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domingo, 1 de fevereiro de 2026

ERIC ALEXANDER & MIKE LeDONNE – TOGETHER (Cellar Music Group)

O álbum de Eric Alexander e Mike LeDonne,”Together”, é um reconhecimento da magia que pode surgir quando dois músicos magistrais colaboram em duo. Este lançamento, apresentando nove faixas, captura a essência de seu relacionamento musical de longa data, oferecendo uma rica tapeçaria de interação espontânea, balanços profundos e narrativa expressiva através do som. E esse som foi capturado quando a sessão foi gravada no icônico Van Gelder Studio em Englewood Cliffs, NJ, com LeDonne se apresentando no piano grande concerto Steinway de Rudy Van Gelder de quase três metros.

O álbum inicia com um original de LeDonne,"For Mabes", um tributo ao falecido pianista Harold Mabern, que foi mentor de Eric Alexander e Mike LeDonne. Esta faixa exemplifica seu uso compartilhado de linhas de improvisação cromáticas ascendentes e rápidas, cada um continuando de onde o outro parou, criando uma interação dinâmica. As três faixas seguintes, incluindo a joia de Vernon Duke, "Autumn In New York", são standards que eles adoram tocar. Neste trabalho solo no saxofone soprano, Alexander elabora sobre o que a estrutura do número tem a dizer, sempre mantendo a melodia em mente. O clássico de Thelonious Monk, "Round Midnight", é o enquadramento perfeito para os dois solistas mergulharem em improvisações que os levam do seu mundo cotidiano de pensamento e imagens com as linhas de Alexander que são fluidas e melódicas, enquanto o piano de LeDonne é liricamente expressivo e inventivo. O número de Jimmy McHugh, "I'm In The Mood For Love", é o próximo, com Alexander apresentando-se no saxofone alto conforme ele desenvolve o número pleno de rápidos ataques. LeDonne faz sua parte percorrendo o teclado com seu toque sutil e sofisticação harmônica.

Um dos aspectos mais atraentes deste lançamento é a singularidade de cada faixa conforme os músicos exploram território desconhecido. Isto é trazido para casa na composição de Alexander, "Mutation", feita de uma só vez. O número é impulsionado para a frente, permitindo momentos singulares para aparecer organicamente. A balada emocionada de Hoagy Carmichael, "The Nearness Of You", desliza graciosamente com o tenor de Alexander brilhando com uma expressiva profundidade de emoção enquanto o piano de LeDonne fornece suporte perfeito, adicionando camadas de complexidade à música.

A faixa de encerramento é outra inédita de Alexander, "Two In One". Neste mais de cinco minutos de solo potente, o saxofone tenor de Alexander embarca em uma viagem exploratória em território desconhecido, mas mantendo um senso de coesão e direção no todo.

Faixas: For Mabes; Autumn In New York; Round Midnight; I'm In The Mood For Love; Lost But Not Forgotten; Mutation; Mary; The Nearness Of You; Two In One.

Músicos: Eric Alexander (saxofones); Mike LeDonne (órgão, Hammond B3).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=t7gVIBEv1Zo

Fonte: Pierre Giroux (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 01/02

Ari Brown (1944) – saxofonista,

Bugge Wesseltoft (1964) – pianista,

Ivan Farmakovskiy (1973) – pianista,

James Black (1940-1988) – baterista,

James P. Johnson (1894-1955) - pianista,

Jason Lindner (1973) – pianista,

Joe Sample (1939 - 2014) – pianista,

John Tilbury (1936) – pianista,

Joshua Redman (1969) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=1ICJUFOJa2g,

Nora McCarthy (1958) – vocalista,

Sadao Watanabe (1933) – saxofonista,

Tricky Sam Nanton (1904-1946) - trombonista,

Tyrone Brown (1940) - baixista


sábado, 31 de janeiro de 2026

MOTIAN & MORE – GRATITUDE (Phonogram Unit)

