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terça-feira, 8 de abril de 2008

GRANT STEWART - YOUNG AT HEART (SHARP NINE RECORDS - 2008)


Desde que migrou de Toronto para Nova York aos 19 anos de idade, Grant Stewart passou 15 anos, pacientemente, trabalhando duro no "underground" da cidade do jazz. Só há poucos anos, começamos a ouvir belos exemplos do trabalho do saxofonista. Um disco com seu nome para a Criss Cross, dois no mesmo selo com o saxofonista Eric Alexander (Reeds and Deeds) e um par na Video Arts. Entretanto, de todos estes discos, "In The Still of The Night", lançado em 2007, é um marco na sua carreira. Desde a boa escolha do material, uma excelente seção rítmica, até os brilhantes solos de Stewart, foi um dos raros momentos em que as coisas estavam juntas e próximas da perfeição.

O proprietário e produtor da Sharp Nine, Marc Edelman, não perdeu tempo para trazer Stewart de volta ao estúdio e, espertamente, não alterou uma fórmula vencedora. Em "Young at Heart", Stewart é acompanhado pelo pianista Tardo Hammer, pelo baixista Peter Washington e pelo baterista Joe Farnsworth.

O disco é tão bom quanto o anterior, em parte pela capacidade de Stewart soar fácil e estabelecer sua própria identidade em diferentes tipos de material e em diferentes tempos. Há estabilidade e profundidade em seu toque , que o distingue de vários tenoristas, que usam fraseados longos e difíceis de entender.

As interpretações cuidadosas das canções de Duke Ellington, Antonio Carlos Jobim, Neal Hefti, dentre outros, são completas em si mesmas. Ele abre espaço nas melodias, em vez de simplesmente usá-las como apoio para a improvisação. Na faixa título, Stewart deliberadamente move-se entre o enérgico acompanhamento de Hammer.

O estilo de improvisação de Stewart é limpo e prazeiroso, não é desordenado e é livre de clichês. Em tempos médio e alto, em faixas como "Roll On", "Serenade to Sweden"," Shades of Jackie Mac" e "Jet Stream " ele invariavelmente toca controlado com uma tranquila exposição de idéias. Um recurso favorito é abrir um espaço para a seção rítmica soar forte por um bom período antes de "voar" brevemente sobre ela. Através da balada "Modinha" , Stewart nos presenteia com sua espontânea invenção melódica sem dramaticidade. Uma importante observação: Ele fica em silêncio porque sente-se como na eternidade antes de alcançar um breve clímax.

Fonte : All About Jazz - David A. Orthmann

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