Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

ANIVERSARIANTES 18/08


Bob Helm (1914-2003) - clarinetista,

Brian Auger(19390 – organista,

Buschi Niebergall (1938-1990) -baixista,

Carl Fontana (1928-2003) - trombonista,

Charlie LaVere (1910 - 1983) – pianista , líder de orquestra,

David King(1965) - guitarrista,

Don Bagley (1927) - baixista,

Dudu Pukwana (1938-1990) – saxofonista,

Evan Marien (1986) - baixista,

Joe Comfort (1917-1988) - baixista,

Karen Oberlin (1966) - vocalista,

Lynn Seaton (1957) - baixista,

Melissa Forbes (1972) – vocalista (na foto),

Pete Yellin (1941) – saxofonista, flautista ,

Quintin W. Gerard (1966) - saxofonista,

Screamin´Jay Hawkins (1929-2000) – pianista, vocalista


Fonte : All About Jazz

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

ANIVERSARIANTES 17/07


Abe Laboriel (1947) - baixista,

Ben Riley (1933) - baterista ,

Benny Krueger (1899 - 1967) - saxofonista ,

Bruce Mckenzie (1964) - guitarrista,

Byron Wallen (1969) – trompetista , flugelhornista,

Chet McCraken (1952) – baterista, guitarrista,

Chico Freeman (1949) - saxofonista ,

Danny Bank (1922) - saxofonista,

Eddie Dougherty (1915) - baterista,

Georgie Hormel (1928 - 2006) - pianista,

George Barnes (1921-1977) - guitarrista,

Ivan Valentini (1955) - saxofonista,

Jack Washington (1910 - 1964) - saxofonista ,

Jason Raso ( 1976) – baixista ,

Joannie Pallatto (1954) - vocalista,

Jimmy Scott (1925) – vocalista,

Joe Morello (1928) - baterista ,

Katharine Cartwright (1952) - vocalista,

Mary Osborne (1921-1992) - guitarrista,

Nick Brignola (1936-2002) - saxofonista, clarinetista , flautista (na foto),

Olivia Revueltas (1951) -pianista,

Peppermints Harris( 1925-1999) – guitarrista, vocalista ,

Phoebe Snow (1952) –vocalista,

Ray Copeland (1926-1984) – trompetista,

Tom Pickles(1984) - flautista

Vince Guaraldi (1928-1976) - pianista,

Wilfred Middlebrooks(1933-2008) - baixista

Fonte : All About Jazz

Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

PALMYRA & LEVITA COM REBECA FALCONE NO SALVADOR DALI-18 JULHO (SEXTA)


MORRE O PIANISTA GERALD WIGGINS


Gerald Wiggins (na foto), 86 anos, pianista que liderou um trio estabelecido em Los Angeles, e cujos trabalhos incluem artistas como Louis Armstrong, Benny Carter, Lou Rawls, Jimmy Witherspoon, Eartha Kitt, Roy Eldridge, Zoot Sims, Lena Horne, Helen Humes, Ella Mae Morse, Kay Starr, Joe Williams e Nat “King” Cole, faleceu no último 13 de Julho em Los Angeles. A causa não foi divulgada , mas Wiggins apresentava problemas de sáude.


Wiggins, que também atuou como orientador vocal de Marilyn Monroe e iniciou sua carreira acompanhando o ator Stepin Fetchit, nasceu em Nova York em 12 de Maio de 1922. Ele inicialmente estudou piano clássico , mas depois , na adolescência, se interessou pelo jazz após ouvir um disco de Art Tatum.

Wiggins integrou-se à big band de Les Hite em 1942 e tocou com Louis Armstrong e Benny Carter , antes de ingressar no Exército em 1944 onde ficou por dois anos. Após seu desengajamento, mudou-se para Los Angeles e veio a ser um intenso “side man” , além de manter seu próprio trio.
Frequentemente chamado “The Wig”, Wiggins a partir de 1953 gravou numerosos álbuns como líder para selos como Swing, Vogue, Hi-Fi, Discovery, Dig, Challenge, Contemporary e Concord.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 16/07


Teddy Buckner (1909-1994) - trompetista,

Nat Pierce (1925-1992) - pianista,

Cal Tjader (1925-1982) - vibrafonista,

Bobby Previte (1957) - baterista ,

Andrea Vicari (1965) - pianista ,

Annie Whitehead (1955) - trombonista ,

Anton Schwartz (1967) - saxofonista ,

Bola Sete (1923 - 1987) - violonista (na foto)

Denise LaSalle (1939) - vocalista,

Eddie Farley (1904) – trompetista , vocalista,

Fred Walker (1942) - saxofonista,

Rene Urtreger (1934) - pianista,

Ric Craig (1963) - baterista

Fonte : All About Jazz

Dez anos sem “A Voz”

Frank Sinatra 12/12/1915, Hoboken, EUA
+ 14/5/1998, Los Angeles, EUA



Há dez anos, o mundo perdia Frank Sinatra, considerado a mais perfeita voz de toda a história da música popular internacional e famoso, também, por sua interpretação em inúmeros filmes.


Há dez anos, o mundo perdia Frank Sinatra, considerado a mais perfeita voz de toda a história da música popular internacional e famoso, também, por sua interpretação em inúmeros filmes.
Decorridos 10 anos de seu desaparecimento, Frank Sinatra recebe homenagens como melhor cantor da música popular. Correto ator de cinema, ganhador de um Oscar por seu desempenho no filme “A Um Passo da Eternidade”, Frank Sinatra consagrou-se como um gênio na qualidade de cantor, por muitos considerado a mais perfeita voz de toda a história da música popular internacional. Aos 10 anos de sua partida, a memória do grande intérprete é homenageada com relançamento de álbuns, filmes e DVDs de apresentações que assinalaram os principais momentos de sua brilhante carreira artística, no cinema e na música.


