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sábado, 17 de outubro de 2026

ANIVERSARIANTES - 17/10

Andrea Pozza (1965) – pianista,

Angel Bat Dawid (1979) – clarinetista, pianista,vocalista,

Barney Kessel (1923-2004) - guitarrista,

Chiquinha Gonzaga(1847-1935) – pianista,compositora,

Cozy Cole (1906-1981) - baterista,

Daniele Tittarelli (1975) – saxofonista,

Damon Smith (1972) – baixista,

Howard Alden (1958) – guitarrista (no vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=1YXhSKRStpM,

Maurizio Giammarco (1952) – saxofonista,

Luiz Bonfá (1922—2001) – violonista,

Manuel Valera (1980) - pianista,

Sathima Bea Benjamin (1936-2013) - vocalista 

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

CHAD LB - THE SHADOW OF YOUR SMILE

Chad LB (Lefkowitz-Brown), um talento brilhante e virtuoso do saxofone que já gravou um álbum inteiro com acompanhamento de cordas, utiliza esse recurso em apenas uma faixa (o hino "Ave Maria") no disco “The Shadow of Your Smile”, liderando um quarteto competente durante o restante desta gravação de estúdio, que, de modo geral, é muito agradável.

Embora suas escolhas de repertório sejam variadas (incluindo Eric Clapton, Bill Withers, Johnny Mandel, Buck Ram e J.S. Bach), Chad LB mantém sua identidade em qualquer contexto, tocando um saxofone tenor post-bop preciso e perspicaz, sempre com um objetivo claro em mente. Algumas de suas passagens vertiginosas pelas chaves do sax são impressionantes. Outras, simplesmente difíceis de acreditar. Em todas as situações, ele mantém o controle absoluto e um foco total.

Por falar em algo difícil de acreditar, a técnica impressionante de Chad LB torna difícil compreender sua predileção por andamentos mais lentos (três das sete faixas). Por outro lado, o show é dele, e ele tem o direito de montar o repertório e tocar o que bem entender. Ainda que LB seja um intérprete de baladas refinado, teria sido muito bem-vinda uma intensidade semelhante à de faixas como "Layla" ou "Change the World" (de Clapton) e "Just the Two of Us" (de Withers), ou, especialmente, a charmosa canção de abertura do álbum: "It Could Happen to You", o alerta romântico de Johnny Burke e Jimmy van Heusen.

Vale ressaltar que a "Ave Maria" de Bach não é o hino que a maioria dos ouvintes está acostumada a ouvir, aquele cantado de forma tão maravilhosa por Bing Crosby no papel do encantador Padre O'Malley e ouvido por milhões no filme “Going My Way (1944)”, vencedor do Oscar. Embora encantador à sua própria maneira, o tema de Bach é bastante diferente daquela versão da "Ave Maria". Portanto, não se surpreenda quando a melodia mais familiar não aparecer.

Voltando ao que interessa: a pianista Liya Grigoryan executa solos brilhantes em três faixas, o baixista Ben Tiberio faz o mesmo em "Change the World" e, juntos, eles ajudam o baterista Mike Piolet a manter o ritmo fluindo com suavidade o tempo todo. O sucesso do álbum, no entanto, reside nas mãos hábeis e na imaginação fértil de Chad LB, que impressiona de forma consistente.

Faixas: It Could Happen to You; Layla; The Shadow of Your Smile; Change the World; Ave Maria; Just the Two of Us; Only You.

Músicos: Chad Lefkowitz-Brown (saxofone tenor); Liya Grigoryan (piano); Ben Tiberio (baixo); Mike Piolet (bateria); Francesca Dardani (violino); Sasha Ono (cello).

