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terça-feira, 31 de agosto de 2010

THE JOSHUA BREAKSTONE TRIO – NO ONE NEW (Capri Records [2009])


“No One New” é uma referência à longa carreira do guitarrista Joshua Breakstone. Ao longo dos últimos 30 anos ele tem sido impressivo como líder com 19 gravações em seu crédito. É fácil ver o porquê. Sua música cresce acima do mundano com um senso compacto de lirismo que puxa a aura das composições. Elas são fáceis e melódicas e abrem as portas para sua técnica. Ele toca com clareza, estilo articulado que enfatiza as notas redondas, frases nítidas e acordes robustos. Mais, ele deixa a música respirar do seu criterioso uso do espaço.

Breakstone tem usado o formato de trio em outras gravações. Adiciona intimidade, particularmente quando tem companheiros enfáticos como o baixista Lisle Atkinson e o baterista Eliot Zigmund. A música é straight-ahead jazz, manifestada em diversas correntes que fluem para o bop, swing, baladas e blues. Breakstone contribui com cinco composições, Atkinson contribui com uma, com dois standards no programa.

Breakstone tem uma maneira de brandir uma nota e então a colhe. Ele percorre alto movimento em "Over-Done", antes de exibir as profundezas do seu arsenal com notas singulares, acordes que incrementam a profundidade harmônica, e muda a tensão conforme suinga com Atkinson e Zigmund. Ele exibe um senso de humor investindo em um verso de "Mary Had A Little Lamb" ao seu modo.

"No One New" é uma música no estilo hard bop, com Breakstone louvando a melodia, e deixando suas improvisações encontrar suas sementes. Zigmund e Atkinson estão tecendo seus fios, como o baterista que se engaja em duas férteis e vívidas conversações com Breakstone.

Atkinson compôs a cintilante "Come On Baby", onde melodia e o suíngue abraçam-se através das picantes notas da guitarra. O baixista adiciona sua porção própria de doçura para esta canção superior, e Zigmund expande a equação com seu pulso encrespado.

Breakstone encerra este deleitável CD com dois números que se posicionam em contraste. "The Peacocks" é reflexivo, aquecendo-se em notas singulares que Breakstone deixa cair com graça. "The Kicker" chafurda no blues em suígue modulado, conforme Breakstone retorna ao encantador entrelaçamento linear e acordes encorpados.

Faixas: Over-Done; For Me; The Unknown One; Come On, Baby; Blues Heretofore; No One New; The Peacocks; The Kicker.

Músicos: Joshua Breakstone: guitarra; Lisle Atkinson: baixo; Eliot Zigmund: bateria.

Fonte: All About Jazz / Jerry D'Souza

ANIVERSARIANTES 31/08


Andrea Celeste (1986) - vocalista,
Benjamim Taubkin(1956) – pianista(na foto),
Edgar Sampson (1907-1973) - saxofonista, violinista,
Francis Hime(1939)– pianista,vocalista,compositor,
Frank Froeba (1907-1981) – pianista, líder de orquestra,
Herman Riley (1933-2007) - saxofonista,
Marshall McDonald (1959) - saxofonista,
Nate Birkey (1962) - trompetista,
Paul Winter (1939) - saxofonista,
Stefano Battaglia (1965) - pianista,
Tineke Postma (1978) - saxofonista,
Wilton Felder (1940) - saxofonista

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

REDUNDÂNCIA: SEGUNDA SEGUNDA DO MÚSICO. SUCESSO !


Teve prosseguimento nesta noite mais uma segunda do músico. Conforme proposto, antes dos shows há uma palestra para discussão de um tema que afeta os músicos e técnicos da área. Desta vez estava em pauta os direitos autorais, que estão em um anteprojeto de lei que revisa a lei brasileira e está em consulta pública até 31/08. Sobre o assunto o Ministério da Cultura - Minc realizou , a partir de 2007, oito seminários do Fórum Nacional de Direito Autoral e 80 reuniões setoriais, que resultaram no texto, ora em consulta, a ser remetido ao Legislativo, com as revisões feitas a partir da consulta pública.
Apesar de todo este cuidado governamental o assunto é por demais (conforme demonstraram o representante do Minc e um advogado, professor e, atualmente, redigindo um livro sobre o assunto), polêmico. Não fiz os devidos registros sobres os nomes dos palestrantes . Seguem as sinceras desculpas de um repórter inexperiente. Confesso que não foi para me eximir de pagar os direitos autorais.....

Seguiu-se o show de Maria Mitouzo com suas composições, que já haviam chamado minha atenção no último Festival de Música Instrumental da Bahia (que saudade !). Aliás, chamou atenção, também, de Marcelo Martins, o convidado da noite, que confessou que ao ouvir a passagem do som ficou entusiasmado com a originalidade da música , que não tem rótulos. Fez uma participação sensacional em uma música, que foi uma demonstração do que viria pela frente. A banda de Maria é constituída por ela (teclados e vocal);Luciano Calazans (baixo); Tito Oliveira (bateria); André Becker (sax e flauta) e Tita, Neto, Fábio (vocais).

A segunda atração foi a banda Bahia Soul (na foto), com a volta de André Becker no sax alto, Raimundo Nova (guitarra), Ivan Bastos (baixo), Márcio Dhiniz (bateria) e Bruno Aranha(teclados). Incendiou o local com excelente soul music para botar a galera para dançar ao som de ótimos desempenhos instrumentais. Quando Marcelo Martins adentrou ao palco para atuar com a banda, estava estabelecido o rumo da prosa . Não ficou nota sobre nota, acorde sobre acorde, compasso sobre compasso. Nitroglicerina pura. Quando se pensava que se extasiava com um solo de André Becker, logo surgia um de Marcelo Martins e vice-versa , e o queixo continuava caído. Haja maxilar para agüentar....... E tudo sem demonstração de competição, pois o que se via era a expressão de admiração e alegria daquele que observava o outro solar. A Bahia Soul está afiadíssima. Como disse Marcelo Martins : “Quando cheguei e os vi passando minhas músicas, sentí que era eu que precisava repassá-las para relembrá-las”.Um dos espetáculos mais empolgantes do ano. Lamentações para quem o perdeu.

Na próxima segunda, 06/09, será a vez da Banda Transcendental, tendo como convidado o grande baixista Nei Conceição, que atua, dentre outros, com João Bosco e com o guitarrista Nelson Faria, outro ícone da música instrumental brasileira.

O espaço das apresentações, denominado “Galpão Cheio de Assuntos”, está localizado na Rua Djalma Dutra, logo após à Madeireira Angra, sentido Sete Portas. O local é simples, mas a música é sofisticada. Segunda-feira, para os amantes da música instrumental, este é o caminho.

SONNY ROLLINS RECEBEU A MEDALHA EDWARD MacDOWELL 2010


No último 15 de Agosto, Sonny Rollins foi agraciado com a Medalha Edward MacDowell, 2010, em cerimônia ocorrida na MacDowell Artist Colony, em Peterborough, New Hampshire. O escritor jazzístico, Gary Giddins, apresentou Rollins na cerimônia e dando a partida para o presidente da organização, Robert MacNeil, presentear Rollins com a medalha.

A cerimônia contou com a apresentação do trio de Fred Hersch , com John Hebert e Eric McPherson, bem como de trabalhos artísticos de crianças do ensino básico inspirados no jazz e Sonny Rollins (na foto).

“Sonny Rollins tem sido um das mais importantes influências para mim como improvisador no jazz” declarou o pianista Fred Hersch , associado à MacDowell Colony , em um informe à imprensa recebido pela JazzTimes. “Em sua mestria de arranjo, sua técnica extraordinária, seu impecável senso rítmico, seu humor e humanitarismo, ele é um completo artista do jazz”.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 30/08


Charlie Wood (1951) - guitarrista,
John Surman(1944) - saxofonista, clarinetista tecladista,
Kenny Dorham (1924-1972) – trompetista(na foto),
Kid Rena (1898-1949) - trompetista,
Stratos Vougas (1967)- saxofonista,
Willie Bryant (1908-1964) – vocalista, líder de orquestra

domingo, 29 de agosto de 2010

MIKE LeDONNE – THE GROOVER (Savant Records [2010])


Quem sabia que Mike LeDonne é atualmente um organista disfarçado espertamente como pianista? Bem , isto para iniciantes, a turma que tem vindo vê-lo atuar regularmente no Smoke, o clube de jazz em Nova York, que tem sido a casa do organista por mais de uma década. Ao contrário, LeDonne não é uma variedade no jardim dos organistas, mas um destaque. Suingador é a imagem que vem do seu principal modelo, o falecido Charles Earland. Não é um acidente que LeDonne tenha aumentado seu trio (o guitarrista Peter Bernstein, o baterista Joe Farnsworth) para uma sessão em estúdio convidando o saxofonista tenor Eric Alexander para atuar, já que Alexander não só passou seus anos formativos em Chicago como membro do quinteto de Earland, bem como fez sua gravação de estreia em 1991 em um álbum do organista. Inesquecível.

LeDonne “queima” o Hammond B3, Alexander adiciona calor em cada mudança de direção com Bernstein e Farnsworth alimentando a fornalha, sendo assim este é um álbum que suinga enfaticamente desde o início — o tipo de sessão que faria Earland sorrir de orelha a orelha. Destaques animados estão entre a matéria prima de tais narrativas, ainda aqui nós temos dois exemplos, ambos compostos por LeDonne—"Blues for McCoy (Tyner)" e "Bopsolete". Dizer que criam uma tempestade seria uma exposição incompleta, mas sem dizer que "Rock with You", "Sunday in New York", "The Groover" ou "On the Street Where You Live" são menos apaixonadas em seu próprio jeito.

