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quarta-feira, 29 de junho de 2022

JARED SCHONIG - TWO TAKES -VOL. 2: BIG BAND (Anzic Records)

Para as versões orquestrais das oito principais composições do Vol. 1, Schonig induz realmente a ambição de oito diferentes compositores/arranjadores em cada peça. Os arranjadores são Alan Ferber, Jim McNeely, Mike Holober, Miho Hazama, Darcy James Argue, John Daversa, Laurence Hobgood e Brian Krock.

Alguns arranjos, aproximadamente, seguem as linhas de versões de grupos pequenos, enquanto outros são mais caprichosos. O tratamento de Ferber para "Sabotage", a versão de Daversa para "NUTS" e a tomada de "Eight Twenty" Hobgood constroem extensões agudas em torno do som das versões em quinteto. Em "Climb" de Holober, o arranjo adiciona uma misteriosa camada atonal ao grupo, tocando e deixando espaços para ricos solos de sax por parte de Jason Rigby e Charles Pillow. Hazama contrastando com as linhas de palhetas e metais, arremessando sobre a escorregadiça ação rítmica em "Sound Evidence", enquanto Argue renova o sentimento de quietude de "Tig Mack", apresentando o doce som metálico da guitarra de Nir Felder, incrementado pelo eco das flautas. Para "Gibbs St.", Krock tem a seção rítmica, trompetes, trombones e saxofones lançando-se seção por seção, tornando o som denso e adicionando a liderança para os fortes e inquietantes solos de Donny McCaslin no sax tenor e Ike Sturm no baixo elétrico. Os músicos neste volume mudam faixa a faixa, mas Schonig permanece uma presença constante na bateria, conduzindo as formações com talento e poder explosivo, tanto quanto ele faz no álbum do quinteto.

Faixas: Sabotage; White Out; Climb; Sound Evidence; Tig Mack; NUTS; Eight Twenty; Gibbs St.

Músicos: Jared Schonig: bateria; Jon Gordon: alto e soprano, flauta (3,4,7,8); Charles Pillow: saxofones alto e tenor, flautas alto e baixo, oboé (3,4,5,7,8); Dave Pietro: saxofones alto e soprano, flauta (1,2,5,6); Ben Kono: saxofone alto, flauta (1,2,5,6); Donny McCaslin, Jason Rigby: saxofone tenor, clarinete (3,4,7,8); Troy Roberts: saxofone tenor (1,2,6); Quinson Nachoff: saxofone tenor, clarinete (1,2,5,6); Carl Maraghi: saxofone barítono,clarinet baixo; Tony Kadleck, Jon Owens, Brian Pareschi: trompete, flugelhorn; Jonathan Powell: trompete, flugelhorn (3,4,7,8); Scott Wendholt: trompete, flugelhorn (1,2,5,6); Michael Davis, Alan Ferber: trombone; Marshall Gilkes: trombone (3,4,7,8); Keith O'Quinn: trombone (1,2,5,6); Nir Felder: guitarra; Adam Birnbaum: piano (1,2,5,6); David Cook: piano (3,4,7,8), Rhodes (3); Ike Sturm: baixo acústico (4), baixo elétrico (8); Matt Clohesy: baixo acústico(2,3,5,6,7); Dan Loomis: baixo acústico (1); Matt Holman: maestro.

Nota: Este álbum foi considerado, pela DownBeat, como um dos melhores lançados em 2021 com a classificação de 4 ½ estrelas.

 Fonte: Jerome Wilson (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 29/06

Hugo Fattoruso (1943) – pianista, acordeonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=elzxnnO1-OI

Ike Sturm (1978) – baixista,

Julian Priester (1935) – trombonista,

Mousie Alexander (1922-1988) - baterista,

Ralph Burns (1922-2001) – líder de orquestra, pianista,maestro,arranjador 

 

terça-feira, 28 de junho de 2022

LOGAN RICHARDSON – AFROFUTURISM (Whirlwind)

“Afrofuturism” é muitas coisas — um gênero literário, um movimento artístico, uma perspectiva anunciando um novo e melhor caminho. É também um som. Esta escolha do título por parte de Logan Richardson para seu último álbum evidencia o desejo de emparelhar os sonhos de um futuro liberado com uma mensagem oculta e solta na qual pode ser melhor descrito como uma espécie de uma balada impulsionada, blues eletrificado. Conhecido como um dos mais premiados e transformadores saxofonistas alto da sua geração, é o poder composicional de Richardson que brilha aqui. Estendendo-se do seu álbum anterior, “Blues People”, este trabalho evidencia uma representação da vida em tempos difíceis. Porém com ele, nós somos lembrados que tais tempos não durarão para sempre.

