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sexta-feira, 31 de julho de 2009

JANE DUBOC – CANÇÃO DA ESPERA (BISCOITO FINO)


O compositor e instrumentista brasileiro Egberto Gismonti, apesar de hoje estar muito mais envolvido com a música instrumental e erudita, lá pelas décadas de 1970 e 80, chegou a compor várias canções. Elas foram gravadas por ele mesmo e também por cantoras como Elis Regina, Wanderléa,Olívia Byington e Jane Duboc, entre outras. Trata-se de uma obra densa, repleta de melodias difíceis, sinuosas, harmonias ricas e inesperadas e letras rebuscadas quase todas do poeta e amigo Geraldo Carneiro.

A mesma Jane Duboc, amiga e parceira do compositor desde o lindo “Água e Vinho”, de 1972, acaba de lançar “Canção da Espera”, em que celebra e reinterpreta a obra senpre atual de Gismonti. Uma ousadia e tanto que a cantora supera com o talento de sempre. O próprio músico, reconhecidamente perfeccionista, não só gostou como fez questão de dar os parabéns a todos os músicos envolvidos na empreitada.

Com este disco, Jane Duboc nos leva de volta para o futuro. Navega por canções inesquecíveis como “Bodas de Prata”, a linda “Auto-Retrato”, do antológico e cândido disco “Branquinho”, que traz também “Saudações”, em parceria com Paulo César Pinheiro, que ela regrava lindamente, entre muitas outras.

E entre os acompanhantes estão pelo menos dois dos parceiros antigos de Gismonti: o baixista Zeca Assumpção e o flautista e saxofonista Mauro Senise. Além deles, tocam no disco João Cortês, na bateria, Jorge Hélder , também no baixo, Pantico Rocha bateria e percussão, o Quarteto Bresser e Hugo Pilger no cello.

Para reger essa orquestra de bambas, Duboc convocou três arranjadores: Gilson Peranzetta, Fernando Merlino e Lula Galvão. Além desses todos, ela ainda conta com a participação do brasiliense Hamilton de Holanda no bandolim e dos cantores Peri Ribeiro, seu filho Jay Vaquer e da amiga Olívia Byington.

Num primeiro momento, o disco causa estranheza aos fãs da música de Egberto Gismonti. Toda a sua obra está extremamente ligada às suas interpretações instrumentais. A forma como toca piano e violão é inconfundível, imprimindo nelas sua marca definitiva. O compositor, no entanto, não está nas gravações. Apesar disso, a produção artística da própria Jane cria uma atmosfera própria, com personalidade forte. Mesmo com arranjadores diferentes, músicos que se alternam e um repertório tão marcante, nunca deixamos de ouvir a cantora no melhor do seu talento.

Para quem ainda não conhece as canções de Egberto Gismonti esta é uma oportunidade única, através de um disco primoroso. Para quem já ouviu, restam duas coisas: A primeira, mais óbvia, é se deleitar com as discretas reinvenções de Jane Duboc. A outra é lamentar, assim como fez a cantora, de que não caberia no disco toda a obra do compositor.

Fonte: Revista Fórum / Julinho Bittencourt (Coluna Toques Musicais)

NR : Este disco está disponível na Pérola Negra, localizada à Rua Marechal Floriano,28, Loja 01, Canela, Salvador.

ANIVERSARIANTES 31/07


Celso Pixinga (1953) - baixista,
Gene Ess (1965) – guitarrista,
George Kelly (1915-1998) – saxofonista,vocalista,
Gordon Johnson (1952) – baixista,
Hank Jones (1918) – pianista (na foto),
Kenny Burrell (1931) - guitarrista,
Kiko Constantino(1969) – pianista,
Michael Wolff (1952) – pianista,
Peter Bocage (1887-1967) – cornetista, violinista,
Roy Milton (1907-1983) – baterista, vocalista, líder de orquestra,
Stanley Jordan (1959) – guitarrista,
Stephen Fulton (1954) – trompetista , flugelhornista

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ANIVERSARIANTES 30/07


B.D. Lenz (1971) – guitarrista,
Big Jack Johnson (1940) – guitarrista,
Buddy Guy (1936) – guitarrista,
Claes Janson (1947) – vocalista,
David Sanborn (1945) - saxofonista,
Hilton Jefferson (1903-1968) - saxofonista ,
James Spaulding (1937) - saxofonista,
Kevin Mahogany (1958) – vocalista (na foto),
Kevin Stevenson (1953) – baterista,
Rosinha de Valença (1941-2004) – violonista

quarta-feira, 29 de julho de 2009

MORRE GEORGE RUSSELL


George Russell(na foto), um teórico musical, arranjador, compositor e pianista cujas pesquisas serviram como suporte para o jazz modal, morreu na noite da última segunda-feira (27/07), em Boston, decorrente de complicações do Mal de Alzheimer. Ele tinha 86 anos.

Russell nasceu em Cincinnati, Ohio, em 1923, e frequentou a “Wilberforce University”, uma escola com expressiva frequência de jazzistas , onde ele tocou bateria em uma banda para bailes chamada “Collegians”. Aos 20 anos ele foi escolhido para tocar bateria na banda de Benny Carter, quando deixou a escola e mudou-se para Nova York, mas foi substituído por Max Roach. A maestria de Roach impressionou Russell tão profundamente, que ele decidiu se concentrar na composição.

Após retornar para Cincinnati, Russell aperfeiçou suas qualidades de compositor e, posteriormente vendeu uma música para Carter. Voltou para Nova York, onde começou a compor para a banda de Dizzy Gillespie no auge da era do bebop. Ele, também, veio a fazer parte de uma confraria de jovens arranjadores e teóricos musicais, incluindo Gil Evans. Uma composição que Russell fez para Gillespie, “Cubano Be/Cubano Bop”, mostrou-se revolucionária ao fundir ritmos latinos com o bebop, passando a ser o arquétipo do “Latin-jazz”. Em 1949 Russell compôs “A Bird in Igor’s Yard”, uma premonitória canção do que seria a “Terceira Via” , que era uma ode a Stravinsky e Charlie Parker , gravada por Buddy DeFranco.

Uma doença o afastou do trabalho com Gillespie, e ele usou o extenso período de hospitalização para iniciar o seu estudo teórico após anos de pesquisas e reflexões, resultando no livro “The Lydian Chromatic Concept of Tonal Organization”, lançado em 1953. Este livro é uma investigação seminal dentro de uma improvisação modal, fora da linha escalar, modelo de improvisação que revolucionaria o jazz através do álbum de Miles Davis, “ Kind of Blue”.

No mesmo ano da gravação de Kind of Blue ,1959, Russell utilizou dois dos músicos do disco de Davis , Bill Evans e John Coltrane, para gravar o seu álbum “ New York, N.Y.”, um eclético e ambicioso tributo para Gotham, apresentando música falada como o rap na voz de Jon Hendricks. A discografia de Russell como pianista e líder de orquestra inclui “Ezz-thetics”, a histórica seção de 1961 com Steve Swallow e Eric Dolphy , cuja performance em “’Round Midnight” é espetacular.

Iniciando em 1969 , após um convite de Gunther Schuller, Russell passou a ensinar jazz no “New England Conservatory”. Em 1986 ele formou a “Living Time Orchestra” e, sempre avançado , aplicou seus criativos arranjos em contextos da fusion e do funk.

Russell recebeu o “NEA Jazz Master Award” em 1990, o prêmio de “ MacArthur ´genius´ ” e dois títulos no Guggenheim . Deixa esposa, Alice Russell, um filho e três netos.

Fonte : JazzTimes / Evan Haga

ANIVERSARIANTES 29/07


Albert Wynn (1907-1973) - trombonista,
Charlie Christian (1916-1942) – guitarrista (na foto),
Don Redman (1900-1964) - clarinetista , saxofonista, vocalista, líder de orquestra,
Joe Beck (1945-2008) – guitarrista,
Lindsey Rahn – 1985,Michael Pedicin (1947) – saxofonista,
Ron Turso (1948) – baterista,
Vic Lewis (1919-2009)- guitarrista

Último show da temporada de Tainah.

terça-feira, 28 de julho de 2009

PALMYRA & LEVITA NO TOM DO SABOR

JOHN STOWELL – SOLITARY TALES (ORIGIN RECORDS [2009])


Um disco solo com música improvisada na guitarra pode ser, facilmente, um risco de soar como uma faixa contínua. Afortunadamente, o guitarrista John Stowell, residente no Oregon, aplica , em seu trabalho, bastante profundidade e abertura mental, buscando, em sua guitarra com cordas de nylon, manter as coisas interessantes em “Solitary Tales”. O disco foi gravado ao vivo na casa do luthier, o mestre Mike Doolin, que fabrica guitarras para Stowell. Trabalhando duro para manter linhas de notas simples, o guitarrista parece encontrar inspiração no ar tênue das cordas, evitando clichés, enquanto mantém uma essência suingante.

Stowell apresenta leituras contemplativas em "Everything I Love" de Cole Porter e "Funny Man" de Bill Evans. "Outfits" de Steve Swallow registra uma das mais inventivas performances do disco com surpreendentes movimentos ao longo do braço da guitarra. "Blues Connotation" de Ornette Coleman é um destaque do disco, agitando-se dentro da pegada blueseira, bem como na busca de um espirituoso fraseado por parte de Stowell.

