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quinta-feira, 30 de abril de 2009

HOMENAGEM A FREDDIE HUBBARD EM NOVA YORK


Na próxima segunda-feira, 04 de Maio, um grande número dos maiores artistas de Jazz do mundo convergirão para a “Cathedral Church of St. John the Divine” em Nova York para celebrar a vida e a música do trompetista Freddie Hubbard(na foto), que nos deixou recentemente.

Organizado pelo diretor musical David Weiss e tendo como anfitriãos a viúva de Hubbard, Briggie, e seu filho Duane, o serviço religioso apresentará música de Donald Byrd, Cedar Walton, Louis Hayes, Charles Tolliver, Gary Bartz, Slide Hampton, Jimmy Heath, Billy Harper, Joe Chambers, Wallace Roney, Buster Williams, Lenny White, Roy Hargrove, Joe Lovano, Eddie Henderson, Stanley Crouch, Randy Brecker, Javon Jackson, Christian McBride, Carl Allen, Reggie Workman, George Cables, Russell Malone, Jeremy Pelt, Vincent Herring, Larry Ridley, Killer Ray Appleton, Howard Johnson, George Coleman, Jimmy Owens, Pete "LaRoca" Sims e do “The New Jazz Composers Octet”, formado por David Weiss, Myron Walden, Jimmy Greene, Steve Davis, Norbert Stachel, Xavier Davis, Dwayne Burno e E.J. Strickland.

A cerimônia ocorrerá das 18h30min às 21h30min. A família pede que doações sejam feitas em nome de Hubbard para a “Jazz Foundation of America”. Isto pode ser feito on-line no web site da Fundação (jazzfoundation.org).

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 30/04


Abdul Wadud (1947) – cellista,
Alan Steward (1961) – multi-instrumentista,
Dorival Caymmi(1914-2008) – violonista, compositor, vocalista(na foto),
Percy Heath (1923-2005) - baixista,
Richard Twardzik (1931-1955) – pianista,
Russ Nolan (1968) – saxofonista,

quarta-feira, 29 de abril de 2009

WARREN GREIG – HERE WITH YOU (2009)


Warren Greig cria uma atmosfera de intimidade no bem entitulado “Here With You”. Neste conjunto hipnóticamente cativante de composições próprias para guitarra, Greig derruba os muros que separa o artista da audiência. Enquanto a música não é tão introspectiva quanto seria esperado de uma apresentação despojada, as composições de Greig são certamente personalíssimas e reveladoras. As emoções sem palavras possibilita múltiplas interpretações.

A primeira faixa, "Riley", chama a atenção, sem um momento de hesitação, com seus doces e suaves acordes e a pulsação do órgão. A faixa gradualmente constrói o tempo como não houvesse enlace, saltando para uma pegada levemente “funkeada”, que invoca “flashbacks” dos anos psicodélicos da década de 60 por causa do Hammond B3 de Paul Wiggins. Em "Tankhouse", o órgão de Wiggins é menos pronunciado, possibilitando o brilho tranquilo da bela guitarra de Greig. Diferentemente de muitos outros guitarristas de jazz, Greig é apenas pesadamente inspirado pelo blues, e não teme combinar as influências , criando atmosferas de luz e sombra.

"Empress Ave" oferece um sentido de banda com Greig, Wiggins, e o baterista Lindsay Prior soltos, tocando como em uma “Jam”. Normalmente em projetos como este, o guitarrista não possibilita tempo igual para seus acompanhantes. Entretanto, está claro que a despeito das óbvias habilidades de Greig, ele considera a canção mais importante que o brilho individual. Em "Turney", o teclado, a bateria e a pulsação do baixo elétrico de Byron Stoehr praticamente roubam o show , gerando contagiante energia e fisgadas de suavidade. Mas Greig como solista, também, brilha. Seu lento e romântico toque em "Elisa" apresenta o efeito poético de uma chuva na primavera. Greig completa o envolvimento do álbum com a reprise de "Riley", que atinge o clímax com um duelo entre seu acordes jazzísticos encharcados com a influência do blues e o carnavalesco órgão de Wiggins, fechando como uma conquista continuamente engajada.

Faixas: Riley; Tankhouse; Empress Ave; Two Part Strut; Turney; Elisa; Sebring Breeze; Here With You; Riley (Reprise).

Músicos: Warren Greig: guitarra; Paul Wiggins: Hammond B3; Lindsay Prior: bateria; Mark Inneo: bateria (1, 2); Byron Stoehr: baixo elétrico (1,5,8,9).

Fonte :All About Jazz / Robert M. Sutton

Diego Bruno Trio no Teatro Gamboa Nova


O guitarrista Diego Bruno, apresenta-se no Teatro Gamboa Nova todas as quintas de maio. Felizmente Salvador terá mais uma oportunidade de ouvir o repertório do CD "REFLEJOS" do guitarrista. Certeza de música bem feita e sobretudo por quem realmente entende.

Teatro Gamboa Nova - Rua Gamboa de Cima, nº03. Aflitos
Todas as quintas de maio sempre às 20h
Ingresso: R$ 5,00


http://www.myspace.com/diegobruno

ANIVERSARIANTES 29/04


Andy Simpkins (1932-1999) - baixista,
Big Jay McNeely (1927) – saxofonista,
Bradley Leighton (1961) – flautista,
Brian Nova (1961) – guitarrista,
Claus Ogermann (1930) - pianista, vocalista, arranjador,
Dave Valentin (1952) – flautista,
Duke Ellington (1899-1974) - pianista,líder de orquestra(na foto),George Adams (1940-1992) - flautista, saxofonista,
Julius Tolentino (1975) - saxofonista,
Otis Rush (1934) –guitarrista, vocalista,
Ray Barretto (1929-2006) - percussionista,
Toots Thielemans (1922) - gaitista, guitarrista

Fred Dantas lança livro.


Fred Dantas lança livro no Pelourinho.

terça-feira, 28 de abril de 2009

BILL FRISELL LANÇARÁ DOIS DVDs


Dois novos DVDs do guitarrista Bill Frisell (na foto) serão lançados no dia 01 de Setembro. A “Songline/Tone Field Productions” lançará simultaneamente três filmes de Buster Keaton em DVD —“Go West”, “One Week” e “High Sign”— que apresentará a música original pelo ganhador do Grammy, Bill Frisel. O segundo DVD, “Solos: The Jazz Sessions (Original Spin Media)”, captura uma apresentação solo filmada na “Berkeley Church”, em Toronto, Canadá, pelo diretor Daniel Berman.

Frisell começou a utilizar música improvisada para trilhas sonoras no início dos anos 90. Autorizados pela “St. Ann’s” no Brooklyn, Frisell e seu trio, o baterista Joey Baron e o baixista Kermit Driscoll, atuam em cinco arranjos ao vivo para seis filmes de Buster Keaton , ajudando a criar um novo movimento de criativos jazzistas para composição de trilhas sonoras. Em 1995, a “Nonesuch Records” lançou gravações de Frisell para “Go West”, “One Week” e “High Sign”.

