Blues, ao menos a depender da vontade do músico. ´Já ouvi falar tão bem desse festival! Eu e o Anthony estamos loucos pra ir. São festivais assim que fazem com que os espaços pra música sejam menos restritos hoje em dia´. A deixa está aí.
Dalwton Moura, Diário do Nordeste/Fortaleza

Nova parceria: Chico Pinheiro e Anthony Wilson


Chico Pinheiro e Anthony Wilson: harmonias trabalhadas e virtuosismo do violonista paulistano chamaram a atenção do guitarrista norte-americano e resultaram no disco em parceria (Foto: Reprodução)



Uma reunião de influências jazzísticas entremeadas pela música brasileira. Assim é ´Nova´, de Chico Pinheiro e Anthony Wilson.





Virtuoso violonista e guitarrista, arranjador de mão cheia na tarefa de unir técnica e emoção, compositor de harmonias instigantes e melodias sinuosas e surpreendentes, cantor de timbre suave e cuidadosa colocação de voz. Com não mais que 23 anos já concluíra a graduação em performance e arranjo no referencial Berklee College of Music, em Boston. Conquistou o segundo lugar no Prêmio Visa Compositores em 2000, mesmo ano em que participou do Festival da Música Brasileira, da Rede Globo. Seu primeiro disco, lançado em 2003, apontou que algo de novo - e de muita qualidade - se fazia na música brasileira desta década. De quebra, chamou atenção para grandes instrumentistas e para as cantoras Luciana Alves e Maria Rita - bem antes de esta despontar como fenômeno de vendas.

Seu segundo álbum veio em 2005 e confirmou que nada de exagero havia nos tantos superlativos despertados. Com violões entre Baden e Pat Metheny, arranjos entre Peranzetta e Moacir Santos, canções e temas de veia extremamente pessoal entre o melhor das heranças brasileira e jazzística, Chico Pinheiro se consolidou como, mais que um jovem promissor de múltiplos talentos, um novo estilista de nossa música.

Agora, aos 33 anos, o músico paulistano apresenta seu novo trabalho: ´Nova´, um disco em parceria com o guitarrista jazzístico norte-americano Anthony Wilson. Talvez mais conhecido do grande público por seu trabalho ao lado da cantora Diana Krall, Anthony é filho do ´bandleader´ Geraldo Wilson e, assim como Chico, é guitarrista, compositor e arranjador. Gravou seis discos solo, o mais recente ´Power of Nine´, celebrado como um dos 10 melhores álbuns de jazz de 2006 pela revista New Yorker. A ´bíblia´ ´Downbeat´ também costuma relacionar anualmente em suas listas de melhores músicos o guitarrista que, entre outros, também atuou com Al Jarreau e Madeleine Peyroux.

Identificação musical
A idéia de um disco em duo surgiu de modo tão espontâneo quanto a própria convivência entre os músicos, iniciada via internet por iniciativa de um Anthony Wilson impressionado com os discos de Chico Pinheiro. ´Ele me escreveu dizendo que tinha gostado muito, se identificado muito com os meus discos. Seis meses depois ele veio ao Brasil, queria conhecer a Bahia, o Rio e deu uma desviada pra São Paulo. Avisei a ele que não era tão bonito, mas ele veio mesmo assim...´, brinca Chico, em entrevista ao Caderno 3. ´Acaba que ele ficou hospedado aqui em casa, e a gente ficou tocando sem parar uns três dias. Tocamos muitas músicas, ele botou umas coisas pra eu ouvir, eu mostrei outras. Foi muito interessante´, recorda, citando que a música brasileira estava longe de ser novidade para o colega norte-americano.

´O Anthony já conhecia tudo, era fã de Paulinho da Viola, Hermeto, Edu, adora Maria Bethânia... E eu senti que havia uma identificação, que ele havia ouvido muito meus discos, que tinha curtido mesmo´, conta Chico. ´Esse primeiro encontro foi tão natural e tão bom que a gente acabou resolvendo fazer alguma coisa juntos. Depois de uns quatro meses com cada pra lá e pra cá na sua agenda, gravamos as bases do disco, fazendo depois as coberturas, mais lentamente, com o Anthony aqui. Gostamos muito, foi uma festa fazer o disco´.

Gravadas em São Paulo, as bases contaram com o time de craques já entrosados à música do paulistano, com destaques como o pianista Fábio Torres, o baixista Paulo Paulelli, o baterista Edu Ribeiro e o percussionista Armando Marçal. Já o círculo de convivência de Anthony Wilson nos EUA ficou encarregada da seção de metais, bem mais pronunciada neste disco que nos anteriores de Chico, costurados por belos e bem dosados arranjos de cordas. Músicos como Vinicius Dorin no saxofone e Daniel D´Alcântara no flugelhorn ajudam no tempero brasileiro, assim como as participações de Ivan Lins e César Camargo Mariano no álbum, assim tecido no entrecruzar de São Paulo e Rio, Nova York e Los Angeles.


Dalwton Moura, Diário do Nordeste/Fortaleza

quarta-feira, 26 de março de 2008

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA DA UFBA - FÓRUM DE DEBATES

A cada quinze dias o Programa de Pós Graduação em Música da UFBA realiza um Forum de debates, onde os estudantes podem apresentar trabalhos e discutí-los.
Os encontros são realizado às 14:00 horas, na sala da Pós Graduação, com entrada franca.

Agenda do dia 28.03.2008 (sexta-feira):
“Projeto de musicalização para bebês na UFBA.”- Angelita Vander Broock;
“Música Instrumental, caminhos do jazz em Salvador.“ - Flávio Queiroz;
"Universidade de Toulouse le Mirail: uma nova perspectiva de pós-graduação na França." – Marco Toledo.

WOODY ALLEN SE APRESENTARÁ NO FESTIVAL DE MONTREAL


Woody Allen (na foto), o famoso diretor e ator, se apresentará com a “New Orleans Jazz Band”, no Festival Internacional de Jazz de Montreal. Allen, que toca clarinete, tem uma longa presença no “Café Carlyle" , em Nova York, mas raramente se apresenta fora da sua cidade. Sua performance ocorrerá as 19h30min no dia 30 de junho na “Salle Wilfrid Pelletier, PdA (Pleins feux General Motors series)”.

