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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

LISA MAXWELL BIG BAND - SHINY! (Uncle Marvin Music)


Se o nome de Lisa Maxwell não significa nada para você, talvez o vigor de Lew Soloff ajude. O trompetista veterano tem um longo trabalho vitorioso com Maxwell como uma arranjadora, e a impulsionou a produzir um álbum sob seu nome; o ataque cardíaco fatal dele em 2015 a fez realizar o que ela ainda esperaria. E assim, surgiu “Shiny!” 
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Esta não é uma banda de trabalho de Maxwell, assim as sessões de “Shiny!” contaram com instrumentistas de sopro de primeira classe de Nova York, muitos deles, como Soloff, veteranos da Gil Evans Orchestra. O trompetista Randy Brecker é o maior nome do grupo, e há também o camarada antigo de Soloff de Blood, Sweat & Tears, Lou Marini, na seção de sax. Porém, é a seção rítmica que brilha mais, com Will Lee no baixo, Paul Shaffer nos teclados e um rodízio de guitarra que inclui Mike Stern, Oz Noy e Leni Stern.

Faz senso que Maxwell investiria pesadamente lá, embora, por causa dos seus arranjos que são muito construídos a partir de balanços. Você teria de voltar aos anos 60, nos quais Quincy Jones encontra um exemplo melhor de orquestra de boogaloo, então o que Maxwell prepara a canção título. Sobre as comicamente linhas de baixo robustas de Lee— acrescidas pelo clavinete e a guitarra com wah-wah —Maxwell ataca suave, com linhas de instrumentos de palhetas blueseiras contra vigorosas e hábeis exclamações dos metais, que você mesmo deve se encontrar pensando sobre filmes de ação dos anos 70 de onde a música vem originalmente. E no caso que você pensa na necessidade de reforçar o funk, o álbum encerra com uma remixagem da canção de Mocean Worker (conhecido como Adam Dorn, filho do produtor de jazz Joel Dorn).

Nem todas as músicas são balançantes, claro. Há também “Ludie”, uma valsa adorável e primorosamente colorida, apresentando um fino solo de flugelhorn de Brecker, e mesmo um autêntico standard, a ardente “We’ll Be Together Again” (com vocais de Kenya Hathaway e Lee). Porém, os melhores momentos, buscam ser mais funkeados, tanto quando Maxwell explica a sonhadora “Beauty and the Beast” de Wayne Shorter dentro de algo que soa mais como os Headhunters com instrumentos de sopro.

Faixas – 1: Shiny! 2: Son of Creeper; 3: Ludie; 4: We’ll be Together Again; 5: Hello, Wayne? 6: Beauty and the Beast; 7: Israel; 8: The Craw; 9: Shiny! (Remix).

Músicos – Randy Brecker: trompete (1 – 3, 7 solo em 1, 2, 7) e flugelhorn (solo 3); Tony Kadleck: trompete; Chris Rogers: trompete (solo 5); Wayne du Maine: trompete (4 – 6, 8); Bryan Davis: trompete; Lawrence Feldman: sopros; Alex Foster: sopros (saxofone alto); Lou Marini: saxofone tenor (solo 2, 4, 5); Ada Rovatti: sopros (1 – 3, 7); David Mann: sopros (4 – 6); Roger Rosenberg: saxofone barítono (solo 2, 7); Claire Daly: saxofone barítono (solo 8); John Clark: French horn (1, 2, 4, 5 – 8 solo 7); Tom “Bones” Malone: trombone (4 – 6); Dan Levine: trombone (t’bone melody 8); Michael Davis: trombone (1 – 3, 7); Dave Taylor: trombone baixo (1 – 7 solo 1); Andy Ezrin: piano (4 – 6, 8); Carmen Staaf: piano (3 solo, 7); Paul Shaffer: Fender Rhodes (1) e Hammond B3 organ ( solo 2); Pete Levin: clavinete (1) e teclados (6); Dave Delhomme: teclados (4); Mike Stern: guitarra (solo 2); Oz Noy: guitarra (1 solo, 3, 7); Leni Stern: guitarra (5, solo 6); Smokey Hormel: guitarra (solo 1); Will Lee: baixo (1 – 3, 6), bongôs (1) e vocais (4); Mark Egan: baixo (4, 5, 8); David Finck: contrabaixo (7); Danny Gottlieb: bateria (4 – 6, 8); Ben Perowsky bateria (3, 7); Steven Wolf: bateria (1, 2); Daniel Sadownick: percussão (2); Beth Gottlieb: vibrafone (4, 7); Kenya Hathaway: vocais (4); Mocean Worker: remix artist (9)
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Fonte: J.D. CONSIDINE (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 22/08

Aruán Ortiz (1973) - pianista,
Bill O´Connell (1953) – pianista,
Dave Wilson (1955) - saxofonista,
Francisco Mário(1948-1988) – violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=IPAGpXFfffk&feature=related, 
Jeff Hirshfield (1955) – bateria,
John Lee Hooker (1917) – guitarrista,vocalista,
Malachi Favors (1937-2004) - baixista,
Matt Ray (1972) - pianista,
Richard Walton (1956) - baixista,
Rolf Billberg (1930-1966) - saxofonista,clarinetista,
Tony Aless (1921-1988) - pianista,
Willim S. Brown (1960) - trompetista 

