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terça-feira, 22 de agosto de 2017

BOBBY BRADFORD & JOHN CARTER QUINTET - NO U TURN : LIVE IN PASADENA, 1975 (Dark Tree Records)



A gravação não lançada anteriormente do cornetista Bobby Bradford e do saxofonista/clarinetista/flautista John Carter no Baxter Lecture Hall no Instituto de Tecnologia da Califórnia com os baixistas Stanley Carter e Roberto Miranda e o baterista William Jeffrey, é a mais antiga documentação conhecida de performance do duo Bradford/Carter. É histórica por um par de razões: captura Carter no soprano, um instrumento que logo ele poria de lado em favor do clarinete (que ele toca aqui muito bem), e inclui uma rara gravação ao vivo de “Love’s Dream” de Bradford, que ele raramente interpretou nos Estados Unidos.

“Love’s Dream”, a faixa de abertura, inicia como um hino introdutório sublinhando o ímpeto através da liberdade, relembrando os hinos dos metais e palhetas das bandas de Albert Ayler. O cornet de Bradford emerge como a voz líder improvisadora, abre caminho para o soprano de Carter, então reafirma-se, estabelecendo o tema para o trabalho: uma improvisação primorosamente balanceada que mantem a individualidade ao lado do foco na identidade do grupo.

 Embora, como agora, improvisações “free” eram comumente apreciadas ou rejeitadas por suas audácias melódicas e harmônicas, muito das inovações mais corajosas da música foram percussivas e temporais. O próprio tempo, não apenas ritmo ou cadência, é um meio improvisador aqui. Em vários pontos bateria, baixos e os instrumentos de sopro líderes irrompem em contrastantes, mesmo conflitantes tempos. Solos de baixo obscurecem a linha entre a percussão e a melodia, bem como alternam extensas precipitações do arco, rodopios e parábolas com furiosas linhas pulsantes e excitantes pizzicatos, emparelhados pelos rápidos deslizar de Carter e Bradford e extensas linhas meditativas intercambiadas através de intricados espaços entrelaçados entre ritmos dançantes do trabalho da seção rítmica. Os principais instrumentistas antecipam, respondem e incitam-se mutuamente com prazer, foco e disciplina -“toque sério” com algo mais profundo.

Faixas: Love’s Dreams; She; Comin’ On; Come Softly; Circle.

Músicos: Bobby Bradford: cornet; John Carter: saxofone soprano, clarinete; Roberto Miranda: baixo; Stanley Carter: baixo; William Jeffrey: bateria.

Fonte: David Whiteis (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 22/08


Aruan Ortiz (1973) - pianista,
Dave Wilson (1955) - saxofonista,
Francisco Mário(1948-1988) – violonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=IPAGpXFfffk&feature=related,
John Lee Hooker (1917) – guitarrista,vocalista,
Malachi Favors (1937-2004) - baixista,
Matt Ray (1972) - pianista,
Richard Walton (1956) - baixista,
Rolf Billberg (1930-1966) - saxofonista, clarinetista,
Tony Aless (1921-1988) - pianista,
Willim S. Brown (1960) - trompetista

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

REBECCA KILGORE – MOONSHADOW DANCE



Como Rebecca Kilgore, Ellen Vanderslice é um pilar da comunidade jazzística de Portland. Embora uma arquiteta por ofício, Vanderslice é também uma talentosa (e marcadamente prolífica) compositora, ocasional cantora e líder de um quarteto local. A gravadora Cherry Pie Music foi criada para exibir seus lançamentos, incluindo uma série de três EPs construídos em torno de suas canções interpretadas por Kilgore e companheiras vocalistas Marilyn Keller e Amandah Jantzen. Em 2014, Kilgore e Vanderslice uniram-se com outro originário de Oregon, o compositor, vibrafonista e pianista Mike Horsfall, para lançar o Moonshadow Project, com cada um contribuindo com melodias, harmonias e letras. Meses depois, a colaboração resultou no EP de Natal, “It’s Getting to Be That Time of Year”. Agora, com “Moonshadow Dance”, o projeto alcança completa fruição.

Um pequeno batalhão de instrumentistas do Noroeste do Pacífico tece estas 16 faixas, suportadas pelo pianista Randy Porter, pelo baixista Tom Wakeling e pelo baterista Todd Strait. Horsfall toca vibrafone em metade das faixas. O álbum guina do romantismo ao sofrimento e para o divertido; o trocadilho é consistentemente reflexivo e esperto com alusões a Fran Landesman, Lorraine Feather e o grande companheiro de Kilgore, Dave Frishberg. Particularmente encantadoras são a retorcida “I Live in a Condo” de Horsfall, a rumba suingante e vibrante “Birthday Song, Generic” de Kilgore, a docemente amorosa “I’m Not Susceptible to You” de Vanderslice e a sensual “Cantando o Amor”, apresentada duas vezes por  Kilgore, a primeira mais moderadamente com um octeto, então, mais ternamente com o violonista brasileiro Marco de Carvalho. 

      Faixas

1. I Live in a Condo 3:44
2. One Little Kiss 2:48
3. The Day I Learned French 4:15
4. In a World Made Small 3:29
5. One More Time to Say Goodbye 4:18
6. Aeolian Shade 3:18
7. Swing Me Low 3:08
8. Moonshadow Dance 3:28
9. Birthday Song, Generic 2:17
10. Cantando O Amor 3:09
11. You Make It Look so Easy 3:17
12. Um Minuto a Mais 3:30
13. I'm Not Susceptible to Love 3:59
14. To Have, To Hold, To Love 4:49
15. Cantando O Amor (Reprise) 3:27
16. That's It! 2:59

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: Christopher Loudon (JazzTimes)