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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

GARY SMULYAN - OUR CONTRAFACTS (SteepleChase)

A última vez que Gary Smulyan liderou um trio em um trabalho de contrafatos (o nome para novas melodias construídas em progressões de acordes de composições bem conhecidas), o mestre do saxofone barítono atraiu peças compostas 60 anos atrás ou mais. Assim surgiu “Alternative Contrafacts” de 2018. Desta vez, Smulyan traz outra vez o baixista David Wong e o baterista Rodney Green, mas todas as músicas são novas e compostas pelos instrumentistas do disco. É uma estimulante excursão de música com sentimento familiar aberto com temas criativos e toque uniformemente soberbo.     

A mais divertida criação, bastante apropriada, é a espertamente denominada “Tritonious Monk” de Smulyan sobre “I Got Rhythm” mudada para um tempo ¾. O impulso espiralado é seguido pelo solo marcadamente fluente de Wong, uma das muitas ocasiões reveladoras de um sincronismo musical impressionante entre o baixista e o baterista. O líder também contribui com “Miles Tones”, um aceno a “Milestones” de Miles de 1947, enfeitada por um dos mais ambiciosos saxofonistas, com giros ágeis no solo. “Homebody”, inspirado por “You’d Be So Nice to Come Home To” e apresentando o veloz trabalho do arco de Wong; uma estaladiça blueseira “Sourpuss”, construída sobre “Sweet and Lovely” e duas outras faixas.

“Quarter Blues” de Green, a abertura, oferece uma cativante melodia sobre um balanço filtrado e um amplo solo de baixo. Ele também contribui com a bossa animada, “It Happens”, baseada em “Watch What Happens” de Michel Legrand. A sinuosa “How Deep” de Wong é construída sobre “How Deep Is the Ocean” e a balada “What’s Her Name” apresenta uma deslumbrante introdução solo do baixista, toma sugestões a partir de “My Old Flame”. A música ao longo do trabalho beneficia-se de uma abertura com sentimento arejado e ausência de instrumentos de cordas deixa os ouvintes saborearem a grande e corajosa entonação e improvisações ágeis de Smulyan. Um real tratamento.

Faixas:

1 QUARTER BLUES (Rodney Green) 8:39

2 DRINK UP (Gary Smulyan) 6:10

3 HOMEBODY (Gary Smulyan) 7:41

4 IT HAPPENS (Rodney Green) 5:43

5 MILES TONES (Gary Smulyan) 7:30

6 GOOD RIDDANCE (Gary Smulyan) 8:11

7 HOW DEEP (David Wong) 4:55

8 TRITONIOUS MONK (Gary Smulyan) 6:47

9 WHAT’S HER NAME (David Wong) 4:20

10 SOURPUSS (Gary Smulyan) 6:24

Músicos: Gary Smulyan – saxofone barítono; David Wong – baixo; Rodney Green – bateria.

Fonte: PHILIP BOOTH (JazzTimes)

 

ANIVERSARIANTES - 30/11

Duane Andrews (1972) - guitarrista,

Jack Sheldon (1931) - trompetista,vocalista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=A13HYqZuF5c,

Stan Sulzman (1948) – saxofonista,

Stefano Bedetti (1973) – flautista,

Sylvie Curvoisier (1968) - pianista

 

domingo, 29 de novembro de 2020

BEN MONDER – DAY AFTER DAY (Sunnyside Records)

 Raro é o músico que permanece estático através da carreira dele, e com sua vida profissional datando do meado dos anos 1990, Ben Monder teve tempo suficiente para mudar o curso, quando o desejo bate. Desde seu lançamento de estreia, ”Flux (Songlines,1995) ”, ele lançou um punhado de impressionantes álbuns, que seguem seus passos, tão bem quanto as infrequentes colaborações com o vocalista Theo Bleckmann. Ele também foi selecionado para tocar guitarra no álbum final de David Bowie. Querendo por anos interpretar composições de outros compositores, Monder finalmente realiza seu desejo em “Day After Day”, um disco duplo com quinze canções.

O primeiro destes discos é um solo de um conjunto de sete clássicos. Estes incluem interpretações de baladas clássicas de Frank Sinatra; a borbulhante "Emily" tão bem quanto uma moderada "My One and Only Love", que solta algumas das versões vigorosas que o jubiloso e velho “blue eyes- NT: olhos azuis” já teve. Monder, também, arranca seu caminho através de "Windows Of The World" de Burt Bacharach. Destituído de vocal, sua interpretação, bastante fidedigna, permanece discreta por cinco minutos antes de passar para um final angustiado. A primeira metade de “Day After Day” é apresentada como uma muito íntima, se não, ousada performance. Desordem como se sentando em torno de uma fogueira, como Monder permanece ligado ao longo do trabalho, é mais parecido a ser única no estúdio com ele, sua guitarra latente em seu percurso, com intento em, simplesmente, ter um bom tempo para contar uma estória.