«Muitas vezes, quando estamos a tocar, não faço ideia do que vou fazer. Vou pelo que estou a sentir e pelo que estou a ouvir. Os sons excitam-me», disse, certa vez, o mestre Paul Motian (1931-2011). Inspirado no riquíssimo legado do baterista e compositor nascido na Filadélfia e crescido em Rhode Island, o contrabaixista Hernâni Faustino (nascido em 1964) criou o projeto Motian & More, que acaba de lançar o álbum de estreia, “Gratitude”, com selo da Phonogram Unit. «Paul Motian é uma referência, não apenas como instrumentista, mas como compositor; felizmente deixou vasta obra», começa por dizer o músico à jazz.pt. O objetivo é ir muito além do perímetro restrito de uma banda de tributo, assumindo-se o projeto como um veículo para explorações e releituras. A improvisação tem um peso bastante importante neste quarteto, que se completa com o saxofonista José Lencastre, o guitarrista Pedro Branco e o baterista João Sousa. «Para mim, não fazia sentido fazer deste quarteto uma tribute band», explica Faustino. «As melodias são o ponto de partida para podermos tocar esta música com a nossa identidade e depois poder improvisar e trazer o nosso DNA.» A música de Paul Motian está presente na vida de Hernâni Faustino há muito tempo. «Comecei a ouvi-lo no trio de Bill Evans com Scott LaFaro e depois com Keith Jarrett e Paul Bley», conta. Mas a grande revelação aconteceu com a escuta dos discos para a ECM de Manfred Eicher, “Dance”, de 1978, e “Le Voyage”, do ano seguinte, ambos com o saxofonista Charles Brackeen e com os contrabaixistas David Izenzon (“Dance”) e Jean-François Jenny-Clark (“Le Voyage”). Faustino elabora sobre o fascínio causado por ambas as gravações: «A música destes discos é introspetiva e abstrata, bastante cativante, e depois a interação do trio é fantástica com Motian mais percussionista do que baterista». O trio com o saxofonista Joe Lovano e o guitarrista Bill Frisell desenvolveu uma música ainda mais sonhadora, lírica e fluida. Menciona também o álbum “Psalm” – em quinteto com Lovano e Billy Drewes nos saxofones, Frisell na guitarra e Ed Schuller no contrabaixo («um excelente disco que juntamente com o álbum “Misterioso”, editado pela Soul Note, ouvi vezes sem conta») –, os Tethered Moon (com o pianista Masabumi Kikuchi e o contrabaixista Gary Peacock), o trio de Kikuchi na ECM, “Sunrise”, com Thomas Morgan no contrabaixo («um exercício na forma de tocar música misteriosa») e “Nothing Ever Was, Anyway: Music of Annette Peacock”, com a pianista Marilyn Crispell e Peacock no contrabaixo. Hernâni Faustino olha assim para “Gratitude” como um álbum «sem paralelo» no seu longo percurso. «Existiu aqui um processo diferente, embora tudo tenha sido muito espontâneo e natural», refere. «O enquadramento deste trabalho acaba por ser bastante enriquecedor e é também uma forma de poder tocar com estes três músicos incríveis e que muito admiro.» A ideia para este quarteto começou a germinar após o contrabaixista ter sido convidado para tocar com os Old Mountain, projeto de Pedro Branco e João Sousa. «Todos somos grandes admiradores de Paul Motian e um dia fez-se o clique na minha cabeça», recorda Faustino. José Lencastre, amigo de longa data, com quem já tocou em diferentes projetos e formações (Nau Quartet, “Manifesto”, com a recentemente desaparecida Susan Alcorn, “Riffs”, “Forces in Motion”), também partilha o amor pela música do baterista: «A escolha era óbvia!» Só conseguia pensar nestes três cúmplices: «a interação da banda é fantástica e bastante ativa, sempre atenta no processo da escuta.» O contrabaixista enaltece a musicalidade e a abertura do grupo: «nunca abordamos os temas da mesma forma, existem imensas variantes e depois os temas saem de forma natural, como se fosse também a nossa música e na verdade acho que assim é.»