Frisell observa : "Os filmes de Keaton foram os primeiros em que tentei fazer algo. Houve alguma coisa especial , pois nunca havia realizado algo neste sentido antes. Veio de uma maneira não convencional , e realmente mudou meu sentimento sobre o trabalho do autor. Sim, há a comédia , mas há alguma coisa muito profunda , um lado obscuro.Nós penetramos na psicologia do que Keaton devia estar pensando , enquanto atuava naquelas cenas, e colocamos nas nossas composições. Era uma intrigante maneira de me inserir no mundo do cinema".

Embora Frisell tenha firmemente estruturado temas, em sua melodias observamos uma opulência de improvisações , especialmente para o baterista Joey Baron. Eles iniciam e terminam marcantemente, mas entre este espaço há muita liberdade para agir. A epopeia musical de Frisell substitui o solo de piano e o orquestral e “swing jazz” em “One Week” e “High Sign”.

“Solos: The Jazz Sessions” apresenta uma representação pictórica de Frisell em close, filmada por Daniel Berman na “Berkeley Church” em Toronto. Uma rara sessão solo em que Frisell apresenta suas composições , junto com clássicos de Bob Dylan, Hank Williams, George e Ira Gershwin, além de tradicionais canções norte-americanas. “Solos” mostra um olhar íntimo na guitarra elétrica de Frisell e evidencia sua magia, incluindo uma entrevista exclusiva com o guitarrista.

Em “Solos”, Frisell comenta, "É algo misterioso executar solos. Eu vivo da interação com outros músicos, porque quando você põe algo fora do lugar, há a possibiliade de retorno, e você é capaz de construir o momento. Quando faz uma performance solo, isto ocupa o espaço , e você tem que vir com as ideias certas para segui-las. Eu aprendi a permitir o silêncio , quando toco para mim mesmo. Há realmente algo especial sobre uma pessoa que senta e toca guitarra. Estou realmente feliz com o projeto. O autor do filme criou uma atmosfera maravilhosa para a execução da música".

“Solos” marca a estreia da “Original Spin Media (Solos Jazz)” em três anos de programas radiofônicos pela “Bravo Canadá”. Outros artistas brilharam na série Solos, incluindo Joe Lovano, Brad Mehldau, James Blood Ulmer, John Abercrombie, Andrew Hill dentre outros.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 28/04


Blossom Dearie (1926-2009) - pianista, vocalista,
Derek Smith (1971) – baterista,
Ithamara Koorax (1965) – vocalista(na foto),
John Tchicai (1936) - clarinetista , saxofonista,
Mario Bauza (1911-1993) - trompetista,
Mickey Tucker (1941)-pianista,
Oliver Jackson (1933-1994) - baterista,
Steve Khan (1947) - guitarrista

segunda-feira, 27 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 27/04


Calvin Newborn (1933) – guitarrista,vocalista,
Connie Kay (1927-1994) – baterista(na foto),
Freddie Waits (1943-1989) - baterista,
Kevin Hackler (1981) – trompetista,
Martin Wind (1968) – baixista,
Matty Matlock (1907-1978) - clarinetista,saxofonista, Ruth Price (1938) - vocalista,
Sal Mosca (1927-2007) - pianista,
Scott Robinson (1959)–saxofonista,clarinetista,flautista,
Tommy Smith (1967) - saxofonista

domingo, 26 de abril de 2009

BILLY HARPER – BLUEPRINTS OF JAZZ VOL.2 (TALKING HOUSE)


Há fortes aspectos sombrios em “Blueprints of Jazz Vol.2” com o saxofonista tenor Billy Harper, conhecido como“ divertido e gracioso”, antes de se unir à serie “Talking House” de poucos conhecidos jazzistas. O álbum é uma coleção de “spiritual jazz” de Harper, utilizando os poemas de Amiri Baraka dentro da evolução musical da América e África. Quando este é o foco, “Blueprints” é brilhante. Quando está fora desta perspectiva, não apresenta a mesma pegada.

A parte brilhante surge quando o disco apresenta tensão entre as rascantes folhas sonoras de Harper e as intervenções do trompete de Keyon Harrold (“Cast The First Stone?”); quando as palhetas e os metais e a pianista Francesca Tanksley apresentam acordes vigorosos (“Time and Time Again”), ou quando a banda e o discurso de Baraka soam fortes (“Oh.....If Only”).Isto não só impulsiona o álbum, como lhe dá uma aura de seriedade.Por exemplo, “Another Kind of Thoroughbred”inicia como uma fanfarra, tocada por Harper e Harrold em uníssono, cuja urgência sugere a necessidade de que cada um ouça o outro, mas cumpre o que promete. Os baixistas Clarence Seay e Louie Spears iniciam diversas canções, notavelmente em “África Revisited”, com batidas introdutórias que dá a impressão de que algo desagradável ocorrerá.

Harper está menos convincente nas baladas. Soa aborrecido em “Knowledge of Self” e seu improviso vocal em “Amazing Grace” é curiosamente desconectado da letra.

Estes percalços reduzem a qualidade de “Blueprints”. Sua aquisição passa a ser, então, dispendiosa.

Fonte: JazzTimes / Michael J. West

A propósito do novo CD de Cláudia Telles


Mecenas (foto), de Salvador/Ba, tem excelentes conexões no universo da música de qualidade. Cláudia Telles é um bom exemplo



Recebo com satisfação, de nosso grande Mecenas, e-mail recente que lhe enviou sua amiga, a ótima cantora Cláudia Telles, filha da inesquecível diva da Bossa Nova, Sylvia Telles.


A postagem de hoje abaixo neste Blog feita pelo Edson Santos, que repetimos a seguir, se trata do e-mail que nos referimos recebido por Mecenas e enviado por Cláudia Telles.

É com enorme prazer que fazemos esta postagem,


Sérgio Franco/SOJAZZ


"Entre canções inéditas e pérolas esquecidas de compositores consagrados, Claudia Telles lança novo CD com o melhor do lado “B” da Bossa Nova.
“Quem Sabe Você”, canção inédita de Roberto Menescal e Abel Silva, que dá título ao novo álbum, em maio nas lojas, pela Lua Music, é uma das músicas do novo CD da cantora, que ainda presta uma homenagem a sua mãe, a diva da Bossa Nova, Sylvinha Telles, na regravação de “Sem Você Pra Que”, parceria pouquíssima conhecida de Sylvinha com Chico Anísio, original de 1957 e nunca antes regravada.
Ainda no repertório, “Felicidade Vem Depois” (a primeira composição de Gilberto Gil), “Carta ao Tom 74” (Toquinho e Vinicius de Moraes), “Reza” (Edu Lobo e Ruy Guerra) um pot-pourri em homenagem ao grande cantor Miltinho (Solução, Mulher de 30 e Palhaçada), “Tamanco no Samba” (Orlandivo), “Juras” (Rosa Passos) e mais duas inéditas: “Ai Saudade” (Johnny Alf) e “Biquininho Azul” (Candinho e Ronaldo Bôscoli), em dueto com Emilio Santiago. Claudia traz ainda a canção "Não quero ver você triste", de Roberto e Erasmo Carlos com letra de seu tio Mario Telles, última música gravada por Sylvinha.


