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domingo, 16 de junho de 2019

TILL BRÖNNER & DIETER ILG - NIGHTFALL (Sony Music)


O trompetista Till Bronner é largamente enaltecido em sua nativa Alemanha e no restante da Europa. Ele teve seu sucesso ampliado não só como compositor de jazz e músico, mas também nos gêneros de música para filmes, pop e country. Brönner gravou 18 álbuns como líder e trabalhou com Monty Alexander, Dave Brubeck, Al Foster, Joachim Kuhn, Nils Landgren, James Moody, Aki Takase, Ernie Watts e muitos outros artistas dignos de nota. Em “Nightfall”, ele é emparelhado com o compatriota e baixista Dieter Ilg , cuja única gravação com credencial foi “Hut Ab! (Inakustik, 1997) ” com Albert Mangelsdorff. Ilg, primariamente um acadêmico, atuou com Randy Brecker, a WDR Big Band, Wolfgang Dauner, Charlie Mariano, Marc Copland e Wolfgang Muthspiel. Anterior ao lançamento de “Nightfall”, Brönner e Ilg estiveram excursionando na Europa.

Mesmo o reinventado tema lentamente blueseiro, "A Thousand Kisses Deep" de Leonard Cohen é um pouco mais vivo que o original do compositor, e mais imaginativo que a interpretação tradicional de 2003 de Chris Botti. A "The Fifth of Beethoven" de Ornette Coleman é dado um sentimento arredondado com o flugelhorn de Brönner soando mais rico que o mais alto registro que do saxofone alto de Coleman, e Ilg faz mais que um respeitável trabalho de interpretação da parte de Charlie Haden. A faixa título — uma das três compostas pelo duo—é uma peça belamente melancólica, que estabelece uma espertamente tomada atualizada em um standard de Kern-Hammerstein, "Nobody Else But Me".  O trabalho inclui o clássico de Lennon-McCartney, "Eleanor Rigby", "Air" de Johann Sebastian Bach e ainda outra interpretação de "Body and Soul"— afortunadamente, uma versão inventiva.

Brönner tem frequentemente sido comparado a Chet Baker e claramente autoidentificado com a classificação. Seu “Chattin' With Chet (Universal Music, 2000) ” homenageia Baker e— por menor extensão—Dizzy Gillespie. O material variado em “Nightfall” permite uma perspectiva mais ampla do som de Brönner, e abordagem para situações musicais muito diferentes. Faz estonteante música sagrada desolada da Renascença ("Ach bleib mit deiner Gnade") e passa para algo de sucessos pop agitados como "Scream & Shout" de will.i.am/Britney Spears ou o original duo abstrato, "Wetterstein", Brönner e Ilg são adaptáveis para quaisquer ingredientes com os quais eles incrementaram o menu. “Nightfall” não é um tremor de terra, mas brilha, às vezes, nunca menos que um entretenimento.

Faixas: A Thousand Kisses Deep; The Fifth of Beethoven; Nightfall; Nobody Else but Me; Air; Scream & Shout; Wetterstein; Eleanor Rigby; Peng! Peng!; Body and Soul; Ach bleib mit deiner Gnade.

Músicos: Till Brönner: trompete, flugelhorn; Dieter Ilg: baixo.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: Karl Ackermann (AllAboutJazz)


ANIVERSARIANTES - 16/06


Albert Dailey (1939-1984) - pianista,
Clarence Shaw (1926-1973) –trompetista,
Dominique Eade (1958) – vocalista,
Fredy Studer (1948) - baterista percussionista,
Ivan Lins(1945) – pianista, vocalista,compositor,
Javon Jackson (1965)- saxofonista,
Lucky Thompson (1924-2005) - saxofonista,
Mike Baggetta (1979) – guitarrista,
Paul White (1973) – saxofonista,
Perna Fróes (1944) - pianista
Ryan Keberle (1980) – trombonista,
Sérgio Barrozo (1942) - baixista,
Tom Harrell (1946) - trompetista,flugelhornista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=o2F9AGdVn3U,
Tom Malone (1947) - trombonista

sábado, 15 de junho de 2019

BEN WENDEL – THE SEASONS (Motéma Music)


