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sábado, 11 de julho de 2020

JAMIE SAFT QUARTET - BLUE DREAM (RareNoise)


A rigorosa busca da virtude musical pode liderar qualquer número de locais dentro das fronteiras expandidas do jazz. E o tecladista Jamie Saft incorpora esta nação, recusando a produzir uma sucessão de gravações, que devam ser pensadas como uma simples conciliação para um certo tipo de ouvinte.

Se você quer ouvir um trio de órgão, que ofereçam uma dublagem do século XXI, ouçam “Bad Brains” com o vocalista H.R. livre sobre o topo deste mesmo grupo ou uma tomada agonizante da percussão de Cyro Baptista através da simplicidade derivada da tropa jamaicana, o New Zion Trio de Saft está lá ára ajudar.  Necessita de um estonteantemente belo e evocativo jogo de solo de piano acústico? Saft recentemente lançou “Solo A Genova (RareNoise) ”. Talvez um pouco de estofo de jazz-rock? Ele pode fazer isto, também.

O que seu quarteto faz consistentemente em “Blue Dream”, embora seja suingue, enquanto exibe uma capacidade abrangente para o humor e a destreza da interação. Aqui, a tropa de Saft—o saxofonista Bill McHenry, o baixista Bradley Jones e o baterista Nasheet Waits— transforma em 12 espaçosas canções, sinuosamente do lado espiritual das coisas em “Vessels” e “Equanimity”, do jazz clássico em “Violets For Your Furs” e de algumas peças de jazz barroco como em “Walls”.
Com o lançamento de tais gravações fortes, apenas meses atrás de um álbum solo intimista, a única coisa que os ouvintes deveriam imaginar, é apenas como muitos mais manifestos próximos da perfeição do sentido estarão vindo de Saft?.

Faixas: Vessels; Equanimity; Sword’s Water; Violets for Your Furs; Blue Dream; Infinite Compassion; Sweet Lorraine; Walls; Decamping; Words and Deeds; Mysterious Arrangements; There’s a Lull in My Life.

Músicos: Jamie Saft; Piano; Bill McHenry: saxofone tenor; Bradley Christopher Jones: baixo acústico; Nasheet Waits: bateria.

Fonte: Dave Cantor (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 11/07


Ary Dias (1952) – baterista,percussionista,
Clyde Bernardt (1905-1986) - trombonista,vocalista,
Guilherme Dias Gomes (1950) – trompetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=I26sMiWLFfY,
Henry Lowther (1941) – trompetista,
Kirk Whalum (1958) – saxofonista,
Peter Cincotti (1983) – pianista,vocalista,
Tomasz Stanko (1942-2018) – trompetista,
Wanda Sá (1944) – vocalista,
Will Vinson (1977) – saxofonista.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

LAGE LUND – TERRIBLE ANIMALS (Criss Cross)


Lançado em 2014, o celebrado quarteto do guitarrista Lage Lund, com o pianista Sullivan Fortner, o baterista Tyshawn Sorey e o baixista Matt Brewer, tem tocado em trabalhos ocasionais em Nova York. Porém, o grupo não tinha gravado até agora. “Terrible Animals”, com Larry Grenadier no lugar de Brewer no baixo, oferece 10 composições inéditas do guitarrista norueguês. A música provocativa é marcada por uma variedade de contrastes emocionais: belas melodias versus alguns efeitos barulhentos de eletrônica, fusion bem balançada versus enraizadas passagens na música folclórica norte-americana, espaços abertos versus paisagens sonoras habilmente repletas de acústica e eletricidade.

A abertura, “Hard Eights”, inspirada pelas visões e sonhos de um casino de Reno, alterna entre um tema em cascata e uma entonação em tom menor antes de uma abertura de longo alcance para curvas dos solos de Fortner e Lund. Tonalmente, o guitarrista continua a referenciar instrumentistas como Pat Metheny, Kurt Rosenwinkel e mesmo Bill Frisell. A extensa “Suppressions”, inspirada, em parte, em “Impressions”, inicia com uma seção flutuante antes de reduzir apenas para a guitarra e um lento passeio do baixo e posteriormente cresce de forma mais energética. Os 10 minutos de duração, “Ray Ray”, prospera em um balanço ambulante e crescente que parece expandir até o final da música com a intensificação das declarações dissimuladas de Sorey.

A segunda metade do disco atravessa alguns terrenos diferentes desde o início. “Octoberry” tem a guitarra acústica de Lund soando com uma kalimba Africana e Grenadier e Fortner engajando-se em um tête-à-tête, enquanto “Brasilia”, composta na cidade do mesmo nome, sente-se como um samba fora de ordem. Grenadier passeia por alguns espaços bem desenvolvidos no solo de “Take It Eas”. A breve faixa título é tomada a partir de uma citação de Kurt Vonnegut, percorre uma bateria discreta e sinuosa, rajadas de efeitos em clímax da guitarra. “We Are ThereYet” apresenta um encerramento suave e descontraído.

