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quarta-feira, 31 de março de 2010

ELDAR – VIRTUE (SONY MASTERWORKS)


Quando o pianista prodígio Eldar Djangirov, russo de nascimento, criado em Kansas e agora residente em Nova York, surgiu na cena jazzística como um surpreendente precoce adolescente, era óbvio que nós tínhamos uma nova sensação em cena de alguém que estava trazendo algo antigo, o virtuosismo de Oscar Peterson para a mesa. Saltando rápido no tempo para o seu último projeto, "Virtue", está claro que Eldar , que agora utiliza seu simples nome, está buscando sua própria voz ao inovar a partir do modelo mainstream do jazz, em direção geral a Chick Corea - ou múltiplos Chick Coreas, dos modelos do neo-fusion eletrificado para a mais muscular estética acústica. Unido a irrepreensíveis e talentosos companheiros, Armando Gola no baixo elétrico e Ludwig Alfonso na bateria , Eldar, agora com 22 anos, está exercitando seu direito como jovem brilhante e pirotécnico executante para mostrar sua substância e alcançar a intensidade da
combustão do rock.

Ele faz uma tentativa determinada para colocar a qualidade como suporte do virtuosismo, entretanto ele pode ajudar a si mesmo, como nós ouvimos na apresentação com Joshua Redman em "Exposition" na abertura do álbum com ruídos e grupos de passagens complicadas. Há uma uma energia elevada , músicas intrincadas em esquemas fusion como "The Exorcist" e 'Blackjack" (apresentando o trompetista Nicholas Payton). "Blues Sketch in Clave" (co-escrita com Gola) deslizando entre riffs simples de oito notas, impulsionados ao redor e alterados em linhas uníssonas e excitantes.

Na faixa mais suave, ele mergulha na sensualidade em pequena quantidade na lamentosa balada "Iris" e na renovada e com expressividade tristonha da clássica "Estate", com a melodia apresentada pela mão esquerda sobre as vassourinhas na bateria. Por sua ilimitada capacidade técnica , Eldar tem romantismo em sua essência, que está ainda trabalhando para se destacar em sua música.Tempo e estilo seguro estão do seu lado.

Faixas: 1. Exposition; 2. Insensitive; 3. Blues Sketch in Clave; 4. Iris; 5. The Exorcist;
6. Lullaby Fantazia; 7. Blackjack; 8. Long Passage; 9. Estate; 10. Daily Living;
11. Vanilla Sky

Músicos: Ashley Brown (vocal); Joshua Redman,Felipe Lamoglia (saxofones tenor e soprano);Nicholas Payton (trompete);Eldar Djangirov (piano,teclados);Armando Gola (baixo elétrico);Ludwig Afonso (bateria).

Data de Lançamento : 25 de Agosto de 2009

Fonte : JazzTimes / Josef Woodard

ANIVERSARIANTES 31/03


Bob Meyer (1945) – baterista,
Duduka da Fonseca(1951) – baterista(na foto),
Elli Fordyce (1937) – vocalista,
Freddie Green (1911-1987) – guitarrista,
Gene Puerling (1929-2008) – vocalista,
Herb Alpert (1935) – trompetista,
Lizzie Miles (1895-1963) - vocalista,
Oberdan(1945-1984) – saxofonista,
Red Norvo (1908-1999) - vibrafonista

terça-feira, 30 de março de 2010

JOHN PIZZARELLI - ROCKIN´ IN RHYTHM (Telarc Records [2010])


Ele é o comandante da suavidade. E não importa que canções interprete, o guitarrista e vocalista John Pizzarelli sempre apresenta uma certa quantidade de elegância e jovialidade. “Rockin' in Rhythm: A Tribute to Duke Ellington” não é exceção.

Itens repetidamente selecionados do grande repertório norte-americano podem vir a se tornar banais. Mas Pizzarelli tem a aptidão de fazer o velho parecer novo, vivaz e revigorado. Ele era muito jovem quando Ellington faleceu em 1974, mas seu pai, Bucky Pizzarelli, o ensinou muito sobre um dos mais reverenciados compositores e líderes de orquestra do mundo jazzístico. Para esta apresentação, Pizzarelli convidou seus acompanhantes regulares, o baterista Tony Tedesco, o pianista Larry Fuller e o baixista e irmão Martin Pizzarelli, ao lado de uma seção de sopros em algumas faixas e convidados especiais , incluindo o vocalista Kurt Elling.

Enquanto Pizzarelli canta "Don't Get Around Much Anymore" a banda toca a melodia para "East St. Louis Toodle-Oo." É um arranjo esperto que apresenta Tony Kadleck no trompete surdinado, respondendo à letra, preenchendo os espaços entre as palavras com seu solo sobre o mesmo fundo musical. Nas notas do disco, Pizzarelli reverencia Steely Dan na apresentação de "East St. Louis Toodle-Oo", a única versão instrumental gravada pelo grupo.

O piano de Ellington quase pode ser ouvido quando Pizzarelli interpreta "Satin Doll". O arranjo é avançado, mas a suavidade de sua voz ajuda a distinguir esta faixa, com Bucky Pizzarelli solando. No próximo passo, Tedesco responde quando o vocalista chama.

A esposa de Pizzarelli, Jessica Molaskey compôs a letra de "Perdido", onde ela e Elling cantam como a vigorosa linha do baixo que inicia a peça, seguidos por John Pizzarelli e Elling intercambiando a liderança. Em diferentes ocasiões as vozes estão em uníssono ou em harmonia à la “The Manhattan Transfer encontra The Andrew Sisters”. Eles interrompem a conversação após todas as combinações das duplas, às vezes com Pizzarelli e Molaskey respondendo a Elling.

Pizzarelli tem trabalhado com muitos ícones do jazz ao longo de sua carreira. Entre eles estão a Clayton-Hamilton Jazz Orchestra, Buddy DeFranco e Natalie Cole. Nat "King" Cole é conhecido como um heroi para Pizzarelli, mas um olhar para a sua discografia confirma que mantém outros em alta estima, incluindo James Taylor e Frank Sinatra e, nas palavras de Stevie Wonder, "O Rei de todos, o Sr. Duke".

Faixas: In a Mellow Tone; East St. Louis Toodle-Oo / Don't Get Around Much Anymore; Satin Doll; C Jam Blues; In My Solitude; Just Squeeze Me; Perdido; All Too Soon; I'm Beginning to See the Light; Love Scene; I Got It Bad and That Ain't Good; Cottontail / Rockin' in Rhythm.

Músicos: John Pizzarelli: guitarra, vocais; Martin Pizzarelli: baixo; Tony Tedesco: bateria; Larry Fuller: piano; Tony Kadleck: trompete; John Mosca: trombone & E-flat alto horn; Andy Fusco: saxofone alto e clarinete; Kenny Berger: clarinetes baritono e baixo ; Harry Allen: saxofone tenor sax (4, 11); Kurt Elling: vocal (7); Jessica Molaskey: vocal (7); Bucky Pizzarelli: guitarra rítmica elétrica e acústica (3, 8, 11); Aaron Weinstein: violino (2, 4, 5).

Fonte: All About Jazz / Woodrow Wilkins

ANIVERSARIANTES 30/03


Dave Stryker (1957) – guitarrista,
Eric Clapton (1945) – guitarrista,vocalista,
Hamilton de Hollanda (1976) – bandolinista (na foto),
John d’Earth (1950) – trompetista,
Karl Berger (1935) - pianista , vibrafonista,
Lanny Morgan (1934) - saxofonista,
Marilyn Crispell (1947) - pianista,
Norah Jones (1979) – pianista, vocalista,
Ted Heath (1900-1969)- trombonista ,líder de orquestra

segunda-feira, 29 de março de 2010

BILL ANSCHELL/ BRENT JENSEN – WE COULDN´T AGREE MORE (Origin Records)


A arte da conversação inteligente requer uma audição inteligente, como uma espécie de toma lá dá cá. O que temos aqui é precisamente isto: não ensaiadas, não arranjadas e espontâneas conversações entre o piano e o sax soprano, ou se preferirem, entre as mentes férteis de Bill Anschell e Brent Jensen. Eles estão no comando dos seus respectivos instrumentos que, instintivamente, em um milésimo de segundo, podem duplicar as frases de cada um e os respectivos desvios harmônicos; antecipar mudanças no tempo ou dinâmicas; e saber quando e como terminar cada faixa. Isto é mais do que química; é uma percepção extrasensorial: um nível de domínio similar a Louis Armstrong e Jack Teagarden; Sonny Stitt e Gene Ammons; Bob Brookmeyer e Zoot Sims; ou Oscar Peterson e Ray Brown. Certo que os mencionados foram acompanhados por outros músicos, mas os elaborados contrapontos são chamados para uma reflexiva audição neste CD.