“Gratitude” – gravado ao vivo em dois concertos na Sociedade Musical União Paredense (SMUP), em junho de 2022, e no BOTA, em Lisboa, no início de março de 2023 – gravita em torno das composições de Paul Motian e também do tema "Misterioso”, emblema de Thelonious Monk. «Escolhi os melhores takes de cada concerto e depois foi tratar de toda a burocracia com os direitos de autor, que foi um processo demorado e que acabou por atrasar a edição deste disco.» Faustino assumiu a escolha dos temas, com a concordância de todos. Abordar criativamente a música de mestres do jazz, evitando práticas emulativas, é missão tão espinhosa quanto gratificante. «A “tradição” do jazz foi a vanguarda de outros tempos!», sublinha o contrabaixista. «O jazz tem aquela vertente individualista e personalizada que acho que nenhum outro estilo de música tem.» E graceja:  «Talvez esteja a exagerar... só mesmo os mais “maluquinhos” consigam vibrar com um inédito do Coltrane ou do Rollins!» “Misterioso”, tema escolhido para o quarteto instalar o seu som e musicalidade no início dos concertos, abre o programa em modo sereno, com a guitarra à volta do sempre reconhecível motivo central, interpelando-o, contrabaixo carnudo, bateria exemplar na contenção. O saxofone também pega no tema para o transportar para outros territórios; a guitarra multímoda de Branco tergiversa até à breve reexposição final. Duas composições em forma de medley, “Dance/Abacus” mostram o quarteto no seu habitat, explorando de forma intensiva, mas abrindo espaço e dinâmicas para a improvisação. Introduzido pelo saxofone que deambula livre, a espaços flamejante, com o resto da banda a não se limitar a acompanhar, desenvolvendo ideias que se aproximam e afastam; guitarra e saxofone assumem natural protagonismo, revezam nos solos, com a dupla rítmica a ferver em lume alto. Numa passagem mais etérea, Faustino pega no arco e adita solenidade, a bateria joga com o silêncio, saxofone e guitarra sussurram. A atmosfera é tranquila; a interação entre os quatro músicos faz-se de modo profundo, urdindo pacientemente uma detalhada tapeçaria sónica. Pedro Branco mostra, se necessário fosse, a razão porque é um dos mais interessantes guitarristas nacionais. A formação une-se para uma seção final num crescendo ameno. “It Should’ve Happened a Long Time Ago” é a composição aqui incluída que mais revela o profundo lirismo da pena de Motian, com o mote a ser dado pelo contrabaixo, a que logo se juntam os demais instrumentos, numa conversa a quatro. A atmosfera serena e o saxofone de Lencastre perscruta a lindíssima melodia, o mesmo fazendo a guitarra planante de Branco, prevalecendo até ao fim. De início mais suingante, “Mandeville” revela os ziguezagues imprevisíveis do saxofone a ganharem dianteira, interpelados pela guitarra rugosa. A inesquecível melodia surge luminosa diante dos nossos ouvidos, garimpada à vez por saxofone e guitarra. A dupla rítmica faz muito mais do que apenas acompanhar, tudo culminando na forma de calipso do tema original. A fechar, a música fogosa de “White Magic”, com saxofone libérrimo (Lencastre a sublinhar a amplitude dos seus movimentos), guitarra abrasiva, propulsão rítmica a todo o gás. E seguimos numa máquina imparável até final de uma jornada surpreendente.

Faixas

1.Misterioso 07:03

2.Dance/Abacus 19:59

3.It Should've happened a long time ago 10:22

4.Mandeville 10:02

5.White Magic 06:02

 Músicos: José Lencastre— saxofone tenor; Pedro Branco— guitarra elétrica; Hernâni Faustino— contrabaixo; João Sousa— bateria.

Fonte: António Branco (jazz.pt)

 

 

ANIVERSARIANTES - 31/01

Andy Fusco (1948-2021) – saxofonista,

Benny Morton (1907-1985) - trombonista,

Bobby Hackett (1915-1976)- trompetista,cornetista,

Charlie Musselwhite (1944) – gaitista,vocalista,

Edison Machado (1934-1990) – baterista,

Isham Jones (1894-1956) - saxofonista,

Joyce (1948) – violonista,vocalista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=kLHtBNo9Esk&feature=related,

Lena Bloch (1971) – saxofonista,

Miltinho (1928-2014) - vocalista,

Per Zanussi (1977) - baixista

 

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

DUDUKA DA FONSECA TRIO - RIO FANTASIA (Sunnyside Records)

