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domingo, 28 de fevereiro de 2010

MARA ROSENBLOOM QUARTET – SCHOOL OF FISH (Self Produced [2009])


Música, na melhor das hipóteses, é sobre coisas que vemos e sentimos e que são bem conhecidas, mas sob outro enfoque, fazendo-as prazeirosas para o intelecto e para o coração. É sobre o posicionamento de coisas familiares em um contexto não familiar.
Tomando a capa do álbum da pianista , natural de Wisconsin, Mara Rosenbloom como exemplo, School of Fish, é adornada por um peixe pintado em uma estrutura de madeira com o olho do peixe sendo parte da textura natural da madeira. Aqui, um animal aquático é retirado do seu elemento natural e colocado em contexto diferente e funciona: o peixe é visto de forma nova e em modo humorado.

Apenas como a capa apresenta a percepção bem conhecida de como as coisas usualmente são, Rosenbloom renova a fórmula do jazz com brilhantes composições que são liricamente contemplativas e ritmicamente pulsantes.

É fácil seguir a conexão melódica do seu pensamento e, ainda, há constantes e inesperados desvios, fazendo a música acessível e intelectualmente satisfatória. Como pianista Rosenbloom é igualmente fascinante — mudando o tempo, usando energética emissão de notas e blocos de acordes. Há traços do seu ex-professor Kenny Werner, bem como de McCoy Tyner, mas a expressão final é sua.

Bloom reuniu um excelente time de músicos jovens, que entendem como a música funciona e são capazes de seguir cada variação e modificá-la. O baixista Isaac Jaffe tem a elasticidade suingante necessária para a variação da complexidade melódica das composições como na faixa de abertura "Arrival" e em "Passage" com o vigor dos seus ritmos. Para manter esta proposta, o baterista Nick Anderson é o mantenedor ideal do tempo com seu brilhante e sofisticado toque, fazendo a música dançar.

Darius Jones é um mestre do instrumento, desde a aveludada vulnerabilidade de "Subtle Pressure" para o intenso clímax de "Six" , ele toca através do registro inteiro do seu saxofone.

Este quarteto executa música que torna crível o futuro do jazz. Como pianista e compositora, Rosenbloom é uma singular musicista e está à frente daqueles músicos que estão satisfeitos em residir nas desinteressantes águas dos elementos familiares.

Faixas: Arrival; Subtle Pressure; Passage; Ellipsis; Departure; Six.

Músicos: Mara Rosenbloom: piano; Darius Jones: saxofone alto; Isaac Jaffe: baixo; Nick Anderson: bateria.

Fonte : All About Jazz / Jakob Baekgaard

Jazzista Herbie Hancock lança álbum com colaboração da cantora Céu

A cantora Céu participa do disco do jazzista Herbie Hancock. (Foto: Divulgação)

Músico norte-americano lança o CD e DVD 'The imagine project'.
Cantora Pink e o guitarrista Jeff Beck estão entre os convidados.

O ícone do jazz Herbie Hancock reuniu mais um elenco estelar para dar seguimento multimídia a sua homenagem a Joni Mitchell, pela qual recebeu um Grammy. Entre os colaboradores está a brasileira Céu.

O álbum "The imagine project" pretende unir "uma miríade de culturas através da canção e da expressão criativa positiva", segundo comunicado. Os colaboradores incluem a cantora pop Pink, o guitarrista Jeff Beck, a citarista indiana Anoushka Shankar, o grupo folk irlandês The Chieftains e o roqueiro colombiano Juanes.

O álbum autofinanciado será lançado em 22 de junho pelo selo próprio do pianista, Hancock Records, e será divulgado com uma turnê mundial descrita por uma porta-voz como "extensa". Já foram marcadas datas de alguns dos shows: no Carnegie Hall, em Nova York, em 24 de junho, e no Hollywood Bowl em 1o de setembro.

Hancock acumulou muita milhagem aérea na tentativa de gravar cada canção no país de origem de seu colaborador. O documentarista premiado com o Oscar Alex Gibney ("Um táxi para a escuridão") o acompanhou nas viagens, gravando imagens para uma potencial exposição online e em um filme.

Ele viajou a Mumbai para gravar com Shankar a faixa "The song goes on", que também inclui a cantora de R&B Chaka Khan, o saxofonista de jazz Wayne Shorter e um grupo de músicos indianos.

Hancock e Shorter se reencontraram em Londres para gravar com Beck, Pink e Seal um cover de "Don't give up", de Peter Gabriel. Outras escalas incluíram Paris, para gravações com Beck e os músicos africanos Tinariwen, Oumou Sangare, Lionel Louke e Kinono No. 1; Dublin, para gravar com The Chieftains; Miami, com Juanes, e São Paulo, com a cantora brasileira Céu.

Além dos vocais da artista paulistana, a sessão teve participação do multiinstrumentista Curumin na bateria, do baixista Lucas Martins e do percussionista Rodrigo Campos.

Também foram recrutados o roqueiro Dave Matthews e o casal de guitarristas de blues Derek Trucks e Susan Tedeschi.

Hancock, que completa 70 anos em abril, foi o vencedor inesperado do Grammy de álbum do ano, em 2008, por "River: The Joni Letters", lançamento que passara relativamente despercebido e que incluía participações da própria Joni Mitchell, Leonard Cohen, Tina Turner, Corinne Bailey Rae, Luciana Souza e Norah Jones, esta meia-irmã de Anoushka Shankar.

Fonte: Reuteres/G1

ANIVERSARIANTES 28/02


Bill Green (1925-1996) – saxofonista,
Charles Gayle (1939) – saxofonista,
Daniel Barry (1955) – trompetista,
Grace Chung (1971) – vocalista,
Liam Sillery (1972) – trompetista,
Roseanna Vitro (1954) – vocalista (na foto),
Willie Bobo (1934-1983) - percussionista

sábado, 27 de fevereiro de 2010

NAT ADDERLEY JR. HOMENAGEARÁ A FAMÍLIA LEGENDÁRIA


O pianista Nat Adderley Jr. homenageará seu pai e seu tio, o cornetista e saxofonista Nat e Cannonball Adderley (na foto), respectivamente, com o concerto "Music of Cannonball and Nat Adderley" que será realizado na Califórnia em Março.

O cornetista Longineu Parsons e o saxofonista Diron Holloway se unirão a Adderley Jr. para a primeira performance no próximo dia 17 de Março no Anthology's em San Diego e mais uma vez em 24 de Março no Catalina Jazz Club em Los Angeles. O baixista Trevor Ware e o baterista Roy McCurdy , também, comporão o grupo.

