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quarta-feira, 1 de abril de 2020

LA TANYA HALL - SAY YES (Blue Canoe)

La Tanya Hall, Say Yes
Depois de 10 anos desde “ It’s About Time”, alguém deve ter medo de um hiato de uma visão artística na sequência de La TanyaHall em “Say Yes”. E, em certa medida, há. A despeito de suportar outros artistas em estúdio e trabalhando como educadora durante a década passada, Hall nunca perdeu o impulso para a busca de uma carreira solo em gravação. Ainda assim, a hesitação entre conceitual ousadia e segurança performática, aqui, faz “Say Yes” uma experiência menos imediatamente adorável do que uma voz bem treinada, talvez intimista, de Hall. Melodias e letras de artistas como Cannonball Adderley e Jon Hendricks ao lado dos arranjos do pianista Andy Milne modela muitas das canções selecionadas. Entretanto, “Say Yes” também mergulha no passado, revelando uma incontestável sedução com poesia e música fora do tradicional cânon do jazz. Hall toma “The Fiddle And The Drum” de Joni Mitchell, por exemplo. A interpretação, aqui, enfatiza a criativa coesão entre a vocalista e Milne, enquanto a esperta percussão de Clarence Penn cria uma ilusão de um ambiente de sons naturais. Infelizmente, o resto do álbum não comanda o mesmo tipo de atenção. E mesmo como Hall nunca vacila, “Say Yes”, não é muito mais que uma bem-gravada, mas tediosamente tradicional, sessão em estúdio.

Faixas: All You Need To Say; Because I Told You So; Pensativa; Poor Butterfly; Whisper Not; Softly As In A Morning Sunrise; Jitterbug Waltz; Ev’ry Time We Say Goodbye; Well You Needn’t; Pannonica/Con Alma; Fiddle And The Drum. (56:58)

Músicos: La Tanya Hall, vocal; Andy Milne, piano; John Hébert, baixo; Clarence Penn, bateria; Michael Leonhart, trompete (1, 11).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: Kira Grunenberg (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 01/04


Alberta Hunter (1895-1984) – vocalista,
Amos Milburn (1927) - vocalista,pianista,
Antoine Roney (19630 – saxofonista,
Duke Jordan (1922-2006) - pianista,
Heraldo do Monte (1935) – violonista,guitarrista (n foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=utVKYnpmeDA,
John LaPorta (1920-2004) - clarinetista,saxofonista,
Harry Carney (1910-1974) - saxofonista,clarinetista,
Jorge Lopez Ruiz (1935) – baixista, Zé Renato (1956) - vocalista

terça-feira, 31 de março de 2020

STEPH RICHARDS – TAKE THE NEON LIGHTS (Birdwatcher)


O espaço vazio musical no qual a trompetista do Brooklyn-via-Canadá, Steph Richards, opera a extensão para além do jazz avant-garde—uma área que ela explorou com imaginações como as de Anthony Braxton, Henry Threadgill e John Zorn, e dentro do território arte-pop (ela registrou tempo de estúdio com Yoko Ono e David Byrne). No fascinante último ano, a pesada eletrônica de FULLMOON, a compositora, a trompetista/flugelhornista, e percussionista vêm de seu próprio jeito; agora Richards está exibindo seu versátil conjunto de habilidades no complexo uso do acústico, inclinando o ímpeto do jazz em “Take the Neon Lights” com tranquilidade.

Ampliado por um grupo vigoroso formado pelo pianista James Carney, pelo baixista Sam Minaie e pelo baterista Andrew Munsey, Richards vai romper neste trabalho com oito faixas agitadas e hiperativas, desenhando, em constante mudanças, sons ousados que são firmes para imobilizar. Traços de carga vigorosa de bebop e um pesado balanço suingante infiltram-se através do trabalho, mas, em última instância, o álbum é de um gênero desafiador.