"I'm Old Fashioned" encontra Anschell usando a mão esquerda só para o primeiro estribilho, mas não necessariamente limitado a caminhar como se focasse na maior parte do tempo na contra-melodia. "The People Versus Miss Jones" é mais complexa e ambos evitam a melodia de "Have You Met Miss Jones?" com Jensen insinuando fragmentos melódicos e Anschell criando um universo de arpejos que mantém as mudanças de "Jones". Em meio a "You and the Night and the Music", Anschell inicia um solo envolvente que soa com se ele tivesse motores separados em cada mão, tocando inocentes quartos de notas. Quando Jensen duplica o ritmo deles, ambos voltam-se, simultaneamente, para tercetos.

A. & J. permanece em tercetos para "What Is This Thing Called Love" e faz uma conversão para um estudo rapsódico, em suingue fragmentado. Já a audição de "You Aren't All That?" é o motivo bop usado para a introdução que vai além quando se lançam em "All The Things You Are". Eles improvisam nestas familiares mudanças em ciclo de 5 e eles estão embasados em escalas daquelas mudanças, então a melodia de Kern aparece. Eles apresentam duas versões de “Solar” de Miles Davis (com intervalo de oito faixas): A primeira é um tratamento em rubato da balada; a segunda é uma exploração em tempo agitado em típico contraponto. "Sunny Side of the Street" mostra onde eles podem realmente ir em suas próprias concepções: sempre que Jensen inicia uma ida para “fora”, Anschell decide tocar um muscular stride. O balanço é realmente reestabelecido.

Nos registros mais altos, o sax soprano de Jensen soa algo como o sax alto de Paul Desmond. Onde quer que toque os teclados, Anschell não soa como outro pianista. Este é um duo soberbo.

Faixas :

1) I’m Old Fashioned 3:45
2) Solar 3:21
3) The People Versus Miss Jones 3:36
4) You and the Night and the Music 5:32
5) What Is This Thing Called Love? 3:49
6) You Aren’t All That 3:45
7) Ask Me Now 5:14
8) Beautiful Love 4:37
9) Just Friends 4:41
10) Solar (alternate take) 3:28
11) On the Sunny Side of the Street 4:13

Fonte : JazzTimes / Harvey Siders

ANIVERSARIANTES 29/03


Astrud Gilberto (1940) – vocalista,
Michael Brecker (1949-2007) – saxofonista(na foto),
Pearl Bailey (1918-1990) – vocalista,
William Clarke (1951-1996) - gaitista

domingo, 28 de março de 2010

DAVID LIEBMAN GROUP – LIVE AT MCG (MCG Jazz [2009])


Apesar de não possuir a mesma visibilidade de outros antigos grupos com o Dave Holland Quintet ou Oregon, o do saxofonista Dave Liebman não tem evitado contínuas mudanças. Marko Marcinko substituiu o baterista Jamey Haddad poucos anos atrás e a saída de Phil Markowitz transforrmou o grupo em quarteto, apesar do tecladista continuar colaborando com Liebman atualmente e, mais recentemente, em “Saxophone Summit's Seraphic Light (Telarc, 2008)”. O baixista Tony Marino e o guitarrista Vic Juris permanecem, contribuindo para a reputação do grupo de David Liebman como um dos melhores em atividade.

“Making Live at MCG”, uma performance ao vivo ocorrida em 1995 obtida dos arquivos da precursora organização de Pittsburgh — todas, incluindo atuações em estúdio, como “Conversation (Sunnyside, 2003)” e “Blues All Ways (OmniTone, 2007)” são excelentes, mas certamente este grupo é melhor escutado ao vivo. O quinteto de Liebman, com um pé na tradição e o outro no futuro, pode suingar bem, mas não teme adentrar à mais alta octnagem do território fusion. Liebman atuou com Miles Davis durante seu mais extremo período eletrificado no meado dos anos 1970.

Dois originais de Markowitz , duas composições de Liebman e dois standards bem conhecidos providenciam a plenitude de espaço para todos se espalhar.Trazendo seu sax tenor de volta nestes anos recentes , desta vez Liebman está focado na voz do sax soprano que permanece uma das mais originais desde a morte de John Coltrane. Apesar da reputação de Markowitz como pianista, ele utiliza sua alta energia em "Cut" em solo em sintetizador tão atrativo como os usuais suspeitos, e uma aberura em piano solo em "Mine Is Yours" , que referencia Chick Corea, porém com um toque menos percussivo . Juris, como sempre, prova seu carcterístico toque camaleônico que capitaliza todo o vigor de contemporâneos como Pat Metheny, John Scofield, Bill Frisell e John Abercrombie, mas com sua própria rotação. Seu solo em "Cut" é maravilhosamente construído, combinando inclinação blueseira , leves linhas bop e energia para fazê-lo um ponto alto do álbum.

Liebman rearmoniza "Maiden Voyage" de forma ambígua espelhado no solo de Herbie Hancock de 1964 , que foi retrabalhado no disco "All Blues" de Miles Davis em 11/4. O saxofonista é parcialmente pan-cultural em seu original "Beyond the Line" com uma introdução de Hadgini em bateria udu através de Haddad, mas no final das contas desliza para um animado espaço em tempo médio para ele e Juris. A bateria udu retorna em "New Age" e, ao lado da flauta de madeira de Liebman, retorna a um território similar, mas as vozes sofisticadas das mudanças sombrias de Liebman desvirtua as referências de mundo de Marino , que se mostra um criativo baixista acústico, mas um igualmente vital baixista elétrico em todo disco, e mostra um solo limitado, enquanto as tendências expressionistas de Liebman permanecem bem adequadas para a música sem abertura para o excesso, sempre tão rico em estrutura e conteúdo como são suas energias viscerais.

65 minutes depois, “Live at MCG” demonstra que este grupo pode tocar qualquer coisa. Dentro de uma forma fusion talvez, embora falado em termos mais amplos, David Liebman Group combina uma pletora de variados estilos, interesses pan-culturais dentro de uma plenitude singular, transcendente e incendiária.


Faixas: Maiden Voyage; Cut; All Blues; Mine Is Yours; Beyond the Line; New Age.

Músicos: David Liebman: saxofone soprano, flauta de madeira; Phil Markowitz: piano, teclados; Vic Juris: guitarra; Tony Marino: baixos elétrico e acústico; Jamey Haddad: bateria, bateria Hadgini .

Fonte : All About Jazz / John Kelman

ANIVERSARIANTES 28/03


Hermínio Bello de Carvalho(1935)–compositor,produtor,
Jeremy Manasia (1971) – pianista,
Meredith D'Ambrosio (1941) - pianista,vocalista,
Orrin Evans (1975) – pianista,
Paul Whiteman (1890-1967) - violino,líder de orquestra,
Sonny Bradshaw(1926-2009) – trompetista,líder de orquestra,
Tete Montoliu (1933-1997) - pianista,
Thad Jones (1923-1986) - trompetista,cornetista (na foto)

sábado, 27 de março de 2010

JAMES CARTER & JOHN MEDESKI – HEAVEN ON EARTH (HALF HOTE)


A música do saxofonista James Carter frequentemente soa como se estivesse indo em todas as direções de uma só vez e isto está presente em “Heaven on Earth”, gravado ao vivo no Blue Note em Maio de 2009. Carter e o organista John Medeski, que compõe o grupo Medeski, Martin & Wood, co-lideram um quinteto melhor descrito como funk/soul/avant/jam-band jazz. O que mais pode ser quando Carter e Medeski juntam-se ao guitarrista Adam Rogers, ao baixista Christian McBride e ao baterista Joey Baron?. Mas o disco não é “desarrumado” como soa. Realmente, ele é consistente e palatável.

O funk tem uma fronteira estreita nesta mistura, indo adiante na ebuliente abertura “Diminishing” e só aprofundando a pegada, ressaltando seu espírito na composição bop “Slam´s Mishap” de Lucky Thompson. Os outros elementos têm seus instantes,do soul-jazz “Heaven on Earth” para a exposição semi-free de Carter em “Blue Leo”. Mesmo o samba aparece ligeiramente em “Infiniment”.

O segredo da química do grupo é que eles não enquadram suas performances. Cada músico faz o que sempre faz. Carter toca com forte emoção, com linhas melódicas pungentes com trajetórias dentro de selvagens dissonâncias (“Blue Leo”); Medeski deita-se em raízes psicodélicas (“Diminishing”); Rogers emite linhas claras e naturais (“Slam´s Mishap”); Mcbride adiciona profundidade e virtuosas batidas nas cordas do baixo (“Infiniment”); e Baron estabelece e amplifica as pegadas que as canções solicitam (observem a forte pegada em “Heaven on Earth”). Todos estes finos momentos, entretanto, vêm em uma performance em tempo lento em “Street of Dreams”. Carter estabelecendo um humor agridoce nas introduções de “Broadway” e “On Broadway” , leva os outros a seguí-lo em nostálgica melancolia. Esta é a substância primordial.

