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terça-feira, 28 de junho de 2016

SAI RELAÇÃO ANUAL DOS MELHORES DO ANO PARA OS CRÍTICOS DA DOWNBEAT


A Revista DownBeat divulgou 64ª lista dos melhores do ano na votação dos seus críticos. Segue a relação.

Hall da Fama: Randy Weston

Comissão de Veteranos do Hall da Fama: Hoagy Carmichael

Artista de Jazz : Vijay Iyer

Álbum de Jazz: Kamasi Washington, The Epic (Brainfeeder)

Álbum  Histórico: Miles Davis,  Miles Davis At Newport 1955–1975: The Bootleg Series Vol. 4  (Sony Legacy)

Grupo de Jazz : Charles Lloyd Quartet

Big Band: Maria Schneider Orchestra

Trompete: Ambrose Akinmusire

Trombone: Wycliffe Gordon

Saxofone Soprano : Wayne Shorter

Saxofone Alto : Rudresh Mahanthappa

Saxofone Tenor : Joe Lovano

Saxofone Barítono : Gary Smulyan

Clarinete: Anat Cohen

Flauta: Nicole Mitchell

Piano: Kenny Barron

Teclados: Robert Glasper

Órgão: Joey DeFrancesco e Dr. Lonnie Smith

Guitarra: Bill Frisell

Baixo: Christian McBride

Baixo Elétrico: Marcus Miller

Violino: Regina Carter (na foto)

Bateria: Jack DeJohnette

Vibrafone: Gary Burton

Percussão: Hamid Drake

Outros Instrumentos: Béla Fleck (banjo)

Cantor: Gregory Porter

Cantora: Cécile McLorin Salvant

Compositor: Maria Schneider

Arranjador: Maria Schneider

Gravadora: ECM

Produtor : Manfred Eicher

Artista ou Grupo de Blues : Buddy Guy

 Álbum de Blues : Buddy Guy,  Born To Play Guitar  (RCA)

Artista ou Grupo fora dos limites do Jazz: David Bowie

Álbum fora dos limites do Jazz: David Bowie, Blackstar (Columbia)

 

ESTRELAS EM ASCENSÃO

Artista de Jazz : Kamasi Washington

Grupo de Jazz : JD Allen Trio

Big Band: Christine Jensen Jazz Orchestra

Trompete: Marquis Hill

Trombone: Michael Dease

Saxofone Soprano : Donny McCaslin

Saxofone Alto : Grace Kelly

Saxofone Tenor : Kamasi Washington

Saxofone Barítono: Lisa Parrott

Clarinete: Oran Etkin

Flauta: Elena Pinderhughes

Piano: Joey Alexander

Teclado: Nik Bärtsch and Sam Yahel

Órgão: Pat Bianchi

Guitarra: Liberty Ellman

Baixo: Luques Curtis

Baixo Elétrico: Tim Lefebvre

Violino: Mads Tolling

Bateria: Mark Guiliana e Kendrick Scott

Vibrafone: Khan Jamal

Percussão: Ches Smith

Outros Instrumentos: Omer Avital (oud)

Cantor: Ku-umba Frank Lacy

Cantora: Kate McGarry

Compositor: Christian Scott aTunde Adjuah

Arranjador: Christine Jensen

Produtor: Zev Feldman

 

 

 

 

 

BRIAN CHARETTE – SQUARE ONE (Posi-Tone) / THE QUESTION THAT DRIVES US (SteepleChase)


O mestre do Hammond organ , Brian Charette, e um espirituoso e potente trio em “Square One”, faz a sua relativamente tradicional e cativante estreia na gravadora americana Posi-Tone. “The Question That Drives Us”, pelo selo dinamarquês SteepleChase, apresenta um sexteto de Charette com sonoridades incomuns em um lançamento mais complexo e mundano. Cada CD reflete diferentes facetas de Charette, um compositor desassossegado, arranjador e sônico colorista, que alavanca a paleta musical do B-3 com prazer e firmeza.

Não que a música que Charette toca em “Square One” seja simples, mas é compacta e resoluta, organizada para o drama máximo. De fato, ele tem ampla extensão e segue profundo, do neo-soul-jazz de “Aaight!”  à melódica e deslumbrante balada “True Love” , à afiada e espirituosa “Things You Don’t Mean e uma faixa hipnoticamente rítmica com ar de ficção científica, que estabelece um final solto e retorcido, “Ten Bars for Eddie Harris”. Impulsionado pela guitarra de Yotam Silberstein, que é mais um aventureiro sonoro como Charette, e Mark Ferber, cuja proficiência na bateria estende uma segunda linha e ritmos com toques de eletrônica, “Square One” mistura inéditas com um afiado toque bop em “If” de Joe Henderson e uma interpretação respeitosa e reverente de “Ease Back”, uma canção dos Meters de 1969, que nunca perde seu jeito pop e vivacidade. A banda de Charette, não importa o formato, é divertida. Embora esta seja uma música séria feita por instrumentistas que sabem atuar em torno de todas as espécies de estilos, é música para se desfrutada e mesma dançada em vez de estudada.