Tudo não é fogo e enxofre, entretanto, pois o quarteto modera a temperatura em "Deep Blue" de LeDonne e "Little Mary" de Benny Golson, esta última escrita para a filha de LeDonne que tem a síndrome de Prader-Willie , uma relativamente incomum desordem genética que afeta seu metabolismo e crescimento. LeDonne prova ser um fluente e desembaraçado no órgão como é no piano, enquanto Alexander enfatiza , como sempre tem feito , por ser um dos mais cativantes e criativos solistas de sax tenor no cenário jazzista hoje. Bernstein e Farnsworth, também, têm seus momentos ,e participam da maioria deles com frases que, invariavelmente, comandam de forma consciente e valorada.

Ao tocar Hammond B3, LeDonne tem, agilmente, expostos aspectos não traçados de sua personalidade musical, e o faz com prazer. Por longo tempo deverá suingar.

Faixas: Rock with You; Blues for McCoy; Little Mary; I'm Gonna Make You Love Me; Deep Blue; Sunday in New York; Bopsolete; The Groover; On the Street Where You Live.

Músicos: Mike LeDonne: Hammond B-3 orgão; Eric Alexander: sax tenor sax; Peter Bernstein: guitarra; Joe Farnsworth: bateria.

Fonte : All About Jazz / Jack Bowers

ANIVERSARIANTES 29/08


André Christovam (1959) – guitarrista,
Bennie Maupin (1940) - flautista, clarinetista,saxofonista,
Bobby Carcasses (1938) - trompetista,
Charlie Parker (1920-1955) – saxofonista(na foto),
Dinah Washington (1924-1963) - vocalista,
Doug Raney (1956) - guitarrista,
Edu Lobo(1943) – vocalista,violonista,compositor,
Jerry Dodgion (1932) – saxofonista, flautista,
Rolf Ericson (1922-1997) – trompetista,
Tedd Baker (1974) - saxofonista

sábado, 28 de agosto de 2010

QUINTAS MUSICAIS NO YACHT CLUBE DA BAHIA

Jazz e Bossa no bar do Restaurante Veleiro, Yacht Clube da Bahia.
Todas as quintas-feiras, às 20:00 horas, durante o mês de Setembro.
Vagas limitadas em 70 lugares. Reservas: 2105-9131


(clique na imagem para ampliar)

ANIVERSARIANTES 28/08


Chris Greene (1973) - saxofonista,
Ernie Fields (1904-1997)- pianista, trombonista,líder de orquestra,
Hal Russell (1926-1992) - pianista,trompetista , saxofonista , baterista e vibrafonista,
João Carlos de Assis Brasil (1945) – pianista,
Kenny Drew (1928-1993) - pianista,
Larry Goldings (1968) - pianista,organista,
Mike Metheny (1949) – trompetista,flugelhornista,
Victor Assis Brasil(1945-1981)- saxofonista(na foto)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

VIJAY IYER – SOLO (ACT Music [2010])


“Historicity (ACT Music, 2009)” do pianista Vijay Iyer estava entre os discos mais destacados do ano, um álbum em formato de trio com 10 faixas, metade formada por originais e metade constituída por composições de outros autores. “Solo” retorna ao mesmo território, tendo 11 faixas com cinco originais e seis composições de terceiros , a exemplo de Duke Ellington ("Black & Tan Fantasy", "La Fleurette Africaine"), Thelonious Monk ("Epistrophy"), Jimmy Van Heusen ("Darn That Dream"), Steve Coleman ("Games") e Steve Porcaro/John Bettis ("Human Nature" feita para o cantor Michael Jackson).

Desta vez ele aparece só com seu piano. Iyer fez um disco que é levemente mais excitante que o predecessor. A diferença é mais aparente nas composições de outros, onde Iyer mergulha profundo para encontrar novos balanços e alternâncias e surpresas harmônicas. Tudo de forma radical, soando inefávelmente correto, tudo resplandecendo com um senso de mistério revelado.

"Darn That Dream" e "Black & Tan Fantasy" são apresentadas de forma relativamente tradicional , a primeira atraente , a segunda com consciente anacronismo em suas referências ao stride piano e mais apropriada que a inflexível batida (Ellington escreveu a música com o trompetista Bubber Miley em 1927). Em "Epistrophy", Iyer tomou uma rota mais provocativa, só desdobrando a melodia durante os últimos 30 segundos. "La Fleurette Africaine" do trio de Ellington com o baixista Charles Mingus e o baterista Max Roach, “Money Jungle (Blue Note, 1962)”, tem 7min56seg, uma das mais longas do disco, é outra exposição discursiva. "Human Nature" é curta em sua oferta de texto. Iyer, que vem incluindo esta canção em seu repertório desde a morte de Jackson em 2009, o encontrou primeiro quando tinha 11 anos, e tinha todo o tempo para encontrar os seus caminhos. É possível sugerir que Iyer teve a sorte, talvez, de não conhecer "Human Nature" como alguém que passou a noite na casa do rei do pop ?. Provavelmente…..

Os originais incluem "One For Blount" uma suingante homenagem blueseira para o pianista Sun Ra ( Herman Blount), que fecha o álbum, apropriadamente , com um pé no passado e o outro no presente. Os originais que vêm antes são mais tipicamente “Iyeristicos”. Os melhores exemplos são "Autoscopy", que uma seção introdutória com várias notas com ecos de Cecil Taylor, vem a ser um exercício de voluptuoso lirismo, e "Patterns" com 8min29seg de poderosa associação livre conduzido de forma hipnotizante e poucos esquemas rítmicos-melódicos. Mágico, do começo ao fim.

Faixas: Human Nature; Epistrophy; Darn That Dream; Black & Tan Fantasy; Prelude/Heartpiece; Autoscopy; Patterns; Desiring; Games; Fleurette Africaine; One For Blount.

Fonte : All About Jazz / Chris May

ANIVERSARIANTES 27/08


Alice Coltrane (1937-2007) - organista,pianista ,harpista,
Edward Perez (1978) - baixista,
Ken Slavin (1961) - vocalista,
Lester Young (1909-1959) - saxofonista(na foto),
Luiz Chaves(1931-2007) – baixista,
Martha Raye (1916 -1994) – vocalista,
Sonny Sharrock (1940-1994) - guitarrista

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ANIVERSARIANTES 26/08


Branford Marsalis (1960) - saxofonista,
Clifford Jarvis (1941-1999)- baterista,
David Finck (1958) - baixista,
Dori Caymmi (1943) – violonista,vocalista(na foto),
Frances Wayne (1924-1978) - vocalista,
Jimmy Rushing (1903-1972) - vocalista,
Peter Appleyard (1928) - vibrafonista,
Steve Beskrone (1955) - baixista

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

JOHN BEASLEY – POSITOOTLY ! (Resonance Records [2009])


Em “Positootly!”, o pianista John Beasley explora uma variedade de estilos através de uma agradável e estimulante experiência. Cada faixa beneficia-se imensamente do indelével toque da bateria de Jeff "Tain" Watts em conjunto com o percussionista Munyungo Jackson.

Vindo da Louisiana, Beasley iniciou tocando no final dos anos setenta, ganhando experiência com grandes nomes do jazz como Miles Davis, Freddie Hubbard e Dianne Reeves. Ultimamente, ele tem buscado compor para cinema e televisão, mas continua lançando novas músicas e excursionando com sua banda.

Esta gravação segue “Letter to Herbie (Resonance, 2008)”, onde Beasley apresentou uma impressionística tomada da música de Herbie Hancock. Ao lado de Watts e Jackson na bateria, os músicos participantes são o baixista James Genus, junto com a vigorosa linha de frente formada pelo saxofonista Bennie Maupin e pelo trompetista Brian Lynch.

A maioria dos números são de autoria de Beasley com três notáveis exceções. O melhor exemplo é uma nocauteante performance do "Tanguedia III “ do compositor argentino Astor Piazzolla. Na maioria das faixas, Beasley toca piano, mas aqui ele utiliza o Fender Rhodes e o sintetizador para criar efeitos essenciais do tango. É unicamente em estilo tango-jazz em 2/4, incluindo um clímax dinâmico.

Outras faixas vão do funk e soul para o bop e bossa nova. Permanecedo na pegada sulamericana, Beasley incrementa "Dindi" de Antonio Carlos Jobim . O baixo de Genus coloca o tom para uma suave peça reflexiva recitando docemente com o piano interlúdios balançantes. Watts e Jackson, como esperado, adicionam complexidade à batida.

Um adicional destaqque é "Black Thunder" de Beasley dedicado ao falecido baterista Elvin Jones, e apresentando Watts como um dínamo positivo com a pegada das suas baquetas. Maupin e Lynch mostram solos inspirado. Na vigorosa "The Eight Winds" de Beasley, o trompete surdinado de Lynch efetivamente lidera o pianista no abrasador tempo duplo do solo, outra vez resolutamente acompanhado pelo trepidante duo de bateristas.

