playlist Music

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES 31/10


Bob Belden (1956) – saxofonista arranjador,
Booker Ervin (1930-1970) - saxofonista,
Ethel Waters (1896-1977) - vocalista,
Illinois Jacquet (1922-2004) – saxofonista (na foto), Julia Lee (1902-1958) - pianista,
vocalista,
Sherman Ferguson (1944-2006) - baterista

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

SAI O VENCEDOR DO PRÊMIO THELONIUS MONK


O vencedor da 21ª “Thelonious Monk International Jazz Competition” é Jon Irabagon (na foto), um saxofonista alto residente em Astoria, Nova York. Irabagon receberá $20,000 e assinará um contrato com a Concord Records. A competição , que ocorre em Los Angeles e foi encerrada no domingo próximo passado, avalia jovens músicos e concentra-se em diferentes instrumentos a cada ano. O júri este ano foi composto pelos saxofonistas Wayne Shorter, Greg Osby, David Sanchez, Percy Heath e Jane Ira Bloom.

Os outros premiados foram Tim Green de Baltimore e Quamon Fowler de Ft. Worth, Texas.

Irabagon já gravou um álbum sob seu nome, “Outright!”. Ele também atua com o grupo “Other People Do the Killing”.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 30/10


Bobby Jones (1928-1980) - saxofonista, flautista,
Christoph Irniger (1979) - saxofonista ,
Clifford Brown (1930-1956)- trompetista (na foto),
Poncho Sanchez (1951) - percussionista,
Saul Rubin (1958) - guitarrista ,
Teo Macero (1925) - saxofonista, produtor,
Tom Browne (1954) - trompetista ,
Trilok Gurtu (1951) - percussionista

Donato em Salvador


Clique sobre a imagem para ampliar



quarta-feira, 29 de outubro de 2008

THE STRYKER / SLAGLE BAND - THE SCENE - (Zoho Music [2008])


“The Scene” encontra o guitarrista Dave Stryker e o saxofonista Steve Slagle colaborando na quarta gravação como co-líderes . O disco é engenhoso com expressivas apresentações de jazz progressivo. A banda é composta pelo baixista Jay Anderson, o baterista Victor Lewis e , em quatro faixas, pelo convidado especial , o saxofonista Joe Lovano.

A maliciosa e exuberante abertura "Skee" , dedicada ao baixista Dennis Irwin, falecido recentemente , apresenta inspirada atuação de Slagle, Lovano e Stryker sobre um vigoroso suporte de Anderson e Lewis. A suingante faixa título , abrilhantada por um excepcional solo do baixista Anderson tem uma melodia simples sobre um complexo esquema harmônico . Realmente, a maior parte da música tocada pode ser caracterizada por elementos aparentemente acessíveis envolto em formas de improviso desafiantes. Mesmo a composição de Slagle. "Two Sense" repleta de contorcionismos mantém uma qualidade lírica dentro de solos em estilo nonsense.

Sendo veteranos credenciados , Stryker and Slagle preocupam-se com a musicalidade para que esta esteja acima das suas habilidades. Ambos exibem aventurosos estilos de solos , mas divertido e cuidadoso de acordo com o contexto. Da suave "Brighter Days", baseada em linhas blueseiras, a "Strikology" com tempo bem acima, há a uma exibição que mantém as coisas ajustadas e suingantes.

Especialmente , o jeito da exibição muda levemente com Stryker no violão para a sua composição "Kindred Spirits" e "Fingers in the Wind" de Rahsaan Roland Kirk, em dueto com Slagle na flauta. A mudança na estrutura nas destacadas apresentações em duo demonstra a disposição para a diversidade sem sacrifício conceitual das idéias.

Sólidas composições e solos fluentes fazem de “The Stryker/Slagle Band “ um excitante componente do jazz contemporâneo. “The Scene” merece repetidas audições.

Faixas: Skee; The Scene; Six Four Teo; Two Sense; Kindred Spirits; Hopewell's Last; Brighter Days; Fingers in the Wind; Strikology.

Músicos: Dave Stryker: guitarra; Steve Slagle: saxofones alto e soprano, flauta; Jay Anderson: baixo; Victor Lewis: bateria; Joe Lovano: saxofone tenor (1, 3, 6, 7).

Fonte : All About Jazz / John Barron

ANIVERSARIANTES 29/10


Jimmy Woods (1934) - saxofonista ,
Josh Sinton (1971) - saxofonista,
Matthias Lupri ( 1964) - vibrafonista,
Neal Hefti (1922) - trompetista,
Zoot Sims (1925-1985) - saxofonista(na foto)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES 28/10


Andy Bey (1939) – vocalista(na foto),
Bill Harris (1916-1973) - trombonista ,
Chico O'Farrill (1921-2001)- líder de orquestra,
Cleo Laine (1927) - vocalista,
Dink Johnson (1892-1954) - pianista,
Elton Dean (1945-2006) - saxofonista ,
Glen Moore (1941) - baixista, pianista,
Jay Clayton (1941) - vocalista,
Kent Jordan (1958) - flautista,
Kurt Rosenwinkel (1970) - guitarrista ,
Richard Bona (1967) – baixista

Legrand toca "sucessos do cinema" em São Paulo







Pianista francês, que já compôs para Godard e Altman, inicia turnê no Brasil com apresentação em SP




CARLOS CALADO - FOLHA DE SÃO PAULO


Não são poucos os que o consideram um dos maiores compositores do século 20. Além de ser um premiado autor de canções e trilhas para o cinema, o pianista e arranjador francês Michel Legrand, 74, tornou-se unanimidade na área do jazz, graças às gravações que fez nos anos 50 com expoentes do gênero, como Miles Davis e John Coltrane.
Com um único show no Via Funchal, em São Paulo, Legrand inicia hoje turnê pelo país, que inclui apresentações em Brasília (dia 30), Porto Alegre (1º/11) e Rio (4/11). A abertura de todas as noites será feita pela cantora Patty Ascher, que lançou há pouco um CD com canções de Burt Bacharach.
Fã da música brasileira, Legrand já se apresentou aqui várias vezes, mas não se lembra mais da primeira visita. "Gosto tanto do país e possuo tantos amigos aí que tenho a impressão de conhecer o Brasil há uns três ou quatro séculos", disse à Folha, por telefone.
Da última vez que tocou em São Paulo, ele se recorda. Foi em 1999, quando se apresentou com Ivan Lins. Os dois iniciaram parceria, planejando álbum com arranjos para orquestra, mas o alto custo do projeto os levou a interrompê-lo.
"Eu tinha curiosidade de conhecer melhor o Ivan há muito tempo. Foi um prazer trabalhar com ele, porque temos uma grande afinidade musical", comenta o parisiense, que em 2004 voltou a se apresentar no Rio, onde gravou um belo CD em homenagem ao pianista Luiz Eça (1936-1992).


