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domingo, 31 de janeiro de 2010

JOE LOCKE / DAVID HAZELTINE - MUTUAL ADMIRATION SOCIETY 2


No último ano do século XX, a Sharp Nine Records lançou “Mutual Admiration Society”, uma performance de um quarteto co-liderado pelo vibrafonista Joe Locke e pelo pianista David Hazeltine, que incluía o baixista Essiet Essiet e o baterista Billy Drummond. Uma idéia esperta do controlador da Sharp Nine, Marc Edelman, que percebeu que a colaboração destes dois amigos de longo tempo foi baseada no desejo de explorar o vigor de cada um. Hazeltine tinha uma forte interação com a pegada do blues, que é o lado forte do toque de Locke, bem como as experiências com as composições harmonicamente audazes do vibrafonista. Locke considerou benvinda a oportunidade de interpretar os arranjos de Hazeltine e praticar o suingante estilo individual do pianista. Alguns dos pontos altos do disco incluiu uma deliberadamente tranquila, uma versão sonhadora do sucesso pop dos anos 60, "I Say a Little Prayer", a composição de Hazeltine "Can We Talk?" , que transitou entre o funk e o suíngue tradicional e a intrigante rearmonização de Locke para o standard "Spring Will Be a Little Late This Year".

Locke e Hazeltine tocaram durante seis noites no Sweet Basil em New York City para divulgação do disco e então partiram para caminhos distintos. No início de 2009, Edelman trouxe o quarteto de volta ao estúdio e mais uma vez os co-líderes contribuem com a maior parte do material. Os acordes que circundam por baixo da melodia da composição de Locke, "Pharoah Joy", assemelha-se a uma versão mais rápida de "The Creator Has A Master Plan" de Pharoah Sanders. Dedicada ao falecido baterista Tony Reedus, a música de autoria de Hazeltine, "One For Reedy Ree", proporciona uma pulsante e repetitiva introdução seguida por uma melodia angular com poucos desvios e mudanças. Embasado em "Everything I Love" de Cole Porter, a composição de Locke,"What's Not To Love?", inicia com uma figura frequente, vocalizadas nos mais baixos registros do vibrafone e do piano, que reaparecem no meio desta brilhante e otimista música. Empregando ritmo latino e recursos do swing tradicional, "Blues For Buddy" de Hazeltine tem andamento veloz, que deixa sem fôlego um punhado de melodias dentro de vinte e quatro compassos.

É duro imaginar um baixista e um baterista mais adequados para complementar
Locke e Hazeltine. Essiet e Drummond têm muito com que contribuir, e a maior parte do que eles tocam não soa demasiadamente excessivo ou particularmente exagerado. Eles apresentam diversas maneiras de suingar, em geral, sutilmente ajustados ou exercendo pouca pressão atrás dos solistas durante o curso de uma simples apresentação do tema.

Locke e Hazeltine são expansivos, improvisadores estimulantes que permanecem em conexão com todas as coisas em volta deles. Em última análise, entretanto, é o som do grupo que faz este álbum especial. Até nas faixas mais agitadas como "Convocation" e "Blues For Buddy", há entusiasmo e uma vibração centrada na música. É um prazer ouvir como eles dão suporte um ao outro (o trabalho de Hazeltine atrás de Locke, por exemplo, é maravilhoso), e sempre encontram um terreno comum sem preocupação com o sentimento ou o andamento do material.

“Mutual Admiration Society 2” é uma contibuição significante para a tradição do jazz . Aqui a esperança é que não tenhamos que esperar mais dez anos para um próximo lançamento.

Faixas: Pharoah Joy; The Peacocks; One For Reedy Ree; Twelve; What's Not To Love?; Convocation; If It's Magic; Blues For Buddy.

Músicos: Joe Locke: vibrafone; David Hazeltine: piano; Essiet Essiet: baixo; Billy Drummond: bateria.

Fonte: All About Jazz / David A. Orthmann

ANIVERSARIANTES 31/01


Benny Morton (1907-1985) - trombonista,
Bobby Hackett (1915-1976)- trompetista, cornetista,
Charlie Musselwhite (1944) – gaitista, vocalista,
Isham Jones (1894-1956) - saxofonista,
Joyce (1948) – violonista, vocalista (na foto)

sábado, 30 de janeiro de 2010

PIANISTA MARCELO BRATKE LANÇA OBRA DE VILLA-LOBOS NO EXTERIOR


Um compositor erudito com alma popular ou um compositor popular com espírito erudito? Na hora de definir o legado de Villa-Lobos, o pianista Marcelo Bratke, na foto, encontra espaço para ambas as definições. E vai além - a compreensão da obra do autor das Bachianas passa necessariamente por um equilíbrio entre as duas. Bratke lança este mês no mercado internacional o primeiro de oito discos em que vai registrar a integral para piano do compositor (selo Quartz e, no Brasil, Biscoito Fino). A iniciativa integra um projeto mais amplo, o Villa-Lobos Worldwide, que inclui, além dos discos, uma série de apresentações em todo o mundo ao lado de artistas convidados (The Villa-Lobos Event) e recitais-solo com estrutura temática (Villa-Lobos & Brasil e Carnaval Trilogy). Na entrevista a seguir, Bratke fala sobre o nascimento do projeto e discute a importância de Villa-Lobos no cenário nacional e internacional. "É com Villa-Lobos que surge uma árvore genealógica na música brasileira, da qual compositores eruditos e populares herdaram uma estética que mostra os vários Brasis que existem no nosso país", diz.

Como surgiu o projeto Villa-Lobos Worldwide?

Sempre me identifiquei com a sua música mas, a partir dos anos 90, comecei a inserir as suas obras em concertos que realizava no exterior e fui notando que o público ficava curioso. Na maioria dos casos, as pessoas sabiam que Villa-Lobos era o maior compositor brasileiro e só isso; desconheciam a sua obra. Percebi que sua música era pouco programada nas grandes salas de concerto do exterior. No início de 2008 fui convidado para realizar um concerto no Carnegie Hall e já com o intuito de divulgar Villa-Lobos no exterior de uma maneira mais ampla, tive a ideia de fazer em Nova York um programa inteiro homenageando a sua obra. Um programa radical, que propunha diálogo entre a sua música e peças de outros compositores que o influenciaram ou que por ele foram influenciados, como Bach e Tom Jobim, da música erudita ao universo popular. Com a boa recepção do projeto, fui falar com a gravadora Quartz e eles gostaram da ideia da campanha de divulgação internacional da obra de Villa-Lobos e me contrataram para gravar a obra integral para piano-solo.

Por que gravar sua integral para piano?

Para encontrar e deixar explícito o equilíbrio entre a influência da cultura popular e os elementos de um modernismo particular que ele desenvolveu na sua obra, relação que não é devidamente explorada. São fraseados diferentes, texturas sonoras, ritmos, timbres, gingas, sons que lembram instrumentos de percussão e sons da natureza que eu sempre ouvia nas entrelinhas da sua música. Quando o projeto da gravação se concretizou, vieram outras ideias e ampliei o projeto com concertos internacionais, concertos voltados para um público infantil e um documentário em inglês para TV sobre o mundo imaginário de Villa-Lobos, que será feito em colaboração com as artistas plásticas Mariannita Luzzati e Renata Padovan. Coincidentemente, o Ministério das Relações Exteriores escolheu o DVD Alma Brasileira, no qual dirijo a Camerata Vale Música, para uma ação internacional que distribuirá o DVD a cinco mil diplomatas brasileiros e estrangeiros pelo mundo. Depois de Nova York, realizei concertos do Villa-Lobos Worldwide em Tóquio, Nagoya, Londres, Frankfurt, Bruxelas e Belgrado. Em 2010, o projeto Villa-Lobos Worldwide segue para 7 cidades do Leste Europeu.

Em que medida o trabalho conjunto e o trabalho solitário ao piano dialogam e se alimentam entre si?

Os concertos com convidados acabam articulando ângulos diferentes na percepção do universo de Villa-Lobos, pois ele é um compositor totalmente "em aberto". Eles alimentam o trabalho-solo e vice-versa. Ambos trazem ideias para as gravações, assim como os concertos para as crianças que realizei na Escola das Nações Unidas em Nova York e em várias escolas do Japão me trouxeram outras revelações que procuro absorver no projeto.

Uma integral de um compositor pode subentender um corpo coeso de obras. No caso da integral para piano de Villa-Lobos, é isso o que acontece?

Vejo Villa-Lobos como um compositor multidirecional. Há muitas faces que apontam para lugares diferentes. Ele era como uma espécie de antena captando tudo ao seu redor. Inspirado em Bach, no modernismo europeu, nos ritmos regionais do folclore brasileiro, na natureza e no universo infantil. A verdade é que ele transformava tudo em Villa-Lobos, como um antropófago. Pretendo fazer com que cada CD tenha um tema característico do seu mundo imaginário. Por exemplo, o primeiro CD é inspirado no universo infantil brasileiro, muito ligado ao folclore com uma textura harmônica sem grandes dissonâncias, mas que revela uma fisionomia rítmica muito diversificada.

Na obra de Villa-Lobos, erudito e popular dialogam de modo muito rico - de certa forma, ele sugeriu a ausência de limites que pautou boa parte da produção musical brasileira nas décadas seguintes. Qual a importância desse elemento em seu legado?