Faixas :

01. Diminishing
02. Slam's Mishap
03. Street Of Dreams
04. Infiniment
05. Blue Leo
06. Heaven On Earth

Data de Lançamento: 25 de Agosto de 2009

Fonte : JazzTimes / Michael J. West

ANIVERSARIANTES 27/03


Ben Webster (1909-1973) – saxofonista (na foto),
Carlinhos Vergueiro(1952) – violonista, compositor,
Harold Ashby (1925-2003) – saxofonista,
Johnny Copeland (1937-1997) – guitarrista,vocalista,
Junior Parker (1932-1971) – vocalista,gaitista,
Leroy Carr (1905) – pianista,
Pee Wee Russell (1906-1969) - clarinetista,
Sarah Vaughan (1924-1990) - vocalista,
Stacey Kent (1968) - vocalista

Blog do Crato tem música de qualidade


Dihelson Mendonça, virtuoso pianista e compositor, mantém na sua cidade de Crato/Ce um Blog que, além de defender posições cidadãs em prol dos mais nobres valores de sua cidade e região, ainda brinda os visitantes com música da mais alta qualidade, através da Rádio Chapada do Araripe, também mantida por Dihelson.
A programação privilegia a música local e abre espaços para o clássico, o jazz e o melhor da MPB.

Importante é que nele o ouvinte tem a possibilidade de enriquecer sua cultura musical , pois de todas as músicas tocadas há informações sobre os respectivos créditos.

Vale a pena conferir.

Há dois caminhos para se chegar ao Blog do Crato. Basta acessar para ouvir.

http://blogdocrato.blogspot.com/; ou

www.blogdocrato.com

sexta-feira, 26 de março de 2010

GILBERTO GIL INICIA TOUR


A legenda brasileira Gilberto iniciou sua excursão pelos Estados Unidos e Europa. O tour apresentará uma orquestra de cordas com arranjos do celista JacquesMorelenbaum e o filho de Gil, Bem Gil, na guitarra. Esta é a mais extensa excursão de Gil desde que ele deixou o Ministério da Cultura do Brasil em 2008.

O tour de Gil inclui apresentações no Houston’s Jones Hall em 26 de Março, no Broward Center for Performing Arts em Fort Lauderdale, Flórida, em 31 de Março, Chicago’s Symphony Center em 02 de Abril e no Orchestra Hall, em Minneapolis, em 3 de Abril antes de sua ida para Europa e retorno ao Brasil.

Fonte: Downbeat

ANIVERSARIANTES 26/03


Albert Maksimov (1963) – gaitista,
Andy Hamilton (1918) - saxofonista,
Brew Moore (1924-1973) - saxofonista,
Daniel Lantz (1976) – pianista,
Flip Phillips (1915-2001) - saxofonista,
Gary Bruno (1962) – guitarrista,
Hugh Ferguson (1958) - guitarrista,
James Moody (1925) – saxofonista, flautista,
Lew Tabackin (1940)- saxofonista,
Maurício Carrilho(1957) – violonista(na foto),
Michael Feinberg (1987) – baixista,
Paulo Paulelli(1974) baixista

quinta-feira, 25 de março de 2010

EGBERTO GISMONTI – SAUDAÇÕES (ECM Records)


Os fãs de Egberto Gismonti provavelmente esperavam que ele tocasse em seu novo CD duplo como o álbum de 1997, “Meeting Point”, lançado pela ECM, com a participação da “Lithuanian State Symphony Orchestra”, com as convenções clássicas sobrepujando as tradições jazzísticas. Gismonti é apenas o compositor de “Sertões Veredas: Tributo à Miscigenação” (“Desert Paths: A Tribute to Miscegenation”), no primeiro disco. Seu piano e violões clássicos, excelentemente elaborados com 14 cordas, estão ausentes. Os músicos são conduzidos por Zenaida Romeu e sua orquestra feminina de cordas, a Camerata Romeu. O segundo disco, entitulado “Duetos de Violões” (“Guitar Duets”), é um duo realizado com o filho de Gismonti, Alexandre. Já que as notas do disco não nos explica quem está nos canais direito e esquerdo, nós avaliamos os artistas e deduzimos que Egberto toca primeiro em todas as faixas de duetos.

Comparado com o álbum “Meeting Point” , a suíte os “Sertões” é mais simples , mas alegre em sua simplicidade, ainda que apresente uma elaboração mais difícil. Gismonti compõe maravilhosamente e adequadamente para uma orquestra com cordas, começando com um tema soando como uma rabeca “Appalachiana” e posteriormente evocando vaqueiros brasileiros , choros, filmes, circo e danças rituais dos índios do Xingu . Mas a monotonia da textura das cordas impede os impulsos coloridos do compositor, quando comparamos esta nova peça com os trabalhos de Sol Do Meio Dia, Dança Das Cabeças, Mágico ou Infância. Como a miscigenação que Gismonti celebra é a diversidade cultural e geográfica de sua terra natal, a escolha da instrumentação permanece um paradoxo. O excelente encarte apresentado por Lilian Dias, generosamente suplementado com extratos das partituras, permite-nos avaliar as inspirações para as intenções de Gismonti e que ele as busca em Beethoven,Villa-Lobos, Bach, Stravinsky e no Xingu.

O CD “Guitar Duets” está mais parecido com a estética sonora de Infância, mas há diversas músicas reprisadas, incluindo “Lundú,” “Palhaço” e “Dança dos Escravos”, que os antigos fãs de Gismonti já ouviram antes. Após mais de 75 minutos de “Sertões”, a simples amostra de pingo de chuva que nos acolhe a partir do canal esquerdo no início de “Lundú” são instantaneamente refrescantes. As acessíveis notas baixas dos violões construídos para os Gismontis vêm a ser mais evidenciadas na seção de baladas da faixa seguinte, “Mestiço & Caboclo”, antes do duo ganhar velocidade e nós sermos brindados com agitações harmônicas. Eletricidade e repetição de uma batida regular alcança proporções de Keith Jarrett com previsível encanto obtido através da execução de Alexandre no canal direito. Pulando para “Escravos” (a única faixa em dueto onde Egberto toca no canal direito) você encontrará a plenitude de uma fascinante percussividade e ações com toques rápidos de notas sucessivas. Em duas composições, uma do pai “Palhaço” e outra sua ,“Chora Antônio”, Alexandre prova ter sua própria força artística. As faixas carregam um sabor de bossa nova, mas a esperta citação de “Concierto de Aranjuez” de Rodrigo na segunda metade de “Antônio”, também mostra que Alexandre, como seu pai, está firmemente ligado nos clássicos.

CD1:
SERTÕES VEREDAS I-VII – Tributo à miscigenação
Camerata Romeu
Zenaida Romeu - condutor
Faixas :
01. Sertões Veredas I 13:27
02. Sertões Veredas II 12:34
03. Sertões Veredas III 9:03
04. Sertões Veredas IV 10:44
05. Sertões Veredas V 10:43
06. Sertões Veredas VI 9:54
07. Sertões Veredas VII - Palhaço Na Caravela 8:56

CD2:
DUETOS DE VIOLÕES – Guitar Duets
Alexandre Gismonti - violão
Egberto Gismonti - violão

01. Lundú 4:00
02. Mestiço & Caboclo 13:04
03. Dois Violões 5:15
04. Palhaço (solo: Alexandre Gismonti) 6:52
05. Dança Dos Escravos 8:12
06. Chora Antônio (solo: Alexandre Gismonti) 6:17
07. Zig Zag 10:05
08. Carmen 4:56
09. Águas & Dança 6:31
10. Saudações (solo: Egberto Gismonti) 4:31

Gravado em Agosto de 2006 e Abril/Maio de 2007
Data de Lançamento: 19 de Junho de 2009

Fonte : JazzTimes / Perry Tannenbaum

ANIVERSARIANTES 25/03


Bobby Militello (1950) - saxofonista,
flautista,
Makoto Ozone (1961) - pianista,
Paul Motian (1931 – baterista(na foto),
Pete Johnson (1904-1967) - pianista,
Sweet Emma Barrett (1897-1983) - pianista,
Trent Austin (1975) - trompetista

quarta-feira, 24 de março de 2010

GEORGE ROBERT JAZZTET - REMEMBER THE SOUND (HOMAGE TO MICHAEL BRECKER) (TCB Music [2010])


Trabalhando com um tenteto similar a uma meia big band ele liderou seus próprios projetos. Estamos falando do compositor e arranjador Jim McNeely, que modelou um tributo musical para o falecido Michael Brecker, buscando evocar aspectos da música desse saxofonista e da sua personalidade musical sem recorrer a um manifesto mimetismo ou a um pastiche. Liderado pelo saxofonista alto George Robert, com a capacidade que ele possui fruto do programa de jazz que ele lidera no Conservatório de Lausanne, Suíça, o Jazztet trata os harmônicos e ricos contrapontos musicais com espírito e classe.