Jazz e cinema
Autor de melodias inspiradas, como o tema do filme "Houve uma Vez um Verão" (Robert Mulligan, 1971), ou canções que passaram a integrar o repertório do jazz, como "What Are You Doing the Rest of Your Life?", Legrand diz que vários de seus sucessos estão no repertório do show de hoje, mas também deve tocar composições recentes. O fato de grande parte dos jovens de hoje preferirem ouvir rap ou rock não o preocupa. "Não vejo qualquer perigo na expansão do rap, que é um gênero interessante, mas não passa de uma aventura. O que já é grande na cena da música, como o jazz, vai continuar a ser grande. O jazz vai ficar para sempre, ele já é clássico", afirma o compositor.Mas, quando o assunto se volta para o cinema de hoje, a animação de Legrand desaparece. Depois de compor para dezenas de filmes de conceituados cineastas, como Godard, Orson Welles e Robert Altman, ele diz que perdeu o estímulo para atuar nessa área.
"Os filmes de hoje já não me inspiram mais, não me parecem tão interessantes como quando trabalhei com diretores extraordinários. Não acho que os cineastas da nova geração sejam especialmente dotados. Talvez eu mesmo dirija um filme. Tenho pensado nisso."


MICHEL LEGRAND
Quando: hoje, às 21h30
Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65, Vila Olímpia, tel. 0/xx/11/3188-4148)
Quanto: de R$ 100 a R$ 400
Classificação: livre

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES - 27/10


Amanda Monaco (1973) - guitarrista,
Arild Anderson (1945) - baixista,
Babs Gonzales (1919-1980) - vocalista,
Barre Phillips (1934) - baixista,
Boyd Raeburn (1913-1966) - saxofonista,
Carlo De Rosa (1970) - baixista ,
Dan Baraszu (1969)- guitarrista,
David Hazeltine (1958) - pianista,
George Wallington (1924-1993) - pianista ,
Ken Filiano ( 1952) - baixista,
Philip Catherine (1942) – guitarrista(na foto),
Robert Sabin ( 1972) - baixista,
Tom Adams (1953 ) - pianista

domingo, 26 de outubro de 2008

MARTIN TAYLOR – FRETENERTY (P3 MUSIC)


Como outro grande guitarrista , a estrela da guitarra cigana Biréli Lagrène, o britânico Martin Taylor tem tido uma aproximação com a música do deus da guitarra Django Reinhardt ao longo de sua carreira.
Taylor não só tocou 11 anos com o parceiro de Reinhardt no “Hot Club of France”, o violinista Stephane Grappelli, como também formou a banda "Spirit of Django” nos anos 90, lançando dois relevantes álbuns do moderno jazz cigano. Este disco, porém, é algo distante da associação com Django, apresentando o guitarrista em rendições de familiares "standards" jazzísticos e originais apresentados de forma graciosa, dentro da pegada de George Benson ,com notas simples e bem colocadas. Taylor está acompanhado por um competente quarteto, com o excelente trompetista Guy Barker, que brilha em “Skylark” de Hoagy Carmichael e na composição de Taylor , que dá título ao disco , com toque de calypso.

O gênio de Taylor , na verdade , foi melhor conhecido no passado pelo seus trabalhos solos como “In Concert” em 2000. Aqui , ele tem duas oportunidades para sua execução brilhante, a inspirada apresentação à la Joe Pass em “Stella by Starlight” e uma extensa introdução solo de “Joyspring” de Clifford Brown ,que abre alas para o quarteto completo com um arrojado solo em nota alta do trompetista Barker (e um lamentoso e sem graça solo de piano sintetizado de David Newton). Entretanto, a performance de Taylor é de alto nível com boa parte do material envolto em arranjos contemporâneos, incluindo um lenta e “blueseira” interpretação da composição de Neal Hefti, “The Odd Couple”, e uma agradável pegada “smooth-jazz” em “Chez Fernand” e “You Know It’s True.” O convidado especial, Alison Burns, mostra seu charme na animada “Kissing Bug” de Billy Strayhorn.

O álbum encerra com uma nota intimista em um engenhoso dueto entre a guitarra de Taylor e o trompete de Barker em “Lil’ Darlin’ de Hefti. Este CD deveria ser mais utilizado nas transmissões radiofônicas em vez das barulhentas programações com as quais somos brindados.

Fonte : JazzTimes / Bill Milkowski

ANIVERSARIANTES 26/10


Charlie Barnet (1913-1991) - saxofonista,
Chuck Stevens (1979) - guitarrista,
Eddie Henderson (1940) - trompetista ,
Jacques Loussier (1934) - pianista,
Marc Wagnon ( 1956) - vibrafonista,
Milton Nascimento (1942) – violonista, vocalista, compositor (na foto),
Ranee Lee (1942) - vocalista,
Warne Marsh (1927-1987) - saxofonista

sábado, 25 de outubro de 2008

Rosa Passos encerra Tim Festival no Auditório Ibirapuera



Osmar Portilho Direto de São Paulo

Encerrando o ciclo de shows do Tim Festival 2008 no Auditório Ibirapuera, neste sábado em São Paulo, a cantora Rosa Passos prestou uma homenagem a Dorival Caymmi, e tocou uma composição de Chico Buarque (Cadê você).

Nesta primeira parte, a cantora se apresentou acompanhada da banda completa. Num segundo momento, ficou no palco ao violão, acompanhada apenas por um contrabaixista.

Ela distribuiu rosas para as pessoas na primeira fileira do auditório e homenageou o neto. Chamou o garoto ao palco e disse: "Neto é filho com açúcar".

Rosa Passos foi a última atração a se apresentar no Auditório Ibirapuera, na edição 2008 do Tim Festival em São Paulo. O último dia do festival começou com a apresentação gratuita de Sonny Rollins, com o palco do auditório voltado para o parque


Fonte: Site Terra

JACK SHELDON AND THE CALIFORNIA COOL QUARTET – IT´S WHAT I DO


Se o Jazz da “West Coast” tem um “sabor”, é suave seco. O trompetista, vocalista e ator Jack Sheldon tocou grande parte do tempo moldando seu tom no período seguido ao “Birth of the Cool (Blue Note, 1949)” de Miles Davis . Aquela gravação foi o tiro na proa do bebop que deu aos grandes músicos da “Left Coast” a possibilidade de aperfeiçoar o que Miles iniciou, apenas como Mozart aperfeiçoou a qualidade do classicismo de Haydn. A grande personalidade e capacidade de Sheldon para fazer piadas possibilitou o seu reconhecimento como o Dizzy Gillespie da “West Coast”. Este temperamento tem às vezes sobrepujado o soberbo trompetista e vocalista que Sheldon é. A combinação destes talentos é abundante em “It's What I Do”.

Sheldon primorosamente deconstrói dez standards do jazz estendendo-se sobre a vida do jazz, do bebop de Charlie Parker com “Yardbird Suíte” ao pós hard bop de John Coltrane com “Persuance”. Ele está à frente do seu quarteto, o formato preferido pelo seu companheiro da “West Coast”, o saxofonista Art Pepper. O quarteto oferece ao solista maior exposição com a completa seção rítmica. Sheldon aproveita completamente a vantagem do espaço, se apresentando em registro médio com entonação seca sem vibrato, como Chet Baker, mas com um seguro entusiasmo e jocosidade que Chet Baker nunca alcançaria.

