playlist Music

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

PETER EVANS - ARS LUDRICA

Nos poucos lançamentos da banda na última década, o grupo Being & Becoming, de Peter Evans, definiu-se por um padrão de influência incomum. Como ex-líder do quarteto de vanguarda de estrelas Mostly Other People Do the Killing, Evans sempre desempenhou o papel de agitador, um artista autoral e intransigente de múltiplas facetas, desafiador tanto no intelecto sonoro quanto na prática propriamente dita. Ele está firmemente inserido no jazz, mas bebe intensamente do repertório clássico para cornet, da música devocional antiga e de fontes tão díspares quanto o techno de Detroit e a música carnática do sul da Índia. Sua filosofia musical pode ser bem representada por um caixote de discos de vinil encharcado, no fundo de uma bodega do East Village.

“Ars Ludicra” exibe o cosmopolitismo musical de Evans em sua plenitude. Com a participação de rostos conhecidos como Joel Ross e Nick Jozwiak, e contando com a última atuação de Michael Shekwoaga Ode no grupo antes da aclamada entrada de Tyshawn Sorey, o Being and Becoming nunca foi tão fiel ao seu nome misterioso. "Ars Memoria" (em português, a arte da memória), de 2023, apesar de um experimentalismo desenfreado e da atmosfera inquietante característica de Ross, foi um disco essencialmente analógico. Os sintetizadores de Jozwiak são mantidos em um mínimo relativo, um eco barroco à união extática de Ode. O álbum “Ars Ludicra”, produzido de forma independente e cujo título significa literalmente "arte do brincar", embora Evans o traduza em entrevistas como "arte do jogo", permite a Jozwiak explorar um território mais amplo. Com exceção de "Malibu", todas as faixas explodem com arpejadores e guinchos sustentados, muitas vezes em sincronia ou em oposição ativa às frases extensas de Evans.

Mais do que apenas uma mudança na sinergia da banda, os sintetizadores onipresentes rompem com a filosofia de experimentação de todos os músicos. A gravação situa-se em solo sagrado: o estúdio de Van Gelder, em meio às árvores de Jersey Shore, onde grande parte das bases do jazz enquanto gênero rapidamente se expandiu e floresceu. O estúdio confere até mesmo a gravações recentes uma espécie de imediatismo viçoso e terroso. Especialmente no caso do trompete, as oitavas mais agudas soam mais incisivas, enquanto as mais graves mostram-se majestosas e eloquentes. Grande parte do calor expressivo e envolvente das primeiras gravações de Lee Morgan pode ser atribuída às paredes revestidas de carvalho e à engenharia de som marcante de Van Gelder, assim como, também, aos traços de Morgan, Miles Davis e Donald Byrd presentes na maneira de tocar de Evans nesta ocasião. Os sintetizadores e Moogs de Jozwiak foram todos gravados em sobreposição, nenhum deles foi produzido durante a gravação inicial. Os timbres estranhos e etéreos de "Hank's" e as vocalizações efusivas de "Pulsar" são todos incrivelmente precisos e surgem genuinamente do nada, intrusivos e sem grandes indícios prévios por parte do restante do grupo.

Tal iniciativa é arriscada, especialmente em um disco que se preocupa com a liberdade absoluta de seus componentes e com a imediatez de suas improvisações. Porém, em vez de sufocar as texturas instrumentais, apresenta um embate empolgante entre dois sons contraditórios. O efusivamente digital e o analógico nostálgico espiralam um em direção ao outro, forçando o outro a seguir direções perpendiculares. Os pontos e traços sugeridos pelo trabalho de baquetas sincopado de Ode são preenchidos pelos sintetizadores, como um intenso sombreamento a carvão. A sobreposição de gravações de Jozwiak não interfere na liberdade da banda, mas a reconstitui. Em "Images", o zumbido grave é tão incisivo e arrebatador quanto um set de Jeff Mills no Boiler Room, oscilando em meio à ambiência do estúdio com a precisão de um beija-flor. Ao contrário de muitas iniciativas do gênero, Being & Becoming concentra-se em tapeçarias entrelaçadas de corais. Os sintetizadores proporcionam uma extensão da polifonia do disco, como uma soprano elegante que se destaca em uma composição de Thomas Tallis. Essa polifonia é tanto o modus operandi do disco quanto o de Evans. Todo o conhecimento musical é unificado sob a sua direção, mesmo que à força. “"Ars Ludicra" não se refere apenas à alegria de brincar e experimentar, mas também à imensa coleção de "brinquedos" sob o domínio da banda. Entrelaçamentos sonoros que rompem tempos e mundos, retornando exatamente ao ponto de origem.

