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sábado, 8 de agosto de 2026

EM MEMÓRIA - PLAS JOHNSON, 1931–2026

Plas Johnson (na foto), saxofonista tenor de jazz e R&B cujo som, se não o seu nome, era conhecido por milhões de pessoas de várias gerações, morreu em 15 de julho em uma comunidade de aposentados em Los Angeles. Faltavam seis dias para ele completar 95 anos. Sua morte foi confirmada ao New York Times por seus filhos, Eric Johnson e Stephanie Oliver.

O momento icônico de Johnson ocorreu quando, em 1963, ele executou a linha de saxofone sinuosa e de sonoridade aveludada no tema composto por Henry Mancini para o filme “A Pantera Cor-de-Rosa”, estrelado por Peter Sellers. O filme tornou-se um sucesso internacional, assim como o tema musical, que foi indicado tanto ao Oscar quanto ao Grammy. Quando o filme deu origem a uma versão em desenho animado da Pantera Cor-de-Rosa e a uma franquia, o saxofone de Johnson tornou-se tão lendário entre crianças de todo o mundo quanto entre os adultos.

No entanto, Johnson teve uma carreira musical mais completa e rica do que seus três minutos de fama no cinema sugerem. Natural da Louisiana, ele tocou em uma banda familiar quando criança e, posteriormente, em parceria com o irmão em Nova Orleans, antes de se mudar para Los Angeles e construir uma carreira como músico de estúdio. Ele foi saxofonista contratado da Capitol Records e também trabalhou regularmente com a Wrecking Crew, um grupo que reunia os músicos de estúdio mais prolíficos do mercado entre as décadas de 1950 e 1990. Ele integrou a banda do programa The Merv Griffin Show em 1970, permanecendo nela pelos 15 anos seguintes.

Plas John Johnson Jr. nasceu em 21 de julho de 1931, em Donaldsville, Louisiana, uma cidade entre Baton Rouge e Nova Orleans. A família era musical, e Plas cantava com eles antes de seu pai lhe dar um saxofone soprano, quando ele tinha 12 anos. O pai de Johnson também lhe deu noções básicas, mas ele foi, em grande parte, autodidata e passou para os saxofones alto, tenor e barítono à medida que evoluía.

Ele e seu irmão Ray, um pianista, tocaram em Nova Orleans como Johnson Brothers até ele começar a fazer turnê com o cantor de rhythm and blues Charles Brown, em 1951. Convocado para o Exército naquele mesmo ano, Johnson tocou em uma banda militar na Califórnia. Após dar baixa em 1954, mudou-se para Los Angeles e começou a trabalhar com o cantor Johnny Otis e o saxofonista Maxwell Davis. Ele rapidamente chamou a atenção de Dave Cavanaugh, produtor da Capitol Records, que passou a escalá-lo para sessões de estúdio abrangendo jazz, pop, R&B, rock ’n’ roll e trilhas sonoras de filmes.

Muito antes da sessão de “A Pantera Cor-de-Rosa”, Johnson havia tocado como músico de apoio para Frank Sinatra, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Rosemary Clooney e Peggy Lee, além de ter executado o famoso fraseado de flauta piccolo no single "Rockin’ Robin", de Bobby Day, lançado em 1958. Após “A Pantera Cor de Rosa” (no qual Johnson participou como membro fixo da Henry Mancini Orchestra), ele também tocou no álbum “Pet Sounds”, dos Beach Boys, bem como em discos de The Monkees, Barbra Streisand, Marvin Gaye e Teena Marie.

Johnson gravou pela primeira vez sob seu próprio nome em 1956. Ele liderou gravações esporádicas nas três décadas seguintes, além de apresentações em festivais de jazz ao redor do mundo (Ele também gravou dois álbuns de jazz easy listening (NT: é um estilo musical leve e relaxante, criado para servir de som de fundo) na década de 1960 sob o pseudônimo de Johnny Beecher). Enquanto tocava na banda de Griffin, ele também manteve trabalhos paralelos como músico de estúdio, tornando-se membro regular da orquestra de estúdio de Nelson Riddle e das bandas "All-Star" e "Super" de Gene Harris na década de 1980. Em 2006, Johnson reviveu seu sucesso comercial ao gravar uma nova versão do tema da Pantera Cor-de-Rosa para uma reinicialização da franquia cinematográfica estrelada por Steve Martin.

