playlist Music

sábado, 24 de outubro de 2026

ANGELIKA NIESCIER - CHICAGO TAPES (Intakt Records)

Quando a saxofonista alto alemã Angelika Niescier explorou pela primeira vez o jazz de Chicago, alguns anos atrás, unindo-se à violoncelista Tomeka Reid no marcante “Beyond Dragons (Intakt, 2023)”, a colaboração despertou algo inconfundivelmente eletrizante. Agora chega "Chicago Tapes", gravado ao vivo no Transient Sound Studio. Aqui, Niescier mergulha de cabeça na vertente mais profunda da improvisação da cidade, reunindo um elenco de primeira linha extraído do núcleo criativo inquieto dos artistas de Chicago que rompem fronteiras.

Niescier empunha seu sax alto ao lado de Dave Rempis, que alterna entre o alto e o tenor com a destreza de um malabarista de fogo, enquanto Nicole Mitchell contribui com linhas de flauta, que oscilam entre sussurros etéreos e rugidos guturais. Jason Adasiewicz traz a atmosfera e seus brilhos metálicos conferem à sessão um caráter de sonho febril que dilui a fronteira entre ritmo e ambiência. Luke Stewart ancora o grupo no baixo com dedilhados e o uso do arco que exercem uma gravidade magnética e serena, enquanto Mike Reed conduz a bateria como um instigador incansável, mantendo o ímpeto sem qualquer hesitação. Estes músicos são figuras de longa data da cena de Chicago, profundamente enraizados em uma linhagem que vai do Art Ensemble of Chicago às tradições da AACM, as quais pulsam em cada interação.

O álbum avança em alta velocidade: uma onda ininterrupta que estimula os ouvidos e deixa o ouvinte sem fôlego, como se a música exigisse que você apertasse o cinto para suas curvas fechadas repentinas e suas mudanças arquitetônicas abruptas e irregulares. A faixa de abertura, "Rejoice, Disrupt, Resist", irrompe com ímpeto furioso; Niescier e Rempis trocam frases incisivas e percussivas sobre a propulsão implacável de Reed, em uma peça que, por sua atitude desafiadora, soa quase punk. "Poranek" segue como um exercício em trio que destaca o saxofone de Niescier, a flauta extasiada de Mitchell e a percussão loquaz de Reed em um romance rítmico e intenso, que parece ao mesmo tempo ancestral e futurista.

Momentos de engenhosidade surgem ao longo da obra, como o vigoroso solo de baixo de Stewart em "SAMO (bsqt)", que invade a cena como um convidado inesperado, porém bem-vindo, transformando a faixa em uma explosão de 11 minutos repleta de flutter-tonguing (NT: é uma técnica de articulação usada em instrumentos de sopro (madeiras e metais) que cria um efeito sonoro trêmulo ou "roncado" [como um "frrrrr"]) e ideias expansivas. Nem tudo, porém, é uma corrida desenfreada; "Great Horned Owl" oferece um momento necessário de delicadeza camerística, com as baquetas de Adasiewicz acomodando-se em um silêncio atmosférico antes que a próxima tempestade se forme no horizonte.

"Fluxed" proporciona um deleite volátil e puro, uma cascata de transformações que evidencia a profunda confiança e a escuta telepática do grupo, ao passo que "Bouncin' the Ledge" divaga de forma exuberante, com saxofones e flauta entrelaçados em uma dança liminar, simultaneamente fantasmagórica e ancorada, culminando em uma série de gloriosos arrebatamentos.

Niescier adapta sua voz incisiva e intransigente a esse cenário com fluidez, sem atenuar sua força nem ofuscar seus colaboradores. O resultado honra o legado do free jazz de Chicago, ao mesmo tempo que o impulsiona com convicção e uma sensibilidade crua e moderna. Os tradicionalistas podem ficar intrigados com a sonoridade desenfreada, mas é justamente aí que reside a emoção: em tempos caóticos, por que a música deveria se comportar de maneira polida?

