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sexta-feira, 30 de abril de 2010

STEVE COLEMAN LANÇARÁ NOVO DISCO



O saxofonista Steve Coleman assinou contrato com a gravadora Pi e lançará seu primeiro disco em nove anos, "Harvesting, Semblances and Affinities", no próximo dia o8 de junho.

Todas as composições apresentadas em "Harvesting, Semblances and Affinities" são originais, exceto "Flos Ut Rosa Floruit" embasada em um texto medieval de inspiração latino-religiosa, escrita pelo compositor dinarmaquês Per Norgad.


Parte do material foi inspirado no trabalho de Ramon Llull, um filósofo místico de Mallorca. O lançamento apresenta a banda de Coleman "Five Elements" composta pelo trompetista Jonathan Finlayson, Tim Albright no trombone, pelo baixista Thomas Morgan, Thyshann Sorey na bateria e pela vocalista Jen Shyu.








Fonte : Downbeat
Foto : Luciano Rossetti

ANIVERSARIANTES 30/04


Abdul Wadud (1947) – cellista,
Alan Steward (1961) – multi-instrumentista,
Dorival Caymmi(1914-2008) – violonista, compositor, vocalista(na foto),
Percy Heath (1923-2005) - baixista,
Richard Twardzik (1931-1955) – pianista,
Russ Nolan (1968) – saxofonista,

quinta-feira, 29 de abril de 2010

VIRADA CULTURAL - EM SÃO PAULO

ANIVERSARIANTES 29/04


Andy Simpkins (1932-1999) - baixista,
Big Jay McNeely (1927) - saxofonista,
Bradley Leighton (1961) - flautista,
Brian Nova (1961) - guitarrista,
Claus Ogerman (1930) - pianista,arranjador,
Dave Valentin (1952) - flautista,
Duke Ellington (1899-1974) - pianista,líder de orquestra(na foto),
George Adams (1940-1992) - saxofonista,flautista,
Julius Tolentino (1975) - saxofonista,
Otis Rush (1934) - guitarrista,vocalista,
Ray Barreto (1929-2006) - percussionista,
Toots Thilemans (1922) - gaitista,guitarrista

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Chico Oliveira&Grupo convidam Luisa Meirelles no B-23




Festival Jazz e Bossa Chico Oliveira & Grupo convidam Luísa Meirelles



Chico Oliveira - Guitarra e direção musical
Júnior Maceió - Saxofones
Zito Moura - Piano Elétrico
Giroux Wanziler - Contrabaixo acústico
Tito Oliveira - Bateria

Part. Especial: Luísa Meirelles - voz
Quando
qui, 29 de abril, 9:00pm – 11:30pm GMT-03:00
Onde
B-23 Louge Music Bar . Rua Anísio Teixeira nº 161. Lj 23.(Shopping Boulevard 161) Itaigara

ANIVERSARIANTES 28/04


Blossom Dearie (1926-2009) - pianista,vocalista,
Derek Smith (1971) - baterista,
Ithamara Koorax (1965) - vocalista (na foto),
John Tchikai (1936) clarinetista, saxofonista,
Mario Bauza (1911-1933) - trompetista,
Mickey Tucker (1941)- pianista,
Oliver Jackson(1933-1994) - baterista,
Steve Kahn(1947) baterista

terça-feira, 27 de abril de 2010

NELLIE McKAY - NORMAL AS BLUEBERRY PIE : A TRIBUTE TO DORIS DAY (VERVE)


Vindo de uma artista com tamanho charme e pontos de vista sinceros, a elegante naturalidade e controle como cantora pode fisgá-lo pela surpresa. Doris Day, cuja vocação artística e ativismo em favor dos animais, é saudada pelo marcante ecletismo da vocalista de 27 anos em "Normal As Blueberry Pie", que possui uma impecável habilidade para encarar brilhantemente uma letra , enquanto a vivifica com sua personalidade.McCay é muito impressiva como vocalista em sua inusual pegada, às vezes difícil de compreender, já que é uma conceitualista e arranjadora, tornando "Normal as Blueberry Pie" especial.


Revirando uma espécie de caixa de brinquedos musicais para o seu primeiro genuíno álbum de jazz, ela prepara um trio de french horn, ukelele e sinos para uma primorosa leitura de "Send Me No Flowers". Ela emprega flautas ao estilo dos nativos americanos e percussão em uma culturalmente imaginativa leitura de "Blacks Hills of Dakota", e sinos e tambura em uma sonhadora "The Very Tought Of You". Há, então, a mais audaciosa abordagem em "I Remember You", apresentando-a como misterioso melodrama com sintetizador, melotrons strings e efeitos de steel drum.


Não menos vivaz é sua atuação em músicas tradicionais. MacKay suinga com autoridade com o pianista Bob Dorough em seu elegante arranjo para "Close Your Eyes" e em uma animada reelaboração de uma surpreendente atuação de Doris Day com sua big band, "Sentimental Journey", com Charles Pillow no saxofone tenor e no oboé. Com prazer infantil , ela sacode a nostalgia de "Crazy Rhythm" e "Do Do Do", enquanto busca por tempos inocentes em sua própria atração em "If I Ever Had a Dream".

Notavelmente fora do álbum , que McKay produziu com sua mãe, Robin Pappas, está "Que Sera Sera". Sua decisão para não utilizar esta canção popularizada por Doris Day, já apresentada por artistas como Sly Stone e Holy Cole demonstra sua maneira interessante de seguir suas próprias regras.

Faixas : The Very Thought Of You; Do Do Do; Wonderful Guy; Meditation; Mean To Me; Crazy Rhythm; Sentimental Journey; If I Ever Had A Dream; Black Hills of Dakota; Dig It; Send Me No Flowers; Close Your Eyes; I Remember You
Itálico

Músicos :Nellie McKay:vocal,piano,orgão,ukelele,sintetizador,melotron,sinos,tímpanos,tambura;
Bob Dorough : piano; Jay Berliner: guitarra; Jay Anderson : baixo; Clarence Penn : bateria; Charles Pillow : saxofone tenor,oboé ;Glenn Drewes : trompete; John Allred : trombone; Lawrence Feldman: clarinete, flauta; David Weiss : flauta;Sharon Moe: french horn; Cenovia Cummings : violino; Paolo Perre, Kevin Rennard, Lucas Steele : vocais

Fonte :Downbeat
Cotação : * ** * (muito bom)

ANIVERSARIANTES 27/04


Calvin Newborn (1933) - guitarrista,vocalista,
Connie Kay (1927-1994) - baterista,
Freddie Waits (1943-1989) - baterista,
Kevin Hackler (1981) - trompetista,
Martin Wind (1968) - baixista,
Matty Matlock (1907-1978) - clarinetista,saxofonista,
Ruth Price (1938) - vocalista,
Sal Mosca (1927-2007) - pianista,
Scott Robinson (1959) - saxofonista,clarinetista,flautista,
Tommy Smith (1967) - saxofonista

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ANIVERSARIANTES 26/04


Gary Wright (1943) - tecladista,
Jimmy Giuffre (1921-2008)- clarinetista,flautista,saxofonista,
Ma Rainey (1886-1939) vocalista,
Teddy Edwards (1924-2003) - saxofonista (na foto)

domingo, 25 de abril de 2010

SEMANA DORIVAL CAYMMI NO ALL OF JAZZ! [SAMPA]


Apersenta:

SEMANA DORIVAL CAYMMI NO ALL OF JAZZ!