Faixas: Malibu; Pulsar; Hank's; My Sorrow Is Luminous; Images.

Músicos: Peter Evans (trompete); Joel Ross (vibrafone); Nick Jozwiak (baixo); Michael Shekwoaga Ode (bateria).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=DQr1Sqrg-gM

Fonte: Fran Kursztejn (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 22/10

Alex Mesquita (1971) – guitarrista,violonista,

Brenda Earle (1976) - pianista,

Clare Fischer (1928-2012) - pianista,

Doug Wamble (1972) – guitarrista,vocalista,

Giorgio Gaslini (1929) - pianista,

Hans Glawischnig (1970) – baixista,

Ivan Renta (1980) - saxofonista,

Jane Bunnett (1956) - flautista,saxofonista,

Krzysztof Duszkiewicz  (1957) - guitarrista,

Lula Galvão(1962) – violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=HylocK6E-R4,

Patápio Silva (1880-1907) – flautista,

Urszula Dudziak (1943) - vocalista

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

SFJAZZ COLLECTIVE - COLLECTIVE IMAGERY

Durante 20 anos, o coletivo SFJAZZ de São Francisco apresentou anualmente uma seleção de material original e novos arranjos de obras de um mestre reconhecido do jazz. Embora a formação da banda mudasse regularmente e o repertório de reinterpretações fosse amplo, uma linha de frente com três instrumentos de sopro, aliada ao brilho metálico do vibrafone, proporcionava um som singular e facilmente identificável. E com tempo para ensaiar seguido de tempo na estrada, os arranjos complexos que o Collective apresentou em suas gravações anuais nunca perderam sua essência emocional.

Os grandes nomes presentes no lançamento deste ano já estão juntos há três anos, mas, em vez de rearranjar o trabalho de outros artistas, todo o conjunto, assim como sua fonte de inspiração, é original. O coletivo visitou o Museu de Young, em São Francisco, para escolher uma obra de um artista visual contemporâneo da região da Baía como material de origem para novas composições originais.

Assim, "Walking in Rainbow Rain", do trompetista Mike Rodriguez, utiliza padrões de chamada e resposta, linhas angulares e um clímax com o trompete para capturar o simbolismo do estudo em tons de cinza da artista visual Clare Rojas. A urgência do pedal e a narração que introduzem "The Files", do vibrafonista Warren Wolf, fluem e refluem sobre uma levada suave, inspirada em Curtis Mayfield. Esta peça foi inspirada em "FBI Drawings: Legal Ritual", de Sadie Barnette, uma colagem de imagens ampliadas de páginas do dossiê do FBI sobre seu pai, um Pantera Negra, sobrepostas com grafite e lápis de cor.

Em outro momento, "Unknow Know With What Is", de Chris Potter, utiliza uma fórmula de compasso 12/8 e harmonias em tonalidade maior, que se alternam para capturar os redemoinhos abstratos de uma obra de Chris Johnson, e "Listo", do saxofonista David Sanchez, é uma peça de desenvolvimento lento e bem orquestrada. O álbum termina com 'Guardian of the Forests', uma das duas peças do pianista Edward Simon inspiradas no tríptico 'New Normal' de Rupy C. Tut, uma referência aos incêndios florestais da Califórnia, à alienação e à perda. Há um belo solo de piano e um dueto emocionante para piano e clarinete baixo, suaves acordes de metais e a banda atingindo um clímax.