 “Chicago Tapes” afirma-se como um documento audaz de sinergia transcontinental. A obra comprova que Niescier não é apenas uma visitante dessa cena, mas uma catalisadora vital de um dos grupos mais formidáveis ​​da atualidade na cidade.

Faixas: Rejoice, Disrupt, Resist; Poranek; SAMO (bsqt); Ext. 17; Great Horned Owl; Fluxed; Bouncin' the Ledge; Perigeo; E Randolph Street.

Músicos: Angelika Niescier (saxofone alto); Jason Adasiewicz (vibrafone); Nicole Mitchell (flauta); Mike Reed (bateria); Dave Rempis (saxofones alto e tenor); Luke Stewart (baixo acústico);

Fonte: Glenn Astarita (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 24/10

Anthony Cox (1954) – baixista,

Banu Gibson (1947) - vocalista,

Jay Anderson ( 1955) - baixista,

Odean Pope (1938) – saxofonista,

Rick Margitza (1961) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=cGAq4gmQ7iQ,

Wendell Marshall (1920-2002) - baixista

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

MICHAEL DEASE - MSU JAZZ TROMBONES: SPARTAN STRONG (Origin Records)

Michael Dease, amplamente admirado como um dos principais trombonistas de jazz do mundo, embora menos conhecido como educador, assume o papel de professor em "Spartan Strong", liderando uma sessão magnífica com um grupo especial de alunos de graduação (integrantes de sua classe de trombone) que, juntos, formam o MSU Jazz Trombones (da Michigan State University). O grupo conta com vinte e três membros ao todo, incluindo o próprio Dease e a meia dúzia de trombonistas e trombonistas baixo da formação.

Dease dá total liberdade aos alunos, fazendo solos apenas duas vezes (em "Groove Blues", de Steve Turre, com sua linha de baixo fluida em estilo “walking bass” (NT: é uma técnica de acompanhamento musical em que o contrabaixo toca uma sequência contínua de notas de mesma duração, geralmente em ritmo de semínimas, criando a sensação de um movimento constante que "caminha" de um acorde para o outro), e no tema de encerramento veloz e deslumbrante de Oscar Pettiford, "Blues in the Closet") . Há breves momentos de respiro em meio à avalanche de trombones, graças aos artistas convidados Benny Benack III (que canta o clássico "It Could Happen to You") e à saxofonista alto Sharel Cassity, que executa um solo ágil em sua própria composição, "Song of Those Who Seek".

Fora isso, o que se ouve são apenas trombones do início ao fim, acompanhados, em todas as faixas, exceto duas, por uma seção rítmica de primeira linha liderada pelo pianista Xavier Davis e que inclui o baixista Jared Beckstead-Craan e o baterista Keith Hall. O trombonista Altin Senclair compôs a vibrante faixa de abertura com toque latino, "Huesos con Clave", que dá lugar à mais tranquila "Remembrance" (destacando Paolo Muller-Santiago) e à poderosa e ritmicamente variável "Evidence", de Thelonious Monk. O blues faz sua primeira aparição na carismática "Frame for the Blues", de Slide Hampton, antes que o caos total se instale em "Some Skunk Funk", de Randy Brecker. Após a parte vocal de Benack, os trombonistas recriam, nota por nota, a versão para piano solo de "The Nearness of You" de Geoffrey Keezer, com a trombonista Nanami Haruta assumindo o lugar de Keezer.

A próxima é Cassity, utilizando seu impressionante arsenal para preparar o terreno para o arranjo de Hampton, que remete a um coral, para o clássico de Monk "'Round Midnight". O blues retorna com "Groove Blues", cede espaço para a graciosa e encantadora "Alfitude", de Claudio Roditi, e então encerra com a apaixonada "Blues After Dark", de Benny Golson, e "Blues in the Closet", de Pettiford, faixas que envolvem o hino eloquente do trombonista Michael Davis, "Spartan Strong".