Destinado como uma carta de amor de estilos a Nova York, “Take the Neon Lights” toma emprestado títulos das canções dos poemas sobre a cidade de Allen Ginsberg, Jack Kerouac, Langston Hughes e outros. Animado, números trepidantes como a faixa título, “Brooklyn Machine” e “Time and Grime”, captura o passo obrigatório, sem esforço. Richards lidera a forma com linhas vertiginosas, salvas brincalhonas e gritos agudos, enquanto a intensidade polirrítmica de Minaie e Munsey e o trabalho deslumbrante do teclado de Carney mantêm a música adiante com abandono. Caos, diligência, granulação, surpresa, beleza— está tudo aqui. Com seu segundo trabalho estelar como líder em muitos anos, Steph Richards veio a ser uma estrela de ponta do jazz em minuto em Nova York.

Faixas - Take the Neon Lights; Brooklyn Machine; Time and Grime; Rumor of War; Transitory (Gleams); Skull of Theatres; Stalked by Tall Buildings; All the Years of Our Lives.

Músicos - Steph Richards: Trompete, Flugelhorn; James Carney: Piano: Sam Minaie: Baixo; Andrew Munsey: Bateria.

Fonte: BRAD COHAN (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 31/03


Bob Meyer (1945) – baterista,
Christian Scott(1983) – trompetista,
Duduka da Fonseca(1951) – baterista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=S1jjqcozNvg,
Elli Fordyce (1937) – vocalista,
Freddie Green (1911-1987) – guitarrista,
Gene Puerling (1929-2008) – vocalista,
Herb Alpert (1935) – trompetista,
Lizzie Miles (1895-1963) - vocalista,
Oberdan(1945-1984) – saxofonista,
Red Norvo (1908-1999) – vibrafonista,
Mark Lokheart (1961) - saxofonista
Virgínia Rodrigues (1964) - vocalista


segunda-feira, 30 de março de 2020

LARRY GRENADIER – THE GLEANERS (ECM Records)


O baixista Larry Grenadier tem um currículo impressionante: múltiplas gravações com Herbie Mann, Paul Motian, Charles Lloyd, com o trompetista/irmão Phil Grenadier, com a vocalista/esposa Rebecca Martin, Chris Potter, Joshua Redman, Jamie Saft e muitos outros. Sua marca tem sido aprimorada pelo seu estelar trabalho com Pat Metheny e uma associação de mais de 20 anos com Brad Mehldau. Não é surpreendente que Grenadier não tenha lançado um álbum solo, dada a relativa raridade de gravações apenas com baixo, mas “The Gleaners” prova ser o mérito da espera.

Esta estreia foi acelerada pelo fundador da ECM, Manfred Eicher, e inclui sete composições inéditas e uma eclética mistura de reedições. A breve abertura, usando arco, "Oceanic" providencia um belo, melancólico começo que dá o caminho para um tributo com bom sentimento a Oscar Pettiford, uma inspiração inicial de Grenadier. "Gone Like the Season Does" retém a singular tepidez, e cortes afiados, da versão vocal original de Rebecca Martin. Grenadier inclui um interessante medley traçado a partir de diferentes compositores com "Compassion" de John Coltrane e "The Owl of Cranston" de Paul Motian. O baixista enfatiza as diferenças com as técnicas, mas cria uma natural mistura das peças. Há um bom acordo de variabilidade dos estilos em “The Gleaners” com o peculiar toque folk de "Woebegone", o intricado e firmemente articulado "Bagatelle 2", com uma qualidade de robô de "A Novel In a Sigh" e uma moderna entonação profunda em "My Man's Gone Now" de George Gershwin.

O relacionamento de Grenadier com o icônico selo ECM data de duas décadas atrás, iniciando com “The Water Is Wide (1999) ” de Lloyd e incluindo o Mark Turner/Jeff Ballard Fly Trio e gravações com o guitarrista Wolfgang Muthspiel, que contribui aqui como um compositor. Eicher tem uma afinidade com gravações solo de baixo, tendo hospedado Dave Holland, Eberhard Weber, Barre Phillips e Miroslav Vitous em tais configurações. É iluminante ouvir Grenadier na forma como ele executa as baladas belamente orquestradas, vinhetas esparsas e improvisações. Tão inteligente, esperto e tecnicamente premiado quanto é, Grenadier sempre coloca a canção primeiro e a leva para uma grande audição.

Faixas: Oceanic; Pettiford; The Gleaner; Woebegone; Gone Like the Season Does; Compassion / The Owl of Cranston; Vineland; Lovelair; Bagatelle 1; Bagatelle 2; My Man’s Gone Now; A Novel In a Sigh.