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

BUDDY GUY – THE BLUES IS ALIVE AND WELL (Silvertone/RCA)


De muitas formas, o Buddy Guy de 2018 é associado à mesma dinâmica que apresentou uma performance estonteante e que salta aos olhos em um documentário sobre o rock, Festival Express, filmado em 1970. Para um surprendente sexagenário, Guy tem fãs deslumbrados com um estilo potente de blues que inclui acenos a B.B. King e Jimi Hendrix. Décadas atrás, a proficiência granulosa de Guy e a autenticidade inspirada em uma invasão britânicos de músicos de rock, incluindo Jeff Beck, Mick Jagger e Keith Richards e todos apresentam-se como convidados neste memorável álbum novo.

Habilmente intitulado “The Blues Is Alive And Well”, este disco não é uma reinvenção da roda, mas o produtor/compositor/baterista Tom Hambridge mantém as coisas vivas. Com a assistência de Hambridge, Guy apresenta-se como se esperaria de um “estadista” de 81 anos (ainda que atua como alguém com metade de sua idade). Este álbum é preenchido com a marca de Guy, com pungentes solos de guitarra — cada embalagem é bastante poderosa para descascar a pintura da casa. Os atos heróicos da guitarra de Guy atraem muita atenção, já que seu vocal poderoso tem sido subestimado, e sua voz permanece em configuração soberba, um instrumento com comovente extensão.  Nem Jagger (gaita) nem Richards (guitarra) contribuem com vocais em suas respectivas faixas onde atuam como convidados, mas quando o vocalista líder em questão é Guy, não há necessidade entrar no caminho do chefe. Guy intercambia linhas vocais com James Bay em fogo lento, “Blue No More”, e o jovem cantor britânico e o guitarrista comportam-se mesmo muito bem. Uma faixa que certamente terá fãs do rock clássico   murmurando é “Cognac”, com o reconhecido Muddy Waters e encontra Guy, Richards e Beck todos injetando lambidelas tórridas na guitarra nesta ode ao conhaque e ao blues. O álbum conclui com uma malcriada, uma lição em 56 segundos de criação de animais, história do blues em duplo sentido — “Milking Muther For Ya”—que traz à mente “Dirty Mother For You” de Memphis Minnie.

Faixas

1 A Few Good Years 4:47
2 Guilty As Charged 3:20
3 Cognac 5:22 (por Buddy Guy apresentando Jeff Beck & Keith Richards
4 The Blues Is Alive And Well 5:13
5 Bad Day 3:48
6 Blue No More 3:39 (por Buddy Guy apresentando James Bay)
7 Whiskey For Sale 4:02
8 You Did The Crime 6:53 (por Buddy Guy apresentando Mick Jagger)
9 Old Fashioned 3:57
10 When My Day Comes 4:58
11 Nine Below Zero 6:19
12 Ooh Daddy 3:17
13 Somebody Up There 4:27
14 End Of The Line 3:25
15 Milking Muther For Ya ) 0:57

Fonte: Bobby Reed (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 21/08


Addison Farmer (1928-1963) - baixista,
Art Farmer (1928-1999) - trompetista,flugelhornista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Zf_xsgfucwc, 
Chris Dingman (1980) – vibrafonista,
Count Basie (1904-1984) - pianista,líder de orquestra,
Jorge Rossy (1964)- baterista,
Leon Parker (1965) - baterista,
Malachi Thompson (1949) - trompetista,
Marlon Jordan (1970) - trompetista,
Oscar Perez (1974) - pianista,
Savannah Churchill (1919 - 1974) - vocalista,
Steve Smith (1954) – baterista,
Tom Kennedy (1960) – baixista.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

WHOSE HAT IS THIS? – EVERYTHING´S OK (Ropeadope)


Quatro membros da Tedeschi Trucks Band têm um pouco de segredo: Quando eles não estão tocando em auditórios e festivais dos maiores grupos de blues-rock do mundo, eles fazem um trabalho extra com um quarteto de avant-garde que mergulha no free jazz, hip-hop, funk e metal. O saxofonista Kebbi Williams, o baixista Tim Lefebvre e os bateristas J.J. Johnson e Tyler Greenwell atuam sob o apelido de Whose Hat Is This?, e o novo álbum deles, “Everything’s OK”, é uma gravação ao vivo em um clube noturno de Baltimore com o vocalista hip-hop ,Kokayi,  à frente.

A música é uma vigorosa mistura de elementos disparatados; imagine Rahsaan Roland Kirk e Ginger Baker atuando com Rage Against the Machine. A ênfase no ritmo é imensa com dois bateristas, às vezes atuando juntos e às vezes trabalhando em conflito, como eles fazem em “Chomp-Chomp-Chomp/Love!” , o baixo de Lefebvre é frequentemente ultra profundo e rústico, especialmente na metaleira “Side of the Ditch”. Williams sopra como um monstro, evocando não apenas Kirk, mas Peter Brötzmann e nunca afirmando qualquer melodia semelhante. Um acelerado Kokayi no rap adiciona outra intensidade assentada para a música, com intrépidas rotações de frases em “Jon Homes”.