Para Adderley Jr. as performances marcarão uma ênfase renovada nas suas raízes jazzísticas após passar vários anos trabalhando como diretor musical para o falecido Luther Vandross.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 27/02


Barry Cleveland (1956) - guitarrista,
Dexter Gordon (1923-1990)– saxofonista(na foto),
Joey Calderazzo (1965)– pianista,
Lina Nyberg (1970) - vocalista,
Rob Brown (1962) - saxofonista,
Scott MacGregor (1961) - guitarrista

Sabá


RUY CASTRO

Sabá

RIO DE JANEIRO - Os olhos ampliados pelas lentes absurdas pareciam crescer mais ainda quando se falava de certos nomes. Conversar sobre música com Sabá era assistir a um espetáculo de admiração. Sua paixão pelos grandes pianistas ou cantores com quem trabalhara refletia-se na sua expressão, na gesticulação, no tom de voz. Deixava de ser um colega de palco, era um fã.
Mas o próprio Sabá merecia todo o respeito. Paraense de 1927, era um senhor contrabaixista. Em 1955, foi o primeiro a acompanhar Johnny Alf quando este chegou a São Paulo vindo do Rio -e tocar com Alf tornou-o o baixista favorito dos músicos modernos paulistanos. Dez anos depois, com Cido ao piano e Toninho na bateria, formou o Jongo Trio, um grupo instrumental/vocal que estourou com "Menino das Laranjas". Chamados a acompanhar os jovens Elis Regina e Jair Rodrigues no show "O Fino da Bossa", no Teatro Paramount, co-estrelaram um LP que vendeu milhares e não lhes rendeu tostão.
Em 1967, sem Cido e com Cesar Camargo Mariano, o Jongo se tornou o Som 3, que acompanhou Wilson Simonal nos dias de glória do cantor. Eram 365 shows por ano, em cidades, Estados ou países diferentes, com escalas quinzenais em Congonhas para beijar a família e trocar as malas de roupa. Em 1972, sem Cesar, ele se juntou a outro pianista: Dick Farney.
Sabá foi uma fonte inestimável sobre a bossa nova em São Paulo para meu livro "Chega de Saudade", de 1990. Lembrava-se de cada boate e de quem tocara nelas, onde, quando e com quem. Anos depois, fiz palestras sobre bossa nova ilustradas musicalmente por um conjunto que ele armou para a ocasião. Ali conheci melhor o ser humano. E conquistei o privilégio de poder dizer que trabalhei com Sabá.
Sabá morreu em São Paulo, na terça passada, aos 83 anos.
Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

HEATH BROTHERS – ENDURANCE (JLP)


O álbum encontra o quarteto Heath Brothers em excelente forma, apesar da ausência do baixista Percy Heath. É o primeiro disco do grupo desde a morte de Percy em 2005, e David Wong suinga bem. Uma boa substituição. O saxofonista tenor e soprano Jimmy Heath oferece diversas composições características , bem como solos que são modelos de economicidade, lirismo e suingue. O baterista Albert “Tootie” Heath já é conhecido pela qualidade do estilo, com balanço e inspiração. Jeb Patton, o pianista de longa data do grupo, oferece vívido e qualificado suporte e solos compatíveis.

O único tributo específico a Percy é “From a Lonely Bass” de Jimmy Heath, que é executado com arco por Wong, que apresenta uma bela e rica entonação além de apropriado sentimento. Seis outras composições de Jimmy são apresentadas, cada uma delas envolvida em melodias convidativas e harmonias variadas. “Two Tees” escrita para “Tootie” é uma peça com pegada bop com paradas da bateria, que lembram as graciosas e ritmadas performances de sapateadores. “Dusk in the City” de Patton, um das duas músicas em que Jimmy utiliza o sax soprano, e “Autumn in New York” de Vernon Duke completa o programa.

Enquanto o título do disco é uma alusão à longevidade dos Heaths, há mais do que uma prolongada existência representada aqui. O grupo continua a exercer um largo exercício de criatividade através dos seus soberbos perfis bem constituídos. Um ato de classe, por certo.

Faixas:

1. Changes
2. Wall to Wall
3. You or Me
4. Ballad from Leadership Suite
5. Dusk in the City
6. Two Tees
7. Autumn in New York
8. From a Lonely Bass
9. The Rio Dawn

Músicos: Jimmy Heath (saxofones sopranino, soprano e tenor);Jeb Patton (piano); David Wong (baixo);Albert "Tootie" Heath (bateria);Claudio Roditi (shaker).

Data de Lançamento: 11 de Agosto de 2009

Fonte : JazzTimes / Owen Cordle

ANIVERSARIANTES 26/02


Dave Pell (1935) – saxofonista,
Déo Rian(1944) – bandolinista,
Fats Domino (1928) – pianista, vocalista,
Hilliard Greene (1958) – baixista,
Lea Freire (1957) – flautista (na foto),
Steve Grover (1956) - baterista,
Trevor Watts (1939) - saxofonista

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MARTY EHRLICH RITES QUARTET – THINGS HAVE GOT TO CHANGE (CLEAN FEED)


O mais novo lançamento de Marty Ehrlich inicia com uma excitação que põe as coisas fora do prumo. “Rites Rhythms” abre com Erik Friedlander puxando as cordas em seu cello, adentrando à cena para uma brilhante e extensa melodia a partir do saxofone alto de Ehrlich e do trompete de James Zollar. Pheeroan akLaff atua nos pratos, no tempo completo, fazendo as coisas soarem perfeitamente. Esta peça minimalista nunca está sem saída.

Ehrlich e Zollar interagem de maneira a estarem afinados nos locais certos. Quando o saxofone soa com feroz emoção, Zollar responde com toques surdinados e queixosos, enquanto Friedlander trabalha duro e usa o pizzicato para dar suporte. As coisas movem-se lenta e frouxamente durante “Some Kind of Prayer” com o suspense tornando-se um elemento chave da música.
Junto com cinco peças do líder, eles executam três composições de Julius Hemphill. O mesmo tipo de pegada que inicia o álbum não está aparente no final com “Dogon A.D.” de Hemphill. Construído em modelo 11/4, amarra Friedlander e akLaffa em um rígido território de manutenção do tempo, que desvaloriza o poder da música. A despeito disto, o quarteto participa de uma excitante apresentação.

Faixas: Rites Rhythms; Dung; Some Kind of Prayer; On The One; Slices Of Light; Song For Tomorrow; From Strength To Strength; Dogon A.D..

Músicos: Marty Ehrlich: alto saxophone; James Zollar: trumpet; Erik Friedlander: cello; Pheeroan akLaff: drums.

