Domingo, 12 de Julho de 2009

ANIVERSARIANTES 12/07


Big John Patton (1935-2002) - organista,
Chuck Loeb (1955) – guitarrista,
Conte Candoli (1927-2001) - trompetista,
Jean-Francois Jenny-Clark (1944-1998) – baixista,
Mark Soskin (1953) – pianista,
Paul Gonsalves (1920-1974) – saxofonista (na foto),
Rusty Dedrick (1918) – trompetista,
Will Bradley (1912-1989) - trombonista , líder de orquestra

Sábado, 11 de Julho de 2009

GARY SMULYAN – HIGN NOON: THE JAZZ OF FRANKIE LAINE (RESERVOIR)


Desde seu primeiro sucesso,”That´s My Desire”, em 1947, Frankie Laine esteve consistentemente nas paradas de sucesso por duas décadas, frequentemente com toques “country”, como o tema cinematográfico que dá título ao CD. Assim, à primeira vista, ele não parece uma boa inspiração para um projeto jazzístico liderado pelo saxofonista barítono Gary Smulyan com a colaboração do arranjador moderno Mark Masters. Os dois analisaram a obra de Laine para um programa de 10 canções, cinco das quais escritas só por ele , e utilizaram um noneto qualificado para realizar o álbum.

Depois da abertura com “I´d Give My Life” com um toque suingado e moderno, o sucesso “High Noon” apresenta-se com o estilo de Gil Evans, com refração cubista em tempos que mudam e se estruturam em uma série de solos em um blueseiro mi bemol, notavelmente iniciada pelo clarinete baixo de Scott Robinson e finalizado pelo sax barítono do líder . Há recomposições inspiradas sob um enfoque bop de Mark Masters nas faixas “When You´re In Love” e “That Lucky Old Sun”. As baladas são mais reconhecíveis melodicamente, mas não são arranjadas de forma menos imaginativa. "Torchin” tem solo de “french horn” e o sax barítono ,brevemente, soa como se estivesse fora da banda, e há solos simultâneos do barítono e sax alto. “Put Yourself In My Place, Baby” mistura em tempo dobrado a criação de Masters com a melodia original de Hoagy Carmichael e um coro de duplos metais adiciona picardia para a apresentação do barítono na balada “A Man Ain´t Supposed To Cry” .

Masters faz uso criativo de cada sessão dos metais e palhetas em pertinentes aparições na linha de frente ou na retaguarda, frequentemente enfatizando a variedade com pequenos e intercambiáveis solos. Um dueto de sax barítono e piano para a música “We´ll be Together Again” de Laine é um perfeito e gracioso final.

Faixas :Baby, Baby All The Time;I'd Give My Life;Put Yourself In My Place;
Baby And We'll Be Together Again;Baby, Baby All The Time;When You're In Love;
Put Yourself In My Place, Baby;A Man Ain't Suppose To Cry;That Lucky Old Sun; We'll Be Together Again

Musicos : Gary Smulyan (saxofone barítono); Scott Robinson (clarinete baixo, saxofones soprano e tenor); Dick Oatts (saxofone alto); Joe Magnarelli (trompete); John Clark (french horn); John Fedchock (trombone); Pete Malinverni (piano); Andy McKee (baixo); Steve Johns (bateria).

Fonte: JazzTimes / George Kanzler

ANIVERSARIANTES 11/07


Clyde Bernardt (1905-1986) - trombonista , vocalista, Guilherme Dias Gomes (1950) – trompetista(na foto), Henry Lowther (1941) – trompetista,
Kirk Whalum (1958) – saxofonista,
Peter Cincotti (1983) – pianista ,vocalista,
Tomasz Stanko (1942) – trompetista

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

LAINIE COOKE – IT´S ALWAYS YOU (HARLEMWOOD RECORDS)


Entre vocalistas de jazz não há escassez de praticantes, mas Lainie Cooke está entre os poucos que começaram cedo, muito cedo, mas esperaram meia vida para fazer sua estreia em disco.

A originária de Minneapolis canta desde os três anos e estava à frente de uma “big band” aos 14. Nos anos 80, foi uma consistente favorita no circuito dos clubes em Los Angeles. Ela planejou tomar Nova York de assalto, mas terminou pagando suas contas emprestando sua voz de soprano a jingles da Ford e McDonald´s, entremeando seus trabalhos comerciais com concertos. Finalmente em 2002, o mundo se abriu para ela, com o lançamento de “Here´s To Life”, que selecionou “standards” do jazz, onde demonstrou segurança e ternura.

