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quinta-feira, 20 de julho de 2017

JULIA HÜLSMANN QUARTET WITH THEO BLECKMAN – A CLEAR MIDNIGHT – WEIL AND AMERICA



Bobby Darin, Ella Fitzgerald ou Louis Armstrong, um destes nomes salta imediatamente à mente com a menção de “Mack the Knife”. Todas as suas versões são distintivamente grandes, ninguém é mesmo remotamente sinistro, que é singular uma canção sobre um ladrão desapiedado e assassino fazer sucesso. Porém, “Mack” apresentado por Theo Bleckmann é apenas correta, apresentando uma serpejante leitura por trás de uma ruela, que evidencia o calafrio. Realmente, Bleckmann, assim igualmente habilitado para o toque angelical ou malandro, é um intérprete ideal para o repertório de Kurt Weill, que ,também, foi um mestre da sombra e da luz.

Porém, não cometa o erro de pensar que “A Clear Midnight” é como uma espécie de pacote com os maiores sucessos de Weill. Em vez disto, Bleckmann conspira com a pianista Julia Hülsmann para servir um potente trabalho que, misturando as frequentemente interpretadas (“September Song”, “Speak Low”) com a enigmática (“Little Tin God”, “Great Big Sky”), foca na amplitude e excelência do letrista Weill, abarcando Bertolt Brecht, Maxwell Anderson, Ira Gershwin, Ogden Nash e Langston Hughes. Nem, de fato, é um programa inteiro de Weill. No meio do álbum, Hülsmann oferece três composições inspiradas na poesia de Walt Whitman: a esquiva “A Noiseless Patient Spider”, uma interpretação estilo “choro de criança” de Bleckmann para a faixa título e sua estimulante “Beat! Beat! Drums! ”.

Embora o nome de Hülsmann ultrapasse o seu na capa do álbum, e duas das faixas do projeto sejam instrumentais, Bleckmann é o animador e destaque do show. Largamente impulsionado pelo trompete e flugelhorn de Tom Arthurs, o quarteto providencia a cama com penas de ganso para seu frequentemente espectral e invariavelmente contagiante voz.
Faixas: Mack the Knife; Alabama Song; Your Technique; September Song; This is New; Eiver Chant; A Clear Midnight; A Noise Patient Spider; Beat! Beat! Drums!; Little Tin God; Speak Low; Great Big Sky.

Músicos: Theo Bleckmann: vocal; Julia Hülsmann: piano; Tom Arthurs: trompete, flugelhorn; Marc Muellbauer: baixo; Heinrich Köbberling: bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho assistam ao vídeo abaixo:

 
Fonte: Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 20/07



Arnold Fishkind (1919-1999)- baixista,
Bill Dillard (1911-1995) - trompetista,vocalista,
Bob McHugh (1946) - pianista,
Carlos Santana (1947) – guitarrista,
Charles Tyler (1941-1992) – saxofonista,
Ernie Wilkins (1922-1999) – saxofonista,
Romero Lubambo(1955) – violonista,guitarrista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=8Pc3U_slMAo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

JON IRABAGON – BEHIND THE SKY (Irabaggast Records)



O último ábum de Irabagon é o seu mais tradicional desde “The Observer”, sua estreia pela Concord em 2009, que veio nos calcanhares da sua vitória, em 2008, na competição Thelonious Monk International Jazz Saxophone. Este álbum apresentou o saxofonista atuando na maioria das vezes no alto, diante de uma seção rítmica de instrumentistas veteranos como Kenny Barron, Rufus Reid e Victor Lewis. Desta vez, Irabagon confia em antigos companheiros como Luis Perdomo (piano), Yasushi Nakamura (baixo) e Rudy Royston (bateria) para providenciar o balanço suingado e o espírito de grupo que comanda “Behind The Sky”. Todas as faixas apresentam Irabagon no tenor e soprano, com o trompetista/flugelhornista convidado Tom Harrell em três faixas, em tom tradicional que está a milhas do avant-garde e trabalhos experimentais pelos quais o saxofonista é melhor conhecido.A intenção estabelecida de Irabagon com “Behind The Sky” é conectar-se com os ouvintes em nível emocional; o álbum foca um tema melancólico e explora vários caminhos que ele tem tratado coma perda recente de certas pessoas que amava e mentores (incluindo o falecido Kenny Wheeler). Este não é um álbum pesaroso, entretanto. Admitidos são os compartilhamentos de momentos reflexivos, mas “Behind The Sky” é repleta de melodias enriquecedoras, conduzidas de forma suingada e levando a uma graciosa interação do grupo. Harrell soa tão lírico e meditativo como sempre: Ouça como graciosamente seu flugel dança com o tenor de Irabagon em “Obelisk”, como os dois refletidamente exploram os contornos da composição —em harmonia, dissonância e unissonância— antes de lançarem-se em uma inesperada improvisação com os dois instrumentos que no fim voltam ao tema. Com “Behind The Sky”, Irabagon não está mais assim tão preso ao passado como ele está tocando com o vigor existente que deve, por outro lado, ser negligenciado como suas inclinações “aparentes” continuam a se desenvolver e informar seu corpo de trabalho. O mais audacioso e experimental lado de Irabagon é proeminentemente exposto em “Inaction Is An Action (Irabbagast)”, um lançamento solo simultâneo que documenta suas explorações corajosas no minúsculo saxofone sopranino. Reminiscente do brilhante solo do saxofone soprano dos CDs de Sam Newsome, “Inaction Is An Action”, expôs o amplo potencial sônico que o sopranino oferece, incluindo o uso de extensas técnicas radicais (microtons, multifonia, sons percussivos, superposições, vocalizações). O lançamento duplo de “Behind The Sky” e “Inaction Is An Action” exibe muitas facetas deste amplo leque e fundamentos do saxofonista e confirma-o como um dos mais importantes compositores e improvisadores do nosso tempo.

Faixas: One Wish; The Cost Of Modern Living; Music Box Song (For When We're Apart); Still Water; Obelisk; Sprites; Lost Ship At The Edge Of The Sea; Mr. Dazzler; Eternal Springs; 100 Summers; Behind The Sky (Hawks And Sparrows).

Músicos: Tom Harrell: trompete, flugelhorn (4, 5, 9); Jon Irabagon: saxofones tenor e soprano; Luis Perdomo: piano; Yasushi Nakamura: baixo; Rudy Royston: bateria.

Fonte: ED ENRIGHT (DownBeat)