Pra conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=HeAslTnVXiU

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 16/10

David C. Clark (1969) – saxofonista,

Gene Jackson (1961) – baterista,

John Mayer (1977) – guitarrista,

Leila Pinheiro (1960) – vocalista,

Mark Walker (1961) - baterista,

Ray Anderson (1952) - trombonista,

Roy Hargrove (1969-2018) - trompetista, flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=PiToV-TpsiE,

Rubens Barsotti(1932-2020) – baterista,

Sean Rickman (1970) – baterista,guitarrista,baixista,vocalista,

Tim Berne (1954) - saxofonista

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

KONRAD CIESIELSKI – KONIEC (Mindses Music)

Konrad Ciesielski parece um homem de contradições: um baterista de “extreme metal” (NT: é um termo coletivo para subgêneros do heavy metal marcados por alta agressividade sonora, letras sombrias e forte estética underground), que também toca “stoner rock” (NT: é um subgênero do rock e do heavy metal que mistura o peso do doom metal com a psicodelia do acid rock e o groove do blues-rock) do sul dos EUA paralelamente; alguém que é barulhento e poderoso, mas dotado de uma graça fluida, e que agora faz sua estreia solo com o título “Koniec (The End)”. Representando uma mudança de rumo em relação à sua trajetória anterior, trata-se de um panorama musical abrangente, de escala verdadeiramente vasta. No entanto, ao final desse filme virtual para os ouvidos, todas essas coisas nem sequer parecem contradições. O panorama é simplesmente vasto e abrangente o suficiente para comportar um pouco de tudo.

Sem se prender a um gênero específico, Ciesielski mantém o foco central no ritmo e se deleita ao explorar uma variedade de sonoridades eletrônicas futuristas. Padrões melódicos, muitas vezes minimalistas, ainda evocam um drama genuíno, por vezes, capaz de fazer o coração disparar, sem recorrer a teatralidade exagerada. Suas raízes no metal transparecem em sua disposição para soar alto ou agressivo; a faixa cyberpunk "Miscommunication Land" sobrepõe cantos quase mecânicos a um sintetizador de timbre zumbidor que ressoa e despenca com o peso de um buraco negro. No momento mais orgânico do álbum, "Labyrinthine" martela um transe de percussão tribal saído dos pesadelos de Peter Gabriel.

Embora a ambientação de ficção científica pudesse facilmente soar distópica, Koniec preserva insistentemente algo humano em meio à frieza. "Out of Gravity" gira em torno de uma voz incongruentemente fofa que divaga, em inglês, sobre devaneios celestiais. O balanço com um leve toque de rock progressivo de "Kamdra" dá lugar a um monólogo em polonês, suficientemente sereno para soar quase filosófico. Várias passagens apresentam um saxofone ou trompete criando cânions de eco, como se ressoassem pelo espaço sideral. Esses momentos evocam intensamente a atmosfera etérea e psicodélica do Portico Quartet, combinada a uma sonoridade de escala cinematográfica que remete à vertente mais grandiosa da obra tardia de Ryuichi Sakamoto.

Cada uma dessas peças parece habitar um mundo próprio, que continua a existir para além dos poucos minutos que podemos ouvir. A experiência parece constantemente tingida por algo estranho, mas quase sempre mantém uma pulsação orgânica palpável para impulsionar o motor de dobra. Com ambição e imaginação de sobra, espera-se que este Fim se mostre apenas o começo de coisas ainda mais fascinantes.

Faixas: Out of Gravity; Miscommunication Land; Taganana; Kamdra; Labyrinthine; Znaczenie; To Beginning.