A excelente seção rítmica de Sheldon, composta pelo pianista Joe Bragg, pelo baixista Bruce Lett e pelo baterista Dick Weller, possibilitam a todos um acompanhamento competente e belas seções de solo. A seção rítmica nunca exagera , sempre dando suporte a Sheldon com a necessária força para que o suíngue seja encontrado na medida certa . Quando chega o momento de dar suporte ao líder , isto é feito com graça e classe. Lett toca como Paul Chambers, utilizando pizzicato.

Sheldon apresenta sua mais progressiva manifestação musical na abertura do disco com “Naima” de John Coltrane e posteriormente com “Persuance” do mesmo Coltrane. Passa para Miles Davis com as suingantes “Seven Steps to Heaven”, “Four” , “ Milestones” e “Freddie the Freeloader”. Monk e Strayhorn são homenageados em exuberantes performances de “Well, You Needn´t” e “Chelsea Bridge”. No final do álbum estão duas composições de Charlie Parker, “Steeplechase” e “Yardbird Suite”. Talvez Sheldon esteja certificando o alfa e o ômega do jazz dentro do seu catálogo e estabelecendo princípios para os standards.

Faixas: Naima; Persuance; Seven Steps to Heaven; Four; Milestones; Well, You Needn't; Chelsea Bridge; Freddy the Freeloader; Steeplechase; Yardbird Suite.

Músicos: Jack Sheldon: trompete; Joe Bagg: piano; Bruce Lett: baixo; Dick Weller: bateria.

Fonte: All About Jazz /Michael Bailey

ANIVERSARIANTES - 25/10


Earl Palmer (1924-2008) - baterista ,
Eddie Lang (1902) - guitarrista,
Franck Amsallem (1961) - pianista,
Jimmy Heath (1926) - saxofonista,
Roberto Menescal (1937) – guitarrista (na foto),
Robin Eubanks (1955) - trombonista,
Terumasa Hino (1942) – trompetista, flugelhornista

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES - 24/10


Anthony Cox (1954) – baixista,
Banu Gibson (1947) - vocalista,
Jay Anderson ( 1955) - baixista,
Odean Pope (1938) – saxofonista (na foto),
Rick Margitza (1961) - saxofonista,
Wendell Marshall (1920-2002) - baixista

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES - 23/10


Bernard Peiffer (1922) - pianista ,

Dianne Reeves (1956) – vocalista (na foto) ,

Ernie Watts (1945) – saxofonista,

Frank Hewitt (1935) - pianista,

Gary McFarland (1933-1971) - vibrafonista,

Sonny Criss (1927-1977) - saxofonista,

Walter Fischbacher ( 1966) - pianista

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES - 22/10


Brenda Earle (1976) - pianista,

Clare Fischer (1928) - pianista,

Giorgio Gaslini (1929) - pianista,

Ivan Renta (1980) - saxofonista,

Jane Bunnett (1956) - flautista,saxofonista (na foto),

Krzysztof Duszkiewicz (1957) - guitarrista,

Urszula Dudziak (1943) - vocalista

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sonny Rollins é aplaudido de pé na abertura do Tim Festival





Osmar Portilho - Direto de São Paulo


Aos 78 anos, o saxofonista Sonny Rollins foi o responsável por abrir a edição 2008 do Tim Festival, na noite desta terça-feira, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. O músico americano foi aplaudido de pé antes e depois da apresentação de mais de duas horas.

O show, chamado pela organização como Noite de Gala, começou com 20 minutos de atraso e foi marcado pelo virtuosismo e pelo improviso: apesar de ser a grande estrela da noite, Rollins dá espaço para os solos de seus companheiros de banda, e parece se divertir. Trocou olhares e dançou ao som de seu jazz até deixando o palco algumas vezes para não roubar a cena de seus músicos.

De óculos escuros durante toda apresentação, Sonny passeou pelo palco com seu saxofone sempre contagiado pela platéia, que, por algumas vezes, acompanhou a banda com palmas. Com uma interação impressionante com seus músicos, Rollins apenas olhava ou acenava suavemente para os músicos dando a instrução para voltarem ao tema principal da canção.

Ao final da primeira metade do show, o saxofonista foi ao microfone pela primeira vez. "Obrigado. É ótimo estar aqui em São Paulo. Vamos retomar o show assim que eu recuperar o fôlego", disse. Após os risos da platéia, Sonny emendou: "Isso não foi uma piada".

A apresentação recomeçou com cool jazz, ainda recheado de improvisos e jams sessions que contagiaram a platéia até o final do espetáculo. O repertório do saxofonista visitou diversos temas já consagrados de sua carreira e trabalhos mais recentes presentes em seu último CD, chamado Sonny Please, de 2006.

O músico se apresenta ainda na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira e no sábado, de volta a São Paulo, em um show gratuito no Parque do Ibirapuera.


Fonte: Redação Terra

"BERKLEE COLLEGE OF MUSIC" CONSTRÓI CAMPUS EM VALENCIA


A “Berklee College" e a "Sociedad General de Autores y Editores (SGAE)” anunciaram uma parceria para a construção de uma nova Escola de Música em Valencia, Espanha. A Berklee Valencia tem a previsão de abertura para 2011 e será a maior Escola de Música do mundo fora dos Estados Unidos.

Valencia se especializará em educação de música contemporânea , oferecendo programas que trarão um novo tipo de educação musical para a Europa. Um singular currículo para graduados e não graduados oferecerá cinco áreas de estudo: música para filme e mídia integrada, produção eletrônica e design, administração global de música e entretenimento, estudos de bandas sinfônicas e música mediterrânea.

No dia 16 de Outubro, a Berklee e SGAE apresentaram o site da Escola com um complexo cultural chamado ARTeria Valencia, que faz parte de um grupo de espaços para educação e performance construído pela SGAE. The ARTeria tem centros na Espanha, Cidade do México e Buenos Aires com espaços para dança, música, trabalhos audiovisuais , teatro , estúdio para gravação , salas de aula e escritórios.

Valencia atenderá 1.000 estudantes com ênfase na Espanha, Europa, países que falam espanhol , África e Oriente Médio.

Fonte : JazzTimes / Ariana Gangloff

ANIVERSARIANTES - 21/10


Bobby Few (1935) - pianista ,

Celia Cruz (1925-2003) - vocalista ,

David Weiss (1964) - trompetista,

Dizzy Gillespie (1917-1993) – trompetista ,

Don Byas (1912-1972) - saxofonista (na foto) ,

Don Rader (1935) - trompetista,

Fred Hersch (1955) – pianista,

Jerry Bergonzi (1947) - saxofonista,

Marc Johnson (1953) - baixista

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES - 20/10


Adelaide Hall (1904-1993) - vocalista,

Andrea Bartelucci (1955) - flautista,

Carl Kress (1907-1965) - guitarrista,

Eddie Harris (1926-1996) – saxofonista,

Jelly Roll Morton (1890-1941) – pianista (na foto),

Mark O'Leary (1969) - guitarrista,

Martin Taylor (1956) - guitarrista,

Russell Gunn (1971) - trompetista

domingo, 19 de outubro de 2008

FREDDIE HUBBARD & THE NEW JAZZ COMPOSERS OCTET - ON THE REAL SIDE [70th BIRTHDAY CELEBRATION] (4Q/Times Square)


A liga profissional de beisebol tem encontrado maneiras de estender as carreiras de antigos jogadores. Foram criadas participações e premiações para valorizá-los. Este CD é um exemplo de que aquela dinâmica está presente no jazz. Na última década, a carreira do legendário trompetista Freddie Hubbard parecia ter encerrado. Seu lábio estava ferido e não poderia sustentar o seu estilo vibrante, especialmente em grupos de pequeno formato. Ele estava sendo utilizado como colaborador pelo trompetista David Weiss na “The New Jazz Composers Octet”. Desta forma Hubbard veio a ser no jazz um equivalente ao “arremessador designado” do beisebol.