Para os fãs do bop, há a abertura "Caddo Bayou"de Beasley, apresentando a banda completa em seu tributo energizado à sua terra natal. Para o expressivo funk há "So Tired" de Bobby Timmon com Beasley outra vez no Fender Rhodes, com um bem concebido solo de sax tenor de Maupin.

Como o caráter positivo é o tema deste CD, o complemento final vem com um solo de piano em "Hope, Arkansas" uma majestosa ode de Beasley para a presidência de Obama.

Faixas: Caddo Bayou; Positootly!; Dindi ; Black Thunder; Shatita Boom Boom; Tanguedia III; Elle; So Tired; Eight Winds; Hope...Arkansas.

Músicos: John Beasley: piano, Fender Rhodes, sintetizador; Bennie Maupin: saxofones tenor e soprano; Brian Lynch: trompete; James Genus: baixo; Jeff "Tain" Watts: bateria; Munyungo Jackson: percussão.

Fonte : All About Jazz / Larry Taylor

ANIVERSARIANTES 25/08


Bart Weisman (1958) - baterista,
Bob Crosby (1913-1993) - vocalista , líder de orquestra,
Charles Fambrough (1950) – baixista,
Freddie Kohlman (1918-1990) – baterista, vocalista,líder de orquestra,
King Garcia (1905-1983) - trompetista,
Mike Mellia (1980) - pianista,
Pat Martino (1944) – guitarrista,
Swami Jr.(1958)–violonista,
Wayne Shorter (1933) – saxofonista(na foto)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

SEGUNDA , EM SALVADOR, É DIA DO MÚSICO


Teve início ontem o projeto “Segunda é do Músico” criado pelos músicos Gerson Silva e Tito Oliveira. A idéia é sacudir o cenário da música instrumental da Bahia, apresentando atrações musicais de qualidade e buscando a aproximação entre músicos e técnicos da área. Como o evento não tem patrocinadores, mas apoiadores, o que não é novidade na música instrumental da Bahia, os músicos participantes têm que, semanalmente, vender 10 ingressos no valor unitário de RS 10,00 para viabilizar o projeto. A perspectiva é que até Novembro tenhamos sempre um show às segundas-feiras.


Na noite de estréia, antes do show, houve uma palestra sobre sonorização realizada por parte de um técnico de um fabricante de caixas de som, que sonorizou o espaço, e criador de projetos de sonorização, buscando mostrar as novidades da área, as dificuldades existentes e tirar dúvidas daqueles que atuam neste campo.

O espetáculo inicial foi da Orquestra Rumpilezz (na foto), sob o comando de Letieres Leite. Recentemente este grupo ganhou dois prêmios no 21° Prêmio da Música Instrumental Brasileira : Melhor Grupo de Música Instrumental e Revelação do Ano. Como propõe o projeto, sempre haverá um convidado de fora do cenário local. Na noite inaugural esteve presente Léo Gandelman, que iniciou sua apresentação com uma bela interpretação de Canto de Ossanha, executada sem qualquer ensaio, mas que fez a alegria daqueles que gostam de improvisações.
O local estava cheio e, como sempre, vibrando com a atuação da Rumpilezz. Na próxima segunda-feira tem mais. A atração será Maria Mitouzo e André Becker, que no último Festival de Música Instrumental da Bahia (que saudade !) apresentaram um belo trabalho no Teatro Castro Alves e terão como convidado Marcelo Martins, grande saxofonista do Rio de Janeiro, figurinha carimbada em discos de Leila Pinheiro e Djavan, e com um consistente trabalho instrumental solo. Imperdível.

O espaço das apresentações, denominado “Galpão Cheio de Assuntos”, está localizado na Rua Djalma Dutra, vizinho à Madeireira Angra, sentido Sete Portas. O local é simples, mas a música é sofisticada. Segunda-feira, para os amantes da música instrumental, este é o caminho.

ANIVERSARIANTES 24/08


Alphonse Trent (1905-1959) – pianista, líder de orquestra,
Buster Smith (1904-1991) – saxofonista,
Chris Tarry (1970) - baixista,
Claude Hopkins (1903-1984) – pianista, líder de orquestra,
Paul Webster (1909-1966) - trompetista,
Reggie Watkins (1971) - trombonista,
Ron Holloway (1953) saxofonista(na foto)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

JOHN ABERCROMBIE – WAIT TILL YOU SEE HER (ECM Records [2009])


A beleza do trabalho com um mesmo grupo de pessoas por muito tempo é possível quando envolve um som coerente da banda, enquanto mantém a voz singular do grupo. O guitarrista John Abercrombie vem trabalhando com o violinista Mark Feldman desde “Open Land (ECM, 1999)”, quando recrutou o baixista Marc Johnson e o baterista Joey Baron para “Cat 'n' Mouse (ECM, 2002)”, cuja idéia era uma banda centrada nas cordas, surgindo um quarteto de câmara de jazz. Nos lançamentos subsequentes, principalmente no mais recente “The Third Quartet (ECM, 2007)”, o quarteto veio a ser, de modo crescente, adepto do tradicionalismo avançado de Abercrombie, onde a liberdade está expressa na desobrigação da partitura e a notável criação espontânea deixa uma profunda impressão de uma etérea forma pré- concebida.

É encorajante encontrar “Wait Till You See Her” continuando na direção de um quarteto centrado nas cordas com o jovem Thomas Morgan substituindo Johnson, onde o conceito permanece intacto, mas, compreensivelmente, assume um caráter levemente diferente em consequência do toque econômico, flexível e mais muscular a la Scott LaFaro de Morgan. A referência a LaFaro é chave por causa da influência da estética conversacional impressionista enfocada pelo trio de Bill Evans, com quem LaFaro tocou até a sua morte prematura em 1961, que sempre influenciou Abercrombie. A primeira impressão de “Wait Till You See Her” é, a despeito da tendência inequivocamente modernista, uma ligação com o espírito do falecido pianista.

O espírito de Evans, entretanto, e não seu sentido exato, com a possível exceção da nuançada leitura do grupo da faixa título de Richard Rodgers, frequentemente gravada, onde Baron evita a pulsação direta para algo mais implícito, mais atmosférico. “Wait Till You See Her” é largamente melancólico, mais meditativo e introspectivo que discos anteriores do quarteto. "Trio" é a faixa mas firmemente suingante. Como o título sugere, é uma peça para trio com Feldman se ausentando e deixando o entusiasmo de Abercrombie, encharcado de melodia reverberante, suportada com vigor por Morgan e Baron, a voz principal.

"Anniversary Waltz" é tão atrativa como qualquer coisa que Abercrombie tem escrito. Uma peça harmonicamente ambígua recorrente em torno da melodia, que se orienta para ser oblíqua e memorável. A interação entre Abercrombie e Feldman vem a ser tão intuitiva que eles se entrelaçam ao redor da melodia, mesmo que o guitarrista apresente simultaneamente um suave acompanhamento nas cordas. Com um solo assim suavizado ainda que de forte concepção, Abercrombie continua a ser um dos mais inventivos guitarristas do jazz, um instrumentista imediatamente reconhecível, ainda que nunca dependente da assinatura nas frases ou técnicas para asseverar sua voz. O solo de Feldman é igualmente definitivo aqui e na tingida de toque oriental "Chic of Araby".

Feldman prova ser um verdadeiro músico orquestral em "Out Of Towner”, outra com marca de Evans, expandindo a amplitude do grupo com grande virtuosidade e criatividade sem paralelo. O vertiginoso lirismo de Morgan é igualmente impressivo, enquanto Baron está mais expressionista. Com uma diversidade imaginável e uma combinação qualificada de liberdade e atenção para detalhes composicionais minimalísticos, “Wait Till You See Her” é outro forte lançamento de um quarteto que mesmo mudando um componente consegue-se manter-se melhor.

Faixas: Sad Song; Line-Up; Wait Till You See Her; Trio; I've Overlooked Before; Anniversary Waltz; Out Of Towner; Chic of Araby.

Músicos: John Abercrombie: guitarra; Mark Feldman: violino; Thomas Morgan: baixo; Joey Baron: bateria.

Fonte : All About Jazz / John Kelman

ANIVERSARIANTES 23/08


Bobby Watson (1953) – saxofonista,
Brad Mehldau (1970) – pianista,
Gil Coggins (1928-2004) - pianista,
Jeff Gaeth (1956) - saxofonista,
John Lindsay (1894-1950) - baixista,trombonista,
Kjeld Bonfils (1918-1984) – pianista,vibrafonista,
Martial Solal (1927) – pianista,
Raul de Souza (1934) – trombonista, saxofonista(na foto),
Terje Rypdal (1947) – guitarrista

domingo, 22 de agosto de 2010

JOHNNY GRIFFIN – LIVE AT RONNIE SCOTT´S (In+out record [2010])


Provavelmente “Live At Ronnie Scott's” é adequado para muitos apreciadores do jazz por duas razões. Primeiro, este álbum foi a última gravação de Johnny Griffin, conhecido como um veloz virtuoso do saxofone , como líder. Enquanto outros materiais não divulgados devem vir ao mercado como seu último trabalho, este é o lançamento aprovado e autorizado pelo legado do artista.

O segundo tem a ver com sua banda intergeracional, apresentando diversos nomes como o do baterista Billy Cobham e do trompetista Roy Hargrove. Enquanto Cobham é frequentemente associado ao fusion, e Hargrove tem atuado dentro dos cânones do jazz tradicional, fusão do jazz com o hip-hop e, entre todas as coisas, estão no mesmo campo de Griffin.