Além de Eric Johnson e Stephanie Oliver, Johnson deixa sua segunda esposa, Carol Johnson (um casamento anterior, com Elizabeth Blinkenberg, terminou em divórcio). Outros quatro filhos, Cheryl Johnson, David Johnson, Denise Hurley e Philip Nunn; oito netos e 12 bisnetos.

Como homenagem, assistam ao vídeo abaixo com o solo histórico de Plas Johnson.

https://www.youtube.com/watch?v=VyZiIuMufTA

Fonte: Michael J. West (DownBeat)

 

 

FÁBIO DE ALMEIDA – REQUIEM FOR A DRAGON (Dox Records)

Foi através de Hugo Carvalhais que descobrimos o saxofonista Fábio de Almeida. No disco “Ascetica (Clean Feed, 2022)”, o quarto volume da discografia do contrabaixista portuense, encontramos um músico que até então não tínhamos ouvido com a devida atenção. E, tal como foi Carvalhais que nos apresentou o baterista Mário Costa (que entretanto se afirmou como uma das mais originais e relevantes figuras do jazz nacional), também Almeida se começou por revelar através da música metódica e desconcertante do contrabaixista.

Fábio de Almeida, saxofonista tenor, compositor e improvisador, nasceu em Paris, cresceu entre Vila Real e o Porto e vive atualmente nos Países Baixos, na cidade de Tilburg. Ao longo do seu percurso, além da referida parceria com Carvalhais, tocou com João Martins (o baterista, que editou no ano passado Oxímoro), integrou o Phantom Trio (com Martins e Sérgio Tavares) e o grupo de fusão Pãodemónio (com Nuno Trocado, Ricardo Pinto e Marcelo Aires), além de colaborações com Marcelo D2, Teresa Cristina, Moacyr Luz e Orquestra Bamba Social, entre outros.

Para a sua estreia na condição de líder, o saxofonista edita através da Dox Records (baseada em Amesterdam) o álbum Requiem for a Dragon. Desde logo, a formação é pouco convencional: Sjoerd van Eijk nos sintetizadores e teclados; Stef Joosten no baixo elétrico; e Pedro Nobre na bateria. Também as composições, de linhas bem marcadas, com espaço para a improvisação, são distintivas: não são típicas do “jazz americano”, revelam antes outras direções: incorporam diferentes elementos (da clássica à eletrônica, cruzando geografias) para criar um universo muito próprio. Carregamos no botão play e o disco arranca com “Mark of the Wanderer”: um sintetizador retro-futurista (saído de um filme sci-fi dos anos ’70) a planar, sobre o qual o saxofone tenor entra com a maior tranquilidade. Almeida não ruge, nem tem essa necessidade. Nem tem a urgência de resolver, vai-se demorando.

Na segunda faixa, “Zilveren Cubus”, o quarteto começa por desenrolar um tema intrincado, abrindo espaço para Almeida depois se espraiar. “Kitsune Pulse” é marcado pelas atmosferas fantasmagóricas dos sintetizadores, incluindo um solo do baixo elétrico (Joosten), antes do grupo retomar as linhas do tema. “Mirror Maze” abre em arranque nervoso entre o piano e a bateria, até que o tema se estabiliza, com o piano a assumir-se como peça central. “Forever until it lasts” abre com a candura do tenor, a exprimir toda a melancolia. Em “Requiem for a Dragon” é o piano que se revela, com Sjoerd van Eijk a solar com elegância. E o disco encerra com “Carousel Renewal”, com mais processamento eletrônico, em crescendo.

A (ótima) capa do disco é uma ilustração do artista neerlandês Sancho que retrata um saxofonista em chamas. Apesar de visualmente muito boa, não será exatamente a representação mais fiel da música que está dentro da rodela. Almeida não será o mais fogoso; tem chama, e aplica-a convenientemente, mas não tem a urgência de exibição, que em alguns peca pelo exagero. Se em Portugal temos atualmente excelentes saxofonistas, diferentes registros e universos, um que se tem destacado particularmente (e com toda a justiça) é José Soares, que se desdobra entre mil projetos e em todos se afirma com economia e enorme expressividade. Também Almeida revela afinidades com o seu som — uma capacidade de expressão sem necessidade de puxar demasiado, saber conversar com tranquilidade e conseguir dizer tudo.