Porém, everything’s not OK (NT: Tudo não está OK, em tradução livre) com “Everything’s OK”. Entretanto, isto que deve ter sido um concerto divertido para observar, não é traduzido para o disco. As “canções” são basicamente esboços dispersos, e há muito desenho em torno. Performances são quebradas dentro de faixas menores sem rima ou razão, e algo do que foi incluído deveria ter sido cortado. Uma piada sobre “a nota mais suave que já foi tocada” no clube deve ter sido cômico para a multidão com as cervejas, mas no álbum o espaço foi jogado fora, como é “Microphone Check Intro”. Ao final, esta é uma gravação para admirador, que cativará poucas pessoas além da própria banda.

Faixas: Chomp-Chomp-Chomp/Love!; Pre-Dug Holes/Step In Here Lightly; Jon Homes; X’s For Eyes; Run; Zeroes and Ones; Side of the Ditch; Bring in the Gimp; Release the Cracklins; Tub-A-Love; We Make Free Jazz Great Again; If I Had to Decide Between the Pork and You…; The Quietest Note Ever Played; Microphone Check Intro; Kebbi Played a Note; Well Alright, Playboy; Down.

Músicos: Kokayi: vocal; Kebbi Williams: saxofone, flauta; Tim Lefebvre: baixo, sons; Tyler "Falcon" Greenwell: bateria, percussão; J.J. Johnson: bateria.

Fonte: STEVE GREENLEE (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 20/08


Byron Stripling (1961) - trompetista,
Enrico Rava (1943) – trompetista,
Frank Capp (1931) - baterista,
Frank Rosolino (1926-1978) – trombonista,
Gabriel Grossi(1978) – gaitista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=TrRl3T0Rcf8,
Jack Teagarden (1905-1964) – trombonista,líder de orquestra,
Jimmy Raney (1927-1995) - guitarrista,
John Clayton (1952) – baixista,
Michael B.(1942) - pianista,
Terry Clarke (1944) - baterista

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

ALFREDO RODRÍGUEZ – THE LITTLE DREAM (Mack Avenue)


Uma dúzia de anos após sua performance arrasadora no Montreux Jazz Festival, e desde sua estreia na Mack Avenue, o pianista cubano Alfredo Rodríguez continua com sua deslumbrante técnica e visão. Quincy Jones, que iniciou a tutoria de Rodríguez após o trabalho de Montreux e após sua migração para os Estados Unidos, retorna aqui como coprodutor, trazendo uma luminosidade e impetuosidade para as 12 faixas, a maioria dela composta pelo líder. 

“The Little Dream” é o primeiro lançamento de Rodríguez para usar um simples trio ao longo do trabalho, contudo as faixas não são menos robustas do que aquelas gravações que apresentaram mais incrementos. Munir Hossn, que providencia guitarra e baixo, e o baterista/percussionista Michael Olivera, são parceiros plenos aqui, concedendo passeios configurados para Rodríguez.

E faz um passeio — de uma boa maneira. Rodríguez não é tanto irrequieto quanto perpetuamente curioso, impetuoso para investigar tantas ideias quanto uma dada composição as proporcionará. Em “Dawn”, a abertura do trabalho, um solo encrespado com alguns dedos dá o caminho, após 10 segundos, para uma explosão de vozes atraentes e, apenas tão rapidamente, uma seção rítmica viva e propensa a ir para onde o líder sugere. Não estamos a meio minuto, quando Hossn move-se sobre o violão, com Rodríguez unindo-se ao esquema da melodia africana, enquanto a percussão de Olivera serve como cola.

É como parece daí por diante. “World of Colors” aguenta ser pastoral e ambiciosa sem alguém necessitar forrar seus espaços abertos, e “Bloom”, com o baixo de Hossn coforjando a rota melódica com o pianista e Olivera, raramente usando as escovinhas, é mais satisfatório; Rodríguez desliza com uma naturalidade, e isto é indubitavelmente ilusório. Das três reinterpretações, “Besame Mucho” dedica a homenagem mais direta para as raízes do líder cubano, enquanto, simultaneamente,reitera, apenas, que seja tão distante como vem.

Faixas  

1 Dawn 4:00                      
2 The Little Dream 4:54                
3 Silver Rain 4:04                            
4 Bloom 4:52                    
5 Dance Like a Child 3:08                             
6 Vamos Todos a Cantar 3:52                    
7 Be                  
same Mucho 5:56
8 Tree of Stars 2:58                        
9 World of Colors 4:33                  
10 Alegría 3:07                 
11 Moonbeam 3:03                       
12 De Rua Prá Rua (From Street to Street) 3:58 

Fonte: JEFF TAMARKIN (JazzTimes)