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terça-feira, 20 de outubro de 2026

BENJAMIN JEPTHA - HOMECOMING REVISITED (Akustik Elekrik Music)

 Aos 22 anos, o promissor baixista Benjamin Jephta, criado na Cidade do Cabo, apresentou-se ao grande público com “Homecoming (produção independente, 2015)”, um álbum de estreia envolvente que contou com a participação de destaques da cena sul-africana, como o saxofonista tenor Sisonke Xonti, o trompetista Marcus Wyatt, o pianista Kyle Shepherd, o baterista Sphelelo Mazibuko e a vocalista Spha Mdlalose. Uma década depois, ele nos apresenta “Homecoming Revisited”, reinterpretando aquele material com uma ampla comunidade de colaboradores e uma perspectiva conquistada a duras penas.

Abrindo com "Prayer for... (revisited)", com Mazibuko e o percussionista Tlale Makhene estabelecendo a base, Jeptha e seus amigos cativam com um trabalho focado em entonações de fluxo livre.  Uma jornada envolvente, que também oferece um primeiro vislumbre de sua frutífera parceria de trabalho com o coletivo Kujenga, em destaque ao longo de toda a obra.  "Hymn for Ada (revisited)" vem na sequência, presenteando o ouvinte com balanços singularmente vibrantes. A linha de frente, formada por Wyatt e pelos saxofonistas Justin Bellairs e Buddy Wells, coloca a positividade em primeiro plano, enquanto a seção rítmica, que inclui o fenomenal guitarrista Keenan Ahrends, demonstra um entrosamento impecável. "The Blessing (revisited)",  um encantamento hipnótico que faz jus ao seu nome, invoca um poder superior e traz uma melodia com ares de hino em seu desfecho.

"Still I Rise (part 1) (revisited)", com um grande elenco que inclui Kujenga, Makhene, as saxofonistas Linda Sikhakhane e Danni McKinnon, o trompetista Ndabo Zulu, a baterista Leagan Starchild e o percussionista Gontse Makhene, busca mesclar sensibilidades sul-africanas com um toque de Afrobeat nouveau. A faixa contrasta com "Still I Rise (part 2)", uma composição de sonoridade mais contida e elegante que destaca as frases carregadas de emoção da vocalista Jodi Fredericks e o trompete repleto de efeitos de Darren English.  "One for the Plein (revisited)”, que destaca a flauta magistral de Mthunzi Mvubu, segue um caminho diferente, com uma ressonância arejada e um desenvolvimento dinâmico.

Jephta e companhia entregam-se à arte da dança transe em "Homecoming (part 1) (revisited)", faixa em que Xonti marca presença e Bokani Dyer se revela uma figura fundamental.  A segunda parte, vista sob uma perspectiva diferente, traz o trompetista Robbin Fassie em um desempenho arrebatador. "Be Strong (revisited)” tem um desfecho vibrante com um elenco de peso que inclui Kujenga, Sikhakhane, Mazibuko, Dyer, Siya Makuzeni, Siyabonga Mthembu, Tlale Makhene e Gontse Makhene, deixa poucas dúvidas sobre como Jeptha define a unidade por meio da comunidade. Uma carta de amor intergeracional ao som e à cena: esse movimento que olha para trás e avança simultaneamente deixa claro que, sim, é possível voltar para casa. 

Faixas: Prayer for... (revisited); Prayer for Ada (revisited); The Blessing; Still I Rise (part 1) (revisited); Still I Rise (part 2) (revisited); One for the Plein (revisited); Homecoming (part 1) (revisited); Homecoming (part 2) (revisited); Be Strong (revisited).

