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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

BOB BROOKMEYER SERÁ HOMENAGEADO


O Departamento de Estudos de Jazz da “Eastman School of Music” apresentará o compositor, trombonista, que utiliza trombone de válvula e maestro, Bob Brookmeyer,( na foto), em uma comemoração que celebrará o seu 80º aniversário, que estar por vir e, também, o conjunto da sua obra.

Além dos créditos como compositor, arranjador e músico, Brookmeyer ensinou vários jazzistas notáveis , incluindo Maria Schneider e Jim McNeely. Brookmeyer, que trabalhou regularmente com Stan Getz, Gerry Mulligan, Jim Hall, Mel Lewis, Thad Jones/Mel Lewis Jazz Orchestra, Count Basie e Woody Herman, fará sua apresentação como parte do programa da “Eastman New Jazz Ensemble”, dirigida por Dave Rivello.

Entre as peças de Brookmeyer que serão tocadas pela banda estarão composições esctitas para a “Terry Gibbs Dreamband”, “Gerry Mulligan Concert Jazz Band”, “Mel Lewis and the Jazz Orchestra” e para a própria orquestra de Brookmeyer , a “New Art Orchestra”. Haverá outra apresentação da música de Brookmeyer, durante a semana do evento com ele liderando a “New Jazz Ensemble”..

Como atração especial , haverá cinco estreias de músicas embasadas na canção “Happy Birthday", compostas por cinco diferentes compositores , que são amigos especiais de Bob Brookmeyer- Bill Holman, Jim McNeely, Dave Rivello, John Hollenbeck e Ryan Truesdell. Rivello fará um pré-concerto com um seminário às 19h do dia do concerto.

O concerto ocorrerá no próximo dia 02 de Dezembro em “Kilbourn Hall” na “Eastman School of Music” às 20h. A entrada será gratuita.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 30/11


Duane Andrews (1972) - guitarrista,
Jack Sheldon (1931) - trompetista , vocalista (na foto),
Stan Sulzman (1948) - saxofonista

domingo, 29 de novembro de 2009

MIROLASV VITOUS - REMEMBERING WEATHER REPORT (ECM Records [2009])


Superficialmente, “Remembering Weather Report” possui pouco em comum com o supergrupo “fusion” que o baixista checo Miroslav Vitous co-fundou no início dos anos 70 com o tecladista Joe Zawinul e o saxofonista Wayne Shorter, antes de ser removido da fronteira do grande sucesso comercial. “Weather Report” foi decididamente um grupo eletrificado. Vitous tem o perfil mais acústico e realmente, musicalmente, não parece nos marcantes álbuns iniciais do Weather Report, incluindo a estréia no entitulado WR de 1971 e o disco seguinte de 1972, “I Sing the Body Electric”, ambos lançados pela Columbia. Porém vai além da superfície e há um espírito intrépido que homenageia de forma grandiosa do que a maioria dos outros tributos.

No início do “Weather Report” o lema era “todo mundo sola, ninguém sola”. Era uma democrática assertiva completamente igualitária e independente. Com uma seção rítmica com tempo não convencional, ao menos nos anos iniciais, onde a real ligação entre os dois grupos distanciam-se aproximadamente em 40 anos. Com um quarteto composto pelo trompetista italiano Franco Ambrosetti, o saxofonista tenor Gary Campbell e pelo baterista Gerald Cleaver, sendo os dois últimos participantes do disco premiado do baixista ,“Universal Syncopations II (ECM, 2007)”, com a participação especial do excelente Michel Portal no clarinete baixo em três faixas. Vitous tem um grupo realmente igualitário e sua forte pegada, especialmente no arco, não busca dominar a maioria dos eventos. Ainda, com um distintivo dedilhar das cordas e lirismo natural tal qual o seu rival sueco, o baixista Anders Jormin, cuja habilidade faz o seu instrumento cantar, Vitous nunca soou tão distintivo, tão bom.

Iniciando com um tributo a Shorter,Vitous referencia a velha conhecida composição do saxofonista "Nefertiti", mas apenas tangenciando-a. Seu relacionamento com o intuitivo Cleaver é cinético, com os metais e as palhetas recobrindo o tema de Shorter e a alternância do arco e do pizzicato de Vitous, criando um turbulento incremento interativo sem demonstrar virtuosismo, mesmo que não haja problema com a maestria de cada executante. "Variations on Lonely Woman" está mais afeita a clássicos de Ornette Coleman, com múltiplos segmentos agindo como pontos de suporte para o grupo. Esta exploração cria maravilhosas combinações sonoras, especialmente quando o arco do baixo, o saxofone tenor, o trompete e o clarinete orbitam em torno dela. Finalmente,crescem juntos em uma melodia icônica.

Vitous homenageia, também, Zawinul em "Semina" referenciando o recentemente falecido clássico tecladista europeu, uma característica que continua inspirando a música de Vitous através de sua carreira, mesmo quando Zawinul , cedo, passou à pegada funkeada e para o estilo composicional “world music”. Um dueto com Portal em "Surfing With Michel" é um ponto alto de “Remembering Weather Report” por causa da simples linearidade dos instrumentos, apesar dos acordes dedilhados de Vitous,vividamente expondo suas qualidades, com Vitous cuidando para manter o tempo e produzir vôos livres decorativos em resposta direta às idéias igualmente não limitadas de Portal.

Aquela busca por uma referência mais direta com o inspirador pode desapontar, mas só para aqueles que relembram o espírito original. “Remembering Weather Report” é um álbum em que a premissa original do “Weather Report” tem lugar firme neste século XXI no contexto do espírito contemporâneo da improvisação e empática interação.

Faixas: Variations on W. Shorter; Variations on Lonely Woman; Semina; Surfing With Michel; When Dvořàk Meets Miles; Blues Report.

Músicos: Franco Ambrosetti: trompete; Gary Campbell: saxofone tenor; Miroslav Vitous: baixo; Gerald Cleaver: bateria; Michel Portal: clarinete baixo (1, 2, 4).

Fonte : All About Jazz / John Kelman

ANIVERSARIANTES 29/11


Adam Nussbaum (1955) – baterista,
Billy Hart (1940) - baterista,
Billy Strayhorn (1915-1967) – pianista (na foto),
Chuck Mangione (1940) - trompetista, flugelhornista,
Darryl Alexander Sr. (1956) - baterista,
David Shaich (1954) – baixista,
Dr. Michael White (1954) - clarinetista,
Ed Bickert (1932) - guitarrista,
Eliete Negreiros (1951) – vocalista,
Jim Massoth (1957) – saxofonista,
Sérgio Souto(1950) - saxofonista

sábado, 28 de novembro de 2009

MARK MASTERS ENSEMBLE – FAREWELL WALTER DEWEY REDMAN (CAPRI)


Alguns dos mais bem mantidos segredos da cena jazzística do sul da Califórnia são os constantes convites e concertos que Mark Masters comanda sob o patrocínio do “Claremont Colleges”. Ele retrabalha a música de Jimmy Knepper, Clifford Brown, Gil Evans , Gary McFarland, dentre outros, apresentando solistas como Tim Hagans e Gary Foster. Se os concertos são geograficamente distantes, nós temos a sorte de que Masters os grava.

Masters pode reinterpretar compositores ou arranjadores habilmente, mas como realizar um adequado tributo a um mercurial saxofonista como Dewey Redman com uma orquestra ?. Masters utiliza Oliver Lake como o principal solista no meio de uma requintada orquestra. As composições são quase todas de autoria de Redman, que tem mais impacto como executante do que como compositor. O resultado é um álbum que deve não só iluminar o trabalho de Redman como colocar Lake em um momento raro de exibição com uma orquestra. O fraseado de Lake, apresentado nos duros limites do saxofone alto, contrasta com a suavidade dos metais. Não é ruim de todo.

Para seu crédito, Masters na maioria das vezes restringe seus arranjos em discretos conjuntos de coloridas atuação dos metais. Lake retorna em uma das mais concentradas exibições da comovente “ My One And Only Love”, relembrando as emocionantes baladas de Redman. “Sitatunga”, com influência africana, lembra um movimento orquestral bop, sobre o qual Lake se move e serpenteia agilmente. Os solos de Gary Foster na flauta em “Love Is” e “”Joie De Vivre” oferece um deslumbrante e suave suporte para a atuação feroz de Lake.

Há duas peças improvisadas sob forma de quarteto, que enfocam a pegada de Redman do jeito que os arranjos orquestrais não fazem. Tim Hagans e Lake dialogam facilmente sobre o baixo de Dave Carpenter e a bateria multiforme de Peter Erskine. “Transits” tem um balanço caribenho e “Adieu Mon Redman” é introspectiva e “enviesada”. Ardente e melancólico, revigorante e imaginativo, o que foi Dewey Redman e este disco é.

Faixas: Dewey's Tune; I-Pimp; Boody; Le Clit; Transits; My One and Only Love; Sitatunga; Joie de Vivre; Love Is; Thren; Adieu Mon Redman.