O “Real Side” é o segundo CD de Hubbard no Octeto com seus participantes arranjando e retrabalhando as suas músicas (o primeiro foi em 2001[New Colors]). Hubbard, apenas tocando flugelhorn , é um dos solistas em seis das sete faixas (ele espera pacientemente o ritmicamente intricado arranjo de Weiss em “Take It to the Ozone”). Entretanto , o foco aqui é o projeto do Octeto, uma fecunda mistura de novos e antigos mestres do jazz . A peça mais conhecida de Hubbard, uma valsa com pegada jazzística “Up Jumped Spring” é apresentada em ritmo lento em picante arranjo de Steve Davis com a participação de Craig Handy na flauta “pintando” a melodia. O trombone de Steve Davis e o baixo de Dwayne Burno seguem a lírica abertura do solo de Hubbard. A canção título é também uma nova composição, uma evocação do soul-jazz arranjado por Weiss, com o brilhante guitarrista Russell Malone dando uma vibração intimista.

Outros três arranjos de Weiss adicionam maravilhosos toques de fanfarras, prelúdios e pequenos coros para as músicas imersas na área do hard-bop. Dwayne Burno contribui como moderador do trabalho de Hubbard pela CTI , explorando a polidez do ritmo e expandindo as ricas harmonias de “Skydive” e adionando um toque latino a “Gibraltar.” O saxofonista tenor, Jimmy Greene, que sola também no sax soprano , expande a modernidade , bem como Norbert Stachel , o saxofonista barítono, em um tórrido solo de flauta . Por outro lado, o convidado Craig Handy apresenta dois notáveis solos de sax tenor , e há hábeis contribuições de Myron Walden (saxofone alto), Xavier Davis (piano) e do baterista E.J. Strickland.

Fonte : JazzTimes / George Kanzler

ANIVERSARIANTES - 19/10


Eddie Daniels (1941) - clarinetista ,

Jostein Gulbrandsen (1976) - guitarrista ,

Piano Red (1911-1985) – pianista, vocalista,

Tim Garland (1966) - saxofonista,

Vinicius de Moraes (1913-1980) – violonista, vocalista ,compositor(na foto),

Warren L Jones III ( 1953) - baixista

sábado, 18 de outubro de 2008

STEFANO BOLLANI – CARIOCA (Emarcy [2008])


Desde que o saxofonista Stan Getz e o guitarrista Charlie Byrd abraçaram a música brasileira no início dos anos 60, o mundo veio conhecer e amar o balanço suave da bossa nova. Os grandes expoentes, João Gilberto e Antonio Carlos Jobim, inspiraram e continuam a inspirar uma miríade de artistas a utilizar seus repertórios. A questão está , nós podemos observar, no passado de Gilberto e Jobim. Canta Brazil (Polygram Records, 1990) e a série iniciada com “Blue Brazil (Blue Note, 1999)” fez um excelente trabalho de apresentar uma pletora de outros artistas brasileiros e estilos de música, mas estes esforços ocorrem raras vezes. Stefano Bollani, por sua vez, está fazendo sua parte com o lançamento de “Carioca”. Ele mergulha no vasto repertório brasileiro que precede a bossa nova, extraindo e polindo pérola após pérola dentro de seu estilo, dando um novo brilho.

Bollani não é um estranho para a música brasileira, tendo , previamente, gravado um álbum inteiro com músicas de Jobim, “Falando do Amor (Venus Jazz, 2003)”, e o entusiasmo do seu toque aqui revela um óbvio amor e afinidade com este tipo de música. O choro e o samba que geraram a bossa nova estão representados em todas as suas diversidades, bem como os ritmos afro-cubanos, tango e estilos europeus , que têm moldado o desenvolvimento da música no Brasil, colorem o material de “Carioca”.

Algumas das canções são familiares, tais como "Tico Tico no Fuba" de Zequinha de Abreu, que após uma provocante introdução de Bollani, galopa junto com belos “licks”, com singulares notas dissonantes a la Jobim. O violão refinado de Marco Pereira faz a introdução do clássico de Ary Barroso "Na Baixa do Sapateiro," talvez melhor conhecido como "Baia." Outra vez , o ritmo é rápido e vigoroso, antes de adentrar em um lento e delicado interlúdio, onde Bollani cuida da melodia. Esta retorna para uma pegada bluseira com Pereira enriquecendo os acordes dentro de um estilo a la Django, trazendo a canção para uma vívida conclusão. É altamente desfrutável o breque , mas falta a real profundidade que o pianista Ahmad Jamal trouxe para esta música.

As demais faixas são menos conhecidas fora do Brasil , tais como "Ao Romper da Aurora" de Ismael Silva, com um toque de tango na introdução que deriva para um samba, com o saxofone e o clarinete combinando belamente e imprimindo calor aos vívidos acordes. "Valsa Brasileira" do grande Edu Lobo é uma vitrine para a doce melancolia do piano de Bollani, que talvez só a alma brasileira possa fazer soar tão bela. Algumas faixas apresentam vocais, sendo a melhor a interpretação aveludada de Zé Renato para a "A Hora da Razão" de Batatinha. Bollani apresenta um número vocal , que é uma rendição ao vivo de "Trem das Onze" de Adoniram Barbosa, interpretada com muito gosto em português e italiano.

A música em “Carioca” é variada e bonita como o próprio Brasil , que suponho tenha sido a intenção de Bollani. Sua performance e arranjos são imaginativos e honra os autores e as tradições das raízes musicais com um toque autêntico e sedutor. E não há um número de Jobim .

Faixas: Luz Negra; Ao Romper da Aurora; Choro Sim; Valsa Brasileira; A Voz do Morro; A Hora da Razão; Segura Ele; Doce de Coco; Folhas Secas; Il Domatore di Pulci; Samba e Amor; Tico Tico no Fubá; Caprichos do Destino; Na Baixa do Sapateiro; Apanhei-te Cavaquinho; Trem das Onze/ Figlio Unico.

Músicos: Stefano Bollani: piano, arranjos, vocal (16); Marco Pereira: violão; Jorge Helder: baixo; Jurim Moreira: bateria; Armando Marçal “Marçalzinho”:percussão; Zé Nogueira: sax soprano ; Nico Gori: clarinete, clarinete baixo; Mirko Guerrini: sax tenor; Zé Renato: vocal (6); Mônica Salmaso: vocal (9).

