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quarta-feira, 17 de junho de 2026

ANIVERSARIANTES - 17/06

Alemão [Olmir Stocker](1946) – guitarrista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=Eyl4n7CYVhI ,

Arthur Verocai (1945) – violonista,

Jaimie Branch (1983) – trompetista,

Lindsey Muir (1981) – vocalista,

Marc Brenken (1973) – pianista,

Mark Feldman (1955) – violino,

Sam Wooding (1895-1985)- pianista,líder de orquestra,

Tom Varner (1957) – frenchornista,

Tony Scott (1921-2007) – clarinetista

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

FABIA MANTWILLl ORCHESTRA - IN.SIGHT (GroundUP Music)

Cordas lentas e envolventes conduzem os ouvintes ao ambicioso álbum "In.Sight" da Fabia Mantwill Orchestra. Esta ousada declaração envolve uma orquestra de 32 músicos com seis solistas virtuosos, interpretando composições coescritas por Mantwill, Michael League do Snarky Puppy e da compositora grega Magdalini Giannikou.

O álbum abre com "Satoyama", onde aquelas cordas melancólicas gradualmente se transformam em passagens melódicas brilhantes. A peça percorre uma paisagem sonora que entrelaça jazz, música clássica e drama cinematográfico, antes que o expressivo saxofone tenor de Mantwill emerja como a voz principal. Cada composição foi elaborada para destacar seu solista principal, e a guitarra lap steel de Roosevelt Collier é totalmente envolvente no ritmo moderno de "Whirl The Wheel". A faixa pulsa com orquestrações exuberantes, seções de metais e sopros afiadas como navalha e o drama arrebatador de uma trilha sonora clássica de filme de espionagem.

A artista berlinense Mantwill recebeu elogios generalizados por seu álbum de estreia de 2021, “Em.Perience (XJazz Music)”, e “In.Sight” demonstra seu contínuo desenvolvimento artístico, evitando quaisquer problemas que pudessem surgir com um segundo álbum. Ela aprimorou sua fusão de paletas orquestrais e liberdade de improvisação, resultando em algo ao mesmo tempo sofisticado e imediatamente acessível. Sua voz composicional se expande por meio de sua colaboração com League, cujo trabalho com grandes grupos inclui sua parceria com a Metropole Orkest , e pela integração, por Giannikou, de tradições folclóricas latino-americanas e gregas em uma estrutura de jazz contemporâneo.

Com a kora (NT: é um instrumento tradicional da África Ocidental [Mali, Senegal, Gâmbia], construído com uma grande cabaça, couro e 21 cordas, produzindo som semelhante à harpa) de Momi Maiga, as transições rápidas de "Circular" combinam cordas vibrantes, metais pulsantes e uma boa dose de drama. Em "Sleeping Giant", com sua sonoridade celta, a trompa de Morris Kliphuis dialoga de forma reflexiva com o acordeón de Goran Stevanovich. Em contraste, o clarinete de Anat Cohen quase rouba a cena em "Olhos", uma peça que canaliza a sofisticação de Henry Mancini através de seu ritmo suave. As magníficas contribuições dos solistas chegam ao fim com o trabalho arrebatador de Kurt Rosenwinkel na guitarra elétrica, com influência do rock, na excelente "Fairy Glen". Embora o foco inevitavelmente recaia sobre os solistas, as contribuições individuais da orquestra e a orientação do maestro não devem ser negligenciadas.

Há uma mistura de precisão e improvisação nas composições de Mantwill. Seus arranjos conseguem transmitir uma sensação simultaneamente grandiosa e intimista. As transições fluidas entre as passagens, juntamente com a variedade instrumental, tornam a paisagem sonora envolvente, com texturas profundamente entrelaçadas extraídas de diversas tradições musicais. Com cada faixa oferecendo uma aventura melódica aliada a uma excelente composição em grupo, este é um álbum fácil de recomendar.

Músicos: Satoyama; Whirl the Wheel; Circular; Sleeping Giant; Olhos; Fairy Glen.