Músicos: Benjamin Jephta (baixo); Keenan Ahrends (guitarra); Bokani Dyer (piano); Robin Fassie (trompete); Marcus Wyatt (trompete); Sisonke Xonti (saxofone tenor); Linda Sikhakhane (saxofone tenor); Tlale Makhene (percussão); Sphelelo Mazibuko (bateria); Buddy Wells (saxophone); Justin Bellairs (saxofone alto); Gontse Makhene (percussão); Ndabo Zulu (trompete); Leagan Starchild (bateria); Mthunzi Mvubu (saxofone alto); Danni Mckinnon (saxophone); Darren English (trompete); Siyabonga Mthembu (vocal);Kujenga collective: Owethu Ndwandwe (teclados, vocal); Zwide Ndwandwe (baixo); Thane Smith (guitarra); Bonga Mosola (trompete); Matthew Rightford (saxofone); Tamzyn Freek (trombone).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=X0EvZc74ShA

Fonte: Dan Bilawsky (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 20/10

Adelaide Hall (1904-1993) - vocalista,

Andrea Bartelucci (1955) - flautista,

Anouar Brahem (1957) – oudista,

Carl Kress (1907-1965) - guitarrista,

Dino Rubino (1980) – trompetista,pianista,

Eddie Harris (1926-1996) – saxofonista,

Jelly Roll Morton (1890-1941) – pianista,

Lina Allemano (1973) – trompetista,

Mark O'Leary (1969) - guitarrista,

Martin Taylor  (1956) - guitarrista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=USgds2Ruc8U

Russell Gunn (1971) – trompetista,

Teca Calazans (1940) - vocalista  

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

JAMES MOODY - 80 YEARS YOUNG : LIVE AT THE BLUE NOTE, MARCH 26, 2005

 Quando se trata de diversão, poucos eventos se comparam a uma festa de aniversário. A diversão é claramente o tema principal de “80 Years Young: Live at the Blue Note”, gravado na famosa casa noturna nova-iorquina em 26 de março de 2005, para celebrar o octogésimo aniversário do saxofonista James Moody, e lançado na mesma data em 2025 para homenagear o centenário de seu nascimento. Moody, que com o trompetista Dizzy Gillespie formou uma das duplas mais bem-humoradas e divertidas da história do jazz, faleceu em dezembro de 2010 aos oitenta e cinco anos.

Além de ser um músico de jazz excepcional, Moody era um monologista e artista fascinante, talento que revela logo de início na espirituosa e cômica "Benny's from Heaven" e, mais tarde, na encantadora "Moody's Mood for Love", em cada uma delas demonstrando sua inclinação para o iodelei (NT: é uma técnica vocal que troca a voz de peito (grave) pela voz de cabeça ou falsete (aguda) de forma rápida e repetida) e utilizando diversas mudanças de voz e comportamento para enfatizar a mensagem cômica. Após uma breve introdução do empresário George Wein, Moody mergulha de cabeça na história farsesca de "Benny", que espera seu pai/soldado após três anos de serviço militar e ouve, em resposta às suas perguntas compreensivelmente confusas sobre a origem de seu filho, que "Benny é do Céu". Moody usa todos os meios à sua disposição para embelezar a narrativa implausível, e o público engole tudo, recompensando sua malandragem com uma ovação estrondosa.

Moody transita do saxofone tenor para a flauta no clássico atemporal de Ray Noble, "Cherokee", percorrendo com facilidade o andamento mercurial e as rigorosas mudanças de acordes para acentuar seu domínio do instrumento, ao mesmo tempo que deixa amplo espaço para solos vibrantes e precisos do pianista David Hazeltine e do baterista Adam Nussbaum. "Moody's Mood", que se tornou um sucesso inesperado e o colocou definitivamente no mapa musical em 1952 (apesar de ter sido gravada na Suécia, onde Moody morava na época, e quase como uma reflexão tardia no final de uma longa sessão), é a próxima música. Aqui, mais uma vez, Moody recorre ao seu vasto repertório de recursos retóricos para acentuar a letra inteligente, improvisando vocalmente, cantando iodelei e usando sua notável flexibilidade para imitar as personas masculina e feminina da canção, antes de mergulhar em um breve, porém perspicaz, "Television Rap".