Fonte : JazzTimes / Mike Shanley

ANIVERSARIANTES 25/02


Aaron Koppel (1983) – guitarrista, Brian Drye (1975)– trombonista,
Carlos Malta(1960)–saxofonista,
flautista(na foto),
Ernesto Cervini (1982) – baterista, Fred Katz (1919) – violoncelista,
Ida Cox (1896-1967) – vocalista,
John Gentry Tennyson (1965) - pianista,
Lars Jansson (1951) – pianista,
Tommy Newsom (1929-2007) – saxofonista

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BRAD MEHLDAU LANÇARÁ NOVO CD


O pianista Brad Mehldau, na foto, lançará seu novo CD duplo, "Highway Rider (Nonesuch)", no próximo dia 16 de março. A gravação é composta por originais do pianista e apresenta seu conhecido trio formado pelo baterista Jeff Ballard e pelo baixista Larry Grenadier, acrescido de alguns convidados. O saxofonista Joshua Redman aparece ao lado do baterista Matt Chamberlain e Dan Coleman lidera uma orquestra de câmera.

Mehldau orquestrou e arranjou as peças para a banda e seu novo trabalho, nesta área, reflete sua recente busca de grandes composições e canções. Ele escreveu “The Brady Bunch Variations” para a Orchestre National d’île-de-France , bem como trabalhos sobre encomenda solicitados pelo Carnegie Hall, como “Love Songs” (para Anne Sofie von Otter) e “Love Sublime” (para Renée Fleming).

“É muito excitante escrever algo que estava em sua mente e ouvi-la , pela primeira vez, sendo tocada por estes músicos magníficos”, disse Mehldau . “Para mim, o maior desafio foi a orquestração— que notas assinalar para cada instrumento. Eu estudei várias partituras de músicos como Strauss, Brahms, Tchaikovsky. Porém, enquanto eu estava escrevendo, eu continuava ouvindo os mais recentes orquestradores e arranjadores e dois , especialmente, me impactaram : Francois Rauber em seu trabalho com Jacques Brel, e Bob Alcivar em sua colaboração com Tom Waits”.

Jon Brion, que produziu o álbum de Mehldau, Largo, em 2002, está de volta em “Highway Rider”.

“A primeira conversa com Jon sobre a música , foi para ele a constituição de um acordo — tinha que ser ao vivo, com a orquestra e o o grupo de jazz tocando juntos”, Mehldau declarou. “Nós fomos capazes de evitar que Coleman, jocosamente, fizesse referência como um ‘disco de cordas’, adicionando a orquestra na performance do grupo de jazz após o fato acontecido”.

Com esta gravação, Mehldau excursionará pelos Estados Unidos em Abril.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 24/02


David "Fathead" Newman (1933-2009) – saxofonista (na foto),
Eddie Chamblee (1920-19990 – saxofonista,
Michel Legrand (1932) – pianista,
Patti Wicks (1945) - pianista, vocalista

ESCOLA BAIANA DE CANTO POPULAR


ESCOLA BAIANA DE CANTO POPULAR
Cursos de Canto e Harmonia.
Professores: Fábio Sacramento, Ivan Bastos, Paulo Mutti e Isa Reis.
Coordenação: Ana Paula Albuquerque.
Endereço: Rua Politeama De Baixo, 34 - Espaço Sharanam, Salvador - BA.
Contato: (71) 3494-3023

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CHRISTIAN McBRIDE & INSIDE STRAIGHT – KIND OF BROWN ( Mack Avenue Records [2009])


O baixista/compositor Christian McBride é um dos mais demandados acompanhantes no mundo da música, tendo excursionado e gravado com Herbie Hancock, Chick Corea, Diana Krall e Sting. O nativo da Filadélfia, também, tem feito seu nome como um líder inovador, explorando os estilos acústico e eletrônico. Para “For Kind of Brown”, sua primeira gravação para o selo sediado em Detroit , Mack Avenue Records, McBride apresenta seu novo quinteto de jazz acústico, Inside Straight, com o pianista Eric Scott Reed, o saxofonista Steve Wilson, o vibrafonista Warren Wolf, Jr. e o baterista Carl Allen.

O elegante blues funkeado da abertura, "Brother Mister", possibilita a Reed, Wilson e Wolf esquentar a pegada confortável de McBride e Allen. A atuação alegre é então interrompida com a introdução rápida de McBride na agitada e suingante "Theme for Kareem" de Freddie Hubbard. A ferocidade da vibração post-bop apresenta o controle do quinteto sobre a linguagem moderna do jazz de forma inigualável.

O lirismo brilha em "Rainbow Wheel" e "Starbeam", duas das melancólicas composições de McBride. A pegada gospel de "Used 'Ta Cha" está em um tempo espirituoso e alegre, embasado no blues, incluindo uma vigorosa mensagem de gratidão de McBride. "The Shade of the Cedar Tree", que apareceu pela primeira vez em seu disco de estreia como líder, “Gettin' To It (Verve, 1995)”, movimenta-se elegantemente do suingue para o jazz latino com solos em alto nível de Wolf, Wilson e Reed.

Uma entusiasmante composição de Reed ,"Pursuit of Peace", tem um melodia que segue direto para frente sobre uma intricada linha do baixo , criando um efeito de contraponto com influência direta sobre a alma. A bela valsa de McBride, um tributo ao falecido pianista James Williams, "Uncle James", apresenta uma impressividade melódica vindo do saxofone soprano de Wilson. "Stick & Move" esta dentro da tradição do blues com um delicioso fervor. A atitude de seguir e parar é o ponto alto da sessão.

McBride encerra o disco com o arco no standard "Where Are You?", executado em suave dueto com o saxofone. Um tranqüilo encerramento de um disco pleno de sofisticação e virtuosismo.

Faixas: Brother Mister; Theme for Kareem; Rainbow Wheel; Starbeam; Used 'Ta Could; The Shade of the Cedar Tree; Pursuit of Peace; Uncle James; Stick & Move; Where Are You?.

Músicos: Christian McBride: baixo; Carl Allen: bateria; Eric Scott Reed: piano; Steve Wilson: saxofone alto, saxofone soprano; Warren Wolf, Jr.: vibrafone.

Fonte : All About Jazz / John Barron

ANIVERSARIANTES 23/02


Daryl McKenzie (1962) – trombonista,
Johnny Winter (1944) – guitarrista. vocalista,
Wayne Escoffery (1975) – saxofonista(na foto)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ADERBAL DUARTE NO TEATRO SESI EM 27 DE FEVEREIRO

A sonoridade criada por João Gilberto, popularizando o samba moderno com o nome de bossa nova. Além de influenciar toda uma geração de músicos e compositores brasileiros, seus discos começaram a ser levados do Brasil por músicos americanos em turnês, copiados, transmitidos em programas radiofônicos de grande audiência, se consolidando como a própria voz do Brasil projetando o país como um celeiro de músicos tão geniais que transformaram até o jazz, o mais vanguardista dos gêneros musicais. O maestro Aderbal Duarte - violonista, compositor, arranjador e estudioso do assunto, com trabalhos editados no Brasil e na Europa - mostra uma safra de novos violonistas como Raph Grima, Erivaldo Dantas, Tiago Bandeira e o cantor Valdinei Nascimento.
Horário: 20h
Dias: Sábado 27/02
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

Gratuito para Industriários e Dependentes


Contatos:
ADERBAL DUARTE - Badaró - (71) 3346-7432

Teatro SESI Rio Vermelho - Rua Borges dos Reis, 09 - Rio Vermelho, Salvador - BA

Tel.: (71) 3334-6800 / 3335-1529 Fax:(71) 3335-0409

http://www.sesi.fieb.org.br/teatrosesi

E-mail: teatrosesi@fieb.org.br

CONCORD REMASTERIZA MAIS CLÁSSICOS DO JAZZ


O Grupo Concord Music lançará uma nova série de reedições, a Original Jazz Classics Remasters, no próximo dia 30 de Março com cinco títulos do seu catálogo.