É isso que gostaria de oferecer ao público: um equilíbrio entre o "compositor erudito com alma popular" e o "compositor popular com espírito erudito" que existem em Villa. É aí que surge esta árvore genealógica na música brasileira, da qual compositores eruditos e populares herdaram uma estética que mostra os vários Brasis que existem no nosso país. Nesta ausência de limites que você cita está o objetivo artístico desse projeto. Se não há fronteiras como o próprio Villa dizia, gostaria que os ouvintes dessas obras não pensassem se é erudito ou popular e simplesmente vivenciassem a música. Para isso, a minha leitura busca revelar aquilo que sempre ouvi nas entrelinhas da sua música. Este elemento que marca o seu legado; a falta de barreiras entre a cultura popular e erudita e a vontade de inovar. Talvez seja este o maior produto de exportação de conteúdo da cultura brasileira, e Villa-Lobos nos revela esse fato.

Fonte : OESP / João Luiz Sampaio
Colaboração : Gileno Xavier

ANIVERSARIANTES 30/01


Ahmed Abdul-Malik (1927-1993) - baixista,
Astor Piazzolla (1921-1992) – bandoneonista,
Buddy Montgomery (1930) - pianista,vibrafonista,
Lou Czechowski (1958) – pianista,
Ralph Lalama (1951 - saxofonista,
Roy Eldridge (1911-1989) - trompetista(na foto),
Tubby Hayes (1935-1973) - saxofonista, flautista, vibrafonista

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

CINDY BLACKMAN HOMENAGEIA TONY WILLIAMS


A baterista Cindy Blackman,(na foto), está homenageando um dos seus mentores, Tony Williams, em seu próximo lançamento “Another Lifetime (Four Quarters Entertainment)”. O disco, que irá às ruas no próximo dia 23 de Fevereiro, apresenta músicas do grupo “Lifetime”, que ele liderou entre 1969 e 1976.

“É verdade que este álbum o celebra, mas realmente isto é só um registro das sessões de gravação que compõem “Another Lifetime”” Blackman declarou. “O impacto de Tony em mim foi grande, de modo que eu o celebro a cada dia da minha vida. Cada vez que eu penso sobre música , eu homenageio Tony, porque eu celebro aquele nível de virtuosismo . Eu estou aqui para mantê-lo conhecido e como ele carregou a história inteira de todos os grandes bateristas do jazz em sua atuação. Ele foi um incrível baterista formador que mostrou a direção para mim. Quando eu o ouvi pela primeira vez, eu soube o que eu queria para mim. Eu me recordo, pensando sobre aquilo. Celebrar Tony não é apenas algo de um dia ou de um álbum, mas é um modo de vida , um modo de ser criativo, espontâneo, imaginativo e diligente em impulsionar as coisas para frente.”

Os músicos que participam do disco são o guitarrista Mike Stern, o organista Doug Carne e o baixista Benny Reitvald, que aparecem em sete das onze faixas. O guitarrista Fionn O Lochlainn e o organista Carlton Holmes estão em duas faixas, enquanto a faixa final de “Another Lifetime”, “Wildlife”, apresenta o guitarrista Vernon Reid, o tecladista Patrice Rushen e o baixista David Santos. O saxofonista Joe Lovano aparece como convidado em dueto com Cindy Blackman na versão de “Love Song.”

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 29/01


Derek Bailey (1930-2005) - guitarrista,
Ed Shaughnessy (1929) - baterista,
Jeanne Lee (1939-2000) - vocalista,
Jeff Clyne (1937) – baixista,
Marc Cary (1967) – pianista,
Noel Lorica (1968) – guitarrista,
Salena Jones (1944) – vocalista(na foto),
Sam Sherry (1961) - baixista ,
Steve Reid (1944) – baterista,
Waldir Calmon (1919-1982) – pianista.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

MARCUS ROBERTS – NEW ORLEANS MEETS HARLEM VOL.1(J-MASTERS/TUNECORE)


A primeira sessão em estúdio de Marcus Roberts em oito anos nos faz recordar seu lançamento de 1990, “Alone With Three Giants”. Só que desta vez não é uma performance solo. Está adequadamente acompanhado pelo baixista Roland Guerin e pelo baterista Jason Marsalis, e o panteão dos titãs do piano agora inclui Scott Joplin e Fats Waller, em adição a Duke Ellington, Jelly Roll Morton e Thelonius Monk.

Como o título sugere, “New Orleans Meets Harlem Vol.1”, o disco é sobre conexões e legados, a despeito do mais óbvio que a seminal tradição pianística e polifônica de Roberts trabalhe com segurança para tornar as peças familiares, e algumas nem tanto assim. Na realidade, soam evocativas e modernas.

Os principais exemplos incluem sua imaginativa abordagem em “The Entertainer” de Joplin, que é ritmicamente irregular com uma desconstrução em mais de sete minutos com nostalgia e pensamentos avançados, e “Jitterburg Waltz”, uma rendição impressionística, que se move de uma introdução elíptica sobre uma melodia espiralada para uma resolução enternecida.

Os inusuais arranjos de Roberts são aplicados à maioria das apresentações em formato de trio, às vezes, de fato, sugerindo a influência de Ahmad Jamal, que estava, completamente , integrado ao formato de pequenos grupos. A interação com Guerin e Marsalis contribui para os prazeres enraizados e atrativos que os tangencia, quando o foco passa para “Honeysuckle Rose”, “In Walked Bud” e outros standards. Claro, o escopo do álbum possibilita a Roberts amplo espaço para atuar em uma variedade de rearmonizações que vão em direção ao sincopado da “Crescent City”, inflexões do estilo stride, acordes soando ao estilo gospel e movimentos a la Monk. Não pode ser esquecida a performance da deliciosa “Pie Eyes Blues” de Duke Ellington.

Músicos: Marcus Roberts (piano);Roland Guerin (baixo);Jason Marsalis (bateria).

Faixas: 1 - New Orleans Blues (Jelly Roll Morton);2 -Jitterbug Waltz (Fats Waller);
3 - The Entertainer (Scott Joplin); 4 -Pie Eyes Blues (Duke Ellington);5 - Jungle Blues (Jelly Roll Morton) ; 6 -Black and Tan Fantasy (Duke Ellington) ; 7 -Ain't Misbehavin (Fats Waller); 8 -Honeysuckle Rose (Jelly Roll Morton); 9 -A Real Slow Drag (Scott Joplin); 10 - In Walked Bud (Thelonious Monk); 11 - Ba-lue Bolivar Ba-lues-are (Thelonious Monk); 12 - Searching for the Blues (Marcus Roberts)

Fonte : JazzTimes / Mike Joyce

ANIVERSARIANTES 28/01


Acker Bilk (1929) - clarinetista,
Bob Moses (1948) - baterista,
Henry Johnson (1954 ) – guitarrista,
Lúcio Alves (1927-1993) - vocalista(na foto),
Ronnie Scott (1927-1996) - saxofonista

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

DAVE HOLLAND APRESENTA NOVIDADES PARA OS FÃS


O novo disco do octeto do baixista Dave Holland (na foto), “Pathways, (Dare2)” está pronto para ser lançado no próximo dia 23 de Março e ele está enfatizando um novo formato para levar a gravação aos fãs. O disco estará disponível em uma edição padrão em CD, limitada a 1000 cópias, e com possibilidade de serem executados downloads via mp3, Apple Lossless ou FLAC. As solicitações prévias de cópias físicas receberão o direito de poder baixar imediatamente “Pathways”. Ele, também, adicionou um software para acesso direto dos fãs através do seu site, daveholland.com.

O octeto é composto por Chris Potter (saxofones tenor e soprano), Robin Eubanks (trombone), Steve Nelson (vibrafone e marimba), Nate Smith (bateria), Antonio Hart (saxofone alto), Alex Sipiagin (trompete) e Gary Smulyan (saxofone barítono ).

“Eu sempre adorei o som dos pequenos grupos de Duke Ellington, frequentemente com uma linha de frente formada com cinco instrumentos de sopro mais a seção rítmica”, declarou Holland . “A combinação de dois metais e três saxofones permite acesso a um amplo leque de texturas e cores e possibilita um compositor evocar o som de uma big band ou extrair um som mais intimista de um pequeno grupo”.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 27/01

Ana Paula Albuquerque (1980) - vocalista
Bob Gluck (1955) – pianista,
Bob Mintzer (1953) - saxofonista,
Bobby Hutcherson (1941) - vibrafonista,
Djavan(1949) – vocalista,violonista,compositor,
Elmore James (1918-1963) – guitarrista,vocalista,
Henri Texier (1945_ - baixista,
Hot Lips Page (1908-1954) - trompetista, vocalista,
Jerome Kern (1895-1945) – pianista, compositor,
Mou Brasil(1960) – guitarrista(na foto),
Paul Broadnax (1926) – pianista,
Pheeroan akLaff (1955) - percussionista, baterista,
Radamés Gnatalli (1906-1988) – pianista, arranjador,
Steve Carter (1946) – guitarrista

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ANIVERSARIANTES 26/01


Aki Takase (1948) - pianista,
Bob Bain (1924) – guitarrista,
Chico César(1964) – vocalista,compositor,
Dick Nash (1928) – trombonista,
Durval Ferreira(1935-2007)-violonista,compositor,
Page Cavanaugh (1922) - pianista, vocalista,
Stephane Grappelli (1908-1997) – violinista(na foto),
Steve Dobrogosz (1956) – pianista

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Orquestra Tabajara


Livro conta a história da Orquestra Tabajara


Agência Estado

A Orquestra Tabajara é um caso raro de longevidade na música brasileira. Na ativa desde 1933, o maestro Severino Araújo e um time de músicos de primeira continuam animando bailes, festas, noites de gala e de muita diversão - principalmente no Rio de Janeiro, onde se apresentam em várias unidades do Sesc e até na famosa casa de shows Circo Voador.