Como mencionado, há quase duas dúzias de trombonistas na formação em algum momento, muitos dos quais têm pelo menos uma oportunidade de solar, e ninguém deixa de ser admirável. O mesmo vale para os trombones quando tocam em uníssono, o que ocorre com mais frequência. Dease não apenas os deixou bem ensaiados e (literalmente) prontos para a ação, como também lhes proporcionou um excelente repertório, ideal para destacar seus talentos individuais e coletivos. O resultado é uma sessão ousada e carregada de trombones que não soa, de forma alguma, anormal ou incômoda, graças à excelente estratégia de Dease e ao entusiasmo e comprometimento do notável MSU Jazz Trombones.

Faixas: Huesos Con Clave; Remembrance; Evidence; Frame for the Blues; Some Skunk Funk; It Could Happen to You; The Nearness of You; Song of Those Who Seek; 'Round Midnight; Groove Blues; Alfitude; Blues After Dark; Spartan Strong; Blues After Dark; Spartan Strong; Blues in the Closet.

Músicos: Michael Dease (trombone); Daniel Bear (trombone); Aidan Clark (trombone); Hannah Davies (trombone); Judah Guerra (trombone); Nanami Haruta (trombone); Eli Howell (trombone); Drew Kilpela (trombone); Andrew Kim (trombone); Pablo Muller-Santiago (trombone); Dan Parrish (trombone); Altin Sencalar (trombone); Bridgette Setters (trombone); Jack Trathen (trombone); Miles Cole (trombone); Charles Scanlon (trombone); Ken Thompkins( trombone); Kyle Quick (trombone baixo); Gina Benalcázar-López (trombone baixo); Wyatt Forhan (trombone baixo); Charles Grace Jr.(trombone baixo); Chris Glassman(trombone baixo); Xavier Davis (piano); Jared Beckstead-Craan (baixo); Keith Hall (bateria); Benny Benack III (vocal); Ethan Frank (piano); Reuben Stump  (baixo); Randy Gelispie (bateria) Brian Allen (bateria); Sharel Cassity (saxofone alto).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=YpHjoThNuIs

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 23/10

Bernard Peiffer (1922) - pianista,

Dianne Reeves (1956) – vocalista,

Ernie Watts (1945) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=dzpzHQrBk9I,

Frank Hewitt (1935) - pianista,

Gary McFarland (1933-1971) – vibrafonista,vocalista,

Jeff Gardner(1953) – pianista,

Jimmy Dale (1935-2017) – pianista,organista,

Jodi Proznick (1975) – baixista,

Luiz Tatit (1951) – compositor,pesquisador musical,

Sonny Criss (1927-1977) - saxofonista,

Walter Fischbacher( 1966) - pianista 

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

PETER EVANS - ARS LUDRICA

Nos poucos lançamentos da banda na última década, o grupo Being & Becoming, de Peter Evans, definiu-se por um padrão de influência incomum. Como ex-líder do quarteto de vanguarda de estrelas Mostly Other People Do the Killing, Evans sempre desempenhou o papel de agitador, um artista autoral e intransigente de múltiplas facetas, desafiador tanto no intelecto sonoro quanto na prática propriamente dita. Ele está firmemente inserido no jazz, mas bebe intensamente do repertório clássico para cornet, da música devocional antiga e de fontes tão díspares quanto o techno de Detroit e a música carnática do sul da Índia. Sua filosofia musical pode ser bem representada por um caixote de discos de vinil encharcado, no fundo de uma bodega do East Village.