Nascido em New Jersey-EUA, em 1915, filho de dois imigrantes italianos, Sinatra foi um autodidata musical, desenvolvendo um estilo irretocável de cantar. Como quase nenhum outro artista da música pop em todos os tempos, criou uma fluente linha de interpretar sem pausas perceptíveis para respiração, recurso utilizado somente pelos grandes cantores de ópera. A ênfase vocal dada às frases, com dicção e afinação perfeitas, também é quase única no cancioneiro popular, sendo registrada apenas nas vozes de Billie Holiday e Mabel Mercer.


Voz inigualável
A dimensão do seu talento e a originalidade como cantor valeram a Frank Sinatra o apelido de “A Voz”. Sempre versátil e comprometido com o novo, ele foi diretamente responsável pela consagração internacional do brasileiro Antônio Carlos Jobim, ao convidar o compositor brasileiro para gravar músicas dele em álbuns que ainda hoje batem recordes de vendas.


Com extraordinário carisma, transportado para os palcos e para as telas, o adorado cantor e ator, também conhecido como “Olhos Azuis”, teve uma vida particular muito tumultuada, sendo acusado de ter ligações com a Máfia e de haver tentado o suicídio quando rompeu seu relacionamento com a atriz Ava Gardner, por ele mesmo considerada a maior paixão de sua vida. Mesmo muito tempo depois de separados, Frank ajudou financeiramente Ava, quando a bela atriz de “A Condessa Descalça”, já completamente dominada pelo alcoolismo, perambulava caçando jovens gigolôs pelas ruas de Madrid, na Espanha.


Presença constante
Desde seu lançamento como cantor, ainda muito jovem, Frank Sinatra dominou o universo da música popular internacional. Foi premiado dez vezes com o Grammy, maior troféu no gênero dos EUA, e ganhou 31 discos de ouro, nove de platina, três duplo platina e um triplo platina, por sucessivos êxitos de vendas. Certa vez, Frank Sinatra chegou a afirmar sobre si mesmo: “Só se vive uma vez e, do jeito que vivo, uma vez é suficiente”.
No cinema, atuou em 58 filmes, destacando-se tanto em musicais como “Marujos do Amor”, “Alta Sociedade” e “Um Dia em Nova York”, quanto em desempenhos dramáticos de grande intensidade, nos filmes “O Homem do Braço de Ouro”, “Não Serás um Estranho”, “ Redenção de um Covarde”, “Crime Sem Perdão” e “A Um Passo da Eternidade”, pelo qual obteve o Oscar e o Globo de Ouro como Melhor Ator Coadjuvante. Também conquistou o Prêmio Cecil B. DeMille, concedido pela Associação de Jornalistas Estrangeiros, também nos Estados Unidos.

Uma das canções que mais o identifica, além da sempre solicitada “My Way”, é “Strangers in the Night”, logo adotada, à sua revelia e em face de uma letra um tanto dúbia, como um dos hinos favoritos do público “gay” em todo o mundo.

Até sua morte, em 1998, Sinatra manteve-se em plena atividade artística. No Brasil, conseguiu lotar o estádio do Maracanã, com um público constituído por pessoas de todas as idades, de vez que sempre foi efusivamente aceito por várias gerações e ainda hoje o é, em meio a várias faixas etárias reconhecedoras do brilho singular de um dos maiores artistas do Século XX.


FIQUE POR DENTRO
O cantor e suas quatro esposasFrank Sinatra (1915-1998) teve quatro esposas: Nancy Barbato, as atrizes Ava Gardner e Mia Farrow (intérprete do clássico ´O Bebê de Rosemary´, de Roman Polanski) e Bárbara Marx, com quem viveu até o final de seus dias. Deixou três filhos: Nancy, Frank Sinatra Jr.e Tina.Em sua versátil carreira, interpretou vários gêneros musicais, do Big Band ao Swing, do Pop Clássico à Bossa Nova. Faleceu aos 82 anos, em Los Angeles, deixando um vazio até hoje não ocupado no campo da música popular.


JOSÉ AUGUSTO LOPES Repórter Diário do Nordeste, Fortaleza/Ce

Terça-feira, 15 de Julho de 2008

UNIVERSIDADE DE IDAHO DISPONIBILIZA ARQUIVOS PELA INTERNET


A Universidade de Idaho está divulgando sua coleção de materiais históricos do jazz , através do seu web site ,para os fãs .

A “International Jazz Collections”, um ramo dos arquivos da Universidade, inclui fotos, vídeos, entrevistas e correpondências dos jazzístas. O Instituto criou o “Web site” para postar sua coleção através da Internet.

“A presença destes materiais possibilita aos estudantes e estudiosos estarem cientes destes memoráveis tesouros , improvável de serem encontrados nos lares de Idaho, e distante da cena jazzística” declarou Lynn Baird, decano dos serviços de Biblioteca, em informe à imprensa. “As milhas serão apagadas por um toque de mouse.”