Os títulos da série da Concord, remasterizados em 24-bit, incluem Jazz At Oberlin (capa na foto) de Dave Brubeck, Art Pepper Meets The Rhythm Section de Art Pepper, Way Out West de Sonny Rollins, Thelonious Monk With John Coltrane e Virtuoso de Joe Pass. Esta série é uma extensão das recentes reedições da Rudy Van Gelder Remasters, que utilizam a tecnologia de remasterização em 24-bit.

“Com estas reedições nós damos um olhar renovador e uma nova perspectiva para estes artistas e seus mais importantes trabalhos” declarou Nick Phillips, vice-presidente de jazz da Concord. “Não só pela meticulosa remasterização em 24-bit efetuada por Joe Tarantino, mas também por novos entendimentos proporcionados pelas atualizadas notas dos discos, que foram escritas para cada título da série”.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 22/02


Buddy Tate (1913-2001) – saxofonista (na foto),
Joe LaBarbera (1948) – baterista,
Joe Wilder (1922) – trompetista,
Laurent Coq (1970) – pianista,
Rex Stewart (1907-1967) - cornetista

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Jurandir Santana e Lea Freire no AO VIVO MUSIC



Projeto "Terças Instrumentais" Gratuitas
A partir do mês de Fevereiro terá inicio o projeto "Terças Instrumentais" no Ao Vivo Music. O projeto irá realizar uma série de shows de música instrumental gratuitos em diversas terças-feiras de 2010. Grandes nomes da musica instrumental brasileira e internacional revezarão o palco durante o ano com espetáculos sempre abertos gratuitamente ao público. Para inaugurar o projeto o guitarrista baiano Jurandir Santana se apresentará com a participação especial de Léa Freire no dia 23 de fevereiro.

Jurandir Santana
Guitarrista baiano, Jurandir Santana, tem se dedicado a pesquisar e divulgar a complexidade da musica brasileira, aprofundando seus conhecimentos adquiridos ao longo de 23 anos de carreira. Sua identificação com a música começou cedo, e hoje, possui um currículo respeitado já tendo gravado e se apresentado com grandes nomes do jazz como Delmar Brown, Nelson Veras, Grant Stewart, Vandy Harris, Fredrik Noren, Hermeto Paschoal, Nico Âssunpção, Arthur Maia, Mareio Montarroyos e Raul Mascarenhas. Em 2002 participou do African Market Place, festival de música africana, em Los Angeles (EUA). Em 2003, tocou com o baixista Matt Fergusson e a cantora Ithamara Koorax, eleita pela revista Downbeat, uma das três melhores cantoras de jazz do mundo. Para reunir toda essa profusão musical, as nuances da musicalidade brasileira de norte a sul do pais. Jurandir lançou em 2006 o álbum Só Brasil, vencedor do Prêmio Braskem Cultura e Arte. A faixa Embaraçado, que abre o CD, foi uma das vencedoras do Itaú Cultural e também premiada como melhor arranjo no Troféu Caymmi de 2002, Só Brasil é um espetáculo único, onde o amante da boa música é convidado a apreciar a riqueza dos ritmos brasileiros como frevo, maracatu, xaxado, baião, chula, samba-de-roda e ijexá. Com este show Jurandir realizou 2 turnês na Europa passando pela Espanha, Itália e Portugal e para este show no Ao Vivo Music terá como convidada especial Léa Freire.




Quem? Jurandir Santana e Léa Freire.
Quando? 23 de Fevereiro de 2010 (terça-feira) às 21:30.
Quanto? Gratuito.
Onde? AO VIVO MUSIC - Rua Inhambú, 229, Moema, São Paulo - SP. Tel.: (11) 5052-0072

Fonte: Divulgação AO VIVO MUSIC.

ALL OF JAZZ - Semana 22/02/2010

Caros Amigos,
Saiu a agenda da semana 22/02/2010 do ALL OF JAZZ.
O ALL OF JAZZ é um dos meus prediletos. Excelente ambiente e atrações a um preço justo. Vale a pena conferir e prestigiar:

http:/
/www.allofjazz.com.br/programa/program.htm

R.João Cachoeira, 1366 Vila Olímpia
Reservas por telefone: (11) 3849-1345


ERIC ALEXANDER – REVIVAL OF THE FITTEST (HIGHNOTE)


Eric Alexander frequentemente atua em quintetos e sextetos como o de classe internacional, a banda cooperativa, One For All. Mas seus álbuns com quartetos oferecem as mais puras doses do seu poderoso saxofone tenor e as mais bem organizadas idéias que fluem dele.

Se você não ler as notas do disco, você não saberá que o intento de Alexander em “Revival of the Fittest” é apresentar um relaxado e suave disco. A faixa de abertura , “Revival” de George Coleman é um anúncio autorizativo, uma carga de cavalaria através de numerosos compassos singulares e acordes complexos, claramente executados.

A suavidade é relativa. Há três baladas no álbum. Uma é uma composição de Alexander, “Yasashiku(Gently)”. Duas foram interpretadas por um Cole (“Love-Wise por Nat e “My Grown-up Christmas List” por Natalie), e são escolhas inspiradas. Elas são arcos graciosos de inevitáveis melodias, mas a instintiva intensidade de Alexander é tal, que ele não só as toca muito bem como as coloca nos locais adequados.

Outros fatores que contribuem para a pesada intensidade desta “gravação suave” são as nervosas sonoridades gravadas pelo engenheiro Rudy Van Gelder e as abordagens abertas da seção rítmica (Harold Mabern/Nat Reeves/Joe Farnsworth). Mabern é o perfeito pianista para Alexander por causa do seu fraseado percussivo e rápido e seu profundo e forte suporte sobre o amor, não apenas sobre sensibilidade.

Alexander é frequentemente descrito como alguém em ascensão desde que ele fez seu primeiro disco como líder há dezessete anos atrás. Ele é costumeiramente caracterizado como tradicionalista, apesar do seu jeito pessoal de expressar o bebop seja instantaneamente identificável. Ele toca tão perfeitamente quanto improvisa. Não é uma falha sua se ele faz as coisas soarem fáceis.