Para lá da voz instrumental do líder, o disco destaca-se pela variedade das cores, resultado da combinação instrumental e das opções estéticas da banda, onde se inclui, com preponderância, a eletrônica. O quarteto trabalha a música com clareza, equilíbrio e tensão, fazendo-a levantar do chão. Uma bela estreia discográfica.

Faixas

1.Mark of the Wanderer 09:45

2.Zilveren Cubus 06:59

3.Kitsune Pulse 04:51

4.Mirror Maze 07:44

5.Forever until it lasts 05:00

6.Requiem for a Dragon 06:05

7.Carousel Renewal 04:41

Músicos: Fábio de Almeida— saxofone tenor, eletrônica; Sjoerd van Eijk— sintetizadores, teclados; Stef Joosten— baixo elétrico; Pedro Nobre— bateria.

Fonte: Nuno Catarino (jazz.pt)

 

 

 

 

ANIVERSARIANTES - 08/08

Ben Goldberg (1959) – clarinetista,

Benny Carter (1907-2003) - saxofonista,trompetista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=ww7nvCgUocU ,

Brian Patneaude (1974) - saxofonista,

Don Burrows (1928) – clarinetista, saxofonista, flautista,

Jon Hansen (1986) – tubista,

Jimmy Witherspoon (1923-1997) – vocalista,

Laurie Frink (1951-2013) – trompetista,

Lucky Millinder (1900-1966) – vocalista,

Nat Story (1904-1968) - trombonista,

Spike Mason (1970) - saxofonista,

Urbie Green (1926-2018) – trombonista
 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

PETER & WILL ANDERSON - THE BEST OF BERLIN (Arbors Records)

O mais recente álbum dos irmãos Peter e Will Anderson, “The Best of Berlin”, não tem nada a ver com geografia e sim com música memorável. O Berlin mencionado aqui tem como primeiro nome Irving, um Berlin que por acaso é um dos mais importantes compositores de canções populares do século XX. Com habilidade e estilo, os irmãos Anderson dão nova vida a treze canções radiantes e inesquecíveis de Berlin, renovando um tema superlativo após o outro.

Will e Peter Anderson não são apenas irmãos, são gêmeos idênticos. E não apenas gêmeos, mas gêmeos que tocam o mesmo conjunto de instrumentos — instrumentos de sopro de madeira. Em Berlin, Peter (que também fez os arranjos de todas as músicas) se concentra no saxofone tenor, Will no saxofone alto, e ambos tocam clarinete impecavelmente. Eles contam com o sólido apoio de uma seção rítmica de primeira linha — o pianista Rossano Sportiello, o baixista Neal Miner e o baterista Chuck Redd — e, em sete faixas, são acompanhados na linha de frente pelo aclamado trombonista Wycliffe Gordon, que também canta ao estilo de Louis Armstrong em duas favoritas do Berlin, "Cheek to Cheek" e a faixa de encerramento "Puttin' on the Ritz".

O primeiro sucesso de Berlin (por volta de 1911) foi "Alexander's Ragtime Band", e os irmãos mostram que não estão para brincadeira, não só abrindo o show com esse clássico do Grande Repertório Estadunidense, mas também tocando-o em ragtime. E funciona perfeitamente!  Essa é uma abertura tão encantadora quanto qualquer um poderia desejar. E, para confirmar que não foi um acaso, o conjunto transforma a valsa clássica "Always" em um suíngue direto em 4/4 que inclui solos precisos de Gordon, Will (na flauta), Peter (no sax tenor) e Sportiello. A partir daí, os prazeres simplesmente não param, começando com uma interpretação vibrante de "I've Got My Love to Keep Me Warm" (solos inspiradores cortesia do sax alto de Will, do sax tenor de Peter, de Gordon e de Sportiello, complementando a forte percussão de Redd), uma versão sedutora de "How Deep Is the Ocean" (Peter, sax tenor; Will, flauta; Sportiello, piano) e a primeira participação vocal de Gordon, no clássico de Fred Astaire e Ginger Rogers, "Cheek to Cheek", à qual Will (sax alto) e Peter (clarinete) acrescentam suas vozes solo ágeis.

