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quarta-feira, 25 de março de 2026

ANIVERSARIANTES - 25/03

Aretha Franklin (1942-2018) – vocalista,

Bobby Militello (1950) - saxofonista,flautista,

Cecil Taylor (1929-2018)  - pianista,

Lonnie Hillyer (1940-1985) – trompetista,

Makoto Ozone (1961) - pianista,

Mimi Jones (1972) – baixista,

Paul Motian (1931-2011) – baterista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=IyL2_U04fuc,

Pete Johnson (1904-1967) - pianista,

Roberto Occhipinti (1955) – baixista,

Sweet Emma Barrett (1897-1983) - pianista,

Trent Austin (1975) - trompetista 

 

terça-feira, 24 de março de 2026

IBRAHIM ELECTRIC - FAST FIRE (Sleeve)

O trio instrumental Ibrahim Electric, de Copenhague, tem surfado uma onda de calor musical em 2025, eletrizando o público em festivais de jazz por toda a Europa neste verão, realizando uma série de concertos em miniatura transmitidos ao vivo e extremamente energéticos com instrumentos pequenos durante o outono e, finalmente, lançando seu primeiro álbum de estúdio completo em cinco anos. “Fast Fire”, com lançamento em 6 de dezembro na plataforma sleeve.fm e disponível em formato digital e vinil, este é o trabalho mais explosivo do grupo, que tem 23 anos de carreira. O programa de 10 faixas explora a energia contagiante e vibrante dos shows ao vivo do Ibrahim Electric, entregando a mistura intensa e característica da banda de soul, R&B, rock, punk, afrobeat, jazz tradicional, free jazz, baladas dramáticas e a energia pura de uma jam band. Estes três veteranos instrumentistas dinamarqueses — o guitarrista Niclas Knudsen, o organista de Hammond B-3 Jeppe Tuxen e o baterista Stefan Pasborg — consolidaram suas reputações na Europa como músicos extremamente versáteis em seus respectivos instrumentos. Juntos, a química entre eles é simplesmente explosiva, como pude presenciar no início deste ano durante as apresentações no Bohemia Jazz Festival em Praga e Plzeň, na República Tcheca, onde o público, de todas as idades, não conseguia ficar parado quando a banda começava a tocar. Extrovertidos e apaixonados, os integrantes da Ibrahim Electric trazem tudo o que têm à tona: ondas de John Scofield, Mike Stern, Ali Farka Touré, Jimi Hendrix Experience, Santana, James Brown, Booker T. and the MG’s, The Doors, John Coltrane, Stanley Turrentine, surf music dos anos 50, Oscar Pettiford, Jimmy Smith, Roy Haynes e Art Blakey, tocam sua alma e ressoam profundamente em seu corpo. A abordagem vibrante do trio, que abraça a liberdade, ao apresentar material original é estimulante e contagiante, com uma atmosfera descontraída e acolhedora. Dos riffs (NT: frase musical curta e repetitiva [de notas ou acordes] que forma a base ou um acompanhamento marcante em uma música, especialmente no rock, jazz e blues cativantes e vibrantes) de “Shuffle Corn” à paisagem sonora galopante e em tom menor do Velho Oeste de “Cheyenne”, passando pelos tons misteriosos e linhas intrincadas de “Hidden Bandit”, o encanto futurista e sedutor de “Flambino” ou o caldeirão borbulhante de hard bop da faixa-título, “Fast Fire” oferece muita música envolvente e gratificante para atiçar sua chama interior, aquecer seu coração e satisfazer aquele apetite ardente por uma dose fumegante de jazz revigorante com tudo o que você possa imaginar.

Faixas

1 Shuffle Corn 4:11

2 Cheyenne 3:31

3 Hidden Bandit 4:23

4 Hungarian Feelgood 6:23

5 Fast Fire 3:52

6 Prima 2:35

7 Long Haul 4:19

8 Flambino 2:43

9 Allegretto Surf 3:18

10 Synth64 4:30

Músicos: Niclas Knudsen (guitarra); Stefan Pasborg (bateria); Jeppe Tuxen (Hammond organ).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=NA6JnUGk1mw

Fonte: Ed Enright (DownBeat)  

 

ANIVERSARIANTES - 24/03

Alfred Winters (1931) – trombonista,

Chelsea Baratz (1986) – saxofonista,

Dave Douglas (1963) – trompetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=z1v0VmJKP-k,