Alem de Allen, outros shows já estão confirmados , incluindo Aretha Franklin, Dee Dee Bridgewater, Steely Dan, Saxophone Summit com Joe Lovano, Dave Liebman e Ravi Coltrane; Charlie Haden Quartet West, Leonard Cohen, Return to Forever com Chick Corea; James Taylor e sua banda e Katie Melua.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 26/03


Flip Phillips (1915-2001) - saxofonista(na foto),

Andy Hamilton (1918) - saxofonista,

Jimmy Blanton (1921-1942) - baixista,

Brew Moore (1924-1973) - saxofonista,

Lew Tabackin (1940) - saxofonista, flautista


Fonte : JazzTimes

terça-feira, 25 de março de 2008

PRÉDIO DO AUTOMÓVEL CLUBE NO RIO DE JANEIRO SERÁ CLUBE DE JAZZ



Foi selado nesta segunda-feira o destino do antigo prédio do Automóvel Clube, no Centro do Rio de Janeiro: ele sediará um clube de jazz com biblioteca virtual, bar com ambientes de época e um espaço de memória, de acordo com reportagem publicada no jornal "O Globo" desta terça-feira. Como anunciou o prefeito Cesar Maia, uma comissão foi designada por decreto para definir a melhor entre as sete propostas apresentadas há um mês para a ocupação do prédio, em resposta a um edital da prefeitura. A proposta vencedora foi a da Tom Brasil/Vivo, e inclui o investimento de R$ 28 milhões na recuperação do prédio, em péssimo estado.
- Sexta-feira teremos uma reunião para estabelecer prazos e elaborar o termo de cessão do imóvel, que deve ser assinado em 15 dias. As obras devem durar um ano e a inauguração deve acontecer uns quatro meses depois - estima o secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieira.
Inaugurado em 1860 com um baile a que compareceu dom Pedro II, o prédio 90 da Rua do Passeio, em estilo neoclássico, já foi residência do Barão de Barbacena e sede da Sociedade de Baile Assembléia Fluminense, da Sociedade Cassino Fluminense e do Automóvel Clube no Brasil, além de palco para o último discurso do então presidente João Goulart antes do golpe de 1964. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o casarão de três andares abrigou o Bingo Imperial até 2003, antes de fechar as portas e abrir caminho para o abandono e a decadência. Desde então, quase virou endereço do Museu da Imagem e do Som, de uma galeria para o acervo art-déco do colecionador português José Berardo e da Biblioteca Central do Rio.
Fonte: O GLOBO

ANIVERSARIANTES 25/03


Sweet Emma Barrett (1897-1983) - pianista, vocalista,

Pete Johnson (1904-1967) - pianista,

Paul Motian (1931) - baterista,

Cecil Taylor (1933) - pianista,

Bobby Militello (1950) - flautista, saxofonista,

Makoto Ozone (1961) - pianista(na foto)


Fonte : JazzTimes

segunda-feira, 24 de março de 2008

MUSEU DE NEW ORLEANS CELEBRA O CENTENÁRIO DE LIONEL HAMPTON


Uma exposição enfocando o vibrafonista Lionel Hampton (na foto), coincidindo com o seu centenário, ocorrerá no “Ogden Museum of Southern Art”, em New Orleans , de 19 de Abril até 30 de Julho. Uma nova e grandiosa pintura de Hampton, entitulada “Flying Home,” criada para a coleção permanente do Museu por Frederick J. Brown, será apresentada.

A exposição mostrará mais de trinta fotografias do “Lionel Hampton Archives” , pertencentes à Universidade de Idaho/Moscow , além de outros importantes objetos históricos, pessoais e musicais. No dia 20 de Abril, o “Ogden Museum of Southern Art” promoverá um debate com membros da “Lionel Hampton’s Big Band”.

O aniversário de Hampton terá , também, o lançamento do livro “Flying Home Lionel Hampton: Celebrating 100 Years of Good Vibes (State Street Press)”, escrito por Stanley Crouch com prefácio de Wynton Marsalis.
Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 24/03


Steve Kuhn (1938) - pianista,

Paul McCandless (1947) - saxofonista, oboeísta,

Hank Roberts (1955) - violoncelista,

Renee Rosnes (1962) - pianista(na foto),

Dave Douglas (1963) - trompetista


Fonte : JazzTimes

domingo, 23 de março de 2008

DAVID SÁNCHEZ LANÇARÁ NOVO DISCO


Concord Records lançará “Cultural Survival”, um novo álbum do saxofonista David Sánchez (na foto), no próximo dia 20 de Abril . O álbum é o oitavo de sua carreira e o seu primeiro pela “Concord Picante”. A oitava canção apresenta um quarteto sem piano , o que ocorre em mais três músicas, e inclui o guitarrista Lage Lund, o vencedor do “Thelonious Monk Guitar Competition” em 2005.

Na faixa “The Forgotten Ones,” Sánchez homanageia todos que participaram dos tumultos ocorridos em New Orleans e Haiti. A faixa “Adoración” é, de acordo com Sánchez, “um pequeno tributo para uma pessoa que é muito importante no meu desenvolvimento musical e que tem sempre o meu reconhecimento , Eddie Palmieri.”

Sánchez já foi indicado para quatro “Grammy® Awards”, e seu último disco, “Coral", venceu o Grammy de melhor álbum instrumental em 2005. Sánchez estará excursionando através dos Estados Unidos para divulgar “Cultural Survival” . Para maiores informações visitem DavidSanchezMusic.com.
Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 23/03


Johnny Guarnieri (1917-1985) - pianista,

Dave Frishberg (1933) - pianista, vocalista,

Dave Pike (1938) - vibrafonista(na foto),

Gerry Hemingway (1955) - baterista, percussionista


Fonte : JazzTimes

sábado, 22 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 22/03


Mike Westbrook (1936) - pianista , tubista,

Hugo Rasmussen (1941) - baixista,

George Benson (1943) - guitarrista, vocalista,

Bob Mover (1952) - saxofonista,

Jan Lundgren (1966) - pianista(na foto)


Fonte : JazzTimes

sexta-feira, 21 de março de 2008

CHARLIE MARIANO - HELEN 12 TREES (PROMISING MUSIC/MPS)


De selos com discos esperando o primeiro lançamento em CD , o alemão MPS é um manancial indiscutível . Com planos de editar 15 por ano , dos seus mais de 400 títulos, em cuidadosas remasterizações e embalagens com belo design chamadas mini-LP . A Promising Music está corrigindo um erro da melhor maneira possível. Sempre eclético , o MPS , cujo catálogo vai do free jazz ao fusion, no primeiro dos seus títulos lançados pela Promising Music demonstra a diversidade do histórico selo.

Graças à ineficiente distribuição internacional, o catálogo da MPS tem bons álbuns, sem alcançar o status de clássicos. As notas do disco de Charlie Mariano , "Helen 12 Trees", descrevem como duas centenas de material promocional foram acidentalmente encaminhadas para os locais errados, resultando em negligentes informações na imprensa. Três décadas depois, o disco do saxofonista multiinstrumentista permanece vital e relevante.