A maioria das canções apresentadas são composições de Stowell, incluindo a rítmica "Fun With Fruit", a harmonicamente brilhante "Behind the Scenes" e a suingante e supreendente "Wybleing". Um conjunto de robustos e qualificados acordes traz impressiva sensação de paz na hipnótica "Friendly Giant".

A atuação e o soberbo áudio de “Solitary Tales” permitem uma extraordinária visão sobre os compromissos artísticos do guitarrista.

Faixas: Everything I Love; Friendly Giant; Outfits; Funny Man; House of Doolin; Willow; Fun with Fruit; Behind the Scenes; Laughing River; Blues Connotation; Wybleing.

Fonte : All About Jazz / John Barron
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ANIVERSARIANTES 28/07


David Silliman (1960) – percussionista,
Delfeayo Marsalis (1965) – trombonista ,
Ikey Robinson (1904-1990) - banjoista , guitarrista,
Junior Kimbrough (1930-1998) – guitarrista,
Leon Prima (1907-1985) – trompetista,
Luperce Miranda (1904-1977) – bandolinista,violonista,
Michael Bloomfield (1943-1981) – guitarrista,
Nnenna Freelon (1954) – vocalista (na foto),
Peter Duchin (1937) – pianista , líder de orquestra

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ANIVERSARIANTES 27/07


Barbara Thompson (1944) - saxofonista, flautista,
Dale Fielder (1956) – saxofonista,
Deirdre Cartwright (1956) – guitarrista,
Edward Simon (1969) – pianista,
Jarbas Barbosa(1959) – guitarrista(na foto),
Leandro Braga(1955) – pianista,
Jean Toussaint (1960) – saxofonista,
Joel Harrison (1957) – guitarrista,
PT Gazell (1953) – gaitista,
Yuri Goloubev (1972) – baixista

domingo, 26 de julho de 2009

GARRISON FEWELL - VARIABLE DENSITY SOUND ORCHESTRA (Creative Nation Music[2009])


No centro de “Variable Density Sound Orchestra” do guitarrista, compositor e educador Garrison Fewell está o duo com Eric Hofbauer, que fez o cativante “Lady of Khartoum (Creative Nation, 2008)”.

Suplementando os dois guitarristas na estreia deste novo grupo, Fewell expande seu enfoque para a orquestração em um generoso programa de composições originais, complementado por uma peça composta por Butch Morris.

Tendo uma história que inclui John Tchicai, George Cables e Fred Hersch, Fewell está em cena há mais de 30 anos , ocupando uma cadeira de professor da “Berklee College of Music” em boa parte deste tempo. Cercado por talentos, ele tem o apoio do dínamo do “free jazz” em Nova York, o trompetista Roy Campbell; o italiano, aluno da Berklee, Achille Succi nas palhetas; o sutil "bostoniano”,John Voigt, no baixo; o estreante Miki Matsuki na bateria e seu filho, Alex Fewell, na percussão em duas faixas. O portifólio de Fewell possibilita a navegação no idioma do “free jazz”, frequentemente concebido em trechos, que possibilitam a banda alcançar seus objetivos. Como explicado nas notas do CD, o objetivo de Fewell é “criar uma estrutura balanceada, não permitindo aos solistas instantes de composição coletiva ou material pré-concebido dominar por longo tempo". As texturas que se intercambiam são o que possibilita o sucesso admirável das dez faixas.

Sendo primordialmente música orquestral, há ainda amplo espaço para parte dos componentes da banda brilhar. Roy Campbell evidencia uma excelente performance na vereda lírica do “free” com sua maravilhosa apresentação no flugelhorn em "Olorun Song" nos trazendo à mente Kenny Wheeler em suas atuações na ECM, mantendo o fulgor e finalmente ateando fogo com seu trompete surdinado em "The Red Pyramid". A segurança da linguagem de Achille Succi no clarinete baixo e saxofone alto é especial sem vir a ser pretensiosa. Ele se apresenta maravilhosamente em "Venus" , onde seu clarinete baixo sobrepõe a banda com momentos “vocalizados” antes de mergulhar nos registros musicais como se embarcasse em uma longa jornada.

O som caloroso e brilhante de Fewell qualifica a relaxada vibração desta seção, e é um tranquilo passeio no marco melódico do “free”. Um dos muitos destaques é o duelo com seu parceiro , o guitarrista Eric Hofbauer , que dá suporte e enriquece a banda.Voigt e Matsuki formam um admirável par rítmico , e o baixista demonstra sua proatividade e sagacidade no coloquial encerramento de "The Red Pyramid" e com Fewell em "Olorun Song".

A despeito da diversidade composicional há uma coesão lírica para este “set”, desde “Spectrononomous" onde o grupo constrói um diálogo fora do esquadro do tema até o uso de curtos “riffs” e duetos entre saxofone e trompete com a guitarra em "Namthini's Shadow". Em "Calculations At Yaxchilan" a introdução com uma flauta expondo uma atmosfera nublada com a percussão misteriosa , com um ressoar robusto do clarinete baixo e movimentos de guitarra através de acordes articulados. O deleite em cada faixa demonstra que não há dúvida sobre a seriedade do seu intento. Esta gravação deve ser uma das mais divertidas audições já produzidas.

Faixas: Spectrononomous; Olorun Song; Ayleristic; Fragment Alignment; The Red Pyramid; Venus; Descent From Orbit; Avant Aria; Calculations At Yaxchilan; Namthini's Shadow.

Músicos: Garrison Fewell: guitarra, percussão; Roy Campbell: trompete, flugelhorn, flauta, percussão; Achille Succi: clarinete baixo, saxofone alto; Eric Hofbauer: guitarra, percussão; John Voigt: baixo; Miki Matsuki: bateria; Alex Fewell: percussão (6, 9).
Fonte: Jazz About Jazz / John Sharpe

ANIVERSARIANTES 26/07


Charli Persip (1929) - baterista,
Dia DiCristino (1980) – vocalista,
Erskine Hawkins (1914-1993) - trompetista,
Gus Aiken (1902-1973) – trompetista,
Joanne Brackeen (1938) – pianista,
Moacir Santos(1926-2006) – saxofonista,maestro, compositor(na foto),
Patti Bown (1931-2008) – pianista,
Wayne Krantz(1956) - guitarrista

sábado, 25 de julho de 2009

LOTTE ANKER /CRAIG TABORN/GERALD CLEAVER – LIVE AT THE LOFT(ILIOKI)


A canção dos Beatles “Please Please Me” durava apenas dois minutos e três segundos porque era tudo que John, Paul, George e Ringo necessitavam para dizer o que queriam . Por esta mesma razão “Magic Carpet” da saxofonista Lotte Anker, do pianista Craig Taborn e do baterista Gerald Cleaver dura 26:38. Eles necessitam de cada segundo.

“Magic Carpet” é metade do segundo álbum do trio .”Live at the Loft” desenvolve-se paciente e gradualmente. Anker apresenta longos e poucos exercícios respiratórios em seu sax. Cleaver utiliza a baqueta nos címbalos. Taborn dedilha diretamente nas cordas do piano. Minutos depois, a simbiose envolve-os em uma série de complexidades. Os três estão ouvindo cada um de forma tão concentrada como ninguém no ramo da música já fez. E ouvir é o que devem fazer. A música deles é completamente livre. Eles subiram ao palco em Colonia na Alemanha sem qualquer coisa escrita e noções pré-concebidas.

Em 26 minutos e 38 segundos de “Magic Carpet” os músicos percorrem vários topos de montanhas e vales , cobrindo uma cadeia de terrenos de diversas texturas. Há uma maravilhosa passagem no nono minuto, onde Anker encontra uma pequena frase passeando sobre ela diversas vezes. Taborn, por sua vez, descobre um pequeno e perfeito conjunto de notas que apresenta no 20º minuto, e então ele o encaixa de forma ampla e mutável com Cleaver até o final da canção. A segunda faixa , “Real Solid”, dura cerca de 20 minutos e é marcadamente diferente .Taborn emprega um pouco de staccato e Anker põe um vibrato extra em seu sax , dando à música uma sensação de nervosismo. O final é uma pequena peça , não mais que oito minutos. É tudo que necessitam.

Faixas : 1. Magic Carpet; 2. Real Solid; 3. Berber

Músicos : Lotte Anker ( saxofone alto);Craig Taborn (piano);Gerald Cleaver (bateria).

Fonte :JazzTimes / Steve Greenlee

ANIVERSARIANTES 25/07


Alan Gaumer (1951) – trompetista,
Annie Ross (1930) - vocalista,
Brian Blade (1970) – baterista,
Darnell Howard (1895-1966) – clarinetista,
Fletcher Allen (1907) – clarinetista, saxofonista,
Happy Caldwell (1903-1978) – clarinetista, saxofonista,
Jacob Melchior (1970) – baterista,
Johnny Hodges (1907-1970) – saxofonista (na foto),
Johnny Wiggs (1899-1977) – cornetista, líder de orquestra,
Mike DiRubbo (1970) – saxofonista,
Sylvester Weaver (1897-1960) - guitarrista

sexta-feira, 24 de julho de 2009

JOHN BUNCH TRIO – PLAYS THE MUSIC OF IRVING BERLIN (EXCEPT ONE) – (ARBORS)


Este álbum soa completamente relaxado, como se os componentes da banda tivessem ido para o estúdio e deixado a coisa fluir. Eles são o pianista John Bunch, suingando aos 86 anos, o guitarrista Frank Vignola, o baixista John Webber e, em seis faixas, o flautista Frank Wess. O programa é o repertório de Irving Berlin. Canções familiares como “How Deep is The Ocean”, “What´ll I Do” e a menos conhecida “Better Luck Next Time”.

