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sábado, 31 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 31/05


Otto Hardwicke (1904-1970) - saxofonista,

Red Holloway (1927) - saxofonista,

Albert “Tootie” Heath (1935) - baterista,

Louis Hayes (1937) - baterista,

Greg Abate (1947) - saxofonista,

Paulinho DaCosta (1948) - percussionista,

Marty Ehrlich (1955) - saxofonista , flautista, clarinetista,

Christian McBride (1972) - baixista (na foto)


Fonte : JazzTimes

KELLY EISENHOUR - SEEK AND FIND(BLUJAZZ)


Outro membro do grande clube de vocalistas de jazz em busca de reconhecimento popular , a nativa de Tucson, Arizona, Kelly Eisenhour possui uma voz sedutora como um conhaque leve e um rico café expresso. A graduada em Berklee, agora residente em Salt Lake City, tem cantado, escrito, arranjado e ensinado por um quarto de século. Sua profunda experiência está exposta em seu terceiro álbum. O saxofonista Bob Mintzer é destacado nos créditos do disco , mas seu envolvimento nas doze belas faixas é tão prazeirosa quanto as do pianista Steve Keen, do guitarrista Kenji Aihara, do baixista Matt Larson e do percussionista Jay Lawrence, que contribuem com Eisenhour para os belos arranjos, que ecoam como os do trio de Bill Charlap.

Para demonstrar isto, há as surpreendentes "Too Late Now", "I Only Have Eyes for You", "My Man´s Gone Now" , a pungente "Lonely Woman" de Horace Silver e a bossa bem balançada "I Didn´t Know Time It Was". Eisenhour demonstra que é uma sublime intérprete de standards . Ela apresenta "Wheeler and Dealers" , realçando a beleza da letra de Dave Frishberg. Porém , a faixa que se destaca é "Confession of Love" , usando em vocalise uma reinterpretação de "Im Confessin", construída a partir de uma transcrição de uma gravação de Lester Young.

Fonte : JazzTimes/Christopher Loudon

sexta-feira, 30 de maio de 2008

FREDDIE HUBBARD RETORNA APÓS SETE ANOS


O grande trompetista Freddie Hubbard retornará ao cenário musical no próximo dia 24 de junho após um hiato de sete anos com o disco “On the Real Side” a ser lançado pela “Times Square Records”. Hubbard, que é conhecido pela sua técnica brilhante e profundo senso de melodia, teve sua carreira inteiramente mudada em 1992. Anos de apresentações pesadas causaram danos no tecido do seu lábio superior e o deixaram muito sensível , impedindo-o de tocar com a mesma velocidade, “pegada” e resistência.
“É realmente difícil quando você perde sua ‘pegada’,” Hubbard declarou em um informe à imprensa. “Você se sente como uma criança abandonada . Você não pode executar como costumava fazer “

Durante os anos 90 , Hubbard quase desistiu de tocar, mas foi desencorajado pelo trompetista e arranjador do “New Jazz Composers Octet”, David Weiss. “Eu queria desistir , mas David disse-me , ‘ Praticamente não restou ninguém de sua geração , exceto você. Assim deve haver alguma razão para você estar aqui. ” Hubbard disse. O octeto trabalhou com Hubbard em seu disco “New Colors” lançado em 2001.

Sete anos mais tarde para “On the Real Side”, o octeto trouxe Hubbard uma vez mais. Weiss, junto com o trombonista Steve Davis e o baixista Dwayne Burno, rearrajaram os clássicos de Hubbard , incluindo “SkyDive,” “Gibraltar,” “Life Flight,” e “Up Jumped Spring.” O álbum inclui uma faixa original , “On the Real Side,” com o guitarrista convidado Russell Malone.

Hubbard, agora aos 70 anos, não pode tocar muito como ele costumava fazer por causa dos problemas com seu lábio. Em anos recentes, ele sofreu com problemas em seu quadril, um nervo comprimido em sua nuca , a remoção de um tumor não cancerígeno de seu pulmão e sofreu um ataque cardíaco de acordo com o informe à imprensa. Recentemente , Hubbard tem se apresentado em shows do “New Jazz Composers Octet”.

“As pessoas têm demonstrado muito carinho desde que retornei. Isto me faz permanecer seguindo em frente” ele disse .

Hubbard começou tocando trompete em sua cidade natal, Indianapolis, com Wes Montgomery. Em 1958, Hubbard mudou-se para Nova York , onde iniciou atuando com artistas como Sonny Rollins, Slide Hampton, J.J. Johnson e Quincy Jones. Em 1961, Hubbard uniu-se ao “Art Blakey’s Jazz Messengers”, e começou a explorar estilos da “avant-garde” , contribuindo com “Free Jazz” de Ornette Coleman e “Ascension” de John Coltrane. Outras sessões, nos anos 60, incluem “Out to Lunch” de Eric Dolphy, “Blues and the Abstract Truth” de Oliver Nelson, “Maiden Voyage” e “Empyrean Isles” de Herbie Hancock , “Speak No Evil” de Wayne Shorter e “Drums Unlimited” de Max Roach.