"Dorival Caymmi nasceu em Salvador, BA, em 30 de Abril de 1914.


Tranquilidade seria uma palavra perfeita para descrevermos esse grande contador da vida dos pescadores, muitas vezes trágicas, mas contada por ele de forma suave, pura, simples...


Cantou e contou a paisagem baiana como ninguém em seu jogo diferente de ritmos. E através de músicas como O Que é Que a Baiana Tem, A Preta do Acarajé, Você já foi a Bahia? - fez de Carmem Miranda uma verdadeira baiana.


Sua adoração pelo mar e pela natureza, acaba por colocar o homem em sua real posição - uma parte integrante dela - sem domínio, sem superioridade, sem controle.


É capaz de nos mostrar toda a doçura de viver/morrer no mar, doçura de viver, doçura... E ele segue tranqüilo, chegando a levar anos na criação de uma canção, burilando um pouco hoje, descansando amanhã, retornando daqui a anos - é um bom tempo, diz ele, é um bom tempo.


Caymmi é o respeito pela vida - é seu ritmo."


Susana Gigo Ayres.


Não perca, SEMANA DORIVAL CAYMMI, no All of Jazz, em homenagem a um dos maiores compositores da MPB. Venha ouvir Marina, Maracangalha, Suíte dos Pescadores, Só Louco, entre outras.



26/04 (segunda) - Renata Caldana 22h.

27/04 (terça) -Luciana de Grammont 22h.

28/04 (quarta)- Jane Mara 22h.

29/04 (quinta) - Larissa Cavalcanti 22h.

30/04 (sexta) - Zarabatana 23h.

01/05 (sábado) - Juliana Valverde & Grupo Nó na Fita 23h.


Couvert Artístico:

Segunda 26/04, Terça 27/04 e Quarta 28/04 - R$13,00

Quinta 29/04 - R$15,00

Sexta 30/04 e Sábado 01/05 - R$22,00

Assinantes da FOLHA e acompanhante tem desconto de 50% no couvert artístico, qualquer que seja a forma de pagamento. Reservas pelo fone (11) 3849-1345 e para informações adicionais, visite o nosso site www.allofjazz.com.br

NÃO PERCA !! - Visite a loja com mais de 3.000 CD's no piso superior
Cartões: Diners, Mastercard, Visa, Visa Electron e Rede Shop

ALL OFF JAZZ
Rua João Cachoeira, 1366 Itaim, São Paulo - SP


FONTE: ALL OF JAZZ

ANIVERSARIANTES 25/04


Albert King (1923-1992) - guitarrista, vocalista,
Agostinho dos Santos (1932-1973) -vocalista (na foto),
Bobbi Humprey (1950) - flautista,
Carl Allen (1957) - baterista,
Custódio Mesquita (1910-1945) - pianista, compositor,
Earl Bostic (1913-1965) - saxofonista,
Ella Fitzgerald (1918-1996) - vocalista,
Jim Robitaille (1960) - guitarrista,
Willis "Gator" Jackson (1932-1987) - saxofonista

sábado, 24 de abril de 2010

SONNY ROLLINS ELEITO MEMBRO DA ACADEMIA DE ARTES E CIÊNCIAS


Sonny Rollins foi eleito membro da Academia Americana de Artes e Ciências. Esta prestigiosa organização, em seu 230o. aniversário está elegendo 229 líderes em ciências, ciências humanas, artes, negócios e atividades públicas.


Rollins e os demais escolhidos receberão a honraria em cerimônia a ser realizada na sede da Academia em Cambridge no próximo dia 09 de outubro. Rollins foi indicado pelo Dr. Apostolos P. Georgopoulos, um neurocientista membro da Academia e saxofonista amador, residente em Minneapolis.


Entre os indicados para 2010 estão Francis Ford Coppola, Denzel Washington e o fundador e diretor artístico da Metropolitan Opera, Thomas Hampson, além de várias pessoas agraciadas com os prêmios Nobel, Pulitzer; membros da MacArthur e Guggenheim e vencedores do Grammy,Tony e Oscar.

Fonte : JazzTimes / Aubrey Everett
Foto : John Abbott

ANIVERSARIANTES 24/04


Collin Walcott (1945-1984) - percussionista,
Fabio Morgera (1963) - trompetista,
Frank Strazzeri (1930) - pianista,
Jeff Darrohn (1960) - saxofonista,
Joe Henderson (1937-2001) - saxofonista,
Johnny Griffin (1928-2008) - saxofonista,
Peter Curtis (1970) - guitarrista,
Stafford James (1946) - baixista

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Quinta é dia de Jazz em Salvador!

Amigos eu vi e ouvi!

Nesta quinta-feira, dia 22/04/2010, Além de assistir o sempre muito criterioso Chico Oliveira no Ciranda Café, consegui também gravar um vídeo do finalzinho do "Bahia Soul". Quando terminou o Chico no Ciranda, corri para o Tom do Sabor.

Vamos ao CHICO OLIVEIRA no CIRANDA CAFÉ: Apesar do som e repertório maravilhosos, o vídeo que fiz não ficou bom, mas as fotos ficaram aceitáveis. Seguem:


Fotos do aconchegante e charmoso Ciranda Café (acima).

Fotos da apresentação do Chico Oliveira e banda (acima).
Chico Oliveira - Guitarra e direção musical
Giroux Wanziler - Contrabaixo acústico
Tito Oliveira - Bateria e percussão
Zito Moura - Piano Elétrico
Part. Especial: Júnior Maceió - Saxofones e flauta.

Já no TOM DO SABOR, o vídeo abaixo dá um "gostinho" da formação BAHIA SOUL.