Bunch, provavelmente, é melhor conhecido como acompanhante de Tony Bennett e Scott Hamilton. Em canções como “I´ve Got My Love To Keep Me Warm” e “Isn´t This A Lovely Day?” seus belos toques e as presenças enriquecedoras de Wess e Vignola dão um toque especial . O estilo de Bunch vai de Count Basie a John Lewis, e ele faz você lembrar deles pela concisão dos seus solos e sua capacidade para usar as notas necessárias. Em “All By Myself” ele constrói, dentro de um suave suingue, uma peça extasiante.

As performances são consistentes, e sua preferência se dará pelo respeito irrestrito às canções de Irving Berlin. Meu voto vai para “They Say It´s Wonderful”. Está bem colocada e sem sentimentalismo.

Faixas : Soft Lights & Sweet Music;Coquette;How Deep is the Ocean?;What'll I Do?;
I've Got My Love To Keep Me Warm;The Best Thing For You;Isn't This a Lovely Day?;I'm Putting All My Eggs In One Basket;They Say It's Wonderful;All By Myself;
Better Luck Next Time;Change Partners

Fonte : JazzTimes / Thomas Conrad

Ahmad Alaadeen (1934) – saxofonista,
Billy Taylor (1921) – pianista(na foto)(*),
Bob Eberly (1916- 1981) - vocalista,
Charles McPherson (1939) – saxofonista,
Ian Carey (1974) – trompetista,
James Zollar (1959) – trompetista,
Jon Faddis (1953) – trompetista,
Mike Mainieri (1938) – vibrafonista
(* )NR: O pianista, compositor, educator, apresentador, Dr. Billy Taylor, está celebrando seu aniversário com novos vídeos em seu “Web site”, agora com 88 apresentações que incluem performances, documentários, entrevistas na TV, dentre outras atrações. Na noite do seu aniversário se apresentará com seu trio (Chip Jackson, baixo,e Winard Harper,bateria) na “William Paterson University”, onde é artista residente. O show fecha a semana de jazz do verão, cuja abertura da noite será feita por Mulgrew Miller.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Escola de Canto Popular Ana Paula Albuquerque abre inscrições


A Escola de Canto Popular Ana Paula Albuquerque abre inscrições para novos alunos
Início do semestre: 10 de agosto de 2009.
Telefone: 71-34943023
email: escoladecanto@anapaulaalbuquerque.com

Cursos oferecidos:
Canto Popular (em grupo e individual)
Harmonia para cantores (piano ou violão)
Canto Infantil
Harmonia e improvisação (para instrumentistas em geral) com Ivan Bastos e Paulo Mutti
Preparatório para vestibular UFBA (música popular)

ANIVERSARIANTES 23/07


Albert Rivera (1983) – saxofonista,
Champion Jack Dupree (1909-1992) – vocalista, baterista, pianista,
Clarence Holiday (1898-1937) – guitarrista(*),
Claude Luter (1923-2006) – clarinetista, saxofonista,
Emmett Berry (1915-1993) - trompetista,
Janis Siegel (1952) – vocalista (na foto),
Peter Kienle (1960) – guitarrista,
Richie Kamuca (1930-1977) - saxofonista,
Steve Lacy (1934-2004) - saxofonista , clarinetista,
Vincent Grit (1986) - pianista
(*)NR :Clarence Holiday foi um guitarrista de jazz relembrado como o pai de Billie Holiday, mas nunca foi casado com a mãe de Billie. Antes de “Lady Day” atingir a idade adulta, ele não se sentia feliz em admitir que tinha uma filha já crescida.
Holiday trabalhou em bandas locais e foi um membro da “Fletcher Henderson Orchestra” no período de 1928 a 1933. Inicialmente foi um ritmista, solando raramente. Clarence Holiday gravou com Benny Carter em 1934 e com Bob Howard em 1935 e atuou com Charlie Turne em 1935, Louis Metcalf entre 1935e 1936 e com “Don Redman Big Band” nos anos de 1936 e 1937, antes de sua morte prematura.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

RECORDANDO LANÇAMENTOS – JOEL FRAHM


Inauguramos neste espaço a seção “RECORDANDO LANÇAMENTOS” com o álbum de Joel Frahm “Don´t Explain”, lançado em 13 de Janeiro de 2004. Periodicamente divulgaremos resenhas de discos interessantes lançados em anos anteriores ao corrente, que podem, por algum motivo, ter passado despercebidos aos amantes do jazz ou que sirva aos pesquisadores, nos quais me incluo, de “velhas” novidades. Afinal os “normais” têm suas manias.

Joel Frahm with Brad Melhdau – Don’t Explain (Palmetto 2004)

Encontrei Joel Frahm, pela primeira vez, em Washington D.C., em uma noite, após a competição “Thelonius Monk”, em que ele não foi classificado, apesar de ter tocado bem. Eu falei para ele, que havia soado forte naquela tarde. “Sim”, ele disse “mas como fiz a música se expressar?”.

Sempre um inspirado improvisador, Frahm tem buscado a correta mistura de emoção e técnica nos dois álbuns como líder, “Sorry, No Decaf” e “The Navigator”. Entretanto, a boa construção tem sido sua marca, deixando, às vezes, pouco espaço para a paixão. Seus álbuns anteriores foram embasados no formato clássico de um quarteto com piano. “Don´t Explain” é um dueto com Brad Mehldau e, comparativamente, é um enfoque único, que o leva a um novo nível de eloquência. É uma íntima troca de ideias entre dois velhos companheiros, que ilumina o lado sensível de Frahm. Elaboração cuidadosa será sempre a chave para o seu trabalho. Este álbum é marcado por um incomum entusiasmo.Talvez seja pela ternura dos “standards” que a dupla uiliza. “Smiles”, de Charles Chaplin, resulta em uma performance agridoce e juntos estabelecem uma tonalidade que aponta para os dois lados da moeda. A estruturação dos seus solos é exata.Eles criam uma peça completamente conversacional. Algo similiar acontece em “Mother Nature´s Son” onde a elaboração é marcada com episódios tristes e alegres. Mehldau está brilhante.Seja na rearmonização de “Oleo” ou na criação de linhas labirínticas em “East of The Sun”. Seu toque é fluido e abrangente e seu tempo é inequívoco.

A abertura de “Round Midnight” é um bom momento para mostrar a esperteza de Frahm. Antes que o tema chegue, ele constrói um gancho que o leva suavemente para a ação subseqüente. Seu sax tenor é claro e picante, especialmente na revisão que fazem da composição de Ornette Coleman, “Turnaround”. A melodia principal é uma mera sugestão. As construções são suaves e profundas.Chame-a de uma fantasia em blues e , finalmente, credite a Frahm o cultivo do sentimento que ele está procurando.

Fonte: Downbeat (Fevereiro de 2004) / Jim Macnie
Cotação: *** ½ (Bom)
NR: Creio que houve preciosismo do crítico. Cravo **** (Muito Bom).

ANIVERSARIANTES 22/07


Al Di Meola (1954) – guitarrista,
Al Haig (1924-1982) - pianista,
Bill Perkins (1924-2003)- saxofonista, flautista,
Dennis Wilson (1952) – trombonista,
Don Patterson (1936-1988) – organista,
George Walker Petit (1959) – guitarrista,
Jimmy Bruno (1953) – guitarrista,
Joshua Breakstone (1955) – guitarrista,
Junior Cook (1934-1992) – saxofonista(na foto),
Kara Johnstad (1968) - vocalista ,
Lou McGarity (1917-1971) – trombonista,
Mario Rivera (1939-2007) – flautista, saxofonista,
Paul Moer (1916) – pianista,
Sarah Lynch (1973)- vocalista

terça-feira, 21 de julho de 2009

BILL FRISELL LANÇA NOVO CD


Como prova em “Disfarmer”, um novo lançamento pela “Nonesuch”, que ocorrerá hoje (21/07), Bill Frisell,(na foto), nem sempre necessita de um toque de Buster Keaton para preparar uma trilha sonora, apenas algumas fotografias.

O álbum apresenta Frisell na guitarra e une-se a Greg Leisz no violão com cordas de aço e bandolim, Viktor Krauss no baixo e Jenny Scheinman no violino. Inspirado pela vida e trabalho de Mike Disfarmer, o homem misterioso de Arkansas cujas fotos de pessoas marcam o mais impressionante processo de retratar do século XX. “Disfarmer” apresenta 26 majestosas vinhetas melódicas evocando antigos cabarés e cidades decadentes. Este trabalho segue a trilha “All Hat”, composta no ano passado por Frisell para o filme do mesmo nome. Entretanto, aquele disco tem a participação do baterista Scott Amendola e do gaitista Mark Graham em adição ao quarteto que atua em “ Disfarmer”. O disco compartilha o espírito de John Ford.