Há referências dos vários períodos da vida musical e aspectos estilísticos da carreira de Brecker, começando com a convenientemente entitulada "Burn", uma bandeira agitada onde o compositor se diz inspirado pelos andamentos rápidos dos seus números em quarteto. Porém "Burn" não é uma peça para quarteto. É um número com completa roupagem orquestral com o tema que floresce em contraponto e com contrastes como uma fuga antes de passar para um inspirado solo do saxofone tenor de Robert Bonisolo e dos solos feéricos do trompetista convidado Randy Brecker sobre a desassossegada e agitada seção de sopros. "Silver Spheres" relembra o trabalho de Michael Brecker com Horace Silver, em uma composição sinuosa que poderia ter vindo do repertório do pianista. Metais estridentes e suavizados providenciam contraponto progressivos da banda em "In Step, Out Ahead".Uma saudação para os tempos de Brecker no grupo Steps Ahead, enquanto as pegadas balançantes de "Hudson Funkshon" relembra a época dos Brecker Brothers , completada por um solo de guitarra distorcida e solos de saxofones/flauta emulando o som do EWI (electronic wind instrument), que Brecker tocava na banda. O lado mais espiritual de Brecker é lembrado na balada "Into Thy Hands", apresentando o sax alto de Robert e a coda da flauta de Mathieu Schneider, e título da música, influenciado pelo gospel com o solo do saxofone tenor de Bonisolo na liderança interagindo em coro com os demais instrumentos de sopro.

Faixas : Burn; Silver Spheres; In Step, Out Ahead; Bumps; Into Thy Hands; Hudson Funkshon; Remember the Sound.

Músicos: Jim McNeely: compositor /arranjador; George Robert: saxofone alto; Robert Bonisolo: saxofone tenor ; Matthieu Michel: trompete e flugelhorn; Rene Mosele: trombone; Mathieu Schneider: flauta; Laurent Wolf: saxofones soprano, alto e barítono; Vinz Vonlanthen: guitarra; Emil Spanyi: piano e teclados; Jean-Piere Schaller: baixo elétrico; Marcel Papaux: bateria; Randy Brecker: trompete (1).

Fonte: All About Jazz / George Kanzler

IVAN BASTOS NO TOM DO SABOR - 25 DE MARÇO


ANIVERSARIANTES 24/03


Alfred Winters (1931) – trombonista,
Chelsea Baratz (1986) – saxofonista,
Dave Douglas (1963) – trompetista (na foto),
Dave Goldberg (1971) – saxofonista,
Gianluca Renzi (1975) – baixista,
Hank Roberts (1955) - violoncelista,
Jeff Campbell (1963) – baixista,
Joe Fiedler (1965) – trombonista,
John Kolivas (1961) – baixista,
Paul McCandless (1947) - saxofonista,
Renee Rosnes (1962) - pianista,
Steve Kuhn (1938) - pianista,
Steve LaSpina (1954) - baixista

terça-feira, 23 de março de 2010

TORD GUSTAVSEN ENSEMBLE- RESTORED, RETURNED (ECM Records)


O pianista Tord Gustavsen, definitivamente, está seguindo adiante. Após três inspiradas gravações, trabalhando com sua magia purificada, que constrói um suave trabalho de um trio de piano, o líder norueguês tem expandido seu campo de ação para incluir um saxofone e uma voz. Gustavsen tem uma história sólida de trabalho com vocalistas e a cantora Kristin Asbjørnsen tem capacidade para o desafio.

Iniciando com duas belas músicas instrumentais (“The Child Within” e “Way In”), antes de apresentar Asbjørnsen, Gustavsen mostra que ele não perdeu nada em termos de sutileza, nuance e suavidade. O saxofonista Tore Brunborg adiciona um som brilhante à banda, e foi deixado para os músicos a sonoridade próxima ao velho quarteto europeu de Keith Jarrett. Mas com a vocalista Kristin Asbjørnsen, o grupo de Gustavsen vem a ser mais imprevisível e mais desafiante.

O ânimo completo da banda inclina-se para a melancolia e tempos baixos, e a voz de Asbjørnsen ajusta-se perfeitamente entre o sax de Brunborg e o teclado de Gustavsen. No final de “Left Over Lullaby No. 1” ela flutua dentro de um hipnótico diálogo sem palavras com seus eloquentes companheiros de banda. O próprio Gustavsen nunca está dominando como instrumentista, mas está sempre no controle e sabiamente utiliza Asbjørnsen em apenas metade das faixas. A seção rítmica composta pelo baterista Jarle Vespestad e pelo baixista Mats Eilertsen são apropriadamente contidos e mantêm a suavidade e o espírito jovial que a música de Gustavsen demanda. Os arranjos do grupo são amplos e as improvisações consistentemente impressivas. O álbum fecha com “Left Over Lullaby No. 3” deixando o ouvinte revigorado e desejoso de retornar.

Faixas
1. The Child Within
2. Way In
3. Lay Your Sleeping Head, My Love
4. Spiral Song
5. Restored, Returned
6. Left Over Lullaby No. 2
7. The Swirl - Wrapped In A Yielding Air
8. Left Over Lullaby No. 1 - O Stand, Stand At The Window
9. Your Crooked Heart
10. The Gaze
11. Left Over Lullaby No. 3

Data de Lançamento: 09 de Fevereiro de 2010

Fonte : JazzTimes / Mitch Myers

PROGRAMAÇÃO DO TOM DO SABOR


Segue programação do Tom do Sabor para o período de 24/03 a 27/03. O Tom do sabor fica localizado na Rua João Gomes, 249, Rio Vermelho, Salvador-Ba, Fone (71) 3311-3300

24/03 - Quarta-feira - 22h
Paquito e Duo Novelle(na foto)

25/03 - Quinta-feira - 20h
Sarau Caymmi em 3 Tempos

25/03 - Quinta-feira - 22h
Ivan Bastos

26/03 - Sexta-feira - 22h
Joatan Nascimento

27/03 - Sábado - 22h
Pedro Morais em "As Rosas Não Falam"

ANIVERSARIANTES 23/03


Dave Frishberg (1933) - vocalista,
Dave Pike (1938) - vibrafonista,
Gerry Hemingway (1955) baterista,percussionista,
Greg Diamond (1977) – guitarrista,
Johnny Guarnieri (1917-1985) - pianista,
Michael Nickolas (1962) – guitarrista,
Nelson Faria(1963) – guitarrista(na foto),
Stefon Harris (1973) – vibrafonista

segunda-feira, 22 de março de 2010

DONNY McCASLIN – DECLARATION (Sunnyside Records [2009])


Aventurando-se em território inexplorado, o saxofonista tenor baseado em Nova York, Donny McCaslin, apresenta seu terceiro disco pela Sunnyside Records, que é marcado por uma fuga do seu trabalho anterior , uma seção em trio sem recursos adicionais,Recommended Tools (Greenleaf, 2008). Adicionou à sua banda uma seção de metais sem exageros, “Declaration”, apresenta o perfil apurado de McCaslin como improvisador, enquanto demonstra seu vigor como um florescente compositor e arranjador.

Renomado por seu solos olímpicos no saxofone , as fluidas facilidades interpretativas de McCaslin foram buriladas sob a tutela de George Garzone e Billy Pierce na Berklee, e comprovadas como acompanhante de luminares como David Binney, Dave Douglas, Danilo Pérez e Maria Schneider. McCaslin apresenta-se com suas composições em uma sessão panorâmica , que realça seu virtuosismo criativo como solista e compositor em variados cenários.

Acompanhado pelo pianista Edward Simon e um coro de quatro metais, o encorpado quinteto de McCaslin interpreta estas multicoloridas composições com brio. Os veteranos de sessões anteriores de McCaslin pela Sunnyside , In Pursuit (2007) e Soar (2006) , o guitarrista Ben Monder, o baixista Scott Colley, o baterista Antonio Sánchez e o percussionista Pernell Saturnino emprestam uma adequada sensibilidade preenchida com líricas bravatas.