Dave Goldberg (1971) – saxofonista,

Dave Rempis (1975) -saxofonista,

Gianluca Renzi (1975) – baixista,

Jeff Campbell (1963) – baixista,

Joe Fiedler (1965) – trombonista,

John Kolivas (1961) – baixista,

Kim Plainfield (1954-2017) – baterista,

Paul McCandless (1947) - saxofonista,

Renee Rosnes (1962) - pianista,

Sherman Irby(1968) – saxofonista,

Steve Kuhn (1938) - pianista,

Steve LaSpina (1954) - baixista 

 

segunda-feira, 23 de março de 2026

GABRIELA MACHADO - EQUILIBRANDO NO ACUPE

A popularidade do Choro está em ascensão. Nos Estados Unidos, campus como o Brazil Camp, o Choro Northwest (também conhecido como Centrum Choro Workshop), o Choro Camp New England e programas como o Brazilian Music Workshop de Antônio Adolfo atraíram os melhores artistas-professores, e alunos entusiasmados trouxeram o gênero de volta para suas comunidades locais. “Equilibrando no Acupe”, um programa de composições inéditas de choro, nasceu neste mercado global do século XXI, com fãs dentro e fora do Brasil.

Gabriela Machado vive em Salvador na Bahia, onde ela está concluindo um doutorado em Educação Musical pela Universidade Federal e ensinando práticas de performance em choro e estilos rítmicos para estudantes de música. Nascida em São Paulo, ela permaneceu lá até 2022, estabelece um perfil sólido como intérprete, músico de estúdio, de orquestra e estudiosa de coral. Ela divide seu tempo entre as duas cidades, um ato de equilíbrio que reflete no título de sua estreia como compositora e líder de banda, “Equilibrando no Acupe” (Equilibrando no Acupe, seu bairro em Salvador).

“Equilibrando no Acupe” é um projeto de choro mainstream, mas com um toque contemporâneo. Logo de cara, ouvimos o timbre vibrante do French Horn de Celso Benedito, uma novidade. O contraponto do choro inspirado em Pixinguinha está presente na baixaria maravilhosamente fluida de Emiliano Castro, e Machado cobre as bases do subgênero incluindo choro samba/gafieira ("Equilibrando no Acupe"), maxixe ("Filho do Tango, Maxixe É?" e "Salada de Maxixe"), valsa ("Valsinha pra Você"), polca ("Segura a Polca"), baião ("Baiãozinho Sertanejo"), frevo ("Passistiné") e samba ("Pras Mestras") na mistura.

As melodias, estruturas e ritmos de Machado pertencem ao contexto do choro clássico, mas ela incorpora oportunidades para improvisação solo em suas composições, tornando-os sutilmente mais jazzísticos. Nesse aspecto, ela se alinha com chorões brasileiros influenciados pelo jazz, como o guitarrista de 7 cordas Douglas Lora (que trabalha com Anat Cohen, Trio Brasileiro e outros grupos) e o flautista e saxofonista Edu Neves (em gravações como No Balanço do Choro-Samba, de Stephen Guerra, entre outras). A esta lista, adicionem-se pianistas como Amilton Godoy e Adolfo, no âmbito do jazz/música instrumental brasileira, e, na vertente do jazz estadunidense, os pianistas Cliff Korman e Renée Rosnes, o baterista Alex Kautz, Hamilton de Holanda e Gonzalo Rubalcaba, entre outros.

Não se trata exatamente do choro da sua avó, mas a compositora Chiquinha Gonzaga o reconheceria como choro, mesmo sem as pequenas citações que Machado fornece. Porém, um aficionado do século 21 pode perceber um toque de jazz em seus arranjos, no clarinete de Nailor Proveta Azevedo, no piano de Debora Gurgel, na bateria de Douglas Alonso e Guegué Medeiros, até no acordeão de Matheus Kleber. E o trabalho da cavaquinista Camila Silva acrescenta ressonância ao reconhecimento sonoro do conjunto das raízes africanas e indígenas do idioma.

"Pras Mestras" está no cerne do projeto, como uma "valorização e gratidão às minhas referências femininas". Machado dedica o álbum às muitas mulheres que a inspiraram. Em conversa com a AAJ, ela expressou sua satisfação por ter conseguido reunir três gerações de mestras da música para a gravação: Gurgel, a mais velha; Silva, a mais jovem; Machado a intermediária. Ao longo dos anos, muitas de suas professoras foram mulheres, e ela trabalhou com muitas musicistas, incluindo o grupo Choronas, que fundou em 1994 com a cavaquinista Ana Cláudia César, a guitarrista Paola Picherzky e a percussionista Roseli Câmara.

Ainda há trabalho a ser feito para alcançar a paridade para as mulheres na área, afirma ela, mas menciona "um movimento" no Brasil, onde as mulheres se apoiam mutuamente como compositoras, intérpretes e professoras. Ela descreve com prazer a obra como uma espécie de "ação afirmativa", uma correção que abre o campo e, como atesta "Equilibrando no Acupe", enriquece a estética.

Faixas: Equilibrando no Acupe; Filho de Tango, Maxixe É?; Espinhaço; Valsinha pra Você; Salada de Maxixe; Choro Não É Fake; Segura a Polca; Baiãozinho Sertanejo; Pras Mestras; Tutu; Serelepes; Passistiné.