O escritor Carlos Coraúcci aceitou o desafio de recontar a saga da orquestra em livro. "Não fosse a Tabajara, a música brasileira não teria se modernizado. Tem integrantes seus em todos os discos importantes do Brasil. É só olhar nas fichas técnicas de alguns álbuns do Chico Buarque, da Elza Soares e outros", diz Coraúcci.

O livro começa com a história do maestro Araújo. Relata sua infância em Limoeiro, no Recife - ainda no tempo em que cortava cana e ajudava na fabricação de cachaça.

O autor percorre desde o tempo das apresentações em coretos até o período pós-revolução dos anos 30 para mostrar a criação da Tabajara e a formação de músicos extraordinários (que, é claro, foram se sucedendo ao longo de tanto tempo de estrada).

"Todos os ritmos da música brasileira estão presentes na vida da Tabajara. Acho que o auge foi na década de 50, durante os anos dourados."

Atualmente, a orquestra é formada por 22 músicos, que se apresentam de 10 a 15 vezes por mês. No auge, a turma do maestro Araújo fazia cerca de 34 shows por mês, de tarde e nas madrugadas.

"Hoje, o mercado mudou muito. A logística para a orquestra tocar fora do Rio é difícil e cara, mas onde a Tabajara vai, a lotação é certa", diz Coraúcci.

ESCOLA BAIANA DE CANTO POPULAR

ANIVERSARIANTES 25/01


Antonio Carlos Jobim (1927-1994) - pianista , violonista , compositor(na foto),
Benny Golson (1929) - saxofonista,
D.D. Jackson (1967) – pianista,
Etta James (1938) – vocalista,
Leny Andrade(1943) – vocalista,
Sleepy John Estes (1899-1977) – guitarrista,vocalista,
Wellman Braud (1891-1966) - baixista

domingo, 24 de janeiro de 2010

ANIVERSARIANTES 24/01


Avery Parrish (1917-1959) – pianista,
Bob Degen (1944) – pianista,
Duane Eubanks(1969) – trompetista,
Guitar Shorty (1923) – guitarrista,
Itiberê Zwarg(1950) - baixista,
Jimmy Forrest (1920-1980) - saxofonista,
Joe Albany (1924-1988) - pianista,
Julius Hemphill (1938-1995) - flautista, saxofonista,
Marcus Printup (1967) – trompetista,
Mitchel Forman (1956) - pianista,
Yamandú Costa (1980) - violonista(na foto)

sábado, 23 de janeiro de 2010

ANIVERSARIANTES 23/01


Andre Hayward (1973) – trombonista,
Benny Waters (1902-1998) - clarinetista, saxofonista,
Curtis Counce (1926-1963) - baixista,
Dave Stahl (1949) – trompetista,
Django Reinhardt (1910-1953) - guitarrista,
Fábio Torres (1971) – pianistana foto),
Gary Burton (1943) – vibrafonista,
Marty Paich (1925-1995) - pianista

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cultura no Theatro XVIII


Mais um Oasis Cultural se faz presente com o projeto "Ed, o tal!" proposto pelo Theatro XVIII. Alternando teatro, artes plásticas e música ao longo da semana o teatro contribui para que não se apague o "fifó" da cultura alternativa em Salvador. Em janeiro se apresentarão, o Duo Sense com o show "Metropole"(Quintas 14,21 e 28), Márcia Andrade com a peça "Absoluta!" cujo texto é de Ricardo Castro (Sextas e sábados), a inventiva cantora e compositora Manuela Rodrigues com o show "Quanto Vale Gente"(Quartas 13, 20 e 27) e pra finalizar o guitarrista Mou Brasil, apresentanto o show "Ainda Estamos Roncando" (Domingos 17, 24 e 31). Todas as apresentações se iniciam às 20h e custam APENAS R$ 5,00. De cortesia fica a exposição do artista plástico finlandês radicado na Bahia desde 1978 Juha Vasku - Homens e Anjos na galeria Moacir Moreno todos os dias das 14h às 22h exceto terças-feiras.

Theatro XVIII - Rua Frei Vicente, nº18. Pelourinho. Tel.: (71) 3322 0018

http://www.theatroxviii.com.br/

TRIBUTO A KENNY BURRELL


No próximo dia 26 de Janeiro, a “Recording Academy”, que apresenta o Grammy, homenageará Kenny Burrell, na foto, em um evento especial a poucos dias da transmissão da entrega do prêmio. O “Grammy Salute to Jazz” ocorrerá no “Grammy Museum” em Los Angeles e terá como anfitriões personalidades da rádio “KJAZZ”, Tommy Hawkins e Bubba Jackson.

Burrell atuará junto com Hubert Laws, Anthony Wilson e um conjunto de bandas reunidas no “Grammy Jazz Ensembles”, que são compostas por 28 músicos do ensino médio selecionados nos Estados Unidos . Durante o evento, Burrell receberá o prêmio “The President’s Merit Award” pelas suas realizações e contribuições para o jazz e a comunidade musical.

Anthony Wilson, um guitarrista digno de nota, declarou : "Estou honrado em ser convidado para tocar “Kenny's Sound”, uma música do clássico disco de Kenny Burrell, onde ele atua com Jimmy Smith , “Blue Bash, no tributo do Grammy”.

Wilson, filho do líder de orquestra e arranjador Gerald Wilson, tem um conexão pessoal com Burrell. "Eu era um adolescente, quando encontrei Kenny Burrell pela primeira vez e começei a ouví-lo tocar ao vivo em diversas ocasiões. Eu realmente não conseguia compreendê-lo naquela época" expôs Wilson. "Mais tarde, em 1997, começei a realizar minhas próprias gravações, e Kenny era muito encorajador para mim, inclusive, convidou-me para substituí-lo em algumas ocasiões como professor na UCLA. Imagino que estava em teste, porque eu passei a fazer parte da faculdade no ano seguinte. Assim foi por mais ou menos 10 anos, e eu via Kenny ao menos duas vezes na semana durante o ano escolar, bem como nos concertos na área de Los Angeles".

Para Wilson, a performance neste tributo é uma pequena maneira de devolver tudo o que ele absorveu do guitarrista ao longo dos anos. "Eu aprendi muito com Kenny Burrell, e seu toque incorpora todas as mais fundamentais qualidades que aspiro ter em minha atuação. Como em muitos dos grandes músicos, o centro do mundo musical de Kenny é sua pegada,com força, tranquila, nunca áspera, e pode ser identificada em um instante. Há autoridade rítmica e harmônica em cada linha que ele toca , e ele é um completo melodista. Suas improvisações são inventivas, bem constituídas e, surpreendentemente, nunca dentro de um modelo prévio, sempre se desenvolvendo de forma coerente , belamente balançada. Ele é um dos grandes tocadores de blues dos últimos cem anos. mas tem uma interpretação de blues completamente livre de clichés, que foi um ponto de referência para mim. Como um guitarrista que lidera uma “big band” , eu sempre admirei o trabalho de incorporação da voz da guitarra como solista em qualquer contexto . Finalmente, há um maravilhoso som amplificado, simultaneamente pungente e caloroso , invejavelmente consistente não importa que equipamento esteja tocando: meu modelo para um perfeito som na guitarra elétrica no jazz".

Wilson declarou sobre o legado de Burrell: "Enquanto o jazz continua a mudar e criar uma nova imagem ao longo do tempo, claro que regularmente com nova perspectiva visionária efetuadas por artistas que assumem seus próprios lugares na comunidade, um músico como Kenny Burrell produz uma indelevel marca para a música. Como os jovens músicos desejosos de expandir e aprofundar seus trabalhos olham o passado para identificar influências e heróis, eles podem obter em artistas como Kenny, poderosas e duradouras lições de como se mover para frente".

Infelizmente , este evento para Burrell é apenas para convidados. Entretanto, a ”Recording Academy” tem mais atividade jazzística a ser apresentada, incluindo performances da “Grammy Jazz Ensembles” na “GRAMMY In The Schools Live! – A Celebration of Music & Education”. Distinto do tributo a Burrell, a noite será aberta para o público e mostrará as bandas , com alunos do “GRAMMY Camp” e da “GRAMMY Signature Schools” com os convidados especiais Mindi Abair, Brian Culbertson e o indicado para o GRAMMY, Boney James em 27 de Janeiro no “Doubletree Guest Suítes” em Santa Monica, Califórnia. As bandas oferecerão outras performances públicas no “Spaghettini Italian Grill & Jazz Club” com James Moody como convidado no dia 28 de Janeiro.

Para sorte destes jovens ocupados no projeto, haverá uma performances no 20º Aniversário do tributo do “MusiCares® Person of the Year” em 29 de Janeiro, que homenageará Neil Young. No final de tudo, as bandas gravarão um CD nos dias 29 e 30 de Janeiro pela “Capitol Recording Studios”, graças à generosidade da “EMI Music Group”. Calma, ainda não acabou!. As bandas estarão na 52ª cerimônia anual do GRAMMY no dia 31 de Janeiro com convidados da “The Recording Academy” e atuarão na “GRAMMY Celebration After Party”.