BAHIA SOUL:
André Becker (sax)
Letieres Leite (sax tenor)
Bruno Aranha (teclados)
Ivan Bastos (baixo)


CIRANDA CAFÉ CULTURA & ARTES:
Rua Fonte do Boi, 131, Rio Vermelho, Salvador, Bahia.
Tel.: (71) 3012-3964.

TOM DO SABOR:
Pirâmide do Rio Vermelho, Rua João Gomes, 249, Rio Vermelho, Salvador, Bahia.
Tel (71) 3311-3300.

Abraços,
Gabriel Góes.

MON DAVID - COMING TRUE (FREE HAM RECORDS)


É cada vez mais raro um vocalista surgir fora do blues e te nocautear. Assim. Mon Davis é uma revelação. A audição do filipino é como se fosse um jantar variado com sabores de Tony Bennett, Billy Eckstine, Andy Bey e Boz Scaggs em rápida sucessão. Sua dicção é clara como uma tarde de outono sem nuvens. Sua alegria essencial e jocosa são vindas do coração. Seu bom gosto extende-se de Abbey Lincoln a Antonio Carlos Jobim e é impecável. Faz "scat" com o júbilo de Satchmo e a integridade de Kurt Elling. Nas baladas, incluindo uma maravilhosamente solene "Some Other Time" e uma brilhante "Never Let Me Go", ele rivaliza com a profundeza comovente de Mel Tormé.


Porém, na ricamente imaginativa faixa "Footprints" de Wayne Shorter com letra de Nnenna Freelon amarrada a referências com sua terra natal; na composição de Thelonius Monk "Well, You Needn't", reelaborada com letra em filipino e no bem conduzido original "Only Once " com a sensação do jazz filipino Charmaine Clamor, é que David brilha com mais intensidade.


Livremente traduzida, uma linha da homenagem de David para Monk sugere: "Eu nunca disse que seria fácil; eu só disse que valeria a pena". Melhor sentimento não teria encontrado para capturar a magia de "Coming True".


Músicos: Mon David : vocal, guitarra, percussão; Tateng Katendig : piano; Dominic Thiroux : baixo; Abe Lagrimas : bateria; Carlos David : cajón; Justo Almario : saxofone tenor; Charmaine Clamor : vocal


Faixas : 1- Footprints; 2 - Invitation; 3 - Throw It Away; 4 - Only Once; 5 - Some Other Time; 6 - There Is No Greater Love; 7 - Moonlight; 8 - Moonlight Serenade; 9 - No More Blues; 10 - Kailangan ' yan ;11- Never Let Me Go


Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 23/04


Alan Broadbent (1947) - pianista,
Benny Harris (1919-1975) - trompetista,
Bryan Carrott (1959) - pianista,vibrafonista,
Bunky Green (1935) - saxofonista,
Calvin Owens (1929-2008) - trompetista, líder de orquestra,
Geraldo Pereira (1918-1955) - compositor,
Jimmie Noone (1895-1944) - clarinetista,
John Cooper (1963) - líder de orquestra,
Kendra Shank (1958) - guitarrista,vocalista,
Pixinguinha (1897-1973) - saxofonista,flautista (na foto),
Petr Cancura (1977) - saxofonista,
Severino Araújo (1917) clarinetista, líder de orquestra

quinta-feira, 22 de abril de 2010

WAYNE WALLACE LATIN JAZZ QUINTET - !BIEN BIEN ! (PATOIS RECORDS)


No festival de jazz de Monterey de 2009, se por sorte ou planejamento, dois das mais impressionantes apresentações vieram de um dos mais corretos nicho do jazz: o trombonista Conrad Herwig e sua banda Latin Side All-Star e o quinteto Wayne Wallace Latin Jazz. Os grupos apresentaram pronta adaptabilidade do repertório não latino para as estratégias sincopadas dos particulares ritmos latinos, que é a ideia central do disco do quinteto de Wayne Wallace, "!Bien Bien !".


Wallace espertamente, mas também de forma orgânica, dá uma embalagem latina a standards do jazz tais como : "Freedom Jazz Dance" de Eddie Harris, "Solid"de Sonny Rollins e "Going Up"de Duke Ellington que é uma homenagem aos trombonistas deste compositor.


Os arranjos têm identidades latinas oriundos do seu conhecimento e da sua pegada. Versões de "Africa"de John Coltrane e "In A Sentimmental Mood" de Ellington são latinizadas principalmente nos dedos do percussionista Michael Spiro.


Wallace, um fino instrumentista, criador musical e solista, faz uma conexão que vai além desta gravação, trazendo dentro de uma embalagem especial os convidados Julian Priester e Dave Martell, que harmoniza a melodia para Wallace na faixa de abertura.


Faixas : 1 - ! Bien Bien! , 2 -Freedom Jazz Dance, 3 - Mojito Café, 4 - Building Bridges, 5 - In A Sentimental Mood, 6 - Playa Negra, 7 - Going Up, 8-Solid , 9 - Africa


Músicos : Wayne Wallace (trombone,vocais);Murray Low (piano,vocais);Michael Spiro (percussão);David Belove (baixo,vocais);Paul Van Wageningen (trap drums,vocais);Julian Priester(trombone);Dave Martell (trombone); Kenny Washington (vocais); Orlando Torriente (vocais)


Fonte : JazzTimes / Joseph Woodard

ANIVERSARIANTES 22/04


Andre Mehmari (1977) - pianista,
Candido (1921) - percussionista,
Barry Guy (1947) -baixista,
Don Grusin (1941) -tecladista,
Don Menza (1936) - saxofonista,flautista,
Harvey Mason (1947) - baterista,
Lou Stein (1922-2002) - pianista,
Paul Chambers (1935-1969) - baixista

quarta-feira, 21 de abril de 2010

MULHERES NO JAZZ - 4o. FESTIVAL


A organização internacional "Mulheres no Jazz", dedicada ao suporte de trabalhos de mulheres jazzistas, estará promovendo seu 4o. festival anual em Nova York. Os eventos ocorrerão nos próximos dias 23 e 24/04 na "Saint Peter's Church". Entre os artistas presentes estarão Karrin Allyson(na foto), Toshiko Akiyoshi, Juan Leder e Karen Rodriguez.


O festival, também, homenageará as contribuições de duas destacadas mulheres do jazz: Robin Bell Stevens, presidente da Jazzmobile, e Emme Kemp, notável vocalista e pianista.


A organização apoiará jovens carentes através do programa "Juventude em Ação".


Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 21/04


Alfred Lion(1908-1982) - produtor, fundador da Blue Note,
Craig Pilo(1972) baterista,
Didier Verna (1970) - guitarrista,
Gilson Peranzetta (1946) - pianista (na foto),
Ian Carr (1933-2009) - trompetista,
Mike Holober (1957) - pianista,
Mundel Lowe (1922) - guitarrista,
Pee Wee Ellis (1941) - saxofonista,
Slide Hampton (1932) - trombonista

Curtindo o Rio adoidado






Registro, em 1985, do encontro entre o paraibano Sivuca, o belga Toots Thielemans e a sueca Sylvia Vrethammar, "Encontro no Rio" ganha edição em DVD

Da próxima vez em que você ouvir falar em "Rendez-Vous" não pense em sacanagem, mas sim em seu sentido original, em francês, que significa algo como um encontro marcado, em hora e lugar definidos. Embora a hora não esteja precisada até hoje, o encontro entre o acordeon de SIvuca, a voz de Sylvia Vrethammar, a harmônica de Toots Thielemans e os talentos de outros músicos brasileiros tinha como cenário o Chiko´s Bar, um dos mais importantes redutos da boemia carioca naqueles anos 80. "Rendez-vous in Rio" foi o nome do projeto, produção para a televisão sueca, dirigida por um certo Lennart Wetterholm. O produtor Rune Ofwerman viera ao Rio gravar discos de Sivuca e Sylvia, acabou levando algo mais para casa.

Encontro rápido, em que o trio e os amigos levaram ao público apenas alguns temas, devidamente improvisados, inclusive entre os vocais de Sivuca. Além do sotaque ainda pesado de Sylvia, mesmo diante de todo o seu esforço para parecer a mais brasileira das suecas. Contando os preparativos, que incluem passagens da câmera por alguns cenários cariocas, de praias e escunas a jogo na casa de Chico Buarque e feiras populares, enquanto os músicos vão chegando a um ensaio em um estúdio ou até mesmo durante a execução das canções no Chiko´s, o DVD que a Biscoito Fino apresenta agora tem apenas 42 minutos de duração. Ah, sim, em todos estes cenários, Sylvia fulgura esbanjando simpatia entre vários figurinos, justificando seu recente bronzeado exibido no show.

Mandando gaita

Na hora do vamos ver, o carisma de Sylvia não empolga tanto como os dois outros protagonistas do Encontro. Na companhia empolgada de Luiz Avellar (teclados), Luizão (baixo) e Ricardo Silveira (violão) e ainda dos menos identificados Paulo Braga e Carlos Bala (bateria), Ohana e Júnior (percussão) e Leo Gandelman (sax, este com certeza presente apenas no registro de estúdio de uma latinizada "Carioca", tema de filme americano dos anos 30), Toots e Sivuca deitam e rolam mesmo é no primeiro tema do Chiko´s: "Vai Passar" (Francis/Chico Buarque). Toots começa, Sivuca completa a tabelinha, na visita ao Sanatório Geral. Leve, lírico, mais do que virtuosístico, o encontro se anuncia. Sylvia tenta ganhar o público no xote "O Cheiro da Carolina" (Amorim Roxo/Zé Gonzaga), em registro iniciado junto a Chico, Miúcha e João do Vale, na casa do pai da outra "Carolina". Mas são de novo os dois que, sobrepondo-se à sensualidade da sueca, exagerada ainda pela pouca intimidade com o idioma, mantêm o clima mais espontâneo. Toots chega a levar "Meditação" (Tom/Newton Mendonça) sozinho com a banda. Sivuca retribui com o tema sueco "Submarine for Sale", que nos conduz a um passeio de escuna, em que Sylvia pega seu bronzeado, antes de levar "Começar de Novo" (Ivan Lins), "Na Cadência do Samba" (Luiz Bandeira) e, mais à vontade, um meio kitsch "Rio de Janeiro Blue".

MPB
"Encontro no Rio Toots"
Sivuca Sylvia
R$ 48,00
9 faixas/42 minutos
2010
1985
Biscoito Fino

Outros encontros

Toots e Sivuca: unidos por Guaramiranga

A despedida de Sivuca foi marcada pelo seu belíssimo encontro com a Orquestra Sinfônica da Paraíba, no DVD "O Poeta do Som". Sivuca o gravara em julho de 2005, no Teatro Santa Roza/Cine Banguê, João Pessoa. Alguns meses após sua morte, o talentoso músico paraibano tinha sido homenageado por aqui no Festival de Jazz e Blues de 2007. As homenagens ao mundialmente célebre acordeonista foram prestadas mais enfaticamente em um cortejo de sanfoneiros pelas ruas da pequena Guaramiranga. Já no ano passado, a pequena cidade cearense, cenário de jazz e blues em pleno Carnaval, recebeu ninguém menos que Toots Thielemans. "Nós tocamos com sinceridade, do coração, e esperamos um bom diálogo com o público", comentou ao Diário do Nordeste, antes do show. Então aos 86 anos, o músico belga (primeiro europeu a se tornar Jazz Master, nos Estados Unidos, e que começou a carreira como guitarrista) e sua banda esbanjaram criatividade e elegância aos improvisos, entre standards e temas brasileiros, segundo a cobertura do jornal ao evento. Unidos no Chiko´s Bar em 1985, e anos antes nos Estados Unidos, Jean Baptiste Frederic ´Toots´ Thielemans e Severino Dias de Oliveira foram, portanto, indiretamente reaproximados pelo festival cearense. Já a sueca Sylvia Vrethammar esteve em outro festival, o Festival Internacional da Canção, em 1970. Era, portanto, já conhecida dos cariocas. Mesmo pouco íntima deles.

HENRIQUE NUNES - DIÁRIO DO NORDESTE - FORTALEZA/CE
REPÓRTER

terça-feira, 20 de abril de 2010

FÁBIO ZANON - HEITOR VILLA-LOBOS, OBRA COMPLETA PARA VIOLÃO-SOLO (BISCOITO FINO)


É uma preciosidade o novo CD com a obra completa para violão de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) interpretada pelo violonista Fábio Zanon. Se o compositor que soube capturar como nenhum outro a essência da musicalidade brasileira deu relativamente pouca atenção a esse instrumento ao longo de sua carreira, Zanon demonstra que os 12 Estudos, a Suíte Popular Brasileira, os cinco prelúdios e o choro No. 1 contêm todas as vertentes da musicalidade de Villa-Lobos - da melancolia à vitalidade dos trópicos, da brejeirice à elegância das formas clássicas.


Villa-Lobos tomou contato com o instrumento durante uma viagem ao Norte do país, onde absorveu muito do folclore musical brasileiro, que aqui ressurge, transfigurado e destilado, em toda a sua riqueza e variedade.