Agora, após passar meia década, Cooke lança um disco demonstrando seu estilo vigoroso, que sugere a astúcia de Sheila Jordan e a segurança de Anita O´Day, o que de forma alguma a diminui.

Superando as passagens sombrias de “Tuesdays in Chinatown”, docemente deixando para trás a ternura que recobre “The Very Thought Of You”, suavemente envolvendo com elegância a tristonha “After You” de Cole Porter ou sugerindo uma versão feminina de Sinatra em “Waiter Make Mine Blues”, Cooke consistentemente prova que a longa espera foi mais do que recompensada.

Faixas : It’s Always You; Too Close For Comfort; The Very Thought of You;I Will Wait For You; Tuesdays in Chinatown; Answer Me; Waiter Make Mine Blues; When A Woman Loves A Man; I Want To Talk About You; Take Me In Your Arms; Meet Me Where They Play The Blues; After You.

Músicos: Lainie Cooke, vocal; Cameron Brown, baixo; Roland Barber, trombone; Tedd Firth,piano; Marvin Horne, guitarra; Joel Frahm, sax; Matt Wilson, bateria.

Fonte: JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES 10/07


Bela Fleck (1958) – banjoísta,
Cootie Williams (1911-1965) – trompetista,
Dick Cary (1916-1994) - pianista , trompetista,
Ivie Anderson (1905-1949) - vocalista,
Lee Morgan (1938-1972) - trompetista (na foto),
Major Holley (1924-1990)- baixista,
Milt Buckner (1915-1977) - organista , pianista,
Noble Sissle (1889-1975) - líder de orquestra,vocalista

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Reuniões SOJAZZ - Novo local

Está tudo acertado com o Restaurante "il Maestro" para que no próximo sábado façamos uma reunião em caráter experimental lá.

Se a maioria gostar, vamos manter esse local nas futuras reuniões. Caso contrário, continuaremos na busca de um local mais adequado e do gosto geral.

Aparentemente o "il Maestro" reúne muitas qualidades com instalações adequadas, boa e fácil localização, variado cardápio e preços justos. Vale acrescentar que no horário de nossas reuniões a frequência da clientela é bastante baixa, o que nos faz ficar mais à vontade. Há uma área externa para os fumantes ao lado do salão que iremos nos instalar.

Quanto ao estacionamento, o que em princípio parece ser complicado, vale ressaltar que o Shopping Cidade é quase todo constituído de Lojas de Decoração de padrão refinado, e que aos sábados no horário das nossas reuniões sua grande maioria costuma estar fechada. Tais lojas predominantemente funcionam somente até as 13:00 horas aos sábados, o que deve contribuir para existir maiores facilidades para estacionarmos nossos carros.

Mas somente experimentando saberemos se de fato esse novo local vai atender aos nossos interesses em todos os aspectos inclusive na questão estacionamento.

O gerente se chama Julival e está sendo bastante receptivo ao nosso grupo.

Restaurante "il Maestro" - Av. ACM, em frente ao Parque da Cidade, no pavimento superior do Shopping Cidade. Horário 16:00 horas - no próximo sábado.

Os telefones são 8796-6075 e 3017-9974.

MAURO SENISE – TOCA DOLORES DURAN E SUELI COSTA (BISCOITO FINO)


Mauro Senise fala a língua do jazz. Contudo, Lua Cheia não é exatamente um disco de jazz, embora o flautista e saxofonista usufrua da liberdade concedida aos jazzistas para dar um toque especial às melodias. Não espere ouvir as músicas de Dolores e Sueli em sua forma mais tradicional. A essência delas até está preservada. Contudo, Mauro Senise (saxofone e flauta), Peranzzetta (piano), Itamar Assiere (piano), Paulo Russo (baixo) e Ivan Conti, o Mamão (bateria), põem às músicas (baladas, em sua maioria) do seu jeito. Até mesmo a voz de Olivia Hime em "Por Causa de Você" - uma das parcerias de Dolores com Tom Jobim (1927 - 1994) - funciona como a cereja do bolo instrumental. De Dolores, Senise toca "Fim de Caso", "Olha o Tempo Passando" (parceria com Edison Borges) e "Idéias Erradas" (com J. Ribamar), entre outras.