Fonte : All About Jazz / Ian Patterson

ANIVERSARIANTES - 18/10


Anita O’Day (1919-2006)- vocalista,

Annette Hanshaw (1910-1985) - vocalista,

Bill Stewart (1966) - baterista,

Bobby Troup(1918-1999) - pianista,vocalista,

Chuck Berry( 1926) -guitarrista, vocalista ,

Ron Vincent (1951) - baterista,

Wynton Marsalis (1961) - trompetista,flugelhornista(na foto)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES - 17/10


Barney Kessel (1923-2004) - guitarrista,

Cozy Cole (1906-1981) - baterista,

Howard Alden (1958) – guitarrista( na foto),

Manuel Valera (1980) - pianista ,

Sathima Bea Benjamin (1936) - vocalista

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

MAIS HONRARIAS PARA DAVE BRUBECK


Dave Brubeck ( na foto) foi agraciado com a “Veritas´ Annual Evening with Friends of Charlie Parker” no último dia 7 de Outubro em Nova York. Este evento traz os nomes mais respeitados na música para celebrar a memória de Charlie “Bird" Parker. A inspiração para esta honraria veio de Doris Parker e companheiros da “Veritas Foundation”, que teve como membros Max Roach, Milt Jackson e seu amigo Dizzy Gillespie, além de Jimmy Heath e o congressista Charles B. Rangel. A solenidade tem cuidadoso planejamento e operacionalização por parte da Veritas.

Brubeck receberá o título de doutor em Belas-Artes pela “Eastman School of Music” em Rochester, Nova York, no próximo 18 de Outubro, e fará parte do Hall da Fama do Museu da Califórnia . A cerimônia de nomeação será no “California Museum” e Dave Brubeck receberá seu prêmio de “Hall of Fame” no próximo dia 15 de Dezembro.

Estas honrarias serão adicionadas à formidável lista de homenagens a Brubeck. Ele é um membro da “Duke Ellington Fellow” na Universidade de Yale e possui títulos honorários em Universidades norte-americanas, canadenses, inglesas e alemãs, incluindo o doutorado honorário em Teologia Sacrada pela “Fribourg University” da Suíça, e o prestigioso “Laetare Award” da Universidade de Notre Dame. Na Universidade do Pacífico, onde cursou, recebeu a “Medalha do Presidente” e foi criado em sua honra o “Brubeck Institute” para preservar e perpetuar seu legado musical.

Seu ultimo álbum , “Indian Summer” foi lançado em 7 de Agosto de 2007. Em 6 de Dezembro, Brubeck celebrará seu 88° aniversário.


Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 16/10


David C. Clark (1969) - saxofonista,

Mark Walker (1961) - baterista

Ray Anderson (1952) - trombonista,

Roy Hargrove(1969) - trompetista, flugelhornista (na foto),

Tim Berne (1954) - saxofonista,

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

DIANE SCHURR SERÁ HOMENAGEADA PELA ASYM


A Sociedade Americana para Jovens Músicos (ASYM , sigla em inglês) homenageará a vocalista/pianista Diane Schuur e outros músicos no próximo dia 20 de Outubro no “Joint” localizado no “Hard Rock Hotel” em Las Vegas. Também serão agraciados ,neste primeiro evento anual, B.B. King, Justin Timberlake, Wayne Newton and War.

“A organização composta por cerca de 1200 membros selecionou Diane Schuur para ser a agraciada com o “All That Jazz Award” em reconhecimento à sua contribuição para a arena jazzística e para o mundo da música,” declarou Jarvee Hutcherson, presidente nacional da “American Society for Young Musicians” em informe à imprensa . “ Sua longevidade e capacidade de atuação combinada com seu ativo suporte a jovens músicos fez dela um candidato ideal para o reconhecimento da Sociedade. Nós estamos ansiosos por sua participação no primeiro evento anual ‘Live in Las Vegas’ ”

Schuur lançou seu último álbum, “Some Other Time [Concord Jazz]) em Fevereiro. Este disco marcou o seu retorno às raízes do jazz e à música da geração de seus pais , que inclui as primeiras e mais preservadas em sua criativa consciência.

O evento será patrocinado pela seção de Las Vegas da ASYM .

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 15/10


Bill Charlap (1966) – pianista (na foto),

Freddy Cole (1931) – pianista , vocalista,

Herman Chittison (1908-1967) - pianista,

Keith Javors (1971) - pianista,

Palle Danielsson (1946) – baixista,

Reid Anderson (1970) - baixista ,

Victoria Spivey (1906-1976) - pianista, vocalista

terça-feira, 14 de outubro de 2008

MOU BRASIL NO SHOW FAROL


São 30 anos de guitarra para Mou Brasil(na foto), um dos mais respeitados músicos baianos. A comemoração de três décadas de virtuosa carreira será nesta quinta, 16, às 20 horas, no Teatro Gamboa.O show, batizado de Farol (homônima à uma música de Mou), marca a longa trajetória do instrumentista que começou como autodidata, aos 17 anos, e se aperfeiçoou com mestres como Hélio Delmiro, Ben Monder e o italiano Nicola Stilo.Nessa apresentação, Mou Brasil traz um repertório intercalado de canções suas com as de outros compositores que admira. No roteiro, Sertão Caicó (Villa Lobos), Viva o Rio de Janeiro (Hermeto Pascoal), Você chega (João Donato) e Pão e água (Lô Borges, Márcio Borges e Roger Mota), entre outras. Para este show, o músico faz dois "pedidos" à platéia: "não criar expectativas com relação ao espetáculo, para assim se surpreender, e não pensar em nada, deixar a mente limpa e se concentrar no que estiver vendo e ouvindo”. Em Farol, Mou sugere que as pessoas se guiem pela sua própria luz. “Buscamos tanta coisa fora de nós para nos iluminar. Quando na verdade o farol que deveria clarear nossa mente nunca deveria ser externo porque esse, ao girar, nos deixa no escuro. Se você for seu próprio farol, seus caminhos estarão sempre iluminados”, considera. Durante as três décadas de trabalho, o guitarrista sempre encarou o ofício com uma dose a mais de seriedade. “A música para mim nunca foi entretenimento, ela serve como instrumento de auto descoberta, reflexão e experiência espiritual. Por isso, sempre espero que ele toque as pessoas”, explica.
TRAJETÓRIA - Mou Brasil já acompanhou as cantoras Gal Costa e Virgínia Rodrigues em turnês nacionais e internacionais, gravou discos com João Donato, Jeff Gardner e Jussara Silveira, e tocou no Japão com Sadao Watanabe. Analisando a música feita no período em que começou e nos anos seguintes, o ex-integrante do Grupo Garagem diz que nas décadas de 70 e 80 "existia uma pluralidade de sons feitos em Salvador". Nos 90, "houve uma padronização da música e os profissionais de área não arriscavam, não experimentavam outros gêneros". Atualmente, Mou diz que percebe a diversidade aparecer novamente, porém a mudança está fora das mídias tradicionais. “A música mais transformadora não está na televisão, no jornal nem nas revistas”, sentencia.