O nível de detalhe em cada faixa é impressionante, mas ainda são os solos que contam. Que álbum fantástico!

Faixas

1.Unknow Know With What Is 06:51

2.Walking in Rainbow Rain 06:58

3.Guardian of the Oceans 07:50

4.The Files 07:26

5.The Child Opens Its Eyes to the Earth 08:26

6.Te Quiero Inti 07:49

7.Listo 06:51

8.Guardian of the Forests 07:00

Músicos: Chris Potter – saxofones tenor, soprano e clarinete baixo; Michael Rodriguez – trompete, flugelhorn; David Sánchez – saxofone tenor, Congas; Edward Simon – pianos acústico e elétrico; Warren Wolf – vibrafone, marimba; Kendrick Scott – bateria; Matt Brewer – baixo, guitarra (faixa #6); Cava Menzies – vocal (faixa #4).

Fonte: Mike Hobart (JazzWise)

 

ANIVERSARIANTES - 21/10

Ali Ryerson (1952) – flautista,

Bobby Few (1935-2021) - pianista,vocalista,

Celia Cruz (1925-2003) - vocalista,

David Weiss (1964) - trompetista,

Dizzy Gillespie (1917-1993) – trompetista,

Don Byas (1912-1972) - saxofonista,

Don Rader (1935) - trompetista,

Doris Monteiro(1934-2023)- vocalista,

Fred Hersch (1955) – pianista,

Jerry Bergonzi (1947) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Z5Dj4eXNl1M,

Lukás Oravec (1988) – trompetista,

Marc Johnson (1953) - baixista

 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

BENJAMIN JEPTHA - HOMECOMING REVISITED (Akustik Elekrik Music)

 Aos 22 anos, o promissor baixista Benjamin Jephta, criado na Cidade do Cabo, apresentou-se ao grande público com “Homecoming (produção independente, 2015)”, um álbum de estreia envolvente que contou com a participação de destaques da cena sul-africana, como o saxofonista tenor Sisonke Xonti, o trompetista Marcus Wyatt, o pianista Kyle Shepherd, o baterista Sphelelo Mazibuko e a vocalista Spha Mdlalose. Uma década depois, ele nos apresenta “Homecoming Revisited”, reinterpretando aquele material com uma ampla comunidade de colaboradores e uma perspectiva conquistada a duras penas.

Abrindo com "Prayer for... (revisited)", com Mazibuko e o percussionista Tlale Makhene estabelecendo a base, Jeptha e seus amigos cativam com um trabalho focado em entonações de fluxo livre.  Uma jornada envolvente, que também oferece um primeiro vislumbre de sua frutífera parceria de trabalho com o coletivo Kujenga, em destaque ao longo de toda a obra.  "Hymn for Ada (revisited)" vem na sequência, presenteando o ouvinte com balanços singularmente vibrantes. A linha de frente, formada por Wyatt e pelos saxofonistas Justin Bellairs e Buddy Wells, coloca a positividade em primeiro plano, enquanto a seção rítmica, que inclui o fenomenal guitarrista Keenan Ahrends, demonstra um entrosamento impecável. "The Blessing (revisited)",  um encantamento hipnótico que faz jus ao seu nome, invoca um poder superior e traz uma melodia com ares de hino em seu desfecho.

"Still I Rise (part 1) (revisited)", com um grande elenco que inclui Kujenga, Makhene, as saxofonistas Linda Sikhakhane e Danni McKinnon, o trompetista Ndabo Zulu, a baterista Leagan Starchild e o percussionista Gontse Makhene, busca mesclar sensibilidades sul-africanas com um toque de Afrobeat nouveau. A faixa contrasta com "Still I Rise (part 2)", uma composição de sonoridade mais contida e elegante que destaca as frases carregadas de emoção da vocalista Jodi Fredericks e o trompete repleto de efeitos de Darren English.  "One for the Plein (revisited)”, que destaca a flauta magistral de Mthunzi Mvubu, segue um caminho diferente, com uma ressonância arejada e um desenvolvimento dinâmico.