Fonte ; JazzTimes / Melissa Daniels

ANIVERSARIANTES 30/05


Frankie Trumbauer (1901-1956) - saxofonista,

Sidney DeParis (1905-1967) trompetista,

Benny Goodman (1909-1986) - clarinetista, líder de orquestra (na foto),

Dave McKenna (1930) - pianista


Fonte : JazzTimes

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 29/05


Eugene Wright (1923) - baixista,

Dick Hafer (1927) - saxofonista,

Freddie Redd (1928) - pianista,

Ron Levy (1951) - pianista , organista,

Hilton Ruiz (1952-2006) - pianista,

Jim Snidero (1958) - saxofonista,

Kenny Washington (1958) - baterista(na foto),

Sean Jones (1978) - trompetista


Fonte : JazzTimes

quarta-feira, 28 de maio de 2008

PALMYRA & LEVITA COM JOATAN NASCIMENTO NO SALVADOR DALI - 31/05


ANIVERSARIANTES 28/05


Andy Kirk (1898-1992) - tuboísta,

Tommy Ladnier (1900-1939) - trompetista, cornetista,

Russ Freeman (1926-2002) - pianista,

Claudio Roditi (1946) - trompetista , flugelhornista (na foto),

Arto Lindsay (1953) - guitarrista, vocalista


Fonte : JazzTimes

terça-feira, 27 de maio de 2008

MORRE JIMMY McGRIFF


Jimmy McGriff, um dos remanescentes do rol dos grandes organistas que popularizaram o Hammond B-3 , morreu no último 24 de maio em uma casa de repouso em New Jersey. Ele tinha 72 anos. A causa não foi revelada , mas se acredita que tenha sido um infarto. Ele também sofria de esclerose múltipla.

McGriff, que sempre se considerou mais blueseiro do que jazzista, veio chamar a atenção em 1962 quando sua interpretação instrumental de “I Got a Woman” de Ray Charles alcançou a lista “Top 20 “ dos sucessos pops e o 5° em R&B de sua gravadora “Sue Records”. Seu álbum de mesmo nome também alcançou o sucesso, ficando na 22ª colocação na lista da “Billboard”.

McGriff nasceu em 3 de Abril de 1936 na Filadélfia. Ele iniciou tocando piano aos 5 anos de idade, praticando , também, outros instrumentos, incluindo saxofone alto, vibrafone e bateria. Ele tocou baixo em sua primeira banda, um trio de piano, porém depois de sua baixa no exército, em 1956, ele se interessou pelo órgão, especificamente pelo Hammond B-3, cuja sonoridade atraiu os músicos de jazz, R&B e gospel . McGriff estudou na “Juilliard School of Music” e “Combe College of Music” na Filadélfia e tomou aulas particulares com Jimmy Smith e Richard “Groove” Holmes, dois reconhecidos mestres do B-3 que lhe serviram de inspiração. A "Sue Records" contratou-o em 1962, e McGriff gravou diversos sucessos para o selo , tais como “All About My Girl,” “Kiko” e “The Worm,” bem como os álbuns “Topkapi”, “Blues for Mister Jimmy” e” The Worm”.

No meado da década de 60, McGriff gravou uma série de discos para o selo “Solid State”, e nesta década ele passou para a “Blue Note”, onde tentou aplicar seu estilo ao movimento “fusion”. Nos anos 70, ele incorporou o teclado eletrônico, mas retornou para o B-3 e seu mais tradicional som embasado no blues. Ele continuou a gravar pela “Milestone Records” do meio da década de 80 até os anos recentes.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 27/05


Albert Nicholas (1900-1973) - saxofonista , clarinetista,

Bud Shank (1926) - flautista , saxofonista,

Ramsey Lewis (1935) - pianista,

Niels-Henning Ørsted Pedersen (1946-2005) - baixista,

Dee Dee Bridgewater (1950) - vocalista(na foto),

Nat Reeves (1955) - baixista,

Gonzalo Rubalcaba (1963) - pianista


Fonte : JazzTimes

segunda-feira, 26 de maio de 2008

RARA GRAVAÇÃO DE BILLY TAYLOR COM CHARLES MINGUS DISPONÍVEL NA INTERNET


Uma rara transcrição de um programa de rádio apresentando o trio do pianista Billy Taylor (na foto) com Charles Mingus ao vivo no “George Wein’s Storyville” em 1951 está disponível para audição no “BillyTaylorJazz.net”. O colunista da JazzTimes , Nat Hentoff, então um locutor da WMEX, regularmente fazia transmissões de dois clubes de jazz de Boston , o “Savoy” e o “Storyville” , sob o comando do empresário George Wein no início dos anos 50 , antes dele criar o “Newport Jazz Festival”.

Hentoff lembra das apresentações porque “ era a primeira vez que eu ouvia Charles Mingus. Eu tinha ouvido Jimmy Blanton, claro, mas a sonoridade e a técnica de Mingus eram realmente uma revelacão. Lógico que conhecia o trabalho de Billy Taylor , tendo-o entrevistado na rádio . Ele era , como agora, um mestre do piano.”

Em 1949 Taylor foi convidado para substituir Al Haig com Charlie Parker e cordas no Birdland. Era o início de dois anos como pianista do clube e participações contínuas como solista com grupos famosos como os de Parker, Dizzy Gillespie, Miles Davis, Jo Jones, Lester Young, Stan Getz, Milt Jackson e Art Blakey.

Foi Jo Jones , o mentor de Taylor, , quem acertou a temporada no “Storyville”, e montou o trio com Mingus no baixo e Marcus Foster na bateria. Taylor estava muito ocupado no “Birdland” e imaginou que não teria tempo. “Jo me procurou e disse-me, ‘Eu tenho um show para você,’” Taylor relembra, 57 anos após o fato. “ Eu respondi ‘Eu estou com um trabalho regular no momento,’ e ele retrucou que já havia falado com Monte Kay, que era quem tinha me contratado para o Birdland, e como era um pedido de Jo, Monte disse que estava ´okay´.”