Como uma grande composição para cinema, o sucesso de “Disfarmer” reside no grande tema. Em “Farmer” Frisell toca um acústico acorde-melódico que relembra as gemas de Enio Morricone. “Focus” encontra o tema suportado pelo minimalismo de Philip Glass. “I Am Not a Farmer” é uma atuação da banda na mesma batida e “Small Town” é outra performance acústica. Apenas quando você imagina que a coisa deve permanecer melancólica, o guitarrista adiciona efeitos para alegrar como na leitura livre de “That’s Alright, Mama”.

Fonte : JazzTimes / Evan Haga
Foto : Michael Wilson

ANIVERSARIANTES 21/07


Floyd Jones (1917 – 1989) – guitarrista,
Gil Parris (1977) – guitarrista,
Helen Merrill (1929) – vocalista(na foto),
Joel Fass(1954) – guitarrista,
Kay Starr (1922) – vocalista,
Omer Simeon (1902-1959) – clarinetista, saxofonista,
Plas Johnson (1931) - saxofonista,
Scott Wendohldt (1965) – trompetista,
Sonny Clark (1931-1963) - pianista,
Thomas Heflin (1977) - trompetista

segunda-feira, 20 de julho de 2009

JAZZTIMES RETORNA


Felizmente para os amantes do jazz temos uma grande notícia :A revista JazzTimes retorna às suas atividades. Em junho deste ano, fomos surpreendidos com a notícia sobre a suspensão das operações desta importante revista. Seus colaboradores foram colocados em período de licença, enquanto os proprietários buscavam negociar seus ativos. No dia 10/07 foi efetivada a aquisição da marca “JazzTimes” pela “Madavor Media LLC”, um grupo líder no mercado de publicações e produção de shows baseado em Boston. Há uma esperança por parte dos dirigentes da JazzTimes que a revista tenha longa vida devido aos recursos e visão do “staff “ da Madavor.

A Madavor retomará imediatamente a publicação da JazzTimes com a edição de Agosto, apresentando a história de Joe Lovano(na foto), um artigo do repórter investigativo Marc Hopkins sobre os efeitos da economia nos festivais de jazz e um ensaio fotográfico celebrando a Blue Note com fotos de Francis Wolff e Jimmy Katz , introduzidas por Ashley Kahn. Seus assinantes terão o acréscimo de mais um número da revista para compensar o exemplar de Junho, que não foi editado. Como seu leitor assíduo, posso dizer que fez falta nestes dois "longos" meses.

Que tenha um feliz retorno.
Foto : Jimmy Katz

A Rumpilezz por dentro

Published
by
Katherine Funke

Revista Muito

Letieres Leite, 49, de repente apaga, no meio da nossa conversa. Noto que seus olhos vão ficando pesados, o queixo se abre e, num traçado lento de sua cabeça em direção ao peito, ele começa a sonhar. Assim, na mesa, diante das sobras do ensopado de camarão, diante de Toninho Horta ­- sem pudores.
Pudera: durante as madrugadas, ele quase não dorme. Trabalha. Prepara arranjos para as participações especiais e novas músicas do repertório do show da Orkestra Rumpilezz. De manhã e de tarde, se empenha em dar aulas em seu projeto Rumpilezz de Saia (em que ensina a mulheres as manhas da música profissional, gratuitamente) ou ensaia com os times master ou júnior da big band. Não sobra muito tempo para deitar na rede e curtir a brisa do mar de Soterópolis.
Na semana em que fizemos a reportagem, Leite estava com a responsabilidade de tocar com Toninho Horta. Não só uma música em um show efêmero, mas numa gravação para o novo disco do mineiro, Harmonia e Vozes, feito em comemoração tripla: 40 anos de carreira, 60 de idade e 100 anos de idade da mãe (”Minha mãe toca bandolim nas costas; o pai dela foi maestro”, contou Toninho para a Muito).
Reconhecido mestre das harmonias, Horta resolveu gravar um disco só de baladas pop. Chamou Frejat, Djavan, Milton Nascimento. E convidou Ivete Sangalo para gravar “Diana”. Quem fez o arranjo? Letieres Leite, que já trabalha com Ivete há anos e também fez arranjos para Lulu Santos, Elba Ramalho, Olodum. E até já regeu Hermeto Pascoal e trabalhou sob direção de Naná Vasconcelos e Gilberto Gil.
Letieres resolveu arranjar “Diana” não só para a versão de Ivete para o disco, mas também para uma versão paralela, tocada por todos os 14 sopros e cinco percussionistas da Rumpilezz, que comanda desde 2006. Escreveu na madrugada anterior ao show e o resultado surpreendeu Horta. “Tem que ser craque para escrever assim”, disse o mineiro.
E o maestro que costuma “dar umas pescadas” de sono por aí ainda deseja mais trabalho. “Quero tocar outra de Toninho, bem candomblezista: Vôo dos urubus, um tema instrumental antigo, do disco Toninho Horta (EMI, 1980)”. Letieres sempre quer mais. Sua mãe, Maria do Carmo dos Santos, 73, conta que ter uma orquestra como a Rumpilezz é sonho de muito tempo. E revela: “Ele é muito corajoso”.

REPERTÓRIO
Agora que está tudo acontecendo, com Ed Motta e Stanley Jordan à frente dos músicos que estão ajudando a divulgar a orquestra baiana para o mundo, não dá tempo para pedir um tempo e descansar. Daí os cochilos súbidos de cinco minutos no meio de uma conversa ou de um ensaio. “Isso é bem comum, porque a vida dele é uma loucura”, segreda André Becker, 42, flautista e saxofonista que assume a regência da Rumpilezz na ausência do maestro.
É hora de agir. Desafios estão por todos os lados. Como se não bastasse toda a energia em torno do repertório já consolidado e apresentado no Teatro Jorge Amado às segundas-feiras, Letieres inclui novas composições próprias, convida parceiros e anuncia que quer fazer arranjos para bandas de rock, ampliando a experiência que fez com a Retrofoguetes, no disco Chachachá.
Não páram de chegar convites para que a Orkestra toque músicas de outros compositores. “Mas tem peças do próprio Letieres que ainda estão na fila”, conta Becker, “e fazer esses arranjos daquela maneira é algo que toma tempo”.
Para aumentar ainda mais a carga de energia em torno do projeto, a semana paralela da Rumpilezz é agitada. Cada músico tem outras bandas para tocar (não qualquer banda, mas as de Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Banda Eva, Carlinhos Brown), com agendas de ensaio e shows diferentes, afora o cronograma de aulas particulares que muitos deles oferecem pelo prazer de ensinar e para complementar a renda.
Gabi Guedes, 47, o mestre de percussão que tocou dez anos com Jimmy Cliff, por exemplo: dá aulas particulares em Salvador a vai anualmente ministrar oficinas na Alemanha e na Suíça. Ano passado, passou três meses trabalhando no Born To Samba, tour europeu que mostrou os ritmos brasileiros para os gringos. Além da Rumpilezz, acompanha outros artistas e, às terças-feiras, faz questão de dar uma passada no show de Geronimo.
Quem tem pouca idade e já integra esse timaço gasta a maior do tempo, mesmo, estudando música. Ícaro Sá, 19, conta que Letieres é exigente e vai na maioria dos ensaios. Fica de olho nas dinâmicas e não deixa de dar orientações de maestro. “Ele é meu padrinho e acho bom que cobre mesmo de mim”, brinca Sá, aluno do curso de música popular da Ufba. “É um grande aprendizado e uma enorme realização profissional e pessoal. Com dois anos de idade, já falava que queria tocar com ele quando crescesse”.
No meio desse redemoinho, Letieres ainda mantém a ideia de ensinar percussão e sopro para um grupo de 20 mulheres (que não pára de aumentar), na Casa Rumpilezz, em Amaralina. “O meio musical é muito machista”, diz ele, “vemos poucas mulheres não porque elas não tem competência, mas porque não dão espaço para elas”. Do grupo fazem parte diferentes tipos de mulheres, desde as que nunca pisaram num palco, até Katê, do Voa Dois.
O tempo não pára. Já é de noite. Nosso almoço-entrevista quase vira jantar, mas o jantar vai ser com outro entrevistador. John Finn, da Universidade Estadual do Arizona, quer o depoimento de Letieers para seu doutorado em geografia cultural. No mesmo dia em que gravou para o disco de Toninho Horta e deu entrevista para a Muito, lá segue Leite para outra bateria de perguntas.
“Sempre aparecem pesquisadores como John e eu acho ótimo recebê-los. Um deles, Salim Washington, fez uma tese sobre o som da Rumpilezz para Harvard”, conta, antes de partir para o novo compromisso. Com essa agenda tão cheia, esperemos que ainda sobre um tempo para apenas curtir o sabor do sucesso.
SAIBA MAIS http://www.rumpilezz.com/

ANIVERSARIANTES 20/07


Arnold Fishkind (1919-1999) - baixista,
Bill Dillard(1911-1995) - trompetista, vocalista,
Bob McHugh (1946) - pianista,
Carlos Santana (1947) – guitarrista,
Charles Tyler (1941-1992) – saxofonista,
Ernie Wilkins (1922-1999) – saxofonista(na foto)

domingo, 19 de julho de 2009

COURTNEY PINE – TRANSITION IN TRADITION (DESTIN-E RECORDS[2009])


O saxofonista britânico Courtney Pine começou sua vida profissional em bandas de reggae e na tradição da consciência desta música, passando a ser um componente do seu trabalho.Pine toca um jazz elaborado em que muitas de suas composições e projetos de gravação têm foco em direitos e justiça social, além de adotar o prisma da vivência negra. Às vezes a estória é contada com a ajuda de vocalistas, às vezes, como no exuberante “Transition in Tradition”, instrumentalmente e através dos títulos das canções, das notas do disco, da arte utilizada nas capas e uma referência geral da história dos negros.