Músicos : Mark Masters: arranjos; Oliver Lake: saxofone alto ; Gary Foster: saxofone alto, flauta alto; Don Shelton: saxofones tenor e soprano , clarinete baixo; John Mitchell: saxofone tenor e fagote; Bob Carr: saxofone barítono e clarinete baixo; Scott Englebright: trompete; Les Lovitt: trompete; Tim Hagans: trompete; Les Benedict: trombone; Dave Woodley: trombone; Charlie Morillas: trombone baixo; Stephanie O'Keefe: trompa; Dave Carpenter: baixo; Milcho Leviev: piano (3); Cecilia Coleman: piano (8,9); Peter Erskine: bateria

Fonte : Downbeat
Cotação: * * * * (Muito Bom)

ANIVERSARIANTES 28/11


Butch Thompson (1943) - clarinetista, pianista,
Dennis Irwin (1951-2008) - baixista,
Diego Rivera ( 1977) - saxofonista,
Gato Barbieri (1934) – saxofonista,
George Wettling (1907-1968) - baterista,
Gigi Gryce (1927-1983)- saxofonista(na foto),
Pete Robbins (1978) - saxofonista,
Randy Newman (1943) - pianista,
Roy McCurdy (1936) - baterista

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

RAMSEY LEWIS SONGS FROM THE HEART: RAMSEY LEWIS PLAYS RAMSEY (Concord Records)


“Songs From the Heart” é, em uma palavra, estonteante. Encontra Ramsey Lewis, depois de 50 anos tocando R&B e um piano jazzístico com fortes elementos pop, reinventando a si mesmo como compositor, conforme o subtítulo, “Ramsey Plays Ramsey”. O trio do disco (Larry Gray, baixo; Leon Joyce, bateria) apresentam doze músicas, no estilo clássico, de extraordinária delicadeza e lirismo , todas soando atuais.

Gospel e clássicos têm sempre sido os favoritos de Lewis, particularmente o primeiro estilo, que predomina aqui. Isto é natural, já que dois terços das canções foram compostas para o “Joffrey Ballet”. Apesar do tranqüilo toque a la Satie de “Clouds in Reverie” e “Watercolors”, é surpreendente a precisão formal de “To Know Her Is to Love Her” e a extremamente terna “Conversation.” Ele paga tributo a John Lewis, o grande construtor da ponte clássico-jazz, em seu melancólico mais firme enfoque na romântica “The Glow of Her Charm”. O Gospel faz-se presente, também, na conhecida “The Way She Smiles”, em uma pegada entusiasmante.

Lewis traz elementos da sua imersão no pop com memoráveis canções. A “funkeada” “The Spark” mergulha imediatamente em algo que parece conhecido há anos; idem para a leve bossa-nova “Rendezvous.” Gray e Joyce não têm pequena participação na empreitada. O baixista oferece excelente trabalho com o arco em “To Know Her Is to Love Her” e uma irresistível pausa dobrada nas suas linhas melódicas em “Exhilaration”, enquanto Joyce atua com sentimento agregador em “The Way She Smiles” e batidas roqueiras na maior parte do tempo. “Songs From the Heart” tem tudo para alcançar o topo da lista dos mais ouvidos do ano, e por lá ficar.

Faixas: 1.To Know Her is to Love Her; 2.Touching, Feeling, Knowing; 3.Clouds in Reverie; 4.The Spark; 5 .Conversation; 6.The Way She Smiles; 7.Exhilaration; 8.The Glow of Her Charm; 9.Rendezvous;10.Long Before She Knew ;11.Sharing Her Journey; 12.Watercolors.

Data de Lançamento: 29 de Setembro de 2009

Fonte: JazzTimes / Michael J. West

ANIVERSARIANTES 27/11


Daniel Bennett (1979) - saxofonista,
Ed Saindon (1954) - vibrafonista,
Eddie South (1904-1962) - violinista,
Jacky Terrasson (1966) – pianista,
Joris Teepe (1962) - baixista ,
Lyle Mays (1953)- pianista,
Maria Schneider (1960) - pianista , arranjadora,líder de orquestra (na foto),
Michael Rabinowitz (1955) - fagotista,
Randy Brecker (1945) - trompetista , flugelhornista,
Rebecca Coupe Franks (1961) - trompetista,
Wessell Anderson (1964) - saxofonista

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

MÁRIO ADNET & PHILIPPE BADEN POWELL – AFRO SAMBA JAZZ - A MÚSICA DE BADEN POWELL (Biscoito Fino [2009])


"Afro Samba Jazz: A Música de Baden Powell " celebra o mais influente violonista brasileiro de todos os tempos e sua colaboração com o letrista Vinícius de Moraes. O filho de Baden Powell, Philippe, um reconhecido pianista em sua própria carreira, uniu-se ao violonista Mário Adnet neste fino tributo a Baden Powell e a influência que o legendário compositor e arranjador brasileiro, Moacir Santos, tinha sobre ele .Inspirado pelos primeiros álbuns de Afro Sambas , Philippe e Adnet interpretam as explorações de Baden na bossa-nova, samba, chorinho e elementos afro-brasileiros conhecidos como candomblé e umbanda. Poucas canções originais foram gravadas.

Philippe e Adnet atuam com uma banda brilhante, usando, ao menos , doze músicos em cada peça, com Adnet participando em oito e Philippe Powell partilhando a atuação no piano com Marcos Nimrichter. A música tem fortes elementos rítmicos do samba e da bossa, enquanto incorpora elementos clássicos do jazz como na extensa composição Lamento de Exu de Baden Powell e Vinícius de Moraes , uma suave e brilhante faixa com solo de Ricardo Silveira na guitarra elétrica. Alodé é outra bela música sem os óbvios elementos brasileiros, apresentada em estilo jazzístico tradicional com dois ótimos solos de saxofone, um do tenorista Edú Neves e outro de Teco Cardoso no sax barítono.

O álbum inicia com o brilhante e alegre samba Canto de Xangô. Há Ritmo Afro, uma composição escrita pelos Powells, o sênior e o júnior, com um abrangente arranjo de Adnet. Apresentando um sabor do chorinho brasileiro, Caxangá de Oxalá, utiliza o som de palmas. A pegada do samba é forte em Canto de Ossanha e Suíte Yansan , que insere a música na autêntica sonoridade brasileira no afiado e excitante vocal de Mônica Salmaso.

Enquanto Adnet e outros guitarristas tocam admiravelmente no disco, é desapontador que o instrumento não seja o proeminente na gravação. Apesar disto, Afro Samba Jazz é um verdadeiro engajamento de samba, bossa e outros ritmos brasileiros e uma bela re-imaginação dos grandes trabalhos de Baden Powell.

Faixas: Canto de Xangô; Canto de Yemanjá; Canto de Ossanha; Ritmo Afro; Suíte Yansan; Caxangá de Oxalá; Pai ; Alodé; Berimbau; Sermão; Lamento de Exú; Domingo de Ramos ; Nhem Nhem Nhem; Lamento de Preto Velho.

Músicos: Philippe Baden Powell: piano; Mario Adnet: violão; Marcos Nimrichter: piano, acordeón; Jorge Helder: baixo; Jurim Moreira: bateria; Armando Marçal: percussão; Ricardo Silveira: guitarra elétrica; Antônia Adnet: violão sete cordas; Marcel Powell: violão; Henrique Band: sax alto; Edú Neves: saxofone tenor; Teco Cardoso: saxofone barítono,flauta; Andrea Ernest Dias: flauta; Jessé Sadoc: trompete, flugelhorn; Everson Moraes: trombone; Eduardo Prado: trompa; Vittor Santos: trombone; Joana Adnet; clarinete; Hugo Pilger: cello; Aquiles Moraes: trompete; Carlos Negreiros: vocal; Mônica Salmaso: vocal.

Fonte: All About Jazz / Edward Blanco

ANIVERSARIANTES 26/11


Amos Garrett (1941) - guitarrista,
David Cooper (1963) - trompetista,
Mark Dresser (1952) – baixista (na foto)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

DEE DEE BRIDGEWATER HOMENAGEIA LADY DAY


Dee Dee Bridgewater, (na foto), homenageará Billie Holiday em seu próximo disco, “Eleanora Fagan (1917–1959): To Billie With Love From Dee Dee (DDB Records/Emarcy)”. As interpretações de Bridgewater de "All Of Me", "God Bless The Child", "Lover Man" e nove outras canções identificadas com Holiday serão lançadas em 02 de fevereiro de 2010.

"Este álbum é a minha forma de demonstrar o respeito para a vocalista que possibilitou a cantoras como eu buscar uma carreira", declarou Bridgewater . "Eu queria que Eleanora Fagan fosse algo diferente, mais moderno e celebratório, não uma gravação sombria, rancorosa e com jeito de ressaca. Eu queria um disco para cima".

O pianista Edsel Gomez escreveu os arranjos para o disco e os outros componentes da banda são o saxofonista James Carter, o baixista Christian McBride e o baterista Lewis Nash.

"Eu ouvi tudo que Billie Holiday gravou" Gomez disse. "Eu deixei sua música falar para mim".

Homenagem anterior de Bridgewater para Billie Holiday incluí sua atuação na produção teatral “Lady Day”, que foi exibida em Londres e Paris nos anos 80.

Fonte: Downbeat

ANIVERSARIANTES 25/11


Dick Wellstood (1927-1987) - pianista,
Eddie Boyd (1914-1994) – pianista, vocalista,
Etta Jones (1928-2001) - vocalista,
Jerry Portnoy – 1943,Joe Carroll – 1919,
Matthew Gee – 1925,
Nat Adderley (1931-2000) – cornetista,
Paul Desmond (1924-1977) – saxofonista(na foto),
Rusty Bryant (1929-1991)- saxofonista,
Terell Stafford (1966) - trompetista,
Willie "The Lion" Smith (1897-1973) - pianista,
Willie Smith (1910-1967) - clarinetista, saxofonista , vocalista

terça-feira, 24 de novembro de 2009

SERVIÇO POSTAL NORTE-AMERICANO VENDE CD DE JAZZ


Se você despendeu algum tempo em sua agência de serviço postal ultimamente, você deve ter observado um pequeno cartaz vermelho no balcão informando sobre um CD de jazz. Na verdade, você não deve ter sido informado da parte jazzística do produto porque ,claro, ele não diz que é um CD de jazz. Nós todos sabemos quão perigosas podem ser estas vendas. O CD “Letters to Santa” está sendo vendido exclusivamente em postos selecionados do serviço postal ou através do seu “site”. Graças à especial parceria com o “Concord Music Group”, a compilação tem decididamente um toque jazzístico com participações de Nat King Cole, Diana Krall, Rosemary Clooney, Natalie Cole e Boney James. E está vendendo. A venda no varejo não está morta.