Beijos Mecenas, e obrigada pela força.


Claudia Telles"

ANIVERSARIANTES 26/04


Gary Wright (1943) – tecladista,
Jimmy Giuffre (1921-2008) - clarinetista, flautista,saxofonista, Ma Rainey (1886-1939) - vocalista,
Teddy Edwards (1924-2003) - saxofonista(na foto)

sábado, 25 de abril de 2009

CLAUDIA TELLES LANÇA NOVO DISCO



Entre canções inéditas e pérolas esquecidas de compositores consagrados, Claudia Telles lança novo CD com o melhor do lado “B” da Bossa Nova.
“Quem Sabe Você”, canção inédita de Roberto Menescal e Abel Silva, que dá título ao novo álbum, em maio nas lojas, pela Lua Music, é uma das músicas do novo CD da cantora, que ainda presta uma homenagem a sua mãe, a diva da Bossa Nova, Sylvinha Telles, na regravação de “Sem Você Pra Que”, parceria pouquíssima conhecida de Sylvinha com Chico Anísio, original de 1957 e nunca antes regravada.
Ainda no repertório, “Felicidade Vem Depois” (a primeira composição de Gilberto Gil), “Carta ao Tom 74” (Toquinho e Vinicius de Moraes), “Reza” (Edu Lobo e Ruy Guerra) um pout-pourri em homenagem ao grande cantor Miltinho (Solução, Mulher de 30 e Palhaçada), “Tamanco no Samba” (Orlandivo), “Juras” (Rosa Passos) e mais duas inéditas: “Ai Saudade” (Johnny Alf) e “Biquininho Azul” (Candinho e Ronaldo Bôscoli), em dueto com Emilio Santiago. Claudia traz ainda a canção "Não quero ver você triste", de Roberto e Erasmo Carlos com letra de seu tio Mario Telles, última música gravada por Sylvinha.

HERBIE HANCOCK EXCURSIONARÁ COM O PIANISTA CLÁSSICO LANG LANG


O pianista clássico, Lang Lang, e o pianista de jazz, Herbie Hancock (na foto), estarão juntos para uma excursão internacional , seguindo suas performances do Grammy 2008 de “Rhapsody in Blue”. Os pianistas atuarão no “Montreux Jazz Festival” na Suíça em 05 de Julho e tocarão na França, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Itália e através dos Estados Unidos. Os locais de apresentação incluem o “Royal Albert Hall”, em Londres, e a “Arena di Verona”, na Itália. A excursão será encerrada no famoso “Hollywood Bowl”, em Los Angeles, nos dias 7 e 8 de Agosto.

Lang Lang e Hancock apresentarão “Rhapsody in Blue” de Gershwin com arranjo para dois pianos e orquestra e o Concerto para dois pianos e orquestra de Vaughan-Williams, conduzido por John Axelrod. Cada performance terá o acompanhamento de uma orquestra de renome internacional pertencente à cidade anfitriã. O repertório incluirá, também, solos, duos e apresentações a quatro mãos.

Fonte : Jazztimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 25/04


Albert King (1923-1992) – guitarrista, vocalista,
Agostinho dos Santos (1932-1973) – vocalista (na foto),
Bobbi Humphrey (1950) - flautista,
Carl Allen (1957) – baterista,
Custódio Mesquita (1910-1945) – pianista, compositor,
Earl Bostic (1913-1965) - saxofonista,
Ella Fitzgerald (1918-1996) - vocalista ,
Jim Robitaille ( 1960) – guitarrista,
Willis “Gator” Jackson (1932-1987) - saxofonista

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 24/04


Collin Walcott (1945-1984) - percussionista,
Fabio Morgera (1963) - trompetista
Frank Strazzeri (1930) - pianista,
Jeff Darrohn (1960) – saxofonista,
Joe Henderson (1937-2001) - saxofonista,
Johnny Griffin(1928-2008) – saxofonista(na foto),
Peter Curtis (1970) – guitarrista,
Stafford James (1946) - baixista

quinta-feira, 23 de abril de 2009

MARY LOU WILLIAMS WOMEN IN JAZZ FESTIVAL RETORNA EM MAIO


O 14º “Mary Lou Williams Women in Jazz Festival” ocorrerá no período de 14 a 16 de Maio no “John F. Kennedy Center for the Performing Arts” em Washington, D.C.

Dee Dee Bridgewater será a anfitriã , que contará com as apresentações de Esperanza Spalding, Anat Cohen, Janis Siegel, Anne Drummond, Carmen Lundy e da orquestra de Maria Scheinder . Junto com as perfomances pagas no “Terrace Theater”, o festival apresentará performances gratuitas no “Millennium Stage”, incluindo os vencedores da competição “Mary Lou Williams” , focada em pianistas.
O pianista e biógrafo de Mary Lou Williams, Tammy Kernodle, e a pianista Deanna Witkowski apresentarão o programa de debates sobre o trabalho jazzístico de Mary Lou Williams(na foto).

ANIVERSARIANTES 23/04


Alan Broadbent (1947) - pianista ,
Benny Harris (1919-1975) - trompetista,
Bryan Carrott (1959) – pianista, vibrafonista,
Bunky Green (1935) - saxofonista,
Calvin Owens (1929-2008) – trompetista, líder de orquestra,
Chris Lightcap (1971) – baixista,
Geraldo Pereira(1918-1955) – compositor,
Jimmie Noone (1895-1944) - clarinetista,
John Cooper (1963) – líder de orquestra,
Kendra Shank (1958) - guitarrista , vocalista,
Pixinguinha(1897-1973) – saxofonista, flautista(na foto),
Petr Cancura (1977) – saxofonista,
Severino Araújo (1917) – clarinetista , líder de orquestra

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 22/04


André Mehmari (1977) – pianista,
Candido (1921) - percusionista,
Barry Guy (1947) – baixista,
Charles Mingus (1922-1979) – baixista,
Don Grusin (1941) - tecladista,
Don Menza (1936) - flautista , saxofonista,
Harvey Mason (1947) – baterista,
Lou Stein (1922-2002) - pianista,
Paul Chambers (1935-1969) - baixista,

terça-feira, 21 de abril de 2009

BOSSA FROM BAHIA no Tom do Sabor às Quintas



Local: TOM DO SABOR (Pirâmide do Rio Vermelho - mesmo prédio da Pizzaria Piola)
Dia: Quinta-feira - 23 de abril
Horário: 22:00hs
Endereço: Rua João Gomes 249 - Tel. 3334.5677
Couvert: 20,00 - Manobrista na porta

Palmyra & Paulo Levita (voz e violão acústico)
com Rebeca Falcone (voz) e Aroldo Macedo (guitarra baiana)
Convidado especial: Peu Meurray (percussão)

3º MÊS DA TEMPORADA!
Repertório eclético, com releituras do
Jazz, Beatles, Axé-music, Baião, Hinos, MPB, além de clássicos da própria Bossa Nova

OLIVER LAKE ORGAN TRIO – MAKIN´ IT (Passin' Thru)


Se uma coisa caracteriza o altoísta Oliver Lake como artista, é seu estado de mutante permanente, ou , ao menos , sua sincera dedicação para examinar os diversos subgêneros do jazz. Do hard-bop e do energético free, pasando pela fusion e o pós moderno jazz de câmara , raramente há uma região inexplorada por Lake. Não é surpresa , então, que esta nova gravação, “Makin’ It”, devore a tradição do órgão no jazz e regorgite algo único dentro do espírito “lakeniano”.