“Transition in Tradition” é dedicado ao pioneiro da saxofone soprano, Sidney Bechet, e Pine utilizou, no álbum, elementos dos princípios do jazz em New Orleans com pegadas de “hard bop”, do “swing” e do “stride piano”. (NR: Estilo de jazz no piano, em que a mão direita toca a melodia, enquanto a mão esquerda repetidamente toca uma simples nota e um acorde). A música, característicamente, inclui, também, elementos africanos e caribenhos. Os tempos são em geral elevados, e a energia é constante.

O álbum é agregação e a partilha de muitos músicos com a majestosa apresentação ao vivo em “Afropeans (Destin- E records,2008)”, gravado em 2007 no “Barbican”, Londres. Este trabalho foi concebido para celebrar o 200º aniversário do fim do tráfico negreiro na Grã-Bretanha, e , também, o 20º aniversário do disco “Out of Many,One People(Island, 1987)”, feito por Pine com a banda “Jazz Warriors”, que ele fundou para promover os novos talentos afro-caribenhos na Grã-Bretanha.

O núcleo da banda que toca em “Transition in Tradition” é um sexteto composto por Pine, Omar Puente no violino eletrificado, pelo guitarrista Cameron Pierre, pelo pianista Alex Wilson, pelo baixista Darren Taylor e Robert Foudjour na bateria. Eles estão acompanhados por músicos convidados, exceto em duas faixas, sendo mais freqüentes o trombonista Harry Brown, o saxofonista alto Nathaniel Facey, o trompetista Jay Phelp e o vibrafonista Stefon Harris. Todos , menos Cameron Facey e Stefon Harris são ouvidos em “Afropeans”. As dez composições de Pine foram claramente concebidas para um músico em particular. Evitando utilizar o saxofone tenor, Pine toca clarinete baixo em quatro faixas, saxofone soprano em cinco , flauta alto em três. Seu clarinete baixo, já ouvido anteriormente, mas com este enfoque de protagonista , é um especial deleite, com profundidade, com ressonância da palheta , evitando inteiramente a estridência para a qual o instrumento está preparado. Em contraste com “Afropenas”, os solos de Pine, frequentemente, de Brown no trombone, de Harris no vibrafone e marimba e Wilson nos pianos acústico e elétrico são destaques.

Pine une seu material e a galeria de solistas com cuidado e liberdade, mas de uma forma orgânica, como se fosse a coisa mais natural do mundo. e isto está provado, conforme apresentado, deliciosa e ressonantemente, em “Transition in Tradition”.

Faixas: Haiti; New Orleans; Le Matin Est Noire; Toussaint L'Ouverture; The Tale Of Joe Harriott; The Sound Of Jazz?; Creole Swing; Afropean; Au Revoir.

Músicos: Courtney Pine: clarinete baixo, saxofone soprano e flauta alto ; Omar Puente: violino elétrico; Cameron Pierre: baixo acústico, guitarra elétrica, bandolim; Alex Wilson: piano acústico, órgão, harmonium; Darren Taylor: baixo; Robert Fordjour: bateria, percussião; Stefon Harris: vibrafone, marimba (1, 6, 8, 9); Paul Jayasinha: flugelhorn (10); Jay Phelps: trompete, flugelhorn (5, 8, 9); Harry Brown: trombone (4, 5, 7, 8, 9); Nathaniel Facey: saxofone alto(5, 8, 9).

Fonte : All About Jazz / Chris May

ANIVERSARIANTES 19/07


Bobby Bradford (1934) – trompetista, cornetista,
Buster Bailey (1902-1967) – clarinetista(na foto),
Carmell Jones (1936-1996) – trompetista,
Charlie Teagarden (1913-1984) – trompetista,
Cliff Jackson (1902-1970) - pianista,
David Valdez (1967) - saxofonista,
Earle Hagen (1919-2008) – trombonista , líder de orquestra

sábado, 18 de julho de 2009

PETER YELLIN - HOW LONG HAS THIS BEEN GOING ON? (Jazzed Media)


“How Long Has This Been Going On?” é o primeiro disco de Pete Yellin no novo milênio. É um forte conjunto de suas habilidades como saxofonista alto e compositor , demonstrando , também, suas conexões com o espectro do jazz, contruídas ao longo de cinco décadas de carreira. Bob Mintzer, Billy Hart e Sheila Jordan participam do trabalho. A banda regular de Yellin é excelente. A pianista Renee Rosnes executa adoravelmente um solo em tempo médio no original "Air for Aaron" e Peter Leitch faz um expressivo trabalho de guitarra em "Another Hairdo".

Nos “standards” Yellin dá a sua aprovação para o tradicional, enquanto adiciona suas sutis filigranas. Ele apresenta a melodia de "How Long Has This Been Going On?" sobre uma estrutura repetida pela seção rítmica, personalizando-a no grau certo. Seu "Lover Man" altera a forma levemente e permite uma arejada introdução antes de entrar na batida de uma salsa. A única restrição para a qualidade artística está em "Everything Happens to Me", onde a normalmente excepcional Sheila Jordan apresenta uma vocalização falada que pouco acrescenta à canção e macula o que de outro modo seria uma versão em rubato.

Há alguma coisa muito particular para ter Charlie Parker como modelo. Cada saxofonista que conhece alguma coisa sobre jazz, claro, buscará nele algo que influencie, porque o jazz moderno deriva das inovações de “Bird”. Porém olhar verdadeiramente para Parker como guia musical, não apenas como um herói sacrossanto, um modelo pessoal, é uma raridade. Talvez a grande força de Yellin como improvisador é que o amor por “Bird” é sempre evidente, mas nunca borra sua própria voz. Na ótima faixa “Four in One" de Thelonius Monk, Yellin utiliza o autêntico tom queixoso de Charlie Parker, mas nunca soa como uma apropriação do original. “CP” é sua homenagem para “Bird”, escrita em uma linguagem harmônica do post-bop, em vez do uso de um idioma puramente “parkeriano”.

No conjunto, “How Long Has This Been Going On?” é um lançamento prazeiroso e reafirma as qualidades do executante principal.

Faixas: Four in One; C.C.U; How Long Has This Been Going On?; Air for Aaron; Dearly Beloved; Another Hairdo; CP; Everything Happens to Me; Lover Man.

Músicos: Peter Yellin: saxofone alto e soprano ; Bob Mintzer: saxofone tenor (1, 6, 7); Renee Rosnes: piano; Michael Wolfe: piano (5); Dwayne Burno: baixo; Harvey S: baixo (5); Peter Leitch: guitarra (4, 6); Winard Harper: bateria; Billy Hart: bateria (5); Sheila Jordan: vocal (8).

Fonte : All About Jazz / Jay Deshpande

NR: Esta é nossa modesta homenagem ao aniversariante do dia , que está na imensa e brilhante galeria dos “underrated”.

ANIVERSARIANTES 18/07


Bob Helm (1914-2003) - clarinetista,
Buschi Niebergall (1938-1990) -baixista,
Carl Fontana (1928-2003) - trombonista,
Don Bagley (1927) - baixista,
Joe Comfort (1917-1988) - baixista,
Lynn Seaton (1957) - baixista,
Pete Yellin (1941) – saxofonista,flautista (na foto)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

LADY DAY.

Billie Holiday (07.04.1915/17.07.1959) morria há 50 anos, aos 44 anos.

“Billie Holiday cantava como uma deusa e sabia disso. Uma deusa não arranha sua divindade com movimentos prosaicos diante dos mortais. Sua voz deve bastar. Por isso Billie cantava imóvel, quase como uma estátua.

Não deixava que seu corpo se entregasse à canção. Com os braços retos em direção ao chão, dava, no máximo, tapinhas de leve na coxa com a mão direita, estalava silenciosamente os dedos da mão esquerda e marcava o ritmo de forma quase imperceptível com o pé. À luz azulada da boate, era como se estivesse plantada sobre um pedestal. Às vezes inclinava suavemente a cabeca — não para dirigir-se à platéia, mas para comunicar-se com seus músicos pelo olhar.

Eles entendiam esse olhar: podia ser de aprovação, de prazer, até de gozo supremo. Ela era um deles e falavam uma linguagem de adoração mútua.

Se uma mesa de estranhos, não iniciados no culto, conversasse ou perturbasse a música com seus drinques e talheres, o garçom se aproximava e sussurrava ao ouvido do que parecesse o maioral: ‘Lady lamenta que os senhores não estejam gostando. por favor, paguem e saiam…’
Lady era Billie Holiday. Lady Day..”

A postura distante da cantora no palco, portanto, estava longe do carisma do “entertainer” — Lady Day entrava em cena exigindo ocupar seu lugar de direito, o centro de uma atenção silenciosa e reverencial (Ruy também conta que certa vez Sinatra, sentado na plateia, incomodado com um inconveniente que não parava de falar durante o show, nocauteou o indivíduo repetindo o mantra: “ninguém fala quando Lady canta”.