Começando com uma rápida tomada em “Lester Leaps In", Griffin tem a oportunidade de homenagear o saxofonista Lester Young. O solo de Hargrove apresenta uma plenitude de fogos de artíficio, enquanto o suingante Cobham comanda a banda. Griffin segue-o, e o pianista James Pearson, que só aparece na primeira das duas atuações da noite, faz um solo estonteante em sua única apresentação. Griffin articula frases altas e baixas no estilo chamadas e respostas para colocar as coisas no lugar, e Cobham sola antes do retorno dos instrumentos de sopro.

Hargrove tem uma presença graciosa e o toque de Griffin é similar e, de forma fascinante, cruzam os caminhos para atingir o topo em "When We Were One". Nos solos de Griffin, ele adiciona um pouco de mais de ímpeto em seu toque, mas Hargrove permanece meditabundo. A despeito da natureza bem construída dos solos dos instrumentos de sopro, os solos do pianista David Newton têm grande clareza e impacto. "Mentor" de Hargrove, outra balada liderada pelos instrumentos de sopro no álbum, é uma peça terna que apresenta alguns deslumbrantes toques do compositor, incluindo uma empolgante cadência no final. Enquanto Griffin não atua ,assim como o outro instrumento de sopro, o pianista convidado Paul Kuhn deixa sua marca. As notas do disco indicam uma segunda atuação de Kuhn , que não está na gravação, mas a inclusão da faixa parece ser desnecessária . O toque do piano de Kuhn é estelar, porém seu vocal é brilhante e vem de forma emocionalmente positiva.

Griffin quando toca, exibe a propensão de emitir citações em seus solos, e isto parece não contagiar o resto da banda. De "Twinkle Twinkle Little Star" e músicas de Natal a "Hit The Road Jack" aparecem breve e superficialmente através do álbum, e a plenitude das outras citações quase flutuam sem serem notadas.

A despeito de um tempo moderado, Cobham e o baixista Reggie Johnson providenciam alguma gabolice suingante em "The JAMFS Are Coming", enquanto o baterista encerra o álbum, Griffin é impetuoso em "Hot Sake" e seguem-se solos magníficos do saxofonista. Mais uma vez , Hargrove é explosivo, e Newton tem a não invejável tarefa de seguir esta vigorosa performance. Após Johnson ter sua oportunidade, Cobham deixa sua potente marca fora de controle antes de encerrar. Johnny Griffin, pesarosamente, está ausente, mas sua música, felizmente, está viva.

Faixas: Lester Leaps In; When We Were One; The Blues Walk; Mentor; How Deep Is The Ocean; The JAMFS Are Coming; Hot Sake.

Músicos: Johnny Griffin: saxofone tenor ; Roy Hargrove: trompete, flugelhorn; James Pearson: piano (1); David Newton: piano (2-4, 6, 7); Billy Cobham: bateria; Reggie Johnson: baixo; Paul Kuhn: piano, vocal (5).

Fonte : All About Jazz / Dan Bilawsky

ANIVERSARIANTES 22/08


Aruan Ortiz (1973) - pianista,
Dave Wilson (1955) - saxofonista,
Francisco Mário(1948-1988) – violonista(na foto),
John Lee Hooker (1917) – guitarrista,vocalista,
Malachi Favors (1937-2004) - baixista,
Matt Ray (1972) - pianista,
Richard Walton (1956) - baixista,
Rolf Billberg (1930-1966) - saxofonista, clarinetista,
Tony Aless (1921-1988) - pianista,
Willim S. Brown (1960) - trompetista

sábado, 21 de agosto de 2010

JEROME SABBAGH – ONE TWO THREE (Bee Jazz [2009])


O saxofonista francês Jerome Sabbagh tem explorado o formato de trio em clubes de Nova York por mais de cinco anos. “One Two Three” apresenta uma seleção de standards — alguns bem conhecidos, outros nem tanto, e lhes dá um bom tratamento à moda antiga em estúdio. O resultado é qualificado. Como um bom vinho tinto, ele só se torna melhor quando você o bebe. E demonstra, também, que o jazz clássico é cheio de vida e vitalidade, como sempre, se proporcionado por mãos competentes.

Quando se discute um trio formado por tenor, baixo e bateria, é impossível ignorar Sonny Rollins, cuja influência vem da clássica sessão do Village Vanguard em Nova York , “Way Out West(OJC, 1957)”. E fãs do “ Newk's Time (Blue Note, 1957)” deveriam desfrutar este álbum. Por enquanto Sabbagh é sem dúvida este homem. Sua entonação, pegada e escolha de notas são puxadas do clássico Rollins. "Boo Boo's Birthday" de Thelonious Monk é um grande exemplo disto, plena de autoconfiança e vocalizações vibrantes de Rollins.

Porém o som de Sabbagh , também, deixa uma certa prolongada doçura, um sabor similar ao de chocolate em sua entonação. É isto que o mantém em seu próprio passo. Ele parece ferver lentamente entre as notas, construindo uma tristeza tensa a partir da angularidade de outra música de Monk, "Work". A brilhante e relaxada introdução em solo de sax para "Body and Soul", tradicionalmente admirada por aspirantes saxofonistas para provar sua capacidade dentro dos passos do grande Coleman Hawkins, mostra um talento que luta para mostrar mais que virtuosidade técnica. Isto, ao lado do lirismo natural de uma canção de Bill Evans, "Turn Out the Stars", mostra a habilidade de Sabbagh mover-se com um clássico conforto raramente ouvido no jazz moderno. Seu conhecimento de harmonia e melodia faz tudo parecer bem fácil. É como se ele tivesse as letras em seu sax, e executa música por música com um misto de paixão e jogo de palavras.

O baterista Rodney Green e o baixista Ben Street enredam-se para criar um forte suporte, diminuindo ou subindo a intensidade quando necessário. O sax domina a maioria do tempo, mas eles fazem a música soar muito melhor com o ritmo correto e a atmosfera. Um exemplo é ouvido na interação entre Green e Sabbagh em "Just In Time", que incrementa tanto a canção que o retorno de Street no baixo faz o grupo soar maior que os três.

Enquanto “One Two Three” apresenta as permutações do solo, duo e do trio que faz estas composições parecerem fáceis para os músicos. O espaço que este grupo ocupa na gravação é íntimo e caloroso. Tomando músicas familiares, eles transcedem as supostas limitações de um trabalho em grupo. E, em repetidas audições, a música só cresce em estatura.

Faixas: Conception; Work; Body and Soul; Just In Time; Turn Out The Stars; Boo Boo's Birthday; Tea For Two; Monopoly; Chelsea Bridge.


Músicos: Jerome Sabbagh: saxofone tenor; Ben Street: baixo; Rodney Green: bateria.

Fonte : All About Jazz / Warren Allen

ANIVERSARIANTES 21/08


Addison Farmer (1928-1963) - baixista,
Art Farmer (1928-1999) - trompetista,flugelhornista(na foto),
Count Basie (1904-1984) - pianista , líder de orquestra,
Leon Parker (1965) - baterista,
Malachi Thompson (1949) - trompetista,
Marlon Jordan (1970) - trompetista,
Oscar Perez (1974) - pianista,
Savannah Churchill (1919 - 1974) - vocalista,
Steve Smith (1954) - baterista

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

JOE LOCKE – FOR THE LOVE OF YOU (Koch Int'l)


O vibrafonista Joe Locke tem feito muitos intrigantes e robustos trabalhos de jazz no estilo mainstream durante sua carreira, cujos discos apresentam suingue pleno , solos resolutos, peças intensas e inventivas e arranjos intricados. Porém seu último lançamento, “For the Love of You”, relembra o disco de Joe Locke do meado dos anos 90, “Moment to Moment”, onde ele homenageia a música de Henry Mancini. Este CD abarca alguns outras areas em adição aos elementos dos seu repertório, embora a excelente interpretação em “Two for the Road” ajuda a reestabelecer o amor de Locke pelo material por Mancini.

Locke e a sua fina banda que é composta pelo pianista Geoff Keezer, pelo baixista George Mraz e pelo baterista Clarence Penn atuam com o suave vocalista Kenny Washington , que atua em peças de jazz e pop , bem como em R&B e rock. Washington está com tonalidade rouquenha e impressionante em “The Shadow of Your Smile”, enquanto assume uma postura mais mundana em “Old Devil Moon”, auxiliado pela crepitante bateria de Penn. A faixa título, um grande sucesso dos Isley Brothers de décadas atrás e ainda importante nas estações de smooth-jazz , é apresentada com menos fervor mas plena de forte musicalidade. “Birds” de Neil Young tem um toque bem vibrante por parte de Locke e Keezer, ainda que sejam relativamente menos interessantes que os outros números.

Aqueles acostumados aos trabalhos instrumentais de Locke deveriam dar as boas vindas à inclusão de três outros números. O mais animado intercâmbio entre Locke e Keezer estão nas músicas “Bright Side Up” e o notável retrabalho da composição de Morricone, “Cinema Paradiso”, enquanto “I Miss New York” tem, talvez, a mais extensa e imaginativa performance da banda inteira. Mraz oferece ricas e ritmicamente competentes linhas ao longo do álbum, e Penn prova ser um capaz e enfático contribuidor em cada contexto.