De Sueli, entraram "Alma" (com Abel Silva), "Vinte Anos Blues" (com Vítor Martins), "Jura Secreta" (outra com Abel), "Medo de Amar nº 2" (com Tite de Lemos) e "Dentro de Mim Mora um Anjo" (com Cacaso) - esta última com o detalhe curioso de que sua gravação original (feita pela autora em 1975 para seu primeiro LP) contou com a flauta do então iniciante Senise. Lua Cheia abre e fecha com as cordas da Orquestra dos Sonhos nas faixas "Cão sem Dono" (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro) e "A Noite do Meu Bem" (Dolores Duran). Neste que é o clássico dos clássicos do repertório de Dolores, as cordas criam de fato um clima de sonho. É o ponto mais alto de um disco que reapresenta as músicas de Dolores Duran e Sueli Costa sem as letras às quais elas - as melodias - já parecem indissociáveis. E "Lua Cheia" embaralha de tal forma essas obras-irmãs que, no Cd, elas (até) parecem uma só (Mauro Ferreira, Blog Notas Musicais).

Fonte : Clube de Jazz / Wilson Garzon

NR : Esta pérola é encontrada, em Salvador, na outra pérola, a Negra , localizada na Rua Marechal Floriano , 28, Loja 1,Canela

ANIVERSARIANTES 09/07


Elias Haslanger (1969) – saxofonista(na foto),
Frank Wright (1933-1990) - saxofonista,
June Richmond (1914-1962) – vocalista,

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

ANIVERSARIANTES 08/07


Bill Challis (1904-1994) - arranjador,
Billy Eckstine (1914-1993) – vocalista,
Josh Lawrence (1982) – trompetista,
Kendrick Scott (1980) – baterista,
Louis Jordan (1908-1975) - saxofonista, vocalista,
Márcio Montarroyos(1948-2007) – trompetista(na foto),
Miles Osland (1960) – saxofonista,
Miro Kadoic (1962)- saxofonista,clarinetista,
Russ Reinberg (1948) - clarinetista

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

ANA PAULA ALBUQUERQUE NO TOM DO SABOR




A cantora Ana Paula Albuquerque volta a apresentar o show Assim como ela é, em Salvador, nos dias 08 e 15/07 (quartas-feiras), 22h no Tom do Sabor (Rio Vermelho).
Após fazer duas apresentações do show em São Paulo, no All of Jazz e no Ao Vivo Music, Ana Paula retorna a Salvador com o show que valoriza a música afro-baiana mesclada à sua formação jazzística e erudita, que a possibilita explorar texturas, timbres e formas musicais amplas.
FICHA TÉCNICA
Voz ­ Ana Paula Albuquerque
Guitarra e Violão ­ Paulo Mutti
Baixo ­ Marcus Sampaio
Percussão ­ Gabi Guedes
Bateria ­ Ivan Huol
Direção de Produção ­ Paulo Dourado
Produção Executiva ­ Chicco Assis






SERVIÇO
O que: Assim como ela é ­ show de Ana Paula Albuquerque
Quando: 08 e 15/07 (Quartas-feiras), 22h
Onde: Tom do Sabor (Rio Vermelho)
Quanto: R$15
CONTATOS
Paulo Dourado ­ 71 3012-6483 ­ culturatempo@gmail.com
Chicco Assis ­ 71 9166-9094 / 11 6690-0876
producao@anapaulaalbuquerque.com

Para ouvir Ana Paula Albuquerque - www.myspace.com/anapaulaalbuquerque

ANIVERSARIANTES 07/07


Doc Severinsen (1927) – trompetista,
Hank Mobley (1930-1986) - saxofonista(na foto),
Joe Zawinul (1932 - 2007) - pianista,
John Campbell (1955) – pianista,
Maciej Tubis (1983) – pianista,
Tiny Grimes (1916-1989) - guitarrista

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

GABRIEL GROSSI – HORIZONTE (DELIRA)


Dedicado aos três mestres do sopro, Paulo Moura, Raul de Souza e Mauricio Einhorn, "Horizonte - Gabriel Grossi Trio", quarto disco do gaitista brasiliense, chega ao mercado. Com um trio completado por Guilherme Ribeiro (teclados), que também faz as vezes do contrabaixo, e Sérgio Machado (bateria), Gabriel Grossi mostra um repertório autoral, com inspiração justa em seus homenageados, e no samba-jazz, base de sua formação musical.