Lady sabia desde o início seu tamanho, gigantesco, perante seu público — contrastando, Ruy ressalta, com sua estatura de 1m65cm. Também o mito no palco era maior e mais glorioso que muitos dos episódios da sua vida real: filha de um casamento problemático, pais que se casaram quando ela já havia nascido (e daí, dirão alguns? Daí que isso fazia diferença em 1915), prostituição na juventude, errância por espeluncas até ser descoberta cantando no Harlem em 1933. Foi nesse ano que gravou seu primeiro disco — como crooner de um grupo, como a maioria dos intérpretes do período — no caso dela, o grupo era o do clarinetista e futuro rei do suingue Benny Goodman.

Sua interpretação para Strange Fruit é até hoje, em qualquer contexto, uma das coisas mais impactantes já escritas sobre o drama da escravidão negra:
“Lady cantava devagar, arrastando a voz em relação ao andamento do piano, sem pressa de acompanhá-lo. Quando cantava “Strange Fruit”, a canção que falava de negros pendurados nas árvores como frutos para os corvos — tema de encerramento de seus shows desde 1939 — o silêncio esmagava a sala.
O serviço era interrompido, os garçons postavam-se nos cantos, o barman pousava a coqueteleira.
As luzes se apagavam, exceto por um spot sobre sua cabeça e as lágrimas que ela invariavelmente produzia escorriam-lhe como prata sobre o rosto. Sua platéia também chorava, mas engolia o choro.

As palmas explodiam, mas Lady ignorava os gritos de bis e não se curvava para agradecer. Virava-se e saía devagar em direção ao camarim, tão devagar quanto cantava, caminhando com imperial dignidade.
As luzes se acendiam aos poucos, mas o ambiente ficava impregnado de de “Strange Fruit” — e de Lady Day.
Lady mesmo, da cabeça aos pés.

Ruy Castro, em “Saudades do Século 20″


Strange Fruit: http://www.youtube.com/watch?v=h4ZyuULy9zs

ANIVERSARIANTES 17/07


Abe Laboriel (1947) - baixista,
Ben Riley (1933) - baterista,
Benny Krueger (1899 - 1967) - saxofonista,
Chico Freeman (1949) - saxofonista,
Danny Bank (1922) - saxofonista,clarinetista,flautista,
Eddie Dougherty (1915) - baterista,
George Barnes (1921-1977) - guitarrista,
Ivan Valentini (1955) - saxofonista,
Jimmy Scott (1925) – vocalista,
Joe Morello (1928) - baterista ,
Mary Osborne (1921-1992) - guitarrista,
Nick Brignola (1936-2002) - saxofonista, , clarinetista , flautista (na foto),
Phoebe Snow (1952) –vocalista,
Ray Copeland (1926-1984) – trompetista,
Vince Guaraldi (1928-1976) - pianista,
Wilfred Middlebrooks(1933-2008) - baixista

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MADELINE EASTMAN – CAN YOU HEAR ME NOW? (MAD KAT)


Matt Wilson parece que veio a ser o mais demandado baterista no jazz e ,portanto, muito apreciado. Wilson, muito bem assistido pelo baixista Rufus Reid e pelo pianista Randy Porter, providencia um superlativo acompanhamento para a vocalista, natural de San Francisco, Madeline Eastman, em sua primeira gravação ao vivo.Eastman nunca está contida para seguir em frente, quando passa do suave para o ácido, da esquerda para a direita, podendo liderar novos enfoques.

Sua maneira maravilhosa de atuar relaxada é incrementada quando ela sai do estúdio e acrescenta apresentações ao vivo em seu circuito. Considerem, por um momento, a fumaça advinda de uma locomotiva em “Show Me”, o balanço do seu “Pent-up House”, os meandros hipnóticos do seu “Slow Boat to China”, seu passeio em “Gone With The Wind”, que sugere uma folha flutuando ao sabor do vento e a sutil tristeza da sua “Haunted Heart”. Ela é uma permanente e mutável viajante, que nunca falha no objetivo de nos levar a locais mágicos, e , afortunadamente, tem Matt Wilson para ajudá-la a permanecer maravilhosamente em seu curso errático.

Faixas : You Say You Care;Make Someone Happy;Show Me;Pent Up House;Slow Boat To China;Don't Look Back; Intro Baubles;Baubles, Bangles And Beads;Gone With The Wind;Haunted Heart;I Love You;Epistrophy

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 16/07


Annie Whitehead (1955) - trombonista ,
Anton Schwartz (1967) - saxofonista,
Arthur Moreira Lima(1940) – pianista(na foto),
Bobby Previte (1957) - baterista,
Bola Sete (1923 - 1987) - violonista,
Cal Tjader (1925-1982) - vibrafonista,
Denise LaSalle (1939) - vocalista,
lizeth Cardoso(1920-1990) – vocalista,
Nat Pierce (1925-1992) - pianista,
Rene Urtreger (1934) - pianista

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ANIVERSARIANTES 15/07


GP Hall (1943)- guitarrista,
Luciano Milanese (1950) - baixista
Petros Klampanis (1981) - baixista,
Philly Joe Jones (1923-1985) – baterista(na foto),
Ron Kaplan (1953) - vocalista,
Sadik Hakim (1919 - 1983) - pianista,
Washboard Sam (1910 - 1966) – “washboardista” , vocalista,
Willie Cobbs (1932) – gaitista , vocalista

Gardênia no cabelo



Este artigo do Ruy Castro publicado na Folha de hoje tem nosso amigo Cravinho como protagonista e está interessantíssimo.


Boa leitura


Sérgio Franco




Gardênia no cabelo


RUY CASTRO


RIO DE JANEIRO - Em 1948, o baiano Jorge Cravo, Cravinho, 21 anos, relapso estudante de administração em Nova York, não saía do cinema. Não pelos filmes, de que não queria nem saber, mas pelos minishows de palco que os cinemas apresentavam entre as sessões -cinco ou seis por dia, estrelando um grande cantor ou orquestra.

Com um único ingresso, Cravinho assistia ao primeiro show, via o filme uma vez, assistia ao segundo show, dormia na sessão seguinte, assistia ao terceiro show, ia namorar a garota da bombonière durante mais uma sessão e assim por diante. E quem se apresentava nos cinemas? Frank Sinatra, Duke Ellington, Billy Eckstine, Tommy Dorsey, Nat King Cole etc. Certo dia, foi a vez de Billie Holiday.

Ao fim do último show de Billie, o emocionado Cravinho postou-se nos fundos do cinema e a viu sair, linda, de vestido justo e gardênia no cabelo. Seguiu-a até um botequim, entrou também e sentou-se ao balcão, a um ou dois banquinhos da deusa. Mas respeitou sua solidão e não a importunou.

Dois anos depois, de volta ao Brasil, Cravinho escreveu-lhe uma carta, aos cuidados da Decca, sua gravadora, convidando-a a cantar na Bahia. Para sua surpresa, Billie respondeu, autorizando-o a falar com um brasileiro amigo dela, chamado Guinle (Jorginho, claro), a respeito disso. Mas nada resultou, e a própria carta se perdeu.

Passaram-se séculos e, nos anos 80, Cravinho vendeu sua fabulosa coleção de LPs de cantores de jazz para um americano. E pode-se imaginar a surpresa deste ao abrir um LP de Billie Holiday e ver cair uma carta da cantora, dirigida a seu fã brasileiro, o qual só depois se lembrou de que a guardara dentro de um disco.

Nesta sexta-feira, são 50 anos da morte de Billie. Foi uma morte anunciada, mas Cravinho e o mundo até hoje não se refizeram.



Aproveito para transcrever a seguir postagem feita pelo Edson em 27 de setembro de 2.008 quando Cravinho participou pela primeira vez de uma de nossas reuniões na SOJAZZ:


"DIA DE ORGULHO PARA A SOJAZZ !


Hoje em nossa reunião "sabática" tivemos a honra de receber uma figura histórica da cena jazzística baiana : Jorge Cravo (Cravinho) .

Autor do belo livro " O Caçador das Bolachas Perdidas", com seu conhecimento e simpatia , abrilhantou nosso encontro. Esperamos que as visitas sejam constantes . Vejam a foto em que , com orgulho, registramos a visita.

Da esquerda para a direita : Oscar (provavelmente em busca da bolacha perdida de Chet Baker), Yaci, Murilo ( o mascote do grupo), Pinho, Edson, Lantyer, Mecenas (que nos proporcionou esta visita), Sergio Franco (Presidente da Sojazz) e nosso ilustre visitante.

A foto foi feita pelo nosso querido dublê de fotógrafo e trompetista : Sérgio Benutti "




terça-feira, 14 de julho de 2009

DENA DeROSE – LIVE AT JAZZ STANDARD, VOLUME TWO (MAXJAZZ)


Há mais ou menos um ano e meio, aqueles que não tinham fácil acesso aos melhores clubes noturnos em Manhattan, podiam ter o privilégio de passar uma hora com um dos mais finos trios de jazz através da audição de “Live at Jazz Standard, Volume One”. Agora, a vocalista/pianista, Dena DeRose, o baterista Matt Wilson e o baixista Martin Wind, estão de volta para completar a noite com oito faixas que compõe a segunda parte daqueles sete shows apresentados em março de 2007.

