playlist Music

domingo, 26 de março de 2017

DICK OATTS / MATS HOLMQUIST NEW YORK JAZZ ORCHESTRA – A TRIBUTE TO HERBIE +1 (MAMA Records)



“A Tribute to Herbie +1” é o terceiro álbum tributo do compositor e arranjador sueco Mats Holmquist, seguindo as saudações bem recebidas a Chick Corea (2003) e Wayne Shorter (2012). Para sua apologia ao pianista / compositor Herbie Hancock, Holmquist convidou dois dos mais respeitados acompanhantes de Nova York, o saxofonista alto Dick Oatts e o trombonista John Mosca, conhecidos e admirados, entre outras coisas, por suas longas associações com a Vanguard Jazz Orchestra, para agregar uma orquestra para esta ocasião, compreendida por alguns dos mais notáveis músicos de jazz da cidade (acrescida de três vigorosos escandinavos). Holmquist escreveu todos os arranjos e "+1" refere-se à sua composição "Stevie R.". Os outros temas são de autoria de Hancock.

Holmquist, um declarado admirador do falecido e grande arranjador da VJO, Bob Brookmeyer, compõe com talento similar, um traço que é mais evidente, por exemplo, na introdução para "Chameleon", a deliciosa balada "Jessica" (incrementada pelo deslumbrante saxofone soprano de Oatts) ou sua extravagante "Stevie R". Não há diferença perceptível (uma observação que de nenhuma forma significa depreciar Brookmeyer), que é que Holmquist, geralmente, suínga mais forte. Em defesa de Brookmeyer, deve ser notado que o nativo de Kansas City poderia suingar tão enfaticamente quanto qualquer um (e fez), quando era seu propósito; quando compôs para VJO, entretanto, seu estratagema estava frequentemente centrado nas ricas cores tonais e dinâmicas expostas, menos frequente nas orquestras desafiadoras. Sem abandonar o método de Brookmeyer, Holmquist foi um passo além e adicionou mais uma pulsação ressonante.

Ao lado do já mencionado, as restaurações estabelecidas para Hancock aqui são "Cantaloupe Island", "Dolphin Dance", "Eye of the Hurricane", "Maiden Voyage", "Watermelon Man" e "Toys". Holmquist adiciona brilho e texturas harmoniosas para cada uma, fazendo-as soar novas como no dia que foram escritas. Embora ele rotule sua abordagem como “minimalista”, Holmquist faz bom uso de cada seção, incluindo os componentes de primeira classe da seção rítmica, ancoradas pelo baterista John Riley e incluindo o guitarrista Paul Meyers, o pianista Adam Birnbaum e o baixista Martin Wind. Quanto aos escandinavos, eles são o tenorista sueco Robert Nordmark, o trombonista dinamarquês Steen Nikolaj Hansen e o trompetista norueguês Frank Brodahl. Embora eles sejam essenciais, apenas Nordmark sola (em "Chameleon" e "Toys"). Outro sueco, o trompetista Jakob Gudmundsson, participa em "Hurricane".

Os outros solistas, que atuam esplendidamente, são Birnbaum e o altoísta Mark Gross ("Cantaloupe Island"), Meyers e o tenorista Walt Weiskopf ("Chameleon"), Oatts (no soprano em "Dolphin Dance" e "Maiden Voyage", no alto em "Hurricane", Birnbaum ("Dolphin Dance"), o trompetista Joe Magnarelli ("Hurricane", "Stevie R", "Maiden Voyage"), Weiskopf e Riley ("Hurricane", "Toys"), Wind ("Jessica") e o baritonista Frank Basile ("Watermelon Man"). Acrescente a eles as melodias irreprimíveis de Hancock e os arranjos perceptíveis de Holmquist e você tem um banquete deleitável de jazz de big-band delineado para saciar quase qualquer apetite.

Faixas: Cantaloupe Island; Chameleon; Dolphin Dance; Eye of the Hurricane; Stevie R; Maiden Voyage; Jessica; Watermelon Man; Toys.