O projeto foi idealizado por Gregg Field, que é um renomado produtor, bem como um parceiro da Concord. Field expôs que a ideia surgiu em razão do seu sogro, Henry Mancini, na foto, ter sido homenageado em um selo em 2004. Com o sucesso de vendas da Concord na Starbucks, algo o despertou. “Veio-me o pensamento que poderíamos fazer alguma coisa com o Serviço Postal. Claro que não é o lugar mais especial do mundo, com pessoas esperando em filas. Mas eu sabia que se você põe alguma coisa boa diante das pessoas, elas compram”.

O primeiro projeto que a Concord produziu especificamente para o Serviço Postal foi uma compilação, “Charlie Brown Christmas”, há três anos atrás. Foi um sucesso, porém a gravadora e a instituição tinham outros projetos em curso, e não houve uma imediata continuidade. Field, subsequentemente, apresentou, ao Serviço Postal, a execução de um projeto para suportar o selo dedicado a Ella Fitzgerald,chamado “Letters From Ella”, porém não foi adiante devido a mudanças funcionais na instituição. Assim a Concord lançou o álbum comercialmente. Field tinha em mente que brevemente faria outro CD para os Correios . Neste ano, quando esteve em Washington, DC, para um trabalho junto à ASCAP, Field resolveu fazer novo contato com o Serviço Postal sobre outro projeto. Desta vez houve interesse.

Gary Thuro, gerente de licenciamento do “U.S. Postal Service”, reconheceu que a proposta estava conceitualmente conectada à missão da organização. “Para nós ajudará na consolidação dos artistas e da música tradicional”, declarou Thuro.“Está bem alinhada com o que fazemos”. O Serviço Postal quer um produto exclusivo.“Sim, é importante que o produto seja feito exclusivamente para os Correios”, acrescentou Field. “Duas das canções da compilação são novas. Uma é “Merry Christmas, Darling” com Natalie Cole e a outra é uma gravação feita com Monica Mancini e Dave Koz.”

Thuro não se sentiu perturbado quando eu mencionei que muitos de nós passamos muito tempo nas filas dos Correios, o que para ele é um mercado apropriado para esta cativa e, às vezes, chateada platéia. “Nós sabemos que é uma compra impulsiva”, Thuro disse. “As pessoas não vêm ao Serviço Postal para comprar CDs, porém é um grande CD por um grande preço.Com as pessoas vindo para enviar presentes, nós vemos isto como uma compra natural. Elas podem comprar um cartão de congratulações e adicionar à sua remessa”.

Mas onde está o atrativo?. Porque não vender doces e revistas? Ou o livro “Post Office” de Charles Bukowski? Bem, esqueça isto, mas o que fez este projeto se encaixar bem?. “Realmente tem que estar afinado com o que fazemos. Anteriormente tínhamos feito CDs relacionados com nossos selos para o jazz, blues e cantores clássicos. Com nosso programa “Letters to Santa”, isto pareceu uma correlação natural”. E Thuro explicou que o Serviço Postal também foi afetado pela crise econômica como qualquer outro negócio. “Nós sempre procuramos novas maneiras de gerar receitas”, ele afirmou.

Vamos falar de números. Thuro confirmou que o Serviço Postal comprou 170.000 cópias de “Letters to Santa” da Concord e prevê vendê-las em 60 dias. Eles estão sendo vendidos em 9.800 das 36.000 agências com a distribuição baseada naquelas que têm maior movimento. “Letters to Santa” alcançou nesta semana a terceira posição na lista de jazz da Billboard . Field está surpreso e gratificado com a venda da compilação, que atingiu a marca de 12.000 unidades na primeira semana. “Nós estamos na parada de sucesso apenas abaixo de Whitney Houston e acima de Kenny Chesney. Você acredita nisto?”.

Faz você imaginar se Field descobriu alguma fórmula mágica para vender álbuns de jazz.“Você sabe que não é uma má ideia” declarou , brincando. Ao menos eu penso que ele estava . Atualmente, Field e Thuro têm planos para novos projetos em conjunto. Uma compilação de Ella Fitzgerald para o dia dos namorados ,”Love Letters From Ella”. A fila não pode esperar.

Nós estamos imaginando se Thuro está começando a se sentir como um executivo da A&R com artistas e produtores entupindo sua caixa de mensagem. “Não, eu não estou com esta bola toda. Eu tenho, entretanto, um disco de ouro na minha parede”, declarou rindo. “ É da banda de "indie-rock “Postal Service”. Parece que a banda teve especial autorização para utilizar o nome, em parte porque eles demonstram apreciação pelo “U.S. Mail” conforme as mudanças feitas em suas canções e na criatividade dos seus membros. Nem tanto à terra, nem tanto ao mar.

O custo de “Letters to Santa” é de apenas U$9.99, livre de imposto. Se a agência dos Correios local não possuir o CD, o interessado pode adquirí-lo pelo site do serviço postal.

Seguem as faixas de “Letters to Santa”

1. Let It Snow, Let It Snow, Let It Snow—Michael Bublé
2. The Christmas Song—Nat King Cole
3. Sleigh Ride—Diana Krall
4. The Christmas Waltz—Frank Sinatra
5. Merry Christmas, Darling—Natalie Cole
6. Christmas Time Is Here (from A Charlie Brown Christmas)—Vince Guaraldi
7. Just Like Me—Vanessa Williams
8. Santa Claus Is Coming to Town—Ray Charles
9. White Christmas—Rosemary Clooney
10. O Tannenbaum—Boney James
11. Delivering Christmas (from Letters to Santa)—The Muppets
12. It’s the Most Wonderful Time of the Year—Erich Kunzel & The Cincinnati Pops Orchestra
Bonus Track: I’ll Be Home for Christmas—Monica Mancini and Dave Koz

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 24/11


Al Cohn (1925-1988) – saxofonista (na foto),
Cipó(1922-1992) – maestro,
Scott Joplin (1868-1917) - pianista,
Serge Chaloff (1923-1957) - saxofonista,
Teddy Wilson (1912-1986) - pianista,
Wild Bill Davis (1918-1995)-organista

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

JOE MORRIS BASS QUARTET – HIGH DEFINITION (HATOLOGY)


Apesar de Joe Morris permanecer como um dos mais singulares músicos que utilizam a guitarra elétrica, ele adicionou o baixo ao seu arsenal. Neste instrumento ele foca linhas mais simples e propósitos específicos, impulsionando e persuadindo seus companheiros, fortalecendo o ritmo e ressaltando inexatas estruturas harmônicas. Morris alterna-se entre linhas sucessivas e pequenas, mas intricadas, passagens. Em alguns momentos dos solos, sua adoração pelo som do baixo remete a como ele foi inspirado por instrumentos de cordas africanos.

Nota-se que em “High Definition” é como se Morris buscasse ficar invisível na fluidez do grupo, particularmente com o baterista Luther Gray. Juntos eles repartem uma pulsação impertubável. O saxofonista Allan Chase e o cornetista Taylor Ho Bynum complementam a banda, com uma clara mas não imitativa sonoridade do quarteto de Ornette Coleman. O líder compôs oito variados temas, alguns com a pegada animada do post-bop, outros movendo-se lentamente em uma brilhante abstração. Em todo caso, Chase e Bynum encontram um profundo nível de interação, com os altos e baixos das composições ou a intricada tensão gerada pela severidade melódica sendo impulsionados pelos toques do cornetista e suas inesperadas aparições.

Faixas: 1. Skeleton;2. Morning Group; 3. Land Mass; 4. Topics; 5. Bearing
6. All-In-One; 7. Super Spot ; 8. The Air Has Color

Músicos: Joe Morris(baixo);Taylor Ho Bynum(cornet, trompete, flugelhorn); Allan Chase( saxofones alto, barítono e soprano); Luther Gray (bateria).

Fonte : Downbeat / Peter Margasak
Coração: * * * * (Muito Bom)

ANIVERSARIANTES 23/11


Alvin Fielder (1935) - baterista,
Carlinhos Brown(1962) – percussionista,
Claude Marc Bourget (1956) - pianista,
Ray Drummond (1946) – baixista,
Ruth Etting (1897-1978) - vocalista,
Tyree Glenn (1912-1974)- trombonista,vibrafonista,
Ulisses Rocha(1960) – violonista(na foto)

domingo, 22 de novembro de 2009

CHRIS POTTER – ULTRAHANG (ArtistShare [2009])


Com um grupo consistente desde “Underground (Sunnyside, 2006)”, onde , após alternar os guitarristas Wayne Krantz e Adam Rogers, já que o saxofonista sentiu-se confortável com Rogers para “Follow the Red Line: Live at the Village Vanguard (Sunnyside, 2007)”, Chris Potter criou não só sua mais personalizada e identificável música, mas claramente encontrou o grupo certo para executá-la. Potter e Rogers, tendo ao lado os fundamentais Craig Taborn (Fender Rhodes) e Nate Smith (bateria), trabalham em diversos níveis, e “Ultrahang” continua prospectando território similar e demonstrando firme crescimento.