Após 15 anos em ação, o Duduka Da Fonseca Trio permanece um dos grupos brasileiros mais vitais em atividade. Desde a formação desta unidade carioca com o pianista David Feldman e o baixista Guto Wirtti em 2009, o celebrado líder/baterista/compositor criou um impressionante conjunto de trabalhos que destaca uma simbiose triangular como nenhuma outra. Com “Plays Toninho Horta (Zoho Music, 2011)” e “Plays Dom Salvador (Sunnyside Records, 2018)”, Da Fonseca homenageou dois gigantes do gênero, ao mesmo tempo em que imprimia sua própria inclinação vibrante e única às suas respectivas obras. Para “New Samba Jazz Directions (Zoho Music, 2013)” ele se baseou nas inovadoras fusões rítmicas do jazz brasileiro do baterista Edison Machado dos anos 60 e em suas próprias inovações efervescentes de trio (com o pianista Cesarius Alvim e o baixista Richard Santos) nos anos 1970 e através de “Jive Samba (Zoho Music, 2015)” ele inverteu o roteiro, focando em padrões de jazz americanos influenciados por correntes brasileiras.

Retornando ao Rio e investindo musicalmente em seus esplendores para este projeto, Da Fonseca agora acrescenta à história do trio um programa bem equilibrado saudando a Cidade Maravilhosa e homenageando sua mãe e sua luz guia. Quatro reinterpretações brasileiras selecionadas capturam o espírito sonoro da cidade e as personalidades em jogo, e quatro inéditas—uma peça do líder e uma de Wirtti, duas de Feldman— trazer à tona o melhor que esses compositores têm a oferecer. Iniciando com "Navegar" de Feldman, a banda equilibra sentimentos reflexivos e alegres dentro de uma estrutura modal variada. Em seguida, ritmos flexíveis introduzem marés brilhantes enquanto os companheiros do trio chutam animadamente a " Soccer Ball [bola de futebol]" de Horta pelo campo. Escapismo efervescente no seu melhor, é também um exemplo brilhante do que resulta da comunicação de alto nível.

Continuando, Da Fonseca e companhia dão uma facilidade métrica a "Minha", de Francis Hime, rebatizando-a como uma valsa ondulante e tempo lento, e trazendo a vocalista Maucha Adnet e o saxofonista tenor Paolo Levi para a cena para um olhar flutuante e maravilhoso de "Retrato em Branco e Preto" de Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque. Então, mudando de assunto, o trio se envolve em uma interação travessa com um ritmo confortável de samba em "Esqueceram de Mim No Aeroporto", de Feldman, relaxa em devaneios arejados com "Eu e a Brisa", de Johnny Alf, e faz uma referência à cidade onde Wirtti cresceu, pintando cenários com a melodiosa valsa "Santa Maria" do baixista. Encerrando o programa com seu próprio "estilo Manhattan", Da Fonseca usa o kit para fundir brilhantemente a ousadia da Big Apple com a ousadia brasileira, conectando suas duas bases com estilo sério. Quando se trata de estilistas de samba jazz modernos, Duduka Da Fonseca é uma escola à parte. E com “Rio Fantasia”, este trio de longa data sob sua liderança continua a manter sua singularidade.

Faixas: Navegar; Soccer Ball; Minha; Retrato em Branco e Preto; Esqueceram de Mim No Aeroporto; Eu e a Brisa; Santa Maria; Manhattan Style.

Músicos: Duduka Da Fonseca (bateria); David Feldman (piano); Guto Wirtti (baixo); Maucha Adnet (vocal [4]); Paolo Levi (saxofone tenor [4, 8]).

Fonte: Dan Bilawsky (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 30/01

Ahmed Abdul-Malik (1927-1993) - baixista,

Buddy Montgomery (1930-2009) - pianista,vibrafonista,

Lou Czechowski (1958) – pianista,

Ralph Lalama (1951) - saxofonista,

Roger Humpries (1944) – baterista,

Roy Eldridge (1911-1989) – trompetista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=YmSkmQJ8vL4 ,

Trevor Dunn (1968) – baixista,

Tubby Hayes (1935-1973) - saxofonista,flautista,vibrafonista,

Waldir Calmon (1919-1982) - pianista

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

TOBIAS HOFFMANN JAZZ ORCHESTRA – INNUENDO (Mons Records)

Embora o maestro alemão Tobias Hoffmann possa facilmente reivindicar dois papéis inspirados pela música, ele usa apenas um deles — o de compositor e arranjador — na segunda gravação da Tobias Hoffmann Jazz Orchestra, “Innuendo”, enquanto coloca o outro (o de eloquente saxofonista tenor) nas mãos competentes da dupla dinâmica da banda, Robert Unterköfler e Martin Harms. Essa decisão se mostrou acertada, já que Harms brilha intensamente em "Sanctuary" e Unterkofler, que faz o mesmo na faixa de encerramento, "Perseverance".