ServiçoShow - FarolArtista - Mou Brasil
Dia/horário : quinta, 16, 20h
Local - Teatro Gamboa Nova (Rua gamboa de Cima , 3 - Largo dos Aflitos
Ingresso - R$ 5 (preço único)
Informações - (71) 3329-2418
Ficha-técnica : Mou Brasil - guitarra; Bruno Aranha – teclado ; Irlan Valverde – contrabaixo; Antenor Cardoso – percussão

Fonte : A Tarde On-Line / Seção de Cultura

ANIVERSARIANTES - 14/10


Aaron Aranita (1955) – saxofonista, pianista,

Dan DeChellis (1970) - pianista,

Dusko Goykovich (1931) - trompetista,flugelhornista (na foto),

Garrison Fewell (1953) - guitarrista ,

James Carney (1963) - pianista,

Jewell "Babe" Stovall (1907-1974) – guitarrista, vocalista,

John Graas (1924-1962)- frenchornista,

Kazumi Watanabe (1953) – guitarrista,

Matthew Parrish (1969) - baixista,

Spencer Williams (1889-1965) - pianista

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

MARTIN TAYLOR - DOUBLE STANDARDS (P3 Music [2008])


Em uma carreira que registra mais de 30 anos, o guitarrista Martin Taylor colaborou com um grande número de artistas, incluindo Stephane Grappelli, Chet Atkins e Jeff Beck, além de gravar extensivamente álbuns sob seu nome. “Double Standards” encontra o virtuoso guitarrista escocês em uma performance em duo , só que com ele mesmo. Gravando em dois momentos, Taylor apresenta uma série de canções familiares, que foram tocadas por Joe Pass, Herb Ellis ou Barney Kessel—todos guitarristas com quem Taylor, previamente, se apresentou em duo.

Utilizando como de hábito, sua guitarra “arch-top”, Taylor apresenta sua técnica virtuosoa em suingantes versões de "Bluesette" (Toots Thielman) e "Jive at Five" (Count Basie) dedilhando rapidamente as notas , golpeando as linhas do baixo e utilizando acordes em estilo de big band. "Triste" (Antonio Carlos Jobim) e "Alfie" (Burt Bacharach) têm uma amadurecida vibração pop, com batidas leves no acompanhamento. Taylor trabalha duro em uma pegada blueseira, “entortando” as cordas em "Estate" e "When I Take My Sugar to Tea," revelando uma influência de Django Reinhardt.

A gravação tem o destaque do engenheiro de som, Stuart Hamilton, usando quatro microfones na guitarra de Taylor e quatro amplificadores, capturando cada nuance da pegada dinâmica do guitarrista.

Taylor está tocando no auge de sua forma em “Double Standards”, trazendo frescor para material já conhecido.

Faixas: Triste; Bluesette; Young and Foolish; Drop Me Off At Harlem; Alfie; Jive at Five; Someone To Watch Over Me; Alice in Wonderland; Estate; When I Take My Sugar to Tea; I Fall in Love Too Easily; Just Friends.

Fonte : All About Jazz / John Barron

ANIVERSARIANTES - 13/10


Art Tatum (1909-1956) – pianista (na foto),

Frank Colón (1951) - percussionista,

Lee Konitz (1927) - saxofonista,

Matt Jorgensen (1972) - baterista,

Meegan Coleman ( 1975) – vocalista ,

Orphy Robinson (1960) – vibrafonista,

Pharoah Sanders (1940) - saxofonista,

Ray Brown (1926-2002) - baixista,

Ray Brown Jr. (1949) - vocalista ,

Terry Gibbs (1924) - vibrafonista,vocalista,

Vic Stevens (1959) - baterista

domingo, 12 de outubro de 2008

ARTURO O'FARRILL & CLAUDIA ACUÑA - IN THESE SHOES


O estilo da cantora Claudia Acuña tem sido moldado por um largo rol de influências. Ela começou cantando rock e pop chilenos junto com música folclórica e ópera. Parecia que nada estava fora dos seus limites. O jazz surgiu quando ela se encantou com Frank Sinatra e Sarah Vaughan, sendo regida por Wynton Marsalis, Danilo Pérez e Michel Petrucciani , quando estes visitaram Santiago. Acuña migrou para Nova York em 1995 e logo fixou-se na cena jazzística , apresentando-se com Arturo O'Farrill no “The Zinc Bar and Small's”.

O pianista Arturo O'Farrill fundiu jazz com música latina com grande sucesso. Era natural, portanto, para eles encontrar uma comunhão. Isto flui em “In These Shoes”, que apresenta “standards” de jazz e música latina, bem como uma composição de Van Morrison.

Acuña chama a atenção por sua elegante e provocante interpretação de "In These Shoes." Sua inclinação pela teatralidade, sem artíficio, vem através de seu fraseado provocante na batida do cha-cha , avivada pelo coro.

O ritmo latino e o saxofone tenor de Yosvany Terry acolhem "Willow Weep For Me." Acuña está ágil e emocionalmente envolvida com o significado das letras : uma performance completa. A canção ganha grande ímpeto pelas idéias que O'Farrill e o trabalho de Terry trazem. A composição de Morrison , "Moondance", é outra faixa que ganha alento com um arranjo latino , com a percussão de Pedro Martinez energizando a batida.

"California" é radiante e vívido, com Acuña cantando jovialmente e com desembaraço, acompanhada pelo coro. É suingante com uma irresistível chamada para a alegria.

Os arranjos de O'Farrill são bem elaborados. Eles dão à Acuña a oportunidade para marcar sua classe como cantora e , também, a instrumentação encorpa as canções com impressivas melodias e harmonias.

Faixas: In These Shoes; Vida Sin Miel; Paciencia; Cuando Cuando; Agua; Como Dos Amantes; Moondance; Willow Weep For Me; California; Jibarito; Dime; La Piye.

Banda: Claudia Acuña: vocal; Arturo O'Farrill: piano; Yosvany Terry: saxofones alto e tenor ; Michael Mossman: trompete; Renaldo Jorge: trombone; Adam Rogers: guitarra; Reuben Rodriguez: baixo; Dafnis Prieto: bateria.

Fonte : All About Jazz / Jerry D'Souza

ANIVERSARIANTES - 12/10


Dawson Dowdy (1998) - pianista,

Frank Macchia (1958) - saxofonista ,

Harry Allen (1966) – saxofonista(na foto),

Jay Epstein (1946) - baterista,

Linda Presgrave ( 1951) - pianista,

Michael Mossman (1959) trompetista ,

Nancy Kelly (1950) - vocalista,

Nappy Brown (1929-2008) - vocalista,

Tubby Hall (1895-1946) - baterista,

Yoshiaki Masuo ( 1946) - guitarrista

sábado, 11 de outubro de 2008

FOREST WHITAKER ESTRELARÁ FILME SOBRE LOUIS ARMSTRONG


A próxima biografia filmográfica de Louis Armstrong será estrelada por Forest Whitaker como Satchmo. Whitaker , também , dirigirá o filme, intitulado “What a Wonderful World” uma das mais populares canções de Armstrong. O filme é o primeiro longa-metragem sobre Armstrong , autorizada por seu espólio.

De acordo com um artigo no “site” da Variety, “What a Wonderful World", que inicia as filmagens , neste verão, na Louisiana, está sendo produzido por Alain Goldman e Edward R. Pressman para a parisiense Legende, a companhia sob o comando da “La Vie en Rose”. O roteiro está sendo escrito por Ron Bass e o produtor executivo é Oscar Cohen, executivo vinculado ao espólio de Armstrong e à “ The Louis Armstrong Educational Foundation”.

