playlist Music

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

PAQUITO D'RIVERA – PAQUITO & MANZANERO (Sunnyside)


“Paquito & Manzanero” é um daqueles tributos/colaborações que só parece estar com longo atraso uma vez que você o ouve. Você nunca deve ter considerado estes dois titãs da música latina em uma natural parceria, mas com as 10 faixas do álbum isto está esgotado, e faz todo sentido. Paquito D’Rivera, o saxofonista alto/soprano e clarinetista cubano, tem sido uma das mais celebradas figuras do jazz latino desde os anos 70, um insaciável e singular músico, que alcança várias formas do jazz, o mundo clássico e múltiplos ramos da música latina, tem obtido inúmeros louvores. O cantor e compositor mexicano Armando Manzanero é um dos mais celebrados compositores de canções românticas latino-americanas da era moderna, tendo em seu catálogo mais de 400, números obtidos durante seis décadas de carreira, muitas das quais vieram a ser standards, as quais são chamadas pelo escritor Fernando Gonzalez, que escreve as notas para o disco, o grande repertório latino-americano.

O material de Manzanero, gravado no passado por artistas norte-americanos como Tony Bennett, Bill Evans e Elvis Presley, bem como por inúmeros artistas latinos, tem provado sua maleabilidade, e para D’Rivera, que prospera na exploração, isto significa transpassar suas fundações e reconstruir sua própria imagem. O engajamento de Manzanero, como vocalista em faixas selecionadas e como consultor, empresta legitimidade ao exercício, e os novos arranjos, basicamente feitos pelo pianista Alex Brown e pelo trompetista/trombonista Diego Urcola, parecem definitivos.

A abertura “Amanecer”—uma mistura de bolero, bebop e ritmo impetuoso— estabelece o tom para esta transpirante excursão pan-Latina/Caribenha. Interpretada por Evans, “Esta Tarde Vi Llover” (traduzida como “Yesterday I Heard the Rain”) esteve dolorosa e introspectiva; aqui, o vocal de Manzanero está jubilante em meio a um arranjo que ele mesmo borda na efervescência. “Mia”, uma das diversas instrumentais, coloca o baixista Carlos Henriquez e o baterista Antonio Sánchez à frente e no centro, providenciando a suingante configuração para alguns dos solos mais magníficos da gravação.

Faixas

1. Amanecer 07:14

2.Esta Tarde Vi Llover 03:24

3.Voy A Apagar La Luz 06:17

4.Llevatela 05:44

5.Contigo Aprendi 06:35

6.Somos Novios 07:02

7.Por Debajo De La Mesa 03:38

8.Mia 06:44

9.Te Extraño 06:03

10.Parece Que Fue Ayer 04:22

 

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

 


 

Fonte: Jeff Tamarkin (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 26/08


Branford Marsalis (1960) - saxofonista,
Clifford Jarvis (1941-1999)- baterista,
David Finck (1958) - baixista,
Dori Caymmi (1943) – violonista,vocalista(na foto e vídeo), http://www.youtube.com/watch?v=OtzCx9lFxf8,
Frances Wayne (1924-1978) - vocalista,
Jimmy Rushing (1903-1972) - vocalista,
Peter Appleyard (1928) - vibrafonista,
Steve Beskrone (1955) - baixista

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

THE RIPPINGTONS FEATURING RUSS FREEMAN – FOUNTAIN OF YOUTH (eOne Music)


“The Rippingtons Featuring Russ Freeman” pega o ouvinte para uma caleidoscópica excursão em “Fountain of Youth”, o 20º álbum de trabalho de jazz contemporâneo. Líder e guitarrista, Freeman está trabalhando com uma variada paleta sônica, delineadas a partir de influências do mundo e utilizando uma variedade de instrumentos para criar evocativas, e constantemente mutáveis, paisagens sonoras. Este projeto é muito mais uma exibição de guitarra: Freeman organiza uma seleção diversa de instrumentos, incluindo guitarras elétrica e acústica , pedal steel, ukulele, bandolim e guitarra sintetizada , explorando a miríade de caminhos que eles podem combinar para criar cores e texturas.

A matizada com grandiosa melancolia, “Emerald City”, destaca um som similar de cítara de um instrumento turco chamado baglama que Freeman comprou em uma viagem a Istambul. “We Will Live Forever” inicia com bateria tribal e um som de flauta americana tristonho que Freeman cria na guitarra sintetizada. Posteriormente, este instrumento evoca um trompete superposto à la Pat Metheny.

 “Rivers of Gold”, com toque latino, apresenta um flamenco transformado por Freeman, enquanto os violões e os graciosos floreios do piano dão vivacidade ao despreocupado divertimento de “Waterfalls of Bequia”. A faixa título começa com uma delicada melodia acústica que se transforma uma balada soft-rock à la George Harrison, apresentando guitarras elétricas, pedal steel  e instrumentos de sopro através da guitarra sintetizada. Freeman encerra o álbum com a taciturna e suave “Garden of the Gods” com efeitos dos violões, sopro e gaita através de ritmos eletrônicos.

“Fountain of Youth” parte de um som de banda que tem servido bem ao Rippingtons por aproximadamente 30 anos. Ele marca uma nova direção dinâmica, que Freeman esperançosamente explorará em discos vindouros.