Na animada "Isn't This a Lovely Day", o clarinete incisivo de Peter é reforçado pelo trombone wah-wah abafado de Gordon, enquanto a ensolarada "Blue Skies" de Berlin raramente brilhou tanto, graças ao clarinete ágil de Will, ao tenor franco de Peter, ao piano eloquente de Sportiello e às trocas espirituosas entre Miner e Redd, que se destaca tanto nas vassourinhas quanto nas baquetas. "They Say It's Wonderful", apresentada pela incomparável Ethel Merman no sucesso da Broadway, Annie Get Your Gun (1946), destaca o contralto fluente de Will com a seção rítmica, enquanto outra serenata, "All By Myself", exibe um novo figurino elegante para realçar o projeto melódico de Will no clarinete, Peter no saxofone tenor e solos poderosos de Sportiello, Miner e Redd. A dupla clarinete-saxofone tenor volta a brilhar em uma das baladas mais apaixonadas de Berlin, "All Alone", mais uma vez com o sólido apoio da seção rítmica.

Embora não tão conhecida (mas certamente devesse ser), "The Best Thing for You", de um segundo musical centrado em “Merman, Call Me Madam (1950)”, é mais um destaque da sessão, com sua bela melodia envolvendo solos conclusivos de Will no saxofone alto, Peter no saxofone tenor, Gordon e Sportiello. O clarinete ágil de Peter anima a balada "What'll I Do" (após uma introdução brilhante de Sportiello), que leva ao final vibrante, "Puttin' on the Ritz" (que foi maravilhosamente interpretada, acredite ou não, pelo renomado cantor e dançarino Clark Gable no filme de 1939, Idiot's Delight), onde todos amplificam sua proficiência com pura diversão.

Correndo o risco de soar exagerado, é seguro dizer que álbuns deste calibre não chegam às nossas mãos com frequência. Os extraordinários gêmeos Anderson, Wycliffe Gordon, uma seção rítmica estelar, arranjos incríveis de Peter Anderson e, para coroar a obra, música do incomparável compositor Irving Berlin: essa é uma colagem difícil de igualar, quanto mais de superar. Cinco estrelas? Um sim sem reservas, e sem hesitar.

Faixa; Alexander’s Ragtime Band; Always; I’ve Got My Love to Keep Me Warm; How Deep Is the Ocean; Cheek to Cheek; Isn’t This a Lovely Day; Blue Skies; They Say It’s Wonderful; All By Myself; All Alone; The Best Thing for You (Would Be Me); What’ll I Do; Puttin’ on the Ritz.

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 07/08

Caetano Veloso(1942) – vocalista,violonista,

Freddie Slack (1910-1965) – pianista,líder de orquestra,

George Van Eps (1913-1998) – guitarrista,

Harry Arnold (1920-1971) – saxofonista, líder de orquestra,

Howard Johnson (1941-2021) – tubista,

Idress Sulieman (1923-2002) - trompetista,flugelhornista,

Immanuel Wilkins (1997) – saxofonista,

Luckey Roberts (1887-1968) – pianista,

Magic Slim (1937) – guitarrista,vocalista,

Marcus Roberts (1963) – pianista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=gIkHAFWL4YA

Nuno Mindelis (1957) – guitarrista,

Rahsaan Roland Kirk (1936-1977) – multi-instrumentista,

Warren Covington (1921-1999) – trombonista

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

ZAHILI GONZÁLEZ ZAMORA - OVERCOMING

A jornada de Zahili Zamora de Cuba a Boston, passando pelo Sudeste Asiático, se reflete em seu álbum de cinco faixas, apropriadamente intitulado "Overcoming" (Superação). Pianista, compositora e agora educadora, ela enfrenta, de frente, seus medos e experiências difíceis de vida em sua obra, através do som, da emoção e do ritmo.

Aos 22 anos, Zamora fazia parte de uma banda feminina de alto nível que frequentemente fazia turnês fora de Cuba, quando, por um capricho, a banda decidiu ficar no Canadá após se apresentar lá. O país oferecia muito mais liberdade do que Cuba para Zamora se expressar musicalmente, e ela começou a colaborar com músicos de outras culturas. Após seis anos, ela se tornou cidadã canadense, o que lhe abriu portas para viajar ainda mais e a levou a se apresentar no Sudeste Asiático, onde permaneceu por mais seis anos. Embora grande parte de sua carreira tenha sido em casas noturnas, foram os trabalhos mais lentos e matinais que cristalizaram seu amor pelo jazz. Muitos de seus colegas músicos no Sudeste Asiático haviam estudado jazz no Berklee College, em Boston, e a encorajaram a fazer o mesmo. Ela conseguiu uma bolsa de estudos, mudou-se para Boston e está lá desde então. Em 2019, ela ingressou no departamento de piano de Berklee e agora é professora associada, lecionando no programa de mestrado.