O pendor de Potter para mudanças, a despeito de expressar-se, curiosamente, em viscerais e sensíveis pegadas consolidadas dentro de uma pulsação de uma seção rítmica convencional, permanece intacto na faixa título. Parte para a feérica "Rumples", onde o saxofonista e Rogers apresentam um complicado e bem concebido tema próximo à velocidade da luz. Taborn mantém o controle, não só contribuindo com corajosas linhas de baixo, mas com a disposição para apresentar os acordes nos registros mais baixos do instrumento. Smith é a âncora inamovível do grupo, firmemente ligado a Taborn, enquanto mantém seus ouvidos abertos para os outros companheiros da banda.

A ascendência de Potter como um dos mais importantes saxofonistas da sua geração deve ser resultado do seu trabalho com o trompetista Dave Douglas e com Dave Holland, especialmente a extraordinária química que ele partilha com o parceiro de longa data do baixista, o trombonista Robin Eubanks, mas, principalmente , ao seu próprio esforço.Ele é um dos poucos saxofonistas atuais , que pode apresentar longos solos, evitando repetições e excessos, e melhor adaptado para assumir o legado de Michael Brecker. Como o falecido saxofonista, Potter é versátil, diríamos até camaleônico, capaz de atuar em qualquer contexto e trazendo um intento que pode ser, às vezes poderosamente ameaçador ou sentimentalmente lírico, como ele é , respectivamente, na intensa "Small Wonder" e na terna "It Ain't Me Babe" de Bob Dylan.

A carreira de Taborn tem sido definida pela liberalidade e um conhecimento quase enciclopédico que, como Potter e Rogers, permite sua atuação independente do contexto. Solando com relativa parcimônia no suave arranjo da balada "Ladies of the Canyon" de Joni Mitchell, disponível como faixa bônus, mas não no CD, ele combina tranquilamente o uso do computador na episódicamente detalhada e com toques orientais "Facing East". Rogers demonstra igual versatilidade, apesar de seus próprios álbuns, incluindo “Apparitions (Criss Cross, 2005)” e “Time and the Infinite (Criss Cross, 2007)” , transitar mais através do moderno “mainstream”. Aqui ele demonstra sua completa versatilidade, movendo-se de uma entonação rascante e oblíquas pontuações sob o solo de Potter, na faixa título, para um solo forte na explosiva "Boots" e no lado mais doce em "Ladies of the Canyon".

Com um grupo versátil, um pouco de “Underground” não podia faltar. Ele expressa-se, ainda, com uma voz clara que incorpora os elementos da matemática do M-Base, do funk, da fusion e das referências folclóricas dentro de um enfoque que , baseado na trajetória de “Underground”, “Follow the Red Line” e , agora, “Ultrahang”, tem que continuar.

Faixas: Ultrahang; Facing East; Rumples; It Ain't Me Babe; Time's Arrow; Small Wonder; Boots; Interstellar Signals.

Músicos: Chris Potter (saxofone tenor, clarinete baixo);Adam Rogers(guitarra);Craig Taborn(fender Rhodes); Nate Smith(bateria).

Fonte: All About Jazz / John Kelman

ANIVERSARIANTES 22/11


Dave Carter (1969)- trompetista,
Gunther Schuller(1925) – líder de orquestra,
Horace Henderson(1904-1988) - pianista,
Jimmy Knepper(1927-2003)–trombonista(na foto),
Rogério Boccato (1967) -percussionista,
Ron McClure (1941) – baixista

sábado, 21 de novembro de 2009

CHUCK OWEN & THE SURGE – THE COMET´S TAIL (Summit)


Michael Brecker foi um poderoso e maravilhoso tenorista , que levou muitos a não pensar nele como compositor. Entretanto, com o lançamento de “The Comet’s Tail”, um álbum com oito composições de Brecker, veremos que ele foi quase tão inovativo em seu modo de compor como em sua maneira de tocar. O projeto teve sua gênese enquanto Brecker ainda vivia. Chuck Owen, professor de estudos de jazz da “University of South Florida” e o diretor artístico da “USF Center for Jazz Composition”, uniram-se a Dave Stamps, o diretor do centro. Eles organizaram uma competição internacional de arranjos em homenagem a Michael Brecker em 2006. Fred Stride venceu o concurso com o complexo e colorido arranjo para “Peep”. Outros arranjos foram solicitados a Vince Mendoza e Gil Goldstein para agregarem-se aos escritos por Stamps e Owen. Uma série de concertos e gravações foi planejada, quando ocorreu a morte de Brecker em janeiro de 2007, que mudou o espírito alegre que envolvia o projeto.

O “Chuck Owen’s Jazz Surge”, uma banda com 17 integrantes, que já apareceu em outros CDs, forma o núcleo dos músicos ouvidos em “The Comet’s Tail”. Há solistas convidados como o trompetista Randy Brecker, o guitarrista Mike Stern, Dave Liebman nos saxofones tenor e soprano, o tenorista Joe Lovano, o vibrafonista Mike Mainieri, o violinista Rob Thomas e os bateristas Danny Gottlieb e Adam Nussbaum fazem fortes apresentações (Gottlieb é um membro regular da orquestra) e há, também, solos apaixonados do tenorista Jack Wilkins, do guitarrista LaRue Nickelson, do pianista Per Danielsson e do trombonista Tom Brantley. Enquanto os solos são completamente envolventes, a performance da banda e o seu espírito sobressaem. A exuberante e jubilosa “Itsbynne Reel” é um dos muitos pontos altos do álbum. Desnecessário afirmar que Michael Brecker adoraria este CD.

Faixas: 1. Peep ; 2. Slings And Arrows; 3. Itsbyne Reel; 4. How Long 'Til the Sun;
5. Sumo; 6. The Mean Time; 7. Take a Walk; 8. Everything Happens When You're Gone

Músicos: LaRue Nickelson (guitarra); Tami Danielsson,Valerie Gillespie, Jack Wilkins
Rex Wertz, Matt Vance (saxofone); Chad Shoopman, Mike Iapichino, Jay Coble
Tom Parmerter (trompete); Keith Oshiro, Tom Brantley, Jerald Shynett, Jim Hall (trombone); Per Danielsson (piano); Mark Neuenschwander(baixo); Danny Gottlieb (bateria).

Fonte : JazzTimes / Scott Yanow

ANIVERSARIANTES 21/11


Alphonse Mouzon (1948) - baterista,
Charlie Johnson (1891-1959)- pianista,
Coleman Hawkins (1904-1969) – saxofonista(na foto),
Dr. John (1940) - pianista,
Geoffrey Keezer (1970) - pianista,
Peter Warren (1935) - baixista,
Rainer Bruninghaus (1949) - pianista,
Sal Salvador (1925-1999) - guitarrista

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

RODITI / IGNATZEK / RASSINFOSSE – BEYOND QUESTION (NAGEL HEYER)


Empatia e intuição são ingredientes abundantes neste trio do trompetista Claudio Roditi, do pianista Klaus Ignatzek e do baixista Jean-Louis Rassinfosse. Os toques em registro médio e dinâmicas suaves são dominantes, ainda que o discurso musical e aplicações variadas excluam o tédio. Roditi ocupa a maior parte do espaço sonoro com gracioso fraseado rítmico, entonação melodiosa e atinge o ponto certo das idéias. Ignatzek apresenta-se modesto, mas com melodiosas invenções com sua mão direita. A responsabilidade pela manutenção da batida recai sobre Rassinfosse, que tem uma pegada suave e apresenta solos líricos. O acompanhamento em “Piccolo Blues” cai no lugar certo.

Cada músico apresenta-se na plenitude dos espaços e fazem contribuições vigorosas e memoráveis. Uma instrumentação contida e um toque pouco atrativo não pode diminuir a emoção de “Early Hour”, ouvida na introdução do piano, no trompete surdinado e na atuação do baixo. A melancólica introspecção de “Early Hour” e “Hanksome”, que tem uma pegada bop com uma bela linha melódica, oferecem diferentes recompensas.

Faixas : 1. Pleasant Journey; 2. Early Hour ; 3. Hot Temper; 4. Sound Of The Sea;
5. Change Of Air; 6. Piccolo Blues; 7. Stay Within Sight; 8. Hanksome; 9. Hidden Secret ;10.Other Side Of The Coin ; 11. Love Dance

Fonte: DownBeat / Kirk Silsbee
Cotação : * * * * (Muito Bom)

ANIVERSARIANTES 20/11


Don Braden (1963) – saxofonista,
Jay Rosen (1961) - baterista,
June Christy (1925-1990) - vocalista(na foto),
Meredith Monk (1943) - vocalista

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Comentário sobre o CD Trio + 1 de Benjamin Taubkin

Parte do comentário de João Marcos Coelho para o Estadão.com.br.

Clássico, aliás, é o adjetivo que pode qualificar o excepcional CD Trio + 1 (selo Núcleo Contemporâneo), que está sendo lançado neste fim de semana com shows no Auditório Ibirapuera (hoje é o último deles, às 19 horas). É uma espécie de súmula de uma vida artística. No caso, a do pianista, compositor e arranjador Benjamin Taubkin. Ele alcança a plenitude da música improvisada ao lado de feras como Zeca Assumpção ao contrabaixo, o refinadíssimo Sérgio Reze na bateria/percussão e um convidado especialíssimo, o trompetista alagoano Joatan Nascimento. Todos têm muitos anos de estrada. Como a dupla Mehmari/Mirabassi, eles não carregam a angústia, mas sim a alegria e a espontaneidade de quem tem o que dizer ao fazer música improvisada. Ninguém precisa provar nada ou fazer pirotecnias vazias.