Há muita coisa boa e, ocasionalmente, algum excelente momento instrumental e vocal em “For the Love of You”, e os puristas não deveriam automaticamente evitá-lo. Além de ser um super solista e manter-se como um dos maiores vibrafonistas do jazz contemporâneo, Joe Locke demonstra que uma mudança de direção não é automaticamente igual a uma tendência em apresentação ou performance.

Faixas

1. Two For The Road 5:03
2. Old Devil Moon 7:34
3. For The Love Of You 6:00
4. Verrazano Moon 6:29
5. I Miss New York 4:57
6. Birds 4:55
7. The Shadow Of Your Smile 7:57
8. Cinema Paradiso 5:24
9. Pure Imagination 5:27
10. Bright Side Up 5:10

Fonte: JazzTimes / Ron Wynn

ANIVERSARIANTES 20/08


Byron Stripling (1961) - trompetista,
Enrico Rava (1943) – trompetista,
Frank Capp (1931) - baterista,
Frank Rosolino (1926-1978) – trombonista,
Gabriel Grossi(1978) – gaitista(na foto),
Jack Teagarden (1905-1964) – trombonista, líder de orquestra,
Jimmy Raney (1927-1995) - guitarrista,
John Clayton (1952) – baixista,
Michael B.(1942) - pianista,
Terry Clarke (1944) - baterista

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

THE JEFF HAMILTON TRIO – SYMBIOSIS (Capri Records [2009])


O porte de Jeff Hamilton como baterista é decisivo tanto em seu trio quanto como componente da Clayton/Hamilton Jazz Orchestra, que ele co-lidera com o baixista John Clayton. O alcance de Hamilton como baterista vai além desses dois grupos. Sua história como músico inclui trabalhos com Oscar Peterson, Warren Vaché e Phil Upchurch dentre outros. Estilo e pegada têm sido distintos, mas Hamilton deixa com sua bateria um sinal rítmico cativante como guia.

O trabalho do trio é totalmente compacto. A interação entre Hamilton, Christoph Luty (baixo) e Tamir Hendelman (piano) é acessível e ilumina os diversos humores que transita do íntimo ao agitado com uma batida assimilável. As baladas são apaixonadas e graciosas, os elos entre os músicos são pautados pela emoção. E, certamente, a empatia está em evidência jubilosa quando atuam e suingam.

Hendelman preenche "Symbiosis" com delicadeza. Em sua abertura, notas espaçadas caem em suave esplendor. Ele empresta caráter e ternura, e Hamilton a eleva para um alto patamar com seu trabalho de escovinha. O ataque final de graça nesta belíssima atuação da banda vem de uma entonação profunda do arco por parte de Lutz.

"The Serpent's Tooth" de Miles Davis cintila em um conjunto de invenções. Mudando o timbre e a pulsação, coloca-a na direção do bop com Hendelman apresentando um rio fluido de idéias harmoniosas. Hamilton e Luth percorrem o final tempestuoso, do marcante e percussivo modelo para uma animação final.

Hamilton demonstra sua força como compositor com os motivos latinos em "Samba De Mertelo", que agita uma gradual tempestade de círculos em redemoinhos do piano. Hendelman demonstra confiança na melodia, impulsionando-a e, então, levando-a para a intimidade, sendo sua interlocução, agora, mais aberta. Hamilton continua incrementando a temperatura para adicionar outra pegada em uma irrepreensível faixa.

O trio está sublime, esperto e inspirado, que são ingredientes perfeitos para mais um agradável CD.

Faixas: You Make Me Feel So Young; Midnight Sun; Symbiosis; Fascinating Rhythm; Blues for Junior; Polka Dots and Moonbeams; Samba De Martelo; Blues in the Night; The Serpent's Tooth.

Músicos: Jeff Hamilton: bateria; Tamir Hendelman: piano; Christoph Luty: baixo.

Fonte : All About Jazz / Jerry D'Souza

ANIVERSARIANTES 19/08


Al Morgan (1908-1974) - baixista,
Dill Jones (1923-1984) - pianista,
Eddie Durham (1906-1987) – guitarrista,trombonista,
Jack Sharpe (1930-1994) – saxofonista, líder de orquestra,
Jimmy Rowles (1918-1996) - pianista,
Manzie Johnson (1906-1971)- baterista,
Marc Ducret (1957) - guitarrista,
Peter Leitch (1944) - guitarrista,
Rick Parker (1978) - trombonista,
Ron Eschete (1948) - guitarrista,
Tim Hagans (1954) - trompetista, flugelhornista (na foto)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ANIVERSARIANTES 18/08


Adam Makowicz (1940) – pianista,
Curtis Jones (1906 - 1971) - pianista,
David Benoit (1953) – pianista,
Don Lamond (1920 - 2003) - baterista,
Eddie Shu (1918 – 1986) - saxofonista,
Guido May (1968) - baterista,
Mattis Cederberg (1971) - trombonista,
Zinky Cohn (1908 - 1952) - pianista

terça-feira, 17 de agosto de 2010

VARIOUS ARTISTS: CEDAR CHEST: THE CEDAR WALTON SONGBOOK


"Técnica + Bom Gosto" seria a descrição mais forte e correta para registrar os atributos do pianista Cedar Walton, que é menos conhecido pelo seu talento como compositor, ou um novo olhar retroativo evocado em seu "Cedar Chest". É duro acreditar, que, claramente, esta é a primeira vez que Walton, agora com 76 anos, é homenageado com um CD inteiramente dedicado às suas composições. A melhor maneira deveria ser apresentar Cedar tocando em todas as dez faixas. Mas antes que você envie alguns e-mails malcriados para a HighNote, ponha em sua cabeça que esta seleção coloca em uma perspectiva histórica as sofisticadas linhas de Walton, harmonias e espertas mudanças de tonalidades.


Dando suporte ao projeto, o percussionista Sammy Figueroa coloca "Firm Roots" e "Bolivia" em versões latina e funk. Auxiliado pelo The Orta Brothers - o pianista Michael e o baixista Nicky – é fácil observar porque alcançaram nominações para o Grammy , particularmente "Bolivia" com formidáveis solos do saxofonista soprano John Michalak e do trompete surdinado de John Lovell.

Walton é ouvido em diferentes duplas através do supercuidadoso guitarrista/líder Larry Coryell, mais o baixista Buster Williams e o baterista Billy Drummond em "Fantasy in D" e "Newest Blues". Até lá , "Newest" alcança espaço no coro, o tempo é impetuoso (excitação compreensível.). Mas é divertido ouvir Walton diminuir a idolatria. David "Fathead" Newman é outro líder ouvido duas vezes, que atua em outras duas performances de Walton : "Black" e "Cedar's Blues". A última é especificamente efetiva por causa do timbre uníssono do tenor de Newman e do trombone de Curtis Fuller. Newman toca sax alto em "Black".


Entre as contribuições despretensiosas, "Simple Pleasure" apresenta o ardente sax alto de Vincent Herring e alguns momentos interessantes ofertados pelo pianista Mulgrew Miller. "Bleeker St. Theme" é melhor lembrado pelo excelente solo do pianista Mike LeDonne. "Life's Mosaic" tem o inesquecível toque do trompete de Dave Ballou e a facilmente esquecível vocalização de Mark Murphy. Sua entonação é errática . Esta é a única faixa com vocal no CD. O saxofonista tenor Houston Person sabe muito bem como adicionar alma na música “I'll Let You Know". Assim faz o compositor Cedar Walton. Este presente, mais o desafio das mudanças que ele traz em suas canções mais agitadas, o torna admirável para todos os instrumentistas terem sucesso em suas improvisações. Seria difícil estabelecer arestas para apreciar as criações de Walton.


Faixas :1. Firm Roots;2. Cedar's Blues;3. Newest Blues;4. Bleeker St. Theme; 5. I'll Let You Know; 6. Life's Mosaic; 7. Black; 8. Simple Pleasure; 9. Fantasy in D; 10. Bolivia


Data de Lançamento : 25 de Maio de 2010


Fonte : JazzTimes / Harvey Siders

ANIVERSARIANTES 17/08


Arvin Garrison (1922 – 1960) - guitarrista,
Duke Pearson (1932-1980) - pianista,
Ed Motta(1971) – vocalista,
Everette Harp (1961) – saxofonista,
George Duvivier (1920-1985) – baixista,
George Melly (1926 - 2007) - vocalista,
Ike Quebec (1918-1963) – saxofonista,
Jack Sperling (1922 - 2004) – baterista,
Jeb Patton (1974) - pianista,
João Donato (1934) – pianista, acordeonista, vocalista(na foto),
Larry Clinton (1909-1985) – trompetista , líder de orquestra,
Luther Allison (1939-1997) - guitarrista,
Maria Pia De Vito(1960) - vocalista,
Matt Finley (1951) – flugelhornista,
Peter Martin (1970) – pianista,
Robert Stewart (1969) - saxofonista

ANIVERSARIANTES 17-08


George Duvivier - (1920-1985) - Contrabaixo (FOTO)
Ike Quebec - (1918 - 1963) - Saxofone Tenor
Everette Hart - (1971) - Sax Tenor

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

JAN GARBAREK GROUP – DRESDEN (ECM Records [2009])


Para aquelas novas explorações do jazz, o saxofonista norueguês Jan Garbarek poderia ser um nome novo. Porém, ele não é um artista prolífico. “Dresden” é seu primeiro lançamento em cinco anos, seguindo “In Praise of Dreams (ECM Records, 2004)”. Havia um hiato de cinco anos entre este disco e o predecessor, “Mnemosyne (ECM Records, 1999)”.