Cada convidado aparece em sua própria faixa autoral. Paulo Moura, executa com o trio a sua "Na Barão de Mesquita", parceria com João Donato. Raul de Souza faz "Atmosfera", enquanto o também gaitista e compositor Mauricio Einhorn interpreta "Curta Metragem", uma parceria com Arnaldo Costa. Gravado em sessões ao vivo, no Studio Araras, de Sergio Uma Netto, Horizonte ainda traz as inéditas autorais assinadas por Gabriel - "Horizonte", "De Coração", "Toca Raul!" e "Brinquedo" - e parcerias com Daniel Santiago ("Em Trânsito") e Alessandro Kramer ("Dama de Ouro"). Completa o repertório "Brilhante", de Guilherme Ribeiro.

Fonte : Clube de Jazz / Wilson Garzon

NR : Este disco pode ser encontrado, em Salvador, na Pérola Negra , templo da música instrumental brasileira, localizada à Rua Marechal Floriano, 28, Lj. 01,Canela, na rua ao lado do Teatro Santo Antônio (Escola de Teatro da UFBA).

ANIVERSARIANTES 06/07


Frank Rehak (1926-1987) - trombonista,
Kenny G. (1956) – saxofonista,
Louie Bellson (1924-2009) – baterista(na foto),
Michael Shrieve(1949) – baterista,
Phyllis Hyman (1941-1995) – vocalista,
Sebastien Paindestre (1973) – pianista,
Torben Waldorff (1963) - guitarrista

Domingo, 5 de Julho de 2009

E nós, aonde vamos ?

Com imensa tristeza, Fabiane, um das sócias do Estação Cutural Café, me telefonou no sábado no princípio da tarde, informando sobre o encerramento das atividades de seu restaurante.

Eu não me encontrava em Salvador naquela hora, mas consegui me comunicar com o Gabriel que transmitiu essa lametável notícia aos demais.

É lastimável que as sócias Lílian e Fabiane não tenham viabilizado aquele empreendimento que elas idealizaram com tanto carinho. Logo elas que nos receberam tão bem e num local tão aconchegante.

Resta-nos agradecer à Lílian e Fabiane pela acolhida carinhosa com a qual elas nos receberam e desejar às duas melhor sorte no futuro.

Ainda não escolhemos até o momento onde vamos nos reunir a partir do próximo sábado, mas tenho certeza que logo surgirá outro local adequado.

Aceitamos sugestões.

Sérgio Franco

CHARLIE SEPÚLVEDA & THE TURNAROUND (TURNAROUND)


Com 20 anos de idade, Charles Sepúlveda ganhou um espaço na banda de outro porto-riquenho, o pianista Eddie Palmieri. Vinte e cinco anos mais tarde, após trabalhar com estrelas como Dizzy Gillespie e Tito Puente, Sepúlveda tem a prova que seus estudos no “City College” de Nova York e em Porto Rico foram frutíferos. Ele Iniciou sua carreira solo em 1991, mas possui apenas sete CD´s sob seu nome, parcialmente porque tem se ocupado com a atividade de professor no Conservatório de Música de Porto Rico.

Seu álbum “Charlie Sepúlveda & Turnaround” é uma ótima combinação de leveza de estúdio com energia de um concerto. Sepúlveda, também, estudou no Conservatório e na Universidade de Porto Rico. A estação de rádio do campus universitário,WRTU, tem um equipamento digital de primeira linha, assim o trompetista gravou sete peças em seu estúdio.

Sepúlveda cobre material de alta qualidade já apresentados por Lee Morgan (“Something Cute”), Herbie Hancock (“Chan´s Song”), e Freddie Hubbard (“Gibraltar”), trazendo algo novo para cada número através de arranjos criativos. O tamanho da banda requer atenção para os detalhes, quando grava ao vivo, mas o pianista Eduardo Zayas e o vibrafonista Felipe Fournier mantém “Don´t You Worry ´Bout a Thing” de Stevie Wonder criativamente desarrumada para alternativamente posicioná-la em resposta a Sepúlveda e ao saxofonista Norberto Ortiz.