Foi o primeiro encontro de Taylor com Mingus e Foster, um baterista de Boston que Jo Jones apoiava . “Eu nunca discutia com Jo,” Taylor expõe. Brevemente após debater com Jones, Taylor encontrou-se com Mingus em um trem a caminho de Boston. “Nós conversamos sem parar por aproximadamente quatro horas. Aquela foi a primeira das muitas conversas ao vivo que tive com Mingus. Nós discordávamos sobre diversas coisas e apresentávamos argumentos de forma passional. Eu encontrava Mingus na rua e facilmente dispendíamos meia-hora debatendo. Ele era um homem e um baixista extraordinário .”

Naquele tempo , Mingus participava do Red Norvo Trio, apresentando Tal Farlow na guitarra. “Ele realmente estava pronto para meu Trio e dei-lhe bastante espaço. Nenhum baixista antes ou depois apresentou aquela pegada para tocar melodias. Nós gravamos juntos com o ´Metronome All-Stars´ Taylor recorda, “tão bem como em diversas outras seções . De fato, nós fomos amigos até o momento em que ele faleceu , em 1978, e sinto falta das discussões e das apresentações que tivemos “

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 26/05


Mamie Smith (1883-1946) - vocalista,

Shorty Baker (1914-1966) - trompetista,

Ziggy Elman (1914-1968) - trompetista,

Peggy Lee (1920-2002) - vocalista (na foto),

Miles Davis (1926-1991) - trompetista,

Lew Tabackin (1940) - flautista , saxofonista


Fonte : JazzTimes

domingo, 25 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 25/05


Jimmy Hamilton (1917-1994) - clarinetista, saxofonista,

Marshall Allen (1924) - flautista, saxofonista,

Gary Foster (1936) - flautista, saxofonista,

Christof Lauer (1953) - saxofonista,

Wallace Roney (1960) - trompetista(na foto)


Fonte : JazzTimes

sábado, 24 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 24/05


Archie Shepp (1937) - saxofonista,

Charles Earland (1941-1999) - organista(na foto)


Fonte : JazzTimes

HARRY ALLEN - HITS BY BRITS (CHALLENGE)


O saxofonista tenor Harry Allen evoca Lester Young , Stan Getz ou Zoot Sims em um minuto e o mais autêntico tenorista da era do swing no próximo instante. Neste seu último disco , o som e a articulação de Allen se inclina para a agressividade no final da escala , entretanto em baladas como "You´re Blasé" e "Nightingale Sang in Berkeley Square" ele traz para a mente um reflexivo Zoot Sims ou Ben Webster.

Todas as músicas são de autoria de britânicos, exceto "Just in Time", composta por Jule Styne , que , curiosamente, tem a cidadania norte-americana, mas nasceu em Londres. O famoso "bandleader" Ray Noble compôs 'The Very Thought of You" , "I Hadn´t Anyone Till You" e o clássico do jazz "Cherokee". Também estão no repertório "Rose of Picardy" , "These Foolish Things" , "Limehouse Blues" e "Got a Date with an Angel" . Em quatro faixas os arranjos foram feitos por Allen, pelo guitarrista Joe Cohn e pelo trombonista John Allred, preservando a melodia ,refrões e a estrutura da música, mudando, entretanto, algumas frases.

Allen está em grande forma, suingando de forma ebuliente ou "cuidando" da melodia, e o virtuosismo de Allred é consistentemente impressionante. Joe Cohn parece ter adquirido o senso melódico do seu pai Al, com rápidos movimentos e linhas memorizáveis em qualquer tempo. A ótima seção rítmica inclui o baixista Joel Forbes e o baterista Chuck Riggs.

Fonte : JazzTimes / David Franklin

Sagas sincopadas


RUY CASTRO


Na semana passada, uma grande noite de choro no Rio reuniu mais de 50 músicos em homenagem a um homem a quem o Brasil muito deve e que, exceção à regra, tem tido o reconhecimento que merece: o flautista Altamiro Carrilho.


Pelo palco do Vivo Rio passaram algumas das maiores autoridades atuais do gênero, como o bandolinista Deo Rian, os violonistas Mauricio Carrilho e João Lyra, o flautista Carlos Malta, a dupla Zé da Velha, trombone, e Silvério Pontes, trompete, o conjunto Tira Poeira, os meninos da Orquestra Furiosa Portátil etc. E o insuperável gaitista Mauricio Einhorn.


Foi como se, durante três horas, a história do Brasil pelo choro desfilasse aos nossos ouvidos: dos pioneiros do século 19, como os flautistas Joaquim Calado e Patápio Silva, o maestro Anacleto de Medeiros e os pianistas Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, aos mestres do século 20, como os flautistas Pixinguinha e Benedito Lacerda, o clarinetista Abel Ferreira, o cavaquinista Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e tantos mais, dos quais Altamiro é o maior herdeiro vivo. E foi ele quem, aos 83, fechou o show, com fôlego, velocidade e imaginação invejáveis.


Assisti-o ao terminar a leitura do novo livro de Jairo Severiano, "Uma História da Música Popular Brasileira - Das Origens à Modernidade". É uma narrativa abrangente, concisa e didática, como ainda não se fizera por aqui, dos brancos, negros e mulatos que se fecundaram uns aos outros e produziram essas cadências sincopadas, cheias de bossa, que fixaram nosso caráter musical.O livro e o show reforçaram minha convicção de que a música no Brasil se caracteriza pela bossa, mais que pelo romantismo.
Às vezes, essa bossa parece envelhecer. Mas, quando acontece, vem alguém e inventa uma bossa nova.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

CATHY DeWITT - LOVE NOTES(MOONDANCER PRODUCTIONS - 2008)


Cathy DeWitt é uma musicista multifacetada e empreendedora, baseada em Gainesville, Flórida, com um diverso conhecimento em canto, performance instrumental, liderança de banda, ensino, composição, escrita e gestão em uma variedade de gêneros que vão do folk, passando pelo clássico, até o jazz. Eu a encontrei quando ela estava participando de uma conferência sobre música e medicina. Ela trabalha música para pacientes em hospitais e outros ambientes médicos. Seu largo campo de interesses e engajamentos, que rapidamente surgiu em nossa conversa, é visível em seu site.