Gravado ao vivo, o CD traz apenas seis faixas, três delas assinadas por Taubkin (seu piano, aliás, tem a densidade e o toque emocional de um Keith Jarrett, sem, no entanto, limitar-se a uma clonagem); Reze, aleluia, tem a sutileza que raramente se vê em bateristas brasileiros; do Zeca, não há o que falar, ele é absoluto em seu instrumento. Mas o destaque fica com o trompete de Joatan. Nos quatro temas autorais (Joatan assina o delicioso Baianinho) respira-se a rítmica nordestina; o baião e o xaxado ora afluem à superfície, ora são contidos.

HARRY CONNICK JR. – YOUR SONGS (COLUMBIA/SONY MUSIC)


A última vez que ouvimos Harry Connick Jr., ele estava em plena ebulição com simultâneos lançamentos : “Oh My Nola” e “Chanson du Vieux Carré”. Na realidade, são homenagens à sua cidade natal, New Orleans , que sofreu duras perdas com o furacão Katrina. Assim, inicialmente, é desconcertante ouví-lo em uma dramática reviravota, transitando facilmente por 14 músicas prazeirosas que vão de Rodgers & Hammerstein a Bacharach & David. O principal objetivo de Connick foi enfocar a parte vocal.

Muito tem sido dito sobre sua grande vocação para perder o controle artístico pela colaboração com o renomado Clive Davis. Sim, as impressões digitais de Davis são evidentes, notadamente na orientação pop do repertório, transitando do jazz para uma música de fácil audição. Mas Connick mantém-se envolvido, escrevendo todos os arranjos e orquestrações, superando as objeções de Davis sobre certas canções, principalmente “Some Enchanted Evening”, facilmente a melhor faixa do disco e encorajar velhos companheiros e freqüentes colaboradores como Wynton e Branford Marsalis a solar em três faixas.

Connick inicia com “All the Way” e encerra com “Mona Lisa”, canções que estão entre as mais queridas e familiares de Frank Sinatra e Nat King Cole. Elas são adequados suportes para a sustentação do álbum, pois “Your Songs” é estilisticamente reminiscente dos discos clássicos que definiram o som de Sinatra e Cole no final dos anos 50 e início dos anos 60. Isto não deve ser o que o núcleo jazzista dos seus fãs esperam ou querem. Nem, como ele tem asseverado, é uma pegada que ele quer manter. Mas é uma astuta adaptação de algo planejado, construído por um arquiteto musical que nunca transita no campo das cópias fáceis, e provavelmente nunca o fará.

Faixas: 1. All The Way; 2. Just The Way You Are; 3. Can't Help Falling In Love With You; 4. And I Love Her; 5. (They Long To Be) Close To You; 6. Besame Mucho [Kiss Me Much]; 7. The Way You Look Tonight; 8. First Time Ever I Saw Your Face;9. Your Song ;10. Some Enchanted Evening; 11. And I Love You So; 12. Who Can I Turn To (When Nobody Needs Me);13. Smile;14. Mona Lisa

Músicos: Harry Connick Jr. (vocais, piano); George Doering (guitarra); Ned Goold, Bill Liston (saxofone alto); Ernie Watts, Jerry Weldon, Mike Karn (saxofone tenor); Greg Huckins (saxofone barítono); Joe Magnarelli, John Eckert, Warren Luening, Wayne Bergeron, Tony Kadleck, John Fumo, Roger Ingram (trompete);Jeff Bush, Andy Martin, Bill Reichenbach, Dion Tucker, Steve Holtman (trombone);Joe Barati( trombone baixo);Dan Higgins (bateria, percussão).

Data de Lançamento : 22 de Setembro de 2009

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 19/11


Bill Allred (1936) - trombonista,
Kenny Werner (1951) - pianista ,
Matt Dusk (1978) - vocalista,
Tommy Dorsey (1905-1956) -trombonista,líder de orquestra,
Tommy Stewart ( 1939) – trompetista, pianista,
Vincent Herring (1964) – saxofonista(na foto)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

JOE LOVANO ACIDENTA-SE NA EUROPA


Enquanto excursionava na Europa, o saxofonista Joe Lovano, (na foto), fraturou os braços em acidentes separados.

Um representante da produção de Joe na “International Music Network” confirmou os acidentes. Parece que Joe caiu após sua performance em Lausanne no dia 30 de Outubro. Como resultado da queda, ele sofreu três pequenas fraturas na parte superior do seu braço esquerdo. Experiente, Joe decidiu continuar a temporada com seu braço em uma tipóia.

Desafortunadamente, enquanto caminhava em Barcelona na manhã do segundo dia da sua estadia, ele tropeçou e caiu. Na tentativa de evitar maior dano ao seu braço fraturado, ele tentou evitar a queda com seu braço direito, fraturando-o também. Nesta altura, o restante da sua excursão com seu noneto, pela Europa, foi cancelada.

A boa notícia é que sua esposa, Judi Silvano, uniu-se a ele na Espanha, onde a decisão foi a de ser feita uma intervenção cirúrgica. Sua produção confirma que ele já está nos Estados Unidos, recuperando-se e fazendo fisioterapia. Eles dizem que dentro de 4 a 5 semanas ele voltará a atuar normalmente.

Desejamos a Joe Lovano votos de rápida recuperação. Fãs e colegas podem enviar suas mensagens para ele através do seguinte endereço eletrônico: info@imnworld.com

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 18/11


Bennie Wallace(1946) – saxofonista,
Cindy Blackman (1959)- baterista,
Claude Williamson (1926) - pianista,
Don Cherry (1936-1995)-trompetista,cornetista,pianista,percussionista,
Johnny Mercer (1909-1976) - compositor,vocalista(na foto),
Sheila Jordan (1928)- vocalista

terça-feira, 17 de novembro de 2009

VILLA-LOBOS : 50 ANOS DE AUSÊNCIA FÍSICA


Há 50 anos, aos 72 anos, partia Villa-Lobos, (na foto), em seu Trenzinho Caipira para a imortalidade. Nascido em 05 de março de 1887 no Rio de Janeiro, aprendeu violoncelo em uma viola improvisada por seu pai, Raul Villa-Lobos, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, Sua mãe, Noêmia Monteiro Villa-Lobos, o queria médico.

Em 1912 ficou órfão. Apresentava-se em cafés, teatros e bailes tocando violoncelo.Frequentava a Lapa, bairro boêmio do Rio, onde fez amizade com Donga, João Pernambuco,Ernesto Nazareth, dentre outros expoentes da música popular brasileira. Em contato com os “chorões”, tomou gosto pelo violão. No período de 1905 a 1912 empreendeu suas famosas viagens pelo Brasil travando conhecimento com nossa riqueza musical. Conta-se que ele, literalmente, sumiu por uns três anos, levando sua mãe a providenciar uma missa, imaginando que havia morrido.

Em 1915 realizou seu primeiro concerto com suas composições e, em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, com três espetáculos. Em 1923 viajou para Paris, onde voltaria em 1927, financiado por amigos e pelos irmãos Guinle.

A importância da obra de Villa-Lobos para nossa música é incontestável, como comprovam até hoje as polêmicas sobre ela. Para uns, ele é o criador de uma música essencialmente brasileira, para outros é o símbolo do atraso e do conservadorismo.

O maestro e compositor Gil Jardim, autor de “O Estilo Antropofágico de Villa-Lobos”, crê que já é o momento da obra de Villa-Lobos falar por si mesma. “Temos depurado nossa percepção de seu legado e a obra vem conquistando crescente autonomia pelo seu valor intrínseco”. Já a compositora Jocy de Oliveira utiliza o poeta Ezra Pound para classificar Villa-Lobos. ” Ezra Pound disse que um escritor se divide em três categorias: aquele que inventa e, portanto, muda história; aquele que é um mestre e consegue captar com maestria as idéias dos outros e aquele que copia. Parece que Villa-Lobos foi tudo isso.Ele extrapola rubricas”

A dicotomia nacionalistas versus vanguardistas dificultou a revisão da imagem de Villa-Lobos. Parece que 50 anos depois a imagem ideológica associada a ele está se dissipando, ressurgindo com vigor a essência da sua obra, possibilitando uma melhor compreensão. Isto pode contribuir e muito com a formação de novas bases para a orquestração e estruturação formal das composições.

Parece que o Trenzinho Caipira que o levou já está bem distante, mas há sempre a possibilidade de o encontrarmos na próxima estação.

ANIVERSARIANTES 17/11


Ben Allison (1966) – baixista,
David Amram(1930) - frenchornista,
George Masso (1926) - trombonista,
Rodolfo Stroeter(1958)–baixista(na foto),
Roswell Rudd (1935) – trombonista,
Tab Benoit (1967) - guitarrista

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

DAVE BRUBECK CELEBRARÁ 50º ANIVERSÁRIO DE “TIME OUT”


Há cinquenta anos Dave Brubeck lançou o disco “Time Out” pela Columbia Records. Agora ele celebrará este marco com três performances no “The Blue Note” em Nova York de 27 a 30 de Novembro. Atuando com Brubeck estarão seus antigos companheiros Bobby Militello no saxofone,clarinete e flauta; Michael Moore no baixo e Randy Jones na bateria.