Richardson oferece um leque de instrumentação eletrônica e acústica que dissimula uma descrição fácil. O trabalho de produção na adequadamente intitulada “Trap” tem cada elemento deste blues eletrônico, mas é a conversação com uma das mais modernas invenções críticas do hip-hop. A música é como uma poesia, evocando movimento e transportação. Porém, onde nós estamos indo é mais um empreendimento coletivo. Som é um mapa, não um território.

Faixas: Say My Name; The Birth Of Us; Awaken; Sunrays; For Alto; Light; Trap; Grandma; Farewell; Black Wallstreet; Photo Copy; Round Up; According To You; Praise Song; I’m Not Bad, I’m Just Drawn That Way. (52:32)

Músicos: Logan Richardson, saxofone alto, teclados; Igor Osypov, guitarra, guitarra acústica; Peter Schlamb, vibrafone, teclados, teclado baixo; Dominique Sanders, baixo, teclado baixo; Laura Taglialatela, vocal; Ezgi Karakus, cordas; Ryan J. Lee, bateria, baixo; Corey Fonville, bateria.

Nota: Este álbum foi considerado, pela DownBeat, como um dos melhores lançados em 2021 com a classificação de 4 estrelas.

 Fonte: Joshua Myers (DownBeat) 

 

ANIVERSARIANTES - 28/06

Adrian Rollini (1904-1956) - saxofonista,vibrafonista,

Garoto (1915-1955) – violonista,

Jesse Stacken (1978) – pianista,

Jimmy Mundy (1907-1983) - saxofonista,

John Lee (1952) – baixista,

Hide Tanaka (1956) – baixista,

Paulinho Boca de Cantor (1946) – vocalista,

Pete Candoli (1923 - 2008) – trompetista,

Raul Seixas (1945-1989) – guitarrista,vocalista,

Tierney Sutton (1963) – vocalista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=zkqYTgcn5JA
 

segunda-feira, 27 de junho de 2022

TROMBONE SHORTY – LIFTED

Trombone Shorty sintonizou os poderosos balanços dos seus lendários espetáculos ao vivo para “Lifted”, seu primeiro álbum em cinco anos.

“Eu penso que “Lifted” está mais próximo do que já se conseguiu apanhar de um espetáculo ao vivo e colocá-lo em uma gravação”, disse o nominado ao Grammy, trombonista e compositor. “Deste modo , eu falei com todos para atuar como se estivéssemos no palco de um festival”.

Com uma mistura de funk, soul e rock psicodélico, o álbum promete arrojadas composições e performances de alto calibre de Shorty e seus companheiros de banda. A gravação apresenta convidados especiais como Gary Clark, Jr., Lauren Daigle e a New Breed Brass Band.

As 10 faixas foram gravadas por Shorty em seu próprio Buckjump Studio com o produtor Chris Seefried.

O título do álbum e a foto da capa do disco referenciam o relacionamento que Trombone Shorty tinha com sua mãe, Lois Nelson Andrews. “Ela faleceu recentemente, mas ela continuou a inspirar-me até ela ter partido, e esta é a razão pela qual eu coloquei uma foto dela, mantendo-me em segunda linha na capa deste álbum”, ele explana. “Ela ergueu-me na minha vida inteira”.