Eu tenho um especial interesse por vocalistas femininas de jazz, assim quando DeWitt disse-me que era cantora de jazz e gravou vários discos, eu pedi para enviar-me alguns para crítica.Recebí um , "Love Notes" , que é um interessante e tradicional "mix" de "standards" e um original de DeWitt, "For a God in Blue". O CD apresenta gravações ao vivo feitas entre 1987 e 1998 no "Thomas Center" em Gainesville. DeWitt possui uma fina e bem entoada voz de soprano com um doce e natural registro alto, que só poucas cantoras, tal como Rita Gamborini pode apresentar.

As interpretações são sonhadoras e compreensíveis, lembrando Doris Day, cuja habilidade musical , em minha opinião, é subestimada. Mas DeWitt é capaz de apresentar ornamentações e variações do jazz e blues, que Doris Day cuidadosamente evitou. Eu estava particularmente impressionado pelo seu belo dueto improvisado , um "scat" com influência de Bach, com o pianista Frank Sullivan em um pouco conhecido "standard" , "Alice in Wonderland" . Eu considero o trabalho do pianista em todas as faixas excepcionalmente bom. A qualidade vocal de DeWitt varia da dificuldade em algumas canções à excelência na maioria delas. Esta flutuação é natural em material oriundo de apresentações ao vivo.

Este é um disco bom para se escutar , principalmente para os que amam os "standards" e são aficcionados pelos clássicos do jazz, que vão do estilo suingante de Helen Forrest ao mais emotivo e íntimo de Billie Holliday.

Fonte : All About Jazz / Victor L. Schermer

ANIVERSARIANTES 23/05


Artie Shaw (1910-2004) - clarinetista , líder de orquestra,

Humphrey Lyttelton (1921) - trompetista, clarinetista , líder de orquestra,

Rosemary Clooney (1928-2002) - vocalista(na foto),

Daniel Humair (1938) - baterista,

Marvin Stamm (1939) - trompetista , flugelhornista,

Famoudou Don Moye (1946) - baterista , percussionista,

Richie Beirach (1947) - pianista,

Ken Peplowski (1959) - saxofonista , clarinetista


Fonte : JazzTimes

quinta-feira, 22 de maio de 2008

TIERNEY SUTTON NA ACADEMIA


A Academia de Música de Los Angeles anunciou que a cantora Tierney Sutton( na foto) assumirá a liderança do seu Departamento de Vocalização. Natural de Milwaukee , ela é uma ativa educadora e artista . Recentemente atuava como professora adjunta na “ USC’s Thornton School of Music”. Sutton contribuirá na atualização do “curriculum” da Academia e recrutará talentos para a Escola.

Sutton formou a “Tierney Sutton Band’ quando ela foi para o Sudeste da Califórnia nos meados dos anos 90. A banda já lançou sete álbums.Os dois últimos foram indicados para o Grammy da categoria melhor disco vocal em Jazz .

Fonte ; JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 22/05


Sun Ra (1914-1993) - organista, pianista , líder de orquestra(na foto),

Jackie Cain (1928) - vocalista,

Kenny Ball (1930) - trompetista , líder de orquestra,

Dick Berk (1939) - baterista , líder de orquestra,

Eddy Louiss (1941) - organista, pianista


Fonte : JazzTimes

quarta-feira, 21 de maio de 2008

MORRE BOB FLORENCE


Bob Florence, um “bandleader”, pianista e compositor, morreu no último 15 de Maio em sua casa localizada em Thousand Oaks, Califórnia. A causa foi pneumonia . Florence tinha 75 anos.

Florence, que liderou a big band “Limited Edition” em Los Angeles , ganhou um Grammy e dois Emmys durante sua carreira, que atravessou cinco décadas. No início trabalhou com Harry James, Louis Bellson and Sy Zentner. Florence arranjou o sucesso de Zentner “Up a Lazy River,” que proporcionou um Grammy a Zentner. Florence ganhou este prêmio em 1999 na categoria “Best Large Jazz Ensemble Performance”, para o seu álbum Serendipity 18.

Durante sua carreira, Florence trabalhou como arranjador para televisão e gravadoras, atuando com artistas como Doc Severinsen, Julie Andrews, Count Basie, Dean Martin, Andy Williams and Red Skelton. Seus dois Emmys veio pelo seu trabalho nos programas "Julie Andrews, On Tour" (PBS) e "Linda Lavin, Linda In Wonderland" (CBS). Ele, também, atuou com a cantora Vicki Carr em seis álbuns e foi seu diretor musical em excursões.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 21/05


Fats Waller (1904-1943) - pianista,organista, vocalista,

Bill Holman (1927) - saxofonista, líder de orquestra(na foto),

Larance Marable (1929) - baterista


Fonte : JazzTimes

terça-feira, 20 de maio de 2008

PALMYRA & PAULO LEVITA NO SALVADOR DALI - 24/05


Palmyra & Paulo Levita com Rebeca Falcone
50 ANOS DA BOSSA NOVA

LOCAL: Restaurante Salvador Dali (Rua Borges dos Reis,
ao lado do Teatro SESI no Rio Vermelho)
Manobrista no estacionamento em frente ao Teatro.
DIA: 24 de maio, sábado
HORA: 22:00h
COUVERT: R$15,00
RESERVAS: tel. 3335.4593

UM SHOW DE VOZ E VIOLÃO

MATERIAL NÃO DIVULGADO DE ART PEPPER SERÁ LANÇADO EM 30 DE MAIO


Um disco duplo de material não divulgado de Art Pepper, o Volume III: The Croydon Concert, será lançado pelo selo “ Widow’s Taste”, dirigido por Laurie Pepper, a viúva do alto saxofonista. O lançamento ocorrerá em 30 de Maio.