Assim que Moody encerra as brincadeiras cômicas, ele vai direto ao assunto, convidando vários de seus amigos peso-pesado ao palco para coroar a celebração. Entre eles, os trompetistas Jon Faddis e Randy Brecker, o trombonista Slide Hampton, o virtuoso dos instrumentos de sopro Paquito D'Rivera e, na última música, o pianista Cedar Walton. O "conjunto de jazz" que ocupa bem mais da metade dos sessenta e quatro minutos de duração do álbum, apresenta um trio de composições estelares de Gillespie: "Birk's Works", "Bebop" e "Ow". Cada um deles tem sua vez, e ninguém deixa de ser criativo e envolvente. "Bebop", que parece ter sido escrita para desafiar até os músicos mais experientes, é especialmente revigorante, com seus implacáveis ​​obstáculos rítmicos facilmente superados graças aos solos precisos e vigorosos de todos os músicos, incluindo D'Rivera no clarinete.

Ainda que as passagens em grupo nessas músicas sejam um pouco irregulares (afinal, foram improvisadas), isso não diminui em nada a alegria e a emoção que envolvem uma ocasião verdadeiramente especial. Mesmo em seu octogésimo aniversário, Moody continuava no auge de sua carreira, tocando e improvisando como alguém muitos anos mais jovem, fazendo com que "80 Anos Jovem" parecesse muito mais do que um mero bordão. Esta é uma festa de aniversário que você ficaria mais do que feliz em participar.

Faixas: Introduction – George Wein; Benny’s from Heaven; Cherokee; Moody’s Mood for Love / The Television Rap; Moody Speaks; Birks' Works; Bebop; Happy Birthday; Ow; Centerpiece / Every Day I Have the Blues*; Darben, the Redd Foxx*; Polka Dots and Moonbeams*; St. Thomas*.

Músicos: James Moody (instrumentos de sopro de palhetas); David Hazeltine (piano); Todd Coolman (baixo); Adam Nussbaum (bateria); Jon Faddis (trompete [6-9]; Paquito D'Rivera (clarinete [6-9]); Slide Hampton (trombone [6-9]); Randy Brecker (flugelhorn [7-9]); Cedar Walton (piano [9]); George Wein MC; Roberta Gambarin (voz [10*,12*])

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)


ANIVERSARIANTES - 19/10

Eddie Daniels (1941) – clarinetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=F5pGlAJS42E,

 Jostein Gulbrandsen (1976) - guitarrista,

Makaya McCraven (1983) – baterista,

Masabumi Kikuchi (1939-2015) -pianista,

Pasquale Grasso (1988) – guitarrista,

Piano Red (1911-1985) – pianista,vocalista,

Sarah Montes (1970) – vocalista,

Tim Garland (1966) - saxofonista,

Vinicius De Moraes (1913-1980) – violonista,vocalista,compositor,

Warren L Jones III (1953) - baixista 

 

domingo, 18 de outubro de 2026

DARIUS JONES - LEGEND OF E'BOI (The Hypervigilant Eye) [AUM Fidelity]

Como mostra o novo álbum de Darius Jones, até a música mais angustiante pode servir como uma forma de cura. O saxofonista alto lançou um álbum em formato de trio que se baseia em suas tentativas de lidar com traumas mentais pessoais por meio de uma jornada musical assustadora que começa com gritos e termina com serenidade.

Este álbum é o sétimo volume na série de lançamentos Man'ish Boy de nove volumes de Jones. Trabalhando em um formato de trio com Gerald Cleaver na bateria e Chris Lightcap no baixo, este álbum é a reflexão de Jones sobre sua recuperação do trauma com a ajuda da terapia, e a recuperação da sua saúde mental. A música resultante é pesada e intensa

, especialmente na primeira metade do projeto. Na faixa de abertura, "Affirmation Needed", o som do alto de Jones é concentrado em um forte fluxo melódico que canta apaixonadamente ou ruge em gritos intimidantes. A seção rítmica o suporta com uma cadência de bateria acelerada e um baixo implacável. A execução de Jones tem o mesmo efeito geral de Albert Ayler ou Peter Brötzmann, mas com mais nuances. Sai como um som denso e urgente que mal consegue manter o controle, mas ocasionalmente explode em um grito primitivo.