Outra vez o trio apresenta uma série de categorizados “standards”. Interpretam a suave e misteriosa “The Ruby and The Pearl” de Ray Evans e Jay Livingston, depois acelaram com “When Lights Are Low” de Wilson e imprimem maior velocidade com “Detour Ahead”, que possibilita aos componentes do trio movimentarem-se rapidamente dentro ou fora da trilha.

DeRose e companhia pagam tributo a Dave Brubeck em um surpreendente e esperto 3/4 em “In Your Own Sweet Way”, celebram Carmen McRae com um suave “I Can´t Escape From You”, sublinhando brilhantemente sua simplicidade e, inspirada por uma gravação de Billie Holliday, partilha emoção em uma ebuliente “Laughing at Life”.

Acima de tudo, o sublime trio, com oito anos de inspiração compartilhada, devidamente evidenciada, demonstra que não há nenhum “standard” como os seus.

Faixas : The Ruby And The Pearl;When Lights Are Low; Detour Ahead;
I Fall In Love Too Easily; In Your Own Sweet Way; I Can't Escape From You;
Laughing At Life;We'll Be Together Again

Fonte ; JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 14/07


Alan Dawson (1929-1996) – baterista(na foto),
Billy Kyle (1914-1966) - pianista,
Sabu Martinez (1930 - 1979) - percussionista

segunda-feira, 13 de julho de 2009

ANIVERSARIANTES 13/07


Albert Ayler (1936-1970) – saxofonista,
Bengt-Arne Wallin(1926) – trompetista,
Bill Carrothers (!964) – pianista,
Bruno Raberg (1954) – baixista,
George Lewis (1900-1968)- clarinetista ,
Johnny Hartman (1923-1983) – vocalista (na foto),
Leroy Vinnegar (1928-1999) – baixista,
Pete Escovedo (1935) – percursionista , vocalista

domingo, 12 de julho de 2009

FRED HERSCH – PLAYS JOBIM (Sunnyside Records [2009])


A influência e a proeminência do pianista Fred Hersch no jazz moderno se expressa em intensidades proverbiais, atuando tanto como líder de uma banda ou como solista. Apresenta , neste CD, sua homenagem à obra de Antonio Carlos Jobim. Como previsto, o enfoque de Hersch é exposto de forma profundamente personalizada. Ele faz a leitura nota por nota de variados ritmos e apresenta toques profundos entre extasiantes estruturas clássicas.

As imaginativas interpretações do pianista produz generosos frutos através das nove faixas.Hersch funde uma clássica e austera fraseologia de "O Grande Amor", enquanto realça a linha melódica dentro de porções generosas de eloqüência e técnica pessoal. Sua preferência por nuances e sutilezas é evidente, tudo envolto em um novo olhar sobre o distinto estilo composicional de Jobim.

Hersch inicia "Insensatez" com um tranquilo andamento e a expõe durante a ponte entre um andamento pulsante e uma delicada apresentação do tema inicial. Além disto ele finaliza com uma sequência progressiva de silêncios e simples notas. O percussionista Jamey Haddad aparece na bela e contagiante "Brigas Nunca Mais" e Hersch encerra o trabalho com "Corcovado", onde ele expressivamente mescla notas meditativas com temas conhecidos e brilhantes conjuntos de acordes estruturados.

Gratificantemente, este não é apenas mais um “álbum-tributo”, mas a construção de um bloco da vasta assimilação de ideias e conceitos do pianista. Ele prospecta profundo, enquanto evita superficiais recursos complicados e cerebrais. Hersch é engenhoso o tempo todo, mas o resultado transcende a normalidade. É uma audição prazeirosa, plena de pequenas e maravilhosas surpresas e desvios espertos que possibilitam a música soar nova e revigorada, consumada pelo toque magistral do artista.

Faixas: Por Toda Minha Vida; O Grande Amor; Luiza; Meditacão; Insensatez; Brigas Nunca Mais; Modinha/Olha Maria; Desafinado; Corcovado.

Músicos: Fred Hersch: piano; Jamey Haddad: percussão.

Fonte:All About Jazz / Glenn Astarita

ANIVERSARIANTES 12/07


Big John Patton (1935-2002) - organista,
Chuck Loeb (1955) – guitarrista,
Conte Candoli (1927-2001) - trompetista,
Jean-Francois Jenny-Clark (1944-1998) – baixista,
Mark Soskin (1953) – pianista,
Paul Gonsalves (1920-1974) – saxofonista (na foto),
Rusty Dedrick (1918) – trompetista,
Will Bradley (1912-1989) - trombonista , líder de orquestra

sábado, 11 de julho de 2009

GARY SMULYAN – HIGH NOON: THE JAZZ OF FRANKIE LAINE (RESERVOIR)


Desde seu primeiro sucesso,”That´s My Desire”, em 1947, Frankie Laine esteve consistentemente nas paradas de sucesso por duas décadas, frequentemente com toques “country”, como o tema cinematográfico que dá título ao CD. Assim, à primeira vista, ele não parece uma boa inspiração para um projeto jazzístico liderado pelo saxofonista barítono Gary Smulyan com a colaboração do arranjador moderno Mark Masters. Os dois analisaram a obra de Laine para um programa de 10 canções, cinco das quais escritas só por ele , e utilizaram um noneto qualificado para realizar o álbum.

Depois da abertura com “I´d Give My Life” com um toque suingado e moderno, o sucesso “High Noon” apresenta-se com o estilo de Gil Evans, com refração cubista em tempos que mudam e se estruturam em uma série de solos em um blueseiro mi bemol, notavelmente iniciada pelo clarinete baixo de Scott Robinson e finalizado pelo sax barítono do líder . Há recomposições inspiradas sob um enfoque bop de Mark Masters nas faixas “When You´re In Love” e “That Lucky Old Sun”. As baladas são mais reconhecíveis melodicamente, mas não são arranjadas de forma menos imaginativa. "Torchin” tem solo de “french horn” e o sax barítono ,brevemente, soa como se estivesse fora da banda, e há solos simultâneos do barítono e sax alto. “Put Yourself In My Place, Baby” mistura em tempo dobrado a criação de Masters com a melodia original de Hoagy Carmichael e um coro de duplos metais adiciona picardia para a apresentação do barítono na balada “A Man Ain´t Supposed To Cry” .

Masters faz uso criativo de cada sessão dos metais e palhetas em pertinentes aparições na linha de frente ou na retaguarda, frequentemente enfatizando a variedade com pequenos e intercambiáveis solos. Um dueto de sax barítono e piano para a música “We´ll be Together Again” de Laine é um perfeito e gracioso final.

Faixas :Baby, Baby All The Time;I'd Give My Life;Put Yourself In My Place;
Baby And We'll Be Together Again;Baby, Baby All The Time;When You're In Love;
Put Yourself In My Place, Baby;A Man Ain't Suppose To Cry;That Lucky Old Sun; We'll Be Together Again

Musicos : Gary Smulyan (saxofone barítono); Scott Robinson (clarinete baixo, saxofones soprano e tenor); Dick Oatts (saxofone alto); Joe Magnarelli (trompete); John Clark (french horn); John Fedchock (trombone); Pete Malinverni (piano); Andy McKee (baixo); Steve Johns (bateria).

Fonte: JazzTimes / George Kanzler

ANIVERSARIANTES 11/07


Clyde Bernardt (1905-1986) - trombonista , vocalista
Guilherme Dias Gomes (1950) – trompetista(na foto)
Henry Lowther (1941) – trompetista
Kirk Whalum (1958) – saxofonista
Peter Cincotti (1983) – pianista ,vocalista
Tomasz Stanko (1942) – trompetista

sexta-feira, 10 de julho de 2009

LAINIE COOKE – IT´S ALWAYS YOU (HARLEMWOOD RECORDS)


Entre vocalistas de jazz não há escassez de praticantes, mas Lainie Cooke está entre os poucos que começaram cedo, muito cedo, mas esperaram meia vida para fazer sua estreia em disco.

A originária de Minneapolis canta desde os três anos e estava à frente de uma “big band” aos 14. Nos anos 80, foi uma consistente favorita no circuito dos clubes em Los Angeles. Ela planejou tomar Nova York de assalto, mas terminou pagando suas contas emprestando sua voz de soprano a jingles da Ford e McDonald´s, entremeando seus trabalhos comerciais com concertos. Finalmente em 2002, o mundo se abriu para ela, com o lançamento de “Here´s To Life”, que selecionou “standards” do jazz, onde demonstrou segurança e ternura.

Agora, após passar meia década, Cooke lança um disco demonstrando seu estilo vigoroso, que sugere a astúcia de Sheila Jordan e a segurança de Anita O´Day, o que de forma alguma a diminui.

Superando as passagens sombrias de “Tuesdays in Chinatown”, docemente deixando para trás a ternura que recobre “The Very Thought Of You”, suavemente envolvendo com elegância a tristonha “After You” de Cole Porter ou sugerindo uma versão feminina de Sinatra em “Waiter Make Mine Blues”, Cooke consistentemente prova que a longa espera foi mais do que recompensada.

Faixas : It’s Always You; Too Close For Comfort; The Very Thought of You;I Will Wait For You; Tuesdays in Chinatown; Answer Me; Waiter Make Mine Blues; When A Woman Loves A Man; I Want To Talk About You; Take Me In Your Arms; Meet Me Where They Play The Blues; After You.