O disco apresenta a banda de Pepper chamada “Comeback Band,” que trabalhou com ele entre 1978 e 1981: o pianista Milcho Leviev, o baixista Bob Magnusson e o baterista Carl Burnett. A performance ocorreu no Fairfield Hall , em Croydon, Inglaterra , em Maio de 1981.

A gravação realizada em Croydon foi enviada no ano passado para Laurie Pepper por um fã europeu. A gravação segue o volume um, “The Abashiri Concert”, gravado no Japão em 1981, e o volume dois, “The Last Concert”, gravado no Kennedy Center em Washington, D.C. em 1982, documentando sua última performance semanas antes de sua morte.

No próximo ano, o “Widow’s Taste” lançará um disco triplo dentro do projeto “The Art History ". O disco um será “Early Art” com Stan Kenton, Shorty Rogers gravado no Lighthouse. O disco dois será “The Middle Period”, com material que nunca foi divulgado, gravado pela Contemporary em 1962 e 1967. O disco três será “Reconciliation”, que apresentará o melhor de Pepper em seu período “post-Vanguard”.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 20/05


Louis Smith (1931) - trompetista , flugelhornista(na foto),

Bob Florence (1932) - pianista,

Charles Davis (1933) - saxofonista,

Dino Saluzzi (1935) - banjoísta, bandoneonista,

Rufus Harley (1936-2006) - saxofonista , flautista,

Victor Lewis (1950) - baterista,

Ralph Peterson, Jr. (1962) - baterista


Fonte : JazzTimes

A vingança do Berimbau


Miguezim de Princesa

Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau.

II

Disse o doutor Natalino
Que o baiano é um mocó,
Sem coragem e inteligência,
Preguiçoso de dar dó,
Só liga pra carnaval
E só toca berimbau
Porque tem uma corda só.

III

O sujeito ignorante
Não conhece o berimbau,
Que atravessou o mundo
Com toda a força ancestral.
Na fronteira da emoção,
Traz da África a percussão
Da diáspora cultural.

IV

Nem Baden Powel resistiu
À percussão milenar,
Uma corda a encantar seis
Na tristeza camará
De Salvador da Bahia.
Quem toca e canta poesia
Na dança sabe lutar.

V

O doutor, se estudou,
Na certa não aprendeu nada:
Diz que o som do Olodum
Não passa de uma zoada
E a cultura baiana
É uma penca de bananas,
Primitiva e atrasada.

VI

Jimmy Cliffi, Michael Jackson,
Paul Simon e o escambau
Se renderam ao Olodum
Com seu toque genial,
Que nasceu no Pelourinho
E hoje abre caminho
No cenário mundial.

VII

O baiano é primitivo?
Veja só o resultado:
Ruy foi o Águia de Haia;
Castro Alves, verso-alado
De poeta condoreiro,
E gente do mundo inteiro
Se curvou a Jorge Amado.

VIII

Bethânea, Caetano e Gil,
Armandinho, Dodô e Osmar,
Gal Costa, Morais Moreira,
Batatinha a encantar
João Gilberto, Bossa Nova
Novos Baianos são prova
Da grandeza do lugar.

IX

Glauber, no Cinema Novo;
Gregório, velha poesia;
Gordurinha, no rojão;
Milton, na Geografia;
Anísio, na Educação;
Dias Gomes, na encenação;
João Ubaldo e Adonias.

X

Menestrel da cantoria
Temos o mestre Elomar,
Xangai, Wilson Aragão,
Bule-Bule a improvisar,
Roberto Mendes viola
A chula - semba de Angola,
Nosso samba de além-mar.

XI

Se eu fosse citar todos
Que merecem citação,
Faria um livro de nomes
Tão grande é a relação.
Desculpe, Afrânio Peixoto,
Esse doutor é um roto
Procurando promoção!

XII

Com vergonha do que fez:
Insultar toda a Nação,
O tal doutor Natalino
Pediu exoneração
E não encontra ninguém,
Nem um nazista do além,
Para tomar a lição.

XIII

O baiano é pirracento,
Mas paga com bem o mal:
Dá uma chance a Natalino
Lá no Mercado Central
De ganhar alguns trocados
Segurando o pau dobrado
Da corda do berimbau.