Faixas :
1. Revival
2. My Grown-Up Christmas List
3. The Island
4. Too Late Fall Back Baby
5. Love-Wise
6. Blues for Phineas
7. You Must Believe in Spring
8. Yasashiku (Gently)

Músicos : Eric Alexander (saxofone tenor); Harold Mabern, Mike LeDonne (piano); Joe Farnsworth (bateria).

Data de lançamento : 29 de Setembro de 2009

Fonte : JazzTimes / Thomas Conrad

ANIVERSARIANTES 21/02


Al Sears (1910-1990) – saxofonista,líder de orquestra,
Christian Howes (1972) – violinista,
Eddie Haas (1930) – baixista,
Eddie Higgins (1932-2009) - pianista ,
Herb Robertson (1951) - trompetista ,
Jason Parra (1969) – trompetista,
Joe Farnsworth (1968) – baterista,
Nina Simone (1933-2003) – vocalista ,
Tadd Dameron (1917-1965) – pianista, arranjador,
Warren Vaché Jr. (1951)- cornetista (na foto)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

LARRY CARLTON DEIXARÁ O FOURPLAY


O Fourplay anunciou que Larry Carlton estará deixando o grupo e será substituído por Chuck Loeb.

Segue uma declaração oficial da banda:

O Fourplay tem tido o privilégio de desfrutar ao longo de doze anos, dos seus 20 de história, da companhia do legendário guitarrista Larry Carlton.

Como Larry nos deixa para desenvolver sua carreira solo, a banda apresenta-lhe, de coração, seu sentimento de gratitude pelas suas contribuições e deseja que ele continue a obter sucesso em todos os seus objetivos. Larry Carlton permanecerá como parte integrante da nossa família musical e do nosso legado.

O Fourplay agora dá as boas-vindas ao seu novo integrante, o multifacetado guitarrista virtuoso, Chuck Loeb.

Suas contribuições musicais enriquecerão a criatividade e a busca da excelência por parte do Fourplay, que será desfrutada tanto no estúdio quanto no palco.

O Fourplay agradece aos inúmeros fãs leais e promete que esta nova formação inspirará a banda a explorar novas veredas de criatividade, mantendo o núcleo dos seus valores musicais.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

Carnaval 2010 - Filó Machado no AO VIVO.

Amigos,

Mais uma noite de Carnaval em São Paulo (12/02/2010). Desta vez assistindo ao fantástico Filó Machado e sua banda na excelente casa AO VIVO MUSIC. O Filó já começou o show quebrando tudo! É impressionante o suingue e a musicalidade deste artista. Ele simplesmente exala música pelos poros. Só quem já esteve num show do Filó sabe do que estou falando. O Filó nos presenteou não só com belas composições suas como também arranjos empenadíssimos de músicas de João Donato, Milton, Pixinguinha, Djavan e outros. A Bia Mestrinér esteve na casa e deu uma canja acompanhada pelo Filó, fechando a noite com chave de ouro.

A banda na ocasião era:
Filó Machado (voz, guitarra)
Fábio Leandro (teclados)
Sérgio Machado (bateria)
Carlos Noronha (baixo)
Sidmar Vieira (trompete)


Fábio Leandro, Filó Machado, Sérgio Machado, Carlos Noronha e Sidmar Vieira (foto da esquerda). Bia Mestrinér, Filó Machado e Sidmar Vieira (foto do centro). Filó Machado (foto direita).

Filó Machado e Gabriel

Filó Machado: www.filomachado.com.br
Ao Vivo Music:
R. Inhambu, 229, Moema, São Paulo - SP.
tel.: (11) 5052-0072
www.aovivomusic.com.br

ANIVERSARIANTES 20/02


Adriano Giffoni(1959) – baixista,
Andre Canniere (1978) – trompetista,
Anthony Davis (1951) - pianista,
Bobby Jaspar (1926-1963) – saxofonista, flautista,
Elisabeth Lohninger (1970) – vocalista,
Iain Ballamy (1964)- saxofonista,
Leroy Jones (1955) – trompetista,
Lew Soloff (1944) – trompetista(na foto),
Nancy Wilson (1937) – vocalista,
Oscar Aleman (1909-1980) – guitarrista,
Riccardo Del Fra (1956) – baixista

Patrimônio da cultura

RUY CASTRO


RIO DE JANEIRO - "Mudando de conversa/ Onde foi que ficou/ Aquela velha amizade/ Aquele papo furado/ Todo fim de noite/ Num bar do Leblon/ Meu Deus do céu, que tempo bom!", cantou Doris Monteiro na noite de Quarta-Feira de Cinzas, na calçada da Toca do Vinicius, em Ipanema, depois de ter suas mãos gravadas em cimento para a Calçada da Fama.
Em seguida foi a vez do saxofonista Aurino Ferreira, veterano do Beco das Garrafas, do sexteto Bossa Rio de Sergio Mendes e músico de Wilson Simonal no apogeu do cantor, também imprimir as mãos. Aos 84 anos, firme como uma rocha e com fôlego de mergulhador, ele encarou com seu sax-barítono a juventude do quarteto No Olho da Rua, que o acompanhou em clássicos como "Insensatez", "Meditação" e "Batida Diferente".
A plateia, quase 1.000 pessoas na calçada e na rua, era composta de moradores de Ipanema -para quem os eventos da Toca só exigem trazer de casa uma cadeira de praia e sentar- e turistas de toda parte, fãs de bossa nova. A emoção provocada por Doris e a vibração gerada por Aurino não perderam em nada para o espírito do Carnaval que ainda ecoava.
Doris vem de um tempo, anos 50, em que os cantores tinham contratos fixos com boates, gravadoras, rádios e televisões e trabalhavam 365 dias por ano. Aurino faz parte da geração de músicos cariocas que, em 1959, 60, lançou as sementes do samba-jazz: possantes formações instrumentais, tocando sambas e bossas novas com liberdade jazzística e pesado sotaque de gafieira.
Uma noite como a da Toca não deveria ser vista como "nostalgia", nem dirigida apenas aos que "viveram aquele tempo". A música de Doris, de Aurino e de seus pares é um patrimônio da cultura brasileira e como tal deveria ser estudada. De preferência, ministrada por eles próprios.


Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

RALPH TOWNER / PAOLO FRESU – CHIAROSCURO (ECM Records)


A colaboração com o veterano trompetista Paolo Fresu em uma gravação intimista é algo que o guitarrista Ralph Towner queria fazer há mais de uma década, assim é fácil entender a razão da elegância e a agradável sintonia.