A despeito do energético ritmo do baixista Jack Bruce e do baterista John Marshall, "Helen 12 Trees" evita a fusão estereotipada. Com o violinista polonês Zbigniew Seifert e o tecladista Jan Hammer, ex-integrante da Mahavishnu Orchestra, há um bom desempenho de Mariano no uso do saxofone , flauta e "nagaswaram", um instrumento do sul da India , familiar para os fãs do CD "Yellow Fields" (ECM 1976)" do baixista Eberhard Weber, onde Mariano também toca.

As composições de Mariano tem a pegada do jazz eletrificado, em algum lugar entre o classicismo europeu e o mais visceral enfoque tomado do outro lado do Atlântico. Dito isto , Bruce Marshall e o percussionista Nippy Noya, trazem uma batida funk na poderosa, ainda que breve, faixa que intitula o trabalho, com o " Moog Synthesizer" de Hammer, "emulando" uma guitarra, em contexto familiar junto ao virtuosismo e suingue de Marshall. O solo de Mariano sai dos limites, infelizmente, nunca ultrapassando cinco minutos.

A utilização do instrumento indiano dá um ar hipnótico na modal "Parvatis Dance" , com Bruce demonstrando sua faceta de superstar dos tempos com o "Cream", e Seifert justifica sua reputação de "O Coltrane do violino". A curta "Sleep, My Love", encontra Mariano e Seifert em um impressionístico dueto de flauta e violino, gradualmente amplificado por efeitos sonoros que criam uma sonoridade mais expressiva. "Charlotte", por outro lado, é mais "orgânico" com um dueto entre piano acústico e sax soprano, que apresenta um elegante lado de Hammer, raramente ouvido nos dias de hoje.

As insistentes complexidades de Mariano estão em "Avoid The Year of The Monkey" e na igulamente propulsiva "Nevergladies Pixie", onde Mariano e Seifert estão em forma poderosamente expressionista, provando que é possível suingar sobre uma batida de rock. Mas é na dicromática "Thorn of a White Rose" , onde os persuasivos solos entre Seifert, Hammer e Mariano lembram a tragédia da morte do violinista ocorrida em 1979 na idade de 33 anos.

Esta inesperada reedição de "Helen 12 Trees" deve, finalmente, permitir seu reconhecimento. Enquanto o "fusion" enveredou pelo excesso nos Estados Unidos, Mariano prova que pode incluir outras variedades com música do sul da India, impressionismo clássico e sofisticadas harmonias jazzísticas, além de pegadas do rock com concisos e precisos solos.

Fonte: All About Jazz / John Kelman

ANIVERSARIANTES 21/03


Amina Claudine Myers (1942) - pianista , organista , vocalista,

Tiger Okoshi (1950) - trompetista(na foto)


Fonte : JazzTimes

quinta-feira, 20 de março de 2008

JAZZ E BOSSA NOVA EM EVENTO DA UFBA

No último dia 29 de fevereiro, o Núcleo de Pós-graduação da Escola de Administração realizou a sua aula inaugural do ano como parte da comemoração de seus 25 anos. Seguiu-se um coquetel e a apresentação de um grupo de jazz e bossa montado especialmente para aquele evento pelo músico Sérgio Benutti. O repertório foi bem baseado em clássicos da MPB com ênfase em bossa nova, que, aliás, está comemorando 50 anos. O grupo, abaixo mencionado, deu um show de competência e qualidade segundo os testemunhos dos vários presentes. Da SOJAZZ estiveram presentes Edson, Lourenço e Pinho (organizador da parte acadêmica - coordenador do Nùcleo) e ainda Almir, um fã de jazz/bossa, dono do restaurante Manjericão, onde se ouve boa música. Um dos objetivos desta ação foi não só alegrar o evento, mas também dar um passo no sentido de formar um público maior de música de boa qualidade. Neste sentido, a Universidade é um espaço que merece receber uma música mais elaborada e qualificada.
José Antonio Pinho

Grupo de Bossa e Jazz:
SIMONE MOTA: CANTORA
CHICO OLIVEIRA: GUITARRA / DIRETOR MUSICAL
ALEXANDRE AVILA: TECLADO
ARTUR: BAIXO
IVAN HUOL: BATERIA
SERGIO BENUTTI: TROMPETE/FLUGELHORN

ANIVERSARIANTES 20/03


Marian McPartland (1918) - pianista(na foto),

Harold Mabern (1936) - pianista,

Jon Christensen (1943) - baterista


Fonte : JazzTimes

quarta-feira, 19 de março de 2008

JAZZ NA PÁSCOA DO FUARFUIA

PARA COMEMORAR A PÁSCOA O FUARFUIA PREPAROU UMA SUPER PROGRAMAÇÃO!

QUINTA(20): Jazz e Blues da melhor qualidade!
RIVEMALES TRIO e BB BLUES tocam os melhores clássicos, com direito a piano de cauda. Participação de Luiz Rocha (gaita) e uma Jam Session logo após o show.
Couvert: R$7,00

FuarFuia fica na Orla, próximo ao Restaurante Boi Preto
http://www.fuarfuia.com
Fone: 3232-9562

MARSALIS BERKLEE JAMS SERÁ LANÇADA NO BERKLEE´S CAFE 939 EM 02 E 03/04


“Marsalis Music”, a gravadora sediada em Cambridge, MA, fundada por Branford Marsalis, firmou uma parceria com a “Berklee College of Music” para trazer a “Marsalis Jams” para o “Cafe 939”, freqüentado pelos estudantes da Berklee , e utilizado, também, como local para apresentações musicais.

O programa é uma combinação de concertos, jam sessions e aulas interativas , que serão apresentadas ,periodicamente, durante os semestres acadêmicos da Escola como “ Marsalis Berklee Jams” . O lançamento da iniciativa contará com o quarteto dos alunos da Berklee e o contratado da “Marsalis Music” , o saxofonista Miguel Zenón (na foto), nos próximos dias 02 e 03 de abril. Estes serão os concertos iniciais no “ Cafe 939” .

“The Miguel Zenón Quartet” lançará a “Marsalis Berklee Jams” com dois eventos públicos com breves apresentações do quarteto , seguido de jam sessions a partir da 20h nas datas programadas. A participação nas jam sessions será aberta aos estudantes da Berklee . Durante o dia , o quarteto dará aulas abertas somente para os estudantes da Berklee.