Para os fãs que aguardaram este longo tempo, e para aqueles que iniciam a experiência da audição do jazz europeu, “Dresden” é uma prova adicional da avançada vitalidade musical de Garbarek, apaixonada vocação artística e capacidade para reunir um singular som de um grupo. Este é, depois de tudo, The Jan Garbarek Group. É também a sua primeira gravação ao vivo, supreendentemente , desde que ele está atuando na ECM a partir dos anos 1970.

A sonoridade da banda é singular: um quarteto com saxofone e uma seção rítmica, cujo enfoque navega longe do trabalho de quarteto de Dexter Gordon ou Sonny Rollins. A música de Garbarek tem uma ilusória simplicidade melódica, em parte decorrente das canções folclóricas norueguesas, em adição à crescente intensidade nascida de um sopro feérico e vigoroso, potente, e às vezes com ritmos funkeados, com o apoio orquestral das complexas harmonias do tecladista Rainer Bruninghaus.

As influências de Garbarek são muitas, tecidas juntas para criar uma voz singular. Na composição do violinista indiano L. Shankar,"Paper Nut", Garbarek inicia com uma doce e incisiva entonação no saxofone soprano diante de uma suave e magnífico teclado eletrônico e com ritmo inflexivelmente leve. Revisitando "Tall Tear Trees" do disco do saxofonista “Twelve Moons (ECM Records, 1993)”, Garbarek começa soando como se soprasse um picante duplo instrumento de palheta antes do grupo incrementar um majestoso crescendo que dá uma forma à sutileza à la Art Ensemble of Chicago com a bateria de Manu Katché. Ademais , Garbarek emite notas adocicadas, soando como um tocador de gaita de foles emergindo para uma paisagem eletrificada citadina do grupo, cheia de neon.

“Dresden”, um disco duplo, oferece mais de duas horas da música de Garbarek, apresentando momentos reflexivos ("There Were Swallows"), pegadas latinas dançantes ("Once I Dreamt a Tree Upside Down"), alegria jubilosa ("Voy Cantando") e reflexões sinuosas do saxofone, apresentando as firmes articulações de Garbarek e sua efervescente entonação.

"Dresden" é um estelar acréscimo à discografia de Jan Garbarek e , finalmente, uma gravação ao vivo!.

Faixas: CD1: Paper Nut; The Tall Tear Trees; Heitor; Twelve Moons; Rondo Amoroso: Tao; Milagre Dos Piexes. CD2: There Were Swallows; The Reluctant Saxophonist; Transformations; Once I Dreamt a Tree Upside Down; Fugl; Maracuja; Grooving Out!; Nu Bein'; Voy Cantando.


Músicos: Jan Garbarek: saxofones soprano e tenor, flauta selje; Ranier Bruninghaus: piano, teclados; Yuri Daniel: baixo; Manu Katché: bateria.

Fonte : All About Jazz / Dan McClenaghan

Show de Filó em Sampa


ANIVERSARIANTES 16/08


Al Hibbler (1915-2001) - vocalista,
Alvin Queen (1950) – baterista,
Armand Piron (1888-1943) – violinista, líder de orquestra,
Bill Evans (1929-1980) – pianista,
Carl Perkins (1928-1958) – pianista,
Cecil Brooks, III (1959) – baterista,
Danny Moss (1927) - saxofonista,
Ellery Eskelin (1959) – saxofonista,
Eric Bibb (1951) – vocalista,violonista,
Joatan Nascimento (1968) - trompetista, flugelhornista(na foto),
Mal Waldron (1926-2002) - pianista,
Mary Stallings (1939) – vocalista,
Mike Downes (1964) – baixista,
Murray McEachern (1915-1982) – saxofonista, trombonista,
Paulinho Garcia (1948) – violonista,vocalista

domingo, 15 de agosto de 2010

HARRY ALLEN – NEW YORK STATE OF MIND (Challenge Records [2010])


Nova York tem sido a locação de numerosas séries de televisão e filmes. Tem também inspirado muitas canções. O saxofonista tenor Harry Allen captura algo desta essência em “New York State of Mind”, assim denominada pela composição do cantor pop Billy Joel.

Allen, 43 anos, nascido em Washington, D.C. e criado em Los Angeles, California e Burriville, Rhode Island. Ele tem sido um acompanhante para John Pizzarelli e atuado em festivais e clubes ao redor do mundo. Sua parceria inclui Rosemary Clooney, Ray Brown, Kenny Burrell e Bucky Pizzarelli. Neste lançamento, ele está acompanhado pelo pianista Rossano Spotiello, pelo baixista Joel Forbes e pelo baterista Chuck Riggs com o trombonista John Allred atuando em várias faixas.

A sessão inicia com "Puttin' on the Ritz". Allred e Allen trocam licks durante a introdução e então harmonizam a melodia. Ao longo da performance, Riggs faz a marcação nos hit-hats, com Allen apresentando um maravilhoso solo. Allred segue, às vezes, com alguns arpejos em staccato. O arranjo é exeburante e arejado.

O ritmo diminui consideravelmente com a melancólica "Harlem Nocturne". O arranjo não corre qualquer risco, mas sua atuação é comprometida — perfeita para um bar enfumaçado. "Sidewalks of New York" é outra faixa vigorosa. O solo de Allred está entre os pontos altos com Allen e Allred se sobrepondo durante o vigoroso fechamento da música.

Após o tranquilo e melancólico título, a banda assimila a paz com "Rose of Washington Square". Spotiello tem o seu mais destacado solo, com Riggs e Forbes engajando-se no suporte. Allen coloca o tenor em arpejos frenéticos durante seu solo.

“New York State of Mind” não apresenta qualquer música original, mas oferece alguns arranjos interessantes de peças clássicas. As treze faixas, incluindo várias baladas, compõem um adequado tributo à Big Apple.

Faixas: Puttin' on the Ritz; Harlem Nocturne; Broadway Melody; Autumn in New York; Down in the Depths of the 90th Floor; Sidewalks of New York; Rose of Washington Square; New York, New York; Chinatown My Chinatown; Manhattan Serenade.

Músicos: Harry Allen: sax tenor; Rossano Sportiello: piano; Joel Forbes: baixo; Chuck Riggs: bateria; John Allred: trombone (1, 4, 6, 8-10).

Fonte: All About Jazz / Woodrow Wilkins

Morre aos 80 anos Abbey Lincoln, a última grande dama do jazz


AP.

Causas de sua morte não foram reveladas, embora sua saúde estivesse delicada desde que foi operada do coração em 2007.
A cantora e compositora de jazz americana Abbey Lincoln, conhecida por seu ativismo político e seu compromisso com as minorias, morreu hoje em Nova York aos 80 anos, informaram fontes da família à imprensa local.

Segundo "The New York Times", o irmão da artista, David Wooldridge, confirmou que a cantora faleceu no sábado em Nova York. As causas de sua morte não foram reveladas, embora Lincoln Abbey tivesse a saúde delicada desde que foi operada do coração em 2007.

A cantora foi um personagem controvertido por seu compromisso com os direitos humanos e raciais nos anos 60 nos Estados Unidos. Nessa época teve sucesso também no cinema e depois se aposentou até que reapareceu com força na década de 1990 como cantora, compositora e líder espiritual.

Abbey contracenou com Ivan Dixon em 1964 no drama racial "Nothing But a Man" e com Sydney Poitier em "Um Homem para Ivy" (1968). Sua música foi derivando desde os experimentos mais estridentes e rupturistas do africanismo militante rumo a um repertório predominantemente de baladas, com uma doce suavidade inspirada em Billie Holiday.

Entre seus últimos discos estão "The World Is Falling Down" (1990), "Devil's Got Your Tongue" (1993), "A Turtle's Dream" (1995) e "Who Used to Dance" (1996). A cantora nasceu Anna Marie Wooldridge em Chicago no dia 6 de agosto de 1930 e cresceu na área rural de Michigan como a décima filha de uma família de 12 crianças.

Chamada pela música desde jovem se mudou para Los Angeles aos 19 anos onde começou sua carreira. Seu último disco, "Abbey Sings Abbey", foi gravado em 2007 aos 77 anos.
Fonte: Cultura - IG. 15-08-2010

ANIVERSARIANTES 15/08



Art Lillard (1950)-baterista,
Dennis Gonzalez (1954)- trompetista,
Eddie Gale (1941) - trompetista,
Joe Garland (1903-1977)- saxofonista,
Monk Hazel(1903-1968) - baterista,
Morey Feld (1915-1971) - baterista,
Oscar Peterson ( 1925-2007) – pianista (na foto),
Ramon Vazquez (1970) – baixista,
Terry Pollard (1931-2009) – pianista, vibrafonista

sábado, 14 de agosto de 2010

JASON MORAN – TEN (Blue Note Records [2010])


O pianista Jason Moran oferta “Ten” para marcar uma década com o “Bandwagon”, seu trio com o baixista Tarus Mateen e o baterista Nasheet Waits, e é uma celebração de aniversário significativa. “Ten” é o primeiro lançamento de Moran desde “Artist In Residence (Blue Note, 2006)”, assim tem a possibilidade de incluir peças de trabalhos que escreveu desde então. O trotante, com toque gospel, "Blue Blocks" vem de uma suíte multimídia inspirada no fabricante de colchas Gee's Bend, Alabama. "RFK in the Land of Apartheid", agourenta e balançada, tem origem na trilha sonora do filme do mesmo nome. "Feedback Pt. 2" foi feita para o Festival de Jazz de Monterey e é inspirada em Jimi Hendrix. "Crepuscule with Nellie" de Thelonious Monk, apresentada de forma radicalmente repartida é da sua performance em homenagem a Monk em 2009 chamada “ In My Mind”. A união deste material, naturalmente, é um testamento da força do trio, é destacável e com envolvente enfoque improvisacional.