Novo neste antigo grupo, Simon prova ser um valioso incrementador para McCaslin, como é Monder. Restrito e econômico, Simon apresenta solilóquios narrativos encrespados em "M" e "2nd Hour" , oferecendo um contraste sereno para as cadências ardorosas do líder. Amplificando o muscular fraseado de McCaslin com matizes incrementados na apropriadamente chamada "Rock Me" ou desvelando a teia de filigranas na brilhante balada "Jeanina", a versatilidade camaleônica de Monder é insuperável.

Abraçando um riqueza de gêneros e estilos, a abertura , como se fosse um hino, "M" mostra o tenor espiritual do líder, enquanto "Fat Cat" demonstra a habilidade de McCaslin e Simon em navegar em ritmos encharcados de latinidade. A opulenta harmonia de "Jeanina" e a melancólica faixa título são o inverso de "Uppercut" e "2nd Hour"— excursões labirínticas no post-bop carregadas de ângulos obliquos e arranjos engenhosos. Indicativo de seus títulos, "Rock Me" é uma festança eletrificada. "Late Night Gospel", uma das mais atrativas composições de McCaslin, é uma ascendente meditação blueseira com o lirismo prateado de Simon e Monder amparados pelo expressivo acompanhamento da seção de metais..

Considerado um dos mais proeminentes estilistas da geração pós Michael Brecker , “Declaration” é um arrojado novo passo para McCaslin, provando suas habilidades como um compositor e arranjador digno de nota e abrindo novas perspectivas em sua promissora carreira.

Faixas: M; Fat Cat; Declaration; Uppercut; Rock Me; Jeanina; 2nd Hour; Late Night Gospel.

Músicos: Donny McCaslin: saxofone tenor, flauta alto(1, 8); Edward Simon: piano acústico, orgão (5); Ben Monder: guitarra; Scott Colley: baixo; Antonio Sánchez: bateria; Pernell Saturnino: percussão (2); Alex "Sasha" Sipiagin: trompete, flugelhorn (1, 2, 3, 5, 7); Chris Komer: French horn (1, 2, 3, 5); Marshall Gilkes: trombone (1, 2, 3, 5, 7, 8); Marcus Rojas: tuba (3, 5, 7, 8), trombone baixo (1); Tatum Greenblatt: trompete (1).

Fonte : All About Jazz / Troy Collins

ANIVERSARIANTES 22/03


Armandinho (1953) – bandolinista, guitarrista (na foto),
Bob Mover (1952) - saxofonista,
George Benson (1943) - guitarrista,
Jackie King (1944) – guitarrista,
Jan Lundgren (1966) – pianista,
Melvin Sparks (1946) – guitarrista,
Walmir Gil(1957)- trompetista

domingo, 21 de março de 2010

MOSE ALLISON – THE WAY OF THE WORLD (Anti/Epitaph)


Desde os anos 50, a peculiar pegada de Mose Allison tem combinado a paixão vocal de músico de blues com a habilidade harmônica de um pianista bop e a capacidade interpretativa de um contador de estórias do interior. Até que o igualmente idissiocrático produtor Joe Henry o persuadiu a retornar aos estúdios. Allison não gravava há doze anos, o que faz esta sua recente gravação, “The Way of the World”, mais do que bem vinda. A prolongada ausência não causou perda no humor de Allison nem na sua pegada ferina. As doze faixas do disco, deliciosamente, balanceiam pensamentos sentimentais com comentários cáusticos.

Ele abre o disco com um ótimo retrabalho da composição “My Babe” de Willie Dixon e “My Brain” enfatiza mais habilidades intelectuais do que aspectos sexuais. “I’m Alright” e “The New Situation” são outras canções onde Allison oferece luz ou reflexões sentimentais e lépido fraseado. Ele está suave e relaxado em “Once in a While”, enquanto desliza para um timbre mais expansivo em “Everybody Thinks You’re an Angel”.

Os pontos altos da sessão são a instrumental “Crush” e a memorável faixa título, que junta o experiente Allison à sua filha , a vocalista country Amy, pela primeira vez em uma gravação. “Crush” realça o frequentemente subestimado toque de piano de Allison, que demonstra a plenitude da influência de Thelonius Monk em alguns singulares (ou ao menos não convencional) combinações de acordes e fraseado, mais a maneira fluida como ele mantém todas as coisas unidas ritmicamente. Pai e filha parecem confortáveis em “The Way of the World”, adequando, em conjunto, facilmente as diferenças e apresentando com forte credibilidade o tema da canção, que é de desconfortável aceitação e ajustado a fortes realidades.

A produção controlada de Henry e ocasionais e espertos floreios musicais (guitarra com cordas de aço em alguns momentos; concisão, inserção animada de saxofone em outras ocasiões) providenciam o toque final para esta maravilhosa volta.

Faixas

1. My Brain 2:59
2. I Know You Didn't Mean It 3:28
3. Everybody Thinks You're An Angel 2:58
4. Let It Come Down 2:31
5. Modest Proposal 2:29
6. Crush 2:55
7. Some Right, Some Wrong 2:48
8. The Way Of The World 2:50
9. Ask Me Nice 3:20
10. Once In A While 3:32
11. I'm Alright 3:11
12. This New Situation 2:08

Data de Lançamento: 23 de Março de 2010

Fonte : JazzTimes / Ron Wynn

ANIVERSARIANTES 21/03


Amina Claudine Myers (1942) - pianista,
Chacho Ramirez (1951) – baterista,
Farnell Newton (1977) – trompetista,
John Davey (1950) – baixista,
Linda Kosut (1946) – vocalista,
Mike Westbrook (1936) - pianista,líder de orquestra,
Otis Spann (1930-1970) - pianista,
Son House (1902-1988) – guitarrista,vocalista,
Tiger Okoshi (1950) – trompetista (na foto)

sábado, 20 de março de 2010

LINDA OH – ENTRY


Uma nova estrela do contrabaixo e também com a mesma idade de Esperanza Spaulding e igualmente dona de notável técnica no manejo do upright bass - brilha cada vez mais no horizonte do jazz: Ela atende pelo exclamativo nome de Linda Oh. Nasceu na Malásia, filha de pais chineses, e foi criada em Perth, na Austrália, onde teve formação musical ocidental, estudando piano e fagote, antes de fixar-se no baixo (elétrico e acústico). Vive em Nova York desde 2004, quando lá chegou para completar o mestrado na Manhattan School of Music, com tese sobre Dave Holland.

No seu primeiro cd como líder, "Entry" (www.lindaohmusic.com) lançado no fim do ano passado, a baixista não fez por menos, em termos de origina1idade e desafio. Selecionou oito composições de sua lavra e um tema do Red Hot Chili Peppers ("Soul to Squeeze") para desenvolvê-los, de maneira bem free, na companhia de dois outros destemidos novos talentos da cena novaiorquina: O trompetista Ambrose Akinmusire e o hiperativo baterista Obed Calvaire. A jovem baixista-compositora atingiu, plenamente, seu objetivo de fazer, com seus pares, "música em mudança continua, sem preocupação com quem está cobrindo essa ou aquela base".

O azul escuro que escolheu para a capa do cd reflete sua coloração temática, o que é evidente já na faixa inicial, "Morning sunset" (6m20seg) - a partir de um vamp que ecoa no ostinato do baixo, desenvolvido pelo trompete de som quebradiço e fraseado fragmentário (a la Don Cherry) de Akinmusire, aquecido pela batida assimétrica de Calvaire, no snare drum (caixa) e nos pratos. "Patterns" (6m38seg), "A year from now" (5m36seg), "Before the music" (3m58seg) e a última faixa, "Soul to squeeze" (3m58seg), são as "partes" mais melódicas as mais "melosas") da "suíte", e criam um relevo especial ao baixo ressonante, robusto, da discípula assumida de Dave Holland e Charlie Haden. "Numero uno" (6m41seg) é a faixa mais longa do disco - a partir de uma abertura tipo fanfarra, de mais de um minuto, do trompete em multi-tracking - e contém animados solos de Calvaire e Oh.

Fonte : Luiz Orlando Carneiro (Jornal do Brasil, 27/02/2010)

ANIVERSARIANTES 20/03


Deanna Witkowski (1972) – pianista,
Harold Mabern (1936) - pianista,
Jon Christensen (1943) – baterista,
Jon Hammond (1953) – organista,acordeonista,pianista,
Marian McPartland (1918) – pianista(na foto),
Mário Sève(1959) - saxofonista

sexta-feira, 19 de março de 2010

JAZZ VOICES CANTAM COMPOSIÇÕES DE MARIA SCHNEIDER


As vocalistas Julia Dollison e Kerry Marsh criaram uma orquestra usando suas vozes para interpretar composições de Maria Schneider para o álbum “Vertical Voices: The Music Of Maria Schneider (ArtistShare)”. Schneider não só aprovou o projeto, como cedeu sua seção rítmica formada pelo guitarrista Ben Monder, pelo pianista Frank Kimbrough, pelo baixista Jay Anderson e pelo baterista Clarence Penn.