As bandas estarão sob a direção de Justin DiCioccio da “Manhattan School of Music”, da Dra. Leila Heil da “Colorado State University” e do Dr. Ron McCurdy da “University of Southern California Thornton School of Music”.

Fonte : JazzTimes /Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 22/01


Alan Silva (1939) - baixista , celista,
Andre Hodeir (1921) - compositor, arranjador,
Eberhard Weber (1940) - baixista, celista,
J.J. Johnson (1924-2001) - trombonista(na foto),
Juan Tizol (1900-1984) - trombonista,
Lizz Wright (1980) – vocalista,
Michal Urbaniak (1943) - violinista, saxofonista

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CLÁUDIO RODITI LANÇARÁ NOVO DISCO


O trompetista/flugelhornista Claudio Roditi, na foto, lançará seu novo disco, “Simpatico (Resonance)”, no próximo dia 9 de Fevereiro. O CD apresentará sua combinação de samba e bossa nova com jazz convencional. Enquanto, sua gravação anterior incluía trabalhos de brasileiros tais como João Donato, Durval Ferreira e Johnny Alf, “Simpático” apresenta suas próprias composições.

“A principal diferença deste álbum em relação aos outros trabalhos que já fiz é que, pela primeira vez, é inteiramente feito com minhas composições”, disse Roditi. “Há algumas peças novas, algumas mais antigas, mas estas são coisas que nunca gravei e, algumas delas, eu sequer as toquei ao vivo”.

Roditi interpreta a música “Piccolo Blues” com um trompete “piccolo”, um instrumento que é , de alguma forma, novo para ele e incomum no jazz.

“Há um ano e meio que estou curtindo o trompete “piccolo” ”, declarou Roditi . “É um instrumento difícil para obtermos uma boa sonoridade, mas, aos poucos, vou aprendendo e o utilizando com mais frequencia. Eu escrevi esta música em um registro confortável. É a minha introdução. Em outras palavras, estou apresentando a mim mesmo este instrumento com esta composição”.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 21/01


Jason Moran (1975) - pianista(na foto),
Jesse van Ruller (1972) – guitarrista,
Mario Tomic (1977) – guitarrista,
Steve Gilmore (1943) - baixista

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

RELANÇAMENTO DE PEGGY LEE


Em documento apócrifo e profético, o coronel Tom Parker disse ter proclamado sobre Elvis Presley : “A morte será o maior impulsionador de sua carreira”. Para muitos artistas do jazz, mesmo aqueles que não têm a estatura mítica do rei do rock, têm suas carreiras após sua morte, do mesmo modo, acelerada, de um lado por causa do fenômeno da reedição e, do outro, por causa da decisão dos detentores dos direitos das obras em abrir seus arquivos para atender a demanda por trabalhos de artistas, cujos trabalhos novos consistem inteiramente em antigos.

Eu não tenho particular conhecimento do espólio dos trabalhos de Peggy Lee, mas nos últimos 5 anos temos visto uma boa quantidade de lançamentos da premiada e popular cantora, que faleceu em 2002. Lee, que foi uma grande estrela durante sua carreira, cultivou uma agitada base de fãs, mesmo durante sua aposentadoria. Sua influência nas cantoras modernas é indiscutível e sua aparência de loura platinada passou a ser sua marca, uma imagem icônica cultivada por uma sucessão de astros pop e celebridades. Lee influenciou Monroe, que influenciou Madonna, que influenciou Stefani, que influenciou uma mulher ambiciosa e jovem em algum lugar, que esteja pronta para uma transformação.

Os últimos lançamentos de Peggy Lee inclui um álbum, que apresenta uma rara colaboração com Paul McCartney, e outro que foi recuperado de um lançamento ocorrido em 1968. “Let’s Love” é distinguido pela faixa título, uma canção escrita especificamente para ela por McCartney, que produziu e tocou piano na versão do álbum. O resto do disco tem um sentimento “funky” dos anos 70, com uma banda liderada pelo co-produtor, Dave Grusin. Na maior parte do programa, Lee interpreta canções dos cantores e compositors James Taylor and Melissa Manchester e retrabalha o clásssico “You Make Me Feel Brand New”.

O informe à imprensa que acompanha “Two Shows Nightly” declara que “Talvez o mais famoso álbum de Peggy Lee seja um que poucas pessoas ouviram!”. A razão para este paradoxo é que o álbum original foi produzido a partir de performances em Abril de 1968 na famosa casa noturna de Nova York , “The Copacabana”. Entretanto, após o disco ter sido prensado e remetido para as lojas, Lee retirou-o do mercado por causa da baixa qualidade sonora. As poucas cópias que vieram a público, passaram a ser artigo de colecionador. Esta versão foi resmaterizada, claro, e inclui uma dúzia de faixas extras para um total de 24 constantes do CD duplo.

O disco será oficialmente disponibilizado para venda em 26 de Janeiro. Para maiores informações sobre o lançamento, podem consultar o “web site “ Collectors’ Choice.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANA PAULA ALBUQUERQUE CANTA "Quando o amor se foi"

Queridos,
Acabei de postar no http://www.myspace.com/anapaulaalbuquerque a música "Quando o amor se foi", composta por Ivan Huol, com letra de Gil Vicente Tavares.

Espero que gostem
Abraços,
--
Ana Paula Albuquerque
http://www.myspace.com/anapaulaalbuquerque

ANIVERSARIANTES 20/12


Alvin Atkinson, Jr. (1972) – baterista,
Andy Sheppard (1957) - saxofonista,
Connie Haines (1922-2008) – vocalista,
James Genus (1966) – baixista,
Jeff "Tain" Watts (1960) - baterista,
Jimmy Cobb (1929) - baterista ,
K-Ximbinho(1917-1980) – clarinetista, saxofonista(na foto),
Ray Anthony (1922) – trompetista,
Valery Ponomarev (1943) - trompetista

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

THE PETER HAND AND BIG BAND – THE WIZARD OF JAZZ: A TRIBUTE TO HAROLD ARLEN (SAVANT RECORDS)


O guitarrista Hand, cujo trabalho anterior eu não estou familiarizado, organizou uma “big band” composta por músicos bem familiares aos fãs do jazz e fez arranjos para canções de Harold Arlen e compôs uma para um concerto no “Irvington Town Hall Theater” em 2005 para comemorar o centenário do nascimento de Arlen. A gravação deste concerto apresenta execuções perfeitas por músicos que estão confortáveis com o material. Houston Person, convidado especial, toma a melodia em cada faixa e o faz em boa forma. Os arranjos são bons e os solos e acompanhamento rítmico são consistentemente bem feitos. Os metais estão melhores gravados do que a seção rítmica.

A reação dos ouvintes a esta gravação dependerá de quão familiarizados estejam com o repertório. Algumas pessoas ouvindo as performances de "Come Rain or Come Shine", "The Man That Got Away", "Let’s Fall In Love", "Stormy Weather" e "Over the Rainbow" pela primeira vez deverá desfrutá-las mais do que aqueles que já as ouviram décadas atrás, e já estabeleceram suas versões favoritas. Entretanto, Hand tem o crédito de apresentar um belo concerto e produzir uma gravação de qualidade.

Músicos : Peter Hand (líder, arranjador, guitarra);
Seção de Palhetas :Houston Person, Kenny Berger, Don Braden, Ralph LaLama, Brad Leall, Mike Migliore;
Trompetes/Flugelhorns: Cecil Bridgewater, Brian Pareschi, Valery Ponamarev, Jim Rotondi;
Trombones: Sam Burtis, John Mosca, Jim Pugh;
Piano: Richard Wyands; Baixo: Harvie S.; Bateria: Steve Johns)

Faixas : Come Rain or Come Shine; Ill Wind; This Time The Dream's On Me; The Man That Got Away; Let's Fall In Love; Stormy Weather; Blue Jug/Harold's Blues; Over the Rainbow.

Data de Lançamento: 16 de Junho de 2009

Fonte : JazzTimes / John Schu

ANIVERSARIANTES 19/01


Henry Gray (1925) – pianista, vocalista,
Horace Parlan (1931) – pianista,
Israel Crosby (1919-1962) - baixista,
J.R. Monterose (1927-1993) - saxofonista,
Joe Magnarelli (1960) – trompetista(na foto),
Lee Barbour (1977) – guitarrista

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ITHAMARA KOORAX – BIM BOM – THE COMPLETE JOÃO GILBERTO SONGBOOK (Motema Records)


João Gilberto não é apenas um autêntico exemplo da bossa nova. Não só "A coisa nova" que ele virtualmente criou, mas também a introdução de um novo e lacônico estilo musical para a música brasileira. Assim, profundamente passional e particular eram a sua pronúncia e entonação , onde ele poderia ser melancólico e efusivo com igual lirismo. Som elevado não parecia ser a substância principal para o humor e a emoção, que precederia a todas as outras considerações. Este foi o ponto alto das performances de João Gilberto, seja ao vivo ou em cuidadosas gravações em estúdio.