Realizado em 1997 em uma igreja da Inglaterra e somente agora divulgado, esse registro destaca-se pela extraordinária beleza de timbre, pelo sentimento, pela perfeição da técnica. É uma nova referência desse repertório que passa longe do monumental, e cuja beleza se encontra na simplicidade e na inocência.


Fonte : CartaCapital / Luis Krausz

Ahh... A Bia ...



A BIA MESTRINÉR cantando "O Amor Está No Ar" (Joab Teixeira, Agostinho dos Santos), acompanhada por FÁBIO LEANDRO (teclado), CELSO DE ALMEIDA (bateria) E PICHÚ BORRELLI (baixo), NO "AO VIVO MUSIC" dia 04/MARÇO/2010.

www.myspace.com/biamestrinercantoracompositora


ANIVERSARIANTES 20/04


Avishai Cohen (1971) - baixista (na foto),
Beaver Harris (1936-1991) - baterista,
Burt Bales (1916-1989) - pianista,
Lionel Hampton (1909-2002) - vibrafonista,
Matt Brewer (1983)- baixista,
Ran Blake (1935) - pianista,
Tito Puente (1923-2000) - percussionista

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ANIVERSARIANTES 19/04


Lucas Pino((1987) - saxofonista,
Tommy Benford(1905-1994) - baterista

domingo, 18 de abril de 2010

DAN TEPFER & LEE KONITZ - DUOS WITH LEE (SUNNYSIDE)


O pianista Dan Tepfer tinha tocado por dois anos com o saxofonista Lee Konitz , quando este CD foi gravado. A interação que estabeleceram entre si tornou fácil o desenvolvimento de espontâneas improvisações em cada momento. Claro que fácil é uma palavra relativa, como Tepfer assinala nas notas do disco,pois Konitz sempre busca por desafios, se ele está tocando um standard ou soprando sem uma direção pré-concebida.O interessante sobre as peças "Elande" (todas entituladas com um número e a escala em que foi escrita) é como cada uma traz um diferente enfoque para cada músico. Tepfer toca uma espirituosa base em "Fa#" para que seu parceiro responda lentamente com notas entusiasmadas. Em Mi o pianista apresenta alguns acordes e deixa-os soando como se ele estivesse no apoio na maravilhosa tranqulidade com que Lee desafia as chaves do saxofone.


Se o disco tem qualquer contratempo , é a duração das faixas, já que a maioria não alcança três minutos, muitas encerrando com menos de dois. A habilidade da dupla é admirável, mas a experiência é similar a comer uns petiscos antes do jantar: deliciosos, porém ser ser substancial. No meio do disco eles oferecem uma peça completa, a meditativa "Merka Tikva" de Tepfer e concluem com um standard de 1920 "Trees". Entretanto é duro imaginar o que poderiamos ter se eles estendessem mais suas exibições.


Faixas : Elande N. 1(Fa#), Elande N.2 (Si menor),Elande N.3(La),Elande No.4 (Si), Elande N. 5(Re), Elande No. 6 (Sol #), Merka Tikva, Elande No. 7 (Fa), Elande No. 8(Sol), Elande No 9 (Mi), Elande No. 10 (Livre), No Lee, Trees


Fonte : JazzTimes/Mike Shanley

ANIVERSARIANTES 18/04


Brian VanArsdale(1979)- saxofonista,
Clarence "Gatemouth" Brown(1924-2005)- guiarrista,vocalista,
Danny Gottlieb(1953)- baterista,
Hal Galper(1938)-pianista(na foto),
Ken Colyer(1928-1988)-cornetista,líder de orquestra,
Leo Parker(1925-1962) - saxofonista,
Neil Alexander(1960) - tecladista

Ijexá em tom lírico

Foto: Fernando Vivas Ag. A TARDE


Por Diogo Damasceno - Revista Muito (Jornal A Tarde)

As coisas têm andado rapidamente para Ana Paula Albuquerque. Passou no concurso para professora de canto no curso de Música Popular da Ufba. Será a primeira mulher a ocupar o posto. Acaba de receber um exemplar da coletânea em CD Tendências da Bossa Nova, lançada por um selo americano e que abriga uma faixa cantada por ela, Iemanjá. “É ijexá, mas está valendo, é brasileiro”, ela diz, com um riso que sugere que, apesar das mudanças em sequência, seu ritmo é o da contemplação.

Ana fala baixo e devagar sobre a infância no sul do Pará (ela nasceu no Maranhão). Não sabia nada de Salvador quando veio para cá, aos 16 anos, estudar para ser cantora, desejo antigo.

Passou por oficinas e graduou-se em canto lírico. A mudança rendeu duas paixões: o samba e a música de candomblé. “A Bahia foi minha salvação musical“, ela diz.

Hoje, Ana divide-se entre shows solo e a escola de música que dirige. Lá, procura estimular mais a musicalidade pessoal do que a técnica. “No canto popular, aquela é mais importante”. Com alunos, bolou uma trilogia de shows com obras de Batatinha, Ederaldo Gentil e Riachão. Mas ídolo mesmo é Gilberto Gil: “É o mais completo”. Em sua família, Ana foi filha única da música. Começou a cantar aos 3 anos, ninguém precisou ensinar.
***

Ana Paula Albuquerque apresenta o show Assim como ela é nos dias 23 e 30 de abril, às 22h no Tom do Sabor (Rio Vermelho). O ingresso custa R$ 20

Ouça o som da cantora

sábado, 17 de abril de 2010

ANIVERSARIANTES 17/04


Buster Williams(1942) - baixista(na foto),
Chris Barber(1930)- trombonista,líder de orquestra,
Han Bennin(1942) - baterista,percussionista,
Jan Hammer(1948) - tecladista,
Johnny St. Cyr(1890-1966) - banjoista , guitarrista,
Paul Smith(1922) - pianista,
Sam Noto(1930) - trompetista,flugelhornista,
Sam Sadigursky(1979) - saxofonista,
Steve Hobbs(1956) -vibrafonista

sexta-feira, 16 de abril de 2010

CELEBRAÇÃO PARA FATS WALLER


Neste final de semana o Jazz at Lincoln Center celebra o legado de Thomas “Fats” Waller (na foto), o conhecido músico do stride piano e um showman que influenciou diversas gerações de músicos pop e jazzistas. O “Fats Waller Festival” ocorrerá nesta sexta-feira, 16 de Abril, e amanhã, 17 de Abril, com concertos noturnos no Rose Theater, apresentando a música de Fats Waller, sendo o diretor musical Andy Farber e Ben Vereen o mestre de cerimônias. A banda será composta pelo pianista Eric Lewis, pelo baixista Ben Wolfe, pelo guitarrista Doug Wamble e pelo baterista Alvester Garnett. Andy Farber atuará no saxofone, e a seção de sopros terá o clarinetista e saxofonista Dan Block e o trompetista Jon-Grik Kellso.