“Estava cética no começo por causa da grande quantidade de peças de minha autoria, o intricado das linhas e demanda extrema do repertório”, Schneider declarou. “mas eu resolvi dar uma observada. Julia estava extraordinária. Seu registro vocal, seu som, sua capacidade de misturar-se com os instrumentos e sua absolutamente perfeita afinação apenas me convenceu. Ela não estava nem um pouco surpresa.”

Schneider e seu grupo se aproximaram de Dollison e Marsh há poucos anos atrás. Monder juntou-se a Dollison no disco dela “Observatory” de 2005. Marsh estudou com Schneider quando ela visitou as Universidades de Kansas e do Norte do Texas. Ela, também, participou do disco de Schneider, “Concert In The Garden”.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 19/03


Assis Valente (1911-1958) – compositor,
Bill Henderson (1930) - vocalista,
Buster Harding (1917-1965) - arranjador ,pianista,
Curley Russell (1917-1986) - baixista,
David Schnitter (1948) - saxofonista,
David Buck Wheat (1922-1985) – baixista,
Eliane Elias (1960) – pianista(na foto),
Fred Hughes (1961) – pianista,
Lem Winchester (1928-1961) - vibrafonista,
Lennie Tristano (1919-1978) - pianista,
Michele Rosewoman (1953) – pianista,
Mike Longo (1939) - pianista

Programa Sarau homenageia Johnny Alf


O programa Sarau, que é apresentado no canal Globo News pelo jornalista Chico Pinheiro, fará homenagem ao grande músico e compositor Johnny Alf, recentemente falecido. A primeira apresentação será às 23:30 horas de hoje com reprises em diferentes horários no fim de semana.


quinta-feira, 18 de março de 2010

RALPH BOWEN – DUE REVERENCE (Posi-Tone Records [2010])


“Due Reverence” é uma maravilha do começo ao fim. Todas as cinco composições do seu protagonista, o saxofonista tenor Ralph Bowen, apresentam altas doses de prazer de excelentes criações e execução impecável. São composições eruditas, pesquisando não só os aspectos musicais, mas algo mais, enfatizando-as, colocando emoção como se estivesse em um trapézio com mudanças evolutivas na entonação e modo de tocar. E, o melhor de tudo, há uma incrível invenção rítmica em cada elegia musical — de um trotante suingue para uma desafiante execução do ritmo de maneira não convencional.

Parece que Bowen é um magnificente observador e prospectador profundo da mente musical daqueles que ele deseja glorificar. Sua ágil canção "Less Is More", dedicada ao estimado guitarrista Ted Dunbar, começa com uma parcimoniosa apresentação do tema pelo guitarrista Adam Rogers. Isto é seguido pela maravilhosa banda, que inclui um espetacular uso do arco no baixo por John Patitucci, sombreado sutilmente pelo guitarrista Rogers nas passagens em tempo médio da música, com o baterista Antonio Sánchez, entrando por último no processo, atuando graciosa e soberbamente. É um aconchegante e prazeiroso início para este trabalho. "This One's For Bob", um tributo para o renomado saxofonista e astro das big bands Bob Mintzer, é uma composição estonteante, repleta de deliciosos movimentos e volteios rítmicos, apresentando um especialmente estelar Sánchez.

"Phil-osophy" é um tributo para o reverenciado compositor e clarinetista canadense, Phil Nimmons. A música disseca a arte de Nimmons com grande fervor e fino senso estético. Talvez o aspecto mais marcante da canção é o uso do colorido tonal, com o saxofone tenor tocando solenemente contra os movimentos extravagantes da guitarra de Rogers, enquanto o resto da banda providencia um vívido acompanhamento. "Mr. Scott" é memorável também. Contra a marcha clássica e o saltitante suíngue do ragtime, Bowen devenvolve um inesquecível encontro com James Scott, o pianista e compositor cuja música vem nas sombras da composição. É um bom veículo para o trompetista Sean Jones, que surge soando com graça. "Points Encountered" conta a estória de como o flautista Robert Dick reinventou a arte da respiração que influenciou um geração completa de instrumentistas de sopro que foram por ele despertados.

Ao longo do álbum Bowen é uma voz imponente cuja entonação atraente capta estridentes embalagens sonoras. Ele é gracioso e erudito, tocando longas linhas com classe e soberbo controle, sem indicação de qual será o próximo movimento. Ele está envolvido em sua exposição que o movimenta de forma linear, mas frequentemente move-se verticalmente e às vezes alcança vôos imaginativos, que são surpreendentemente memoráveis. Esta é uma gravação corajosa que apresenta grande profundidade e escopo, chamando a atenção para aspectos musicais que foram perdidos para o modismo e o glamour do comercialismo.

Faixas: Less is More (for Ted Dunbar); This One's For Bob (for Bob Mintzer); Phil-osophy (for Phil Nimmons); Mr. Scott (for James Scott); Points Encountered (for Robert Dick).

Músicos: Ralph Bowen: saxofone tenor; Sean Jones: trompete; Adam Rogers: guitarra; John Patitucci: baixo; Antonio Sánchez: bateria.

Fonte: All About Jazz / Raul d'Gama Rose

Letieres Leite em Quarteto.



Nesta quinta, 18 de março,às 22 hs, no TOM DO SABOR (Rio vermelho-ssa-BA) (Baixo acústico - Ldson Galter, piano - Marcelo Galter, bateria/percussão - Tito Oliveira, sax/flauta - Letieres Leite), os 4 músicos entenderam o desafio: bastante liberdade para improvisação mas dentro dos padrões rítmicos da cultura percussiva baiana.última apresentação desta temporada.

CONVIDADOS:Luis do Jêje (perc.), Roninho Scott (sax soprano), Gilberto Júnior (flugelhorn), Hugo San (trombone).

forte abraço!
Letieres

ANIVERSARIANTES 18/03


Al Hall (1915-1988) - saxofonista ,
Andy Narell (1954) – percussionista,
Bill Averbach (1953) – trompetista,
Bill Frisell (1951) – guitarrista (na foto),
Canhoto da Paraíba(1929-2008) – violonista,
Courtney Pine (1964) – saxofonista,
Diane Hubka (1957) - vocalista,
Jean Goldkette (1899-1962) - pianista,
Joe Locke (1959) – vibrafonista,
Jon Weber (1961) - pianista,
Jose Mangual Sr. (1924-1998) – percussionista,
Sofia Ribeiro (1978) - vocalista

quarta-feira, 17 de março de 2010

LANÇADA A AUTOBIOGRAFIA DE JIMMY HEATH


Jimmy Heath, um mestre do saxofone, nasceu um mês após o nascimento do legendário John Coltrane, e poucos meses depois de Miles Davis. O ano era 1926. Considerando o nível destes três grandes jazzistas, o ano em que nasceram pode ser considerado muito bom.

Os dividendos advindos daquele ano de 1926 vieram mais tarde: Em 1959, Davis e Coltrane brilharam no disco “Kind of Blue” de Davis. Coltrane nos oferece o seu clássico modal “Giant Steps” naquele ano como ele bem observa. Heath, registra em “I Walked with Giants”, com redação de Joseph McLaren, que ao sair da prisão em decorrência do uso de drogas, em 21 de Maio de 1959, prometeu que nunca mais tocaria nelas outra vez.

Heath reenfoca a música daquele ano e não é de forma menor. Ele manteve amizade com todos os principais músicos : Paul Chambers, Jimmy Cobb, Cannonball Adderley, e, claro, Miles, que levou Heath para Los Angeles para fazer parte de sua banda em 1959. Heath admite que teve problemas com o novo estilo “modal” (diferentemente de Coltrane), mas o absorveu , dentro de um movimento que ele chama de especial.

Há algo mágico na maioria destas estórias que Heath alinhava em “I Walked with Giants”. Elas são simplesmente atemporais e cativantes. Elas põem o leitor atrás das músicas, dentro das vidas e escolhas estéticas dos músicos.

Que outros músicos estão por aí que conheceram e tocaram com Coltrane, estavam em seu funeral, e relembram intimamente os novos sons que este tentou nos anos 1960 após o sucesso de “Giant Steps” e a “A Love Supreme”?. Muito poucos, claro, apresentam claramente os traços de Heath, como músico e compositor Ele é um sobrevivente.

Heath toca com muita gente ao longo do caminho, porém as porções especiais do livro estão nos anos 1970 com seus irmãos Albert and Percy. Ken Burns esqueceu o grupo em seu filme, “Jazz”, mas eles são um elo esquecido que deve ser notado.