Todos os cincos instrumentos se exprimem: violão clássico, barítono e de doze cordas, mais trompete e flugelhorn,na performance de “Chiaroscuro”,um título adequado para um álbum que ostenta um distintivo conjunto de contrastes tonais. “Wistful Thinking”, que serve como entrada, foi reconfigurado por Towner, que foca nas linhas arpejadas e acordes ressonantes, enquanto Fresu tranquilamente sustenta a melodia melancólica no flugelhorn.
O álbum é composto por peças originais, exceto por “Blue In Green”, surdinada , insinuando um tributo a Miles Davis que lentamente flui em um tempo livre. “Doubled Up”, por outro lado, é marcada por interações rápidas e perfeitas e ataque percussivo de Towner no violão barítono e, vivamente, move-se entre a expansão do instrumento em registro baixo e interessantes harmonizações. “The Sacred Place”, que, aqui, aparece duas vezes, tem uma qualidade de hino e sentimentos positivos, com Abercrombie outra vez no baritono. Enquanto o tradicional lirismo de Fresu, sentimento e organização, está entre os mais brilhantes aspectos do disco, é, também, prazeiroso ouví-lo improvisar livremente com Towner como se o CD convergisse para o final.

Claro, este álbum não terá dificuldade para ser vendido a ouvintes familiarizados com gravações de duetos. Towner já o fez com Gary Burton, John Abercrombie e Gary Peacock. “Chiaroscuro”, porém, no final, é algo marcadamente à parte.

Faixas :
01 - Wistful Thinking (Ralph Towner) 04:19
02 - Punta Giara (Ralph Towner) 06:21
03 - Chiaroscuro (Ralph Towner) 06:31
04 - Sacred Place (Ralph Towner) 04:13
05 - Blue In Green (Miles Davis) 05:45
06 - Doubled Up (Ralph Towner) 04:56
07 - Zephyr (Ralph Towner) 07:29
08 - Sacred Place (reprise) (Ralph Towner) 01:59
09 - Two Miniatures (Ralph Towner, Paolo Fresu) 02:38
10 - Postlude (Ralph Towner, Paolo Fresu) 02:31

Fonte: JazzTimes / Mike Joyce

ANIVERSARIANTES 19/02


Bob Hamilton (1948) – pianista,
David Murray (1955) – saxofonista,clarinetista(na foto),
Johnny Dunn (1897-1937) - trompetista

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ANIVERSARIANTES 18/02


Dan Effland (1981) – gutarrista,
Gordon Grdina (1977) - guitarrista ,
Randy Crawford (1952) – vocalista,
Toninho Ferragutti(1959) - acordeonista(na foto)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

LORRAINE FEATHER - AGES (Jazzed Media [2010])


Como filha do respeitado crítico de jazz, Leonard Feather, Lorraine Feather vem com sua honesta linhagem jazzística, porém mais com seu talento natural do que com uma obstinada lealdade filial. Possuidora de uma pura e rica voz, ela tentou atuar como executiva na indústria de alimentação, mas foram períodos desencorajadores, antes de encontrar seu multicolorido nicho no canto e na composição. “Ages” é sobre épocas em que a mulher de "uma certa idade" olhava para trás, e está repleto de vocação artística e humor.

Co-escrito com o pianista/arranjador do Yellowjackets, Russell Ferrante, com o guitarrista Eddie Arkin, com o pianista Shelly Berg, com o banjoísta Bela Fleck e com o pianista/arranjador Dick Hyman, Feather toca o coração luminoso de uma colegial. Então revolve o passado em profundos sentimentos, mas sem sentimentalismo excessivo, sem ser um olhar de perda do tempo passado.
"I Forgot To Have Children" é um belo olhar satírico sobre uma mulher solteira que não faz as devidas considerações sobre seu modo de vida, que já perdeu o prazo de validade. Não é um olhar cheio de clichês. Seus floreios líricos podem produzir momentos reflexivos, bem como de boas gargalhadas. Com destreza musical, como no tributo bem elaborado das baladas pop dos anos 1890 com "The Girl With the Lazy Eye", ela comenta algumas coisas sobre uma garota que não se adapta aos habituais “grupinhos” do colégio, provocando comentários surpresos em "How Did We End Up Here?".

Do jazz tradicional às baladas, sem apresentar um tom meloso, passando por uma elegante bossa nova, os músicos que compõem a retaguarda musical de Feather, tranquilamente mantêm a paz com seu forte e doce vocal. Com o baixista Michael Valerio e com o vibrafonista Bob Leatherbarrow incrementando o resto do grupo, suas originalidades encontram Feather onde ela vive, ou seja, em um inteligente, sagaz, às vezes, em um modo de apresentar momentos de tristeza em tom universal.

No final, isto é o que brilha em “Ages”. Este não é um álbum de uma “patricinha” Sim, há as inevitáveis canções sobre relacionamentos significantes, mas nenhuma é plena de clichês ou tem enfoque sexista. Nada mais pode ser perguntado então a Lorraine Feather, que produziu um elegante olhar engajado sobre a vida, que deve deixar um sorriso , bem como recordações de segredos perdidos, que pensamos que só nós sabemos.

Faixas: A Lot to Remember; Peculiar Universe; I Forgot To Have Children; Old at 18/Dog Bowl; Perugia; Things I Learned in High School; Two Desperate Women in Their Late 30s; The Girl With the Lazy Eye; How Did We End Up Here?; Scrabble; I Always Had a Thing For You.

Músicos: Russell Ferrante: piano (2, 4, 5, 7, 8, 9) arranjador (2, 5, 7, 8); Shelly Berg: piano (3, 6, 11) arranjador (3, 6, 11); Dick Hyman: piano (10) arranjador (10); Michael Valerio: baixo (1, 2, 3, 4, 6, 7, 9, 11); Grant Geissman: guitarra (1, 3, 6, 7, 11); Eddie Arkin: guitarra ritmo (1) arranjador (1, 4, 9); Bela Fleck: banjo (2); Michael Shapiro: bateria (2, 4, 7, 9) percussão (2, 4, 6, 7, 9); Gregg Field: bateria (1, 3, 6, 11); Tony Morales: “tigela de cachorro” e percussão adicional (4) lata de lixo (7); Warren Luening: trompete (1, 2, 4); Bob Leatherbarrow: vibrafone (9).

Fonte: All About Jazz / Elena Gillespie

ANIVERSARIANTES 17/02


Buddy DeFranco (1923) – clarinetista(na foto),

Chris Massey (1959) – baterista,

Fred Frith (1949) – guitarrista,

Lou Ann Barton (1954) – vocalista,

Omar Kabir (1969) – trompetista,

Peter Davenport (1964) – baterista

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

DOMINICK FARINACCI – LOVERS, TALES & DANCES ( KOCH Records [2009])


O apelo de massa de gravações de jazz não necessariamente compromete seu valor ou integridade artística. Simplesmente significa que o artista tem que possuir a maestria para superar a difícil tarefa de balancear a criatividade com a parte comercial. O trompetista Dominick Farinacci faz isto em seu álbum “Lovers, Tales & Dances”.