Em 1876, Tchaikovsky escreveu uma peça para piano para cada mês do ano, chamada como “The Seasons – NT: As Estações”. Em homenagem, o saxofonista/compositor Ben Wendel desenvolveu uma dúzia de canções para cada mês em 2015, cada uma dedicada ao músico que ele admirou, que foi então chamado para unir-se a ele em uma interpretação em dueto. O resultado em uma série de vídeos mensais elevou-se par um íntimo e emocionante compêndio de música. Em Março de 2018, Wendel utilizou um futuro trabalho no Village Vanguard para recrutar quatro destes parceiros em dueto—o baterista Eric Harland, o baixista Matt Brewer, o pianista Aaron Parks e o guitarrista Gilad Hekselman—por três dias ensaiaram e gravaram para criar uma versão em quinteto para “The Seasons”. Merece ser tomado em seus próprios termos, a maioria padece apenas em similaridade com estes vídeos em duetos.

O estilo de composição de Wendel tem uma sofisticação divertida facilmente manejado em trabalho em duo. O quinteto excelente em “The Seasons” necessariamente opta por nuance agressiva, com decisões minuciosas sobre sobreposição e exposição entre as melodias e os solos que seguem. Deste jeito, o saxofone na sombra entre Wendel e Joshua Redman em “February” de 2015 estoura em tórrido, mas nitidamente em uma travessura fusion transformada em 2018 para uma versão para quinteto. Por contraste, a quietude do fagote de Wendel e do baixo de Brewer em dueto permanece no âmago da interação do quinteto. November” mantém seu ambiente contemplativo do original Wendel-Parks no intercâmbio de 2015 antes do blues melancólico, que se eleva em visível organicidade natural. Esta radiante exaltação é especialmente aparente na interpretação de “July” (originalmente um dueto de Wendel com Julian Lage) em “The Seasons”, que tem um cativante balanço como um ramo pesado cheio de fruta, cutucado pela força das rápidas batidas de Harland como Parks, Hekselman e Wendel, oferecendo cada um solos exuberantes.

Faixas: January; February; March; April; May; June; July; August; September; October; November; December.

Músicos: Aaron Parks: piano; Gilad Hekselman: guitarra; Matt Brewer: baixo; Eric Harland: bateria; Ben Wendel: saxofone.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: BRITT ROBSON (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 15/06


Alix Combelle (1912-1978) - saxofonista,clarinetista,
Erroll Garner (1921-1977) – pianista (na foto e vídeo) http://www.dailymotion.com/video/x18iuu_erroll-garner-all-the-things_music,
Jaki Byard (1922-1999) - pianista,
Joe Abba (1976) – baterista,
John Hart (1961) – guitarrista,
Nancy King (1940) – vocalista,
Nasheet Waits (1971) – bateria,
Tony Oxley (1938) - baterista

sexta-feira, 14 de junho de 2019

JEFF HAMILTON TRIO – LIVE FROM SAN PEDRO (Capri Records)


Há mais do que honrar a tradição do jazz do que o trio de piano? De Nat Cole a Erroll Garner, Bill Evans a Bad Plus, o formato permaneceu como favorito dos pianistas ao longo da história da música, permitindo a mais pura expressão disponível. Claro, os trios de piano são liderados por pianistas, mas há algumas exceções, com o antigo grupo de Jeff Hamilton estando entre os mais proeminentes na cena atual. Por 17 anos, o baterista (quando ele não está trabalhando com a Clayton Hamilton Jazz Orchestra ou trabalhando de forma independente) tem comandado o grupo, que apresenta formidáveis parceiros no pianista Tamir Hendelman e no baixista Christoph Luty.