“Marsalis Jams” foi concebido por Branford Marsalis como uma iniciativa para prover a interação entre grupos já estabelecidos no cenário musical e estudantes de faculdades e escolas de ensino médio. O programa consiste em mini-residências , que incluem aulas interativas e culmina com performances/jam sessions, onde a banda visitante abre as sessões com sua música , e convida os estudantes para subir ao palco para tocar.

“Marsalis Jams” é uma rara oportunidade para os estudantes se apresentarem com grupos que estão em atividade e abrir uma janela para o processo criativo da música para os membros da audiência. Desde 2003, o programa tem sido sido apresentado com sucesso em escolas de segundo grau e faculdades na Florida, Maryland, Massachusetts, New Hampshire, New York e Texas.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 19/03


Buster Harding (1917-1965) - pianista,

Curley Russell (1917-1986) - baixista,

Lennie Tristano (1919-1978) - pianista,

Lem Winchester (1928-1961) vibrafonista,

Bill Henderson (1930) - vocalista,
Mike Longo (1939) - pianista,

David Schnitter (1948) - saxofonista,

Eliane Elias (1960) - pianista, vocalista(na foto)


Fonte : JazzTimes

RONDA JAZZ NO PORTELA CAFÉ

O projeto Ronda Jazz segue nesta quinta-feira dia 20 de março, a partir das 21:30 no Portela Café (Parque Cruz Aguiar, no Rio Vermelho) com seu repertório de clássicos da musica brasileira e standards de jazz. Nesta quinta teremos participações muito especiais, confira!

Vincent Penasse – sax tenor e flauta
Mou Brasil – guitarra
Yrland Valverde – baixo acústico
Mauricio Pedrão - bateria

O quê: Ronda Jazz no Portela Café
Quando: Toda quinta-feira, às 21:30h
Onde: Portela Café, Parque Cruz Aguiar, Rio Vermelho
www.portelacafe.com.br

Informações à imprensa:
Fernanda Miranda
Ogilvy PR/ Via Press Comunicação
71. 3267 3379 3264 3380

Mauricio West Pedrão
http://mauriciopedrao.multiply.com

Programação do Tom do Sabor - Rio Vermelho





terça-feira, 18 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 18/03


Jean Goldkette (1899-1962) - líder de orquestra,

Al Hall (1915-1988) - baixista ,

Bill Frisell (1951) - guitarrista(na foto),

Andy Narell (1954) - baterista,

Courtney Pine (1964) - saxofonista


Fonte : JazzTimes

segunda-feira, 17 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 17/03


Nat "King" Cole (1917-1965) - pianista, vocalista (na foto),

Paul Horn (1930) - flautista, clarinetista, saxofonista,

Grover Mitchell (1930-2003) - trombonista,

Jessica Williams (1948) - pianista


Fonte : JazzTimes

domingo, 16 de março de 2008

EARL KLUGH LANÇARÁ NOVO DISCO EM ABRIL


O vencedor do Grammy , o guitarrista acústico , Earl Klugh, estará lançando um novo álbum , “The Spice of Life” , no próximo dia 29 de abril pela Koch Records. O disco está sendo descrito como a primeira produção completa de Klugh lançada em nove anos e é uma continuação do álbum editado em 2005 , “ Naked Guitar”, que trouxe para Klugh a sua décima-primeira indicação para o Grammy.

No álbum , Klugh reinterpreta quatro dos seus standards favoritos e seu antigo colaborador , Don Sebesky , contribui com cinco arranjos orquestrais , incluindo a música favorita da juventude de Klugh ,“Canadian Sunset”, bem como a reinterpretação do clássico de Thelonious Monk , “Bye Ya”; e um “revival” de “C’est Si Bon.” . O flautista Hubert Laws aparece como convidado e o compositor Eddie Horst é responsável pelos arranjos de cordas na composição de Klugh , “Heart of My Life.” Além desta peça , o disco apresenta outras composições do guitarrista.

Para maiores informações visitem Koch Records.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 16/03


Ruby Braff (1927-2003) - trompetista, cornetista(na foto),

Tommy Flanagan (1930-2001) - pianista,

Kei Akagi (1953) - pianista,

John Lindberg (1959) - baixista,

Gary Meek (1961) - saxofonista


Fonte : JazzTimes

sábado, 15 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 15/03


Jimmy McPartland (1907-1991) - cornetista,

Harry James (1916-1983) - trompetista, líder de orquestra(na foto),

Bob Wilber (1928) - clarinetista, saxofonista,

Charles Lloyd (1938) - saxofonista, flautista,

Joachim Kuhn (1944) - pianista


Fonte : JazzTimes

sexta-feira, 14 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 14/03


Les Brown (1912-2001) - clarinetista, saxofonista, lider de orquestra,

Mark Murphy (1932) - vocalista,

Quincy Jones (1933) - trompetista, pianista, vocalista, líder de orquestra,

Shirley Scott (1934-2002) - organista(na foto),

David Darling (1941) - violoncelista


Fonte : JazzTimes

quinta-feira, 13 de março de 2008

DON CHERRY - LIVE AT CAFE MONTMARTRE 1966 (ESP-Disk)


Gravado pelo trompetista americano Don Cherry,(na foto), com a banda que incluía o vibrafonista alemão Karl Berger, o baterista italiano Aldo Romano, o saxofonista tenor argentino Gato Barbieri e o baixista dinamarquês Bo Stief, este disco é uma prova que por volta de 1966 o free-jazz era um fenômeno mundial. A gravação origina-se de uma performance ao vivo e transmitida a partir do famoso “Copenhagen’s Café Montmartre” , largamente conhecido como refúgio para jazzistas americanos expatriados naquela época.

A banda toca de forma rítmica e harmonicamente ambígua ao modo pioneiro adotado por Cherry e Ornette Coleman: muita improvisação coletiva, com melodias superpostas , ritmos fora do tempo e ocasionais toques do bop tocados em uníssono
pelos instrumentos de sopro e o vibrafonista.

O repertório consiste, principalmente , em originais de Cherry, um dos quais —“Complete Communion”— era o título de uma peça do clássico LP lançado pela Blue Note , e gravado um pouco antes do “tour” que resultou neste álbum. A apresentação é consistentemente perfeita , com Cherry no topo da forma e Barbieri relembrando-nos como ocorria o nascimento de um músico “free” . Esta música tem conteúdo e é altamente recomendada.