“Bim Bom: The Complete João Gilberto Songbook” é um tributo apaixonado de uma cantora brasileira, Ithamara Koorax. Ela é um contraste perfeito em relação ao estilo de João Gilberto cantar, ainda que capture o lirismo flutuante da música dele, enquanto ela soa vocalmente como um tordo circulando em ventos calorosos. Ela é acompanhada por Juarez Moreira, um estilista da guitarra cujos dedos fluem maravilhosamente sobre as cordas para replicar o som de uma larga seção de cordas. Moreira é tão habilidoso que recria o claro acompanhamento que João Gilberto, frequentemente, providencia para si.

Koorax tem uma voz que soa com uma graça celestial . Flutua e convence como se impulsionasse uma agradável brisa. O vocal de Koorax pode às vezes ser suave e forte e precipitar-se como um pássaro em vôo. Ela tem um completo controle sobre sua respiração, deixando-a deslizar como uma flauta através dos seus lábios. Outras vezes, ela prefere alcançar uma profundidade além da parte inferior dos seus pulmões e indo às suas entranhas para retirar grande quantidade de ar, que ela, então, preencherá com líricos movimentos circulares e tartamudeios que formam as palavras das canções. Deste modo, as letras dissolvem-se no calor que as envolve, emitindo frases e sentenças memoráveis que, como flechas, penetram o coração.

Koorax transforma cada canção que interpreta em um maravilhoso tributo a João Gilberto. Ela é uma criança brincalhona jogando com as palavras em "Bim Bom". Koorax vem a ser sensual quando ela aparece dissimulada em "Hô-Bá-Lá-Lá" e na brilhante "Minha Saudade". Em "Você Esteve Com Meu Bem", Koorax relembra cada grande vocalista que já interpretou esta canção, desde Carmen Miranda, passando por Mariza até Caetano Veloso. "Bebel" está excelentemente executada. Uma sentimental valsa para a telentosa filha de Gilberto, Bebel. Ithamara Koorax fez desta canção um lento e flamejante archote, com graça excitante como metal liquefeito que percorre sua perfeita garganta. Além disto, ela vai aumentando e diminuindo a área iluminada como uma perfeita aparição lunar.

O ritmo de baião de "Undiu" é hipnótico e Koorax a apresenta ao modo de uma música eletrônica com batidas rápidas e regulares. "João Marcello" e "Acapulco", com influência mexicana, são completamente surreais, capturando a atmosfera quente de um bairro latino, mas que é suavizada pelo dedilhar controlado de uma guitarra brasileira. É impossível não destacar o soberbo trabalho de Moreira, que está discreto na maioria das vezes, sempre subordinado e dando suporte à voz de Koorax. Entretanto, de vez em quando ele tenta soar por sobre a música. Naturalmente, o projeto não poderia ser concluído sem a demonstração de suas habilidades. "Um Abraço No Bonfá" é aquele veículo para o guitarrista brilhar como se, às vezes, fosse uma completa seção de cordas.

Encarar este álbum como mero tributo a João Gilberto seria diminuir o esplêndido vocal de Ithamara Koorax e a destreza de Juarez Moreira na guitarra. Ainda com completa modéstia, eles oferecem este maravilhoso programa musical em honra ao legendário brasileiro, que, provavelmente, foi melhor conhecido década atrás.

Faixas: Bim Bom; Hô-Bá-Lá-Lá Coisas Distante (Forgotten Places); Minha Saudade; Você Esteve Com Meu Bem; Valsa (Bebel); (Um Abraço No Bonfá (An Embrace to Bonfá); No Coreto (Glass Beads); João Marcello; Undiu; Acapulco; Hà-Bá-Lá-Lá (Faixa Alternativa / letra em inglês).

Músicos: Ithamara Koorax: vocal; Juarez Moreira: guitarra e violão.

Fonte:All About Jazz / Raul d'Gama Rose

ANIVERSARIANTES 18/01


Al Foster (1944) - baterista,
Bobby Broom(1961) – guitarrista,
Clark Gayton (1963) – trombonista,
Irene Kral (1932-1978) – vocalista,
Steve Grossman (1951) - saxofonista (na foto),
Tom Beckham (1968) - vibrafonista

domingo, 17 de janeiro de 2010

FRANK WESS NONET - ONCE IS NOT ENOUGH (Labeth Music [2009])


Conhecido afetuosamente como "Magia" por seus colegas de profissão, o saxofonista/flautista Frank Wess é uma legenda viva no mundo do jazz. Seu curriculum inclui trabalhos com Billy Eckstine, com a “Clark Terry Big Band” e uma década de performances com a “Count Basie Orchestra”, além de ser reconhecido como um dos primeiros grandes flautistas a ter impacto na música. “Once Is Not Enough” é uma audaciosa gravação, que sucede sua mais recente colaboração com Hank Jones em “ Hank and Frank II (Lineage Records, 2009)”, com seis composições originais e três músicas conhecidas, saborosamente arranjadas para a atuação dos solistas em sua banda de nove membros.

Entre os participantes do noneto do”Frank Wess Nonet” estão os trompetistas Terell Stafford e Frank Greene, o trombonista Steve Turre, o altoísta Ted Nash e o saxofonista baritono e baixo Scott Robinson, com o baixista Peter Washington, o pianista Gerald Clayton e o baterista Winard Harper compondo a seção rítmica. Os convidados Michael Weiss (piano) e Rufus Reid (baixo) substituem Clayton e Washington, respectivamente, em duas faixas.

Apesar de bem estabelecido como um grande flautista, Wess tem deixado sua marca como um tenorista influenciado por Lester Young. Neste disco é o saxofonista que predomina, mas ele também toca flauta em algumas faixas selecionadas. A "magia" na batida da faixa título — uma das quatro arranjadas pelo baterista Dennis Mackrel— um suingante bebop com a apresentação flamejante de Wess na liderança da seção de metais, que abre espaço para a entusiasmada atuação do saxofone barítono de Robinson. O som suingante continua em "Sara's Song", onde o trombone de Turre emerge como primeiro solista, estabelecendo um forte trabalho do baixo de Washington e o som comedido da bateria de Harper, todos suportados pelo soberbo acompanhamento dos metais.

Há mais do mesmo na empertigada "You Made A Good Move", outro original de Wess , onde o saxofonista lidera a música com uma régia performance solo. Tudo não é suíngue, entretanto, com o líder providenciando música suave com luz original, como "Dementia, My Darling" dedicado à sua neta, Nicole. Wess deixa o formato original da banda, preferindo um quarteto com os convidados Michael Weiss e Rufus Reid. Empregando o mesmo quarteto, Wess apresenta uma segunda balada com seu criativo arranjo para a clássica "Lush Life" de Billy Strayhorn.

Wess utiliza a flauta em dois dos três “standards” apresentados ("Sweet and Lovely" e "Fly Me To The Moon (In Other Words)"), demonstrando sua habilidade no instrumento,cuja proeminência ele maravilhosamente forjou.

É fácil entender porque Frank Wess entitulou este álbum “Once Is Not Enough”, sendo uma clara referência ao superlativo grupo de músicos que se fazem ouvir nesta sessão, que não deve ser reunida só uma vez para a exibição de tão qualificada música.

Faixas: Once Is Not Enough; Sara's Song; You Made A Good Move; Dementia, My Darling; Sweet And Lovely; Backfire; Lush Life; Fly Me To The Moon (In Other Words); Tryin' To Make My Blues Turn Green.

Músicos: Frank Wess: saxofone tenor, flauta; Frank Greene: trompete; Terell Stafford: trompete; Steve Turre: trombone; Ted Nash: saxofone alto, flauta; Scott Robinson: saxofone baixo, saxofone barítono, flauta; Gerald Clayton: piano; Michael Weiss: piano (4, 7); Peter Washington: baixo; Rufus Reid: baixo (4, 7); Winard Harper: bateria.

Fonte: All About Jazz / Edward Blanco

ANIVERSARIANTES 17/01


Big Sid Catlett (1910-1951) - baterista,
Billy Harper (1943) - saxofonista,
Carl Testa (1984) – baixista,clarinetista,
Cedar Walton (1934) - pianista,
Cyrus Chestnut (1963) - pianista(na foto) ,
Eartha Kitt (1927-2008) – vocalista,
Jeremy Yaddaw (1982)– baterista,
Larry Sonn (1919)- trompetista,
Luca Bonvini (1960) – trompetista,
Matt Marantz (1986)-saxofonista,
Scott Anderson (1975) – trompetista,
Ted Dunbar (1937-1998) - guitarrista,
Yves Robert (1958) – trombonista

sábado, 16 de janeiro de 2010

ERNESTINE ANDERSON – A SONG FOR YOU (HIGHNOTE)


A despeito de não receber, em qualquer lugar próximo, ruídos de excitamento pela celebração do 80º aniversário de Sheila Jordan, 2008 também marcou a entrada de Ernestine Anderson no clube dos octagenários. Como Jordan, Anderson é uma infatigável guerreira, mantendo-se ativa com suas regulares aparições no “Dizzy´s Club Coca Cola” em Nova York e em infrequentes álbuns para a HighNote. O último foi em 2003, “Love Makes The Changes”.

É certo que algo daquela intensa voz rouquenha que a ajudou a se inserir entre os grandes do R&B na década de 1950 tenha diminuído. Mas sua pouca intensidade reforça uma atração em sua curta performance. São apenas oito faixas, totalizando 45 minutos de suingantes tempos médios (“Make Someone Happy”, “Day By Day”, “This Can´t Be Love” e uma brilhante “A Lovely Way To Spend An Evening” ) e suaves baladas (“Skylark”, “For All We Know” e a terna faixa título de Leon Russell e a destacadamente relaxada “Candy”).