Mateen contribui com "The Subtle One", vagamente reminiscente de “Soul Eyes" de Mal Waldron. O baixo acústico move-se rapidamente na mistura e sola bem na música de Monk e em "Play to Live", co-escrito por Moran e pelo falecido Andrew Hill. O ritmo free inspirado de Waits é a chave para a verdadeira identidade do “Bandwagon”, e está particularmente vivo durante as variações progressivas de Jaki Byard em "To Bob Vatel of Paris" e "Big Stuff" de Leonard Bernstein, um carro-chefe de Billie Holiday originário do balé Fancy Free. O espírito eletrificado de Miles Davis parece está na retaguarda de "Gangsterism Over 10 Years", uma variante dissimulada do real tema da canção do Bandwagon.

Moran tem uma maneira excêntrica de encontrar elegância em uma enorme variedade de músicas, e seu tratamento de "Study No. 6" de Conlon Nancarrow demonstra uma capacidade de reinventar um tema específico não uma vez, mas duas. A composição apresenta uma tensão entre uma clave maior de Lá e escalas naturais menores. A segunda versão etérea de Moran está mais próxima do espírito original. A primeira versão, dirigida às persistentes e brilhantes baquetas de Waits, é veloz na tranquilidade, firmemente concebida, porém pronta para em um instante parar fora dos limites do tempo livre. Em uma palavra, está “Bandwagonizada”.

Faixas: Blue Blocks; RKF in the Land of Apartheid; Feedback Pt. 2; Crepuscule with Nellie; Study No. 6; Pas de Deux--Lines Ballet; Study No. 6; Gangsterism Over 10 Years; Big Stuff; Play to Live; The Subtle One; To Bob Batel of Paris; Old Babies.

Músicos: Jason Moran: piano; Tarus Mateen: bass; Nasheet Waits: drums.

Fonte : All About Jazz /David Adler

ANIVERSARIANTES 14/08


Ben Sidran (1943) - tecladista , vocalista,
Buddy Greco (1926) - vocalista,
Eddie Costa (1930-1962) - pianista , vibrafonista,
Jack Gardner (1903-1957) - pianista , Jeannie Cheatham (1927) pianista ,
Lorez Alexandria (1929-2001) - vocalista,
Stuff Smith (1909-1967) - violinista, Tony Monaco (1959) – organista (na foto),
Walter Blanding (1971) - saxofonista

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Neojibá apresenta Projeto Serioso



PROJETO SERIOSO
O Projeto Serioso, criado pelo conceituado violista Richard Young, surge como um método que permite ensinar técnicas específicas de música de câmara a distintos níveis, ao mesmo tempo. Com o Neojibá, ele organizou o trabalho com quatro quartetos de cordas, cada um tocando a mesma peça, sendo cada grupo trabalhado individualmente. Ao final de duas semanas de ensaios, os quatro conjuntos executam o Quarteto de Ravel ao mesmo tempo. Além de Ravel, músicos irão executar um repertório diversificado, que vai desde Haydn ao tema de Os Simpsons.
Sobre a escolha do repertório Richard Young explica:“A ideia é também ensinar aos jovens o tipo de desenvolvimento que ocorre em peças clássicas.O tema de Os Simpsons é um ótimo exemplo para mostrá-los outros aspectos da música tradicional. A música de câmara contribui para o crescimento do músico, pois não há regente,não há ninguém dizendo como a interpretação deve ser.Na música de câmara, o instrumentista é responsável pela interpretação”. Esta é a primeira apresentação do Serioso em Salvador.
PROGRAMA
FRANZ JOSEPH HAYDN Quarteto em Dó maior, Op. 33/ 3 ("Pássaro")
GEORGE GERSHWIN Lullaby
DANNY ELFMAN Os Simpsons
MAURICE RAVEL Quarteto em Fá maior

RICHARD YOUNG
Aos treze anos de idade, Richard Young foi convidado para apresentar-se para a Rainha Elizabeth da Bélgica no Royal Palace em Bruxelas.Recebeu uma premiação especial da Rockefeller Foundation American Music Competition, e foi membro do New Hungarian Quartet, assim como violinista do Rogeri Piano Trio. Desde 1985 é violista do renomado VermeerString Quartet.Young é doutor honorário pela Dominican University, e é um “Fellow” do Royal Northern College of Music em Manchester, Inglaterra.Um dos maiores músicos da atualidade,Young tem sido convidado como solista por várias orquestras e tem dado recitais de música de câmara em todo o mundo. Já recebeu diversos prêmios e três indicações ao Grammy.

NEOJIBÁ
Criado em 2007 como um dos programas prioritários do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Secult), o Neojibá tem por objetivo alcançar a excelência e a integração social por meio da prática coletiva da música. Atualmente, o programa conta com duas orquestras: a Orquestra Juvenil 2 de Julho e a Orquestra Castro Alves.Além de ser uma iniciativa de cunho artístico-cultural, o Neojibá é umaimportante ação de formação e capacitação de crianças e adolescentes, com foco na transmissão e multiplicação do conhecimento e na integração social.

SERVIÇO:
O quê: Concerto Projeto Serioso
Quando: 14 de agosto, às 19h.
Entrada franca
Onde: Igreja Santa Clara do Desterro, Nazaré. (Clique aqui para ver no mapa)

Enviado por Resemma Maluf, companheira da Associação Comercial da Bahia

VÂNIA BASTOS – NABOCADOLOBO


Vânia Bastos é uma das grandes cantoras brasileiras e Edu Lobo, um dos nossos melhores compositores. Com os dois juntos temos o disco NABOCADOLOBO, e o resultado é muito melhor do que se poderia supor. São dois nomes de gerações e origens distintas. Edu veio da era dos festivais, lá na década de 60 e, com canções como “Arrastão” e “Ponteio”, é considerado por muitos o inventor do que hoje chamam de MPB. Vânia veio da vanguarda paulistana, sucesso de crítica da década de 80. Participou, entre outros, do fabuloso e inovador “Tubarões Voadores” de Arrigo Barnabé.

Os dois apesar de terem traçado caminhos diferentes, se encontram claramente no que hoje podemos reconhecer como a fina flor da nossa música. Aquela que se faz com talento e muito reconhecimento musical. Uma canção ao mesmo tempo cheia de beleza e bom gosto, mas também um prato cheio para estudantes e apaixonados pela linguagem. Uma canção urbana e contemporânea, mas desprovida de modismos e truques, arranjos eletrônicos e interjeições de música pop.

Com este perfil, os dois artistas se fixaram confortavelmente em um patamar em que não ocorrem grandes explosões de sucesso, mas mantém um perfil que chega a ser invejado. Quando Vânia se lançou no projeto com as canções de Edu ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que ela conseguiria, ao mesmo tempo, ousadia e respeito à obra do compositor.

De início, que ninguém espere ouvir neste NABOCADOLOBO os grandes sucessos do compositor. Nada de “Ponteio” ou “Prá Dizer Adeus”. No lugar, ela desencavou achados e perdidos como “Glória”, “Negro, Negro” e, principalmente, “Upa Neguinho”, talvez a mais “manjada” de todas, mas , e talvez, por isso mesmo, também, a que sofreu a cirurgia mais profunda, até virar um lindo samba de roda. Uma quase obviedade que ninguém, até então, havia dado conta.

A direção musical de Ronaldo Rayol é impecável. Os arranjos e, particularmente, a interpretação de Vânia, são comoventes. Um ótimo exemplo é a linda “Glória”, a qual além da sua interpretação solo, tornando a canção um pouco mais lenta e litúrgica, traz também o belo coral, violões e percussão, que completam um raro e refinado trabalho orquestral. Esta canção é um trecho da inesquecível “Missa Breve”, disco que Edu fez em 1973 sob a nítida influência de seus estudos na América. Deste mesmo disco Vânia ainda gravou “Vento Bravo” e “Viola Fora de Moda”, esta com a excelente participação de Passoca na viola caipira.

Outra canção que passou por uma transformação acentuada foi “Negro,Negro”, do disco “Limite das Águas”, ganhando ritmos caribenhos. Além disso, o próprio Edu Lobo participa com sua voz no frevo “Gingado Dobrado”, outra lançada originalmente no mesmo disco e regravada agora pelo compositor no seu recente “Tantas Marés”.

Enfim, um disco lindo e impecável, que faz qualquer um contrariar as regras do bom jornalismo e inundar o texto com adjetivos.