Faixas

1.Hard Eights (Lage Lund) 7:06
2.Aquanaut (Lage Lund) 7:35
3.Suppressions (Lage Lund) 9:25
4.Haitian Ballad (Lage Lund) 7:33
5.Ray Ray (Lage Lund) 10:01
6.Octoberry (Lage Lund) 5:16
7.Brasilia (Lage Lund) 4:52
8.Take It Eas (Lage Lund) 7:08
9.Terrible Animals (Lage Lund) 2:39
10.We Are ThereYet (Lage Lund) 6:05

Músicos: Lage Lund (Guitarra & Efeitos); Sullivan Fortner (Piano); Larry Grenadier (Baixo); Tyshawn Sorey (Bateria)

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: PHILIP BOOTH (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 10/07


Bela Fleck (1958) – banjoísta,
Cootie Williams (1911-1965) – trompetista,
Dick Cary (1916-1994) - pianista,trompetista,
Ivie Anderson (1905-1949) - vocalista,
Johnny Griffith (1936-2002) – pianista,
Lee Morgan (1938-1972) – trompetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=hUrjoTF8XyM,
Major Holley (1924-1990)- baixista,
Milt Buckner (1915-1977) - organista,pianista,
Noble Sissle (1889-1975) - líder de orquestra,vocalista 

quinta-feira, 9 de julho de 2020

NICOLE MITCHELL & LISA E. HARRIS - EARTHSEED (FPE)


Antes de “EarthSeed”, a flautista e compositora Nicole Mitchell, já compôs dois trabalhos em larga escala inspirados pelo trabalho da novelista de ficção científica Octavia Butler. Este terceiro, uma colaboração com a compositora de ópera e artista multimídia Lisa E. Harris, é diferente em múltiplos níveis, mas, majoritariamente, em seu humor. Onde “Xenogenesis Suite” e “Intergalactic Beings”, de Mitchell, poderiam moer o ouvinte com seus conteúdos pesados, Harris fermenta os procedimentos. Na peça, “Yes and Know”, ela mesmo se transforma em gargalhada. Isto sozinho, faz de “EarthSeed”, se não menos abstrato que seus predecessores, uma audição mais acessível e alegre.

A risada é parte de uma vasta formação de barulhos vocais, timbres e técnicas que formam o elemento dominante do álbum. “Phallus and Chalice” encontra o vocalista Julian Otis wordlessly conversando/discutindo, com interjeições de uma terceira voz não creditada (provavelmente a própria Mitchell), para deleite da audiência (O álbum foi gravado ao vivo no Art Institute of Chicago). Estas permutas são sombreadas por Mitchell e a orquestra de câmara da violinista Zara Zaharieva, pelo trompetista Ben LaMar Gay, pela cellista Tomeka Reid e pelo percussionista Avreeayl Ra. É uma fascinante justaposição: Os instrumentos tocam uma espécie de contraponto atonal, algo esperado do free jazz, mas o contexto dos vocais dá-lhes um senso de foco e propósito.

Mesmo assim, Harris e Otis oferecem uma plenitude de performances líricas e recitações de textos entre barulhos estranhos e expectativas, enquanto o grupo realizam performances, algumas harmoniosas, arranjos frequentemente delicados e improvisações—no entanto usualmente a serviço dos vocais, como na adorável “Ownness”—entre suas excursões exteriores (Notavelmente, a flauta de Mitchell está entre as vozes menos proeminentes, alguém imagina se ela, similarmente, toma um lugar secundário na criação do trabalho). No todo, tem forma misteriosa, mas também familiar e atrativa, mas, como contos de Butler, de universos diferentes, que, estranhamente, nos refletem.

Faixas

1 Evernascence / Evanescence 2:34      
2 Whispering Flame 6:23             
3 Biotic Seeds 3:54         
4 Yes and Know 6:40      
5 Ownness 6:36               
6 Moving Mirror 6:55    
7 Whole Black Collision 5:55      
8 Phallus and Chalice 6:51           
9 Fluids of Time 5:17      
10 Elemental Crux 5:47 
11 Purify Me with the Power to Self Transform 5:24
               
Fonte: MICHAEL J. WEST (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 09/07


Arismar do Espírito Santo (1956) – baixista,violonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=J6gB90mjT9M,
Elias Haslanger (1969) – saxofonista,
Frank Wright (1933-1990) - saxofonista,
June Richmond (1914-1962) – vocalista,
Mercedes Sosa(1935-2009) - vocalista 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

PIERRE DORGE - SOUNDSCAPES (Steeplechase)


O veterano guitarrista dinamarquês Pierre Dørge atravessou muitos contextos durante poucas décadas passadas. Em “Soundscapes”, Dørge, ao lado de um grupo maleável de três instrumentos de sopro, espalha-se por caminhos atraentes, expandindo-se por novos terrenos.

O álbum inicia com “Mingus’ Birthday Party”, que conta com algum esquema Mingus, de modo identificável, com torções mundanas, melodia artística, então se move dentro de “Lullaby For Sun Ra”. Esta “lullaby – NT: canção de ninar” acena em direção do pensamento musical do falecido artista, uma meditação entre tradição e experimento central para o espírito de Dørge. O guitarrista oferece um tênue eco e expande um senso rítmico, às vezes inclinando para o som transbordar acordes via ondas de volume no pedal, que pode soar levemente singular com suas sonoridades acústicas mais ricas. Enquanto o líder providencia uma resistente fundação composicional e guia os instrumentistas através de terrenos variados, as estrelas solistas são o trombonista, organicamente original, Conrad Herwig e o saxofonista tenor Stephen Riley, que convocam o vigoroso ou lirismo em momentos românticos. A seção rítmica, o baixista Jay Anderson e o baterista Adam Nussbaum providenciam a necessária flexibilidade, suinga e suporta o projeto mais recente de Dørge.

Faixas: Mingus’ Birthday Party; Lullaby For Sun Ra; Enigmatic Twilight; Alligator In Paradise; Bambla Jolifanti; Afrikaa Mbizo Dyani; A Rose For Laurent; Mirjam’s Dada Dance; Sim Sim Ba. (61:36)

Músicos: Pierre Dørge, guitarra; Kirk Knuffke, cornet; Stephen Riley, saxofone tenor; Conrad Herwig, trombone; Jay Anderson, baixo; Adam Nussbaum, bateria.

Fonte: Josef Woodard (DownBeat)