Este som vem a ser mais denso e melódico, enquanto Jones canta sobre as pulsantes canções de Lightcap e as ocasionais bombas de Cleaver em "Another Kind of Forever". "No More My Lord" é uma canção tradicional de prisão onde Jones chora tristemente sobre um baixo com trabalho de arco e tambores farfalhantes. Soa como "Alabama" de John Coltrane no início, mas o sax alto fica mais alto e mais alto a cada repetição do tema até explodir em um grito estilhaçante.

A partir daí a música começa a se acalmar. "We Outside" é uma dança de três vias silenciosamente abstrata onde Cleaver e Lightcap ressoam e alternam entre curtas figuras do sax alto. Isso se resolve em um lento gemido de blues em "We Inside Now", com Jones reduzindo a marcha para um doce choro de balada digno de Johnny Hodges. O encerramento, "Roosevelt", na verdade parece feliz com o sax alto chorando com alma enquanto o baixo e a bateria mantêm um ritmo irregular, mas animado.

Mesmo quando seu modo de tocar fica mais leve e convencional, Darius Jones mantém uma pegada crua em sua execução, como se estivesse expondo sua alma através do seu sax alto. Essa música é envolvente do começo ao fim, enquanto o caos tempestuoso das faixas de abertura se transforma em clareza e alegria. É um álbum corajoso e notável, cheio de emoção e poder.

Faixas: Affirmation Needed; Another Kind of Forever; No More My Lord; We Outside; We Inside Now; Motherfuckin Roosevelt.

Músicos: Darius Jones (saxofone alto); Gerald Cleaver (bateria); Chris Lightcap (baixo).

Fonte: Jerome Wilson (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 18/10

Anita O’Day (1919-2006)- vocalista,

Annette Hanshaw (1910-1985) - vocalista,

Bill Stewart (1966) - baterista,

Bobby Troup(1918-1999) - pianista,vocalista,

Chuck Berry( 1926) -guitarrista,vocalista,

Jimmy Bosch (1959) – trombonista,

Myron Walden(1972) – saxofonista,clarinetista,flautista,

Ron Vincent (1951) - baterista,

Wynton Marsalis (1961) - trompetista,flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=9OtZrIjQuwA
 

sábado, 17 de outubro de 2026

DUARTE VENTURA - BLURRED IMAGE (Fresh Sound New Talent)

Vibrafonista, compositor e improvisador, Duarte Ventura é um jovem músico que tem estado no nosso radar, temos acompanhado com atenção o seu trabalho nos últimos anos. Nascido no ano 2000, Ventura estudou vibrafone na vertente jazz no Curso Profissional de Instrumentista de Jazz do Conservatório de Música de Coimbra, tendo depois ingressado na Escola Superior de Música de Lisboa. O seu nome tem-se feito notar, desdobrando-se entre diferentes colaborações, parcerias e jam sessions, e tem-se apresentado ao leme dos seus próprios grupos, com música original.

É um dos esteios do quarteto Godua — com Hugo Ferreira (guitarra), João Fragoso (contrabaixo) e João Cardita (bateria) — que editou em 2024 o álbum “STOP (Carimbo Porta-Jazz)”. Em duo com o saxofonista João Gato, editou no mesmo ano “Trafiklys (Timbuktu)”. Com Sam Barnett, Zé Cavaco, Camil Arcarazo e Antônio Carvalho gravou “First Meeting (ed. Sintoma, 2024)”. Integra o sexteto que gravou o afirmativo “Dracanea Draco (Timbre Melro Preto, 2025)” com Guilherme Fradinho, Tomás Noronha, Henrique Pinto, Emanuel Inácio e Francisco Coelho. E acabou de lançar o curioso “Blackout” (novamente com selo Timbuktu), num quarteto inédito com o guitarrista Zé Cruz, o contrabaixista Francisco Brito e o baterista João Lencastre, que nunca haviam tocado numa mesma formação, ensaiaram numa quarta-feira à noite e cristalizaram 36 minutos de música durante a tarde do dia seguinte. O vibrafonista participa em vários grupos na condição de acompanhante, como Apophenia e o quinteto da cantora e compositora Marta Rodrigues.