Músicos: Fabia Mantwill (compositor / maestro, voz. sax tenor (1-6)); Anne-Sophie Bereuter: violino (1-6); Luiza Labouriau: violino(1-6); Marit Behnke: violino (1-6); Annabelle Dugast: violino (1-6); Julia Czerniawska: violino(1-6); Almut Wolfart: violino(1-6); Johanna Hempen: violino(1-6); Valerie Leopold: violino(1-6); Leonie Flaksman: violino(1-6); Christina Döring: violino(1-6); Çiğdem Tunçelli: violino(1-6); Alexina Hawkins: viola(1-6); Marc Kopitzki: viola(1-6); Yağmur Atagür: viola(1-6); Johann-Vincent Slawinsk: viola(1-6); Liron Yariv: cello(1-6); Tabea Schrenk: cello(1-6); Mireia Peñalver: cello(1-6); Tilmann Dehnhard: flautas, sax alto (1-6); Matthew Halpin: sax tenor, flauta, clarinete(1-6); Daniel Buch: sax barítono, clarinete baixo (1-6); Jo Hermans: trompete, flugelhorn (1-6); Johannes Böhmer: trompete, flugelhorn (1-6); Jan Landowski: trombone(1-6); Tobias Herzog: trombone baixo, tuba(1-6); Teresa Emilia Raff: harpa(1-6); David Soyza: vibrafone, marimba(1-6); Charis Karantzas: guitarra (1-6); Igor Spallati: baixo (1-6); Marcio Doctor: percussão(1-6); Fabian Rösch: bateria(1-6); Jochen Neuffer: maestro(1-6); Roosevelt Collier: lap steel guitar(2); Momi Maiga: kora(3); Goran Stevanovich: acordéon(4); Morris Kliphuis: French horn(4); Anat Cohen: clarinete (5); Kurt Rosenwinkel: guitarra(6).

Fonte: Neil Duggan (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 16/06

Albert Dailey (1939-1984) - pianista,

Clarence Shaw (1926-1973) –trompetista,

Damion Reid (1979) – baterista,

Dominique Eade (1958) – vocalista,

Fredy Studer (1948) - baterista percussionista,

Ivan Lins(1945) – pianista, vocalista,compositor,

Javon Jackson (1965)- saxofonista,

Lucky Thompson (1924-2005) - saxofonista,

Mike Baggetta (1979) – guitarrista,

Paul White (1973) – saxofonista, 

Perna Fróes (1944-2023) – pianista,

Ryan Keberle (1980) – trombonista,

Sérgio Barrozo (1942) – baixista,

Tom Harrell (1946) - trompetista,flugelhornista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=o2F9AGdVn3U

Tom Malone (1947) – trombonista,saxofonista,trompetista 

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

MICHAEL BISIO – NuMBq (Mahakala Music)

Michael Bisio toma emprestada a frase "e agora algo completamente diferente" de “Flying Circus” do Monty Python, para descrever seu novo quarteto, NuMBq. Ao baixista se juntam Jay Rosen, colaborador de longa data na bateria, e dois músicos tradicionalmente ligados à música clássica: a violista Melanie Dyer e a trompista Marianne Osiel. Com “NuMBq”, Bisio apaga a linha entre música de câmara e jazz, mas não vamos limitar esta sessão à categoria da Terceira Via.

Os primeiros híbridos de jazz e música clássica, como “Charlie Parker with Strings (Clef Recordings, 1955)”, muitas vezes pareciam uma tentativa de encaixar um pino quadrado em um buraco redondo. Experimentos posteriores de Gunther Schuller, Miles Davis e Gil Evans enfatizaram o contraste entre os dois estilos em vez de sua fusão. As composições de Bisio adotam uma abordagem diferente, alinhando-se mais de perto com “Prime Design/Time Design (Caravan of Dreams, 1986)” de Ornette Coleman, em que improvisação e estrutura coexistem perfeitamente.

A faixa de abertura do álbum, "Elegy for MG", começa com os pratos brilhantes e a bateria delicada de Rosen antes de se estabelecer em uma atmosfera de câmara, com o baixo com arco de Bisio guiando a viola, a trompa inglesa e os sinos sutis de Rosen. À medida que a peça se desenvolve, a improvisação surge naturalmente no fluxo das composições de Bisio. Essa interação refinada contrasta com a energia inquieta de "Densities Roy G Biv", uma improvisação de grupo livre repleta de texturas em camadas. "Going Home/Amazing Grace" é a faixa mais intimista do álbum, apresentando uma conversa lírica entre o baixo expressivo de Bisio e a viola de Dyer, enquanto eles entrelaçam duas melodias tradicionais. Enquanto isso, a tempestuosa "Vib Gyor" constrói uma densa tensão dinâmica, à medida que notas individuais perfuram o turbilhão. "Broken Waltz" carrega uma urgência semelhante, evocando o caos de navegar pelo trânsito pesado.

Bisio e seu quarteto não fundem simplesmente jazz e música de câmara - eles remodelam os limites de ambos, criando um som que é tão imprevisível quanto cativante.

Faixas: Elegy For MG; Broken Waltz; Going Home/Amazing Grace; AC 2.0NU; Vib Gyor; Medicaid Melancholy; Densities Roy G Biv; Improv #1091.