Músicos: Gabriela Machado (flauta); Matheus Kleber (acordeão); Emiliano Castro (violonista); Douglas Alonso (bateria); Debora Gurgel (piano); Nailor Proveta (clarinete); Celso Benedito (french horn); Guegué Medeiros (percussão); Camila Silva (cavaquinho).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=bYDZQigHx4c

Fonte: Katchie Cartwright (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 23/03

Dave Frishberg (1933-2021) – pianista,vocalista,

Dave Pike (1938) - vibrafonista,

Eric Jekabson (1973) – trompetista,

Eivind Aarset 1961) – guitarrista,

Gerry Hemingway (1955) baterista,percussionista,

Greg Diamond (1977) – guitarrista,

John McNeil (1948) – trompetista,

Johnny Guarnieri (1917-1985) - pianista,

Leszek Mosdzer (1971) – pianista,

Michael Nickolas (1962) – guitarrista,

Nelson Faria (1963) – guitarrista (na foto e vídeo) http://mais.uol.com.br/view/disphtmqfdd6/nosso-trio--vera-cruz-040266C0C11366,

Stefon Harris (1973) – vibrafonista,

Zaac Harris (1978) - guitarrista 

 

domingo, 22 de março de 2026

HYEONSEON BAEK – LONGING (You&Me Music)

Qualquer vocalista que pode recorrer a talentos de primeira linha para apoiar sua gravação de estreia, então, vale a pena ouvir. Hyeonseon Baek não é exceção. A vocalista sul coreana, que estudou na Maastricht University na Holanda e na New England Conservatory, já estabeleceu as ligações que lhe deverão permitir distinguir-se no mundo do jazz. Auxiliado pelo pianista Kevin Hays, pela baixista Linda May Han Oh e pelo baterista Jochen Rueckert, junto com o convidado, o saxofonista tenor Lucas Pino, em algumas faixas, “Longing” revela um promissor talento em ascensão.

Em poucos compassos na abertura,"Caravan", ficamos impressionados com o tenor aveludado de Baek, flutuando sobre o balanço flexível fornecido pelo grupo, conforme ele encorpa a perfeita combinação de despreocupação e admiração. Baek não se arrisca muito, mas seu comando é inconfundível, possuindo cada frase e oferecendo o floreio ocasional necessário para colocar sua marca na peça. A seleção de clássicos está presente em todo o disco. A interpretação ágil de Baek em "Black Narcissus" de Joe Henderson é absolutamente convincente, aprimorado por seus vocais sem palavras em diálogo próximo com Oh e Hays. A "Duke Ellington's Sound of Love" de Charles Mingus recebe um tratamento comovente, incrementado por Hays, cujos comentários sensíveis e solo alegre adicionam a quantidade certa de sentimento à peça. "Lush Life" de Billy Strayhorn e Jimmy Rowles e "A Timeless Place" de Norma Winstone são apenas habilmente interpretadas, tomadas em andamentos deliberados que Baek lida com facilidade. A bela balada de Horace Silver, "Peace", é apresentada pela melodiosa abertura em rubato de Oh, inspirando Baek a algumas de suas ruminações mais sinceras do álbum.

As habilidades composicionais de Baek são substanciais. Duas versões de "West 4th St." são incluídas. O tributo da peça ao panteão dos grandes nomes do jazz é igualmente fantástico, seja cantado em coreano ou em inglês, e o seguro scat de Baek apresentado nas duas interpretações é verdadeiramente seu próprio Esperanto. "Longing" é outra vencedora, com um solo fluído de Hays e mais vocais apaixonados e sem palavras de Baek no final da faixa. "My Temptation", que deve ser o número mais contagiante do álbum, com um balanço ágil ancorado por Oh e Rueckert, que traz à tona o lado mais alegre de Baek, sem mencionar um solo brilhante de Pino.

Exalando confiança e autoridade, a estreia de Baek é uma audição agradável e envolvente, e um início auspicioso para o que deveria ser uma longa e frutífera jornada musical.

Faixas: Caravan; Black Narcissus; Duke Ellington's Sound of Love; West 4th St (Kor); Longing; My Temptation; Lush Life; A Timeless Place; Peace; West 4th St (Eng).

Músicos: Hyeonseon Baek (vocal); Lucas Pino (saxofone); Kevin Hays (piano); Linda May Han Oh (baixo acústico); Jochen Rueckert (bateria).

Fonte: Troy Dostert (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 22/03

Bob Mover (1952) - saxofonista,

David Linx (1965) – vocalista,

George Benson (1943) - guitarrista,

Jackie King (1944) – guitarrista,

Jan Lundgren (1966) – pianista,

Jorge Ben Jor (1942) – vocalista,

Melvin Sparks (1946-2011) – guitarrista,

Steinar Raknes (1975) – baixista,

Walmir Gil (1957)- trompetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=vAJHoVM04r4