Entretanto, este trio não voa em atmosferas mais distantes como em outras ocasiões. Todavia, há uma uma brisa fresca no ar , diversa de algo em formato desinteressante. Instigado pelo muscular suíngue de Johnathan Blake, um frequente colaborador de Tom Harrell, Russell Malone, Kenny Barron e Avishai Cohen, e o pulso firme de Jared Gold no B3, as sete composições de Lake apresenta uma gama de sentimentos joviais, enriquecendo o funk de “Say Girl” , passando pelo leve staccato de “Move Groove”. “Dedicated to B.C.”, Benny Carter, não Baikida Carroll , companheiro de longa data de Lake, é o único passo em falso , com ritmo e melodia padronizados , sem desenvolver algo provocativo.

No final, Malachi Thompson contribui com duas peças, a triunfante “In Walked John” e “Spirit of Man”, que foi tema de um programa de televisão afro-americano nos anos 1970. A faixa título apresenta a sua mais viva performance , antes da conclusão com um estonteante solo de Johnathan Blake , utilizando com vigor os pratos e um vibrante trabalho com os tambores. O novo companheiro Jared Gold, que atua com Dave Stryker e John Abercrombie, supre-o com solos entusiasmados , enquanto mantém seguras e regulares as notas baixas. Considerando que outros líderes contentam-se em apresentar um balanço normal, Lake toma-o para si e com sucesso o redefine.

Fonte : JazzTimes / Scott Verrastro

ANIVERSARIANTES 21/04


Alfred Lion (1908-1987) – produtor, fundador da Blue Note,
Craig Pilo (1972) – baterista,
Didier Verna (1970) – guitarrista,
Gilson Peranzetta (1946) – pianista(na foto),
Ian Carr (1933-2009) – trompetista,
Mike Holober (1957) – pianista,
Mundell Lowe (1922) - guitarrista,
Pee Wee Ellis (1941) - saxofonista ,
Slide Hampton (1932) - trombonista

segunda-feira, 20 de abril de 2009

TONY BENNETT DOA PINTURA AO SMITHSONIAN


Tony Bennett ,(na foto), presenteará o “Smithsonian Institution’s National Portrait Gallery”, Washington, D.C., com uma aquarela retratando Duke Ellington no próximo 29 de Abril. Esta data foi escolhida por ser aquela que registra o 110º aniversário de Ellington e o fim do mês da apreciação do Jazz.

A pintura representa Ellington com um buquê de rosas. Bennett, que considerava Ellington como seu mentor, escolheu este motivo para celebrar o hábito de Ellington enviar uma dúzia de rosas para ele , enquanto compunha uma nova canção.

Bennett vem pintando ao longo de sua vida e a doação desta pintura é a terceira que realiza para o “Smithsonian”.

NR: Tony Bennett narra uma estória que dá uma exata dimensão da amizade entre eles. Ele conta que, após a separação da mulher, estava, solitário, em um hotel na cidade de Nova York, em plena noite de Natal. Repentinamente, começou a ouvir um coral cantando músicas de Natal. Abriu a porta e se deparou com um grupo de cantores. Era um coro que estava sendo utilizado por Duke Ellington em um show nas proximidades do hotel. Tony Bennett jamais esqueceu este ato de imenso carinho.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 20/10


Avishai Cohen (1971) – baixista,
Beaver Harris (1936-1991) - baterista,
Burt Bales (1916-1989) - pianista,
Joe Bonner (1948) - pianista,
Lionel Hampton (1909-2002) - vibrafonista (na foto) ,
Matt Brewer (1983) – baixista,
Ran Blake (1935) - pianista,
Tito Puente (1923-2000) - percussionista,

domingo, 19 de abril de 2009

GORDON GOODWIN´S BIG PHAT BAND – ACT YOUR AGE (Immergent Records [2008])


Líder de orquestra, compositor e instrumentista Gordon Goodwin leva 18 peças da “Big Phat Band” para outro nível, produzindo um raro CD/DVD, acumulando elogios de críticos e o Grammy de música popular. “Act Your Age” recebeu três indicações , em 2008, para o de melhor disco de “big band” de Jazz, melhor composição instrumental ("Hit The Ground Running" de Goodwin) e melhor arranjo instrumental ("Yesterdays" feito por Goodwin). Isto perfaz um total de onze indicações e absoluto vencedor desde 2000, quando ele começou a gravar com a “Big Phat Band”.

Já estabelecido na primeira classe dos compositores e arranjadores, Goodwin apresenta sete originais , ao lado de enérgicos arranjos de cinco “standards”, completando um excitante conjunto de música para “big band”. “The Big Phat Band” é uma orquestra de classe mundial, possuindo alguns dos melhores músicos da Costa Oeste, incluindo os saxofonistas Eric Marienthal, Sal Lozano e Brian Scanion, os trompetistas Wayne Bergeron e Bob Summers, os trombonistas Andy Martin e Alex Isles. Goodwin, um multi-instrumentista, se apresenta no piano, bem como nos saxofones tenor e soprano.

Para esta singular gravação, Goodwin traz alguns convidados especiais para ajudá-lo a dar toques especiais na seção, utilizando, inclusive, o talento de Art Tatum através da ajuda da tecnologia virtual, em um processamento eletrônico da gravação do clássico de Jerome Kern "Yesterdays", que ,digitalizado, é inserido no arranjo de Goodwin. Outra notável participação de um convidado inclui o vocal de Patti Austin em "September", também apresentando o guitarrista Lee Ritenour. Ritenour também participa de "Punta Del Soul" ao lado de um antigo colaborador , o pianista Dave Grusin. O fantástico Chick Corea exibe incríveis linhas pianísticas em sua própria composição "Senor Mouse".