“Ars Ludicra” exibe o cosmopolitismo musical de Evans em sua plenitude. Com a participação de rostos conhecidos como Joel Ross e Nick Jozwiak, e contando com a última atuação de Michael Shekwoaga Ode no grupo antes da aclamada entrada de Tyshawn Sorey, o Being and Becoming nunca foi tão fiel ao seu nome misterioso. "Ars Memoria" (em português, a arte da memória), de 2023, apesar de um experimentalismo desenfreado e da atmosfera inquietante característica de Ross, foi um disco essencialmente analógico. Os sintetizadores de Jozwiak são mantidos em um mínimo relativo, um eco barroco à união extática de Ode. O álbum “Ars Ludicra”, produzido de forma independente e cujo título significa literalmente "arte do brincar", embora Evans o traduza em entrevistas como "arte do jogo", permite a Jozwiak explorar um território mais amplo. Com exceção de "Malibu", todas as faixas explodem com arpejadores e guinchos sustentados, muitas vezes em sincronia ou em oposição ativa às frases extensas de Evans.

Mais do que apenas uma mudança na sinergia da banda, os sintetizadores onipresentes rompem com a filosofia de experimentação de todos os músicos. A gravação situa-se em solo sagrado: o estúdio de Van Gelder, em meio às árvores de Jersey Shore, onde grande parte das bases do jazz enquanto gênero rapidamente se expandiu e floresceu. O estúdio confere até mesmo a gravações recentes uma espécie de imediatismo viçoso e terroso. Especialmente no caso do trompete, as oitavas mais agudas soam mais incisivas, enquanto as mais graves mostram-se majestosas e eloquentes. Grande parte do calor expressivo e envolvente das primeiras gravações de Lee Morgan pode ser atribuída às paredes revestidas de carvalho e à engenharia de som marcante de Van Gelder, assim como, também, aos traços de Morgan, Miles Davis e Donald Byrd presentes na maneira de tocar de Evans nesta ocasião. Os sintetizadores e Moogs de Jozwiak foram todos gravados em sobreposição, nenhum deles foi produzido durante a gravação inicial. Os timbres estranhos e etéreos de "Hank's" e as vocalizações efusivas de "Pulsar" são todos incrivelmente precisos e surgem genuinamente do nada, intrusivos e sem grandes indícios prévios por parte do restante do grupo.

Tal iniciativa é arriscada, especialmente em um disco que se preocupa com a liberdade absoluta de seus componentes e com a imediatez de suas improvisações. Porém, em vez de sufocar as texturas instrumentais, apresenta um embate empolgante entre dois sons contraditórios. O efusivamente digital e o analógico nostálgico espiralam um em direção ao outro, forçando o outro a seguir direções perpendiculares. Os pontos e traços sugeridos pelo trabalho de baquetas sincopado de Ode são preenchidos pelos sintetizadores, como um intenso sombreamento a carvão. A sobreposição de gravações de Jozwiak não interfere na liberdade da banda, mas a reconstitui. Em "Images", o zumbido grave é tão incisivo e arrebatador quanto um set de Jeff Mills no Boiler Room, oscilando em meio à ambiência do estúdio com a precisão de um beija-flor. Ao contrário de muitas iniciativas do gênero, Being & Becoming concentra-se em tapeçarias entrelaçadas de corais. Os sintetizadores proporcionam uma extensão da polifonia do disco, como uma soprano elegante que se destaca em uma composição de Thomas Tallis. Essa polifonia é tanto o modus operandi do disco quanto o de Evans. Todo o conhecimento musical é unificado sob a sua direção, mesmo que à força. “"Ars Ludicra" não se refere apenas à alegria de brincar e experimentar, mas também à imensa coleção de "brinquedos" sob o domínio da banda. Entrelaçamentos sonoros que rompem tempos e mundos, retornando exatamente ao ponto de origem.

Faixas: Malibu; Pulsar; Hank's; My Sorrow Is Luminous; Images.