Para lá de todas estas ligações, o seu quinteto é o seu projeto autoral âncora. Para interpretar as suas composições originais, Ventura fez acompanhar o seu vibrafone com Miguel Valente no sax alto, Miguel Meirinhos no piano, Zé Almeida no contrabaixo e Luís Possollo na bateria. O grupo já se fez notar: foi vencedor do Prémio Jovens Músicos 2023. Na edição 2024 da Festa do Jazz, Ventura ampliou o seu grupo para um noneto, acrescentando as vozes de Joana Raquel e Marta Rodrigues, o violoncelo de Adèle Viret e a percussão de Iúri Oliveira. O vibrafonista acaba agora de editar a estreia discográfica do seu quinteto, “Blurred Image”, através da editora catalã Fresh Sound New Talent.

Começamos por ouvir uma introdução tímida, até que entra “Life of a Procrastinator”: com o piano e ritmo vibrante, entra o vibrafone, seguindo-se o saxofone, em vozes entrecruzadas, e, apesar da diferença de registos, há equilíbrio. E o tema vai crescendo, em energia e vertigem. Logo no arranque percebemos que, para lá da vertente rítmica, a abordagem de Ventura é melodiosa, construindo fraseados elaborados. Em “In Motion”, temos um maior contraste: entramos numa ambiência atmosférica, o piano pingado, o saxofone mais paisagístico (evocação de John Surman?). O tema mais longo do álbum, “Blurry”, começa com o piano, até que o grupo segue na exposição do tema, abrindo-se espaço para a evolução, com Meirinhos em destaque, a revelar a sua expressividade; e também se exibe o saxofone de Valente. “Playground” assenta em tensão, ancorada no contrabaixo de Zé Almeida (mentor do projeto Analogik). O oitavo tema, “Menino”, é balada pura, melodia recheada de sentimento, e o quinteto equilibra expressividade e contenção. A energia regressa em “To Break” e o disco encerra em “Rift”, com o quinteto a trabalhar toda a complexidade.

De Ventura, já lhe tínhamos reconhecido o virtuosismo técnico, e essa imagem sai reforçada. Coletivamente, o quinteto exibe dinâmica de máquina bem oleada: Valente no saxofone alto, Meirinhos no piano, Almeida no contrabaixo e Luís Possollo na bateria; e, em boa articulação, emerge uma massa sonora unificada. Esta música é um jazz contemporâneo com pés bem assentes na tradição. A composição de Ventura é ampla: o quinteto atravessa diferentes registros e confirma a sua versatilidade. A fotografia da capa, da autoria do saxofonista Bernardo Tinoco, revela uma imagem escura, desfocada, envolta em mistério; a música contrasta: é clara, nítida, com cores vivas. Com este disco, Ventura assume o papel autoral e confirma a subida à primeira liga. Se é raro vermos o vibrafone a assumir o foco, temos agora em Portugal já excelentes instrumentistas, que se afirmam também como autores e compositores, como Eduardo Cardinho, Jeffery Davis e Paulo Santo. Além da qualidade técnica, afirma a sua voz musical própria: Duarte Ventura aventura-se.

Faixas

01. #0154 [Introduction] (Duarte Ventura) 1:54

02. Life of a Procrastinator (Duarte Ventura) 5:38

03. Night Shift (Duarte Ventura) 7:15

04. In Motion (Duarte Ventura) 7:43

05. Views [from the Ground Floor] (Duarte Ventura) 7:29

06. Blurry (Duarte Ventura) 9:15

07. Playground (Duarte Ventura) 6:33

08. Menino [Ode to Innocence] (Duarte Ventura) 6:01

09. To Break (Duarte Ventura) 6:49

10. Rift (Duarte Ventura) 9:03

Músicos: Duarte Ventura (vibrafone); Miguel Valente (saxofone alto); Miguel Meirinhos (piano); Zé Almeida (contrabaixo); Luís Possollo (bateria).

Fonte: Nuno Catarino (jazz.pt)