A faixa título é saltitante , alegre, apresentando o baixista Nathan East e Marienthal no saxofone alto, na ,talvez, mais frenética apresentação do álbum. Em contraste, Goodwin apresenta, atuando no saxofone soprano, um saboroso enfoque de sua bela e suave balada "Chance Encounters". Outra das muitas notáveis faixas de “Act Your Age” é "Backrow Politics", oferecendo uma amostra de alguns dos trompetistas da banda , Bergeron e Summers, que contribuem com solos magníficos. O saxofonista tenor Scanion assume o centro do palco em "East Coast Envy" e "El Macho Muchacho", enquanto o tenor do líder brilha na canção final ,"Gumbo Street".

“Act Your Age” tem todos os elementos de sucesso . Um álbum vencedor, com um grupo de músicos luminares, divertidos sucessos e musicalidade de primeira em uma orquestra de classe mundial. Mais uma vez Gordon Goodwin e sua “Big Phat Band” alcança um estágio em que os amantes da música demorarão a esquecer.


Faixas: Hit the Ground Running; Watermelon Man; September; Yesterdays; Señor Mouse; Punta Del Soul; Act Your Age; Chance Encounters; Backrow Politics; East Coast Envy; El Macho Muchacho; Gumbo Street.


Músicos: Gordon Goodwin: piano (4), saxophone tenor (12), saxofone soprano (8); Eric Marienthal: saxofones soprano e alto, flauta; Sal Lozano: saxofone alto, flauta, piccolo; Brian Scanion: saxofone tenor , flauta, clarinete; Jeff Driskill: saxofone tenor, flauta, clarinete; Jay Mason: saxofone barítono saxophone, clarinete baixo; Bernie Dresel: bateria; Brad Dutz: percussão; Wayne Bergeron: trompete; Dan Fornero: trompete; Dan Savant: trompete; Bob Summers: trompete (1-6, 9); Pete DeSienna: trompete (7, 8, 10-12); Andrew Synowiec: guitarrra (1-7, 9); Grant Giessman: guitarra (8, 10-12);Rick Shaw: baixo; Andy Martin: trombone; Charlie Morillas: trombone; Craig Ware: trombone; Francisco Torres: trombone(3, 5, 6); Alex Iles: trombone (1, 2, 4, 7-12); Lee Ritenour: guitarra (3, 6); Dave Grusin: piano (6); Chick Corea: piano (5); Patti Austin: vocal (3); Art Tatum (através de tecnologia): piano (4).

Fonte : All About Jazz / Edward Blanco

ANIVERSARIANTES 19/04


Lucas Pino (1987) - saxofonista (na foto),
Tommy Benford (1905-1994) - baterista

sábado, 18 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 18/04


Brian VanArsdale (1979) – saxofonista,
Clarence "Gatemouth" Brown (1924-2005)-guitarrista,vocalista,
Danny Gottlieb (1953) - baterista,
Hal Galper (1938) – pianista (na foto),
Ken Colyer (1928-1988) –cornetista , líder de orquestra,
Leo Parker (1925-1962) - saxofonista,
Neil Alexander (1960) – tecladista,

sexta-feira, 17 de abril de 2009

JOE TEMPERLEY – THE SINATRA SONGBOOK (HEP)


Adicione Joe Temperley à lista de artistas que gravaram valiosos tributos para Frank Sinatra, incluindo Tony Bennett, Carol Sloane, Joe Lovano e até Biréli Lagrène, vocalizando!. Outra vez, utilizando o grande repertório norteamericano, como pode dar errado? A homenagem de Temperley vem 10 anos após a morte de Sinatra, e apresenta temas românticos, solos apaixonantes e belos arranjos de Andy Farber e James Chirillo para o octeto. Você praticamente ouve Sinatra cantando com Temperley, quando ele apresenta as melodias nos saxofones barítono e soprano. Seu som no barítono é às vezes cavernoso, ainda que terno, como em “Nancy (With the Laughing Face)” e em outras ocasiões insinuantemente suave como Ben Webster. Seu brilhante soprano frequentemente evoca o toque ardente de Sidney Bechet, especialmente em “Day by Day”. As duas suaves interpretações, em miniatura, das baladas “In the Wee Small Hours”, em uma versão para quarteto em 2min 49seg, e “Goodbye” , em dueto com o guitarrista Chirillo em 1min46seg, demonstra a sua apreciação e amor por Sinatra.

Os inteligentes e suingantes arranjos de Farber em “Come Fly With Me”,“All the Way”, “I’ll Never Smile Again” e “I’ve Got You Under My Skin” são particularmente dignos de nota, capturando em sua rica expressividade elementos de Nelson Riddle ou da orquestra de Count Basie . O fino trabalho de solo de Farber nos saxofones tenor e alto, neste caso lembrando Benny Carter, deve ser mencionado. Todos os outros músicos têm pleno espaço para solar e todos se sobressaem. Lá estão o trompetista Ryan Kisor, o trombonista John Allred, o pianista Dan Nimmer, o baixista John Webber e o guitarrista Chirillo. O trabalho do baterista Leroy Williams é impecável. O jovem Nimmer é um pianista a ser observado. Com um estilo seguro, exibe toques de Oscar Peterson, Erroll Garner e Red Garland.

Fonte : JazzTimes / Scott Albin

ANIVERSARIANTES 17/04


Buster Williams (1942) - baixista,

Chris Barber (1930) – trombonista , líder de orquestra ,

Han Bennink (1942) – baterista , percussionista,

Jan Hammer (1948) – tecladista,

Johnny St. Cyr (1890-1966) – banjoísta, guitarrista,

Paul Smith (1922) – pianista (na foto),

Sam Noto (1930) – trompetista, flugelhornista,

Sam Sadigursky (1979) – saxofonista,

Steve Hobbs (1956) – vibrafonista,

Warren Chiasson (1934) – vibrafonista

quinta-feira, 16 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 16/04


Bennie Green (1923-1977) - trombonista,
Esbjorn Svensson (1964-2008) - pianista
Henry Mancini (1924) – pianista, compositor, arranjador,
Herbie Mann (1930-2003) - flautista,
Junko Onishi (1967) – pianista,
Sebastião Tapajós (1944) – violonista(na foto),
Ulf Wakenius (1958) - guitarrista

quarta-feira, 15 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 15/04


Bessie Smith (1894-1937) - vocalista (na foto),
Herb Pomeroy (1930-2007) – trompetista,
Richard Davis (1930) - baixista

terça-feira, 14 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 14/04


Brian Pardo (1956) – guitarrista,
Eliot Zigmund (1945) – baterista
Gene Ammons (1925-1974) - saxofonista (na foto),
Muddy Waters (1915-1983) - guitarrista,
Shorty Rogers (1924-1994) - trompetista,
Steve Davis (1967) –trombonista,
William Roper (1955) - tubista

segunda-feira, 13 de abril de 2009

LORI BELL – THE MUSIC OF DJAVAN (Resonance Records)


Flauta jazzística e música brasileira nos fazem retornar ao trabalho pioneiro de Herbie Mann, em gravações que antecederam os sucessos do saxofonista tenor Stan Getz. Getz e Mann adotaram a bossa nova e colaboraram com músicos brasileiros , mas Lori Bell, uma flautista cujo mote do seu Web Site é “De Bach ao Bebop” investiga , aqui, as fronteiras do mais eclético “tropicalismo” brasileiro do compositor Djavan, com sua extensa combinação rítmica de elementos do pop e do rock . A ênfase está mais no jazz do que nos trópicos, com um propulsivo e destacado enfoque rítmico realizado pelo baixista David Enos, frequentemente usando mais baixo elétrico do que o acústico; com a presença de Tamir Hendelman ao piano; a ausência de guitarra, e com o baterista Enzo Todesco enfocando os ritmos do jazz e da música brasileira.