Como compositor, Hoffmann não hesita em sair dos padrões, entrelaçando melodias e harmonias sedutoras com caminhos alternativos, que podem ser melhor descritos como iconoclastas e, por vezes, bastante dissonantes. Mesmo assim, ele nunca perde de vista o propósito essencial da música, que é alegrar o coração, enquanto encanta os ouvidos. Assim, a faixa de abertura do álbum (e música que dá título ao disco) passa rapidamente de seu prefácio estridente para um modo mais calmo e gratificante, como acontece com a maioria das belas composições de Hoffmann.

"Sanctuary", por exemplo, é uma balada eloquente com uma atmosfera de hino, perfeitamente adequada ao tenor eloquente de Harms, e ele aproveita ao máximo seu momento de destaque com um solo extenso que satisfaz e brilha. A mais animada, "Perseverance", tece um padrão melódico sedutor antes de dar espaço para solos perspicazes de Unterkofler e do trompetista Florian Menzel. Após "Innuendo" (cujo solista é o saxofonista alto Florian Trübsbach), Hoffmann explora a consonância relativa na luminosa "Summer Solstice" (com solo artístico de trombone por cortesia de Simon Harrer) antes de retornar a um tema mais sofisticado com a flexível e desafiadora "No Way Back", cujos solistas carismáticos são o trompetista Gerhard Ornig e a pianista Viola Hammer.

"Convictions", inspirada num exercício do trombonista Bob Brookmeyer, em que apenas as teclas brancas do piano são utilizadas, emprega padrões melódicos e harmônicos familiares para anunciar um solo penetrante do saxofonista alto Patrick Dunst, antes de retomar seu modo habitual, no qual o conjunto assume o comando com entusiasmo e o conduz até o final. A elegante "Bipolarity", que Hoffmann diz ter sido escrita "para soar como um solo de saxofone arranjado", destaca, em vez disso, o trombonista de pistão Robert Bachner com a soberba seção de saxofones do conjunto e, mais tarde, também a seção de trompetes. ""The Lake", que precede a faixa de encerramento, "Perseverance", é um hino evocativo cuja melodia encantadora conduz a um solo de guitarra rústico de Vilkka Wahl e a uma interpretação mais lírica do trompetista Jakob Helling.

Hoffmann, já um compositor e arranjador consagrado, continua a demonstrar seu crescimento e maturidade em ambas as áreas em “Innuendo”, uma peça cromática brilhante na qual sua orquestra magistral também se destaca.

Faixas: Innuendo, Summer Solstice, No Way Back, Sanctuary, Convictions, Bipolarity, The Lake, Perseverance

Músicos: Tobias M. Hoffmann (saxofone tenor, maestro); Florian Trübsbach (saxofones alto e soprano, , flauta & clarinete); Patrick Dunst (saxofones alto e soprano, , flauta & clarinete); Robert Unterköfler (saxofones tenor e soprano, , flauta & clarinete); Martin Harms (saxofones tenor e soprano,, flauta, clarinet baixo e clarinete); Jonas Brinckmann (saxofone barítono e clarinete baixo); Maximilian Seibert (trompete & flugelhorn);Sebastian Burneci (trompete & flugelhorn); Florian Menzel (trompete & flugelhorn) ; Gerhard Ornig (trompete & flugelhorn); Jakob Helling (trompete & flugelhorn) ; Simon Harrer (trombone) Robert Bachner (trombone & trombone de válvula); Daniel Holzleitner (trombone); Johannes Oppel (trombone baixo & tuba); Vilkka Wahl (guitarra); Viola Hammer (piano & sintetizador);  Ivar Roban Krizic (baixo); Reinhold Schmölzer (bateria & eletrônica).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=iT_XS0bIwAk

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)