Fonte: Karl Ackermann (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 30/03


Dave Stryker (1957) – guitarrista,
Eric Clapton (1945) – guitarrista,vocalista,
Hamilton de Holanda (1976) – bandolinista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=9v-CntBdUTc&feature=related,
John d’Earth (1950) – trompetista,
Karl Berger (1935) - pianista , vibrafonista,
Lanny Morgan (1934) - saxofonista,
Marilyn Crispell (1947) - pianista,
Norah Jones (1979) – pianista, vocalista,
Ted Heath (1900-1969)- trombonista,líder de orquestra

domingo, 29 de março de 2020

AARON PARKS – LITTLE BIG (Ropeadope)

Após uma ausência como líder, o pianista e compositor, Aaron Parks, reemergiu em 2017 com uma nova formação de trio, lançando o altamente aclamado “Find The Way (ECM) ”, que transportou sua linguagem harmônica singular encontrada quatro anos antes, no disco solo “Arborescence (ECM, 2013) ”. “Little Big”, de hoje, entretanto, vem muito mais na inclinação da sua estreia em uma grande gravadora, “Invisible Cinema (Blue Note 2008) ”. A abordagem moderna de uma banda eletrificada, progressões harmonicamente mais lentas e mais frases imediatamente melódicas, revelam, de ponta a ponta, a atitude do rock que foi prevalecente em sua estreia, e soa tão encantadora quanto ele fez uma década atrás.

Parks nunca precipita as coisas, mas antes se concentra em saborear as mudanças para suas ideias melódicas mais completas e belas com abordagem distinta e muito minimalista. Muito como o doce e levemente nostálgico círculo de progressão que é "Small Planet", o espaço com vibração de "Aquarium" ou a mais melancolicamente suspirante "Siren", uma abordagem reducente e modesta pode ser traçada através do álbum inteiro e é sacudida, em raros momentos, por modelos agitados da bateria e mais acompanhamentos improvisados do piano e da guitarra. Enganosamente, em perspectiva, a natureza dos mais recentes lançamentos, leva a gravação a estrondoso início com a abertura de "Kid", que soa como uma tomada moderna da fusion dos anos 70. Aqui, as explosivas rajadas da bateria de Tommy Crane são encontradas por exercícios de inquietações distorcidas na guitarra e dão passagem para o toque dos sintetizadores, que lideram. Por um momento, este som vem a ser altamente reminiscente do recente esforço de Gilad Hekselman, “Ask For Chaos (Motéma/Hexophonic Music, 2018)”, onde contribuições de piano e sintetizador de Parks tocam uma parte importante.

Enquanto a abordagem colorida em instrumentação e arranjo permanece presente ao longo do álbum, a pulsação na subcorrente das composições enfraquece cedo e faz sala por melodias contemplativas apresentadas ao piano, elegantemente acompanhado em forma atmosférica da banda. Asperamente, nos 80 minutos, o passo mais rápido—e, em contraste com a maioria das canções do álbum, mais soando mais esperançoso —"Rising Mind" não salva por completo a segunda metade do álbum da lentidão, mas introduz uma abordagem harmônica mais positiva. E o otimismo é captado no final das músicas e é especialmente proeminente na amável "Good Morning", trazendo “Little Big” para um final reconciliador.

Cônscio da significante quantidade de tempo que se passou desde sua estreia em 2008, Parks não hesita em providenciar um profundo olhar de tudo que, entretanto, cruzou musicalmente em sua mente. Sem dúvida, aqui ou lá, um pouco mais de ornamento ao lado de contornos deve ter mantido esta gravação a partir do pouquinho de sentimento bastante longo até o final. Entretanto, por que deixar o material recortado no chão da sala, se você tem um conceito sonoro que é expresso através de cada canção, quando cada ideia em “Little Big” sente-se relevante e representa uma valorosa anedota?

Faixas: Kid; Small Planet; The Trickster, Professor Strangeweather; Lilac; Aquarium; Digital Society; Siren; Mandala; Hearth; The Fool; Rising Mind; Good Morning; Doors Open.

Músicos: Aaron Parks: piano, teclados; Greg Tuohey: guitarra; David Ginyard: baixo; Tommy Crane: bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: Friedrich Kunzmann (AllAboutJazz)