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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

HAROLD MABERN – TO LOVE AND BE LOVED (Smoke Sessions)


Se você é conhecido em seu círculo como um sério fã de jazz, pessoas frequentemente perguntarão sobre álbuns a serem recomendados. Eles dirão coisas como: “ Eu gostaria de me introduzir ao jazz, mas não sei por onde começar”. Referencie a nova gravação de Harold Mabern.

Apresentar neófitos a uma forma de arte, você necessita do jazz, que é real, mas acessível. “To Love and Be Loved” é de alto nível do jazz, centrado na tradição moderna, com poucas linhas divisórias para barreiras para o ingresso. O programa é Jazz 101: standards (“I Get a Kick Out of You”); hino hard-bop (“The Gigolo” de Lee Morgan); jazz modal (“So What”); funk (“Dat Dere”); baladas (“My Funny Valentine”). Há duas espécies de blues: saltitante (“The Iron Man” de Eric Alexander) e não (“Hittin’ the Jug” de Gene Ammons). A mais importante qualificação do álbum serve como um livro elementar que, em todos tempos, suinga como louco.

Mabern, 81 anos, toca um piano magistral. Seu toque é firme e claro. Seus solos são todos balanceados, elegantes, formas completas, mesmo quando ele incendeia (“Inner Glimpse” de McCoy Tyner). Alexander opera, poderosamente, em seu som agudo e estridente, o som do clássico saxofone tenor, muito frequentemente com carga impetuosa, ideias empilhando no topo de algum outro, como na faixa título. Porém, ele pode também retribuir firmemente, versões não sentimentais de pungência (“My Funny Valentine”). O trompetista Freddie Hendrix toca em três faixas e as incendeia.
O baterista Jimmy Cobb está com 88 anos. Mabern e Cobb tocaram pela primeira vez em 1963, em uma banda de curta duração de Miles Davis com os saxofonistas George Coleman e Frank Strozier e o baixista Ron Carter. Pouca gente assistiu a este grupo passageiro ao vivo. Espera-se que alguns deles encontrem este álbum, porque será um completar pessoal de um círculo (Completa revelação: Este resenhista é uma destas pessoas. Em Março de 1963 em uma parada da faculdade. The Black Hawk, San Francisco. Fake I.D.)

Faixas: 

1 To Love and Be Loved (Sammy Cahn / James Van Heusen) 5:38
2 If There Is Someone Lovelier Than You (Howard Dietz / Arthur Schwartz) 5:22
3 The Gigolo (Lee Morgan) 6:11
4 Inner Glimpse (McCoy Tyner) 5:29
5 My Funny Valentine (Lorenz Hart / Richard Rodgers) 6:44
6 The Iron Man (Eric Alexander) 9:12
7 So What (Miles Davis) 7:14
8 I Get a Kick Out of You (Cole Porter) 6:57
9 Dat Dere (Bobby Timmons) 5:29
10 Hittin' the Jug (Gene Ammons) 6:25

Músicos: Harold Mabern – piano; Eric Alexander - tenor sax; Freddie Hendrix – trompete; Nat Reeves – baixo; Jimmy Cobb – bateria; Cyro Baptista - percussão (faixa 1).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

 
Fonte: Thomas Conrad (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 20/08

Byron Stripling (1961) - trompetista,
Enrico Rava (1943) – trompetista,
Frank Capp (1931) - baterista,
Frank Rosolino (1926-1978) – trombonista,
Gabriel Grossi(1978) – gaitista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=TrRl3T0Rcf8,
Jack Teagarden (1905-1964) – trombonista,líder de orquestra,
Jimmy Raney (1927-1995) - guitarrista,
John Clayton (1952) – baixista,
Michael B.(1942) - pianista,
Terry Clarke (1944) - baterista

domingo, 19 de agosto de 2018

ERIC ALEXANDER – SONG OF NO REGRETS (HighNote Records)


Eric Alexander, que tem sido reconhecido como um impressionante saxofonista tenor em cena a mais de duas décadas, retorna ao estúdio para algo que parece que já aconteceu mais de uma vez com um abundante suprimento de francos prazeres em “Song of No Regrets”, uma sessão essencialmente com balanço latino nos primeiros dois números para o superlativo trabalho de trompete do artista convidado, Jon Faddis.

Uma das forças de Alexander, e talvez a mesma que talvez provoque, consistentemente, o fato dele ser depreciado quando se fala dos mestres do tenor contemporâneos, é que ele faz todas as coisas parecerem improvavelmente fácil. A técnica e a influência são tamanhas, que não há nada, literalmente, que Alexander não possa fazer em seu instrumento. Baladas? Ninguém as toca com mais ternura e discernimento. Incendiárias? Nenhum tempo é tão rápido para ultrapassar sua destreza nos dedos. Para os solos, estão modelos de percepção e gosto de Alexander. Oh, e ele também compõe ("Grinder" "Corazón Perdido", "Boom Zoom"), arranja e até toca órgão em "These Three Words" de Stevie Wonder.

Mesmo com Faddis emprestando uma mão à la Diz (a abertura surdinada de "But Here's the Thing" do pianista David Hazeltine e a abertura em "Three Words"), Alexander não deixa dúvida que está no ataque explosivo, solando com seu costumeiro vigor, percepção e enquanto acompanha a si com empáticas frases no órgão em "Three Words". Animados ritmos latinos são predominantes em "Grinder", "Mas Que Nada" e "Boom Zoom" em uma estrutura que é enriquecida pelos esplêndidos talentos do percussionista Alex Diaz. "Song of No Regrets" de Sérgio Mendes, uma balada emocionante, exibe o lado terno de Alexander, então retorna ao suingue usual e passa para a dançante "Cede's Shack" do baterista Joe Farnsworth e o clássico de Jimmy Webb, "Up, Up and Away", apresentado pelo Fifth Dimension em 1967 (e nunca sou melhor, mesmo sem Marilyn McCoo à bordo).

Como sempre, Alexander proporciona uma ampla zona de conforto para seus antigos colegas e amigos Hazeltine, Farnsworth e o baixista John Webber, e como sempre, ele faz a maior parte das coisas. Na incessante aposta entre a tradicional sessão com pequeno grupo, “Song of No Regrets” é um claro e decisivo vencedor.

Faixas: But Here’s the Thing; These Three Words; Grinder; Mas Que Nada; Boom Zoom; Song of No Regrets; Cede’s Shack; Up, Up and Away.

Músicos: Eric Alexander: tenor saxofone, órgão (2); Jon Faddis: trompete (1, 2); David Hazeltine: piano; John Webber: baixo; Joe Farnsworth: bateria; Alex Diaz: conga, bongôs, percussão auxiliar.

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)