Fonte: JazzTimes / Chris Kelsey

ANIVERSARIANTES 13/03


Bob Haggart (1914-1998) - baixista,

Dick Katz (1924) - pianista,
Roy Haynes (1926) - baterista,

Blue Mitchell (1930-1979) - trompetista, flugelhornista,

Terence Blanchard (1962) - trompetista(na foto)


Fonte : JazzTimes

quarta-feira, 12 de março de 2008

Fred Dantas e Filhos no Tom do Sabor - Sábado de Aleluia

O trabalho que Fred Dantas levará ao Tom do Sabor no sábado de Aleluia reflete um novo, novíssimo momento em sua carreira: o prazer de tocar com seus filhos.
Porque cada um deles, em diferentes momentos, participou da Oficina de Frevos e Dobrados e da Orquestra Fred Dantas, mas não simultaneamente.
Pedro Dantas atua como baterista na área de rock e participa de conjuntos que cultivam o repertório beatlemaníaco. Cayo Dantas é saxofonista do Olodum e está em trânsito pela Austrália, devendo retornar a tempo de participar do show. Estevam é pianista conhecido no teatro e estudante de Composição naUFBA. O contrabaixista Fábio, um constante da moderna música instrumental baiana, é tipo um filho.
Como conseqüência das participações de Fred nas Terças Musicais promovidas pela Escola de Música da UFBa, na parte concernente a Estevam Dantas, surgiu esse novo conjunto e esse novo repertório.
O que reflete esse momento? Primeiramente o prazer de tocar, de realizar a música sem que seja necessariamente “um serviço”. Ao mesmo tempo em que efetivamente cumpre-se um horário no Tom do Sabor, sente-se entretanto um novo e espontâneo sabor em se trabalhar com o tom. A julgar pelas apresentações nas terças musicais e mais recentemente nos Seminários sobre a implantação do curso de música Popular na Universidade Federal, primeiramente o grupo irá tocar alguns números conhecidos, de fácil assimilação ao ouvinte. Depois, em comunhão músicos-platéia, Fred Dantas coordena um momento de livre criar, com espaço inclusive para manifestações de dança-poesia por parte das pessoas presentes.
- Uau, vai ser óótimo.
A música em Salvador está muito careta, e esses momentos de free poderão se tornar a última fronteira para quem gosta de música instrumental e ao mesmo tempo acha que a coisa por aqui está muito “certinha”, com aqueles músicos querendo ser educados, culturais, mas que fazem improvisações onde cada um é dono do seu “chorus”. “ - Agora é a minha vez e vou mostrar tudo que estudei”. Quem se lembra do Inter Cena no Icba, com Carmen Paternostro, Teresa Oliveira, Suki Villas-boas improvisando com o corpo enquanto Marquinhos Esteves, Guilherme Maia, Toni, Ari Dias, Affonso Correia improvisavam com as notas?
E o Desespero Tonal? E o Raposa Velha? E o conjunto Música Nova da Ufba? E Smetak? e Lindembergue? A Bahia já foi mais criativa e revolucionária!
No Tom do Sabor, na Aleluia de Fred Dantas e seus filhos haverá um pouco de tudo isso. É um show muito família onde velhas raposas poderão se encontrar com novos baianos (Oh Rio Vermelho!... novos baianos passeiam na sua maresia).

PAT METHENY / CHRISTIAN McBRIDE/ ANTONIO SÁNCHEZ - DAY TRIP


Pat Metheny é melhor conhecido pelos seus trinta anos com o seu Pat Metheny Group. Dentre seus variados projetos, os trios têm um lugar especial, iniciando em 1976 com seu primeiro álbum, "Bright Size Life", com Jaco Pastorius e Bob Moses. Desde então Metheny tem trabalhado em trios com Charlie Haden e Billy Higgins ("Rejoicing"); Dave Holland e Roy Haines ("Question and Answer") e Larry Grenadier e Bill Stewart ("Trio 99-00, Trio Live"). Mesmo aqueles que admiram a acessibilidade e a ambição do Pat Metheny Group encontram o trio do guitarrista retornando aos princípios do jazz. Este é o caso de "Day Trip" , lançado pela Nonesuch, a primeira gravação em estúdio de um grupo, que vem arrastando grande público em seus concertos por vários anos.

Que Metheny tem escolhido parceiros de alta qualidade não é nenhuma surpresa. Christian McBride, natural da Philadelphia, é um artista com apetite multi-estilístico, igualmente virtuoso nos baixos elétrico e acústico. António Sánchez, mexicano, fez um sólido trabalho na cena jazzística novaiorquina antes de ser um membro do Pat Metheny Group. Seu primeiro álbum solo, "Migration" , lançado pela CAM Jazz, apresenta Metheny em duas faixas, que ressalta o magnetismo da parceria que construíram.

Em "Question and Answer" e em algumas apresentações com Grenadier e Stewart, Metheny apresentou standards. "Day Trip" tem uma pegada diferente. Há dez originais e nenhum standard, tal como ocorreu com os dois trabalhos gravados com Brad Mehldau. Há mais "madeira e aço" no som elétrico de Metheny, que em anos passados, mas claramente em "At Last You´re Here", com um toque suave, e "Snova", uma bossa com um magnetismo que poderia ser chamado de " estilo Brad Mehldau". Ouça atentamente as introduções prazeirosas em cordas de nylon em " Is The America?(Katrina 2005)" , bem como a balada, tocada em cordas de aço, "Dreaming Trees", e você ouvirá a respiração de Metheny entre os acordes.

"Let´s Move" e "Day Trip" tem a pegada "bop" com alta velocidade e complexidade com McBride e Sánchez embalando brilhantemente as peças. No samba "Son of Thirteen" , Sánchez parece ter quatro mãos. Quando Metheny se apresenta em duos com seus companheiros, os mecanismos da banda se tornam bem aparentes.

A marca de Metheny na guitarra sintetizada aparece no curioso "rock-reggae" "The Red One" e em " When We Were Free" . "Question and Answer" , utiliza a pegada 3/4 de Elvin Jones. Entre a abertura excitante e o primeiro acorde, a música é modulada entre si menor e fa menor. Em oito minutos o volume apresenta variadas modulações. Sánchez faz suas aparições como se estivesse em "um tiroteio distante" e a peça encerra de maneira soturna.

Este trabalho faz notar outro recente engajamento de McBride em trios. Em setembro de 2007, apareceu com Sonny Rollins e Roy Haines no Carnegie Hall. Metheny estava lá para ouvir. Houve fanfarra para o retorno de Rollins ao formato de trio e lá estavam dois companheiros de Metheny. Isto diz , indiretamente, alguma coisa sobre a estatura do guitarrista. Tendo vencido o Grammy em cada categoria , indo do rock ao new age , Metheny está entre os mais competentes artistas do jazz. "Day Trip" é prova disto.