Músicos: Dick Oatts: colíder, sax alto e soprano ; Mats Holmquist: colíder, compositor, arranjador; Nick Marchione: trompete, flugelhorn; Jon Shaw: trompete, flugelhorn; Tatum Greenblatt: trompete, flugelhorn; Frank Brodahl: trompete, flugelhorn; Joe Magnarelli: trompete, flugelhorn; Jakob Gudmundson: trompete (4); Mark Gross: sax alto e soprano; Walt Weiskopf: sax tenor; Robert Nordmark: sax tenor; Frank Basile: sax baritono; John Mosca: trombone; Larry Farrell: trombone; Steen Nikolaj Hansen: trombone; Max Seigel: trombone baixo ; Paul Meyers: guitarra; Adam Birnbaum: piano; Martin Wind: baixo; John Riley: bateria.

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 26/03



Albert Maksimov (1963) – gaitista,
Andy Hamilton (1918) - saxofonista,
Brew Moore (1924-1973) - saxofonista,
Daniel Lantz (1976) – pianista,
Flip Phillips (1915-2001) - saxofonista,
Gary Bruno (1962) – guitarrista,
Hugh Ferguson (1958) - guitarrista,
James Moody (1925-2010) – saxofonista, flautista,
Lew Tabackin (1940)- saxofonista,
Maurício Carrilho (1957) – violonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=HUEpZS2zVck,
Michael Feinberg (1987) – baixista,
Paulo Paulelli(1974)-baixista,
Susan Wylde (1973) - pianista

sábado, 25 de março de 2017

AKI TAKASE /ALEXANDER VON SCHLIPPENBACH – SO LONG, ERIC ! — HOMAGE TO ERIC DOLPHY



Qualquer músico que homenageia um artista celebrado como Eric Dolphy, está pisando em um campo minado. Exploratória e olhando para frente, a música do pioneiro do free-jazz parece quase designada a resistir a tributos sem energia em formato de gravação. Afortunadamente, com “So Long, Eric!-Homage to Eric Dolphy” , as composições do homem estão nas mãos do pianista Aki Takase e Alexander von Schlippenbach, dois músicos que passaram suas carreiras carregando a bandeira audaciosa experimental de Dolphy, ajudando-a a elevar-se. O resultado, nove novos arranjos das composições de Dolphy , gravadas ao vivo em Berlim , é uma audição sensacional.

Os arranjos de Takase e Schlippenbach obtêm vivacidade a partir de grupo de músicos que plenamente compreendem as demandas destas peças, apresentando performances balanceadas entre sensibilidade estética e o abandono próximo à histeria. O manifesto em uníssono dos metais em “Les” são surpreendentes em sua graciosa precisão, enquanto a cacofonia de “Hat and Beard” se fragmentaria dentro do mero caos nas mãos de instrumentistas menos capacitados. O trombonista Nils Wogram entrelaça-se como amante com seus companheiros dos metais na adequadamente intitulada “Serene” e “Out There” soa acelerada no fulgurante solo do saxofone alto de Henrik Walsdorff.

A escolha do repertório pelo pianista exibe os efeitos impressionantes das composições de Dolphy, da elegância de “17 West”, suportada pelo alto voo do clarinete de Rudi Mahall, ao furioso grito de “Out to Lunch” com seu explosivo solo introdutório de bateria pelo antigo colaborador de Dolphy ,Han Bennink, e o trompete de Axel Dörner sintonizando um agudo lutador kamikaze. O aguçado bloco de acordes de Schlippenbach em “The Prophet” evoca a tensão atrativa, enquanto o atonal classicismo de Takase e imperturbável senso de drama eletrificam “Miss Ann”, que encontra seu trabalho na mão esquerda como um martelador.

     Faixas

1 Les (Eric Dolphy) 4:01
2 Hat and Beard (Eric Dolphy) 13:04
3 The Prophet (Eric Dolphy) 6:05
4 17 West (Eric Dolphy) 4:03
5 Serene (Eric Dolphy) 4:32
6 Miss Ann (Eric Dolphy) 9:06
7 Something Sweet, Something Tender (Eric Dolphy) 5:25
8 Out There (Eric Dolphy) 7:34
9 Out To Lunch (Eric Dolphy) 13:16

Fonte: Matt R. Lohr (JazzTimes)