Jephta e companhia entregam-se à arte da dança transe em "Homecoming (part 1) (revisited)", faixa em que Xonti marca presença e Bokani Dyer se revela uma figura fundamental.  A segunda parte, vista sob uma perspectiva diferente, traz o trompetista Robbin Fassie em um desempenho arrebatador. "Be Strong (revisited)” tem um desfecho vibrante com um elenco de peso que inclui Kujenga, Sikhakhane, Mazibuko, Dyer, Siya Makuzeni, Siyabonga Mthembu, Tlale Makhene e Gontse Makhene, deixa poucas dúvidas sobre como Jeptha define a unidade por meio da comunidade. Uma carta de amor intergeracional ao som e à cena: esse movimento que olha para trás e avança simultaneamente deixa claro que, sim, é possível voltar para casa. 

Faixas: Prayer for... (revisited); Prayer for Ada (revisited); The Blessing; Still I Rise (part 1) (revisited); Still I Rise (part 2) (revisited); One for the Plein (revisited); Homecoming (part 1) (revisited); Homecoming (part 2) (revisited); Be Strong (revisited).

Músicos: Benjamin Jephta (baixo); Keenan Ahrends (guitarra); Bokani Dyer (piano); Robin Fassie (trompete); Marcus Wyatt (trompete); Sisonke Xonti (saxofone tenor); Linda Sikhakhane (saxofone tenor); Tlale Makhene (percussão); Sphelelo Mazibuko (bateria); Buddy Wells (saxophone); Justin Bellairs (saxofone alto); Gontse Makhene (percussão); Ndabo Zulu (trompete); Leagan Starchild (bateria); Mthunzi Mvubu (saxofone alto); Danni Mckinnon (saxophone); Darren English (trompete); Siyabonga Mthembu (vocal);Kujenga collective: Owethu Ndwandwe (teclados, vocal); Zwide Ndwandwe (baixo); Thane Smith (guitarra); Bonga Mosola (trompete); Matthew Rightford (saxofone); Tamzyn Freek (trombone).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=X0EvZc74ShA

Fonte: Dan Bilawsky (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 20/10

Adelaide Hall (1904-1993) - vocalista,

Andrea Bartelucci (1955) - flautista,

Anouar Brahem (1957) – oudista,

Carl Kress (1907-1965) - guitarrista,

Dino Rubino (1980) – trompetista,pianista,

Eddie Harris (1926-1996) – saxofonista,

Jelly Roll Morton (1890-1941) – pianista,

Lina Allemano (1973) – trompetista,

Mark O'Leary (1969) - guitarrista,

Martin Taylor  (1956) - guitarrista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=USgds2Ruc8U

Russell Gunn (1971) – trompetista,

Teca Calazans (1940) - vocalista  

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

JAMES MOODY - 80 YEARS YOUNG : LIVE AT THE BLUE NOTE, MARCH 26, 2005

 Quando se trata de diversão, poucos eventos se comparam a uma festa de aniversário. A diversão é claramente o tema principal de “80 Years Young: Live at the Blue Note”, gravado na famosa casa noturna nova-iorquina em 26 de março de 2005, para celebrar o octogésimo aniversário do saxofonista James Moody, e lançado na mesma data em 2025 para homenagear o centenário de seu nascimento. Moody, que com o trompetista Dizzy Gillespie formou uma das duplas mais bem-humoradas e divertidas da história do jazz, faleceu em dezembro de 2010 aos oitenta e cinco anos.