Faixas

1 Come Back

2 Lie to Me

3 I’m Standing Here (feat. Gary Clark, Jr)

4 What It Takes (feat. Lauren Daigle)

5 Everybody in the World (feat. New Breed Brass Band)

6 Lifted

7 Forgiveness

8 Miss Beautiful

9 Might Not Make It Home

10 Good Company

 Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

 https://www.youtube.com/watch?v=a2M6fq1Utu0

 Fonte: Adam Feibel (Jazz.FM9I)

 

 

ANIVERSARIANTES - 27/06

Bartosz Hadala (1977) – pianista,

Elmo Hope (1923-1967) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=mkp-rGW8LWU,

George Braith (1939) - saxofonista,

Johnny Big Moose Walker (1929-1999) – pianista,vocalista

Madeline Eastman (1954) – vocalista,

Magnus Broo (1965) - trompetista

domingo, 26 de junho de 2022

BOB MINTZER & WDR BIG BAND COLOGNE – SOUNDSCAPES (MCG Jazz)

O saxofonista Bob Mintzer, um novaiorquino que deixou a casa anos atrás para ver o mundo, é um professor de Estudos de Jazz na Thornton School of Music da University of Southern California e maestro principal da orquestra de renome mundial, a WDR Big Band in Cologne, Alemanha, com a qual ele gravou “Soundscapes”, uma vitrine luminosa para seu singular talento como compositor, arranjador e solista. Como qualquer um que seja familiarizado com Mintzer— através de gravações com big-band, seu quarteto Yellowjackets ou outros espaços—claramente entende, que encontrará uma via para suingar, se compondo, arranjando, tocando sax tenor ou EWI (instrumento de sopro eletrônico), que ele emprega em três das dez faixas do álbum.

Mintzer também se inclina através de gêneros como o latino, salsa e afro-cubanos, uma predileção exemplificada de "The Conversation", "Montuno" e "Canyon Winds", cujos ritmos irrefreáveis servem como seguros lançamentos de suportes para solistas como Mintzer, o saxofonista tenor Paul Heller, o pianista Billy Test, o trombonista Andy Hunter, a saxofonista alto Karolina Strassmayer e o trompetista Andy Haderer. Em todo lugar, Mintzer compartilha a explosão de Test em "New Look" e "One Music”, Heller em "A Reprieve" and "Whack" e o saxofonista alto Johan Horlen em "Stay Up". Horlen e o trompetista Ruud Breuls estão à frente da bem denominada "Herky Jerky", Strassmayer e Breuls diretamente no final, "VM" (abreviação para Vince Mendoza, um colega na USC e maestro principal da Metropole Orchestra nos Países Baixos).

Mintzer, que escreveu mais que quinhentos arranjos, sabe como faz qualquer banda brilhar, enquanto seduz os ouvidos dos ouvintes, e “Soundscapes” não é exceção a esta regra, iniciando com um suporte de soberbos novos arranjos, "A Reprieve" e "The Conversation" cada uma das quais estabelece um suingante balanço como estabelece um prato a ser servido. A feérica "Stay Up" acelera a força viva antes bem-temperada em "Montuno", diminui a temperatura em "Whack" e deixa Mintzer explorar novas vias sonoras e rítmicas, usando instrumentos de sopro e metais surdinados para moldar um descentralizado, ainda que cuidadosamente fascinante miscelânea, que ele rotula de " funk atonal ". A ritmicamente robusta "Canyon Winds" precede a esperta e angular "Herky Jerky" (baseado em "I Got Rhythm" dos Gershwins), a balada "New Look", a de alta-octanagem "One Music" (composta por Mintzer para o Yellowjackets e adaptados para uma orquestra ampla) e o encerramento com "VM".

Talvez a melhor maneira para descrever “Soundscapes” é dizer que ela representa Mintzer em seu melhor, e que a WDR Big Band ajuda a fazer seu som superior ainda melhor. Isto seria o bastante para excitar o apetite de qualquer entusiasta do jazz.

Faixas: A Reprieve; The Conversation; Stay Up; Montuno; Whack; Canyon Winds; Herky Jerky; New Look; One Music; VM.

Músicos:Bob Mintzer: saxofone; Wim Both: trompete; Rob Bruynen: trompete; Andy Haderer: trompete; Ruud Breuls: trompete; Johan Horlen: saxofone alto; Karolina Strassmayer: saxofone alto; Paul Heller: saxofone tenor; Olivier Peters: saxofone tenor; Jens Neufang: saxofone barítono; Ludwig Nuss: trombone; Raphael Klemm: trombone; Andy Hunter: trombone; Mattis Cederberg: trombone; Billy Test: piano; Stefan Rey: baixo; Hans Dekker: bateria; Marcio Doctor: percussão.

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)