O artigo da “The Variety” cita Whitaker (na foto), que já interpretou Charlie Parker em "Bird", declarando , “Armstrong deixou um monumental marco em nossas vidas e cultura. Ele teve uma vida divertida e, através de sua arte, mudou a maneira como a música era tocada e seria ouvida após sua intervenção , não apenas nos Estados Unidos mas em todo o mundo”

O artigo também informa que “Cohen, que iniciou trabalhando para músicos nos anos 40 como gerente e, posteriormente, veio a ser administrador de Armstrong, está possibilitando, aos realizadores, acesso a aspectos pessoais , bem como a cartas e outros materiais dos arquivos de Armstrong ”

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 11/10


Art Blakey (1919-1990) - baterista(na foto),

Billy Higgins (1936-2001)- baterista,

Curtis Amy ( 1929-2002) - saxofonista,

Demetrius "DJ" Turner II (1992) - saxofonista,

Fred Hopkins (1947-1999) – baixista,

Lester Bowie (1941-1999) - trompetista,flugelhornista,

Nick Russo (1977) - guitarrista,

Tony Kinsey (1927) - baterista

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES 10/10


Alex Levin (1974) - pianista,

Cecil Bridgewater (1942) - trompetista , flugelhornista,

Jesus “Chuchito” Valdés (1966) – pianista ,

Ed Blackwell (1929-1992) - baterista,

Gregory Charles Royal (1961) - trombonista,

Harry “Sweets” Edison (1915-1999) - trompetista,

Johnny O'Neal (1956) – pianista,

Julius Watkins (1921-1977) - frenchornista,

Junior Mance (1928) - pianista,

Lee Blair (1903-1966) – guitarrista, banjoísta,

Monk Montgomery (1921-1982) - baixista,

Oscar Brown, Jr. (1926-2005) - vocalista,

Paul Humphrey (1935) - baterista ,

Roy Kral (1921-2002) - pianista , vocalista,

Thelonious Monk (1917-1982) – pianista (na foto)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

ANIVERSARIANTES - 09/10


Abdullah Ibrahim (1934) - pianista,saxofonista,vocalista,

Amy Cervini (1977) - vocalista,

Bebo Valdes (1918) - pianista,

Chucho Valdes (1941) – pianista(na foto),

Dave Samuels (1948) - vibrafonista,

Elmer Snowden (1900-1973) - guitarrista, banjoísta,

François Richard (1956) - flautista,

Jeff Albert (1970) – trombonista ,

Kenny Garrett (1960) - saxofonista ,

Lee Wiley (1915-1975)- vocalista,

Samo Salamon (1978) - guitarrista,

Sue Giles (1964) - vocalista,

Yusef Lateef (1920) - saxofonista,flautista, oboeísta

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

CLAUDIO RODITI – IMPRESSIONS (GROOVIN HIGH)


Claudio Roditi é melhor que “Impressions” revela. O tributo do trompetista brasileiro a John Coltrane (que também compôs ou magnificamente interpretou sete das dez faixas) é um livro escolar exemplo de mediocridade: perfeitamente divertido, aproveitável, com toques de hard-bop embebido com bossa-nova, mas com se tivesse obtido um carimbo oficial.

Roditi não é o pior dos pecadores — o saxofonista Idriss Boudrioua tem um incontável número de clichês. Quando ele inicia seu solo no saxofone alto em “The Monster and the Flower” com uma frase breve, então dois compassos bastam, mesmo para um eventual fã de jazz, poder ouvir um duplo tempo fluindo, e imaginar que notas virão. O trabalho de Roditi tem um pouco mais de vigor, como na vívida “Speak Low,” mas nas faixas : “Giant Steps” e “Come Rain or Come Shine” elas nunca soaram tão antiquadas.

A seção rítmica (o pianista Dario Galante, o baixista Sergio Barroso e o baterista Pascoal Meirelles) faz o melhor para injetar personalidade ao trabalho, notavelmente Barroso com uma bela pegada em “Naima”, porém não há, simplesmente, muita inspiração aqui para eles aproveitarem .

Há um par de momentos interessantes, a faixa-título é o primeiro dentre eles. Por uma vez todos soam comprometidos, com Boudrioua reunindo forças para uma imaginativa performance. O excitamento aqui demonstra exatamente o que está errado com o resto do disco: É a antítese do que o jazz deveria ser. Seguramente não há conforto nem para um explorador como Coltrane nem para um músico com talento e estilo “mainstream”. Ele é lembrado, geralmente, como um trompetista com talento a ser reconhecido, mas “Impressions” não será sua tábua de salvação.

Fonte : JazzTimes / Michael J. West

ANIVERSARIANTES - 08/10


Bill Stegmeyer (1916-1968) - clarinetista ,

Eric Mintel (1967) - pianista,

Hal Singer (1919) - saxofonista,

J.C. Heard (1917-1988) - baterista,

John Betsch (1945) - baterista,

Jon Ballantyne (1963) - pianista ,

Kevin McHugh (1982) - pianista ,

Pepper Adams (1930-1986) – saxofonista (na foto),

Rick Gallagher (1970) -pianista

terça-feira, 7 de outubro de 2008

CONCERTOS GRATUITOS CELEBRAM 100 ANOS DE THELONIUS MONK


O centésimo aniversário de Thelonious Monk (na foto) será celebrado com uma maratona musical de cinco horas com suas composições e músicas que tenham tido sua influência no próximo 10 de outubro às 17h , quando o World Financial Center Winter Garden , 220 Vesey Street, Manhattan, será o anfitrião para Monk no “91—Fazioli Piano Marathon”.

Agendado para Monk , no 91 estarão pianistas de jazz e outros músicos , incluindo Geri Allen, Randy Weston, Frank Kimbrough, Chuchito Valdés, Jean Michel Pilc, Edsel Gomez, Elio Villafranca, Eli Yamin, Francesca Tanksley, Armen Donelian, Harold O’Neal, Helen Sung, Junior Mance, Magli Souriau, Mulgrew Miller, Peter Malinverni, Ted Rosenthal e Aaron Diehl. O mestre de cerimônia será Terence McKnight. Todos os pianistas tocarão em um Fazioli F-278 , utilizado em concertos, cortesia da Klavierhaus.

O centésimo aniversário de Monk também será comemorado em Los Angeles quando outros pianistas se apresentarão no 91—Fazioli Piano Marathon durante três horas no próximo 17 de outubro na 7+Fig, Ernst & Young Plaza, 735 Figueroa Street.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 07/10


Alton Moore (1908-1978) - trombonista,

Alvin Stoller (1925-1992) - baterista,

Ben Schachter ( 1962) – saxofonista,

Beverly Peer (1912-1997) - baixista ,

George Girard (1930-1957) - trompetista ,

Jo Jones (1911-1985) – baterista (na foto) ,

Larry Young (1940-1978) – organista,

Marty Flax (1924-1972) - saxofonista

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PATRICIA BARBER – THE COLE PORTER MIX (BLUE NOTE)


Patricia Barber e Cole Porter não devem ter espíritos assemelhados, mas suas almas musicais estão em considerável sintonia. Nascidos no meio-oeste com aproximadamente um século de diferença, cresceram espantosamente eruditos, espirituosos e inteligentes (muitas vezes ao ponto da fria indiferença) e , ainda, quase cegamente românticos. Assim, parece singular, que no curso de duas décadas, a cantora, compositora e pianista tenha apenas uma vez utilizado o repertório de Porter, incluindo “Easy to Love” em seu álbum de estréia em 1989 , “Split”.