Músicos: Michael Bisio (baixo acústico, composições); Melanie Dyer (viola); Marianne Osiel (trompa inglesa); Jay Rosen (bateria, percussão).

Fonte: Mark Corroto (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 15/06

Alix Combelle (1912-1978) - saxofonista,clarinetista,

Erroll Garner (1921-1977) – pianista(na foto e vídeo) http://www.dailymotion.com/video/x18iuu_erroll-garner-all-the-things_music,

Jaki Byard (1922-1999) - pianista,

Joe Abba (1976) – baterista,

John Hart (1961) – guitarrista,

Nancy King (1940) – vocalista,

Nando Duarte (1977) – guitarrista,

Nasheet Waits (1971) – bateria,

Tony Oxley (1938) – baterista,

Paul Urbanek (1964) – pianista,

Phil Haynes (1961) - baterista 

 

domingo, 14 de junho de 2026

JOHN ALVEY - LOFT GLOW (Jazz Music City

Tal é a proliferação de álbuns na década de 2020 que estão levando o jazz em direções novas e emocionantes —veja os melhores álbuns de Jazz do All About Jazz de 2024 — que é fácil ignorar álbuns que têm os pés firmemente plantados na tradição, e que não mostram nenhuma ambição de redefini-la, mas que são, sob quaisquer padrões, um jazz fresco e de primeira classe. Tal álbum é a estreia do baterista de Nashville, John Alvey, “Loft Glow”.

Nesta carta de amor ao hard bop, os cossignatários de Alvey são os companheiros da Music City, o trombonista Roland Barber, o saxofonista alto Jovan Quallo, o saxofonista tenor Joel Frahm, o pianista Matt Endahl e o baixista Jacob Jezioro. Três das seis faixas são para sexteto, as outras três para quinteto nas quais um outro saxofonista não participa.

Como alguém pode suspeitar, mais que poucos membros do All About Jazz, uma das inspirações iniciais de Alvey foi “Moanin' (Blue Note, 1958)” de Art Blakey. Porém, não é Blakey tanto quanto o saxofonista tenor Benny Golson que soou o sino para Alvey. É a sofisticada tomada hard bop de Golson com seu The Jazztet, em álbuns tais como “The Jazztet At Birdhouse (Argo, 1961)”, que “Loft Glow’, de forma bem sucedida, emula.

"Terminal 1" de Golson é uma das três reinterpretações em “Loft Glow”. As outras são a sombria "Baby Man" de John Stubblefield e "Blues For D.P" de Ron Carter (um tributo ao arranjador/produtor da Blue Note, Duke Pearson). As outras três faixas são da casa: "Azure" de Alvey, "June 23" de Quallo e a valsa crepuscular de Barber, "Winslow Nocturne".

Todas três faixas inéditas são sólidas, e "Winslow Nocturne" de Barber é forte o bastante para vir a ser um padrão hard bop moderno. Instrumentalmente, também, Barber é uma presença estelar no álbum com seus solos viscerais, às vezes direto. Verifique o uso do êmbolo surdinado em “Baby Man”. Barber também traz para o álbum conexões com Blakey's Jazz Messengers e The Jazztet através do trombonista Curtis Fuller, com quem estudou. Os arranjos são de Alvey, Barber e Quallo, juntos e separadamente.

Costuma-se dizer que os segundos álbuns são particularmente difíceis de realizar, e Alvey estabeleceu um padrão elevado para si mesmo com o Loft Glow. Porém, com uma formação tão talentosa e coerente como esta, ele tem todas as chances de ter sucesso.

Faixas: Azure; Winslow Nocturne; Baby Man; Terminal 1; June 23; Blues for D.P.

Músicos: John Alvey (bateria); Roland Barber (trombone); Joel Frahm (saxofone tenor); Jovan Quallo (saxofone alto); Matt Endahl (piano); Jacob Jezioro (baixo acústico).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=IAlZmEp0fls

Fonte: Chris May (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 14/06

Becca Steven (1984) – vocalista, guitarrista,

Burton Greene (1937-2021) – pianista,

Chuck Berghofer (1937) – baixista,

Darius Brubeck (1947) – pianista,

Daryl Sherman (1950) – vocalista,

Gary Husband (1960) – baterista,

John Simmons (1918-1979) - baixista,

Kenny Drew, Jr.(1958-2014) – pianista,

Linda Sikhakhane (1992) – saxofonista,

Loren Stillman (1980) – saxofonista (na foto e video) http://www.youtube.com/watch?v=Gf6xJoRXvf4,

Marcus Miller (1959) – baixista,

Wilson das Neves (1936-2017) - baterista