Enviado por Frederico Martins, Salvador/Ba

segunda-feira, 19 de maio de 2008

ZECA FREITAS & ORQUESTRA NO FUARFUIA - 21/05

DIA 21/04 (QUARTA) ZECA FREITAS E ORQUESTRA.
Músico reconhecido, Zeca Freitas traz sua orquestra com um show dançante onde ele apresenta músicas que são clássicos. A orquestra é formada por 15 músicos e já tocou em grandes eventos como o Carnaval de Salvador.
COUVERT ARTÍSTICO: R$ 7,00
Fone: 3232-9562

ELLIS MARSALIS QUARTET - AN OPEN LETTER TO THELONIUS (ELM Music- 2008)


Thelonius Monk é um grande enigma no jazz. Considerado um importante propagador do bebop, suas composições , entretanto, eram algo mais. Técnicamente, os tempos de Monk eram admiráveis, mas não possuía a brilhante velocidade de Bud Powell ou os belos arpejos de Art Tatum. Ele não compôs bebop, mas líderes do gênero gravaram suas músicas. O que Monk era ?. Era Monk. Ele possuía um espírito jazzista singular que fez o jazz, jazz e seu "songbook" o mais rico na música.

As composições de Monk , todas elas, entraram para o vernáculo dos standards do Jazz. As canções foram escritas especificamente para o jazz em oposição àquelas feitas para os shows da TinPanAlley adaptadas para o jazz. Sua música é provocante, frequentemente difícil. Todos os ângulos , margens dissonantes, ritmos, tempos, soam frequentemente como se fossem compostas por um comitê. Isto até o ouvinte investir o tempo necessário para alcançar o conhecimento para perceber que as composições de Monk fazem sentido.

Felizmente , há uma grande quantidade de gravações de Monk, porque nada substitui sua originalidade. Dito isto, é um verdadeiro prazer ouvir um recital de Ellis Marsalis inspirado em Monk. A habilidade do pianista afasta a massa sonora e estrutura "monkniana" sem eliminar sua genialidade. Marsalis utiliza um saxofone , como Monk fazia, contando com seu filho Jason Marsalis na bateria.

Marsalis e o saxofonista Derek Dopughet compartilham uma telepática empatia que qualifica a sinergética unidade e coesa performance do grupo. A banda em "Epistrophy" e "Straight No Chaser" mostra suas talentosas individualidades integradas com o gênio do compositor. O solo de Marsalis em "Round Midnight' vale o preço do disco. "An Open Letter to Thelonius" é a mais integrada gravação focada em Monk, tomando o lugar da bela gravação do seu filho Wynton Marsalis "Marsalis Plays Monk: Standards Tima Vol.4".

Fonte ; All About Jazz / C. Michael Bailey

ANIVERSARIANTES 19/05


Georgie Auld (1919-1990) - saxofonista , líder de orquestra ,

Cecil McBee (1935) - baixista,

Sonny Fortune (1939) - flautista, saxofonista(na foto),

Richard Teitelbaum (1939) - sintetizadorista,

Tom Scott (1948) - flautista, saxofonista


Fonte : JazzTimes

domingo, 18 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 18/05


Pops Foster (1892-1969) - baixista,

Big Joe Turner (1911-1985) - vocalista,

Kai Winding (1922-1983) - trombonista(na foto),

Jim McNeely (1949) - pianista


Fonte : JazzTimes

sábado, 17 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 17/05


Paul Quinichette (1916-1983) - saxofonista,

Dewey Redman (1931-2006) - saxofonista,

David Izenon (1932-1979) - baixista,

Jackie McLean (1932-2006) - saxofonista(na foto)


Fonte : JazzTimes

Berkelee College of Music homenageia Rosa Passos

Rosa Passos e Sérgio Franco, em Salvador/Ba

A cantora Rosa Passos recebeu no último dia 09 distinção especial do Berkelle College of Music, em Boston, com o diploma Honoris Causa. Foi a primeira vez que um artista brasileiro recebeu tal distinção.
A cerimônia aconteceu no Centro Esportivo Agganis Arena, da Universidade de Boston. Na oportunidade houve um concerto organizado pelos alunos da Berkelle, onde no ano passado Rosa havia dado uma aula.
Fico muito contente quando vejo a minha nobre amiga ser alvo de tantas homenagens lá fora. É gratificante tomar conhecimento de uma notícia tão honrosa. É bom lembrar que Rosa já se apresentou com um enorme suceso em palcos tão prestigiados a exemplo do Carnigie Hall, um privilégio para pouquíssimos artistas brasileiros.
Pena que esse reconhecimento não ocorra com a mesma intensidade no Brasil. Rosa lança ainda este mês um novo CD nos EUA, onde inicia turnê que segue para Portugal e Espanha.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ANNE DUCROS - URBAN TRIBE (DREYFUS)


Imagine belos diamantes envoltos em seda e você começará a entender o singular magnetismo da diva francesa Anne Ducros. Ela pode ecoar poderosamente como Aretha Franklin( se é que Franklin cantou com a charmosa entonação de Marielle Mathieu). Pode ser ardente como Marlene Dietrich. Ela é uma gatinha com garras de tigre. Seu scat sugere a majestade de Sarah Vaughan, e rivaliza com a autoridade de Carmen McRae. Ela pode transformar "Stairways to the Stars" em cinco minutos e meio de euforia romântica, reinventar "Sexy Sadie" de Lennon e McCartney como celebração do poder de atração feminino, revelar a linha otimista dentro da nuvem escura de " Who Can I Turn To", controlar a dura construção de Otis Reding ["(Sittin´on) the Dock of Bay"] e voar nas asas de "Over the Rainbow" que parece dividida entre Eartha Kitt e Annie Ross. Apesar de tudo, ela permanece musicista para músicos, firmemente entrosada com o pianista Oliver Hutman, o baixista Essiet Okon Essiet, o baterista Bruce Cox e a saxofonista Ada Rovatti, partilhando o resultado.