Músicos: Lainie Cooke, vocal; Cameron Brown, baixo; Roland Barber, trombone; Tedd Firth,piano; Marvin Horne, guitarra; Joel Frahm, sax; Matt Wilson, bateria.

Fonte: JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 10/07


Bela Fleck (1958) – banjoísta,
Cootie Williams (1911-1965) – trompetista,
Dick Cary (1916-1994) - pianista , trompetista,
Ivie Anderson (1905-1949) - vocalista,
Lee Morgan (1938-1972) - trompetista (na foto),
Major Holley (1924-1990)- baixista,
Milt Buckner (1915-1977) - organista , pianista,
Noble Sissle (1889-1975) - líder de orquestra,vocalista

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Reuniões SOJAZZ - Novo local

Está tudo acertado com o Restaurante "il Maestro" para que no próximo sábado façamos uma reunião em caráter experimental lá.

Se a maioria gostar, vamos manter esse local nas futuras reuniões. Caso contrário, continuaremos na busca de um local mais adequado e do gosto geral.

Aparentemente o "il Maestro" reúne muitas qualidades com instalações adequadas, boa e fácil localização, variado cardápio e preços justos. Vale acrescentar que no horário de nossas reuniões a frequência da clientela é bastante baixa, o que nos faz ficar mais à vontade. Há uma área externa para os fumantes ao lado do salão que iremos nos instalar.

Quanto ao estacionamento, o que em princípio parece ser complicado, vale ressaltar que o Shopping Cidade é quase todo constituído de Lojas de Decoração de padrão refinado, e que aos sábados no horário das nossas reuniões sua grande maioria costuma estar fechada. Tais lojas predominantemente funcionam somente até as 13:00 horas aos sábados, o que deve contribuir para existir maiores facilidades para estacionarmos nossos carros.

Mas somente experimentando saberemos se de fato esse novo local vai atender aos nossos interesses em todos os aspectos inclusive na questão estacionamento.

O gerente se chama Julival e está sendo bastante receptivo ao nosso grupo.

Restaurante "il Maestro" - Av. ACM, em frente ao Parque da Cidade, no pavimento superior do Shopping Cidade. Horário 16:00 horas - no próximo sábado.

Os telefones são 8796-6075 e 3017-9974.

MAURO SENISE – TOCA DOLORES DURAN E SUELI COSTA (BISCOITO FINO)


Mauro Senise fala a língua do jazz. Contudo, Lua Cheia não é exatamente um disco de jazz, embora o flautista e saxofonista usufrua da liberdade concedida aos jazzistas para dar um toque especial às melodias. Não espere ouvir as músicas de Dolores e Sueli em sua forma mais tradicional. A essência delas até está preservada. Contudo, Mauro Senise (saxofone e flauta), Peranzzetta (piano), Itamar Assiere (piano), Paulo Russo (baixo) e Ivan Conti, o Mamão (bateria), põem às músicas (baladas, em sua maioria) do seu jeito. Até mesmo a voz de Olivia Hime em "Por Causa de Você" - uma das parcerias de Dolores com Tom Jobim (1927 - 1994) - funciona como a cereja do bolo instrumental. De Dolores, Senise toca "Fim de Caso", "Olha o Tempo Passando" (parceria com Edison Borges) e "Idéias Erradas" (com J. Ribamar), entre outras.

De Sueli, entraram "Alma" (com Abel Silva), "Vinte Anos Blues" (com Vítor Martins), "Jura Secreta" (outra com Abel), "Medo de Amar nº 2" (com Tite de Lemos) e "Dentro de Mim Mora um Anjo" (com Cacaso) - esta última com o detalhe curioso de que sua gravação original (feita pela autora em 1975 para seu primeiro LP) contou com a flauta do então iniciante Senise. Lua Cheia abre e fecha com as cordas da Orquestra dos Sonhos nas faixas "Cão sem Dono" (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro) e "A Noite do Meu Bem" (Dolores Duran). Neste que é o clássico dos clássicos do repertório de Dolores, as cordas criam de fato um clima de sonho. É o ponto mais alto de um disco que reapresenta as músicas de Dolores Duran e Sueli Costa sem as letras às quais elas - as melodias - já parecem indissociáveis. E "Lua Cheia" embaralha de tal forma essas obras-irmãs que, no Cd, elas (até) parecem uma só (Mauro Ferreira, Blog Notas Musicais).

Fonte : Clube de Jazz / Wilson Garzon

NR : Esta pérola é encontrada, em Salvador, na outra pérola, a Negra , localizada na Rua Marechal Floriano , 28, Loja 1,Canela

ANIVERSARIANTES 09/07


Elias Haslanger (1969) – saxofonista(na foto),
Frank Wright (1933-1990) - saxofonista,
June Richmond (1914-1962) – vocalista,

quarta-feira, 8 de julho de 2009

ANIVERSARIANTES 08/07


Bill Challis (1904-1994) - arranjador,
Billy Eckstine (1914-1993) – vocalista,
Josh Lawrence (1982) – trompetista,
Kendrick Scott (1980) – baterista,
Louis Jordan (1908-1975) - saxofonista, vocalista,
Márcio Montarroyos(1948-2007) – trompetista(na foto),
Miles Osland (1960) – saxofonista,
Miro Kadoic (1962)- saxofonista,clarinetista,
Russ Reinberg (1948) - clarinetista

terça-feira, 7 de julho de 2009

ANA PAULA ALBUQUERQUE NO TOM DO SABOR




A cantora Ana Paula Albuquerque volta a apresentar o show Assim como ela é, em Salvador, nos dias 08 e 15/07 (quartas-feiras), 22h no Tom do Sabor (Rio Vermelho).
Após fazer duas apresentações do show em São Paulo, no All of Jazz e no Ao Vivo Music, Ana Paula retorna a Salvador com o show que valoriza a música afro-baiana mesclada à sua formação jazzística e erudita, que a possibilita explorar texturas, timbres e formas musicais amplas.
FICHA TÉCNICA
Voz ­ Ana Paula Albuquerque
Guitarra e Violão ­ Paulo Mutti
Baixo ­ Marcus Sampaio
Percussão ­ Gabi Guedes
Bateria ­ Ivan Huol
Direção de Produção ­ Paulo Dourado
Produção Executiva ­ Chicco Assis






SERVIÇO
O que: Assim como ela é ­ show de Ana Paula Albuquerque
Quando: 08 e 15/07 (Quartas-feiras), 22h
Onde: Tom do Sabor (Rio Vermelho)
Quanto: R$15
CONTATOS
Paulo Dourado ­ 71 3012-6483 ­ culturatempo@gmail.com
Chicco Assis ­ 71 9166-9094 / 11 6690-0876
producao@anapaulaalbuquerque.com

Para ouvir Ana Paula Albuquerque - www.myspace.com/anapaulaalbuquerque

ANIVERSARIANTES 07/07


Doc Severinsen (1927) – trompetista,
Hank Mobley (1930-1986) - saxofonista(na foto),
Joe Zawinul (1932 - 2007) - pianista,
John Campbell (1955) – pianista,
Maciej Tubis (1983) – pianista,
Tiny Grimes (1916-1989) - guitarrista

segunda-feira, 6 de julho de 2009

GABRIEL GROSSI – HORIZONTE (DELIRA)


Dedicado aos três mestres do sopro, Paulo Moura, Raul de Souza e Mauricio Einhorn, "Horizonte - Gabriel Grossi Trio", quarto disco do gaitista brasiliense, chega ao mercado. Com um trio completado por Guilherme Ribeiro (teclados), que também faz as vezes do contrabaixo, e Sérgio Machado (bateria), Gabriel Grossi mostra um repertório autoral, com inspiração justa em seus homenageados, e no samba-jazz, base de sua formação musical.

Cada convidado aparece em sua própria faixa autoral. Paulo Moura, executa com o trio a sua "Na Barão de Mesquita", parceria com João Donato. Raul de Souza faz "Atmosfera", enquanto o também gaitista e compositor Mauricio Einhorn interpreta "Curta Metragem", uma parceria com Arnaldo Costa. Gravado em sessões ao vivo, no Studio Araras, de Sergio Uma Netto, Horizonte ainda traz as inéditas autorais assinadas por Gabriel - "Horizonte", "De Coração", "Toca Raul!" e "Brinquedo" - e parcerias com Daniel Santiago ("Em Trânsito") e Alessandro Kramer ("Dama de Ouro"). Completa o repertório "Brilhante", de Guilherme Ribeiro.

Fonte : Clube de Jazz / Wilson Garzon

NR : Este disco pode ser encontrado, em Salvador, na Pérola Negra , templo da música instrumental brasileira, localizada à Rua Marechal Floriano, 28, Lj. 01,Canela, na rua ao lado do Teatro Santo Antônio (Escola de Teatro da UFBA).

ANIVERSARIANTES 06/07


Frank Rehak (1926-1987) - trombonista,
Kenny G. (1956) – saxofonista,
Louie Bellson (1924-2009) – baterista(na foto),
Michael Shrieve(1949) – baterista,
Phyllis Hyman (1941-1995) – vocalista,
Sebastien Paindestre (1973) – pianista,
Torben Waldorff (1963) - guitarrista