Além de ser um músico de jazz excepcional, Moody era um monologista e artista fascinante, talento que revela logo de início na espirituosa e cômica "Benny's from Heaven" e, mais tarde, na encantadora "Moody's Mood for Love", em cada uma delas demonstrando sua inclinação para o iodelei (NT: é uma técnica vocal que troca a voz de peito (grave) pela voz de cabeça ou falsete (aguda) de forma rápida e repetida) e utilizando diversas mudanças de voz e comportamento para enfatizar a mensagem cômica. Após uma breve introdução do empresário George Wein, Moody mergulha de cabeça na história farsesca de "Benny", que espera seu pai/soldado após três anos de serviço militar e ouve, em resposta às suas perguntas compreensivelmente confusas sobre a origem de seu filho, que "Benny é do Céu". Moody usa todos os meios à sua disposição para embelezar a narrativa implausível, e o público engole tudo, recompensando sua malandragem com uma ovação estrondosa.

Moody transita do saxofone tenor para a flauta no clássico atemporal de Ray Noble, "Cherokee", percorrendo com facilidade o andamento mercurial e as rigorosas mudanças de acordes para acentuar seu domínio do instrumento, ao mesmo tempo que deixa amplo espaço para solos vibrantes e precisos do pianista David Hazeltine e do baterista Adam Nussbaum. "Moody's Mood", que se tornou um sucesso inesperado e o colocou definitivamente no mapa musical em 1952 (apesar de ter sido gravada na Suécia, onde Moody morava na época, e quase como uma reflexão tardia no final de uma longa sessão), é a próxima música. Aqui, mais uma vez, Moody recorre ao seu vasto repertório de recursos retóricos para acentuar a letra inteligente, improvisando vocalmente, cantando iodelei e usando sua notável flexibilidade para imitar as personas masculina e feminina da canção, antes de mergulhar em um breve, porém perspicaz, "Television Rap".

Assim que Moody encerra as brincadeiras cômicas, ele vai direto ao assunto, convidando vários de seus amigos peso-pesado ao palco para coroar a celebração. Entre eles, os trompetistas Jon Faddis e Randy Brecker, o trombonista Slide Hampton, o virtuoso dos instrumentos de sopro Paquito D'Rivera e, na última música, o pianista Cedar Walton. O "conjunto de jazz" que ocupa bem mais da metade dos sessenta e quatro minutos de duração do álbum, apresenta um trio de composições estelares de Gillespie: "Birk's Works", "Bebop" e "Ow". Cada um deles tem sua vez, e ninguém deixa de ser criativo e envolvente. "Bebop", que parece ter sido escrita para desafiar até os músicos mais experientes, é especialmente revigorante, com seus implacáveis ​​obstáculos rítmicos facilmente superados graças aos solos precisos e vigorosos de todos os músicos, incluindo D'Rivera no clarinete.

Ainda que as passagens em grupo nessas músicas sejam um pouco irregulares (afinal, foram improvisadas), isso não diminui em nada a alegria e a emoção que envolvem uma ocasião verdadeiramente especial. Mesmo em seu octogésimo aniversário, Moody continuava no auge de sua carreira, tocando e improvisando como alguém muitos anos mais jovem, fazendo com que "80 Anos Jovem" parecesse muito mais do que um mero bordão. Esta é uma festa de aniversário que você ficaria mais do que feliz em participar.

Faixas: Introduction – George Wein; Benny’s from Heaven; Cherokee; Moody’s Mood for Love / The Television Rap; Moody Speaks; Birks' Works; Bebop; Happy Birthday; Ow; Centerpiece / Every Day I Have the Blues*; Darben, the Redd Foxx*; Polka Dots and Moonbeams*; St. Thomas*.

Músicos: James Moody (instrumentos de sopro de palhetas); David Hazeltine (piano); Todd Coolman (baixo); Adam Nussbaum (bateria); Jon Faddis (trompete [6-9]; Paquito D'Rivera (clarinete [6-9]); Slide Hampton (trombone [6-9]); Randy Brecker (flugelhorn [7-9]); Cedar Walton (piano [9]); George Wein MC; Roberta Gambarin (voz [10*,12*])

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)