Na Allen Room em ambas as noites, um triunvirato de pianistas influenciados por Waller apresentarão sua música em um programa chamado “A Handful of Keys”. Judy Carmichael, Dick Hyman e Marcus Roberts farão suas apresentações das 19h30min às 21h30min.

Além disto, Mark Ruffin do canal de jazz Sirius/XM estará divulgando a música e o legado de Waller com um show, que inicia às 16h no Real Jazz, no canal 72 (Sirius) e no canal 70 (XM). O show terá músicas do repertório de Waller e entrevistas com Andy Farber e Judy Carmichael. Adicionalmente, a apresentação de “The Music of Fats Waller” no Rose Theater será transmitida ao vivo no sábado, 17 de Abril, às 20h e “Fats Waller: A Handful of Keys” será transmitido no sábado seguinte, 24 de Abril, às 20h.

Em um informe à imprensa enviado à JazzTimes , Marcus Roberts declarou o seguinte sobre Waller: “Seu impacto na música foi além do piano, além do jazz – ele é uma instituição norte-americana”.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 16/04


Bennie Green (1923-1977) - trombonista,
Esbjorn Svensson (1964-2008) - pianista
Henry Mancini (1924) – pianista,compositor, arranjador,
Herbie Mann (1930-2003) - flautista,
Junko Onishi (1967) – pianista,
Sebastião Tapajós (1944) – violonista(na foto),
Ulf Wakenius (1958) - guitarrista

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CAROLYN LEONHART / WAYNE ESCOFFERY – TIDES OF YESTERDAY (SAVANT)


Que Carolyn Leonhart pode ser considerada uma vocalista superlativa é inegável. Realmente, ela demonstrou isto há um par de anos atrás em “Chances Are”, seu doce e delicado tributo para o subapreciado compositor Robert Allen, e o seu álbum difícil de encontrar, já que foi lançado exclusivamente no Japão, “Autumn in New York”, de 2003. Mas a destreza vocal de Leonhart cresce , como demonstrado nos dois discos anteriores, exponencialmente, quando ela está acompanhada pelo seu talentoso marido, o saxofonista Wayne Escoffery.

O casal inicia com “Better Next Time”. Não confudir com a melancólica “Better Luck Next Time” de Irving Berlin, este trabalho familial (composto por Escoffery e Leonhart com seu irmão Michael) é uma escavação criativa de árduas lições aprendidas. Seguem-se quatro standards , incluindo uma bem concebida “The Sweetest Sounds” que se desdobra como um monólogo interior; uma meditativa “Never Never Land” , tão despretensiosa como uma lenta passagem de uma nuvem; uma gratificante tranquilidade em “Sometimes I’m Happy”; e, mais criativamente, uma aparente dificuldade de transitar por causa da neve em “You Must Believe in Spring” que, ao mesmo tempo, valoriza a forma como a canção fala sobre a promessa da primavera.

Todas as quatro são excepcionais , mas empalidecem em comparação a outra metade do álbum, onde Leonhart apresenta sua sedutividade para a bela atuação envolvente de Escoffery, próximo ao tratamento oriental de “Eclipse” de Charles Mingus; sax e voz intercambiam lamentos em uma densa e blueseira leitura de “Big Noise, New York”de Donald Fagen; o casal abastece o trem expresso da romanticamente insistente “Straight to You (Baloo Baloo)” de Leonhart e encerram com um tratamento vibrantemente abstrato de “Infinity” de Lee Morgan.

Faixas
1. Better Next Time 5:27
2. The Sweetest Sounds 7:38
3. Sometimes I'm Happy 5:47
4. Never Never Land 5:24
5. You Must Believe In Spring 3:54
6. The Harbor 6:38
7. Eclipse 6:37
8. Big Noise New York 9:18
9. Where There Is Love 5:08
10. Straight To You 5:24
11. Infinity 6:53

Músicos: Wayne Escoffery (saxofones soprano e tenor); Carolyn Leonhart (vocal); Toru Dodo (piano, Fender Rhodes piano); Donald Edwards (bateria).

Data de lançamento: 23 de Fevereiro de 2010

Fonte: JazzTimes / Christopher Loudon

Chico Oliveira no CIRANDA CAFE


O guitarrista Chico Oliveira segue com suas apresentações de música instrumental (todas as quintas de abril) apresentando o show "Salvador em Ciranda"com temporada no Ciranda Café Cultura & Artes. O Ciranda que vem se consagrando como a mais nova alternativa cultural e gastrônomica da cidade, esbanjando charme, sobretudo pelo cuidadoso paisagismo e pela evidente preocupação em ser um empreendimento sustentável. No repertório do guitarrista composições próprias além de músicas de João Donato, Tom Jobim, Gilberto Gil, Milton Nascimento entre outros. Nesta quinta, participações especialíssimas de Pedro Augusto Dias e César Túlio.


Local: CIRANDA CAFÉ CULTURA & ARTES www.cirandacafe.com
End: Rua Fonte do Boi, 22. Rio Vermelho. Salvador. Bahia
Datas: 15, 22 e 29 (quintas) de abril.
Horário: 21:00h
Tel: 71 3012.3963
Couvert artístico: R$ 10,00

ANIVERSARIANTES 15/04


Bessie Smith (1894-1937) - vocalista (na foto),

Herb Pomeroy (1930-2007) – trompetista ,

Richard Davis (1930) - baixista

quarta-feira, 14 de abril de 2010

SERGIO SALVATORE & CHRISTOS RAFALIDES – DARK SAND (Travelers Road)


Nestes passados 37 anos, o Chick Corea / Gary Burton duo tem sido considerado com tal reverência em seu campo, que o dueto de piano e vibrafone é raramente utilizado por outros. Até agora. Depois deste auspicioso encontro entre o pianista Sergio Salvatore e o discípulo de Joe Locke, o vibrafonista Christos Rafalides, seria tolice apostar contra este variado ‘Dark Sand”, vindo destes talentosos instrumentistas.

Quando Corea e Burton gravaram “Crystal Silence” para a ECM, o pianista tinha 31 anos, o vibrafonista 29, e já possuíam considerável reputação. Aos 28 anos, Salvatore tem uma maturidade de 16 anos na estrada desde sua primeira atuação em estúdio e, aos 37, Rafalides está estabelecido na cena novaiorquina desde seu CD “Manhattan Vibes” de 2002. Mas Salvatore e Rafalides ainda não têm muitas gravações como Corea e Burton tinham em 1972. Assim há uma maravilhosa engrenagem entre o piano e o vibrafone que ecoa a mágica interação de “Crystal Silence”. Uma cuidadosa comparação revela que a pulsação de “Dark Sand” é mais rápida e menos tranquila – os dois jovens frequentemente evidenciam suas inventividades e brilhante velocidade, nunca perdendo sua segura força como conceito de grupo.