Músicos: Peter Evans (trompete); Joel Ross (vibrafone); Nick Jozwiak (baixo); Michael Shekwoaga Ode (bateria).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=DQr1Sqrg-gM

Fonte: Fran Kursztejn (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 22/10

Alex Mesquita (1971) – guitarrista,violonista,

Brenda Earle (1976) - pianista,

Clare Fischer (1928-2012) - pianista,

Doug Wamble (1972) – guitarrista,vocalista,

Giorgio Gaslini (1929) - pianista,

Hans Glawischnig (1970) – baixista,

Ivan Renta (1980) - saxofonista,

Jane Bunnett (1956) - flautista,saxofonista,

Krzysztof Duszkiewicz  (1957) - guitarrista,

Lula Galvão(1962) – violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=HylocK6E-R4,

Patápio Silva (1880-1907) – flautista,

Urszula Dudziak (1943) - vocalista

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

SFJAZZ COLLECTIVE - COLLECTIVE IMAGERY

Durante 20 anos, o coletivo SFJAZZ de São Francisco apresentou anualmente uma seleção de material original e novos arranjos de obras de um mestre reconhecido do jazz. Embora a formação da banda mudasse regularmente e o repertório de reinterpretações fosse amplo, uma linha de frente com três instrumentos de sopro, aliada ao brilho metálico do vibrafone, proporcionava um som singular e facilmente identificável. E com tempo para ensaiar seguido de tempo na estrada, os arranjos complexos que o Collective apresentou em suas gravações anuais nunca perderam sua essência emocional.

Os grandes nomes presentes no lançamento deste ano já estão juntos há três anos, mas, em vez de rearranjar o trabalho de outros artistas, todo o conjunto, assim como sua fonte de inspiração, é original. O coletivo visitou o Museu de Young, em São Francisco, para escolher uma obra de um artista visual contemporâneo da região da Baía como material de origem para novas composições originais.

Assim, "Walking in Rainbow Rain", do trompetista Mike Rodriguez, utiliza padrões de chamada e resposta, linhas angulares e um clímax com o trompete para capturar o simbolismo do estudo em tons de cinza da artista visual Clare Rojas. A urgência do pedal e a narração que introduzem "The Files", do vibrafonista Warren Wolf, fluem e refluem sobre uma levada suave, inspirada em Curtis Mayfield. Esta peça foi inspirada em "FBI Drawings: Legal Ritual", de Sadie Barnette, uma colagem de imagens ampliadas de páginas do dossiê do FBI sobre seu pai, um Pantera Negra, sobrepostas com grafite e lápis de cor.

Em outro momento, "Unknow Know With What Is", de Chris Potter, utiliza uma fórmula de compasso 12/8 e harmonias em tonalidade maior, que se alternam para capturar os redemoinhos abstratos de uma obra de Chris Johnson, e "Listo", do saxofonista David Sanchez, é uma peça de desenvolvimento lento e bem orquestrada. O álbum termina com 'Guardian of the Forests', uma das duas peças do pianista Edward Simon inspiradas no tríptico 'New Normal' de Rupy C. Tut, uma referência aos incêndios florestais da Califórnia, à alienação e à perda. Há um belo solo de piano e um dueto emocionante para piano e clarinete baixo, suaves acordes de metais e a banda atingindo um clímax.

O nível de detalhe em cada faixa é impressionante, mas ainda são os solos que contam. Que álbum fantástico!

Faixas

1.Unknow Know With What Is 06:51

2.Walking in Rainbow Rain 06:58

3.Guardian of the Oceans 07:50

4.The Files 07:26

5.The Child Opens Its Eyes to the Earth 08:26

6.Te Quiero Inti 07:49

7.Listo 06:51

8.Guardian of the Forests 07:00

Músicos: Chris Potter – saxofones tenor, soprano e clarinete baixo; Michael Rodriguez – trompete, flugelhorn; David Sánchez – saxofone tenor, Congas; Edward Simon – pianos acústico e elétrico; Warren Wolf – vibrafone, marimba; Kendrick Scott – bateria; Matt Brewer – baixo, guitarra (faixa #6); Cava Menzies – vocal (faixa #4).

Fonte: Mike Hobart (JazzWise)