Fonte : JazzTimes / David Adler

ANIVERSARIANTES 12/03


Freddy Johnson (1904-1961) - pianista,

Sir Charles Thompson (1918) - pianista, oranista(na foto),

Willie Maiden (1928-1976) - saxofonista,

Al Jarreau (1940) - vocalista


Fonte : JazzTimes

terça-feira, 11 de março de 2008

MORRE O BAIXISTA DENNIS IRWIN


Dennis Irwin, cujo baixo emoldurou mais que quinhentas gravações, morreu no último 10 de março após uma batalha contra o câncer. Ele tinha 56 anos.
Irwin, durante suas semanas finais, recebeu o suporte dos seus companheiros de música, que organizaram um concerto beneficente para pagamento do seu tratamento médico. Irwin não possuía seguro de saúde. O concerto aconteceu no próprio dia 10 no “Jazz at Lincoln Center”, que veio a ser, então, um tributo, com as participações de Tony Bennett, Mose Allison, John Scofield, Joe Lovano dentre outros. John Scofield e Joe Lovano estavam entre os líderes em cujas bandas Irwin tocou.

Irwin nasceu em 28 de Novembro de 1951 em Birmingham, Alabama, e cresceu em Atlanta e Knoxville. Seu primeiro instrumento foi o clarinete , mas depois que se mudou para Houston , na adolescência, tocou sax alto e cantou em bandas de Rhythm & Blues. Aos 19 anos , quando estudava na “ North Texas State University”, ele passou para o baixo e uniu-se à big band da escola chamada “Two O’Clock Big Band”.

Em 1974, por sugestão do pianista Red Garland, com quem trabalhou, Irwin foi para Nova York, onde seu primeiro trabalho ocorreu com a banda do trompetista Ted Curson. Ele então acompanhou as vocalistas Jackie Paris, Betty Carter, Annie Ross, Ann Hampton Callaway, Tania Maria e o pianista e vocalista Mose Allison. Em 1976, ele começou trabalhando com Scofield, em cuja banda estava Lovano . Irwin continuou a trabalhar com os dois por muitos anos. Ele aparece nos álbuns “What We Do”, “Hand Jive” e “Groove Elation” de Scofield.

Irwin fazia trabalhos regulares com o pianista Albert Daily, o saxofonista Carter Jefferson e o baterista Adam Nussbaum. Em 1977, Irwin veio a ser um membro da “Art Blakey’s Jazz Messengers”, permanecendo com o grupo por três anos. Posteriormente Irwin trabalhou com Stan Getz, Johnny Griffin e Horace Silver e músicos brasileiros, incluindo os bateristas Duduca da Fonseca e Portinho. O trompetista/vocalista Chet Baker foi outro que convidou Irwin para trabalhar com ele.

Fonte JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 11/03


Miff Mole (1898-1961) - trombonista,

Mercer Ellington (1919-1996) - trompetista, líder de orquestra,

Astor Piazzolla (1921-1992) - bandoneonista, acordeonista(na foto),

Leroy Jenkins (1932-2007) - violinista,

Bobby McFerrin (1950) - vocalista,

Judy Niemack (1954) - vocalista


Fonte : JazzTimes

segunda-feira, 10 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 10/03


Bix Beiderbecke (1903-1931) - cornetista(na foto),

David Friedman (1944) - percussionista, vibrafonista,

Mino Cinelu (1957) - percussionista


Fonte : JazzTimes

domingo, 9 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 09/03


Herschel Evans (1909-1939) - saxofonista,

Ornette Coleman (1930) - saxofonista, trompetista, violinista(na foto),

Zakir Hussain (1951) - baterista, percussionista


Fonte : JazzTimes

sábado, 8 de março de 2008

ELIS, ESSA MULHER - NA CASA DE CULTURA

4o. SARAU DA CASA DE CULTURA TROFÉU CAYMMI
Homenagem a Elis Regina

A CASA DE CULTURA TROFÉU CAYMMI PROMOVE O 4º SARAU TEMÁTICO, comemorando o mês de nascimento da cantora Elis Regina. Para relembrar o repertório da Pimentinha, o evento, que acontecerá no dia 12/03, às 20h, na Casa de Cultura Troféu Caymmi, contará com a participação das cantoras NOEME BASTOS, MARILDA SANTANNA e STELLA MARIS, acompanhadas pelos instrumentistas Ivan Bastos, Raimundo Nova, dentre outros.

Serviço
O quê: 4º Sarau Temático em homenagem a Elis Regina
Onde: Casa de Cultura Troféu Caymmi. Rua Politeama de Baixo, 57. Politeama. Tels: (71) 3491-1254 e 9104-7662
Quando: dia 12/03, às 20h
Quanto: R$ 7,00
Realização: Casa de Cultura Troféu Caymmi

www.projetotrofeucaymmi.com.br
IRDA - Instituto Rede das Artes
Casa de Cultura Troféu Caymmi
Rua Politeama de Baixo, 57, Politeama
71-3491-125471-9104-7662 Tuca 71-9105-5705

Fonte -- Ana Paula Albuquerque
http://www.myspace.com/anapaulaalbuquerque

SOJAZZ FALANDO PARA O MUNDO....

Quando era menino , e isto faz um bom tempo , costumava ouvir na minha querida Recife : " Rádio Jornal do Comércio , Pernambuco falando para o mundo " . Hoje , em Salvador, tendo a honra de participar da SOJAZZ , estou , junto com meus companheiros , falando para o mundo . Vejam a notícia que consta do site ALL ABOUT JAZZ
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ANIVERSARIANTES 08/03


Dick Hyman (1927) - pianista,

George Coleman (1935) - saxofonista(na foto),

Gabor Szabo (1936-1982) - guitarrista,

James Williams (1951) - pianista,

Billy Childs (1957) - pianista


Fonte : JazzTimes

sexta-feira, 7 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 07/03


Nat Gonella (1908-1998) - trompetista,vocalista(na foto),

Lee Young (1917) - baterista,

Eric Allison (1951) - clarinetista, saxofonista, flautista


Fonte : JazzTimes

quinta-feira, 6 de março de 2008

Lou Levy


Lendo as notícias da Sojazz, vejo que 05/03 marca o aniversário do pianista Lou Levy, falecido em 2001.

Tive a oportunidade de conhecê-lo, no Rio de Janeiro, na casa do amigo Paurillo, filho de Paurillo Barroso ( da opereta Valsa Proibida ), em uma agradabilíssima tarde de domingo, com a presença de Luiz Eça, Dori Caymmi e do então aluno de Eça, Marinho Boffa, renomado pianista da atualidade.