Os originais do trompetista agrupam-se do mais ritmicamente simples (“Si Tu Sabes”) para “Mr. Jazz”, sua energética dedicatória ao radialista porto-riquenho Wito Morales. O baixista Gabriel Rodriguez funciona como um aglutinador ao longo do CD, e o baterista Raul Maldonado e o congueiro Gadwin Vargas usam sem conflito os espaços de cada um na proporção adequada na complexa “Bom Pa´Carmen” de Sepúlveda. O líder utiliza a surdina em “Mo Better Blues” de Mike Lee e saúda Tito Puente na pungente “Mirame Más” de Julio Gutierrez.

Fonte : JazzTimes / Bill Meredith

ANIVERSARIANTES 05/07


Aldemar Valentin (1977) – baixista,
Arthur Blythe (1940) – saxofonista(na foto),
Mark Zauss (1967) – trompetista,
Russ Lorenson (1963) – vocalista,
Vince Ector (1965) - baterista

Sábado, 4 de Julho de 2009

SOJAZZ - Não Haverá reunião hoje - O Estação Cultural Café encerrou suas atividades.

Caros,

Recebi a notícia do Sérgio Franco agora a pouco. O Estação Cultural Café encerrou suas atividades infelizmente, portanto não haverá reunião hoje, 04/07/2009, neste local.

“TIME OUT ", 50 ANOS


Em 28/06/09, Luiz Orlando Carneiro , estudioso e crítico de jazz , com livros já publicados sobre o assunto, escreveu, no Jornal do Brasil, a bela matéria, que segue, sobre o cinquentenário do disco “Time Out” do famoso quarteto de Dave Brubeck.

“Em 1° de julho de 1959, o já então consagrado quarteto de Dave Brubeck - com o sublime sax alto de Paul Desmond, a refinada bateria de Joe Morello e o baixo esperto de Eugene Wright - gravou Take Five e Strange Meadow Lark, duas das sete faixas do Lp "Time Out" (Columbia), com o qual o pianista - compositor iniciou uma série de três álbuns contendo peças desenvolvidas em compassos até então considerados "incompatíveis" com o beat jazzístico, como 5/4, 9/8 ou 6/4. A única composição de "Time Out" não assinada pelo líder era "Take Five" (5/4), de Desmond, inventada durante um ensaio do grupo, e que se tornaria um dos temas mais populares da história do jazz. Um compacto (single), com os 5m23 de "Take Five" de um lado e os 6m44 de "Blue Rondo à La Turk" (9/8) do outro, foi o primeiro disco instrumental eminentemente jazzístico a atingir a marca de 1 milhão de exemplares vendidos.

Na próxima quarta-feira, o legendário Brubeck, 88 anos, assume o palco principal do Festival de Jazz de Toronto, para celebrar os 50 anos daquela magnífica sessão que - completada por uma anterior (junho) e outra posterior (agosto) - integraria o Lp original (as faixas acima citadas mais "Three to Get Ready" e "Kathy's Waltz", variando entre 3/4 e 4/4; "Everybody's Jumpin" e "Pick Up Sticks", na base do 6/4). E no festival canadense, a lenda viva do jazz não vai apenas ser alvo de homenagens, louvações e ovações mais do que devidas. Vai tocar ao lado do fiel Bobby Militello (sax alto) - parceiro de muitos anos, no "papel" de Desmond (1924-77) - de Michael Moore (baixo) e Randy Jones (bateria), que podem ser apreciados no Cd "London Flat, London Sharp" (Telarc 83625), lançado em 2005, para comemorar o seu 85° aniversário.

Nas notas para a reedição em Cd de "Time Out", em 1997, Brubeck escreveu: "Paul Desmond, uma vez, disse que jamais se esperou que "Take Five" virasse um hit, até porque era para ser um solo de Joe Morello. Algumas pessoas podem até ser capazes de analisar, de modo científico, porque (a peça) conquistou o público, mas eu nunca consegui. Acho que deve ter sido a combinação inesperada de uma atraente melodia, de um ritmo insistente e do clima musical de um modo geral". A Sony vem de lançar um pacote comemorativo dos 50 anos de "Time Out", incluindo uma nova edição remasterizada do álbum original (pouco menos de 40 minutos no total); um Dvd com uma longa entrevista de Brubeck (25 minutos); e um Cd (cerca de 50 minutos) enfeixando oito faixas inéditas de apresentações do glorioso combo no Festival de Newport em 1961, 1963 e 1964.