Farinacci soa um pouco com o mesmo lirismo de Clifford Brown, entretanto sem a mesma extensão, maestria e fluidez. Algumas músicas aludem gravações com cordas e com cantoras feitas por Brown. As faixas com arranjos de cordas são um pouco embebidas em melosidade, mas o trompete de Farinacci as resgata do lado mundano através das suas brilhantes improvisações. O número vocal é reminiscente do disco “Helen Merrill with Clifford Brown (Emarcy, 1954)”, porém a cantora Hilary Kole não tem a intensidade emocional de Merrill. O líder, uma vez mais, eleva esta faixa, se não for o ponto alto do CD, está no nível onde nada soa for a do lugar, apesar de pouco adicionar ao conjunto.


A escolha do repertório reflete o balanço entre a criatividade artística e o apelo popular. Canções variam desde "Ne me quitte pas" de Jacques Brel e "Libertango" de Astor Piazzolla ao standard de Billie Holiday, "Don't Explain" e "Lonely Woman" de Ornette Coleman, que representam os reais destaques do disco.

A banda inclui Joe Lovano, Kenny Barron e Lewis Nash, mas a despeito de estar em companhia destes mestres, Farinacci não só mantém o controle como permanece como a voz dominante , interagindo com sucesso com estes veteranos durante o trabalho em grupo.


Apesar de poucas falhas, como arranjos de cordas melosos, um número vocal mediano e o estilo ainda debutante do líder, este é um trabalho promissor de um artista, que se mantiver a força aqui demonstrada, deverá vir a ser um dos pilares do jazz em futuro próximo.


Faixas: Don't Explain; Libertango; Estate; Vision; Ne Me Quitte Pas; E Lucevan Le Stelle; Erghen Diado (Song Of Shopsko); Silent Cry; Love Dance; Bibo No Aozora; Lonely Woman; The Theme From The Pawnbroker.


Músicos: Dominick Farinacci: trompete, flugelhorn; Joe Lovano: saxofone tenor ; Joe Locke: vibrafone; Kenny Barron: piano; James Genus: baixo; Marc Johnson: baixo; Lewis Nash: bateria; Jamey Haddad: percussão; Hilary Kole: vocal; Guilherme Monteiro: guitarra; Rich DeRosa: maestro para cordas e instrumentos de sopro.


Fonte : All About Jazz / Hrayr Attarian

ANIVERSARIANTES 16/02


Ben Tyree (1980) – guitarrista,
Bill Doggett (1916-1996) – organista,
Brent Blount (1970)- saxofonista,
Jeff Clayton (1954) – saxofonista,
Machito (1908-1984)- vocalista , líder de orquestra,
Michel Herr (1949) - pianista,
Pete Christlieb (1945) – saxofonista(na foto)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CHRIS MORRISSEY QUARTET – THE MORNING WORLD (Sunny Side Records)


O formato das coisas chegou. Para o baixista e bandleader de 28 anos, nascido em Minnesota e criado no Brooklyn, Chris Morrissey, lançou um excelente álbum de estréia entitulado “The Morning World”.


Morrissey compôs nove músicas bem concebidas e perfeitamente ajustadas e cercou-se de um excelente grupo de músicos , tais como os saxofonistas Michael Lewis e Chris Thomson, David King na bateria, Peter Schimke e Bryan Nichols no piano.


A principal faixa ,“The Skinny Part of Idaho” é uma soberba abertura. O que realmente chama a atenção é o fato que o baixo não sobressai. Morrissey possibilita ao baixo ser mais que um simples instrumento e o deixa falar por si mesmo.


“The Skinny Part of Idaho”, como o resto do álbum, é como se fosse uma parte de uma peça para a banda sem apresentar-se como componente previamente ajustado para tanto. O que realmente está evidente é a maneira como Morrissey e seus companheiros obtém força de cada um , ninguém está na frente ou no centro, incluindo o líder.


Com a adição do baterista do “The Bad Plus”, David Kind algumas destas canções tomam um sabor de rock, especialmente em “The Sub-Prime Sword Claims Another”. Esta peça tem uma espécie de qualidade dos temas de James Bond.


Morrissey e a banda primam pelas harmonias e melodias. A música “The Morning World is Waiting”, que tem a pegada blueseira, é um fino exemplo disto. O saxofonista Michael Lewis toca com um inovador senso do blues a la Coltrane sem soar como sendo mais uma imitação.


Chris Morrissey poderia ser modelo de algo que possa ser adotado por baixistas e bandleaders. Seu álbum, “The Morning World” é um grande exemplo do uso próprio instrumento, mas também como utilizar os músicos ao seu redor sem ser unicamente um veículo para si, porém dar à banda um forte sentimento de grupo. Se eu vivesse no alvorecer do mundo e não houvesse entardecer, este disco é onde eu gostaria de estar.


Faixas : 1. The Skinny Part Of Idaho 4:34; 2. October Aught Four 4:14; 3. Mountain Don't 9:46; 4. The Curious Habits Of Harold Hill 6:39; 5. The Morning World Is Waiting 5:08; 6. None Is The Number 7:44; 7. The Sub-Prime Sword Claims Another 3:22; 8. The Noble Liar's Ancient Machine 4:13


Músicos: Michael Lewis: saxofones; David King: bateria; Peter Schimke: piano (3-5, 7, 9); Bryan Nichols: piano (1, 2, 8); Chris Morrissey: baixo; Chris Thomson: saxofone (7).


Fonte : JazzTimes / Brenton Plourde

ANIVERSARIANTES 15/02


Abel Ferreira(1915-1980) – saxofonista, clarinetista,
Dena DeRose (1966) – pianista, vocalista(na foto),
Harold Arlen (1905-1986) – compositor, líder de orquestra, Henry Threadgill (1944) – saxofonista, flautista,
Herlin Riley (1957) – baterista,
Kirk Lightsey (1937) – pianista(na foto),
Marty Morell (1944) – baterista,
Nathan Davis (1937) – saxofonista, clarinetista,flautista,
Taft Jordan (1915-1981) - trompetista

domingo, 14 de fevereiro de 2010

ANIVERSARIANTES 14/02


Bill Laswell (1950) – baixista,

Elliot Lawrence (1925) - pianista,

Jacob do Bandolim(1918-1969) – bandolinista,

Maceo Parker (1943) – saxofonista,

Magic Sam (1937-1969) – guitarrista, vocalista,

Merl Saunders (1934-2008) – organista,

Rob McConnell (1935) – trombonista,

Stefano DiBattista (1969) – saxofonista(na foto)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

PATTI WICKS TRIO – DEDICATED TO….(Geco Records [2009])


A pianista/vocalista Patti Wicks iniciou em Nova York , mudou-se para a Flórida e a cada ano ou desde 2004 tem se apresentado com a sua seção rítmica italiana formada pelo baixista Giovanni Sanguineti e pelo baterista Giovanni Guillino na Itália para gravar com sucesso, suplementada por um instrumento de sopro, geralmente um saxofone. Para o disco de 2005, “Basic Feeling (Studiottanta-Fortuna)”, Wicks utilizou o saxofonista Claudio Chiara, enquanto em “The Italian Sessions (2007, Studiottanta-Fortuna)” esteve com ela o saxofonista tenor Gianni Basso e, em 2008, ela esteve sozinha com seu trio para a gravação de “It's A Good Day (Geco Tonwaren)”.