Lou Levy veio ao Brasil acompanhando um cantor americano - não lembro o nome - e querendo conhecer a música brasileira, saiu na noite paulistana. Pura decepção. Só encontrou jazz e, segundo ele, mal tocado. Ligou então para Luiz Eça, que sugeriu a discoteca particular de Paurillo, como único local onde poderia conhecer a verdadeira música brasileira.

E eu estava lá, pois era comum ir aos domingos à casa do Paurillo, ouvir e conversar sobre música. Lembro que Eça pediu ao Dori que mostrasse suas músicas e Levy reconheceu todas, mesmo sem ainda conhecê-lo.

Essa é que foi uma verdadeira tarde de domingo...

Luciano Franco, Fortaleza/Ce.

JAZZ AT LINCOLN CENTER ANUNCIA PROGRAMAÇÃO PARA 2008-09


A "Jazz at Lincoln Center" anunciou sua programação para o período de 2008-09, apresentando cerca de 3.000 eventos, incluindo concertos, eventos educacionais , programas de rádio e excursões ao redor do mundo. A programação é a 22ª da organização e a 5ª na Frederick P. Rose Hall. Entre as principais atrações estão:

* Concertos com a "Jazz at Lincoln Center Orchestra" liderada por Wynton Marsalis(na foto) com performances de Ahmad Jamal; Clayton-Hamilton Jazz Orchestra; Blue Note Records nos anos setenta com Joe Lovano e Dianne Reeves ; colaboração com Alvin Ailey American Dance Theater e os novos trabalhos de Wynton Marsalis e Vincent Gardner

*Thelonious Monk Festival apresentando a Jazz at Lincoln Center Orchestra, Marcus Roberts, Danilo Pérez em concertos e eventos especiais.

* Paquito D’Rivera artista convidado para liderar a Jazz at Lincoln Center Orchestra

* Em honra ao 50° aniversário dos discos “Giant Steps” de John Coltrane e “Kind of Blue” de Miles Davis, performances do trio de Mulgrew Miller ; Take 6; da seção de saxofones da Jazz at Lincoln Center Orchestra e uma apresentação especial do baterista Jimmy Cobb.

* SFJAZZ( San Francisco Jazz) Collective, incluindo Joe Lovano, Dave Douglas, Stefon Harris, Miguel Zenon, Robin Eubanks, Renee Rosnes, Matt Penman e Eric Harland, apresentará músicas de Horace Silver e originais

* NEW SERIES: Duos com Richard Bona e Lionel Loueke, Roy Hargrove e Cedar Walton, McCoy Tyner e Ravi Coltrane

* O Centenário de Benny Goodman inclui concertos no Rose Theater, Swing Dance Party no ‘The Allen Room” e concertos para jovens com o programa “Jazz For Young People”

* Apresentações de artistas convidados tais como : Cyro Baptista, Kenny Barron, Ron Blake, Richard Bona, Kim Burrell, Bill Charlap, John Clayton, Vinnie Colaiuta, Freddy Cole, Ravi Coltrane, Chick Corea, Paquito D’Rivera, Joey DeFrancesco, Kenny Garrett, Wycliffe Gordon, Jeff Hamilton, Roy Hargrove, Lionel Loueke, Joe Lovano, Christian McBride, John McLaughlin, Mulgrew Miller, David “Fathead” Newman, Eddie Palmieri, Ken Peplowski, Houston Person, Dianne Reeves, Luciana Souza, Take 6, McCoy Tyner, Cedar Walton, Bob Wilber, dentre outros

* "Dizzy’s Club Coca-Cola" apresentará artistas convidados, batalhas de Jazz no primeiro sábado de cada mês , exceto Janeiro, “Diet Coke Women In Jazz Festival”, “Sing Into Spring Festival “ e muito mais.

* Nesuhi Ertegun Jazz Hall of Fame 2008 com a inclusão de Ornette Coleman, Gil Evans, Bessie Smith, Mary Lou Williams

* 20 programas educacionais continuam e expandem-se para estudantes, educadores e ouvintes de todas as idades.

* Aulas do programa “WeBop!” para crianças de 8 meses a 5 anos de idade sob os cuidados contínuos da “Frederick P. Rose Hall” e “Head Start in Washington Heights” em colaboração com Lori Custodero, “Teachers College”, “Columbia University”

* Concertos de Jazz para Jovens com tópicos sobre Thelonious Monk, Benny Goodman e o programa “What Is Hot Jazz?”

* A “Middle School Jazz Academy” continua a serviço de 15 talentosos músicos de Nova York , que cursam o ensino médio, realizando conexões com outros alunos durante o verão, apresentando-se em concertos e participando de excursões ao longo do ano.

* Benny Carter, o primeiro não arranjador ligado a Duke Ellington , será incluído no programa “ Essentially Ellington”

* Músicos partilharão sua paixão pelo jazz em salas de aulas através da “Swing University “ com : Lewis Nash/Bateria, Dick Katz/Ícones do Piano, Randy Sandke/ estudo sobre Bix Beiderbecke, Don Byron/ estudo sobre Lester Young, com o acompanhamento do curador Phil Schaap da Jazz at Lincoln Center, dentre outros

* Discussões sobre mulher, raça e diplomacia cultural com conversações com o mestre Roy Haynes( baterista) no “ Jazz Talk Series”.

* Sessões com a “Annual Band Director Academy” em St. Louis, Calgary, Canadá e Nova York na Jazz at Lincoln Center

* O “Jazz at Lincoln Center’s Higher Ground Hurricane Relief Fund” doará $622,000 para a “ Jazz Foundation of America”, “Make It Right Foundation” e “Louis “Satchmo” Armstrong Jazz Camp”.

* “New Jazz at Lincoln Center” e “XM shows”: “Live from Jazz at Lincoln Center” e “Live from Dizzy’s Club Coca-Cola,” tendo como patrono o diretor artístico do “ Dizzy’s Club Coca-Cola”, Todd Barkan, e novas apresentações da agência nacional “Jazz at Lincoln Center Radio” através da “WFMT Networks”.

* Excursões da “Jazz at Lincoln Center Orchestra” através dos Estados Unidos e Canadá no verão e outono de 2008

*” The Rhythm Road: American Music Abroad”, produzido pela Jazz at Lincoln Center e o Departamento de Assuntos Educacionais e Culturais do governo norte-americano para troca de experiência ao redor do mundo, em excursões que ocorrerão em Junho de 2008, incluindo concertos grátis no “Dizzy’s Club Coca-Cola” e na “ National Geographic Society “ em Washington, D.C.