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 16/05


Woody Herman (1913-1987) - clarinetista, saxofonista, líder de orquestra(na foto),

Eddie Bert (1922) - trombonista,

Betty Carter (1930-1998) - vocalista,

Billy Cobham (1944) - baterista


Fonte : JazzTimes

Sinatra, 10 anos sem "The Blue Eyes"









Há dez anos morria Frank Sinatra.

E eu por coincidência estava com a minha mulher nos Estados Unidos nessa ocasião e justamente em Los Angeles, onde morava e morreu o cantor.

Nem deu vontade de sair do Hotel para poder ficar assistiindo pela TV a tantos programas especiais com aquele que foi o maior cantor do mundo de todos os tempos.

Em alguns desses programas especiais, ele estava ao lado do nosso Tom Jobim, de quem Sinatra era fã incondicional e com quem fez gravações de albuns somente com músicas de autoria do compositor brasileiro. Nenhum outro artista do mundo teve esse privilégio, ou seja, ter um álbum de Sinatra somente com músicas de sua autoria. Mas o nosso Tom era o Tom. Alguns desses programas onde se via o Tom com o Sinatra, eu jamais vi passar na TV aqui no Brasil.

Lembro e costumo citar um comentário de um primo brasiliense sobre o Sinatra, quando este ainda era vivo:

- Você já viu que quando o Frank Sinatra canta ele não costuma se rebolar, nem fazer essas piruetas no palco ?

- É verdade, respondi.

- Pois é, lembrou ele. Sinatra não precisa, Ele tem voz!

Em Los Angeles, bati fotos até do do Hospital Cedars-Sinai Medical Center, onde Sinatra morreu. Também não dispensei uma visita à calçada da fama onde tiramos fotos ao lado da estrela do grande ídolo.

Pura tietagem!!!

Mas foram mais de 50 anos de sucesso. Está para existir outro cantor igual.

Vamos homenageá-lo escutando o clássico "I´ve Got You Under My Skin", do genial Cole Porter.

Clique no endereço a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=X--QWXGjXfg
Sérgio Franco

quinta-feira, 15 de maio de 2008

LANÇADO SELO EM HOMENAGEM A FRANK SINATRA


Um novo selo de 42 centavos de dólar apresentando uma clássica foto de Frank Sinatra foi posta à venda no dia 13 próximo passado . O selo foi, inicialmente, vendido em três cidades importantes para a vida do cantor : Hoboken, N.J., onde ele nasceu; New York City, onde ele iniciou sua carreira de sucesso na década de 1940 e em Las Vegas, a cidade que ele e sua turma "Rat Pack" praticamente construíram. A família Sinatra teve representantes nos três locais escolhidos para o lançamento do selo. Em Hoboken, Frank Sinatra Jr. (na foto, durante a cerimônia), que também é cantor, disse que seu pai personificou o sonho Americano , a criança descendente de imigrantes que cresceu no duro mundo do “show business”. Nancy Sinatra, uma das duas filhas , esteve em Manhattan e Tina Sinatra, a outra filha, esteve em Las Vegas. Um funcionário do serviço postal norte-americano informou que, inicialmente, 120 milhões desses selos serão impressos.

Fonte: JazzTimes/Jeff Tamarkin.
Foto: Jeff Tamarkin.

ANIVERSARIANTES 15/05


Edmond Hall (1901-1967) - clarinetista,

Ellis Larkins (1923-2002) - pianista(na foto),

Joe Gordon (1928-1963) - trompetista,

Karin Krog (1937) - vocalista


Fonte : JazzTimes

quarta-feira, 14 de maio de 2008

PALMYRA & LEVITA NO SALVADOR DALI - 16/05


ZECA FREITAS NO TOM DO SABOR - 16/05


LEE KONITZ - OHAD TALMOR BIG BAND - PORTOLOGY(OmniTone)


Em verdade, esta é a orquestra portuguesa " Orquestra Jazz de Matosinhos" com os convidados Konitz e Talmor. Konitz é o principal solista e, juntamente com Talmor, são parceiros nas composições , exceto "Sound Lee" , que é um clássico de Konitz. Talmor é o arranjador. Este projeto segue aquele da OmniTone de 2006, relativo às gravações do "String Project and The New Nonet" , cuja última performance no Porto em 2004, possibilitou o convite à orquestra portuguesa para escrever os arranjos para big band dedicados à música de Konitz.

Konitz está soberbo, completamente engajado, imerso na música e integrado com a orquestra. Talmor escreveu todos os arranjos e nunca renuncia às suas características secas, restrita, contida e com improvisações imprevistas. Talmor é para Konitz o que Gil Evans foi para Miles Davis.

O altoísta é intenso em "Sound Lee" onde a brilhante orquestração repetidamente apresenta tons intensos e mais suaves. O guitarrista Andrés Fernandes e o baterista Mário Barreiros brilham. "June 05" apresenta um longo e variado solo de Konitz, movendo-se em diversidades sonoras, concluindo com um toque latino, que lembra Chico O´Farrill. Konitz toca com grande sentimento na sinuosa " A New Ballad" com outro arranjo excitante, que inicia moderamente e tem reinícios frequentes. "Ornetty" apresenta um tema espinhoso, que captura o sentimento da música de Ornette Coleman sem comprometer o estilo de Konitz.

A melodia interessante de "September Line" lembra " I Remember Clifford" de Benny Golson. As cinco partes de "Rhythm Sweet" encontra Konitz em seu momento mais bop e blueseiro , fazendo citações e mostrando-se consistentemente lúcido. A pequena seção final "Moderato" é talvez a mais expressiva do CD, com Konitz alcançando um tempo alto, e a orquestra produzindo complexos fraseados. A extensa "Relative Major" apresenta algumas dissonâncias, um espaçado interlúdio do piano e um tema recorrente, que servem de inspiração ao incansável Konitz.