Brubeck tinha obtido algum sucesso comercial com o álbum “Jazz at Oberlin”, mas a reação do público com “Time Out” foi além das expectativas dos músicos e do selo. “Time Out” foi gravado em 1959 com, talvez, o seu mais famoso grupo composto por Paul Desmond no sax, Eugene Wright no baixo e Joe Morello na bateria. Quase imediatamente após o lançamento o álbum veio a ser um sucesso, coisa rara para uma gravação de jazz. O sucesso foi impulsionado por duas músicas: “Take Five” de Desmond, que é bem intricada, e veio a ser uma das composições mais tocadas no repertório jazzístico e “Blue Rondo ala Turk” de Brubeck, baseada, em parte, em uma melodia folclórica turca , e veio a ser um “standard”. Estas canções apareceram nas máquinas que tinham músicas gravadas acionadas por moedas, instaladas em bares, ao longo dos Estados Unidos. No dias atuais, “Take Five” é, praticamente, a única canção do estilo “straight-ahead jazz”, que é executada nas estações de rádio “ Smooth Jazz”. A banda, realmente, encerrou suas atividades em 1967. O grupo excursionou pelo mundo, e Brubeck veio a ser conhecido como embaixador do jazz. Não importava onde ele se apresentava , se em um campus universitário ou em uma embaixada no Oriente Médio, as platéias pediam para ouvir “Time Out”.

Em reconhecimento à passagem de meio século deste lançamento, a “Sony/Legacy” divulgará uma edição especial com três discos de “Time Out” com a sua edição original completa, que foi remasterizada pela primeira vez em 1997, um CD de oito performances ao vivo, nunca lançadas, gravadas no “Newport Jazz Festival” nos anos de 1961,1963 e 1964, e um DVD com um documentário de 30 minutos sobre a gravação de “Time Out”, com uma entrevista exclusiva de Brubeck, várias performances antigas e muito mais.

Uma semana depois, em 06 de Dezembro, em seu 89º aniversário, Brubeck será homenageado no “Kennedy Center” como parte da sua prestigiosa Noite de Gala.

Fonte: JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 16/11


Bené Nunes (1920-1997) – pianista,
Diana Krall (1964) – vocalista,pianista (na foto),
Charles Mitchell “Dolo” Coker (1927-1983)- pianista ,
Eddie Condon (1905-1973) - guitarrista , banjoista,
Nick Travis ( 1925-1964) - trompetista,
W.C. Handy (1873-1958) - pianista

domingo, 15 de novembro de 2009

J. D. ALLEN TRIO - SHINE (Sunnyside Records [2009])


È impossível ser um impostor na jogada em que o J.D. Allen's Trio está participando. A gama de suas composições ainda podem fazer sucesso ou ser tristemente esquecidas.

Afortunadamente, ele lançou um segundo disco no formato de trio.

“Shine” segue a parceria estabelecida em “I AM I AM (Sunnyside, 2008)”. Allen compõe e seu trio atua em curtas performances de três, quatro e cinco minutos.

Seu conceito é atuar pesada e rapidamente com uma ferocidade que pode ser encontrada em algum lugar próxima da interseção entre John Coltrane e Sonny Rollins, mas igualmente tributário de Dewey Redman e Pharoah Sanders. O baixista Gregg August e o baterista Rudy Royston estão na retaguarda desta gravação, demonstrando inequivocamente a competência da gravação anterior. Royston, um poderoso baterista nos moldes de Elvin Jones, é seguro no diálogo com Allen. Ele abre o disco com um trovejante solo antes do registro alto do tenor de Allen surgir no que poderia ser, ao se ouvir depois, um solo de Coltrane, talvez, uns 50 minutos de um grande trabalho de composição. Allen e grupo partilham o filé em meros dois minutos e meio.

Esta brevidade em solos leva-os ao topo. Ainda, as compactas apresentações nunca são incompletas ou abreviadas. Mesmo a faixa curta, uma suave balada tocada tristemente, completa seu sentido sem se alongar. A composição de Allen , "East Boogie (Kolby's Theme)", é uma variação de "Ramblin" de Ornette Coleman e a blueseira "Angel" apresenta uma concisa pegada ao redor do trabalho esperto do baixo de August. A invocação de "Se'lah" poderia ter sido parte de “A Love Supreme (Impulse!, 1964)” de John Coltrane para o século XXI, seguindo belamente o fim da faixa, uma determinação de um estado de amor.

Um sério concorrente para o álbum do ano, mais uma vez.

Faixas: Esre!; Sonhouse; Conjuration Of Angels; Marco Polo; Shine!; The Laughing Bell; East Boogie (Kolby's Theme); Ephraim; Angel; Teo (Ted's Theme); Se'Lah; Variation.

Músicos: J.D. Allen: saxofone tenor; Gregg August: baixo; Rudy Royston: bateria.

Fonte : All About Jazz / Mark Corroto

ANIVERSARIANTES 15/11


Celso Fonseca(1956) – guitarrista,vocalista,
Gus Johnson (1913-2000) - baterista,
Jerome Richardson (1920-2000) - saxofonista, flautista,
Kevin Eubanks (1957)- guitarrista (na foto),
Neil Swainson (1955) - baixista

sábado, 14 de novembro de 2009

DVD – KEITH JARRETT/GARY PEACOCK/JACK DeJOHNETTE: STANDARDS I/II


Este DVD duplo captura o agora estimado “Standards Trio”, lançado pela ECM, no início difícil da sua trajetória no estrelato do mundo do jazz. Em dois concertos, um em Fevereiro de 1985 e outro em Outubro de 1986, nós ouvimos 22 canções. Para fãs é fascinante visualizar a exibição do trio em seus trabalhos iniciais. O trabalho do câmera providencia “close-ups” e cortes, bem como ocasionais visões do grupo.Os destaques envolvem tomadas de um agitado e rotativo Jarrett em “You Don´t Know What Love Is” , seu semblante sorridente ao longo do palco durante o solo feérico de Johnette na “funkeada” “God Bless The Child” e a energética e calorosa apresentação de Peacock em seu terno solo em “Late Lament” de Paul Desmond.

Faixas:

DVD 1
I Wish I knew; If I Should Lose You; Late Lament; Rider; It’s Easy To Remember;
So Tender; Prism; Stella By Starlight; God Bless The Child; Delaunay’s Dilemma

DVD 2
You Don’t Know What Love Is; With A Song In My Heart; When You Wish Upon a Star; All Of You; Blame It On My Youth; Love Letters; Georgia On My Mind; You And The Night And The Music; When I Fall In Love; On Green Dolphin Street; Woody’n You; Young And Foolish

Fonte : Downbeat / John Ephland
Cotação : **** (Muito Bom)

ANIVERSARIANTES 14/11


Almir Sater (1956) – violonista, violeiro vocalista,
Art Hodes (1904-1993) - pianista,
Billy Bauer (1915-2005) - guitarrista,
Clancy Hayes (1908-1972) - banjoísta,vocalista,
Dick Farney (1921-1987) – pianista, vocalista(na foto),
Ellis Marsalis (1934) - pianista,
George Cables (1944)- pianista,
Kim Nalley (1971) – vocalista

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ANIVERSARIANTES 13/11


Ari Hoenig (1973) - baterista,
Bennie Moten (1894-1935) - pianista,
Blue Lu Barker (1913-1998) - vocalista,
Hampton Hawes (1928-1977) - pianista,
Idris Muhammad (1939) – baterista(na foto),
Janet Lawson (1940) - vocalista

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ANIVERSARIANTES 12/11


Buck Clayton (1911-1991) – trompetista,
Charlie Mariano (1923-2009) – saxofonista(na foto),
Cida Moreira (1951) – pianista,vocalista,
Eddie Benitez (1962) - guitarrista,
Jo Stafford (1920-2008) - vocalista,
Sam Jones (1924-1981) - baixista ,violoncelista,
Warren Bernhardt (1938) - pianista

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

JOHN ABERCROMBIE QUARTET – WAIT TILL YOU SEE HER (ECM Records)


O guitarrista Johnny Smith sempre tem um momento reservado para a música “Wait Till You See Her” de Rodgers & Hart em suas apresentações . Smith desfruta-a em um solo fantasticamente arranjado com o uso de arpejos , um movimento da linha do baixo e uma dramática mudança no tempo. Ouvindo a faixa título do novo CD de John Abercrombie, é clara, também, a apropriação da melodia, entretanto a interpretação do seu quarteto é eficiente e tranquila com insinuante profundeza de sentimentos.

Esta não é uma má descrição para a sessão completa, salvo pelo arco rapsódico do violinista Mark Feldman e , às vezes, a interação sinérgica gerada por Abercrombie, Feldman, pelo baixista Thomas Morgan e pelo baterista Joey Baron. À parte o tema de Rodgers & Hart, todas as canções foram compostas por Abercrombie e são distinguidas pelos seus toques espertos, que vão da languidez, como no blues “Sad Song”, bem acentuados pelos movimentos das escovinhas por parte de Baron, à coda “Chic of Araby” ricamente aplicada no álbum.

Se Feldman é responsável por, ocasionalmente, fazer a banda soar maior do que é, em suas paradas dobradas há a sugestão, breve, da presença de palhetas ou de um acordeón, ele também serve como forte impulsionador de Abercrombie, especialmente em “Line-Up”, que é um lembrete de que não é necessário apresentar extensos cortes nos acordes para criar um movimento ao estilo funk. No final, enquanto as oito performances providenciam plenitude de espaços para os solos, nada é mais recompensador para o ouvinte do que a completa integração, especialmente de Baron, no trabalho do grupo.

Faixas : 1. Sad Song; 2. Line-Up;3. Wait till You See Her; 4. Trio; 5. I've Overlooked Before; 6. Anniversary Waltz; 7. Out of Towner ; 8. Chic of Araby

Músicos: John Abercrombie (guitarra);Mark Feldman (violino);Thomas Morgan( baixo);Joey Baron (bateria).

