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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

SARAH ELIZABETH CHARLES – FREE OF FORM (Stretch/Ropeadope)



A impecável destreza técnica providenciando a base para uma expressão corajosamente desinibida, tudo conduzido agudamente por modeladas visões política e cultural: É uma combinação tão rara quanto emocionante que traz à mente Betty Carter e Abbey Lincoln e, ao longo da meia década passada, o neo-soul encontra o fervor do jazz de Sarah Elizabeth Charles.

O progresso de Charles tem sido significantemente enriquecido de duas maneiras: primeiro, através da sua profunda simbiose com o trompetista Christian Scott aTunde Adjuah, que coproduziu e faz uma aparição como convidado em seu lançamento de 2015, “Inner Dialogue” (NT: Resenha publicada neste blog em 16/11/2016) , e faz o mesmo aqui, e então há a unidade que ela constrói ao lado dos seus companheiros de quarteto : Jesse Elder (teclados), John Davis (bateria) e Burniss Earl Travis II (baixo), desde sua estreia em 2012 com “Red”.

“Free of Form”, o primeiro álbum de Charles devotado exclusivamente a composições inéditas, inicia com sons que parecem um balão esvaziando, cortesia de Scott, antes de soar nas alturas em busca livre. A busca do céu continua com a faixa título, uma comovida busca de autoatualização, um tema expandido na edificante “Taller”. A metronômica caminhada de “March to Revolution” expõe um choro convulso que se desenvolve através da firmemente intensa “Change to Come”; “Zombie”, uma marcante condenação de passividade e a turbulenta “The Struggle”. A mensagem é poderosa, profunda e clara. Envolvente, toma um suporte e por meio disto descobre o seu melhor.

                               Faixas

1 Purview (com Christian Scott no trompete)
2 Free Of Form (com Christian Scott no trompete)
3 March To Revolution Part II (com Christian Scott no trompete)
4 Taller               
5 Learn To Love               
6 Change To Come (com Christian Scott no trompete)
7 Thinker            
8 Zombie            
9 I Will Wait      
10 The Fold       
11 Another Cloudy Memory      
12 The Struggle               

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo:

 
Fonte: Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 23/01




Andre Hayward (1973) – trombonista,
Benny Waters (1902-1998) - clarinetista, saxofonista,
Curtis Counce (1926-1963) - baixista,
Dave Stahl (1949) – trompetista,
Django Reinhardt (1910-1953) - guitarrista,
Fábio Torres (1971) – pianista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=NKkCE3MjOHo, Gary Burton (1943) – vibrafonista,
Marty Paich (1925-1995) – pianista,
Randy Jones (1944-2016)  - baterista

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ELLA FITZGERALD – JAZZ AT THE PHILHARMONIC : THE ELLA FITZGERALD SET



Ella chegou um pouco tarde para a festa. Quando o empresário Norman Granz lançou o que viria a ser sua série ponto de referência dos concertos e excursões da Jazz at the Philharmonic em 1944, suas formações de estrelas incluíam outras vocalistas, Billie Holiday entre elas. Quando ele finalmente convidou Ella para um trabalho com a JATP em 1949, ela tinha um contrato de exclusividade com a Decca Records. Assim fãs poderiam vê-la no palco com figuras igualmente seminais como Charlie Parker, Buddy Rich, Lester Young e Ray Brown, mas qualquer gravação dela com a JATP permaneceria na prateleira por anos. A maioria, desde então, têm surgido em discos com gravações completas dos concertos, e houve lançamento anteriores de compilações, mas nenhuma tão rica ou tão belamente remasterizada como esta, que apresenta 22 faixas retiradas de quatro espetáculos entre 1949 e 1954, dois anos da estreia do selo Verve de Granz com Ella como seu destaque.

Ella está em forma espetacular forma. Suas gravações na Decca, embora consistentemente boas (ainda que frequentemente superestilizadas), nunca capturaram seus instintivos sentimentos para o jazz. E, portanto, seus álbuns para a Verve são infalivelmente excelentes, há, também, atuações elegantes feitas sob medida. As faixas da JATP capturam a verdadeira Ella: vibrante, atrevida, inventiva e gloriosamente desembaraçada. Se bopeando através de “Robbins Nest”, fazendo scat através de uma sísmica “Flying Home”, modelando uma marca de Louis Armstrong em “Basin Street Blues”, navegando na profunda dor na alma de “The Man That Got Away” ou reimaginando “Hernando’s Hideaway” como uma saudação ao gigantes do jazz  (Granz entre eles), este é o apogeu da capacidade artística de Ella.

                                                                       Faixas

1 Introduction Of Ella Fitzgerald (Live From Carnegie Hall/1949) por Norman Granz 0:20
2 Robbins' Nest (Live From Carnegie Hall/1949) 2:22
3 A New Shade Of Blues (Live From Carnegie Hall/1949) 2:55
4 Old Mother Hubbard (Live From Carnegie Hall/1949) 2:52
5 I'm Just A Lucky So-And-So (Live From Carnegie Hall/1949) 2:54
6 Somebody Loves Me (Live From Carnegie Hall/1949) 1:55
7 Basin Street Blues (Live From Carnegie Hall/1949) 3:08
8 Ow! / Introduction Of Ella Fitzgerald (Live From Carnegie Hall/1949) 0:38
9 Flyin' Home (Live From Carnegie Hall/1949) 5:31
10 Oh, Lady, Be Good! (Live From Carnegie Hall/1949) 2:52
11 Black Coffee (Live From Carnegie Hall/1949) 3:38
12 A-Tisket, A-Tasket (Live From Carnegie Hall/1949) 2:36
13 How High The Moon (Live From Carnegie Hall/1949) 5:48
14 Norman Granz Announcement (Live From Carnegie Hall/1949) 0:29
15 Perdido (Live From Carnegie Hall/1949) 8:37
16 Bill (Live From Carnegie Hall/1953) 2:55
17 Why Don't You Do Right? (Live From Carnegie Hall/1953) 3:12
18 A Foggy Day (In London Town) (Live At Bushnell Memorial Hall/1954) 2:46
19 Lullaby Of Birdland (Live At Bushnell Memorial Hall/1954) 2:16
20 The Man That Got Away (Live At Bushnell Memorial Hall/1954) 4:37
21 Hernando's Hideaway (Live At Bushnell Memorial Hall/1954) 3:17
22 Later (Live At Bushnell Memorial Hall/1954) 2:48

Fonte: Christopher Loudon (JazzTimes)