“Overcoming” nasceu durante seus estudos de mestrado e demonstra claramente a fusão de suas diversas influências musicais, de Bach a Bill Evans. Foi gravado com uma banda formidável, muitos deles também de Cuba, incluindo Pedrito Martinez na percussão, que já gravou e se apresentou com artistas como Paul Simon, Paquito D'Rivera, Eddie Palmieri e Sting. Também participa Sean Jones no flugelhorn, trompetista e educador reconhecido internacionalmente, e Diretor Artístico do grupo de jazz NYO do Carnegie Hall.

O álbum é uma audição profunda e envolvente, repleta de variedade. Para um álbum de cinco faixas, ele abrange muita coisa. Uma música para ouvir e curtir repetidamente. Os ritmos cubanos estão presentes, conduzidos por Martinez e Keisel Jimenez Leyva, mas não são dominantes. "Rumination" inclui uma seção de palavra falada de Zamora, com solos e acompanhamento de Jones. Uma peça vibrante e reflexiva com ritmo latino. Zamora e a banda se soltam completamente em "Blissful Sorrow", com Yosvany Terry, outro músico cubano, no saxofone soprano. Há uma atmosfera que remete às bandas da fase final de Wayne Shorter, tanto no som quanto na composição, com o acréscimo de vocais sem palavras, novamente de Zamora". Despair" é simplesmente Zamora e Jones, piano e flugelhorn trabalhando em perfeita harmonia. "Duality Embrace" é uma peça solo excepcional da pianista, onde o tempo parece parar enquanto ela canaliza suas influências clássicas e de jazz. A faixa final, "Negra", nas palavras da própria Zamora, "é sobre abraçar minhas raízes, a cor da minha pele, a textura do meu cabelo e os ritmos que ressoam dentro de mim". "Celebra a plena aceitação da minha identidade, abrangendo o negro, o branco, o asiático e o indígena em mim." Uma música com tensão, apoio cubano vibrante e, como todo o álbum, resolução em última análise.

Faixas: Rumination; Blissful Sorrow; Despair; Duality Embrace; Negra.

Músicos: Zahili Gonzalez Zamora (piano e vocal); Sean Jones (trompete); Yosvany Terry (saxofone); Pedrito Martinez (percussão); Yandy García Palacio (bateria); Gerson Esteban Lazo Quiroga (baixo); Keisel Jimenez (congas)

Fonte: Andy Crowther (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES -- 06/08

Abbey Lincoln (1930) - vocalista,

Allan Holdsworth (1948-2017) - guitarrista,

Andreas Oberg (1978) - guitarrista,

Andrew Bemkey (1974) - pianista,

Baden Powell (1937-2000) – violonista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=az6POUHlwgI ,

Buddy Collette (1921-2010) - clarinetista,flautista,saxofonista,

Byard Lancaster (1942-2012)- saxofonista,

Charlie Haden (1937 - 2014) - baixista,

Dorothy Ashby (1932-1986) – harpista,

Egil Kapstad (1940-2017) – pianista,

Geraldo Flach (1945-2011) – pianista,

Joe Diorio (1936) - guitarrista),

Lem Johnson (1909-1989) - saxofonista,

Luis Russell (1902-1963) - pianista,arranjador,líder de orquestra,

Martijn Vink ((1974) – baterista,

Nelson Veras (1977) – guitarrista,violonista,

Norman Granz (1918-2001) - produtor,

Ramon López (1961) – bateria,

Ravi Coltrane (1961)- saxofonista,

Regina Carter (1966) - violinista,

Tony Parenti (1900-1972) – saxofonista,clarinetista,

Vic Dickenson (1906-1984) - trombonista,

Victor Goines (1961) – saxofonista,clarinetista,

Willie Brown (1900-1952)- guitarrista,

Willie Nix (1922-1991) - baterista