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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CHRISTIAN MUTHSPIEL & STEVE SWALLOW – SIMPLE SONGS (In+Out)



Não se iluda com o título do novo álbum do trombonista Christian Muthspiel e do baixista Steve Swallow, “Simple Songs”. Isto não significa que as composições são fáceis. Às vezes a simplicidade é a coisa mais difícil para fazer a coisa certa. Este álbum apresenta uma série de maravilhosos duetos nos quais dois completos artistas buscam desnudar a música em seus elementos mais básicos. Eles evitam superposição, acrobacias e efeitos para focar na pureza das canções com grande sucesso. Muthspiel e Swallow têm uma harmonia fantástica— uma captura da melodia onde outros descontinuam, um deslizar do modelo do baixo e outras naturais configurações — que é quase como se eles terminassem as sentenças de cada um. Às vezes a música é triste e contrita como “Pa De Deux Tranquille”. Às vezes é simplória como “Viennese Garden”. Eles, adoravelmente, fazem justiça a “Himmelblau” de Werner Pirchner, a única canção que não foi explicitamente escrita para este trabalho composto por 11 canções. Muthspiel está maravilhoso no trombone com apenas a correta mistura de bela entonação e apropriada modulação. O esvair-se do baixo de Swallow é puro prazer. E os dois parecem realmente desfrutar uma boa brincadeira, também, tal como o toque de Muthspiel no piano de brinquedo em “Let My Children Waltz”. É fantasticamente divertido. Assim, também, é “Mein! Yours?”, — uma brincadeira com “Mein!”  de Franz Schubert, na qual o baixo de Swallow lidera a melodia com Muthspiel ao piano para criar um verdadeiramente transcendente dueto. “Is The Moon Still Blue?” exibe a proficiência louca de ambos no blues. A faixa final, “Hymn To Health”, é simplesmente bela, transbordando com esperança. Em “Simple Songs”, Muthspiel e Swallow admiravelmente demonstram a beleza e a perfeição que a arte do dueto pode oferecer.

      Faixas

1 Pas de deux tranquille (Christian Muthspiel) 4:37
2 Monsieur Satie (Christian Muthspiel) 5:51
3 Viennese Marketplace (Christian Muthspiel) 1:50
5 Let My Children Waltz (Christian Muthspiel) 3:26
6 Lullaby for Moli (Christian Muthspiel) 4:43
7 (F)all Blues (Christian Muthspiel) 4:59
8 Mildred, Bim & Mohamed (Christian Muthspiel) 7:03
9 Mein! Yours? (Christian Muthspiel) 5:38
10 Is the Moon Still Blue? (Christian Muthspiel) 5:02
11 Hymn to Health (Christian Muthspiel) 5:52

Fonte: FRANK ALKYER (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 18/01



Resultado de imagem para steve grossman saxAl Foster (1944) - baterista,
Bobby Broom(1961) – guitarrista,
Clark Gayton (1963) – trombonista,
Don Thompson (1940) – baixista, pianista, vibrafonista,
Irene Kral (1932-1978) – vocalista, 
Steve Grossman (1951) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=DT8g_zR4WpQ,
Tom Beckham (1968) - vibrafonista

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

TYSHAWN SOREY – ALLOY (Pi Recordings)



Resultado de imagem para TYSHAWN SOREY – ALLOYEm acréscimo à sua capacidade de atuar como baterista no terreno musical entalhado de Vijay Iyer, Steve Coleman e Steve Lehman, Tyshawn Sorey continua a amadurecer como compositor que atua igualmente no jazz experimental e na nova música. Enquanto “Oblique” de Sorey apresentou um quinteto multidirecional de saxofone, guitarra e seção rítmica, aqui Alloy despoja-se para um trio de piano. O sentimento ativo do trabalho anterior foi reduzido, em alguns casos, em poucas notas que se projetam no ar para criar um manifesto.

“Returns” inicia bem livremente assim como se fosse uma escuta furtiva em três particulares animações. O pianista Cory Smythe estabelece uma melodia sobressalente fora do tempo, enquanto Sorey e o baixista Christopher Tordini bate e deixa notas suaves lentamente enfraquecer-se. Em cinco minutos, o trio finalmente junta-se para uma interação livre, que rapidamente acalma e retorna à melodia frugal do piano que traz alguma claridade à peça. Em “Template” (que originalmente apareceu no disco “That/Not” do baterista), Sorey estabelece o tempo, que se mantém inconstante sobre o regular, mas igualmente a desassossegada linha do piano.

Nas duas faixas restantes, Sorey trabalha com estruturas maiores, intrigantes por diferentes razões. “Movement”, com aproximadamente vinte minutos, oferece uma delicada e rica peça para piano inspirada em Brahms, Debussy e Bill Evans. Seu suave movimento com fluxo livre, soa através da composição, enquanto mantém um sentimento de espontaneidade. Inversamente, “A Love Song” inspira-se em Morton Feldman: Uma série de notas desacompanhadas de piano, que se repetem em velocidades mutáveis, cativantes e perturbadoras. Quando Sorey e Tordini finalmente aparecem na metade do caminho através da peça de 30 minutos, o breve solo do baixista encerra a longa tensão, finalmente guiando para um lento balanço de 6/8. Smythe nunca se eleva sobre um suave murmúrio, mas a antecipação finalmente obtém sucesso. Não é uma audição fácil, mas é algo absorvente.
Faixas: Returns; Movement; Template; A Love Song.

Músicos: Tyshawn Sorey: bateria; Cory Smythe: piano; Christopher Tordini: baixo.

Fonte: Mike Shanley (JazzTimes)