Faixas: Spice Route; Rivers of Gold; North Shore; We Will Live Forever; The Sun King; Fountain of Youth; Emerald City; Soul Riders; Waterfalls of Bequia; Gardens of the Gods.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo que segue:


Fonte: Lucy  Tauss (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 25/08


Bart Weisman (1958) - baterista,
Bob Crosby (1913-1993) - vocalista , líder de orquestra,
Charles Fambrough (1950-2011)–baixista,
Freddie Kohlman (1918-1990) – baterista, vocalista,líder de orquestra,
King Garcia (1905-1983) - trompetista,
Mike Mellia (1980) - pianista,
Pat Martino (1944) – guitarrista,
Swami Jr.(1958)–violonista,
Wayne Shorter (1933) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=QgggmB8Xons

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

NICK SANDERS TRIO - YOU ARE A CREATURE (Sunnyside)


Com “You Are A Creature”, o pianista nascido em New Orleans, Nick Sanders, apresenta um inteligente e cativante segundo álbum. Através de 12 composições inéditas e uma interpretação de uma música de Ornette Coleman, Sanders demonstra um intelecto musical que é erudito além da sua idade. Divertido o bastante para cativar seus ouvidos, e inteligente o bastante para excitar sua mente, esta gravação é o som de um jovem músico estelar buscando um lugar único para si   na cena atual do jazz. Anguloso, acrobático e continuamente inventivo, o estilo de Sanders é rico em frases inesperadas e floreios surpreendentes – uma espécie de toque que nunca se acomoda. Na abertura hipnótica, “Let’s Start”, saltitantes e circulares configurações dominam o quadro sônico. Em uma espécie de hino, “Keep On The Watch”, ribombando os ritmos na mão esquerda, providencia faíscas. Como solista, Sanders é um gênio louco, frequentemente melódico e completamente imprevisível. Apenas quando você pensa que mapeou sua trajetória, ele vai vai em nova direção, traçando novas e não convencionais frases. Seus companheiros de banda são imaginativos. Na bateria, Connor Baker é cuidadoso e ponderado. Ele demonstra um toque particularmente hábil na balada inspirada “Room” e adiciona a quantidade certa de excitação na ambiciosa faixa título. O baixista Henry Fraser é hábil e um músico melodicamente antenado, oferecendo linhas arebatadoras com o arco em “Zora The Cat” e vigorosos e sucessivos pizzicatos em “Repeater”. Os três encerram-se dentro de um balanço suingante em “The Blessing” de Coleman, encerrando o álbum com uma nota de harmoniosa convivência. Espera-se grandes coisas deste jovem trio.

Faixas: Let's Start; Wheelchair; Red Panda; Round You Go; Room; You Are A Creature; Carol's Kid; Zora The Cat; Repeater; Keep On The Watch; Peculiar People; Day Zombie; The Blessing.

Músicos: Nick Sanders: piano; Henry Fraser: baixo; Connor Baker: bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao video abaixo:


Fonte: BRIAN ZIMMERMAN (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 24/08

Alphonse Trent (1905-1959) – pianista,líder de orquestra,
Buster Smith (1904-1991) – saxofonista,
Chris Tarry (1970) - baixista,
Claude Hopkins (1903-1984) – pianista, líder de orquestra,
Paul Webster (1909-1966) - trompetista,
Reggie Watkins (1971) - trombonista,
Ron Holloway (1953) saxofonista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=kPNNqwHtwHQ

terça-feira, 23 de agosto de 2016

ELIO VILLAFRANCA AND THE JASS SYNCOPATORS – CARIBBEAN TINGE (Motema)


Nascido em Cuba e classicamente treinado, o pianista Elio Villafranca tem oferecido uma extensa pegada exemplar no jazz latino, precedente à dependência das pirotecnias na percussão para a mais completamente integrada mistura de seus variados interesses. Isto não para dizer que ele não pode trazer o vigor quando requerido, como ele faz em “Mambo Vivo”, um tributo animado para Pérez Prado neste CD, que foi gravado em 2012 no Dizzy’s Club Coca-Cola.

Porém, mais frequentemente ele combina elementos de jazz e música afro-caribenha com o critério arquitetural nascido do seu treinamento clássico, que conduz às mais intrigantes combinações e justaposições. Em “Caribbean Tinge”, Villafranca importa ritmos de Porto Rico, da República Dominicana, Haiti e Cuba e os filtra através de três diferentes transformações da sua banda Jass Syncopators. Esta banda reúne estelares jazzistas junto com um trio de percussionistas para fundir paixão com complexidade.

O disco inicia com “Sunday Stomp at Congo Square”, acompanhando instrumentos de sopro estilo bop contra um ritmo de bomba e forçando os solistas a navegar entre a bomba e rápidas mudanças feéricas. O áspero tenor de Greg Tardy abre “Last Train to Paris”, uma balada sombria que segue a influência francesa da cultura caribenha de volta à sua origem no Sena. A faixa título é um blues arriscado conduzido por Lewis Nash, que apresenta o trompetista Terell Stafford aparando os golpes dos provocantes ritmos portoriquenhos, enquanto “Two to Tango” apresenta as sutis insinuações de Tardy sobre um tango lento e sufocante. A peça central do álbum são os 12 minutos de “Flower by the Dry River”, com um profundo e delicado solo de Villafranca em cima de uma sutil configuração de ritmos, lentamente crescendo em intensidade e complexidade.

         Faixas

1 Introduction   0:17      

2 Sunday Stomp at Congo Square 4:53

3 Last Train to Paris 8:25             

4 Caribbean Tinge 5:31

5 Flower By The Dry River 12:33

6 Cofradias 9:40

7 Mambo Vivo 8:30       

8 Two to Tango 7:04      

9 The Source In Between 10:00

 

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo a seguir:

 


 

Fonte: Shaun Brady (JazzTimes)