Os fãs do longevo pianista-compositor devem ter em suas discotecas, certamente, não só "Time Out", mas também "Time Further Out"(1961) e "Time in Outer Space" (1962) - que formam uma antológica trilogia celebratória das riquezas polirrítmicas do jazz, a partir de temas memoráveis. Mas vale a pena encomendar a Legacy Edition da Sony (custo em tomo de US$ 25), principalmente por causa do segundo disco. Trata-se de uma rara documentação do quarteto, ao vivo, contemporânea da célebre trilogia gravada em estúdio, com versões mais longas de "Take Five" (7m18) e de "Blue Rondo à La Turk" (7m22), além das seguintes faixas: "Koto Song" (6m), "Waltz Limp" (4m57) e "Since Love Had Its Way" (6m19), composições do líder; "St. Louis Blues" (7m55), "Pennies From Heaven" (4m49) e "You Go To My Head" (9m36)”.

ANIVERSARIANTES 04/07


Butch Miles (1944) - baterista,
Evan Tate (1961) – saxofonista(na foto),
Fred Wesley (1944) - trombonista,
Heinrich von Kalnein (1960) – saxofonista,
Patrizia (1958) – vocalista

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

VICTOR BIGLIONE – UMA GUITARRA NO TOM (DELIRA)


Biglione, com seu aguçado sentido harmônico, sua consciência do bebop, dos improvisos e seu já conhecido virtuosismo ganharam um forte aliado no universo jobiniano. O amor pelo Brasil e pela Bossa Nova se revelam num tributo instrumental ao nosso grande maestro Antônio Carlos Jobim, no cd "Uma Guitarra no Tom". Grande solista, Victor, balizado por 20 anos de trilhas para o cinema nacional, acrescenta toques cinematográficos aos seus arranjos. Clássicos como Lígia", "Águas de Março" e "Água de Beber" ganham uma nova roupagem, ora blueseira, ora modal, e com certeza diferente. Alguns dizem que a Bossa Nova seria a harmonia do jazz com uma batida de samba.

Após os festejos dos 50 anos da bossa nova, não é o violão de nylon (instrumento vital da bossa), e sim a guitarra elétrica, jazzística, que aqui se destaca, seguindo muitos dos grandes músicos norte-americanos das 6 cordas eletrificadas, que ajudaram a moldar o movimento. Na companhia de Sérgio Barrozo (contrabaixo) e André Tandeta (bateria), músicos experientes na linguagem da bossa nova e da música popular brasileira, e sem se cercar de convidados especiais, constrói um repertório onde os temas clássicos se aproximam de pérolas pouco gravadas como "Mojave" (num clima "afro-californiano"), "Tema de Amor de Gabriela" (inicialmente gravada por Tom e Gal Costa para o filme Gabriela de 1983) e "Look to the Sky" (uma belíssima melodia instrumental do final dos anos 60, que viria a ganhar uma letra 30 anos depois na voz de Leny Andrade). Tudo soando de forma original e vibrante ao mesmo tempo.

Fonte: Clube de Jazz / Wilson Garzon

NR: Lembramos aos amantes da música que Paulinho Andrade, grande saxofonista baiano, lançou, no dia 16 de junho, no “Tom do Sabor” um disco com canções de Jobim, que está à venda no local e nas casas especializadas em boa música. Não percam, mesmo sem a redução do IPI.....

ANIVERSARIANTES 03/07


Dr. Lonnie Smith (1942) – organista,
John Blake (1947) – violinista,
John Klemmer (1946) - saxofonista , flautista, tecladista , vocalista,
Johnny Coles (1926-1996) - trompetista , flugelhornista (na foto),
Melissa Walker (1964) – vocalista,
Pete Fountain (1930) - clarinetista

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

ANIVERSARIANTES 02/07


Ahmad Jamal (1930) – pianista(na foto),
Charlie Watts (1941) – baterista,
Herbie Harper (1920) - trombonista,
James Hayes (1968) – pianista,
Kevin Seeley (1970) – trompetista,
Michael Abene (1942) - pianista,
Mike Kornrich (1951) – guitarrista,banjoísta, vocalista,
Patrick Manzecchi (1969) – baterista,
Richard Wyands (1928) - pianista,
Teodross Avery (1973) - saxofonista

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

TIM GARLAND – LIBRA (GLOBAL MIX)


Ouvindo o saxofonista britânico Tim Garland é fácil lembrar do saxofonista Sonny Rollins ,décadas atrás, com Stan Tracey, pianista do “Ronnie Scott” que o acompanhou em muitas das suas apresentações no clube londrino. “Alguém aqui imagina o quanto ele é bom?”, questiona Rollins. Felizmente, os tempos mudaram e muitos britânicos reconhecem a qualidade de Garland, mas lá permanece a suspeita de que ele seja norte-americano, evitando que metade do país ajoelhe diante dele.