“Live From San Pedro” é apenas o que informou: uma gravação imaculada de um concerto capturada durante um simples trabalho no Alvas Showroom na comunidade de Los Angeles em 2017. Explorando uma variedade de material—um par de inéditas, um veículo de Monk, um show de música, John Clayton um parceiro de Hamilton na orquestra—o trio oferece uma lição em democracia, espalhando solos marcantes em torno da exatidão, embora nunca perca a visão da singular unidade da proposta.

Não surpreendentemente, Hendelman vai ao centro na introdução de Monk, “In Walked Bud”, trabalhando seu caminho rapidamente através de um poderoso suingue antes de ceder o chão para Luty e Hamilton. A “Poinciana” é dada uma batida quase-tropical aqui, relaxando um bocado após Luty para fazer uma breve, exceto um manifesto arrojado. Uma alegremente “Gary, Indiana”, de “The Music Man”, faz, sem dúvida, referencia o âmago frequente da melodia, mas o trio não tem receios sobre a tomada da música para um passeio, também.

Faixas: Sybille's Day; Poinciana; Hammer's Tones; I Have Dreamed; In Walked Bud; Gina's Groove; Brush This; Bennissimo; Gary, Indiana; Hoosier Friend.

Músicos: Jeff Hamilton: bateria; Tamir Hendelman: piano; Christoph Luty: baixo.

Fonte: Jeff Tamarkin (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 14/06


Darius Brubeck (1947) – pianista,
Daryl Sherman (1950) – vocalista,
Gary Husband (1960) – baterista,
John Simmons (1918-1979) - baixista,
Kenny Drew, Jr.(1958) – pianista,
Loren Stillman (1980) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Gf6xJoRXvf4,
Marcus Miller (1959) – baixista

quinta-feira, 13 de junho de 2019

JOHN BAILEY – IN REAL TIME (Summit)


Após emprestar sua proficiência no trompete para um conjunto de trabalhos luminosos, incluindo Ray Charles, Ray Barretto e Frank Sinatra, John Bailey de 52 anos, emerge como um artista solo. Carregando 30 anos de experiência no negócio da música, não é muito apresentado, mas se desenvolve a partir da sua jornada para ser um distinto solista, o que não é uma tarefa fácil.

A entonação da liderança em “In Real Time” é aquecida e suas improvisações bordejam com fluidez, agilidade rítmica, enquanto retêm um senso de convicção melódica e invenção harmônica. Dentro de tudo isto, estabelece uma maturidade, que vem através do bem estabelecido passo, solando, e o fraseado incerto. Ele sabe como compor delicioso material, também. O ponto focal estilístico é majoritariamente o moderno post-bop com sutis ritmos latinos na espreita. Em peças agitadas, como o intricado “Triplicity” ou na vivaz “Stepping Up”, Bailey e sua banda esculpem uma firmeza prazerosa reminiscente dos clássicos LPs de Clifford Brown. O baterista Victor Lewis e o baixista Cameron Brown mantêm Bailey e seu parceiro de linha de frente, o firme e suingante saxofonista Stacy Dillard, ainda confortavelmente, enquanto o guitarrista John Hart providencia econômico estofo e adicional porção rítmica.

O momento mais brilhante de Bailey em “In Real Time” ocorre na balada encantadora “Lovely Planet”. Brown inicia a peça com um solo de baixo medidativo, que abre caminho para a reflexiva melodia de Bailey, que cresce emocionalmente persuasiva, uma vez mais Dillard e Hart desliza sob variações de acompanhamento da melodia. Isto só excita a performance —e lá há muito mais— que oferece ampla prova de que Bailey tem mesmo momentos mais brilhantes para vir.

Faixas: Rhapsody; My Man Louis!; Triplicity; Lovely Planet; Blues For Ella; Morro Velho; Stepping Up; Children’s Waltz; Ensaio Geral. (54:21)

Músicos: John Bailey, trompete, flugelhorn (8); Stacy Dillard, saxofones tenor e soprano; John Hart, guitarra; Cameron Brown, baixo; Victor Lewis, bateria; Janet Axelrod, flauta (6); Leo Grinhauz, cello (6).

Fonte: John Murph (DownBeat)