Abrindo com "Prayer for... (revisited)", com
Mazibuko e o percussionista Tlale Makhene estabelecendo a base, Jeptha e seus
amigos cativam com um trabalho focado em entonações de fluxo livre. Uma jornada envolvente, que também oferece um
primeiro vislumbre de sua frutífera parceria de trabalho com o coletivo
Kujenga, em destaque ao longo de toda a obra.
"Hymn for Ada (revisited)" vem na sequência, presenteando o
ouvinte com balanços singularmente vibrantes. A linha de frente, formada por
Wyatt e pelos saxofonistas Justin Bellairs e Buddy Wells, coloca a positividade
em primeiro plano, enquanto a seção rítmica, que inclui o fenomenal guitarrista
Keenan Ahrends, demonstra um entrosamento impecável. "The Blessing
(revisited)", um encantamento
hipnótico que faz jus ao seu nome, invoca um poder superior e traz uma melodia
com ares de hino em seu desfecho.
"Still I Rise (part 1) (revisited)", com um grande
elenco que inclui Kujenga, Makhene, as saxofonistas Linda Sikhakhane e Danni
McKinnon, o trompetista Ndabo Zulu, a baterista Leagan Starchild e o
percussionista Gontse Makhene, busca mesclar sensibilidades sul-africanas com
um toque de Afrobeat nouveau. A faixa contrasta com "Still I Rise (part
2)", uma composição de sonoridade mais contida e elegante que destaca as
frases carregadas de emoção da vocalista Jodi Fredericks e o trompete repleto
de efeitos de Darren English. "One
for the Plein (revisited)”, que destaca a flauta magistral de Mthunzi Mvubu,
segue um caminho diferente, com uma ressonância arejada e um desenvolvimento
dinâmico.
Jephta e companhia entregam-se à arte da dança transe em
"Homecoming (part 1) (revisited)", faixa em que Xonti marca presença
e Bokani Dyer se revela uma figura fundamental.
A segunda parte, vista sob uma perspectiva diferente, traz o trompetista
Robbin Fassie em um desempenho arrebatador. "Be Strong (revisited)” tem um
desfecho vibrante com um elenco de peso que inclui Kujenga, Sikhakhane,
Mazibuko, Dyer, Siya Makuzeni, Siyabonga Mthembu, Tlale Makhene e Gontse
Makhene, deixa poucas dúvidas sobre como Jeptha define a unidade por meio da
comunidade. Uma carta de amor intergeracional ao som e à cena: esse movimento
que olha para trás e avança simultaneamente deixa claro que, sim, é possível
voltar para casa.
Faixas: Prayer
for... (revisited); Prayer for Ada (revisited); The Blessing; Still I Rise
(part 1) (revisited); Still I Rise (part 2) (revisited); One for the Plein
(revisited); Homecoming (part 1) (revisited); Homecoming (part 2) (revisited);
Be Strong (revisited).
Músicos: Benjamin
Jephta (baixo); Keenan Ahrends (guitarra); Bokani Dyer (piano); Robin Fassie (trompete);
Marcus Wyatt (trompete); Sisonke Xonti (saxofone tenor); Linda Sikhakhane (saxofone
tenor); Tlale Makhene (percussão); Sphelelo Mazibuko (bateria); Buddy Wells
(saxophone); Justin Bellairs (saxofone alto); Gontse Makhene (percussão); Ndabo
Zulu (trompete); Leagan Starchild (bateria); Mthunzi Mvubu (saxofone alto); Danni
Mckinnon (saxophone); Darren English (trompete); Siyabonga Mthembu (vocal);Kujenga
collective: Owethu Ndwandwe (teclados, vocal); Zwide Ndwandwe (baixo);
Thane Smith (guitarra); Bonga Mosola (trompete); Matthew Rightford (saxofone);
Tamzyn Freek (trombone).
Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=X0EvZc74ShA
Fonte: Dan
Bilawsky (AllAboutJazz)



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