Agora , por fim, ela faz um longo mergulho na obra de Porter e o resultado é revigorante . Deixe Barber interpretar “I Get a Kick Out of You” como um sonolento acenar de cabeça de amantes satisfeitos, então ouça “In the Still of the Night” em um vigoroso trote e revisite “Easy to Love” como uma sombria bossa nova que escala da sensualidade calorosa a um belicoso abandono. A nova letra adicionada a “You’re the Top,” incluindo referências para Alice Waters, a Princesa Diana e os Clintons, é a mais imaginativa desde que Anita O’Day reinventou “You’re the Bop” há cinco décadas atrás.

Brilhantemente acompanhada pelo seu trio regular já há alguns anos—o baixista Michael Arnopol, o guitarrista Neal Alger e o baterista/percussionista Eric Montzka (com Neil Smith, um recém integrado ao grupo de Barber , aparecendo em três faixas)— ela também recebe uma estelar assistência do saxofonista Chris Potter em cinco músicas enriquecendo as oito gemas apresentadas . Barber adiciona três composições próprias , todas buscando capturar a alma de Cole .

Entretanto Porter, um mestre da elegância proveitosa, jamais escolheria o título desajeitado “I Wait for Late Afternoon and You” para estruturar uma canção (completa com rimas internas que ele adorava) e tema sofisticado (um clandestino encontro amoroso) como um puro Cole. Também, a composição de Barber “Snow” , habilmente, ecoa seu ardor para o rol das músicas constantes do CD. O encerramento com “The New Year’s Eve Song” é a menos afinada com o estilo de Porter, ainda que provocantes fantasias clichês da meia-noite são vigorosamente espertas. Se há um desapontamento com “ The Cole Porter Mix” é que Barber não revolve o material utilizado mais profundamente. Considerando o agudo e sofisticado senso de humor, deveríamos ouví-lo e dizer “Always True to You in My Fashion” ou “I Hate Men.”

Fonte : JazzTimes /Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES - 06/10


Jay Rattman (1987) - saxofonista,

Mark Whitfield (1966) - guitarrista,

Norman Simmons (1929) – pianista(na foto),

Sammy Price (1908-1992) - pianista,

Steve Elmer (1941) - pianista

domingo, 5 de outubro de 2008

MANAUS RECEBEU JEREMY PELT


O projeto "Amazonas Band Convida" teve como estrela desta temporada nada menos que um dos maiores trompetistas da atualidade. Considerado como parte da nata do jazz contemporâneo , Jeremy Pelt (na foto) subiu ao palco do Teatro Amazonas nos dias 26 e 27 de setembro acompanhado da Amazonas Jazz Band, cuja regência está sob a batuta do maestro Rui Carvalho.


Esta é a segunda apresentação de Jeremy Pelt na capital amazonense, que o recebeu na noite de encerramento do II Festival Amazonas Jazz. O entrosamento do artista com os músicos locais inspirou um novo convite , desta vez como solista .
Em 20/07, publicamos neste blog uma crítica do seu novo disco , chamado "November" lançado pela MAXJAZZ.


Enquanto isto Salvador continua a Esperando Godot....

ANIVERSARIANTES - 05/10


Bill Dixon (1925) - trompetista,

Clifton Anderson (1957) - trombonista ,
Donald Ayler (1942) - trompetista ,

Jimmy Blanton (1918-1942) - baixista,
Thomas Clausen (1949) – pianista , líder de orquestra,

Tord Gustavsen (1970) – pianista (na foto)

sábado, 4 de outubro de 2008

DANILO PÉREZ - ACROSS THE CRYSTAL SEA (Emarcy [2008])


Durante o curso da colaboração em “Across the Crystal Sea” , o pianista Danilo Perez e o arranjador Claus Ogerman desafiaram as convenções , tanto quanto as utilizaram para seus próprios fins. Como as cores em uma tela parece à primeira vista em tom pastel, mas uma inspeção mais próxima revela tons profundos, o contraste da orquestração com a banda de jazz liderada pelo veterano pianista é simbiótico com abundantes surpresas.

Descrever este álbum meramente como um trio mais cordas não causará maiores incertezas, mesmo quando mencionarmos que as composições são baseadas em compositores clássicos. O fato é que duas unidades envolvem o projeto, ainda que gravados separadamente, unido em um na produção de Tommy LiPuma (e na engenharia de som de Al Schmitt).

A participação da vocalista Cassandra Wilson em duas faixas, que verdadeiramente não constitui em ponto alto do disco , está plenamente integrada ao espírito do projeto. Definindo “(All of a Sudden) My Heart Sings” como “melaço de beira de estrada”, esta é uma simples interpretação dentro do conceito que este álbum sugere, mas apresenta uma sensualidade que eleva a performance. “Lazy Afternoon” encontra a voz de Wilson utilizada como um instrumento, sendo notável a clareza com que enuncia a letra. Em outra parte a rica presença de sua voz aparece para elevar o ouvinte do coração à mente. O perfeito ar langoroso criado nesta faixa é o primeiro crescente suave que aparece no disco. Pérez, correntemente um dos brilhantes participantes do grupo de Wayne Shorter e do trio que incluí Lewis Nash na bateria e Christian McBride no baixo, toca com perfeito equilíbrio dentro dos arranjos de cordas de Ogerman, vibrando e flutuando em câmera lenta. Há mais que um eco de Jobim na canção título. Não por causa da presença do percussionista Luis Quintero, mas porque a orquestração balança suavemente, em sintonia com o trio.

O preciso som disperso do piano, baixo e bateria é um perfeito contraponto e complemento para as peças de orquestra inspiradas em Massenet (”The Saga of Rita Joe”), Rachmaninoff (”If I Forget You”) e Sibelius (”Rays and Shadows”). A atmosfera é sombria , como a de clube de jazz, com um ar tropical com ondas suntuosas de cordas delicadas e densas em reciprocidade rítmica.

Há pouco senso de tensão no curso das oitos faixas , até ”Another Autumn” flutuar para finalizar ...só para reaparecer em brilhante desenlace como antítese da melancolia, usualmente associado com o outono em sentido metafórico. Deste modo, “Across the Crystal Sea” vem a ser circular e ciclíco, um notável trabalho criado por dois artistas com suas distintas visões musicais , cujos traços eles partilham para formular um conceito que é inteiramente único em seus próprios termos.

Faixas: Across the Crystal Sea; Rays and Shadows; Lazy Afternoon; The Purple Condor; If I Forget You; (All of a Sudden) My Heart Sings; The Saga of Rita Joe; Another Autumn.

Fonte : Jazz About Jazz / Doug Collette