Um magistral saxofonista soprano e tenor, além de tocar clarinete baixo, Garland é, também, um ótimo compositor e arranjador. Ele está em casa tanto na música clássica como no jazz, tanto com orquestras quanto com pequenos grupos. Estas qualidades estão presentes no CD duplo “Libra”, que apresenta Garland com seu trio e a “Royal Philarmonic Orchestra-RPO” .

Garland tem dois trios. Um mais clássico, “Acoustic Triangle”, com o pianista Gwilyam Simcock e o baixista Malcolm Creese. O outro é mais expansivo, às vezes agitado, “Lighthouse Trio”, onde Malcolm Creese é substituído pelo percussionista Asaf Sirkis, que apresenta inovações nos intrumentos percussivos. Desde que se apresentaram com a “Northern Sinfonia” em “If The Sea Replied(Sirocco,2005)”, a “Lighthouse Trio” tem sido a banda mais ativa de Garland e o âmago do álbum.

O trio, enriquecido pela “Sacconi Strings” em uma faixa, é ouvido sozinho no segundo disco, “Moon”, em uma série de gravações ao vivo. A maior parte do barulho da platéia foi retirado e o som é rico e envolvente. Há três composições alheias (“Blue in Green” de Miles Davis, “Sly Eyes” de Kenny Wheeler” e “Nostalgia in Times Square” de Charles Mingus) e quatro originais de Garland. A mistura de salsa e tango (“Bajo Del Sol”) com Garland no clarinete baixo, mostra como a intensidade do “Lighthouse Trio” pode ser compatibilizada com os aspectos líricos.

No primeiro disco, “Sun”, o trio apresenta-se com a RPO na suíte em quatro partes “Frontier”. A primeira parte, “Sungod”, apresenta só a orquestra, tendo Garland como compositor e arranjador, explorando o volume alto, com o mesmo impacto que o trio faz em “Bajo Del Sol” como se dez valessem cem. Tímpanos trovejantes, metais, címbalos, sugerindo uma dominância de saxofone baixo. O trio está em pé de igualdade com a orquestra na terceira parte, “On Sungod”, que inclui um devastador solo de Garland no saxofone tenor.

O trio completa o primeiro disco com quatro faixas gravadas em estúdio. O guitarrista convidado, Paul Bollenback, adiciona um solo excitantemente percussivo em “Hang Loose”, que apresenta Sirkis, o mais exótico baterista residente na Grã-Bretanha, desde que foi introduzido pelo “Portico Quartet” em “Knee Deep In The North Sea (The Vortex,2007)”.

Faixas: CD1 (Sun): The Eyes Of Ages; Hang Loose; Arabesque For Three; Frontier - Pt. 1 SunGod, Pt. 2 Moongod, Pt. 3 On Sungod, Pt. 4 Libra; Old Man Winter.
CD2 (Moon): Blue In Green; Bajo Del Sol; Darkhouse; Sly Eyes; Black Elk; Break In The Weather; Nostalgia In Times Square.

Músicos : Tim Garland : saxofones tenor e soprano, clarinete baixo e flauta baixo; Gwilym Simcock: piano; Asaf Sirkis: percussão ; Paul Bollenback: guitarra ; Royal Philharmonic Orchestra conduzida por Tim Garland ; Sacconi Strings (CD2: faixa 3).


Fonte : All About Jazz / Chris May

ANIVERSARIANTES 01/07


Alceu Valença (1946) – vocalista,
Duncan Lamont (1931) – saxofonista,
Earle Warren (1914-1955) – saxofonista,vocalista,
James Cotton (1935) – gaitista,vocalista,
Rashied Ali (1935) – baterista,
Robertinho Silva (1941) – baterista, percussionista(na foto),
Tony Miceli (1960) - vibrafonista

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Show Tainah - Teatro Gamboa Nova