
Em verdade, esta é a orquestra portuguesa " Orquestra Jazz de Matosinhos" com os convidados Konitz e Talmor. Konitz é o principal solista e, juntamente com Talmor, são parceiros nas composições , exceto "Sound Lee" , que é um clássico de Konitz. Talmor é o arranjador. Este projeto segue aquele da OmniTone de 2006, relativo às gravações do "String Project and The New Nonet" , cuja última performance no Porto em 2004, possibilitou o convite à orquestra portuguesa para escrever os arranjos para big band dedicados à música de Konitz.
Konitz está soberbo, completamente engajado, imerso na música e integrado com a orquestra. Talmor escreveu todos os arranjos e nunca renuncia às suas características secas, restrita, contida e com improvisações imprevistas. Talmor é para Konitz o que Gil Evans foi para Miles Davis.
O altoísta é intenso em "Sound Lee" onde a brilhante orquestração repetidamente apresenta tons intensos e mais suaves. O guitarrista Andrés Fernandes e o baterista Mário Barreiros brilham. "June 05" apresenta um longo e variado solo de Konitz, movendo-se em diversidades sonoras, concluindo com um toque latino, que lembra Chico O´Farrill. Konitz toca com grande sentimento na sinuosa " A New Ballad" com outro arranjo excitante, que inicia moderamente e tem reinícios frequentes. "Ornetty" apresenta um tema espinhoso, que captura o sentimento da música de Ornette Coleman sem comprometer o estilo de Konitz.
A melodia interessante de "September Line" lembra " I Remember Clifford" de Benny Golson. As cinco partes de "Rhythm Sweet" encontra Konitz em seu momento mais bop e blueseiro , fazendo citações e mostrando-se consistentemente lúcido. A pequena seção final "Moderato" é talvez a mais expressiva do CD, com Konitz alcançando um tempo alto, e a orquestra produzindo complexos fraseados. A extensa "Relative Major" apresenta algumas dissonâncias, um espaçado interlúdio do piano e um tema recorrente, que servem de inspiração ao incansável Konitz.
Este maravilhoso disco de Konitz aos 80 anos, conclusivamente prova que ele está longe de se diminuir como músico e compositor.
Fonte : JazzTimes / Scott Albin
Konitz está soberbo, completamente engajado, imerso na música e integrado com a orquestra. Talmor escreveu todos os arranjos e nunca renuncia às suas características secas, restrita, contida e com improvisações imprevistas. Talmor é para Konitz o que Gil Evans foi para Miles Davis.
O altoísta é intenso em "Sound Lee" onde a brilhante orquestração repetidamente apresenta tons intensos e mais suaves. O guitarrista Andrés Fernandes e o baterista Mário Barreiros brilham. "June 05" apresenta um longo e variado solo de Konitz, movendo-se em diversidades sonoras, concluindo com um toque latino, que lembra Chico O´Farrill. Konitz toca com grande sentimento na sinuosa " A New Ballad" com outro arranjo excitante, que inicia moderamente e tem reinícios frequentes. "Ornetty" apresenta um tema espinhoso, que captura o sentimento da música de Ornette Coleman sem comprometer o estilo de Konitz.
A melodia interessante de "September Line" lembra " I Remember Clifford" de Benny Golson. As cinco partes de "Rhythm Sweet" encontra Konitz em seu momento mais bop e blueseiro , fazendo citações e mostrando-se consistentemente lúcido. A pequena seção final "Moderato" é talvez a mais expressiva do CD, com Konitz alcançando um tempo alto, e a orquestra produzindo complexos fraseados. A extensa "Relative Major" apresenta algumas dissonâncias, um espaçado interlúdio do piano e um tema recorrente, que servem de inspiração ao incansável Konitz.
Este maravilhoso disco de Konitz aos 80 anos, conclusivamente prova que ele está longe de se diminuir como músico e compositor.
Fonte : JazzTimes / Scott Albin
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