Cada um dos músicos traz três composições para a sessão. Conforme esperado, as composições de Salvatore são mais parecidas com as de Corea. “Which Way Did She Go?” tem uma indiscutível ligação com “What Shall We Play Today?”. Rafalides contribui com a faixa título em um arranjo que embarca em um sincopado misterioso e efetivamente embaralha a fronteira entre o que é composto e o que é improvisado. Porém, a mais impressionante composição, “Suite Together”, é de Luciano Salvatore , pai de Sergio, e se desenvolve através de duas faixas com um ambição sem igual em relação à estreia de Corea-Burton. Um rico contraponto e um enfoque blueseiro está em “Nostalgia In Times Square” de Charles Mingus e uma exploração sutil de “Fly Me To The Moon” de Bart Howard completa este soberbo álbum.

Faixas:

1. Dark Sand 7:24
2. Nostalgia in Times Square 5:09
3. Suite Together (Part I) 6:30
4. Suite Together (Part II) 10:22
5. Spring Song 6:31 $0.99
6. Which Way Did She Go? 6:31
7. Days of Silence 7:00
8. Second Nature 3:45
9. Yasemi 7:07
10. Fly Me To The Moon 7:00

Fonte : Jazz Times / Perry Tannenbaum

PROGRAMAÇÃO DO TOM DO SABOR


14/04
Bando Ijexá com Tito Bahiense -20h
Tavares e os Patuscos - 22h

15/04
Sarau Caymmi em 3 Tempos – 20h
Bahia Soul – 22h

16/04
Roberto Mendes –Poesia , Um dedo de prosa e viva a chula - 20h
Ana Paula Albuquerque(na foto) - 22h

17/04
Os ingênuos - 22h

ANIVERSARIANTES 14/04


Brian Pardo (1956) – guitarrista,
Eliot Zigmund (1945) – baterista
Gene Ammons (1925-1974)(na foto),
Muddy Waters (1915-1983) - guitarrista
Shorty Rogers (1924-1994) - trompetista,
Steve Davis (1967) –trombonista,
William Roper (1955) - tubista

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ana Paula Albuquerque no Tom do Sabor 16/04/2010 [SALVADOR]

Ana Paula Albuquerque no Tom do Sabor 16/04/2010

O quê? A magnífica Ana Paula Albuquerque.

Quando? 16/04/2010 as 22hs.

Onde? Tom do Sabor - Rua João Gomes, 249 Salvador - BA,
Tel. (71) 3311-3300

* horários aproximados
www.piramidedoriovermelho.com.br

Jam dos Amigos 14/04/2010 [SALVADOR]

JAM DOS AMIGOS

Venha curtir com os amigos Jazz, Mpb, Fusion e Blues.

Quando? Quarta Feira, 14/04/2010 as 21hs.

Onde? Casa da Mãe - O Espaço Cultural Casa da Mãe fica na R. Guedes Cabral, 81. Rio Vermelho. Em frente à Colônia de Pescadores. Tel (71) 3334-3041 / (71) 9601-6616. Salvador - BA.


Fonte: DMI COMUNICAÇÃO.

NELSON VERAS – SOLO SESSION VOL.1 (Bee Jazz [2010])


O guitarrista Nelson Veras tem uma considerável experiência como acompanhante utilizando o instrumento acústico— o ponto alto é sua suavidade para a volátil guitarra elétrica de Manu Codjia do fino disco de Christophe Wallemme, utilizando um grande grupo, “Namaste (Bee Jazz, 2006)”.

O relacionamento do toque de Veras com os clássicos guitarristas brasileiros como Hélio Delmiro, João Gilberto, Bola Sete é similar entre a performance de James Blood Ulmer e o blues: ímpar, totalmente dentro da tradição e inteiramente fora ao mesmo tempo. Para Veras (e Ulmer, naturalmente), isto tem a ver com um misterioso e intrincado modo de tocar que põe à parte as influências iniciais. No caso de Veras, esta sofisticação relembra Pat Metheny, que , casualmente , "descobriu" o então adolescente Veras alguns anos atrás, recentemente saído de Salvador da Bahia para a França.

Neste programa , Veras certamente favorece o lado brasileiro do seu pedigree, algo que sempre se mostrou capaz, explicitamente , como um acompanhante. Há impecáveis interpretações de Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque , três de cada; e uma adorável leitura de "Lilia" de Milton Nascimento. Ademais, um dos números do jazz tradicional "Windows" de Chick Corea tem uma bem estabelecida conexão brasileira, como é melhor conhecida na versão bossa nova do saxofonista Stan Getz em seu álbum “Sweet Rain, (Verve 1967)”.

Em todo lugar , nós encontramos números de Richard Rodgers , como com Larry Hart ("My Funny Valentine" que rivaliza com o clássico dueto de Jim Hall com Bill Evans, em “Undercurrent, (Blue Note, 1962))” e Oscar Hammerstein ("My Favorite Things" totalmente livre da influência da versão de John Coltrane, uma das muitas versões iconoclásticas).

"Django" de John Lewis— talvez reverencie uma indireta influência da escola de guitarra francesa no currículo de Veras — é apresentada com um toque de saudade, cristalino, quase como um harpa, qualidade do toque do guitarrista, que brilha através do entusiasmo e sem excessos de sonoridade.

Pareceria prematuro e arriscado para um jovem instrumentista apresentar todos os elementos de sua musicalidade em um álbum solo. Em geral, esta gravação mostra que era um risco importante a ser tomado. De fato, está confiantemente rotulado com "volume 1"— se isto significa que mais está por vir , será bem vindo.

Faixas: Bésame Mucho; Lilia; Django; Moment's Notice; Wave; Não Fala de Maria; Triste; Corcovado; Windows; Todo O Sentimento; My Funny Valentine; A Ostra E O Vento; My Favorite Things.