Wicks, junto com a sua fiel seção rítmica, uniu-se ao saxofonista tenor Scott Hamilton em “Dedicated to...”, um conjunto de músicas vocalizadas e instrumentais. As duas faixas alternativas, com Hamilton tocando em uma e Wicks cantando na outra ("The Song is You" e "The Very Thought of You", por exemplo), enquanto Wicks agita-se em uma seção convencional de trio com "Lela".


Wicks encontra, talvez, seu mais empático saxofonista em Hamilton, cujo suave, seguro suingue e extensa e doce entonação combinam bem com a excepcional atuação de Wicks ao piano . É óbvio que os dois curtem um ao outro, enquanto gravavam estas músicas. O canto de Wicks é sempre uma maravilha, passeando em algum lugar entre Rebecca Parris e Shirley Horn. Ela transforma "The Very Thought of You" e "You're Getting to Be a Habit" com sua profunda e bem balanceada voz, como se as canções tivessem sido sussurradas em seus ouvidos enquanto as interpretava.


Faixas: The Song is You; The Very Thought of You; Laura; Little Girl Blue; I Remember You; Emily; My One and Only Love; You're Getting to be a Habit; Lela.


Músicos: Patti Wicks: piano, vocal; Giovanni Sanguineti: baixo; Giovanni Gulino: bateria; Scott Hamilton: saxofone tenor.


Fonte : All About Jazz / C. Michael Bailey

ANIVERSARIANTES 13/02


Buck Hill (1927) - saxofonista,
Eileen Farrell (1920-2002) – vocalista,
Wardell Gray (1921-1955) – saxofonista(na foto),
Wingy Manone (1900-1982) – trompetista, vocalista,líder de orquestra

Bia Mestriner no All of Jazz

Pessoal,

Foi uma noite deliciosa, muito descontraída. Apesar de não terem tido um ensaio prévio, a Bia Mestriner e sua "cozinha step" estavam bem entrosados e deram um show recheado com muita Bossa e standards de Jazz. Um verdadeiro Carnaval a New Orleans. A Cibele Codonho do grupo A3 deu uma canja com a Bia e fechou a noite com chave de ouro. Isso sim é que é Carnaval!
Abraços.


Carlos Noronha, Bia Mestriner e Celso Almeida (foto esquerda). Fábio Leandro (foto do centro).

Fábio Leandro, Isabela Mestriner Machado, Duda, Kênia, Gabriel, Bia Mestriner, Cibele Codonho e Mariana Mestriner (foto da esquerda). Carlos Noronha, Cibele Codonho e Bia Mestriner (foto da direita).

Cibele Codonho e Bia Mestriner.

CLAUDIA TELLES LANÇA O CD “QUEM SABE VOCÊ

CLAUDIA TELLES LANÇA O CD “QUEM SABE VOCÊ
Claudia Telles faz show de lançamento do CD “Quem sabe você” em 2 únicas apresentações. Acompanhada por Marcello Lessa (Violão), Cássio Acioli (Percussão) e Joelson Lima(Baixo), Claudia Telles apresenta um repertório cheio de bossa, com canções de sua mãe, Sylvinha Telles, seu pai, o violonista Candinho, seu tio, Mário Telles e traz inéditas de Roberto Menescal e Johnny Alf, alem dos grandes clássicos da Bossa Nova conhecidos na sua voz, como: Dindi, A Felicidade, Garota de Ipanema.

Dias: 13 e 14 Fevereiro de 2010, 23 Horas

Local: Vinicius Show Bar
Rua Vinícius de Moraes, 39
Ipanema - Zona Sul

Quanto? R$ 35,00

Informações e reservas: (21) 2523-4757
Censura 18 anos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

KELLY HARLAND – LONG AGO AND FAR AWAY (ORIGIN)


Abra o disco “Long Ago And Far Away” e, escondida atrás do CD , você descobrirá uma fotografia de um sereno caminho outonal com árvores banhadas pelo sol. É uma metáfora para a longa espera desde o álbum de Harland , “Twelve Times Romance”, de 2003.

Seis anos atrás, sua radiante perspicácia vocal foi encoberta pelos arranjos do pianista Ted Brancato, com Harland sendo, frequentemente, forçada a tentar se sobrepor ao percussionista Michael Spiro, ao trompetista Jay Thomas e ao próprio Brancato. Agora, para esta suave exploração de 10 jóias do repertório de Jerome Kern, ela encontrou em Bill Mays um panista mais adequado, demonstrando cuidadosa apreciação por standards como Keith Jarrett. Além disto, teve em Reed Ruddy um arranjador conveniente e um apropriado acompanhamento forjado exclusivamente por Mays e pelo baixista Chuck Deardoff, marido de Harland.

Caminhando relaxadamente nesta densa floresta de Kern, Harland viaja das largamente espaçosas “I´m Old Fashioned“ (belamente acentuada por uma cascata de folhas sonoras, cortesia de Mays) e “Look For Silving Lining” para as misteriosas alternâncias da faixa título e para as espertas combinações de “Can I Forget You” e “Smoke Gets In Your Eyes”. Porém as duas mais notáveis faixas apresentam um reverente Mays guiando Harland através de um circuito tranquilo em “All The Things You Are” e uma sublimamente pastoral “ The Folks Who Live On The Hill”.

Faixas: 1 I’m Old-Fashioned 3:43; 2 Look For The Silver Lining 3:54;
3 The Folks Who Live On The Hill 5:08; 4.Yesterdays 5:39;5 Long Ago (And Far Away) 4:17;6 Don’t Ever Leave Me 3:11; 7 The Song Is You 3:57;8 Can I Forget You / Smoke Gets In Your Eyes 6:04; 9 Make Believe 4:30;10 All The Things You Are 4:45

Músicos : Kelly Harland : vocal; Bill Mays : piano; Chuck Deardorf: baixo

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 12/02


Arthur Juini Booth (1948) – baixista,
Bill Laswell (1955) – baixista,
Brent Jensen (1960) – saxofonista,
Brian Baggett (1976) – guitarrista,
Buddy Childers (1926-2007) – trompetista,
Canhoto (1889-1928) – violonista , cavaquinista,
Dominguinhos(1941) – acordeonista(na foto),
Gianni Savelli (1961) – saxofonista,
Mel Powell (1923-1998) – pianista,
Paul Bascomb (1912-1986) - saxofonista,
Ron Horton(1960) – trompetista,
Tex Beneke (1914-2000) - saxofonista