“O álbuns com os Heath Brothers marcaram os pontos altos das minhas gravações de sucesso” Heath afirma, entretanto ressalta que a despeito das boas vendas, a gravadora deles, a CBS, os dispensou (do mesmo jeito que Burns fez em seu filme).

Na maior parte , “I Walked with Giants” , é um retorno e um ponto de referência, uma espécie de livro de perguntas e respostas. Heath fala e McLaren escreve, além de outras pessoas estarem conectadas com ele como o trompetista Art Farmer e seu irmão, Percy Heath ,e as pessoas e músicos que cresceram com Jimmy nas ruas da Filadélfia e observaram seu desenvolvimento no mundo. Esta estória suingante de verdadeiro sobrevivente do jazz é um fino pedaço da história. Começa na borda da era do swing e prossegue até hoje, com Heath, agora nomeado mestre do jazz da National Endowment, continuando a incrementar seu legado e marcante obra.

Fonte :JazzTimes / Brian Gilmore

Foto : Dansun Productions

ANIVERSARIANTES 17/03


Antonio Maria ( 1921-1964) – compositor.
Elis Regina (1945-1982) – vocalista (na foto),
Grover Mitchell (1930-2003) – trombonista,
Jessica Williams (1948) – pianista,
Lovie Lee (1917-1997) – pianista,
Nat King Cole (1917-1965) – pianista,vocalista,
Paul Horn (1930) – altoísta,flautista

terça-feira, 16 de março de 2010

JOATAN NASCIMENTO E ANA PAULA ALBUQUERQUE


A maré de Março está mais amena este ano com a alegria do Choro!!
Joatan Nascimento abriu a temporada de seu "Choro de Casa", no TOM DO SABOR (Rio Vermelho - Salvador/BA), com a luxuosa participação do pianista Luizinho Assis. Na semana passada teve o encanto e a doçura da belissima voz de Cláudia Cunha.
Esta semana ele convida a cantora Ana Paula Albuquerque, que com sua personalidade e técnica apurada se une à alegria do choro, interpretando clássicos.
Joatan presenteia o público com historias sobre o gênero e sobre as musicas, além de nos brindar com seu virtuosismo e suas melodias.
Tudo isto acompanhado por excelentes instrumentistas: Yacoce Simões, Ivan Bastos, Airton Reiner e Ana Tomich.
Apareça!SERVIÇO:Show: Joatan Nascimento e Choro de Casa
Dia: 19/03/2010
Hora: 21:30h
Participação Especial: Ana Paula Albuquerque
Local: Tom do Sabor
Couvert: R$ 20,00
Reservas: 33345677

PROGRAMAÇÃO DO TOM DO SABOR








Segue programação musical do TOM DO SABOR para o período de 17 a 20/03. Para maiores informações acessem o site piramidedoriovermelho.com.br

17/03 - Quarta-feira - 22h
Paquito e Duo Novelle

18/03 - Quinta-feira - 20h
Sarau Caymmi em 3 Tempos
Letieres Leite - 22h

19/03 - Sexta-feira - 22h
Joatan Nascimento(na foto)

20/03 - Sábado - 22h
Tavares e os Patuscos

ANIVERSARIANTES 16/03


Alex Buck(1980) – baterista(na foto),
Biagio Coppa (1965) – saxofone,
Brian Kelly (1960) – pianista,
John Lindberg (1959) – baixista,
Kei Akagi (1953) – pianista ,
Rich Szabo (1956) – trompetista,
Ruby Braff (1927-2003) – trompetista,cornetista,
Tommy Flanagan (1930-2001) – pianista,
Woody Witt (1969) - saxofonista

segunda-feira, 15 de março de 2010

SAXOFONISTA TIA FULLER LANÇA NOVO CD


A saxofonista e flautista Tia Fuller, na foto, lançará amanhã (16/03) seu novo disco “Decisive Steps (Mack Avenue)”. O disco segue o seu CD, “Healing Space”, que registrou sua estreia no selo em 2007.

A banda é composta pela irmã de Tia Fuller, Shamie Royston no piano e pela baixista Miriam Sullivan, além do baterista Kim Thompson, que trabalha com a saxofonista na banda de Beyoncé . O trompetista Sean Jones e o baixista Christian McBride são convidados.

“É a continuação de “Healing Space”, deslocando-se lentamente de um espaço estacionário para a retomada de passos em direção à ação” Fuller declarou. “ Eu estive pensando sobre o movimento para frente no próximo nível de minha vida, constantemente constituindo pensamentos de grandeza, buscando firmemente o meu objetivo de progresso em minhas propostas”.

Uma das novas composições de Fuller, “Shades Of McBride,” é inspirada em uma música do baixista “Shade Of The Cedar Tree”.

“Minha melodia é uma expansão da melodia dele, sobre diferentes mudanças nos acordes. Após uma semana cantando minha melodia sobre a composição dele , eu reconheci quando estava completa. Além de ser um mentor para mim, é um grande amigo”.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 15/03


Adnan Ajdini (1969) – pianista,
Anne Mette Iversen (1972) – baixista,
Bob Wilber (1928) – saxofonista ,clarinetista,
Charles Lloyd (1938) – saxofonista (na foto),
Harry James (1916-1983) – trompetista,
Jimmy McPartland (1907-1991) – cornetista,
Joachim Kuhn (1944) – pianista,
Ralph MacDonald (1944) – percussionista,
Ry Cooder (1947) – guitarrista

domingo, 14 de março de 2010

RALPH LALAMA QUARTET – THE AUDIENCE (Mighty Quinn Productions [2010])


Dexter Gordon alcançou um som post-bebop em seu saxofone tenor que estava em algum lugar entre a sonolenta entonação sem vibrato de Lester Young e a distante fronteira ácida de John Coltrane. Ralph Lalama foge desta tradição. Em sua quinta gravação como líder desde o seu bem sucedido lançamento “Energy Fields (Mighty Quinn)” de 2008 , Lalama empurra sua pegada para o centro nesta viril e muscular entonação no tenor.

Lalama tem sido um importante acompanhante em diversas bandas seminais, incluindo a sua participação em “Thundering Herd “ em 1976 com Woody Herman, e uma atuação de 25 anos com a Village Vanguard Jazz Orchestra e com o noneto de Joe Lovano. Isto providenciou a necessária exposição para suas atuações solo , todas de boa qualidade.

Liderando um quarteto centrado em uma guitarra, Lalama mescla sua performance com múltiplas modificações de velhos standards ("I'm An Old Cowhand" homenageia Sonny Rollins), os novos standards ("Livin' for the City" de Stevie Wonder) e aqueles desenvolvidos na mistura ("Marie Antoinette" de Wayne Shorter e "Minor League" de Duke Pearson). Suas composições apresentam seu mapa musical em três dimensões caracterizada pela atratividade, predominância angular e solos, igualmente, que não estão seguindo uma linha reta tanto do saxofonista quanto do guitarrista John Hart. O charme desta gravação é a mudança estilística que Lalama apresenta sem parecer que está soando diferente.

Faixas: Marie Antoinette; Livin For The City; Love Thy Neighbor; Jonme; Portrait of Jennie; Minor League; Jome; Kiss & Run; Ricme; I'm an Old Cowhand.

Músicos: Ralph Lalama: saxofone tenor; John Hart: guitarra; Rick Petrone: baixo; Joe Corsello: bateria.

Fonte : All About Jazz / C.Michael Bailey

ALL OF JAZZ - ELIS, O FURACÃO RECRIADO.


Apresenta:

ELIS, O FURACÃO RECRIADO.

Dia 17 de março próximo Elis completaria 65 anos... e o All of Jazz tem o prazer de apresentar sua tradicional semana de “Tributo a Elis Regina”.

- segunda 15/03 – Sandra Regina

- terça 16/03 – Jane Mara

- quarta 17/03 – Rosa Estevez

- quinta 18/03 – Natan Marques & Myrthes Aguiar

- sexta 19/03 – Marcela Ribeiro

- sábado 20/03 – Larissa Cavalcanti


Elis deixou uma forte herança: a explosão, a técnica vocal e o poder criativo.

Nestas noites de tributo, Sandra, Jane, Rosa, Natan, Myrthes, Marcela, e Larissa tem em comum com Elis o repertório, a explosão e uma saudável, digamos..... "Influência do Jazz!"


Horário:

- Terça, quarta e quinta-feira.......22h

- Sexta-feira e Sábado...............23h

Couvert Artistico:

-Terça e quarta-feira.................R$ 13,00

- Quinta-feira...........................R$ 15,00
- Sexta-feira e Sábado.............R$ 22,00

Assinantes da FOLHA e acompanhante tem desconto de 50% no couvert artístico, qualquer que seja a forma de pagamento.