Se “Square One” é compacto e bravio, “The Question” é facilmente disciplinado, mas talvez mais conversacional. Sustentado pela relaxada e esperta “Blazinec” (note como a canção desconstrói, então retorna junto em torno de si) e uma tomada de “Moose the Mooche” de Charlie Parker, que assegura o genuíno bop de Charette, “The Question” apresenta Itai Kriss na flauta, Mike DiRubbo no saxofone alto, Joel Frahm no saxofone tenor, John Ellis no baixo clarinete, Charette no B-3 e Jochen Rueckert na bateria.

A canção título é uma espécie de cânone. “Answer Me” é divertida, uma canção funkeada construída em torno da noção de diálogo, as chamadas mudando lentamente para evocar respostas com leves alterações. “Svichkova” como “Blazenic” parece uma espécie de estudo de caráter, com o B-3 de Charette servindo como narrador da estória. “5th Base” é uma cinemática perambulação na vizinhança; o passeio de Rueckert nos pratos anuncia o fumegante baixo clarinete de Ellis.

Não há uma música fraca neste álbum, que encerra animado com três faixas aceleradas: a borbulhante “Denge Merenge”, a suave e cremosa “I Came So Far to See You” e o clássico de Parker. Não importa o estilo no disco da SteepleChase, suas faixas eriçam com esperteza e personalidade. Charette reuniu um sexteto semelhante para qualquer tarefa que ele estabeleça, um grupo que pode subir ao teto, enquanto ele faz florescer as ideias. Sutilmente.

SQUARE ONE

       Faixas

1 Aaight! (Brian Charette) 3:23

2 If (Joe Henderson) 3:56

3 Three For Martina (Brian Charette) 3:51

4 People On Trains (Brian Charette) 4:46

5 True Love (Brian Charette) 4:48

6 Ease Back (George Porter, Jr. / Ziggy Modeliste / Art Neville / Leo Nocentelli) 4:05

7 Time Changes (Brian Charette) 4:15

8 A Fantasy (Brian Charette) 3:24

9 Yei Fei (Brian Charette) 4:26

10 Things You Don't Mean (Brian Charette) 5:13

11 Ten Bars For Eddie Harris (Brian Charette) 3:53´

 

Músicos: Brian Charette: órgão; Yotam Silberstein: guitarra; Mark Ferber: bateria.

THE QUESTION THAT DRIVES US

Faixas: Blazinec; The Question That Drives Us; Medium Up; Answer Me; Labor Day; Svichkova; 5th Base; #9; Denge Merenge; I Came So Far To See You; Moose the Mooche.

Músicos: Brian Charette: Hammond B3 organ; Itai Kriss: flauta; Mike Dirubbo: saxofone alto; Joel Frahm: saxofone tenor; John Ellis: clarinete baixo; Jochen Rueckert: bateria.

Fonte: Carlo Wolff (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 28/06


Adrian Rollini (1904-1956) - saxofonista,vibrafonista,
Garoto(1915-1955) – violonista,

Jesse Stacken (1978) – pianista,
Jimmy Mundy (1907-1983) - saxofonista,  

John Lee (1952) – baixista,
Pete Candoli (1923 - 2008) – trompetista,

Tierney Sutton (1963) – vocalista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=zkqYTgcn5JA

segunda-feira, 27 de junho de 2016

RANDY BRECKER - RandyPOP!


No início de sua carreira, Randy Brecker aprendeu algo importante: Quando você é adaptável—e talentoso—como ele é, você pode obter um bocado de trabalhos. O trompetista, frequentemente em parceria com seu falecido irmão, o saxofonista Michael, atuou como acompanhante em centenas de gravações de todas as espécies de artistas, não só de jazz, mas também de R&B, rock e pop. RandyPOP! É sobre estes trabalhos de estúdio: Aqui Brecker, ao lado do pianista-tecladista Kenny Werner (que também arranjou as músicas), o saxofonista tenor David Sánchez, o guitarrista Adam Rogers, o baixista John Patitucci, o baterista Nate Smith e a vocalista Amanda Brecker (filha de Randy), estabeleceu-se no Blue Note de Nova York e revisitou nove das canções para as quais ele originalmente forneceu contribuições.

Paul Simon (“Late in the Evening”), Todd Rundgren, James Brown e Bruce Springsteen (“Meeting Across the River”) estão entre os poetas cujas músicas são pesquisadas, mas a terceira faixa coloca tudo no contexto: o álbum de estreia do Blood, Sweat & Tears, em 1968, “Child Is Father to the Man”, foi uma gravação seminal do jazz-rock, e para muitos ouvintes providenciou a primeira distinção para Randy Brecker. “I Can’t Quit Her” de Al Kooper representa-o aqui, uma peça ampliada da banda que leva mais de 12 minutos, cuja melodia amplifica a referência, mas seu ritmo original embebido no soul é fragmentada em pequenas peças funkeadas, que seriam completamente discrepantes para a audiência dos anos 60. Brecker chama o que Werner faz neste álbum de “loucuras” e esta faixa expõe o que isto significa.