A beleza do mágico jeito sombrio de Anderson é sua simplicidade. Nenhum grande gesto, nenhum floreio desnecessário. Nada mais puro e deliciosamente maduro, sendo soberbamente acompanhada por uma tranquila banda composta pelo pianista Lafayette Harris, pelo baixista Chip Jackson e pelo baterista Willie Jones III, com a singularidade perceptiva do tenorista Houston Person com seu correto acompanhamento circundando o brilho de Anderson.

Faixas : 1. This Can't Be Love; 2. A Song For You; 3. Make Someone Happy;
4. Skylark ; 5. A Lovely Way To Spend An Evening; 6. Candy; 7. Day By Day;
8. For All We Know

Músicos: Ernestine Anderson (vocal); Houston Person (saxofone tenor); Lafayette Harris, Jr. (piano); Chip Jackson (baixo); Willie Jones III (bateria).

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 16/01


Aldo Romano (1941) - baterista,
David Thomas Roberts (1955) - pianista ,
David White (1979) – trombonista,
Sandy Block (1917) - baixista,
Spike Robinson (1930-2001)- saxofonista(na foto)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

MORRE O BATERISTA ED THIGPEN


O baterista Ed Thigpen (na foto), notado por seu trabalho com as vassourinhas e acompanhamento sensível para pianistas e vocalistas, faleceu em 13/01, no Hospital Hvidovre em Copenhagen, Dinamarca, onde residia há muitos anos. Thigpen tinha 79 anos.

Ele nasceu em Chicago, cresceu em Los Angeles e estudou na “Thomas Jefferson High School”, que também produziu Dexter Gordon, Art Farmer e Chico Hamilton, dentre outros reconhecidos jazzistas dos anos 40 e 50. Após frequentar a Universidade por um ano em Los Angeles, Thigpen deixou-a para seguir a carreira musical. Ele mudou-se para St. Louis onde seu pai Ben, um baterista e veterano da banda de Andy Kirk, estava vivendo. Realmente, como muitos premiados músicos de jazz daquela era, ele encontrou seu caminho em Nova York , onde, em breve, estava trabalhando com a banda do trompetista Cootie Williams no “Savoy” e em shows através do país.

Thigpen também trabalhou com vários artistas de R&B e bandas de “swing” em excursões durante o período , mas por volta de 1954 ele estava completamente imerso na cena vibrante da “52nd Street” e no Harlem em New York . Entre seus notáveis trabalhos como acompanhante durante aqueles dias jubilosos estavam Bud Powell, Jutta Hipp, Lennie Tristano e Billy Taylor, com quem esteve mais vinculado. Ele também trabalhou com Dinah Washington e Johnny Hodges. Como um baterista que poderia tocar com intensidade sem causar problemas para o solista com o volume, Thigpen era particularmente demandado por pianistas e vocalistas. Sua reputação levou-o diretamente para uma das mais famosas associações históricas, com Oscar Peterson, que o contratou para seu trio em 1959. Thigpen gravou cerca de 50 álbuns com o “Oscar Peterson Trio”. Muitas pessoas consideram aquele grupo formado com Ray Brown no baixo um dos mais requintados, se não o mais requintado trio da carreira de Peterson.

Thigpen deixou o trio de Peterson em 1965, entretanto gravou um disco como líder para a Verve durante aquele período, mas permaneceu muito ativo como primeiro baterista a ser chamado por várias bandas de bebop . Em 1965, ele juntou-se ao trabalho do grupo de Ella Fitzgerald e por volta de 1967 voltou para Los Angeles. Ele atuou em diversas ocasiões com Fitzgerald até 1972, quando partiu para viver em Copenhagen, Dinamarca.

Thigpen viajaria e atuaria ao redor do mundo, apesar de permanecer residindo em Copenhagen até sua morte. Dada a frequência com que os jazzistas norte-americanos atuaram na Europa, pode-se dizer que ele teve acesso aos maiores músicos do jazz moderno. Realmente , Thigpen tocou com muita gente de Kenny Drew a Clark Terry.

Foi na Europa que Thigpen desenvolveu sua carreira como educador e especialista. Além de escrever muitos livros instrucionais, ele ensinou em Conservatórios e Universidades em Copenhagen e em outros locais da Europa, tudo enquanto mantinha uma carreira ativa com pianistas, vocalistas e grupos próprios.

Thigpen era, frequentemente, uma calorosa e familiar presença nas conferências da “IAJE”, dialogando com educadores e estudantes e relembrando estórias com velhos amigos e associados. Sempre impecavelmente vestido, Thigpen atuava como um embaixador ou chefe de estado da música, que de fato era. Aquela organização deu-lhe o prestigioso prêmio “Humanitarian” em 2002. Ele também foi homenageado pela “Percussive Arts Society”, pelo “Danish Jazz Awards”, pelo “Kennedy Center” e outras relevantes organizações internacionais. Um instrutor especialista de renome, Thigpen, do mesmo modo, era um participante regular da conferência da “NAMM” em Anaheim e era um divulgador de longa data da “Remo Drums”, “Sabian Cymbals” e “Regal Tip sticks & brushes”.

Gravações suas como líder eram relativamente infrequentes para um músico da sua estatura, onde estão inclusos “Out of the Storm (Verve, 1966)”, “Action-Re-Action (GNP, 1974)” e “ #1 (Stunt, 2004)”. Entretanto, os títulos de suas gravações e vídeos instrucionais apresentam plenamente seu legado:” Rhythm Brought to Life”, “Element of Swing”, “Mr. Taste and The Essence of Brushes”. Estes títulos, cabalmente, são o resumo do homem e sua música.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 15/01


Annette Neuffer(1966) – trompetista,vocalista,
Baikida Carroll (1947) - trompetista,flugelhornista,
Dr. Leo Casino (1950) – saxofonista,
Earl Hooker (1930-1970) – guitarrista,vocalista,
Gene Krupa (1909-1973) - baterista(na foto)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

YARON HERMAN TRIO – MUSE (Laborie Records [2009])


“Muse” é o quarto álbum de Yaron Herman e este israelense, residente na França, continua seu firme progresso através da maturidade pós-estilo de Keith Jarrett e Brad Mehldau e certamente na avaliação mundial. Ainda no final dos seus vinte anos de idade, Herman posicionou-se em seu lugar com o disco de duo piano/bateria “Takes 2 To Know 1 (Sketch, 2005)”, que foi seguido por um álbum solo , “Variations (Laborie Records, 2006)”, e mais recentemente um trio com uso de eletrônica, “A Time For Everything (Laborie Records, 2007)”. O novo álbum, outra performance em trio, utiliza o mesmo pessoal do antecessor —Herman, o baixista Matt Brewer e o baterista Gerald Cleaver— mas sem a utilização da eletrônica.

Uma evidência em “Muse”, é que o tempo para Herman reaparecer não pode ser longo. A influência de Jarrett e Mehldau pode ainda ser ouvida, porém, agora, está mais difusa. Pode ser adicionada outra ressonância, Esbjorn Svensson. Com seu intenso e emocionalmente nuançado lirismo, Herman pode apresentar frases e ideias enfáticas e percussivas como a do falecido pianista. Assim ele o faz em “Muse”, sem utilizar os aparatos eletrônicos usados pelo sueco. Há momentos das mais apaixonadas e feéricas faixas, que ocupa metade da sessão, quando poderia ser quase um Svensson desplugado. Mas há uma diferença. As poderosas performances emocionais de Svensson pareciam ser pré-escritas. A paixão de Herman é diferente. Os sentimentos são mais orgânicos, mais momentâneos.

Em contraste com “A Time For Everything”, com suaves músicas de Björk, Sting, Leonard Cohen, Britney Spears e do clássico repertório norte-americano, “Muse” enfoca as composições de Herman e de Brewer. Há apenas duas canções familiares , "Con Alma" de Dizzy Gillespie e "Isobel" de Björk, mais uma menos conhecida de autoria de Alexander Argov e Naomi Shemer. "Lamidbar" de Argov, com influência do Oriente Médio, e "Vertigo" de Herman, que são agrupadas uma após a outra, estão entre os pontos altos do disco- requer atenção, é visceral e estimulante.

Herman inclui um quarteto de cordas em três faixas com efeitos recompensatórios. Em apenas três minutos, a abertura da faixa título é breve, mas é uma substancial peça clássica: rapsódica e sugerindo que algo interessante está por vir. As cordas são assertivas e cativantes. Elas aparecem menos assim em "Isobel", onde a batida tribal de Cleaver, reiteradamente providencia os movimentos. Na melancólica "Rina Balle" que encerra o disco, eles transitam vitoriosamente entre o passado e o porvir.

Faixas: Muse; Con Alma; Vertigo; Lamidbar; Perpetua; Isobel; Joya; Lu Yehi; Twins; And The Rain; Rina Balle.

Músicos: Yaron Herman(piano);Matt Brewer (baixo) [1-7, 9-11]; Gerald Cleaver (bateria) [2-7, 9-11]; Quatuor Ebene String Quartet (1, 6, 11).