O comando virtuoso de Bell tanto na flautas alto como em C permite que ela agite com vigor as notas em “Canto da Lyra”, enquanto suinga fluentemente no bop e gorgeia nos tempos dobrados em “A Ilha (The Island)” em sensual enfoque. Ela também salta para frases jubilantes da batida do samba em “Obi” e evoca o chilreio de pássaros no ritmo saltitante de “Serrado”. Hendelman, outro jazzista talentoso originário de Israel, projeta uma exuberante e generosa reminiscência de Monty Alexander em seu toque. Ambos, flautista e pianista , são exuberantes em imprimir romantismo nas baladas , realçado pela orquestração de Kuno Schmid. Anna Gazolla, que aparece na percussão em algumas faixas, competentemente interpreta “Capim”, que é o aceno do CD para a tradicional bossa-nova .

Fonte : JazzTimes / George Kanzler

ANIVERSARIANTES 13/04


Al Green (1946) – vocalista,
Bud Freeman (1906-1991) – saxofonista, clarinetista,
David Kane (1955) – pianista,
Eddie Marshall (1938) – baterista,
John Ellis (1974) – saxofonista,
Rosa Passos(1952) – violonista, vocalista (na foto),
Teddy Charles (1928)-vibrafonista

domingo, 12 de abril de 2009

JEFF “TAIN” WATTS – WATTS (TAINISH CHAMBER MUSIC)


Tanto quanto Charles Mingus, Jeff “Tain” Watts pensa e escreve tão firme como toca. Esta combinação de cuidadosa consideração e execução intensa possibilita ao dinâmico e veterano baterista fazer sentir sua presença firme ou suave neste seu audacioso álbum. Watts, que tem como companheiro o saxofonista Branford Marsalis, um compadre musical desde os tempos em que participou do quinteto de Wynton Marsalis no início dos anos 1980. O ás do trompete Terence Blanchard e o robusto baixista Christian McBride completam a poderosa linha de frente, que atua com fogosidade, suavidade e calibrado senso de destreza na improvisação, que às vezes margeia o campo da telepatia, nunca deixando de lado as surpresas.

A comparação com Mingus é mais que incidental.Watts cita como chave para sua inspiração o álbum do gigante do baixo lançado em 1960, “Charles Mingus Presents Charles Mingus”, ambos com um visceral quarteto sem piano e devoção similar para o uso da música como potente denunciador das iniqüidades e sofrimentos do dia a dia. Watts também compartilha com Mingus a habilidade de simultaneamente saudar e estender diversas tradições do jazz, em formato de aberturas e conclusões, que encoraja constantes aventuras.

Felizmente, para desfrutar do novo trabalho de Watts você não necessita conhecer sobre a influência de Mingus, ou ser capaz de reconhecer, neste vívido álbum, o retrato da “ Watts Towers” em Los Angeles, uma das mais voláteis comunidades da era dos direitos civis. Nem necessita saber o que especificamente o inspirou para compor qualquer uma das dez canções. Porque o que faz Watts se mover é a combustão do consistente instrumental através dos perfis individuais e visões compartilhadas dos quatro músicos do disco.

Lá se vão 18 anos desde que Watts gravou como líder, e seu crescimento e confiança como baterista e compositor são palpáveis. Seu toque propulsivo, bem como seu modo de compor , encontra um fino equilíbrio entre o muscular e o cerebral, alegre e comovente. Ele não sola até próximo do fim da quinta faixa, “Dancin’ 4 Chicken” , que apresenta influência sulina e inicia com um delicioso solo de McBride, mas a presença de Watts é fortemente sentida.

Como os ícones da bateria, a exemplo de Art Blakey, Max Roach, Elvin Jones, Tony Williams e Jack DeJohnette, Watts está em constante movimento. Ele se engaja no trabalho, dialoga com seus colaboradores, que sustentam a impetuosidade da abertura de “Return of the Jitney Man”, culminando com a ação em uníssono do trompete e do saxofone em “The Devil’s Ring Tone” uma hora mais tarde.

Homenagens musicais abundam em Watts, mesmo que sejam dissimuladas, como o “Thelonious Monkismo” de “Dingle-Dangle”, o banho de blues que saúda Ornette Coleman em “Brekky with Drekky”, que apresenta um esplêndido solo de Branford Marsalis, que soa relaxado mesmo nos mais acelerados momentos, ou a arrepiante “Katrina James”, onde James Brown se encontra com New Orleans, que permite aos nativos Blanchard e Marsalis pagar um comovente tributo à sua sofrida cidade natal com particular eloqüência.

O quarteto é competentemente acrescido pelo pianista Lawrence Fields em “Owed … ”. Uma melíflua balada, que oferece uma bem colocada mudança para a tranquilidade e a benvinda lembrança da rara habilidade de Marsalis executar o sax soprano em temas suaves, sem saturar ou ser previsível.

Watts vacila só em “Devil’s Ring Tone: The Movie”. Os ouvintes serão capazes de rapidamente determinar a identidade do insosso “Mr. W” nas partes faladas nesta espinhosa sátira político-social. A canção leva aproximadamente sete minutos, diluindo seu impacto, inclusive no contexto do álbum. Por outro lado, Watts é realmente provocativo e inspirador.

Fonte: JazzTimes / George Varga

ANIVERSARIANTES 12/04


Al Jarreau (1940) – vocalista,
Drori Mondlak (1958) – baterista,
Helen Forrest (1917-1999) – vocalista,
Herbie Hancock (1940) - pianista(na foto),
Johnny Dodds (1892-1940) - clarinetista,
Marty Krystall (1951) - clarinetista, saxofonista,
Ryan Kisor (1973) - trompetista,
Shakey Jake Harris (1921-1990) – gaitista,
Tommy Turrentine (1928-1997) - trompetista

sábado, 11 de abril de 2009

RICHARD GALLIANO – LOVE DAY: LOS ANGELES SESSIONS (Milan)


A parceria do virtuoso acordeonista francês Richard Galliano e do pianista Gonzalo Rubalcaba, relacionando espíritos de diferentes hemisférios, tem uma noção inspirada. Junto eles misturam talentos extraordinários com a solidariedade rítmica do baixista Charlie Haden e do baterista e percussionista Mino Cinelu , envolvida em maravilhosas melodias, sensibilidade incomum e intervenções sem paralelo.