O “site” inclui rápidas conexões com as bibliotecas de Lionel Hampton (na foto), Dizzy Gillespie , Joe Williams, Conte Candoli, Lee Morse, Al Grey e Leonard Feature. Correntemente, o “site” , que ainda está em elaboração, apresentará biografias dos artistas com novos itens sendo adicionados pela “ International Jazz Collections” sob a coordenação do arquivsta Michael Tarabulski.

“Durante anos Michael tem trabalhado com esta coleção. Ele tem tido maravilhosas oportunidades para trabalhar com os músicos e suas familias e para recolher as estórias atrás da música,” disse Baird. “The International Jazz Collections possui coisas surpreendentes , tais como fotografias, partituras, gravações e correspondências de importantes artistas e críticos.”

O “site” possui uma extensa coleção de arquivos do líder de orquestra e vibrafonista Lionel Hampton, incluindo fotos, vídeos clips, áudio e entrevistas. Hampton manteve uma parceria com a Universidade de Idaho por 20 anos em seu programa de educação musical. A Universidade agora é a casa anual do Festival Internacional de Jazz Lionel Hampton.

Foi a doação inicial de Hampton ,da sua coleção, para a Universidade em 1992, que deu origem a “ International Jazz Collections”.

Outros arquivos incluem Ella Fitzgerald, Jane Jarvis, Roland Hanna, Gerry Mulligan e Buddy Tate.

A coleção pode ser acessada através do endereço http://www.ijc.uidaho.edu/

Fonte : JazzTimes / Melissa Daniels

ANIVERSARIANTES 15/07


Philly Joe Jones (1923-1985) - baterista (na foto),

Joe Harriott (1928-1973) – saxofonista,

Caroline Lynn (1961) - vocalista,

Cordell Jackson (1923) – guitarrista , vocalista,

GP Hall (1943)- guitarrista ,

Jhing (1980) - vocalista ,

Petros Klampanis (1981) - baixista,

Ron Kaplan (1953) - vocalista ,

Sadik Hakim (1919 - 1983) - pianista,

Washboard Sam (1910 - 1966) – “washboardista” , vocalista,

Willie Cobbs (1932) – gaitista , vocalista ,

Joe Carriot (1928-1973) – saxafonista,

Luciano Milanese (1950) - baixista


Fonte : All About Jazz

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

CHARLIE HADEN RETORNA ÀS SUAS RAÍZES EM NOVO CD


O baixista Charlie Haden ,(na foto), começou a ouvir as canções tradicionais norte-americanas em estações de rádio junto com sua família na década de 30, quando tinha apenas dois anos de idade. A carreira de Haden completa o círculo.

O novo álbum de Haden, “Ocean of Diamonds”, inclui canções tradicionais , baladas , bem como composições originais da família de Haden no estilo “folk-country” similares as que ele tocava quando criança.

O disco será lançado no próximo dia 23 de setembro pela Decca Records. A gravação apresenta seu costumeiro colaborador, o guitarrista Pat Metheny, bem como convidados como Bela Fleck, Elvis Costello, Vince Gill, Bruce Hornsby, Ricky Skaggs, Roseanne Cash, Dan Tyminski, Jerry Douglas e Sam Bush.

Os quatro filhos de Haden —o filho Josh e as filhas Petra, Tanya e Rachel— cantam e fazem coro em várias faixas. Seu genro , o ator e músico Jack Black, também contribui para o trabalho da família, cantando a tradicional “Old Joe Clark.” O álbum foi co-produzido pela esposa de Haden, Ruth Cameron.

Em sua longa carreira, Haden trabalhou com músicos que alcança diversas eras e gêneros, artistas que vão de John Coltrane e Keith Jarrett até Beck e Ringo Starr. Haden, que tem 70 anos, começou tocando músicas americanas nos estilos “folk” e “country” em estações de rádio populares como WSM em Nashville e KWTO em Springfield, MO, no final da década de 1930.

O baixista alcançou sucesso de crítica como membro do quarteto de Ornette Coleman nos anos 50. Haden também tocou com Keith Jarrett, ao lado de Paul Motian e Dewey Redman de 1967 a 1976.

Desde 1986, Haden tem tocado e gravado com o “Quartet West” , composto pelo saxofonista Ernie Watts, o pianista Alan Broadbent e o baterista Larance Marable.

Haden continua pesadamente envolvido como líder da política e socialmente focada “Liberation Music Orchestra - LMO” , uma experiência em ‘free jazz” e trabalho experimental coletivo com uma formação aberta e reflexiva desde sua concepção nos anos 70. Ao lado da orquestra está a compositora e arranjadora Carla Bley. O mais recente trabalho da LMO foi seu quarto disco , lançado em 2005’, “Not in Our Name”.

Fonte :JazzTimes / Melissa Daniels
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ANIVERSARIANTES 14/07


Billy Kyle (1914-1966) - pianista,

Alan Dawson (1929-1996) - baterista,

George Lewis (1952) – trombonista ,

Angelique Kidjo (1960) - vocalista (na foto),

Cubby O´Brien(1946) – baterista ,

Doug Carn (1948) – pianista ,

Ken Serio (1964) - baterista,

Kenny Napper (1933) - baixista ,

Sabu Martinez (1930 - 1979) - percussionista ,

Tony Archer (1939) - baixista

Thomas Nordlund (1983) - guitarrista


Fonte : All About Jazz

Domingo, 13 de Julho de 2008

WILLIE NELSON & WYNTON MARSALIS - TWO MEN WITH THE BLUES (BLUE NOTE 2008)


Caso você tenha esquecido, em 2006 o cantor e guitarrista Willie Nelson, 73 anos, foi preso na Louisiana. A polícia rodoviária seguiu o ônibus da banda de Nelson ao sentir que um forte cheiro de maconha vinha das janelas do ônibus. O veículo foi parado e foi encontrado em torno de 2k da erva e um saco com cogumelos alucinantes. Uma TV a cabo americana reportou que , também, foi encontrado um jarro contendo 40 cm do formaldeído Waylon Jennings.

Nelson, que fez seu nome na música “country”, mas que por décadas tem alargado seu campo de ação , incluindo o blues e um pouco de jazz , apesar da idade avançada , mantém-se por meses na estrada , vive uma vida similar aos músicos de jazz de antigamente. Também, divide com eles o senso de humor sinistro. Os demais ocupantes do ônibus , com idade variando entre 50 e 75 anos, foram postos para fora do ônibus , exceto um com 75 anos, que dormia durante todo o evento. Quando mais tarde foi questionado porque a polícia não o tinha levado. Nelson respondeu : “ Eu disse que você estava morto”.

A ocorrência criou uma ressonância geral para “Two Men With The Blues” e, em particular, para “Ain´t Nobody´s Business”, a penúltima faixa deste disco gravado ao vivo na Allen Room do Lincoln Jazz Center com Wynton Marsalis e sua banda em duas noites em janeiro de 2007.

A música que você ouvirá , a maioria das quais habita os tempos altos saltitantes do “blues´n´boogie” do estilo das bandas dos anos 40, é aquela que, se você estiver com sorte, se escuta ao longo dos bares de estrada dos estados sulinos dos Estados Unidos nos passados sessenta anos, embora tocada por músicos de reconhecimento internacional : O conjunto de Marsalis acrescido de Mickey Raphael , que toca gaita na banda de Willie Nelson.

Não é um risco para a música. Faz você voltar ao passado e sentir-se feliz . A voz de Nelson ainda está boa com seu timbre rouquenho. Ele se mostra desajeitado nos fraseados de “Stardust” de Hoagy Carmichael , mas é compensado pela leitura da igualmente bela “Georgia on My Mind” de Carmichael. Sua performance na guitarra , em que a sombra de Django Reinhardt mistura-se com aquelas de T-Bone Walker, é surpreendentemente substancial. Os solos são breves e deliciosos em sete das dez faixas, sendo arrebatadores em duas delas, incluindo o seu em “Rainy Day Blues”. Marsalis e o saxofonista Walter Blanding também aparecem em sucintos, mas atrativos solos.

Uma espécie de álbum que dá a um exclusivo projeto de um super grupo um bom nome.

Fonte : All About Jazz / Chris May

ANIVERSARIANTES 13/07


George Lewis (1900-1968)- clarinetista ,

Leroy Vinnegar (1928-1999) – baixista(na foto),

Albert Ayler (1936-1970) – saxofonista,

Bengt-Arne Wallin(1926) – trompetista,

Bill Carrothers (!964) – pianista,

Pete Escovedo (1935) – percursionista , vocalista


Fonte ; All About Jazz

Sábado, 12 de Julho de 2008

ANIVERSARIANTES 12/07


Will Bradley (1912-1989) - trombonista , líder de orquestra,

Paul Gonsalves (1920-1974) – saxofonista (na foto),

Conte Candoli (1927-2001) - trompetista,

Big John Patton (1935-2002) - organista,

Jean-Francois Jenny-Clark (1944-1998) – baixista,

Charles Carter (1939) – baterista ,

Chuck Loeb (1955) – guitarrista ,

Johnny Laws (1934) – vocalista ,

Mark Soskin (1953) – pianista ,

Rusty Dedrick (1918) – trompetista ,

Sam “The Man” Taylor (1916) - saxofonista ,

Sammy Lawhorn (1935) – guitarrista ,

Steve Melling (1959) – pianista ,

Steve Tintweiss (1946) - baixista


Fonte : All About Jazz

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

STEVE MARCUS PROJECT (MIGHTY QUINN)



O saxofonista tenor e soprano Steve Marcus (1939-2005) morreu antes deste álbum ser concluído. Uma sessão com o quarteto formado com o guitarrista Bill Bickford, o baixista Rick Petron e o baterista Joe Corsello , foi completada com faixas gravadas apenas com a seção rítmica. A qualidade da música é alta.

Marcus é melhor conhecido por seu longo período de trabalho com a big band de Buddy Rich (1975 até a morte deste em 1987) e com a experiência inicial do guitarrista Larry Coryell com um grupo de jazz-rock , “Eleventh House”, no período de 1971 a 1973. Sua sonoridade apresenta semelhanças com jovens saxofonistas da década de 60, que absorveram os métodos e técnicas de John Coltrane, Charles Lloyd, Frank Tiberi e Dave Liebman, dentre outros. Marcus, também, mostra uma habilidade similar a Eddie Harris com longas linhas em intervalo escalar de um quarto.

O blues composto por Coltrane , “Up´Gainst the Wall” , é um desafio para o tenor de Marcus, com frases soando nos baixos registros e longas linhas flutuando através de mudanças de acordes. “Skylark” de Hoagy Carmichael oferece uma perspectiva de uma bela balada para o seu virtuosismo. “House of Cads” de Bickford, apresenta um linha angular com influência do rock, com acordes nervosos. É a melhor performance de Marcus no sax soprano. Seus rápidos movimentos, linhas pentatônicas e sonoridade parecida com a do oboé, possibilita uma bela performance.

Bickford & Cia apresenta a energia do jazz-rock e escala modal da década de 60, frequentemente através do álbum. “Óleo” de Sonny Rollins e “Footprints” de Wayner Shorter, apenas com trio, mostra como eles , ritmicamente, transformam “standards” familiares. Alguém pode imaginar como Marcus teria “devorado” estas faixas com a intensidade que ele exibe em “Up´ Gainst The Wall”.

Fonte : JazzTimes / Owen Cordle

ANIVERSARIANTES 11/07


Clyde Bernardt (1905-1986) - trombonista , vocalista [Fonte:JazzTimes],

Bryan Lubeck (1967) - guitarrista [Fonte: All About Jazz] ,

Francine Reed (1947) – vocalista [Fonte: All About Jazz],

Henry Lowther (1941) – trompetista [Fonte: All About Jazz],

Kirk Whalum (1958) – saxofonista [Fonte: All About Jazz],

Peter Cincotti (1983) – pianista , vocalista (na foto) [Fonte: All About Jazz] ,

Tomasz Stanko (1942) – trompetista [Fonte: All About Jazz]

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

ANIVERSARIANTES 10/07


Noble Sissle (1889-1975) - líder de orquestra, vocalista,

Ivie Anderson (1905-1949) - vocalista,

Milt Buckner (1915-1977) - organista , pianista,

Dick Cary (1916-1994) - pianista , trompetista,

Major Holley (1924-1990)- baixista,

Frank Wright (1933-1990) - saxofonista,

Lee Morgan (1938-1972) - trompetista (na foto)


Fonte : JazzTimes

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

ROSA PASSOS - ROMANCE (TELARC -2008)



Nada mais natural que, em Romance, ela explore com mais liberdade do que nos álbuns anteriores sua porção jazzística, abrindo espaço generoso para que seus músicos brilhem tão intensamente quanto ela. Com o perfeccionismo técnico habitual que a cantora preserva, inspira e exige, eles renovam juntos 12 canções românticas brasileiras, de autores que ela sempre gravou. A maioria é de clássicos consagrados na voz de outros grandes intérpretes como Elis Regina (ídolo maior de Rosa entre as cantoras nacionais), Elizeth Cardoso, João Gilberto (outro de seus ícones), Maysa, Nana Caymmi, Gal Costa, Maria Bethânia. Menos conhecida, Cadê Você (João Donato/Chico Buarque), gravada apenas pelos autores e por Ângela Ro Ro, tem mais ainda sabor de inédita e ganha, definitivamente, sua melhor gravação.

Do repertório de Elis, a faixa pontual é Altos e Baixos (Sueli Costa/Aldir Blanc), que já virou clássico dos shows de Rosa na parte em que ela homenageia seu ídolo. "Não deixa de ser também uma homenagem a Sueli Costa, que é uma compositora brasileira que respeito muito", diz Rosa. Com solo de Daniel D’Alcântara (flugelhorn), é uma das melhores faixas do CD. Outra preciosidade, com sete minutos e meio de duração, é Tatuagem (Chico Buarque/Ruy Guerra), que também teve gravação marcante de Elis em 1976.

Em ambos os casos, como em outros - Nem Eu (Dorival Caymmi), Preciso Aprender a Ser Só (Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle), Atrás da Porta (Francis Hime/Chico Buarque), Eu Sei Que Vou te Amar (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes) -, você até esquece as referências anteriores de interpretação, porque Rosa imprime sua personalidade em cada detalhe. Não se trata apenas de desconstruir as canções, nem variar por variar, mas também manter a essência ao se entregar a elas. Álibi (Djavan) é um bom exemplo de como ela saboreia as sílabas dançando pela melodia sinuosa, explorando não apenas o sentido, mas a musicalidade natural das palavras que o arranjo compartilha. Muito diferente do que faz a maioria dos que apelam a regravações.

Como nos trabalhos anteriores (ou talvez mais), Rosa escolheu as canções de Romance de forma a contar uma história - que se encerra com dois antigos sambas-canções, Neste Mesmo Lugar (Armando Cavalcanti/Klecius Caldas) e Nossos Momentos (Luís Reis/Haroldo Barbosa). "Penso em meus discos como livros musicais, que sejam bons de ser lidos sempre", diz. Neste, ela aborda diversas situações amorosas e, mesmo que haja dor e saudade, determinou que a história tinha de ter final feliz, "sempre com sentimento de carinho, sem perder a delicadeza".

Rosa lembra que usa muito a intuição para cantar, mas sempre preocupada com a dicção, a dinâmica e a respiração, com a beleza do que canta. Além de, naturalmente, explorar algo diverso do que fizeram outros cantores com essas canções. "Sempre procuro me surpreender. Sou muito cuidadosa com minha música, levo muito a sério meu trabalho, sou muito estudiosa", reafirma. "Então, sempre procuro uma maneira de encontrar um caminho diferente, onde mostro o lado da intérprete, da estudiosa."

Para isso, ela conta com a "colaboração maravilhosa" de seus músicos, que são "talentosos, virtuosos". O resultado é de uma obra em conjunto e para melhor chegar a ele Rosa - que desta vez não toca violão nem canta músicas próprias - faz questão de gravar as bases e a voz (que fizeram em três dias em Romance) ao vivo em estúdio. "Gravarmos todos juntos para mim é muito importante, porque a gente está se olhando o tempo todo, não perde a emoção."

Ela tem mais do que isso a ensinar nesse aspecto de responsabilidade com a música. Laureada recentemente com o título doutor honoris causa do rigoroso Berklee College of Music, de Boston, ela toma como ponto de partida de suas oficinas para cantoras a seguinte questão: "Pra que gritar?" Pois é, parece que cada vez a maioria acha que cantar é isso. Romance é, mais do que nunca, a melhor prova em contrário.

Associada à bossa nova, Rosa Passos, ganhou imenso prestígio internacional no circuito jazzístico, embora não tenha ficado restrita a ele. No fim de maio, nos shows de lançamento do álbum Romance (Telarc), no Lincoln Center, em Nova York, ela teve na platéia gente do calibre de Madeleine Peyroux, Maria Schneider, Ron Carter e Wynton Marsalis. Este, no camarim, revelou à cantora que prepara um projeto exclusivo para ela.

Fonte : O Estado de São Paulo / Lauro Lisboa Garcia

ANIVERSARIANTE 09/07

June Richmond (1914-1962) - vocalista

Fonte : JazzTimes

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

BEBO VALDÉS LANÇARÁ DISCO GRAVADO AO VIVO


Bebo Valdés, pianista cubano , lançará um novo disco, “Live at the Village Vanguard “, no próximo dia 02 de Setembro.

As catorze faixas do álbum, gravado em Novembro de 2005, contém um conjunto de composições originais, boleros e clássicos da música cubana compostos por Ernesto Lecuona. Também inclui a apresentação de “Waltz for Debby” de Bill Evans, que foi tocada por este no Vanguard em 1961.

Valdés, que fará noventa anos em 19 de Outubro , é bem conhecido pela sua mistura de música cubana e jazz. Acompanhando-o durante a performance no Vanguard esteve o baixista Javier Colina. Valdés refere-se a Colina como “um dos melhores baixistas com que já toquei durante a minha vida e, certamente, o mais completo”

Valdés começou como pianista em Havana, Cuba, e veio a ser diretor musical do famoso Tropicana Club. Do início dos anos 40 até o início dos anos 50, Valdés trabalhou com artistas como Nat “King” Cole e Sarah Vaughan. Durante aqueles anos, Valdés veio a ser conhecido como um dos melhores pianistas de Cuba, bem como compositor, arranjador e líder de orquestra.

Com a revolução comunista crescendo forte nos anos 50, culminando com a revolução cubana em 1959, Valdés criou a “Sabor de Cuba Orchestra” como pretexto para deixar o país. Ele estabeleceu-se na Suécia no meado dos anos 60, e lá permaneceu até fixar-se na Espanha em 2007.

Valdés oficialmente se aposentou em 1990. O saxofonista cubano Paquito D’Rivera encontrou com ele quatro anos mais tarde para gravar uma sessão. A colaboração resultou no disco Bebo Rides Again em 1995.

Desde então, Valdés tem lançado vários discos premiados com o Grammy, incluindo “Bebo De Cuba” de 2005 que recebeu o Grammy para o melhor álbum de jazz latino.

Fonte : JazzTimes / Melissa Daniels

ANIVERSARIANTES 08/07


Bill Challis (1904-1994) - arranjador,

Louis Jordan (1908-1975) - saxofonista , vocalista ,

Billy Eckstine (1914-1993) - vocalista(na foto)


Fonte : JazzTimes

ICBA JAZZ

Jazz no Pátio no Instituto Cultural Brasil Alemanha




Programação:

11/07 : Chico Oliveira Quarteto ( Chico Oliveira, Pedro Augusto, Bira Marques. Hernan Voyzuk )

18/07 : Mou Brasil Quinteto ( Mou Brasil. Ldson e Marcelo Galter, Vitor Brasil e Ronnie Scott )

25/07 : Paulinho Andrade Quarteto

Obs: Após os shows terá início Jam Sessions.


Quando: Às 18:30 (sexta-feiras)
Quanto: R$ 5,00
Atrativos: EXCELENTE MÚSICA, ambiente muito agradável (aberto e coberto), gente interessante, chopp, café, comida alemã e ESTACIONAMENTO.
Onde: Goethe-Institut - Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória, Salvador - Bahia - Brasil



Acesso por transporte público:
Ônibus: pelo Campo Grande, Vale do Canela ou Vitória
De carro: pelo Vale do Canela

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João Donato - Entrevista - "Eu gosto é de jazz".

ENTREVISTA JOÃO DONATO
São Paulo, segunda-feira, 07 de julho de 2008
Não agüento mais falar de bossa nova
Músico, que 'gosta mesmo é de jazz', ganha show-homenagem com orquestra e cantores em SP!

JOSÉ FLÁVIO JÚNIORCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Diferentemente do que o nome do espetáculo pode indicar, 'João Donato e a Nova Geração' não é um show de Donato com participação de artistas da nova geração.Quem permanecerá no palco do Auditório Ibirapuera amanhã e quarta-feira da primeira à 22ª música é a Orquestra Ouro Negro, conhecida por belíssimas homenagens a Moacir Santos (1924-2006).O conjunto de 16 músicos dirigido pelo violonista Mario Adnet acompanhará Bebel Gilberto, Adriana Calcanhotto, Fernanda Takai, Marcelo Camelo, Roberta Sá e Marcelo D2 em temas de Donato. O pianista acreano entrará em cena apenas para os últimos cinco números.Trata-se, portanto, de um show-homenagem, não de um show de Donato. Patrocinadas pelo banco Itaú, as apresentações no Ibirapuera fazem parte de série de espetáculos dedicados à bossa nova -que seguem em agosto com shows de João Gilberto e de Caetano Veloso e Roberto Carlos, interpretando Tom Jobim.Só que João Donato de Oliveira Neto, 73, não se sente confortável quando associado à bossa nova. Ele participou da gênese do estilo musical, explorou suas características, mas não ficou restrito a elas. 'O trabalho do Donato é muito diferente, muito particular, muito assinado', diz Adnet, que definiu o roteiro do show com o produtor e colunista da Folha Nelson Motta.Em visita à casa de Donato, Adnet descobriu que um dos discos que mais influenciaram o pianista é 'Gerry Mulligan and His Ten-tette', que o saxofonista americano lançou em 1953, e acabou usando a obra como inspiração para criar os arranjos do espetáculo. Adnet ainda escreveu um tema de abertura, no qual cita as músicas 'Café com Pão', 'Bananeira' e 'Amazonas'. No restaurante do Itaú Cultural, em São Paulo, Donato falou sobre sua relação com a bossa, com seu cancioneiro e até com a morte. Leia os melhores momentos.

FOLHA - Neste ano só se fala em bossa nova, não?
JOÃO DONATO - Só se fala nisso. Eu não agüento mais falar de bossa nova. Eu gosto é de jazz!

FOLHA - Há quem lamente que você tenha ficado em segundo plano na história da bossa nova. Mas não seria errado reduzir você a um 'músico de bossa nova'?
DONATO - Não tem segundo plano nem primeiro. O meu espaço é tão antes, durante e depois que eu nem sei o que é bossa nova. Quando estou irritado, respondo que não sei o que é bossa nova. Esse rótulo é muito pouco para o que quero.

FOLHA - Qual você acha que foi sua grande contribuição para o começo da bossa?
DONATO - Eu contribuí em não ser aceito na maioria dos lugares. Ninguém me queria porque ninguém me entendia. Ninguém achava aquilo bom. Minha contribuição foi de ter batido de porta em porta e recebido vários nãos. Eu cansei de ser diferente sem querer, sem forçar nenhuma barra.

FOLHA - Qual é a canção mais bossa nova do seu repertório?
DONATO - 'Minha Saudade'? Ou 'Lugar Comum'? Eu não sei o que é bossa nova. O Almir Chediak (1950-2003) fez o meu songbook e não sabia que várias canções que ele conhecia eram minhas. Depois ele me disse que eu só tinha uma música. E eu: 'imagina, tenho mais de 200! Por que o songbook do Chico Buarque tem cinco volumes e o meu só um?'. E ele insistia que eu só tinha uma música, que eu fazia uma música só o tempo todo. Que eu só mudava o nome e a letra, mas minha música era uma só.

FOLHA - Você concordou com ele?
DONATO - Agora eu concordo. Eu não tenho tantas músicas assim. Tenho uma só, com vários apelidos.

FOLHA - Recentemente você está sendo muito requisitado, não?
DONATO - Com esse advento do cinqüentenário da bossa nova, não param de me ligar. Fico sem saber para onde ir. Venho para São Paulo, falo um pouquinho sobre o assunto e volto para o Rio no mesmo dia. Como se eu fosse o Ministro da Cultura, o embaixador da bossa nova, acompanhado de uma comitiva. É... desagradável.

FOLHA - Se tivessem dado valor, talvez você tivesse ficado mais preso à bossa nova?
DONATO - O quê? Eu tive uma liberdade total de escolher o rumo. Em vez de dizer que faço parte dessa equipe, tem horas que me nego a dizer que sou da bossa nova. Me tira desse movimento aí, rapaz! É pouco, eu quero é mais.

FOLHA - O repertório atual do João Gilberto, por exemplo, parece ter as mesmas coisas dos primórdios dele.
DONATO - Ele está fiel aos princípios. E eu não tenho princípio nenhum. Nem princípio, nem meio, nem fim. Sou mais ou menos eterno.

FOLHA - Você sente que nos últimos anos houve um interesse maior dos mais jovens pela sua música?
DONATO - Não sei se pela minha música. Eles estão mais esclarecidos. Sabem 'quem é quem', sem você ter de botar isso na capa do disco. Eles notam quem é o cara.

FOLHA - Com esses shows-homenagem você se põe a pensar na morte também?
DONATO - Não penso em nada. Eu vivo morto o tempo todo. Já morri e ninguém sabe. É tudo uma ilusão. Você está aqui conversando comigo e eu já passei há muito tempo. A morte é uma brincadeira onde tudo se resolve. Acabou o ciúme, a fome, a sede, o sofrimento, a inveja, a luxúria. Sabe o que restou? Restou o amor, que é a tradução da música.

JOÃO DONATO E A NOVA GERAÇÃO
Quando: ter., às 21h; qua., às 17hOnde: Auditório Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2, tel. 0/ xx/11/5908-4299; livre)
Quanto: R$ 30 e R$ 130 (ter.); grátis (qua.)

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

ANIVERSARIANTES 07/07


Tiny Grimes (1916-1989) - guitarrista,

Doc Severinsen (1927) - trompetista,

Hank Mobley (1930-1986) - saxofonista (na foto),

Joe Zawinul (1932 - 2007) - pianista,

John Campbell (1955) – pianista


Fonte ; JazzTimes

Count Basie encontrou a pureza das big bands



Frank Sinatra e Count Basie (na foto)


VINICIUS MESQUITA
Editor-assistente da Home Page do UOL


Count Basie, o 'herdeiro' do bandleader Bennie Moten, virou celebridade nos anos 1930 por criar a estrutura perfeita para uma orquestra de jazz. Criativo e autodidata, porém pouco virtuoso, o pianista Basie tinha como principal objetivo fazer o swing divertir. Os duelos entre os saxofonistas, os solos extravagantes e o ritmo correto, simples, mas cheio de ginga, eram apenas alguns dos ingredientes escolhidos por Basie para desenhar a orquestra mais energética de seu tempo


Comparado a Duke Ellington, Fletcher Henderson e Benny Goodman, Basie poderia parecer mais despretensioso e menos inventivo, mas seu alcance foi invejável. Aclamado pelos melhores instrumentistas e idolatrado pelos fãs do jazz, Basie conseguiu manter sua banda viva por 50 anos, entre 1935 e 1984, mesmo em épocas quando ninguém pretendia pagar algum trocado para apreciar o som das orquestras. Count Basie revelou Lester Young, um dos melhores saxofonistas de todos os tempos, apadrinhou a cantora Billie Holiday, sustentou músicos como Freddie Green (guitarra), Jo Jones (bateria), Buck Clayton (trompete) e Walter Page (baixo), abriu espaço para Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Tony Bennett e Sammy Davis Jr.e gravou várias vezes com Frank Sinatra.


Depois da Segunda Guerra Mundial, quando o swing perdeu força para o novato bebop, Basie soube se reciclar, alterando o formato de sua orquestra e incluindo alguns fundamentos do rock e do rhythm and blues em sua música. Gravou espetáculos ao vivo em Nova York com a participação da brilhante geração de Dizzy Gillpespie, Charlie Parker e Miles Davis. Manteve-se na ativa até 1984, quando morreu, aos 79 anos.

Domingo, 6 de Julho de 2008

THE ROY HARGROVE QUINTET – EARFOOD (EMARCY [2008])


Na apresentação do disco , o trompetista Roy Hargrove declara que “Earfood” foi gravado para trazer prazer para o ouvinte . Esta declaração soa como supérflua. Qual o artista que não quer divertir seu público? . O que Hargrove quis dizer , é que o objetivo do jogo é oferecer melodias cativantes com um mínimo de desnecessária bagagem artística ; melodias em oposição à ambiência sonora, doce harmonia em lugar de dissonância. Não há nenhum ritmo quebrado dentro da sonoridade emitida, nem um obscuro tempo de marcação, apenas despretensiosa e boa música.

Iniciando com “I'm Not Sure” do pianista Cedar Walton, Hargrove e o saxofonista Justin Robinson encaixam o tipo de harmonia de Lee Morgan no tema principal, antes de Hargrove apresentar o primeiro dos diversos e impressivos solos com os quais ele apimenta a sessão. Robinson retoma a pegada onde Hargrove a deixa , seguidos pelo pianista Gerald Clayton. Tudo unido na tradicional e clássica escola. Os tempos mais altos seguem a mesma trilha.


De forma não apologética , a intenção explícita de Hargrove é honrar a tradição, e o resultado às vezes é uma música que soa familiar. A banda realmente soa como eles se conhecessem a maneira como cada componente toca, e estão confortáveis na sua familiaridade. Isto não apenas brota da excelente habilidade de tocar os instrumentos, mas há uma plena admiração entre os membros do quinteto, particularmente entre Hargrove e Robinson, o que torna mais polido e lisonjeiro o produto final.


O fraseado de Hargrove vem de uma longa linha de trompetistas como Dizzy Gillespie e Lee Morgan, de Miles e Marsalis. Seu comando sobre o trompete é completo. Ele demonstra seu controle nos tempos mais rápidos, nos números com a pegada do bebop, e um tom similar a Wynton Marsalis em peças mais lentas e ternas. A música de sua autoria “Joy is Sorrow Unmasked”, o destaque do álbum , transita entre uma linha delicada entre o entusiasmo e a melancolia.


“Funkeando” um pouco um clássico dos anos 70 de Weldon Irvine Jr, “Mr. Clean”, inicialmente Hargrove e depois Robinson apresentam solos feéricos, que parecem inspirar Gerald Clayton para a sua mais dinâmica performance nos teclados, enquanto o baixista Danton Boller e o baterista Montez Coleman apresentam um firme e excitante suporte. A canção , entretanto , parece lamentosa , por algum descontrole na batida da bateria , levando as coisas para outro patamar.

A faixa “Divine,” um duo de trompete e piano em uma madura alternância sobre a sutileza do baixo e do acompanhamento das baquetas. A dispersão do arranjo e a economia da execução contrasta prazeirosamente com a harmonia dos metais, e a sucessão de solos , que é a característica de muitas músicas. É esta fina apresentação , que ressalta a habilidade de Hargrove compor. A composição de Kurt Weil/Ogden Nash , “Speak Low”, soa como coda para “Divine,” e deveria ser um perfeito encerramento para o disco. Porém, “ Earfood “ fecha com uma melancólica ,esperançosa e viva rendição de “Bring it On Home To Me” , composta por Sam ooke, que surge no primeiro acorde. Hargrove soa breve e de maneira vivaz, e você não esperaria algo mais sério para reafirmar o completo encerramento, mas que pena , a música para como se fosse algo tão breve.


Para o ouvido lembrar. Para divertidos pesquisadores.

Fonte : All About Jazz / Ian Patterson