Fonte : All About Jazz / Chris May

ELEITA A DIRETORIA DA SOJAZZ PARA 2010

Em Assembléia Geral realizada em Salvador, Bahia, no dia 19 de Dezembro de 2009, foi eleita a Diretoria Executiva e o quadro de Conselheiros da Sociedade para Apreciação do Jazz (SOJAZZ) para o ano de 2010.
A Diretoria será composta pelos seguintes associados:
Presidente: Sérgio Franco
Vice-Presidente: José Antonio Pinho
Tesoureiro: Edson Santos
Secretário: Ricardo Silva

Foram escolhidos pela Assembléia os seguintes Conselheiros:
José Jorge Lima
Mecenas Salles
Sérgio Benutti
Almir Aquino
Murilo Almeida
Marta Restrepo
Mauro Magalhães
Ana Paula Albuquerque
Francisco Oliveira

ANIVERSARIANTES 14/01




Billy Butterfield (1917-1988) – trompetista,
Brandon Lee (1983) – trompetista,
Caterina Valente (1931) - vocalista,
Grady Tate (1932) – baterista,
Kenny Wheeler (1930) - trompetista, flugelhornista,
Mark Egan (1951) - baixista,
Michael Simon (1975) – trompetista,
Nelson Ayres(1947) – pianista(na foto),
Nguyen Le (1959) - guitarrista,
Patrick Rydman (1969) – vocalista

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

NEA ESCOLHEU OS MESTRES DO JAZZ DE 2010


Nesta terça-feira, 12 de Janeiro, a “National Endowment for the Arts (NEA)” apresentou a relação anual dos escolhidos como Mestres do Jazz, bem como o profissional que deu apoio para a música e artistas, sendo considerado como defensor do Jazz. Neste ano os escolhidos como “NEA Jazz Masters” foram Muhal Richard Abrams, Kenny Barron, Bill Holman, Bobby Hutcherson, Yusef Lateef, Annie Ross e Cedar Walton(na foto). O produtor George Avakian receberá o”A.B. Spellman NEA Jazz Masters Award for Jazz Advocacy”, prêmio que o crítico da JazzTimes, Nat Hentoff, recebeu há poucos anos atrás.

A cerimônia e o concerto ocorreram às 19h30min no “Rose Theater” instalado no “Frederick P. Rose Hall”, casa do “Jazz at Lincoln Center’ em Nova York, e contou com a apresentação da “Jazz at Lincoln Center Orchestra” com Wynton Marsalis no programa dedicado aos trabalhos dos homenageados.

Neste ano a cerimônia e concerto foram transmitidos ao vivo pela “WBGO Jazz”, bem como pela “Real Jazz Channel 70” do sistema “Sirius/XM Satellite Radio”.Gary Walker da WBGO e Mark Ruffin da Sirius/XM foram anfitriões na transmissão. Além disto, a WBGO e a “NPR Music” disponibilizaram o evento ao vivo em seus “websites”.

O presidente da NEA, Rocco Landesman, e Marsalis foram os mestres de cerimônias para a entrega dos prêmios e para o concerto. Seis dos homenageados uniram-se à “Jazz at Lincoln Center Orchestra” no palco. Abrams, Holman (como regente convidado), e Walton junto a Ross atuaram com a orquestra. Barron fez uma apresentação solo, e Lateef atuou com o percussionista Adam Rudolph. Ademais, cada homenageado teve o reconhecimento através de um tributo musical da orquestra.

Muitos dos antigos agraciados pela NEA com Mestres do Jazz estiveram na plateia, incluindo Toshiko Akiyoshi, Ornette Coleman, Paquito d' Rivera, Ramsey Lewis e Dr. Billy Taylor.

Para preencher a semana, um grupo chamado “The Jazz Masters Quintet” se apresentará no “Dizzy’s Club Coca Cola” do dia 13 a 17 de Janeiro. O grupo será formado pelos novos eleitos pela NEA, Bobby Hutcherson e Cedar Walton, ao lado de James Spaulding, David Williams e Al Foster.

Fonte : JazzTimes

ANIVERSARIANTES 13/01


Bill Easley (1946) - saxofonista,
Claudio Riggio (1964) – guitarrista,
Danny Barker (1909-1994) - banjoísta, guitarrista, vocalista,
Edu Ribeiro (1975) – baterista,
Joe Pass (1929-1994) – guitarrista,
Jurandir Santana (1970) – guitarrista(na foto),
Melba Liston (1926-1999) - trombonista,
Percy Humphrey (1905-1995) - trompetista,
Quentin Jackson (1909-1976) - trombonista,
Vido Musso (1913-1982) - saxofonista

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ERIC REED – STAND! (WJ3)


O último lançamento de Eric Reed abre com a faixa título do CD, uma lembrança de como o premiado pianista pode trazer uma dinâmica orquestral, recheando e asseverando um simples tema, enquanto sua sensibilidade o move.

E aquela sensibilidade o leva com frequência a uma inspiração gospel para que seu trio atue, devotada e inteiramente, a composições originais. De alguma maneira, as performances de “Stand!” e “Glitch Shout On”, outro destaque do disco, são típicos presentes. As melodias rapidamente partem-se em volta de si, ainda com cada parte seguindo em séries que tomam novo colorido harmônico ou adquire um impulso adicional, graças, em parte, ao baixista Rodney Whitaker e ao baterista Willie Jones III. Não é exatamente um som jubiloso, mais exuberante e dirigido apenas às semelhanças, especialmente quando Reed está reunindo um grupo de acordes e pontuando-os com movimentos rápidos de notas simples.

Ocasionalmente, o espírito torna-se menos brilhante e espirituoso. Dois exemplos: “Gratitude”, que traz à mente o enfoque do trio de Ahmad Jamal, e “A Love Divine”, um “jazz spiritual”. “Like a Thief in The Night” encontra o trio de forma mais relaxada, atuando dentro de uma bem sucedida pegada “soul jazz”, enquanto “Draco”, agitada com a energia afro-caribenha, inicia um interlúdio envolvente. As alternâncias na entonação são benvindas, evitando redundâncias e possibilitando a Whitaker e a Jones mostrar suas forças e nuances. Claro, o virtuosismo “postbop” de Reed por si só carrega algumas destas músicas.

Ainda que as performances, consistentemente, beneficiem-se de um nível inspirado de interação, algo aparentemente dá ao álbum uma prazeirosa coda com tintura de blues, “Everything That Has Breath”.

Faixas : 1. Stand! ; 2. Pursuit of Peace; 3. Prayer; 4. Git'cha Shout On;
5. Gratitude; 6. You Are There; 7. New Morning; 8. Adoração;9. Like a Thief in the Night; 10. A Love Divine;11. Everything That Has Breath

Data de lançamento : 17 de Março de 2009

Fonte : JazzTimes / Mike Joyce

ANIVERSARIANTES 12/01


Ben Geyer (1985) – pianista,
Ernst Bier (1951) – baterista,
George Duke (1946) - pianista,
Guy Lafitte (1927-1998) - saxofonista,
Ingrid Jensen (1966) – trompetista(na foto),
Ivo Perelman (1961) – saxofonista,
Jane Ira Bloom (1955) - saxofonista,
Jay McShann (1909-2006) - pianista,vocalista,
Mississippi Fred McDowell (1904-1972) – guitarrista,
Nancy Donnelly (1967) – vocalista,
Olu Dara (1941) - trompetista, cornetista,
Ruth Brown (1928-2006) - vocalista,
Trummy Young (1912-1984) - trombonista

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ANIVERSARIANTES 11/01


Ed Schuller (1955) - baixista,
Eden Atwood (1969) – vocalista (na foto),
Egil Johansen (1934-1998) - baterista,
Jonny Phillips (1971) – guitarrista,
Kris Gustofson (1962) – baterista,
Lee Ritenour (1952) - guitarrista ,
Neal Caine (1973) – baixista,
Oriente Lopez (1962) – pianista,
Osie Johnson (1923-1966) - baterista,
Ryan Burns (1972) – pianista,
Tab Smith (1909-1971) - saxofonista,
Wilbur deParis (1900-1973) - trombonista

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sobre Fábio Torres


Fábio Torres e seu Trio Corrente estará acompanhando Paquito D' Rivera no Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga









Fonte: MySpace.com



Nascido em janeiro de 1971, Fabio Torres iniciou seus estudos de música logo aos cinco anos de idade. Após formar-se em piano erudito no conservatório, em 1990, ingressou no curso de Composição na Escola de Comunicações e Artes da USP. Nesta fase, paralelamente ao estudo da música eurdita, o músico dava aulas de piano, tocava em bandas de baile e casas noturnas, onde praticava a música popular.
Em 1992, aos 22 anos, formou a Banda Mistura e Manda, com a qual gravaria seu primeiro CD. No ano seguinte, venceu o Projeto Nascente-prêmio da Editora Abril destinado a revelar talentos na USP -na categoria Música Popular. A partir daí, passa a tocar e gravar com inúmeros artistas da MPB como: Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeom, Vânia Bastos, Eduardo Gudin, Heraldo do Monte.
Em 1996, vai ao exterior pela primeira vez, tocando com a cantora Célia no Principado de Mônaco. A esta altura, sentindo a necessidade de realizar seus próprios projetos artísticos, inicia um duo com o flautista Rodrigo y Castro. Em 1998, os dois chegam à final do "I Prêmio Visa de Música Instrumental", recebendo elogios da crítica e gravando o CD dedicado aos finalistas ao lado de Hamilton de Holanda e Nelson Veras. Neste mesmo ano, participando do Projeto "Chorando Alto" ao lado de Hamilton, realizam um dos shows mais elogiados do festival que reuniu nomes como Egberto Gismonti e Herbie Man.
Em 1999, passa a tocar com a cantora Rosa Passos. Parceria essa queresultaria em inúmeras turnês pelas Américas, Europa e Ásia e também vários CDs gravados. Com Rosa, tocaria em alguns dos maiores festivais de jazz do mundo como Umbria e Vitoria-Gasteiz. No último CD lançado pela cantora, Romance (Telarc), de 2008, Fabio assina boa parte dos arranjos e toca em todas as músicas. Sua participação rendeu elogios da crítica nacional e internacional. Paralelamente ao trabalho com Rosa, o músico tocou com Ivan Lins, Toninho Horta, João Donato, Roberto Menescal, Leila Pinheiro, Joyce, Fátima Guedes, Zizi Possi, Leny Andrade entre outros.
Em 2000, inicia outra parceria com o instrumentista e compositor Chico Pinheiro. Além de shows pelo Brasil, Fabio toca nos quatro Cd's do guitarrista, tendo o último ( a ser lançado em 2010) participações da cantora Dianne Reeves e do saxofonista Bob Mintzer. Em 2005 lança o CD "Corrente" ao lado de Paulo Paulelli e Edu Ribeiro. O Trio Corrente misturou samba, bossa, choro e jazz, criando um estilo inconfundível que recebeu elogios da crítica e de músicos de jazz renomados como Ron Carter. Nos anos seguintes, o trio tocou em inúmeros festivais de jazz no Brasil e em 2009 realiza em parceria com o bar "Ao Vivo Music" o Projeto "Trio Corrente Convida" com Joyce, Hamilton de Holanda, Leila Pinheiro e Mônica Salmaso. Em setembro de 2009, o grupo vai pela primeira vez à Europa, tocando em Clubes de Jazz sempre cheios e para um público ávido por ouvir o jazz brasileiro. Para 2010, o trio planeja o lançamento de seu próximo CD bem como uma colaboração com o saxofonista cubano radicado em Nova Yorque, Paquito de Rivera, no Festival de Jazz de Guaramiranga.
Em 2008, lança outro CD em trio junto a Celso de Almeida e Paulo Paulelli. Com este trabalho apresentaram-se no Festival de Jazz de Buenos Aires (Argentina - outubro/2008) e no Festival de Jazz de Barquisimeto (Venezuela - Novembro/2009) além de inúmeros shows no Brasil. O ano de 2009 é marcado pelo lançamento de seu primeiro CD autoral, Pra Esquecer das Coisas Úteis.
Outros fatos marcantes da carreira:
- Viaja para a Escandinávia para se apresentar com a Orquestra Brasileira Escandinavia e tem sua participação elogiada pela crítica local. (Julho/2007) - Grava o CD "Rio" do trompetista alemão Till Brönner (vencedor do Prêmio Echo), projeto que teve a participação de Milton Nascimento, Vanessa da Mata, Annie Lennox, Sergio Mendes, Luciana Souza, entre outros, e foi produzido pelo vencedor do Grammy, Larry Klein.(Maio/2008) - Viaja ao Japão, com Fabiana Cozza e Marcel Powell, participar do "Tributo à Baden Powell" realizado pelo saxofoista japonês, Sadao Watanabe. (Dezembro/2008).

SFJAZZ COLLECTIVE - LIVE 2009 (SFJAZZ [2009])


Desde sua formação em 2004, SFJAZZ Collective tem demonstrado uma capacidade única de juntar talentos individuais, enquanto, simultaneamente, mantém uma banda unificada sonoramente. “Live 2009” é uma magnifica representação deste delicado equilíbrio. O tour do “Collective's 2009” apresenta composições do pianista McCoy Tyner arranjadas pelos membros do grupo, e uma composição original de cada instrumentista.

Os arranjos retratam os diversos estilos e influências musicais dos membros do “Collective”, enquanto mantêm o espírito das gravações originais. A composição da pianista Renee Rosnes, "Fly with the Wind", e a do trombonista Robin Eubanks, "Indo-Serenade/Parody", apresentam os mais fortes arranjos da música de Tyner, utilizando a vantagem da disposição das sete vozes da banda em criar passagens e figuras de suas experiências em sua plenitude para que os solistas explorem o território.

A verdadeira versatilidade e originalidade dos membros do “Collective”, entretanto, brilha nas composições originais. Desde "Yes We Can - Victory Dance" (um tributo ao Presidente Barack Obama) à composição do baixista Matt Penman, em resposta humoradamente entitulada ,"Yup, We Did," cada composição é única e pessoal. "Yes We Can" é alegre e despretensiosa, ainda que seja uma música complexa, com Eubanks e o baterista Eric Harland atuando com suas singulares pegadas, com leveza, antes de abrir caminho para o trompetista Dave Douglas e Rosnes, que atuam sobre uma firme pegada “funkeada” estabelecida por Penman e Harland. A melancólica "Sycamore" de Douglas apresenta um amplo leque de emoções em três partes distintas.

O título, acuradamente, descreve a composição do saxofonista tenor Joe Lovano, "Jazz Free". Aos solistas é permitido dividir-se e mover-se em suas próprias direções com suas próprias crenças, que, também, não se distanciam muito uns dos outros. O altoísta Miguel Zenón está a altura do seu status, ou seja, de um grande músico oficialmente reconhecido com "No Filter", outra criativa mistura de ritmos latino-americanos com o jazz moderno. Harland está finalmente iniciando o desenvolvimento de sua própria voz com "E-Collective", onde os elementos tonais do início das composições para o “Collective” permanecem, mas um novo nível de maturidade composicional e contenção é demonstrado.

A bela composição de Rosnes, "Migrations", com influência do samba, faz um maravilhoso uso completo da banda, enquanto "Yup, We Did" de Penman é bem elaborada, com andamento rápido e com enfoque mais convencional, faltanto, entretanto a energia e ferocidade das suas primeiras composições.

“SFJAZZ Collective's Live 2009” tem pleno apelo para os fãs dos modernos e pequenos grupos de jazz — um estonteante exemplo do que pode ocorrer quando sete músicos, extremamente talentosos e versáteis, põem de lado seus egos para um objetivo comum de criar um fantástico trabalho de arte.

Faixas: CD1: Fly with the Wind; Three Flowers; Yes We Can - Victory Dance; Sycamore; Jazz Free; No Filter.
CD2: Peresina; Four by Five; Aisha; Consensus; Indo-Serenade/Parody; E-Collective; Migrations; Yup, We Did.

Músicos: Joe Lovano: saxofone tenor; Renee Rosnes: piano; Miguel Zenón: saxofone alto; Matt Penman: baixo; Dave Douglas: trompete; Eric Harland: bateria; Robin Eubanks: trombone.

Fonte: All About Jazz / John Ferrell

ANIVERSARIANTES 10/01


Allen Eager (1927-2003) - saxofonista,
Buddy Johnson (1915) – pianista, líder de orquestra,
Frank Sinatra, Jr.(1944) – vocalista,
Mané Silveira(1957) – saxofonista,
Max Roach (1925-2007) – baterista,
Mike Stern (1953) - guitarrista,
Rob Mullins (1958) – pianista,
Rod Stewart (1945) – vocalista,
Sonya Jason (1963) – saxofonista,
Waymon Reed (1940-1983) - trompetista,flugelhornista

sábado, 9 de janeiro de 2010

DAVID SANBORN LANÇA NOVO DISCO


O saxofonista David Sanborn, na foto, lançará seu novo disco, “Only Everything (Decca)”, no próximo dia 26 de janeiro e excursionará através dos Estados Unidos nos meses de Janeiro e Fevereiro. A gravação é, em parte, um tributo a Ray Charles e inclui Joss Stone atuando em “Let The Good Times Roll”, bem como uma versão de James Taylor de “Hallelujah, I Love Her So”.

“Joss é uma mulher jovem com uma velha alma”, Sanborn declarou. “Ela tem uma força natural, que entende o poder primal da “soul music”. Eu queria Joss para expressar o puro deleite do lado sensual de Ray. Ela o fez brilhantemente. James contou a estória —como ele conta todas as suas estórias— com um natural ardor, que pulsa com a influência do blues”.

O disco também inclui o tributo de Sanborn a dois saxofonistas de Ray Charles, que faleceram recentemente, incluindo “The Peeper” para Hank Crawford e “Hard Times” para David “Fathead” Newman.

O tour de Sanborn iniciará em “South Orange Performing Arts Center” em South Orange, N.J., em 28 de Janeiro e incluirá uma passagem no “Sculler’s Jazz Club” em Boston (05 e 06 de Fevereiro), seis noites no Blue Note de Nova York (9 a 14 de Fevereiro), bem como três noites no Yoshi em San Francisco (25 a 27 de Fevereiro).

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 09/01


Betty Roche (1920-1999) - vocalista,
Bucky Pizzarelli (1926) - guitarrista,
Carlos Jimenez (1977) – flautista,
Carson Smith (1931) - baixista,
Kenny Clarke (1914-1985) - baterista(na foto),
Roger Guerin (1926) - trompetista