Enquanto Galliano permanece praticamente desconhecido nos Estados Unidos, ele é reconhecido como um artista de alto nível em seu país natal, bem como na Europa e Canadá, onde ele tem feito aparições regulares no Festival Internacional de Jazz de Montreal como um dos participantes da série de convidados especiais. Os quatro experimentados músicos entram em prazeiroso acordo na relaxada abertura “Aurore” e na suingada “Bonjour!“, enquanto as tendências pirotécnicas de Galliano e Rubalcaba surgem no impressionante dueto “Birds” e no espirituoso encontro com o percussionista Cinelu em “Apple Pie”. Galliano e Rubalcaba mostram comedimento em seu outro dueto, a bem entitulada “Serenite”, bem como em deslumbrante balada para quarteto “Pourquoi?”, em que surpreendentemente irrompe uma turbinada batida latina, resultando em arrepiantes intervenções do piano e acordeon. Galliano, também, exibe seu estonteante virtuosismo em uma extensa introdução para “Aria” com influência de música erudita.

A atuação de Haden na harmonização está bem presente, dando suporte efetivo ,como na melancólica “Hymne,” na delicada balada “Poeme” e na suave faixa título , uma espécie de resposta galesa a baladas mexicanas que Haden apresenta em seu disco “ Land of the Sun”, que também tem a presença do pianista Rubalcaba.Uma performance de alta classe executada por quatro músicos de renome internacional.

Fonte : JazzTimes / Bill Milkowski

ANIVERSARIANTES 11/04




Alejandro Santos (1956) – flautista,
G.F. Mlely (1936) – pianista,
John Levy (1912) – baixista,
Nathan Peck (1977) – baixista,
Nick LaRocca (1889-1961) - cornetista (na foto)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 10/04


Barbara Lea (1929) – vocalista,
Claude Bolling (1930) - pianista,
Fraser MacPherson (1928-1993) - saxofonista,
Joey DeFrancesco (1971) - organista(na foto),
Jon Delaney (1976) – guitarrista,
Omar Sosa (1965) - pianista,
Walter Bishop, Jr. (1927-1998) - pianista

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 09/04


Arthur Maia (1962) – baixista(na foto),
Dave Allen (1970) - guitarrista
Reuben Wilson (1935) - organista,
Sharkey Bonano(1902-1972) - trompetista,
Steve Gadd (1945) – baterista

quarta-feira, 8 de abril de 2009

PROGRAMA RADIOFÔNICO DE MARIAN McPARTLAND CELEBRA 30 ANOS


O programa de rádio de Marian McPartland(na foto) , “Piano Jazz”, chega aos 30 anos de atividade. Para celebrar o aniversário, McPartland retornará ao “Dizzy’s Club Coca-Cola” em Nova York no próximo 14 de Abril. Ela terá a companhia de diversos convidados , incluindo Karrin Allyson, Kenny Barron, Joanne Brackeen, John Bunch, Jackie Cain, Bill Charlap, Cyrus Chestnut, Dena DeRose, Taylor Eigsti, Kurt Elling, Laurence Hobgood, Grace Kelly, Mulgrew Miller, Arturo O'Farrill, Renee Rosnes, Daryl Sherman, Grady Tate, Kenny Werner e Randy Weston.

O vencedor do “Peabody Award” , “Marian McParland’s Piano Jazz” , foi ao ar pela primeira vez em Abril de 1979. Desde então, McPartland, agora com 91 anos, tem recebido, em seu programa semanal, figuras estelares da cena jazzística durante uma hora para um bate-papo e improvisações.

Adicionalmente, McPartland receberá, durante as festividades, um prêmio pelas suas realizações ao longo de sua vida, concedido pela “Worshipful Company of Musicians” da Inglaterra. O prêmio será entregue pelo pianista John Escreet , que pretence à “WM of M”.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 08/04


Carmen McRae (1920-1994) - vocalista, pianista,
Mark Patterson (1960) – trombonista,
Moacir Santos(1924) – saxofonista, clarinetista, maestro( na foto)

terça-feira, 7 de abril de 2009

WYNTON MARSALIS COBRA MAIOR APOIO ÀS ARTES


Wynton Marsalis (na foto de Joanne Savio), o trompetista que também é diretor artístico da "Jazz at Lincoln Center", cobrou do Congresso norteamericano, em discurso proferido em 30 de Março, maior suporte para ajudar a restaurar a integridade da América através da cultura. Marsalis entregou o “Nancy Hanks Lecture on Arts and Public Policy” durante o dia nacional da Advocacia no "D.C.’s Kennedy Center" em Washington.

Marsalis ressaltou a história da experiência Americana com performances musicais de membros da “Jazz at Lincoln Center Orchestra”: Chris Crenshaw, Victor Goines, Carlos Henriquez, Ali Jackson e Dan Nimmer.

No dia seguinte, Marsalis participou, junto ao compositor Josh Groban e à vocalista Linda Ronstadt, de uma audiência junto ao Congresso entitulada “The Arts=Jobs”,onde cada um pleiteou mais recursos para as artes , buscando sustentar programas valiosos durante a recessão e além dela.

“Ao redor do mundo, a música une as novas e velhas gerações e culturas próximas e distantes. Assim, é crítico para a nação reavaliar estas prioridades durante esta crise financeira para proteger os melhores aspectos da cultura Americana, para que não sejam perdidos pelas novas gerações em razão da escassez de fundos” declarou Marsalis, um antigo defensor das artes e porta-voz internacional da educação musical.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin



Alex Brown (1987) – pianista,
Billie Holiday (1915-1959) - vocalista ,
Bob Berg (1951-2002) – saxofonista,
Freddie Hubbard (1938-2008) - trompetista , flugelhornista(na foto),
Juergen Reiter (1970) – baixista,
Keith Wesby (1963) – baixista,
Mongo Santamaria (1922-2003) - percussionista,
Pat LaBarbera (1944) - saxofonista,
Peanuts Hucko (1918-2003) - clarinetista, saxofonista,
Pete La Roca (1938) - baterista,
Ravi Shankar (1920) – citarista,
Victor Feldman (1934-1987) - percussionista , vibrafonista, baterista, pianista

segunda-feira, 6 de abril de 2009

ANIVERSARIANTES 06/04


Andre Previn (1929) - pianista,
Art Taylor (1929-1995) - baterista,
Bill Hardman (1933-1990) - trompetista, flugelhornista,
Charlie Rouse (1924-1988) - saxofonista,
Dorothy Donegan (1924-1998) - pianista,
Gene Bertoncini (1937) - guitarrista,
Gerry Mulligan (1927-1996) - saxofonista(na foto),
Gerry Niewood (1943-2009) – saxofonista,
Greg Wolfram (1989) – baixista,
Horace Tapscott (1934-1999) – pianista,
Jack Pribek (1964) – guitarrista,
John Pizzarelli (1960) - guitarrista , vocalista,
Pete Benson (1978) – organista,
Randy Weston (1926) - pianista

domingo, 5 de abril de 2009

WYNTON MARSALIS - HE AND SHE (Blue Note Records [2009])


A volumosa discografia de Wynton Marsalis cobre uma riqueza de material, incluindo o impetuoso e moderno “mainstream” de “Black Codes: From the Underground (Columbia, 1985)”, o CD triplo “Blood On the Fields (Columbia, 1995)”, que ganhou o prêmio Pulitzer em 1997, e o alegre “Two Men With the Blues (Blue Note, 2008)” com o vocalista Willie Nelson. Agora o icônico trompetista e compositor de jazz explora a dinâmica sutil do relacionamento entre um homem e uma mulher em “He and She”, uma gravação que combina jazz e poesia com toque familiar e com entretenimento.