Este maravilhoso disco de Konitz aos 80 anos, conclusivamente prova que ele está longe de se diminuir como músico e compositor.

Fonte : JazzTimes / Scott Albin

ANIVERSARIANTES 14/05


Sidney Bechet (1897-1959) - clarinetista, saxofonista (na foto),

Zutty Singleton (1898-1975) - baterista,

Stu Williamson (1933-1991) - trompetista , trombonista


Fonte : JazzTimes

terça-feira, 13 de maio de 2008

OFICINA DE VOZ COM PAULA CASTAGNET

O curso começará no dia 15/05/08
Saiba mais no: www.vanacontramao.com.br

ANIVERSARIANTES 13/05


Maxine Sullivan (1911-1987) - vocalista(na foto),

Gil Evans (1912-1988) pianista , líder de orquestra,

Red Garland (1923-1984) - pianista,

Ross Tompkins (1938-2006) - pianista,

Ronnie Foster (1950) - organista, pianista


Fonte : JazzTimes

segunda-feira, 12 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 12/05


Marshall Royal (1912-1995) - clarinetista, saxofonista,

Gerald Wiggins (1922) - pianista,

Gary Peacock (1935) - baixista(na foto),

Klaus Doldinger (1936) - saxofonista, organista, líder de orquestra


Fonte : JazzTimes

domingo, 11 de maio de 2008

RONDI CHARLESTON - IN MY LIFE (JazzImprov)


Rondi Charleston, natural de Chicago e educada na Juilliard, trocou uma carreira como jornalista televisiva para a de cantora de jazz. Entretanto, eu que nunca vi sua habilidade como jornalista, suspeito que ela fez uma sábia troca. É um presente, e ela se cercou de uma boa banda, incluindo o pianista Bruce Barth, que participou da maioria dos arranjos e atua como seu diretor musical, o saxofonista Joel Frahm, o baixista Sean Smith, o baterista Clerence Penn e o guitarrista Adam Rogers. Como demonstra esta curta apresentação, apenas sete faixas, totalizando 30 minutos, há extrema suavidade. É o seu terceiro disco , e ela no jazz equivale a um gim com tônica: ácido, doce, clara e efervescente com um delicioso encantamento.

Exibindo ótima escolha do repertório, ela transita bem desde Caroline King(“Beautiful”), Sting (“Until”) até Antônio Carlos Jobim, Gene Lee (“Something To Light Up My Life”) e a raridade composta por Johnny Mercer e Jimmy Rowles (“Baby Don´t Quit Now”) com infalível julgamento e inteligência. Desde Cassandra Wilson, que a incluiu em seu álbum “Sings Standards”, lançado em 2002, eu não ouvia uma encantadora versão de “ I´m Old Fashioned”. Sua dicção sem falhas lembra Lena Horne, e há um elegante e profundo fraseado que espelha Ann-Hampton Calaway.

Completando a brevidade do disco, acompanha-o um DVD que mostra Charleston ao vivo no Lincoln Center Dizzy´s Club Coca Cola. Em adição a quatro canções repetidas do Cd é providenciada maravilhosas apresentações de “Bewitched”, “No More Blues” e “Waltz for Debbie”. Porém o grande destaque é o original “Telescope”, com letra de Charleston e música de Barth, inspirada em sua filha de oito anos, Emma, que sobe ao palco para participar do vocal, numa aveludada elucidação de que a enorme complexidade do universo é confrontada só pela magnitude da curiosidade infantil.

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 11/05


King Oliver (1885-1938) - cornetista,

J.C. Higginbotham (1906-1973) - trombonista,

Freddie Roach (1931) - organista,

Carla Bley (1938) - pianista,organista, líder de orquestra (na foto),

Julian Joseph (1966) - pianista


Fonte : JazzTimes

sábado, 10 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 10/05


Mel Lewis (1929-1990) – baterista, líder de orquestra(na foto),

Ahmed Abdullah (1947) - trompetista,

Lorne Lofsky (1954) - guitarrista,

Philip Harper (1965) - trompetista


Fonte : JazzTimes

sexta-feira, 9 de maio de 2008

ANIVERSARIANTES 09/05


Tania Maria (1948) – pianista, vocalista(na foto),

Dennis Chambers (1959) – baterista, saxofonista


Fonte : JazzTimes

quinta-feira, 8 de maio de 2008




Chico Oliveira e Grupo, quinta no Extudo e no próximo sábado, uma apresentação especial no Tom do Sabor. No repertório, composições próprias além de músicas de João Donato, Tom Jobim, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso entre outros.



Rowney Scott - Sax Tenor e Soprano
Chico Oliveira - Guitarra
Ubiratan Marques - Piano Elétrico;
Pedro Augusto Dias - Contrabaixo;
Ivan Huol - Bateria e percussão



Local: Extudo Restaurante
Endereço: Lidio Mesquita, n° 04 - Rio Vermelho.
Data: 08/05/2008 (Quinta)
Telefone: 3334 0671
Horário: 21h
Couvert:R$ 5,00


Local: Tom do Sabor
Endereço:
R. João Gomes, 249. Rio Vermelho.
Data: 10/05/2008 (Sábado)
Telefone: 3334-3039
Horário: 22h
Couvert: R$15,00




ANIVERSARIANTES 08/05


Red Nichols (1905-1965) – cornetista, trompetista,
Mary Lou Williams (1910-1981) – pianista (na foto),
Keith Jarrett (1945) - pianista

Fonte : JazzTimes