Lançamento : 08 de Setembro de 2009

Fonte : JazzTimes / Mike Joyce

ANIVERSARIANTES 11/11


Ernestine Anderson (1928) – vocalista(na foto),
Hoagy Carmichael (1899-1981) – pianista,compositor,
James Morrison (1962)-trompetista,flugelhornista,trombonista,
Mario Pavone ( 1940) - baixista,
Marvin “Hannibal” Peterson (1948)- trompetista,
Mose Allison (1927) - pianista

terça-feira, 10 de novembro de 2009

ANIVERSARIANTES 10/11


Andrew Cyrille (1939) - baterista,
Billy May (1916-2004) - trompetista,
Houston Person (1934) – saxofonista (na foto),
Hubert Laws (1939) - flautista,
Mark Turner (1965) - saxofonista,
Paul Bley (1932) – pianista,
Zé Luiz Mazziotti (1948) - vocalista

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MIKE BARONE BIG BAND – FLIGHT OF THE BUMBLEBEE (Rhubarb Recordings [2009])


Por um quarto de século, Mike Barone fez arranjos para a “Tonight Show Band”, que se apresentava no programa de Doc Severinsen na NBC-TV , mas estes quase nunca eram ouvidos, exceto pelos frequentadores do estúdio. Alguns excertos, entretanto, eram audíveis nas introduções ou encerramento dos comerciais. Desde a dissolução da banda há mais de quinze anos, Barone tem gravado muitas destas músicas com sua banda baseada em Los Angeles e “ Flight of the Bumblebee” é apenas o último desta série de CDs gravados para o seu próprio selo, “Rhubarb Recordings”, captando ao vivo uma performance ocorrida em abril próximo passado.

Na faixa título, Barone dá a um clássico de Rimsky-Korsakov um toque espanhol , enquanto homenageia antigos sucessos : uma versão do “swing” dos anos 1940 de Harry James e Freddy Martin, com a atuação no piano “boogie-woogie” de Jack Fina; uma adaptação de Billy May, dos anos 1960, para o tema da série da TV ABC, “ The Green Hornet”, pontificando a destreza do trompetista Al Hirt. O pianista Andy Langham herda a pegada dos solos de Fina, exceto o toque “boogie-woogie”.

Neal Hefti serve como inspiração para "Easy Does It", originalmente entitulado "Lightly" e "Slow Walkin'" com uma suave pegada a la Basie. O veterano trompetista de Los Angeles, Bob Summers, tem a honra do solo em "Li'l Darlin'", como uma citação em "Easy Does It", enquanto o altoísta Tom Luer atua em "Girl Talk",mas que na realidade tem um especial sabor como "Slow Walkin.'"

"Lobbers No More" é embasado nos arranjos para "Just Friends", cujas alterações harmônicas são utilizadas por Bill Holman e Rob McConnell, e mais uma vez os solos são partilhados entre Langham, Summers e Luer. Fluidez nas mudanças rítmicas caracterizam "Exceptionally Moist" e na quase centenária "Put Your Arms around Me, Honey". "Limes Away" tem o estilo de Holman, com base no acorde chave de outro antigo sucesso, "Limehouse Blues", enquanto "Sprung Time" apresenta o sax barítono de Brian Williams na linha de frente. O encerramento do álbum, "Avalon", apresenta um duelo de entre os saxes tenor de Kevin Garren e Vince Trombetta e o baterista Bob Leatherbarrow. Então, há o ataque completo da orquestra.

Faixas: Flight of the Bumblebee; Easy Does It; Exceptionally Moist; Trottin'; The Other Half; Lobbers No More; Put Your Arms around Me, Honey; Limes Away; Slow Walkin'; Minus Five; Sprung Time; Avalon.

Músicos: Mike Barone: líder, compositor, arranjador, trombone; Tony Bonsera: trompete; Pete DeSiena: trompete; Adolfo Acosta: trompete; Mark Lewis: trompete; Bob Summers: trompete: Charlie Loper, trombone; Dick Hamilton: trombone; Dave Ryan: trombone; George Thatcher: trombone baixo; Tom Luer: sax alto, palhetas; Keith Bishop: sax alto, palhetas; Kevin Garren: sax tenor, palhetas; Vince Trombetta: sax tenor, palhetas; Brian Williams: sax barítono, palhetas; Andy Langham: piano; David Tranchina: baixo; Bob Leatherbarrow: bateria.

Fonte : All About Jazz / Robert J. Robbins

ANIVERSARIANTES 09/11


Jesse Davis (1965) – saxofonista (na foto),
John Wojciechowski (1973) - saxofonista,
Mezz Mezzrow (1899-1972) - clarinetista , saxofonista,
Muggsy Spanier (1906-1967) - cornetista,
Oscar Utterstrom (1980) - trombonista,
Pete Brown (1906-1963) - saxofonista

domingo, 8 de novembro de 2009

TOM HARELL – PRANA DANCE (HIGHNOTE [2009] )


Um maravilhoso disco e com nome adequado.Tom Harrell mergulha na força vital, por certo, usando o movimento da música, a dança, como seu veículo. E enquanto o veterano trompetista e flugelhornista segue vividamente as batidas de estruturas complicadas, mistérios desconexos, até o saltitante “boogaloo”, apresenta um toque sutil e contornos suaves para a música, envolvendo todas as complexidades rítmicas e demonstrando um sentimento de quietude.

O segundo excelente disco de Harrell para a HighNote, “Prana Dance” , sinaliza um novo ponto alto em sua carreira após um período em que a precisão técnica, ocasionalmente, toma assento por trás do seu fabuloso ouvido harmônico e linhas líricas. Agora todas as peças estão postas no lugar, com contínua entonação calorosa, com firmes pontos de ataque, solos logicamente arquitetados, composições sutis e um senso dançante com a seção rítmica integrando completamente o projeto.

“Marching” inicia o álbum com uma urgência tranqüila, com Harrell construindo seu solo a partir de um simples motivo, que gradualmente cresce até alcançar o clímax. Na sóbria “Sequenza’ ele movimenta-se rapidamente em doces intervenções no flugelhorn, traçando frases paralelas através de mudanças e pontuando suaves pensamentos com pausas em staccato. Ele move-se e muda rapidamente com a suave “Maharaja” e ,em “The Call”, ele movimenta-se com agilidade entre a batida do baixo de Ugonna Okegwo e a batida dupla de Jonathan Blake na bateria. Harrell está energético no trompete, soturno em “Ride” e mergulha no encerramento do disco, “In The Infinite”, em um “boogaloo”.

O jovem tecladista Danny Grissett também aparece como solista, aparecendo em brilhante medida, apresentando uma batida regular, apresentando “riffs” sorrateiros em “Prana” e em uma dançante “The Call”, ambas no Fender Rhodes. O saxofonista Wayne Escoffery é mais comum, ocasionalmente dando suas contribuições, que entretanto servem para construir as músicas mais do que meras pontuações. Este enfoque perfeito deixa Harrell confortável em composições aparentemente simples, que como “Evidence” de Thelonius Monk, deixa buracos, particularmente na deliberadamente intrigante e tartamudeante “The Sea Serpent”.

Música que opera neste nível de integração estrutural, emocional e psíquica é rara. Eu não sei se Harrell faz meditação, mas se ele está fazendo, ele deveria continuar.

Faixas : 1. Marching; 2. Prana ; 3. Sequenza ; 4. Maharaja; 5. The Call; 6. Ride;
7. The Sea Serpent; 8. In The Infinite

Músicos : Tom Harrell (trompete, flugelhorn); Wayne Escoffery (saxofones soprano e tenor) ; Danny Grissett (piano, Fender Rhodes piano); Ugonna Okegwo (baixo); Johnathan Blake (bateria).

Fonte : Downbeat / Paul de Barros
Cotação : * * * * ½ (Muito Bom)

ANIVERSARIANTES 08/11


Bertha Hope (1936) - pianista ,
Chris Connor (1927) - vocalista,
Don Byron (1958) - clarinetista,
John O'Gallagher (1964) - saxofonista,
Kelly Rossum(1970) – trompetista,
Michael Webster (1976) - saxofonista,
Russell Malone (1963) – guitarrista (na foto)

sábado, 7 de novembro de 2009

TROMPETISTA RANDY SANDKE TOCA PARA CRIANÇAS


O novo disco do trompetista Randy Sandke (na foto), “Jazz For Juniors (Arbors)”, apresenta canções e recursos multimídia dirigidos para pais e crianças.

O conceito do disco centra-se em torno de um grupo de animais, cujo relacionamento com o jazz inclui temas compostos para eles. Inclui-se neste campo "Tiger, Tiger" de Sandke, "The Hip Hippo" do trombonista Wycliffe Gordon e "A Penguin Who Plays It Cool" do pianista Ted Rosenthal.

Quando o disco for reproduzido em um computador pessoal, um show de ilustrações acompanhará a música.

Fonte: Downbeat

ANIVERSARIANTES 07/11


Al Hirt (1922-1999) - trompetista,
Alvin Batiste (1932-2007) - clarinetista,
Ari Barroso(1903-1964) – pianista,compositor (na foto),
Brian Mulholland ( 1978) - baixista,
David S. Ware (1949) - saxofonista,
Howard Rumsey (1917) - baixista,
Joe Bushkin (1916-2004) - pianista,
Kitty Margolis (1955) – vocalista,
Rachel Lauren (1986) - vocalista,
René Marie (1955) - vocalista ,
Taylor Haskins (1971) trompetista,
Willie Myette (1972) - pianista

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

THE MANHATTAN TRANSFER – THE CHICK COREA SONGBOOK (Four Quarters Entertainment [2009])


Significante é como o “Manhattan Transfer” tem atuado por quase quarenta anos , marcados pela expansão e constante desenvolvimento artístico. “The Four Freshmen” e “The Hi-Los” podem estatisticamente reivindicar maior longevidade, mas o “Manhattan Transfer” terá o crédito do grupo vocal mais duradouramente criativo da história do jazz. A clara distinção e a principal razão da sustentabilidade do grupo é que ele não é simplesmente construído sobre a tradição do “Freshmen” e do “Hi-Los”. “The Transfer” transpõe estas fronteiras, claramente apropriando-se do suíngue das “big-bands” e do brilho bop de Lambert, Hendricks & Ross ,da pegada do “East Coast” e da complexidade de Mel-Tones da “West Coast”.