Fonte : Julinho Bittencourt / Revista Fórum (Coluna Toques Musicais)

ANIVERSARIANTES 13/08


Benny Bailey (1925-2005) - trompetista,
Big Chief Russell Moore (1912-1983) - trombonista,
George Shearing (1919) - pianista,
Joe Puma (1927-2000) - guitarrista,
Helena Meirelles (1924-2005) – violeira,
Mulgrew Miller (1955) -pianista,
Nate Kazebier (1912-1969) - trompetista,
Nico Assumpção (1954-2001) – baixista (na foto),
Rick Stone (1955) - guitarrista,
Son Seals (1942-2004) – guitarrista, vocalista

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

LISA ENGELKEN – CARAVAN (Little Angel Records)


É duro para uma neófita vocalista de jazz não ser estilisticamente influenciada pelos mestres com quem ela aprendeu. É igualmente difícil para uma relativa novata evitar a cópia de clássicas versões de músicas que ela interpreta. Em ambos os aspectos, a cantora e atriz da área de San Francisco, Lisa Engelken , é uma revigorante exceção. Ela é completamente original.

Abençoada com sua superlativa capacidade, controle e extensão vocal, Engelken pode, conforme o sentimento requer, ser tão doce quanto o orvalho ou tão intensa quanto uma tempestade de granizo. Seus instintos interpretativos são estonteantes. Ela toma uma sessão híbrida de composições bem conhecidas e a impele com alma profunda para revelar algo não familiar dentro do familiar. “We’ll Be Together Again” tem sido interpretada milhares de vezes, inevitavelmente construída como uma dolorosa ode para amantes que rompem o relacionamento. Mas nas mãos de Engelken, em vez deste traço, há o incremento vigoroso de rompimento de um amor não desejado.

“Just One of Those Things” é elaborado para um típico funeral de New Orleans. O conhecimento da morte de uma relação reforça a esperta adição de palavras ao texto por parte de Engelken a partir de um pequeno diálogo da composição “My Heart Belongs to Daddy”, demonstrando que novos interesses românticos já estão rolando. Adicionando letra a “Red Clay,” de Freddie Hubbard, ela realiza a defesa eloquente e apaixonada de responsabilidades ecológicas , reforçando sua mensagem com uma sutil referência a “Eleanor Rigby”. Ela também nos lembra que “White Wedding” de Billy Idol tem pouco a fazer com a pureza ou esperança, e maravilhosamente sublinha a confusão e a neglicência do coração em “Trouble Child” de Joni Mitchell. Em resumo, Engelken define o “extra” como extraordinário.

Faixas :

1. We'll Be Together Again 4:20
2. Just One of Those Things 6:25
3. Canto de Ossanha 4:08
4. Caravan 5:52
5. Afro Blue 5:25
6. Trouble Child 5:27
7. Winter Moon 5:14
8. From the Earth ("Red Clay"- versão com letra) 7:57
9. White Wedding 5:10
10. Detour Ahead 5:45

Músicos : Lisa Engelken(vocal); Matthew Swindells (baterista); Mike Olmos e Joel Behrman (trompete, trombone e flugelhorn); Sam Bevan e Gabe Davis (baixo) : Adam Shulman e Jarrett Cherner (piano); Jon Monahan (guitarra); David Alt (sax e clarinete); Brian Rice (percussão); Jeanette Sarmiento e Chabela Yringoyen (coro).

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 12/08


Billy Douglas (1912-1978) – trompetista,vocalista,
Joe Jones (1926-2005) - vocalista ,
Luca Luciano (1975) - clarinetista,
Pat Metheny (1954) – guitarrista (na foto),
Percy Mayfield (1920-1984) – pianista , vocalista ,
Thurman Green (1940-1997) - trombonista

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

JAMES MOODY 4B (IPO Recordings [2010])


A cada ano desde 1950, James Moody realiza um concerto no Carnegie Hall em Nova York. Em 2010, a visita anual será um pouco mais suave, pois Moody celebrará o seu 85° aniversário com uma fatia de bolo na 7ª Avenida e um grande concerto. Nenhuma dúvida, o vivaz mestre do sax e da flauta atrás de cada clássico como "Moody's Mood for Love" ainda está soando forte. “Moody 4A (IPO, 2009)” apresentou um quarteto “criminoso” com companheiros antigos de “crime”, o pianista Kenny Barron, bem como a excelente parceria do baterista Lewis Nash e o baixista Todd Coolman. O álbum seguinte, “Moody 4B”, foi gravado um dia após e mantém a mesma mescla de standards bem escolhidos , um ou dois originais , e uma saudável dose de suingue como o melhor dos negócios.

O álbum abre com um solo de ragtime por parte de Barron, antes da banda mergulhar em um tempo ebuliente com Moody no leme em "Take the 'A' Train". Seu solo alude ao bebop do passado, antes de motivar um inspirado solo de piano de Barron. A igualmente bem escolhida "Polka Dots & Moonbeams" providencia a sacudida da balada no coração, com um brilhante dueto de sax tenor e piano antes do baixo e a bateria entrarem e impulsionarem para frente o tempo. O trabalho das vassourinhas de Nash, aqui, está particularmente maravilhoso, e a saborosa química gerada pela seção rítmica estabelece uma profunda pegada latina em "Speak Low" e "I Love You".

Moody soa, como sempre, bem. Seu tenor é forte, atraente e animado nos registros baixos, criando um jeito para uma ocasional exaltação blueseira. Frequentemente tem um humor terno de um órgão, um cálido sussurro com muito pouco vibrato, além do envolvimento firme do quarteto com o som e o estilo.

Standards são outra vez o pão e a manteiga, com a notável exceção de "Nikara's Song" de Barron e "O.P. Update" de Coolman , que são doces e cativantes o bastante para participar sem emendas no programa. As melodias familiares do bop "Hot House" de Tadd Dameron e "Along Came Betty" de Benny Golson servem como pontos altos. O criador está confortável na rapidez dos dias de Charlie Parker, dentro de agitada festa suingante, com cada membro do quarteto demonstrando o seu melhor estofo. Contudo, o solo de Barron seria mais valioso para estudantes de piano, enquanto transcrição de esplêndido desenvolvimento melódico.

O melhor de tudo, é que este pacote vem como uma larga amostra de outros recentes lançamentos do selo IPO. Com seleções de Sir Roland Hanna, Eddie Daniels, Benny Golson, Roger Kellaway, Stefon Harris e do grande Hank Jones pelo preço de um ingresso. Ainda há muito mais. Como em “4A”, o quarteto busca sustentação na tranqüilidade de uma química fácil, acontecendo entre a banda na forma como executam as nove belas e clássicas melodias. Esta música soa simplesmente como um bom jazz deveria.

Faixas: Take the A Train; Hot House; Speak Low; Polka Dots & Moonbeams; I Love You; O.P. Update; Nikara's Song; Along Came Betty; But Not For Me.

Músicos: James Moody: saxofone tenor; Kenny Barron: piano; Todd Coolman: baixo; Lewis Nash: bateria.

Fonte : All About Jazz / Warren Allen

ANIVERSARIANTES 11/08


Bill Heid (1948) – organista,
Donny McCaslin (1966) – saxofonista(na foto),
Jess Stacy (1904-1994) - pianista,
Russell Procope (1908-1981) - clarinetista, saxofonista

terça-feira, 10 de agosto de 2010

JAMES MOODY 4A (IPO Recordings [2009])


No final dos anos 40, o saxofonista/flautista James Moody estabeleceu seu nome na cena jazzística quando ganhou proeminência como um dos elementos chaves na orquestra de Dizzy Gillespie. Aproximadamente seis décadas depois, com 84 anos, Moody mostra que ainda mantém a forma. Ele está excelente em “4A”.

Em “4A”, Moody estende-se em oito standards, obtendo sólido suporte de Kenny Barron (piano), Todd Coolman (baixo) e Lewis Nash (bateria). "Secret Love" abre o disco com uma marcha marcial na bateria antes de mergulhar em uma pegada em tempo médio. Todos brilham em "Voyages" de Barron, tão próximos do “'modal” quanto eles chegam neste trabalho. Duas baladas representam os destaques do disco: "'Round Midnight" e "East of the Sun". Moody e Barron—colaboradores há decadas— sincronizam para criar uma atmosfera ampla : do sofrimento ao romantismo. Um pouco mais de tempos médios para acelerados predominam na sessão, notadamente em "Bye Bye Blackbird" e "Stablemates" de Benny Golson.

Moody e Coolman, junto com a pianista Renee Rosnes e o baterista Adam Nussbaum, atuaram no Iridium de Nova York por quatro noites no início de Agosto de 2009. Na noite de sexta-feira, a performance deu um grande salto com "Have You Met Miss Jones",onde Moody tocou com um nível de intensidade inesperada para um músico de 84 anos. Ninguém esperava esta destreza afiada. Ele contou duas piadas durante a apresentação: A primeira tingida de aspectos raciais sobre uma zebra africana e a outra foi uma espirituosa estocada no Catolicismo.

Ao lado desta incursão de Moody pela comédia, ele trouxe a flauta para exercícios misteriosos em alguns antigos “becos” do blues. A diversão continuou quando Moody aparentemente começou um scat da sua famosa "Moody's Mood for Love". Entretanto, após instantes vocais humorados, Moody passou para a versão de "Pennies From Heaven", porém com a letra drasticamente modificada, alterando o tema para "Benny's From Heaven". O grupo encerrou com uma abreviada versão de "St. Thomas" de Sonny Rollins.

Faixas: Secret Love; Voyage; 'Round Midnight; Without a Song; Stella By Starlight; East of the Sun; Stablemates; Bye Bye Blackbird.

Músicos: James Moody: sax; Kenny Barron: piano; Todd Coolman: baixo; Lewis Nash: bateria.

Fonte : All About Jazz / Graham L. Flanagan