A abertura, “New Frontier”, de Donald Fagen de Steely Dan, apresentando o vocal de Amanda Brecker, exibe o trabalho da ácida guitarra de Rogers e o proeminente sintetizador de Werner, mas não cultiva o meio do caminho dentro do trabalho, com performances a dois de “Hello, It’s Me”  de Rundgren e  “Ghost Writer”  de Garland Jeffreys que ele realmente formata : Nenhum arranjo possui publicamente a fonte de origem do material; Brecker e companhia, acenam para ele , então movimenta-o. Ele enreda-se com números de Springsteen e Simon, e deixa você pensando o que você quer ouvir no volume dois.

Faixas: New Frontier; Let Me Just Follow Behind; I Can't Quit Her; Hello It's Me; Ghost Writer; Think!; I've Got A Bag Of My Own; Meeting Across The River; Late In The Evening.

Músicos: Randy Brecker: trompete, efeitos, vocal; Kenny Werner: piano, teclados; David Sanchez: saxofone tenor; Amanda Brecker: vocal; Adam Rogers: guitarra; John Patitucci: baixo; Nate Smith: bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: Jeff Tamarkin (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 27/06


Bartosz Hadala (1977) – pianista,
Elmo Hope (1923-1967) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=mkp-rGW8LWU,
George Braith (1939) - saxofonista,
Johnny Big Moose Walker (1929-1999) – pianista,vocalista

Madeline Eastman (1954) - vocalista

domingo, 26 de junho de 2016

STEVE TURRE - SPIRITMAN (Smoke Sessions)


Parece estar entre duas escolas de gerações correntes de trombonistas de jazz. Em uma mão você tem aqueles que favorecem as deliciosas e melódicas vozes de Frank Rosolino, Lawrence Brown, Carl Fontana, e aqueles de gênero similar. Em contraste estão os influenciados pela abordagem bop de J.J. Johnson e Curtis Fuller. Turre na gravação não tem muita preocupação em rivalizar com seu grupo que evita o matiz da velocidade e da destreza. Como para o próprio Turre, poderia ser argumentado que ele encontrou um terreno intermediário entre as duas escolas.

Tão forte quanto a voz do instrumento de Turre, tem sido suas díspares e variadas atuações com acompanhante, seus próprios álbuns aos longos dos anos tem sempre parecido estar misturado. É como se ele tivesse apenas muitos impulsos criativos e em algum momento problemas se afunilem para ele dentro de completa coerência.  Seu primeiro álbum para Smoke Sessions não é exceção. Embora, deva ser seu melhor álbum em tempos recentes. Se há admoestação, é com a inclusão de alguns desgastados standards. Para que necessitamos de outra versão de "Lover Man" ou "With a Song in My Heart"?.  Adicione-se os bons originais de Turre e alguém estaria curioso sobre o que seria o trabalho enfocado nas composições dele.

As duas faixas mais fortes são modernas, sem absurdos, que encontram o grupo completo em estado de espírito suingante. "Bu" é o tributo de Turre para o toque da bateria do ícone Art Blakey e alcança vivo ânimo através da moderna bateria do grande Willie Jones III. "Trayvon's Blues" prova que a tradicional forma de 12 compassos ainda mantém o poder de inspiração, as conchas de Turre ao final providenciam a adição da cereja no topo do bolo.

"Funky Thing" é um número autoexplanatório que nos apresenta a maravilhosa mistura de  Turre com o saxofonista alto Bruce Williams. Ao final do outro espectro rítmico, "Nangadef" captura um toque africano através das congas de Chembo Corniel. Então o círculo completa-se com o encerramento,   "Spiritman-All Blues", Turre inicia com som agudo e estridente das suas conchas antes do familiar suíngue em ¾ de "All Blues" de Miles saltar no tempo animado. Como faz ao longo do trabalho, o pianista Xavier Davis empresta amplo suporte, embora ofereça suas próprias improvisações cristalinas.

Faixas: Bu; Lover Man; Funky Thing; Trayvon's Blues; It's Too Late Now; With a Song in My Heart; 'S Wonderful; Peace; Nangadef; Spiritman-All Blues.

Músicos: Steve Turre: trombone & conchas; Bruce Williams: saxofones alto e soprano; Xavier Davis: piano; Gerald Cannon: baixo; Willie Jones: bateria; Chembo Corniel: congas.

Fonte: C. ANDREW HOVAN (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 26/06


Bill Cunliffe (1956) – pianista,
Dave Grusin (1934) – pianista,
Don Lanphere (1928-2003) - saxofonista,
Gilberto Gil(1942) –violonista,vocalista,compositor (na foto e vídeo), http://www.youtube.com/watch?v=PSNlwlfw6DY,
Joey Baron (1955) - baterista,
Reggie Workman (1937) - baixista,
Robin Stine (1970) - vocalista