Ao longo de 23 álbuns, (24 se contar a edição única, lançada em 1969 de “Jukin’”), o baixo Tim Hauser, a contralto Janis Siegel, o tenor Alan Paul e a soprano Cheryl Bentyne, que substituiu Laurel Massé em 1976, tomaram contínuos desvios , raramente fazendo a curva errada.

Ao longo do caminho, eles têm apresentado suas qualidades, incluindo o seguro e vibrante “Pastiche” , com Massé, e o esperto “Swing”. Mas ninguém, salvo o tributo ao legendário Hendricks, “ Vocalese”, obteve a engenhosidade do “The Chick Corea Songbook”. Nas notas do disco, Siegel corretamente o descreve como uma “ mágica e transformadora odisseia”. É menos um álbum, do que uma série de jornadas emotivas, infalivelmente respeitosa com sua fonte de inspiração , enquanto a retrabalha , levando-a para inovadoras direções.

“Songbook” inicia e encerra com uma nova composição transcontinental de Corea , “Free Samba”, talvez mesmo transplanetária , um exercício em crescente liberdade dentro de uma esperta variedade de aventuras. Há uma inocente passagem do nascimento à infância esculpida por Siegel e Bentyne sobre “Children’s Song 1”, arranjada por Fred Hersch, cuja suavidade sonora das quatro vozes lidera a alegre jornada. Há a cintilante mistura de sons como se fossem trenzinhos em um parque, dirigido por Paul, que segue através de “Pixiland Rag”. Há a “The Story of Anna & Armando” de Siegel , baseada em “Armando’s Rhumba”, exposta em ondas pelos metais como prova da profunda paixão de Corea pelos seus pais.

Hauser atua com o letrista Van Dyke Parks , o notório e largamente incompreendido excêntrico, que trabalhou duro com Brian Wilson no desafortunado “Smile”, e nas gemas “One Step Closer” e “Another Roadside Attraction” , que são, na realidade, antíteses. A primeira, embasada em “The One Step”, é uma excursão suavemente suingante através do mundo, que realmente cruza o Rubicão em busca da pureza, restando amor; a outra é hipnótica, um canto impulsionado pela construção de uma viagem interior sobre “Space Circus” para criar um clima carnavalesco. Os fãs de Corea aceitarão a letra de Neville Potter para “500 Miles High” e “Times Lie”. Eles certamente apreciarão o livre flutuar expansivo do arranjo de Michele Weir na primeira música, brilhantemente acentuado pelo percussionista convidado Alex Acuña, e o multifacetado e belo arranjo de Hersch para a segunda. Com familiaridade alcança o máximo conforto e inspiração em que languidamente desdobra-se como um majestoso rio através de “Spain” de Corea e Al Jarreau, impulsionada pelas incertezas dos devaneios dos desejos e pontuada pela sugestão do passar de mãos em uma madeira rígida

Hauser e Paul comentaram que este projeto foi forjado desde os anos 1970. Teria um jovem, menos amadurecido “Manhattan Transfer”, manipulado este material com o mesmo cuidado, precisão e imaginação? Certamente não. Foram necessárias quatro décadas para o quarteto alcançar o necessário nível de segurança e tranquila maturidade. Em outra palavras , parafraseando Gloria Steinem, isto soa como 40 .

Faixas : 1. Free Samba/Spain (I Can Recall) ; 2. Prelude; 3. Spain (I Can Recall);
4. One Step Closer (the One Step); 5. Children's Song #15; 6. 500 Miles High;
7. Another Roadside Attraction (Space Circus); 8. Time's Lie ; 9. La Chanson Du Bebe (Children's Song #1); 10. Ragtime In Pixiland (Pixiland Rag); 11. Story of Anna & Armando, The (Armando's Rhumba); 12. Free Samba [Extended Version]

Músicos : Tim Hauser: vocais; Janis Siegel: vocais; Alan Paul: vocais; Cheryl Bentyne: vocais; Chick Corea: Yamaha Motif XS8; Yaron Gershovsky: Fender Rhodes, programação; Gary Wicks: baixo elétrico; Steve Hass: bateria; Alex Acuna: percussão; Fred Hersch: piano; John Hebert: baixo acústico; Billy Drummond: bateria; John Benitez: baixo elétrico; Vince Cherico: bateria; Mike Pinella: trompete; Robert Rodriguez: trompete; Conrad Herwig: trombone; Ronnie Cuber: sax barítono; Luisito Quintero: percussão,congas, timbaus ; Bais Haus: sintetizador, programação de bateria; Christian McBride: baixo acústico; Joe Passaro: marimba; Lou Marni: flauta, flauta alto; Ramon Stagnero: violão

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 06/11


Arturo Sandoval (1949) - trompetista , flugelhornista (na foto),
David Prez (1979) - saxofonista,
Dick Cathcart (1924-1993) - trompetista,
Fabien Degryse (1960) - guitarrista,
Francy Boland (1929-2005) - pianista líder de orquestra,
Gordon Brisker (1937) - saxofonista,
Ray Conniff (1916-2002) – trombonista,líder de orquestra

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ANIVERSARIANTES 05/11


Diego Urcola (1965) – trompetista (na foto),
Duda Neves(1953)- baterista,
Harrison Goldberg (1945) - saxofonista,
Jack McVea (1914-2000) - clarinetista , saxofonista,
Jan Garber (1897-1977) - violinista ,líder de orquestra,
Joe Sorbara (1977) - baterista,
Johnny Windhurst (1926) – trompetista,
Raul Piñeda (1971) – baterista,
Tião Neto(1931-2001) - baixista

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Noite de autografos: Paulinho Lima lanca CD Love Moderno

Olá, amigos,

Convidamos vocês para o lançamento do CD “Love Moderno”, de Paulinho Lima, nesta quinta-feira, 5 de novembro, às 18h, na midialouca Rio Vermelho (Salvador, Bahia).

Paulinho Lima é baiano radicado no Rio, já estava presente na cena baiana no final dos anos 60, e após isso, indo para o Rio, produz os shows "Deixa Sangrar" e "Gal a Todo Vapor", com Gal Costa, e shows iniciais de Luiz Melodia, Jorge Mautner, Jards Macalé e Novos Baianos.

Neste período produz o disco "Samba da Bahia", gravado em Salvador com Batatinha, Panela e Riachão, no Teatro Vila Velha, um dos primeiros LPs feitos fora do eixo Rio/Sao Paulo; colabora como assistente de Glauber Rocha no filme "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro", e com Roberto Santana divide a produção do lendário show de despedida de Caetano Veloso e Gilberto Gil a caminho do exílio em Londres (registrado em disco sob o nome “Barra 69”).

No Teatro Ipanema estabelece uma programação que lança nomes como Beto Guedes, Marina, Joanna, Ângela Rorô, Emilio Santiago, Zizi Possi.

Com Nico Rezende faz, "Perigo" (grande sucesso nos anos 80 na voz de Zizi Possi), "Transas" (sucesso na voz de Ritchie), e outros mega-hits como "Esquece e Vem" e "Amor Explicito" e muitas outras canções em parceria com Guilherme Vergueiro, Fred Maciel, Guilherme Arantes, Dalto, Léo Jaime, Leoni, Artur Maia, Sylvia Patrícia, Marco Sabino, Antonio Cícero, João Donato, interpretadas também por Simone, Ney Matogrosso, Alcione, Fabio Jr, Jussara Silveira, Leila Pinheiro, Miltinho, Emilio Santiago, e muitos outros.

Agora Paulinho Lima lança seu primeiro CD como intérprete, que traz grandes participações especiais de músicos como Charles da Costa, Zeca do Trombone, Alessandro Kramer, Gabriel Grossi, Carlinhos 7 Cordas, Robertinho Silva e Ava Rocha. E na midialouca do Rio Vermelho, ele vai estar autografando e encontrando com os velhos amigos da Bahia. Você também está convidado!

Somos a midialouca, espaço cultural e loja de CDs, DVDs e livros.

Quando: 5 de novembro, às 18h. Onde: Fonte do Boi, 81 - Rio Vermelho - Salvador - Bahia.
Tel: (071) 3334-2077, cel: (071) 8761-2077
ABERTA TODOS OS DIAS (INCLUSIVE DOMINGOS E FERIADOS) de 8:00 da manhã ATÉ A MEIA-NOITE.


E agora também midialouca. com sua nova filial, Rua das Laranjeiras, 28 - Pelourinho - Salvador - Bahia, ABERTA TODOS OS DIAS (INCLUSIVE DOMINGOS E FERIADOS) de 9:00 da manhã ATÉ AS 22:00. tel: (071) 3321-1596, cel: (071) 8762-2077

Fonte: Midialouca

ANIVERSARIANTES 04/11


Carlos "Patato" Valdes (1926-2007) - percussionista,
Dave Carpenter (1959-2009) - baixista,
Eddie Gomez (1944) - baixista,
Elizabeth Dotson-Westphalen (1978) – trombonista, vocalista,
Jeff Lorber (1952) - tecladista,
Jeremy Pelt (1976) – trompetista (na foto),
Joe Sullivan (1906-1971) - pianista,
Larry Bunker (1928-2005)- percussionista, vibrafonista,baterista,
Ralph Sutton (1922-2001)- pianista,
Willem Breuker (1944) - clarinetista , saxofonista