Músico: Nelson Veras: violão

ANIVERSARIANTES 13/04


Al Green (1946) – vocalista,
Bud Freeman (1906-1991) – saxofonista, clarinetista,
David Kane (1955) – pianista,
Eddie Marshall (1938) – baterista,
John Ellis (1974) – saxofonista,
Rosa Passos(1952) – violonista,vocalista (na foto),
Teddy Charles (1928)-vibrafonista

segunda-feira, 12 de abril de 2010

CHRISTIAN SCOTT – YESTERDAY YOU SAID TOMORROW (Concord Records [2010])


O trompetista Christian Scott iniciou gerando expectativas em 2006, com “Rewind That (Concord)”, e foi reconhecido outra vez em 2007 e 2008. Aquelas promessas iniciais de grandeza são fixadas por “Yesterday You Said Tomorrow”. O quarto álbum pela Concord é um forte amálgama de jazz aguçado, hip hop e ritmos roqueiros, ostinatos empenados, rapsódias intimistas e completa paixão, tudo bem consolidado pelo nativo de New Orleans com seu alternativamente carinhoso e incisivo instrumento e por sua banda fortemente focada.

O enfoque muito moderno de Scott para o jazz ganha peso adicional a partir da aceitação de estilos do meado dos anos 1960. Há referências abundantes do segundo quinteto do trompetista Miles Davis , do clássico quarteto do saxofonista John Coltrane e da banda contemporânea de Charles Mingus. Para enfatizar esta procedência , o disco foi co-produzido pelo engenheiro veterano da Blue Note, Rudy Van Gelder, em cujo estúdio foi gravado.

Outras ressonâncias dos anos 1960 podem ser ouvidas : o blues ácido eletrificado de Jimi Hendrix (o guitarrista Matthew Stevens é também adepto do movimento gracioso a la Pat Metheny), e, portanto ,“Yesterday You Said Tomorrow” é um álbum instrumental como foi o movimento de protesto liderado pelos cantores tais como Bob Dylan e Curtis Mayfield. "Eu queria criar um pano de fundo musical" declara Scott em seu material publicitário que acompanha as cópias das resenhas do disco "que referenciassem todas as coisas que eu gostava de música nos anos 1960".

Um salto rápido para frente após 40 anos é o que Scott fez com seu material. A faixa título dá uma pista , "K.K.P.D.," a feroz faixa que abre o álbum tem um título que lembra o Departamento de Polícia Klu Klux e refere-se ao que Scott chama de uma atitude "fenomenalmente sombria e diabólica" da polícia local para os cidadãos afro-americanos de New Orleans. "Angola, LA & The 13th Amendment" é um episódio decadente com o fluxo dirigido pelo melancólico e incandescente trompete de Scott, que equaliza aspectos do sistema prisional com o da escravidão. "The American't" ataca o mesmo insuportavelmente deprimente racismo referenciado por "James Crow, Jr. Esq." em Live At Newport (Concord, 2008)". "Jenacide" não necessita explicação.

A disposição permanece com a emoliente "The Eraser" (composta por Thom Yorke do Radiohead e a única que não é composição própria ), e com duas belas baladas, "Isadora" de “Live At Newport” e "The Last Broken Heart."

Com 26 anos , Scott tem décadas pela frente para se desenvolver. Entretanto, este é seu primeiro disco marcante, e algo para você se sentir bem sobre o futuro do jazz.

Faixas: K.K.P.D.; The Eraser; After All; Isador; Angola, L.A. & The 13th Amendment; The Last Broken Heart; Jenacide; The American't; An Unending Repentance; The Roe Effect.

Músicos: Christian Scott: trompete; Matthew Stevens: guitarra; Milton Fletcher Jr.; piano; Kristopher Keith Funn: baixo; Jamire Williams: bateria.

Fonte : All About Jazz / Chris May Chris May

ANIVERSARIANTES 12/04


Al Jarreau (1940) – vocalista,
Drori Mondlak (1958) – baterista,
Helen Forrest (1917-1999) – vocalista,
Herbie Hancock (1940) - pianista(na foto),
Johnny Dodds (1892-1940) - clarinetista,
Marty Krystall (1951) - clarinetista, saxofonista,
Ryan Kisor (1973) - trompetista,
Shakey Jake Harris (1921-1990) – gaitista,
Tommy Turrentine (1928-1997) - trompetista

domingo, 11 de abril de 2010

GERALD CLAYTON – TWO-SHADE (EmArcy)


O título desta gravação implica na absorção de uma dualidade: uma única cor nova emergindo quando duas são misturadas. Realmente, a estréia de Gerald Clayton como líder, seguindo trabalhos com Lewis Nash, Al Foster, Clark Terry e Roy Hargrove, dentre outros, reflete a importância em que coloca a tradição, enquanto encontra sua própria voz e direção. O pianista de 25 anos, criado em Los Angeles e residente em Nova York, buscou inspiração no legado de reverenciados pianistas precursores, enquanto buscava outros gêneros, esculpindo seu próprio caminho dentro da sua família — ele é filho do baixista John Clayton e sobrinho do saxofonista Jeff Clayton— e entre seus companheiros.

Originalmente lançado pela ArtistShare e adquirido pela Emarcy, o programa consiste principalmente em composições de Gerald Clayton, junto com “All of You” de Cole Porter (que foi nominada para o Grammy de melhor solo improvisado de jazz ) e “Con Alma” de Dizzy Gillespie. A influenciada pelo funk “Boogablues” inicia com exuberante energia, tendo um soberbo suporte rítmico e enfoques criativos de Joe Sanders (baixo) e Justin Brown (bateria), ambos em ascensão na cena jazzística de Nova York .O belo e melancólico sentimento de balada em “Peace for the Moment” suportado pelas escovinhas de Sanders, gradualmente constroi uma energia como se a música oscilasse entre um senso de fervor e uma tranqüila contemplação.

Intermitentes grupos sonoros enriquecem a etérea qualidade de “Casiotone Pothole” (assim chamada por causa de um velho teclado Casiotone com um tecla perdida), enquanto a agitada, influenciada pelo bebop, “Scrimmage”, apresenta a coesão do trio como unidade. A terna e lírica “Sunny Day Go” ilustra a qualidade de contador de estórias de Clayton em suas composições e a qualidade emotiva de seu toque, com sua interação com Sanders assomando o centro do palco. Como em outras faixas, Brown demonstra sua poderosa intensidade no breve interlúdio de “You’re Out”.

Destreza e técnica unem-se em entusiasmada criatividade que constitui este primeiro e fino trabalho de Clayton, cuja jornada promete ser algo interessante para se observar.

Faixas: 1. Boogablues; 2. Trapped In Dream; 3. Two Heads One Pillow ;
4. Peace For The Moment; 5. All Of You ; 6. Interlude - Love All Around;
7. Casiotone Pothole; 8. One Two You; 9. Sunny Day Go; 10. Scrimmage;
11. Interlude - You're Out;12. Con Alma

Músicos: Gerald Clayton: piano; Joe Sanders: baixo; Justin Brown: bateria.

Fonte : JazzTimes / Sharonne Cohen