Reservas pelo fone (11) 3849-1345 e para informações adicionais site: www.allofjazz.com.br

Rua João Cachoeria, 1366
ITAIM, São Paulo - SP

ANIVERSARIANTES 14/03


Bart Miltenberger (1975) - trompetista,
Benedito Lacerda (1903-1958)-flautista,
Damon Zick (1975) - saxofonista ,
Joe Ascione (1961) – baterista,
Joe Mooney (1911-1975) – vocalista, acordeonista, organista,
Les Brown (1912-2001) – líder de orquestra,
Lex Samu (1975) – flughelhornista,
Marek Skwarczynski (1973) – trompetista,
Mark Murphy (1932) – vocalista,
Quincy Jones (1933) – trompetista / arranjador,
Robert Pete Williams (1914-1980) – guitarrista,vocalista,
Shirley Scott (1934-2002) – pianista,
Vanessa Rubin (1957) – vocalista (na foto)

sábado, 13 de março de 2010

O GRANDE COMPOSITOR PAULO VANZOLINI EM DVD


E outro grande lançamento que chega finalmente ao formato DVD é o filme Um Homem de Moral, de Ricardo Dias, sobre a música do zoólogo Paulo Vanzolini. Estranho, certo? O filme deveria ser, de fato, sobre répteis e congêneres, não fosse o seu protagonista o autor, entre outras, de “Ronda”, aquela que termina com o verso: “Cena de sangue num bar da Avenida São João”, ou ainda “Volta por Cima”, o magnífico samba que empresta um verso ao título do filme: “Um homem de moral não fica no chão...”.

Vanzolini, a despeito de ter sido o diretor do museu de zoologia da USP durante vários anos é, ao lado de Adoniran Barbosa, o autor mais importante de uma São Paulo de outros tempos. Uma cidade já imensa, mas ainda gentil, com suas ruas, sua boemia e a sua gente séria e bem humorada. Suas canções são a cara e o coração das ruas e do povo paulistano.

O filme, que amanhece e anoitece com a cidade em belíssimas imagens, tem o dom de esparramar para o espectador todo o talento, simpatia e até o lado ranzinza do autor. Um sujeito de extrema inteligência que não tem papas na língua e é capaz de versos geniais e melodias belas e elaboradas, apesar de não tocar nenhum instrumento musical. As filmagens acontecem durante as gravações da caixa Acerto de Contas, onde vários intérpretes como Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Chico Buarque, Márcia (que eternizou “Ronda” em sua gravação original e repete a dose no filme com maestria), Miúcha, Paulinho Nogueira, Virgínia Rosa, Inezita Barroso entre muitos outros mostram as composições de Vanzolini.

As imagens se alternam entre os números musicais e histórias impagáveis do compositor. O cientista, já com mais de oitenta e jeito indisfarçável de menino, recita versos, conta causos, desvenda suas criações e elogia parceiros. Tudo nele é pura modéstia no que se refere à música. Diz todo o tempo que nunca teve tempo para se dedicar às suas composições e construir uma carreira. Segundo ele, tudo o que fez é pura intuição. O espectador, incrédulo, imagina do que teria sido capaz não fosse a zoologia sua profissão de fato.

Vanzolini dá de ombros. Para ele, bom mesmo é o Elton Medeiros, que pegou uma composição sua que ele não gostava e, sem alterar nem melodia nem letra, mas apenas a divisão, a transformou em algo bom. Diz essas e outras sem se dar conta que praticamente todo o seu cancioneiro foi feito sem parceiro algum. São obras primas da nossa canção, que à medida que corre o filme emocionam e surpreendem o espectador que descobre o compositor e sua simplicidade por trás da canção e do intérprete.

No momento em que sobem os letreiros e ainda falta fôlego nas cadeiras, a anônima cantora Suely Klkuchi, solitária num karaokê do centro da cidade, entoa com voz firme e aguda os versos de “Ronda”, entre os transeuntes, neons e a garoa. Nesta hora nos damos conta que poucas obras traduziram com tanta precisão um lugar.

Um Homem de Moral é, de fato, um grande filme sobre um grande artista.

Fonte : Revista Forum /Julinho Bittencourt (Coluna Toques Musicais)

ANIVERSARIANTES 13/03


André Fernandes (1976) – guitarrista,
Blue Mitchell (1930-1979) – trompetista,
Bob Haggart (1914-1998) – baixista,
Chico Science (1966-1997) – vocalista, compositor,
Dick Katz (1924-2009) – pianista,
Roy Haynes (1926) - baterista,
Shoko Nagai (1971) – pianista,
Terence Blanchard (1962) – trompetista (na foto)

sexta-feira, 12 de março de 2010

O TRABALHO DE FORMIGUINHA DA CANTORA MARIANA BALTAR


Já faz quatro anos desde que Mariana Baltar, na foto, lançou Uma Dama Também Quer se Divertir, o CD com que estreou e que lhe rendeu boas críticas, admiradores e uma indicação, como revelação, ao Prêmio TIM de Música. A cantora e bailarina carioca dá agora seu nome ao segundo disco, em que, mais uma vez, mistura mestres (Assis Valente, Paulo César Pinheiro, Nei Lopes, Wilson Moreira) e jovens compositores, como os amigos Thiago Amud e Edu Kneip. Os dois assinam, com parceiros, quatro das 12 faixas.

A mescla é uma forma de Mariana escancarar suas intenções: olhar para trás, gravar o que julga merecedor de um novo registro e também dar voz a seus contemporâneos. "São compositores especiais, que ainda vão dar o que falar", justifica, falando de Thiago e Edu, seus companheiros dos Sonâmbulos, grupo que Mariana passou a integrar dois anos atrás e que apresenta um repertório só de inéditas. "Eles começaram no (bar da Lapa) Semente. Um dia eu fui assistir, adorei e perguntei se podia entrar", conta.

Tudo à Toa (Edu/Mauro Aguiar) que Mariana cantava nesses shows com a dupla. Sonâmbulo (Edu/Thiago) costumava ser a música de encerramento. Canções de Menina (Thiago/Pedro Moraes) foi uma encomenda: a cantora queria uma música com o vocabulário feminino. Maldita Cancela (Delcio Carvalho/Osório Peixoto) ela pegou emprestado do repertório do cantor Lucio Sanfilippo, seu companheiro na gravadora Zambo Discos, na qual se lançou - Mariana transferiu-se para a Biscoito Fino.

O jovem violonista Julião Pinheiro, filho de Paulo César Pinheiro, musicou a letra do pai, e deu em Tanto Samba. Duas parcerias de Nei Lopes, Tia Eulália na Xiba, com Cláudio Jorge, e Jongo do Irmão Café, com Wilson Moreira, foram tiradas do disco de Nei Negro Mesmo (1983). Também são regravações Teco-Teco (Pereira da Costa/Milton Villela), sucesso de Ademilde Fonseca na década de 50 e de Gal Costa na de 70, e Uva de Caminhão, de Assis Valente, que Carmen Miranda eternizou em 1939.

Assis, como Cartola, Hermínio Bello de Carvalho, Elton Medeiros e Billy Blanco, estava em Uma Dama Também Quer se Divertir. Aquela era uma época em que Mariana trabalhava pela recuperação do sobrado da Rua do Teatro, no centro do Rio, que viria a se tornar o Centro Cultural Carioca, casa de shows de música popular brasileira. "Eu estava ligada à questão do resgate, e regravei muitas coisas", rememora Mariana. Era o primeiro CD, as dúvidas eram imensas. Cada faixa soava totalmente diferente das outras. Desta vez, "a unidade está na sonoridade". Os arranjos são de Josimar Carneiro (seu marido e produtor do CD), Jayme Vignoli, Marcílio Lopes e Luiz Flavio Alcofra. Os quatro são do Água de Moringa, conjunto instrumental dedicado ao choro. Os outros integrantes do grupo, Rui Alvim (clarinete) e André Boxexa (bateria) também tocam em praticamente todas as faixas.

Aos 36 anos, a cantora se sente mais madura. Contente com as críticas elogiosas, mantém-se em constante aprendizado. "O trabalho é de formiguinha." O lançamento será no próximo dia 16 no Teatro Rival, no Rio; em abril, Mariana se apresenta no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Fonte : OESP / Roberta Pennafort
Colaboração : Gileno Xavier

ANIVERSARIANTES 12/03


Al Jarreau (1940) - vocalista,
Caíto Marcondes(1954) – percussionista(na foto),
Freddy Johnson (1904-1961) – pianista,vocalista,
Greg Loughman (1973) – baixista,
Liza Minnelli (1946) – vocalista,
Sir Charles Thompson (1918) – pianista,
Vinson Valega (1965) – baterista,
Willie Maiden (1928-1976) – saxofonista