*Para mais informações sobre programas educacionais interativos , links para blogs e loja para presentes : JALC.
Fonte : JazzTimes /Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 06/03


Red Callender (1916-1992) - baixista , tubista,

Howard McGhee (1918-1987) - trompetista,

Wes Montgomery (1925-1968) - guitarrista,

Peter Brötzmann (1941) - saxofonista, clarinetista,

Palle Mikkelborg (1941) - trompetista, líder de orquestra,

Robin Kenyatta (1942-2004) - saxofonista,

Flora Purim (1942) - vocalista(na foto) ,

Charles Tolliver (1942) - trompetista


Fonte : JazzTimes

Milton reencontra Tom Jobim

DA SUCURSAL DO RIO FOLHA DE SÃO PAULO

O baterista Paulo Braga, que integrava a banda de Tom Jobim, recorda o maestro em 1994 animado com um projeto para o ano seguinte: gravar um disco com Milton Nascimento. A morte em 8 de dezembro soterrou o plano, evocado agora em "Novas Bossas", gravado por Milton com o Jobim Trio. Mas o trabalho não se resume a "Milton canta Jobim". Embora o cantor não pensasse em incluir músicas suas, foi convencido por Paulo e Daniel Jobim -filho e neto de Tom que formam o trio com Braga- a regravar "Cais" e "Tarde", além de "Tudo que Você Podia Ser" (Lô e Márcio Borges), primeira faixa do histórico "Clube da Esquina" (1972). "O trio foi empurrando o disco para outros lados. Afinal, já estávamos tocando "Tão" Jobim há um bom tempo", brinca Paulo.

O placar ficou assim: seis faixas não-Jobim, com "Dias Azuis" (Daniel Jobim), "O Vento" (Dorival Caymmi) e "Medo de Amar" (Vinicius de Moraes) somando-se às já citadas; e oito jobinianas, entre elas "Chega de Saudade", "Inútil Paisagem" e as nada óbvias "Esperança Perdida" (Milton pediu uma canção em fá) e "Velho Riacho" (Milton pediu um samba).

"Quando vim para o Rio, os intelectuais torciam o nariz dizendo que eu não fazia samba. Mas também tenho meus sambinhas", diz o cantor, que nasceu no Rio, mas cresceu em Três Pontas (MG).

Também foi pouco depois de chegar ao Rio que Milton conheceu Tom. Eumir Deodato o levou à casa do maestro, a quem o jovem compositor mostrou as três canções que inscreveria no Festival Internacional da Canção de 1967: "Travessia", "Morro Velho" e "Maria, Minha Fé".

"Quando estávamos indo embora, já de manhã, um amigo começou a cantar "Morro Velho" no carro. Tom veio correndo corrigir o rapaz, que estava errando na letra: "É "filha "de" branco e "do" preto". Eu pensei: "Esse cara entendeu tudo!'", lembra Milton.

Mas houve momentos em que a relação desafinou. Da gravação pouco ortodoxa de "A Felicidade" feita por Milton em 1970, Tom nunca se queixou abertamente. "Nunca soube nem quero saber o que ele achou", esquiva-se o cantor.

No entanto, quando ensaiavam "Olha Maria" para um especial de TV, no início dos anos 90, Tom chegou a dar um murro no piano por não concordar com a interpretação de Milton. "Falei para ele: "Sou um intérprete de melodias e também de letras. Se você não quer que eu cante assim, então era melhor não ter feito letras com Vinicius de Moraes e Chico Buarque" [letristas de "Olha Maria'].

Saí de lá me achando o pior intérprete de Tom", conta. No dia seguinte, para surpresa de um tenso Milton, o maestro lhe perguntou: "Você não quer gravar todas as minhas músicas?". "Tom ranhetava, mas reconhecia a força do Milton e queria mesmo que ele gravasse todas as músicas", conta Braga. "Meu pai dizia que o Milton era o único que cantava as músicas dele nos tons certos. Os outros iam baixando o tom para conseguir", diz Paulo. (LFV)

NOVAS BOSSAS Artistas: Milton Nascimento e Jobim Trio
Gravadora: Nascimento/EMI Quanto: R$ 30, em média

quarta-feira, 5 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 05/03


Lou Levy (1928-2001) - piano,

Wilbur Little (1928-1987) - baixista,

Jack Nimitz (1928) - saxofonista(na foto)


Fonte : JazzTimes

terça-feira, 4 de março de 2008

JUDI SILVANO – WOMEN´S WORK


Apresentando-se ao vivo no “New York´s Sweet Rhythm” em março de 2006, Judi Silvano realizou uma maravilhosa performance. O título do álbum reafirma não só a categoria da banda feminina , mas o repertório exclusivamente composto por mulheres. Mais que um álbum conceitual, “Women´s Work”, lançado pela JSL, encontra a cantora no ponto alto da sua criatividade.

Silvano tem um tempo e uma dicção impecáveis, e ocasionais lapsos de entonação são facilmente esquecidos nesta apresentação realizada em um pequeno clube. Ela apresenta firme conhecimento da história do jazz e técnica vocal que colore as canções com suavidade e agressividade nos pontos necessários. Ela respeita as intenções dos autores, adicionando seu próprio toque.

A cantora está em boa companhia. A pianista Janice Friedman é uma parceira inspirada, que dá conforto para suas interpretações e é igualmente brihante nas suas atuações solo.. A baixista Jennifer Vincent não tem muitas gravações realizadas, mas brilha quando chamada a protoganizar como em “ Silent Tear” e na frenética “New Dance”. A baterista Allisson Miller tem perfeito controle sob seu instrumento e energia pulsante. A parceria alcança o ápice em “ Can´t Get My Motor To Start”, de Carla Bley, que é uma peça difícil, mas aqui está como a jóia da coroa.

Fonte : Downbeat / Todd Jenkins
Cotação : * * * * (Muito Bom)

ANIVERSARIANTES 04/03


Ann Burton (1967) - baixista, vocalista,

Jan Garbarek (1947) - flautista, saxofonista (na foto),

Jason Marsalis (1977) - baterista,

Bobby Shew (1941) - trompetista


Fonte : JazzTimes

segunda-feira, 3 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 03/03


Barney Bigard (1906-1980) - clarinetista, saxofonista,

Pierre Michelot (1928-2005) - baixista,

Jimmy Garrison (1934-1976) - baixista(na foto),

Sergio Salvatore (1981) - pianista


Fonte : JazzTimes

domingo, 2 de março de 2008

ANIVERSARIANTES 02/03


Eddie "Lockjaw" Davis (1922-1986) - saxofonista(na foto),

Doug Watkins (1934-1962) - baixista,

Buell Neidlinger (1936) - baixista, violoncelista,

Larry Carlton (1948) - guitarrista


Fonte : JazzTimes