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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

VIJAY IYER & WADADA LEO SMITH - A COSMIC RHYTHM WICH EACHSTROKE (ECM)



Esta, certamente, não é a primeira vez que Vijay Iyer e Wadada Leo Smith trabalharam juntos como na parceria deles no Golden Quartet de Smith há anos atrás, mas é a primeira vez que gravam em duo. O núcleo do trabalho é uma suíte em sete partes do título, inspirada no trabalho abstrato da artista indiana Nasreen Mohamedi (1937-1990) e teve sua estreia no Metropolitan Museum of Art em Nova York, durante uma exibição histórica do seu trabalho. A sorumbática “Passage” de Iyer inicia o álbum e “Marian Anderson” de Smith o encerra com um ar de dignidade magoada, mas “um ritmo cósmico em cada ataque” é claramente o principal evento.

Pouco conhecido e escassamente exibida durante sua vida, Mohamedi tem obtido atenção em anos recentes por sua marca monocromática, mais linhas e matizes altamente texturais, a maior parte elaboradas com o uso de grafite e tinta no papel. Iyer e Smith realizam um trabalho fino evocando o senso de espaço e assimetria dos desenhos dela. Smith explora extensão harmônica do seu trompete, lisonjeando nuanças como uma cantora gutural como Tuvan, enquanto Iyer cria nuvens rodopiantes no pedal com seu piano acústico, adicionando ocasionais sentenças carregadas a partir de interpolações do Rhodes e circuitos eletrônicos reservados e misteriosos.

Tomado com puro espírito de pintura, a suíte funciona bem e soa soberba, em tipicamente suntuosa reserva no estilo de Manfred Eicher. Porém, como composição musical é menos satisfatória, principalmente porque falha em engajar quaisquer outros órgãos do que o cérebro. O sentimento dominante é algo errático. Momentos onde os instrumentistas parecem ter chegado a algo concreto são raros. Talvez a natureza em preto e branco do trabalho de Mohamedi cercou bastante a criatividade deles. De qualquer modo, “a cosmic rhythm…” é um valoroso empreendimento, não apenas como uma espécie em que a maioria deveria escolher para colocar como prazeroso.

            Faixas

1 Passage (Vijay Iyer) 6:15
2 All Becomes Alive (Vijay Iyer / Wadada Leo Smith) 9:09
3 The Empty Mind Receives (Vijay Iyer / Wadada Leo Smith) 4:55
4 Labyrinths (Vijay Iyer / Wadada Leo Smith) 6:43
5 A Divine Courage (Vijay Iyer / Wadada Leo Smith) 9:12
6 Uncut Emeralds (Vijay Iyer / Wadada Leo Smith) 7:43
7 A Cold Fire (Vijay Iyer / Wadada Leo Smith) 5:55
8 Notes on Water (Vijay Iyer / Wadada Leo Smith) 7:58
9 Marian Anderson (Wadada Leo Smith) 8:23

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

 
Fonte: Mac Randall (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 25/09



Barbara Dennerlein (1964) – organista,
Billy Pierce (1948) - saxofonista,
Bradford Hayes (1959) - saxofonista,
Charlie Allen (1908-1972) - trompetista,
Craig Handy( 1962) - saxofonista,
Dean Krippaehne (1956) – pianista, vocalista,
Dennis Mitcheltree (1964) – saxofonista,
Garvin Bushell (1902-1991) - saxofonista,clarinetista,fagotista,
Horace Arnold (1937) - baterista,John Taylor (1942-2015) - pianista,
Marco Pereira(1950) – violonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=oBB6UETf4SI,
Michael Gibbs (1937)- pianista , trombonista,
Quito Pedrosa(1964) – saxofonista,
Sam Rivers (1930-2011) - saxofonista,flautista,
Rossiere “Shadow” Wilson (1919-1959) – baterista,
Zé Eduardo Nazário(1952) - baterista

domingo, 24 de setembro de 2017

CHRIS THILE & BRAD MEHLDAU - CHRIS THILE & BRAD MEHLDAU



Além destes componentes fundamentais, a paleta deles tem apenas mais campo para o country ou ragtime, folk contemporâneo e um ar adoravelmente celta para aproximar as coisas. Cada um contribui com duas novas músicas para o repertório, indo do entrelaçamento intricado no passeio de "The Watcher" para o balanço mais simples e coro de "Noise Machine". A extensa peça central de Thile, "Daughter of Eve", manobra para espalhar diversos destes elementos e ainda abrir espaço para um interlúdio sonhador quase clássico. Como sempre, o duo está igualmente em casa reinventando outro material, evocativamente explorando o agitado anseio de Joni Mitchell ou os vistosos acordes de Elliott Smith.

O encontro é um encontro vívido e produtivo encontro de mentes que permite firme deslumbramento na interação e deliciosa improvisação. Mesmo um breve projeto pode acumular uma plenitude de surpresa. Fãs de um ou outro artista indubitavelmente estão já estabelecidos para vir com ouvidos abertos e improvavelmente estará desapontado. Após tudo é fricção entre tais diferentes elementos básicos, que frequentemente estabelece as mais coloridas centelhas.

Faixas: CD1: The Old Shade Tree; Tallahassee Junction; Scarlet Town; I Cover the Waterfront; Independence Day; Noise Machine. CD2: The Watcher; Daughter of Eve; Marcie; Don't Think Twice, It's Alright; Tabhair dom do Lámh.

Músicos: Chris Thile: bandolim, vocal; Brad Mehldau: piano, vocal.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo :

 
Fonte: Geno Thackara (AllAboutJazz)