Familiar no fato que Marsalis, um ardente pesquisador da história do jazz, apresenta, uma vez mais, música constante do seu repertório. A triunfante "School Boy" com ritmos de ragtime e New Orleans, a luxuriante valsa "The Sun and the Moon" a suingante "Sassy," e a blueseira "A Train, A Banjo, and A Chicken Wing" foram ouvidas nas gravações memoráveis de “The Marciac Suite (1999)” e “Big Train (1999)”, lançadas pela Columbia Records.

Este projeto faz parte da safra de Marsalis, e leva ao requinte a arte do jazz, agora reunido com um qualificado quinteto de jovens músicos, incluindo Walter Blanding (saxofones), Dan Nimmer (piano), Carlos Hendriquez (baixo) e Ali Jackson (bateria), cada um apresentando suas fascinantes habilidades ao longo da gravação.

O magistral trompetista também demonstra competência como poeta, que teve sua primeira aparição no controvertido, mas notável “From The Plantation to the Penitentiary (Blue Note, 2007)”. Aqui, ele lê versos do seu poema que dá título ao disco "He and She", que, alternadamente, inicia cada faixa instrumental. Estes breves prelúdios são preenchidos com humor, emoção, atitude, criando estórias anedóticas da adolescência, maturidade, romance, amor e perda.

Uma das seções de poemas que fala sobre o perigo da conquista, é uma das faixas mais complexas do disco, "The Razor Rim" um conto de desejo com pegada bop, movendo-se do "Swinging 3/4" para "Elvin Jones 5/4" para "Modern 4/4 Swing" (como citado nas notas das faixas). Outra seção cobre a simples matemática do amor perdido segundo a leitura de Marsalis "1 + 0 = 0”, lembrando a ausência,uma adequada introdução para balada blueseira "Zero". Outras ideias incluem a "suite dos primeiros" em "First Crush," "First Slow Dance," etc., que deve recordar fatos antigos.

A gravação culmina com um poema lido em sua inteireza. Um final apropriado para o programa. Não há nada de novo aqui. Do começo ao fim “He and She” tem performances que o levam à glória do suingue com a plenitude da qualidade. Fãs não estarão desapontados e novatos iniciarão o “namoro” com Wynton Marsalis.

Faixas: Poem; School Boy; Poem; The Sun And The Moon; Poem;Sassy; Poem; Fears; Poem; The Razor Rim; Poem; Zero; Poem; First Crush; First Slow Dance; First Kiss; First Time; Poem; Girls!; Poem; A Train, A Banjo, And A Chicken Wing; He And She.

Fonte : All About Jazz / Mark F. Turner

Eddy Palermo


Eddy Palermo é uma das maiores referências de guitarra jazz na Itália. Admirador de música brasileira, já tocou com Nico Assumpção, Roberto Menescal e Toninho Horta.

Com técnica impecável e sonoridade magnífica, Palermo cria solos belíssimos, de muito bom gosto.

Clique no link abaixo e veja o encontro de Eddy Palermo com Roberto Menescal


http://br.truveo.com/Metr%C3%B3polis-Roberto-Menescal-e-Eddy-Palermo/id/3601574500

ANIVERSARIANTES 05/04


Evan Parker (1944) – saxofonista,
Hakon Kornstad (1977) – saxofonista,
John Bishop (1959) – baterista,
Nick Paul (1939) – saxofonista,
Stan Levey (1926-2005) - baterista,
Stanley Turrentine (1934-2000) saxofonista(na foto)

sábado, 4 de abril de 2009

MORRE BUD SHANK


Bud Shank (na foto), altoísta e flautista, cuja carreira transcorreu em mais de meio século, faleceu no último 02 de Abril em sua residência em Tucson, Arizona. A causa não foi revelada, mas Shank havia declarado que estava com “ alguns problemas de saúde”. Um dia antes , Shank esteve em San Diego gravando um novo álbum. Shank estava com 82 anos.

Nascido em 27 de Maio de 1926, em Dayton, Ohio, Clifford Everett “Bud” Shank praticou em vários instrumentos de palheta , antes de escolher o saxofone. Ele fez Faculdade na Carolina do Norte e trabalhou com o saxofonista Charlie Barnet antes de ir para a Califórnia no final dos anos 40, onde atuou com o trompetista Shorty Rogers e o pianista Stan Kenton. Trabalhando com o guitarrista Laurindo Almeida, Shank foi um dos primeiros jazzistas a explorar a música brasileira. Shank lançou uma série de discos pelo selo “World Pacific” dos anos 50 a 70.

A primeira gravação de Shank como líder ocorreu no meado dos anos 50, para o selo “Pacific Jazz“. Ele é considerado parte da escola “cool” da “West Coast”, mas continuou desenvolvendo sua sonoridade para além dos cânones passados. No início daqueles anos , tocou com Maynard Ferguson, Bob Brookmeyer, Bob Cooper e, em 1962, com o citarista indiano Ravi Shankar no álbum “Improvisations”. Nos anos 60, Shank atuou com artistas diversos como Sérgio Mendes, “The Mamas and the Papas” (a flauta no clássico “California Dreamin’ é dele) e com Chet Baker, que atuou no álbum “Michelle” de Shank em 1966 , que apresenta diversas canções do pop contemporâneo. Este foi único disco de Shank a alcançar a lista da Billboard .

Shank continuou evoluindo duarante os anos 70 e 80, finalmente deixando a flauta para se concentrar no seu trabalho com o saxofone alto. Criou a banda “L.A. Four” com Almeida, o baixista Ray Brown e uma variada gama de bateristas, gravando discos para a “Concord”, “Contemporary” e “Candid”. Em 2004 a Mosaic Select 10, lançou um CD triplo com gravações feitas em colaboração com Bob Cooper pela “Pacific Jazz” . In 2005 Shank criou a “Bud Shank Big Band” e em 2007 lançou “Beyond the Red Door” com o pianista Bill Mays.

NR: Em 2007, pela Biscoito Fino, foi lançado o CD “Uma tarde com João Donato e Bud Shank” , aproveitando sua passagem pelo Brasil.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin