playlist Music

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

BRAD MEHLDAU TRIO – SEYMOUR READS THE CONSTITUTION! (Nonesuch Records)


Você não pode evitar a maravilhosa habilidade de Brad Mehldau em pensar em duas velocidades ao mesmo tempo. Embora sua mão esquerda frequentemente controla um agrupamento de frases curtas em truques bem medidos (que ele demonstra um particular afeto para “Spiral” e “Ten Tune”, dois das três inéditas composições aqui), sua mão direita opõe-se com notas simples que são claramente enraizados em um tempo diferente da assinatura e tempo. Quando comprometido em tal caminhar na corda bamba de tal pianíssimo, ajuda a ter altamente firme seção rítmica. Companheiros de longa data como Larry Grenadier (baixo) e Jeff Ballard (bateria) providenciam isto, como de hábito. Porém, ajuda mais a técnica deslumbrante de Mehldau, que está sempre suportada por elegante lógica melódica. 

A tomada em fogo rápido deste álbum em “Almost Like Being in Love” é uma boa demonstração desta lógica. Tomando breves fragmentos do principal tema de Frederick Loewe, Mehldau primeiro deixa-os bailar em aparentemente moda impetuosa através de oitavas, tocando ligeiro contra a batida estabelecida por Grenadier e Ballard. Então, ele gradualmente enfileira estes pensamentos fragmentados, fazendo-os coerentes, todos, embora, seu passo para um ponto pareçam às vezes superhumanos.

A marca registrada de Mehldau, a destreza para encontrar canções pop adequadas que pós-datam a exposição do cancioneiro norte-americano mostra-se por si mesma. “Great Day”, de Paul McCartney, que primeiro apareceu no álbum solo do ex-Beatle em 1997, “Flaming Pie”, parece, de primeira, uma estranha escolha, mas com Mehldau e Grenadier trabalhando juntos, a melodia blueseira dispara uma seção solo divertida. Melhor é a despreocupada valsa de Brian Wilson, “Friends” (originalmente gravada pelos Beach Boys em 1968 em LP com o mesmo nome), que revela em si que as mãos do trio são notáveis em merecer a honra no   status de standard, completa com um contagiante refrão extenso, que permite a Ballard pleno espaço para brilhar.

Faixas: Spiral; Seymour Reads the Constitution!; Almost Like Being in Love; De-Dah; Friends; Ten Tune; Great Day; Beatrice.

Músicos: Brad Mehldau: piano; Larry Grenadier: baixo; Jeff Ballard: bateria.

Fonte: Mac Randall (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 15/10


Bill Charlap (1966) – pianista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=4Og-DP_kaAg&feature=related,
Freddy Cole (1931) – pianista,vocalista,
Herman Chittison (1908-1967) - pianista,
Keith Javors (1971) - pianista,
Palle Danielsson (1946) – baixista,
Reid Anderson (1970) - baixista,
Victoria Spivey (1906-1976) - pianista, vocalista

domingo, 14 de outubro de 2018

DAVID FRIESEN & GLEN MOORE – BACTRIAN (Origin Records)


Tempo e espaço podem não tomar nada contrário a certas relações musicais. Há parcerias que florescem indiferentes da frequência de encontros e anos que se passam, e este é claramente um deles.

A conexão entre os mestres do baixo David Friesen e Glen Moore volta atrás em torno de cinco décadas. Permitiu duas gravações anteriores —“In Concert (Vanguard, 1977) ” e “Returning (Burnside, 1993) ” — e continua a trazer frutos. Este terceiro capítulo gravado da história de Friesen-Moore começou quando tomou forma em 2013. Isto quando o manda-chuva do jazz, Don Lucoff foi convidado para atuar em Portland, enfim reacendendo o espírito colaborativo que os envolve e os liga.

Bactrian, tomando seu nome de dois provocadores camelos na Ásia Central, fala da afinidade entre Friesen e Moore em muitos diferentes caminhos. Eles caminham na corda bamba juntos, providenciando um suporte entre si, e exibe uma grande porção de respeito pela criação e comunicação. Os laços deles são fortes o bastante para serem livres e flexíveis para se mover em muitas direções, e singular o bastante para evitar uma comparação fácil com qualquer outra parceria. Com cada músico passando para o piano em algumas ocasiões, você nunca sabe o que deve acontecer.

Dois números com duo de baixo suportam o álbum—a jovial "Still Waters" e a temperamental, centrada no arco, faixa título e um achado de trabalhos criativos estabelecem-se entre eles. Há um gozo ameaçador e inquisidor na música com Moore ao piano ("Free Play"), uma agitada festa que fala com simples entonações ("Hoe Down"), uma emocionalmente ponderada passagem ("Soft As Silk"), uma exploração em torno e através do clássico de Juan Tizol ("Caravan"), e um olhar através de limites distantes ("Kontrast"). E então há os pontos solo, juntos e diferentes como podem ser. Friesen apresenta uma miscelânea de solos de piano que falam sobre a busca do que está faltando e um grau de satisfação com o que foi encontrado ("Time And Time Again/Brilliant Heart), e o solo de Moore é uma maravilhosa e lânguida interpretação de uma imortal canção de Gershwin ("Summertime").

Se operando no mesmo plano instrumental, tocando piano de encontro ao baixo, ou posicionando-se apenas em companhia do outro, David Friesen e Glen Moore manobram para desprender-se como um par perfeito. As diferenças e similaridades deles os mantêm juntos.

Faixas: Still Waters; Free Play; Hoe Down; Soft As Silk; Caravan; Return; Seam Line; Time And Time Again/Brilliant Heart; Summer Time; Kontrast; The Bactrian.

Músicos: David Friesen: baixo (1-3, 5-7, 10, 11), piano (4, 8); Glen Moore: baixo (1, 3-5, 7, 9, 11), piano (2, 6, 10).

Fonte: Dan Bilawsky (AllAboutJazz)