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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

REGGIE WATKINS - AVID ADMIRER : THE JIMMY KNEPPER PROJECT (BYNK Records)


“Avid Admirer: The Jimmy Knepper Project” é franco e resoluto em sua ambição. O residente em Pittsburgh, Reggie Watkins, é um antigo admirador do colega trombonista Jimmy Knepper (1927–2003), que tocou com alguns dos mais notáveis grupos de jazz do século XX e foi particularmente bem conhecido pelo seu trabalho como instrumentista e arranjador para Charles Mingus. Watkins e Knepper encontraram-se uma vez em um concerto de Maynard Ferguson, e suas famílias passaram a se conhecer através de uma conexão com a igreja da cidade natal de Watkins, Wheeling, na West Virginia. Assim, quando a viúva de Knepper faleceu em 2014, as filhas dele doaram o trombone Bach Stradivarius do falecido pai a Watkins, sabendo que ele daria voz ao instrumento uma vez mais. Isto é exatamente o que ele faz no terceiro álbum como líder, um passeio do quinteto que explora oito das composições de Knepper mais uma balada de Gordon Jenkins, que Knepper afeiçoou-se em tocar. As faixas incluem o suingante blues “Avid Admirer”, a excêntrica “Idol Of The Flies” e a dançante “Ogling Ogre” todas do álbum de 1957 de Knepper com o pianista Bill Evans; “Figment Fragment”, um contrafato de Knepper ao hino da era do suíngue “Stompin’ At The Savoy”; a complexidade medida de “Cunningbird” do álbum de Knepper de 1976; a balada bossa nova de “Noche Triste”; “In The Interim” e “Goodbye”, ambas do álbum de 1986 de Knepper, “Dream Dancing” e “Primrose Path”, originalmente gravado em 1958 por Knepper e o saxofonista barítono Pepper Adams. Watkins está reunido em “Avid Amirer” a um time de ases de novaiorquinos, que incluem o saxofonista tenor e soprano Matt Parker, que encabeça o selo BYNK e serviu como coprodutor; os pianistas Orrin Evans (faixas 1–6) e Tuomo Uusitalo (faixas 7–9); o baixista Steve Whipple e o baterista Reggie Quinerly. Conhecido no jazz e no campo comercial para sua bem-acabada e comovente entonação e um impressionante alcance, Watkins não experimenta emular o som de Knepper—que não foi definitivamente o ponto aqui. Antes, Watkins gravou “Avid Amirer” fora de absoluta admiração, é seu próprio gozo pessoal que vem, ao longo do trabalho, muito claramente. 

Faixas   

1 Figment Fragment 4:17            
2 Idol of the Flies 3:56  
3 Cunningbird 5:13        
4 Noche Triste 5:44        
5 In the Interim 6:04      
6 Avid Admirer 5:53      
7 Ogling Ogre 5:08         
8 Primrose Path 5:27     
9 Goodbye 4:30

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

 
Fonte: ED ENRIGHT (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 12/12


Adam Kolker (1958) – saxofonista,flautista,clarinetista,
Alex Acuña (1944) – baterista, percussionista,
Antwon A. Owens (1982) - baterista,
Bob Dorough (1923) – pianista,vocalista,
Dodo Marmarosa (1925-2002) - pianista,
Eddie Barefield (1909-1991) – clarinetista,saxofonista,
Frank Sinatra (1915-1998) - vocalista,
Grover Washington, Jr. (1943-1999) - saxofonista,
Jeff Johnson ( 1954) - baixista,
Joe Williams (1918-1999), vocalista,
John Hicks (1941-2006) – pianista,
Leonisa Ardizzone (1968) - vocalista,
Richard Galliano (1950) - acordeonista,
Tony Williams (1945-1997) – baterista,
Toshiko Akiyoshi (1929) – pianista,líder de orquestra,
Wagner Tiso (1945) – pianista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=slgrUyA4QlY

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

AKI TAKASE / DAVID MURRAY – CHERRY-SAKURA (Intakt Records)


Vinte e cinco anos antes da gravação do seu álbum novo em duo, quase em um dia, Aki Takase e David Murray gravaram “Blue Monk”, no qual eles exploram algumas das misteriosas dimensões de Thelonious Monk através de quatro de suas músicas. Em “Cherry-Sakura”, eles voltam em uma bicicleta construída para dois com uma exuberante tomada de “Let’s Cool One” de Monk. Enquanto Murray, carismaticamente, com a melodia no clarinete baixo, Takase vigorosamente conecta Monk aos mestres iniciais do piano, como seu herói Fats Waller, com seus modelos em rotação rápida. É uma performance contagiante, você deve querer pressionar o botão de repetição em feliz abrigo do mundo exterior. 

O resto de “Cherry-Sakura” consiste de inéditas feitas por Murray ou pela residente em Berlim, Takase (que neste ponto da sua ilustre carreira merece ser melhor conhecida em outros países). Murray esteve raramente em mais deslumbrantes formas à la Ben Webster no saxofone tenor, do que em “To A.P. Kern”, dedicado ao tema do famoso poema de amor de Pushkin, e “Nobuko” de Takase, uma balada adorável, em memória de sua mãe, para qual ela aplica um toque clássico reservado.

Murray e Takase são mestres estabelecidos do free jazz, mas de 25 anos em ação, eles mantêm este lado de composição artística largamente sob abrigo no interesse de performances mais contidas. Como revelado na saltitante Takase e entonação bamboleante em “A Very Long Letter”, a pianista, 69, e o saxofonista, 62, podem ainda acelerar os passos em moda tempestuosa, quando impele a batida. Porém, nesta inclinação, eles colocando o peso mais no lírico do que quando eles entraram juntos no estúdio no passado. Nenhuma surpresa vindo de artistas, que nunca pararam de se desenvolver.

Faixas: Cherry – Sakura; A Very Long Letter; Let’s Cool One; To A.P. Kern; Stressology; Nobuko; Blues for David; A Long March to Freedom.

Músicos: Aki Takase: piano; David Murray: saxofone tenor, clarinete baixo.

Fonte: Lloyd Sachs (JazzTimes)