Músicos: Konrad Ciesielski (bateria); Patrycja Tempska (saxofone); Dawid Lipka (trompete); Gabriela Wasilewska(vocal); Joanna Gośniowska-Budzisz (vocal); Jan Galbas (piano); Wojciech Łącki (baixo); Krzysztof Traczyk (vocal); Konrad Ciesielski e Maciej Stendek (mixagem e produção).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=x779Sp-5dEo

Fonte: Geno Thackara (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 15/10

Bill Charlap (1966) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=4Og-DP_kaAg&feature=related,

Freddy Cole (1931-2020) – pianista,vocalista,

Herman Chittison (1908-1967) - pianista,

Keith Javors (1971) - pianista,

Lisa Ullen ((1964) – pianista,

Palle Danielsson (1946) – baixista,

Reid Anderson (1970) - baixista,

Victoria Spivey (1906-1976) - pianista,vocalista 

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

BETO PACIELLO - THE STOIC SUITE (11 Moons Arts)

Beto Paciello toca piano em “The Stoic Suite”. Misteriosamente, ele não é creditado por essa participação em nenhum lugar da capa do álbum. Talvez o brasileiro relativamente desconhecido queira enfatizar o calibre de seus colaboradores: John Patitucci, John Ellis, Rogério e Anne Boccato e Eric Harland? Você não quer ouvir isso logo?

Ou talvez, Paciello esteja mais interessado em se apresentar como compositor, o que ele é, em todas as sete faixas de "The Stoic Suite". As composições certamente merecem atenção. Se é jazz brasileiro propriamente dito, não o é explicitamente. É mais como um pós-bop tradicional com um toque brasileiro. “Sunset Skies” é a faixa que mais se aproxima do som mais pesado, com Harland e Rogerio combinando-se em um ritmo de samba vibrante (ou pelo menos algo próximo ao samba), com o soprano de Ellis, o piano de Paciello e os vocais sem palavras de Anne Boccato expressando uma melodia à la Jobim. Entretanto, fiel ao seu nome, “Mar Mediterrâneo” revela um toque italiano com seu ritmo de valsa e melodia de clarinete baixo. “Tempus Fugit” (sem relação com o clássico de Bud Powell) é uma música ousada e quadrada, temperada por uma melodia doce, porém arrebatadora, para o clarinete baixo e a flauta de Ellis, e para os vocais de Boccato. Todas se distinguem pela melodia envolvente do compositor e pela rica e magnífica harmonia. Porém, também há solos estelares: Ellis está particularmente bem com sua flauta em "Tempus Fugit", Patitucci magnífico em "Sunset Skies".

Ainda assim, Paciello também merece mais crédito como pianista do que ele mesmo se dá. Seu solo harmonicamente ousado e com toques de tango na faixa de abertura “Amor Fati” é um dos destaques do álbum, e sua introdução (em parceria com um Patitucci com arco) em “Memento Mori” é uma passagem sensível que habilmente prepara o terreno para a linha melódica de Boccato. Ele participa da comovente faixa de encerramento “Nostalgia (For My Mother)”, então não lhe falta autoestima, mesmo assim, “The Stoic Suite” merece ser celebrado.

Faixas:

1 Amor Fati 07:18

2 Tempus Fugit 03:58

 3 Memento Mori 05:12

4 Eternal Love (For My Father) 07:08

5 Sunset Skies 07:37

6 Mediterranean Sea 04:47

7 Nostalgia (For My Mother) 04:01

 Músicos: Beto Paciello (piano); John Patitucci (baixo); Eric Harland (baterista); John Ellis (guitarrista); Rogério Boccato (percussionista); Anne Boccato (vocalista, percussionista).

Fonte: Michael J. West (DownBeat) 

 

 

ANIVERSARIANTES - 14/10

Aaron Aranita (1955) – saxofonista,pianista,

Andreas Stensland Lowe (1983) – pianista,

Dan DeChellis (1970) - pianista,

Dusko Gojkovic (1931-2023) - trompetista,flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=RE7wNjaF3zU,

Eduardo Gudin(1950) – violonista,compositor,

Garrison Fewell (1953-2015) - gutarrista,

James Carney (1963) - pianista,

Jewell "Babe" Stovall (1907-1974) – guitarrista,vocalista,

John Graas (1924-1962)- frenchornista,

Kazumi Watanabe (1953) – guitarrista,

Matthew Parrish (1969) - baixista,

Spencer Williams (1889-1965) - pianista