A segunda metade de “Day After Day” afasta-se do moderado intimismo do primeiro. Monder adiciona um par de expressões familiares do baixista Matt Brewer e do baterista Ted Poor, para oito novas interpretações. Estas dão ao segundo disco um pouco de sabor yin e yang, separando experiências complementares. A faixa título é uma exploração auditiva ímpar, que carrega um pouco de semelhança com o sucesso do que o rock britânico dos anos 1970 outrora foi. Reinterpretações de canções dos Beatles e Bread são inusitadas, ainda que alegres, enquanto "Goldfinger" de John Barry alcança retumbante atualização, fazendo o tema clássico de James Bond muito mais pesado sem perder sua leveza. Richard Carpenter foi um dos mais talentosos arranjadores pop dos anos 1970. Aqui, Monder toma seu "Only Yesterday" e mantém o brilho, entonação arejada, mas faz do seu jeito, removendo o saxofone, o oboé, castanholas e maracas.

“Day After Day” permanece, independentemente, como um lado agradável do desenvolvimento do catálogo de Ben Monder. Ao contrário do aprofundamento de sua música sob o rumo forjado de seus lançamentos anteriores, ele tem , em vez disto, criado algo inteiramente diferente, que , majoritariamente,   obtém sucesso em seus próprios méritos.

Faixas: Disco 1: Dreamsville; Emily; O Sacrum Convivium; My One And Only Love; The Windows Of The World; Never Let Me Go; The Midnight Sun Will Never Set. Disco 2: Galveston; Dust; Long, Long, Long; The Guitar Man; Goldfinger; Only Yesterday; Just Like A Woman, Day After Day.

Músicos: Ben Monder: guitarra e violão; Matt Brewer: baixo acústico e elétrico; Ted Poor: bateria.

Fonte: Peter Hoetjes (AllAboutJazz)


ANIVERSARIANTES - 29/11

Adam Nussbaum (1955) – baterista,

Billy Hart (1940) - baterista,

Billy Strayhorn (1915-1967) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=K7bGtR_ETJE,

Chuck Mangione (1940)  - trompetista,flugelhornista,

Darryl Alexander Sr. (1956) - baterista,

David Shaich (1954) – baixista,

Dr. Michael White  (1954) - clarinetista,

Ed Bickert (1932-2019) - guitarrista,

Eliete Negreiros (1951) – vocalista,

Jim Massoth (1957) – saxofonista,

Sérgio Souto (1950) - saxofonista 

 

sábado, 28 de novembro de 2020

MARIEL BILDSTEN QUINTET - BACKBONE (Outside In)

Constantemente, imagine porque os trabalhos em estúdio, assim, raramente capturam a vibração casual do sucesso de fim de noite? Talvez, seja a pressão, com o relógio correndo, ou talvez sejam as circunstâncias envolvendo um encontro produzido contra um cenário estéril. Há, simplesmente, muitos fatores potenciais para identificar as causas exatas. Estúdio é estúdio, palco é palco. Porém, cada coisa vem através de uma gravação, que busca orientar estas linhas para um melhor efeito.

A estreia de Mariel Bildsten, uma trombonista em ascensão que já está, realmente, transformando-se em líder com sua atuação na Afro Latin Jazz Orchestra de Arturo O’Farrill, politicamente responsável pelo coletivo Brass Against, e com espírito aberto para o grupo de forró-funk, Nation Beat, realmente avalia as probabilidades. E este sucesso, obviamente, liga-se aos músicos, que provavelmente tem um pouco a fazer com a configuração também. Gravado em uma única noite após apresentações noturnas no Dizzy’s Club Coca-Cola em Janeiro de 2019, “Backbone” captura uma banda despreocupada. É apenas outra noite com a música fluindo, e que a aura sem ostentação faz deste álbum um encontro prazeroso.

O programa dá um salto com “Ecaroh” de Horace Silver, justapondo o flexível saxofone soprano de Stacy Dillard contra o sólido trombone, ainda que flexível, da líder. Então Bildsten faz um aceno a A Star Is Born  de 1954, “cantando” através do seu instrumento sobre algum sapateado suingante e solando sobre  as linhas vigorosas do baixista Ben Wolfe em “The Man That Got Away” de Harold Arlen. O quinteto passeia através da terceira faixa—o tango fascinante “Rosita” de Paul Dupont e Allan Stuart, um número exibindo a entonação do tenor de Dillard e o instrumento surdinado de Bildsten— e não há dúvida sobre as elevações da qualidade e do nível de conforto. Adiciona-se a isto uma tomada vencedora e bem delimitada de Kenny Dorham, na aquecida “Monaco”, uma descontraída aventura para o trombone e baixo em “Mood Indigo” e “The Lamp Is Low”, com a melhor inclinação latina, e você, então, tem cerca de 30 minutos de pura magia. A única coisa ausente é o mais do mesmo.

Faixas

1.       Ecaroh (Horace Silver) 5:44

2.       The Man That Got Away (Harold Arlen) 4:23

3.       Rosita (Paul Dupont, Allan Stuart) 5:48

4.       Monaco (Kenny Dorham) 4:51

5.       Mood Indigo (Duke Ellington, Barney Bigard) 4:28

6.       The Lamp is Low (Peter DeRose, Bert Shefter) 3:54

 Fonte: DAN BILAWSKY (JazzTimes)

 

ANIVERSARIANTES - 28/11

Butch Thompson (1943) - clarinetista,pianista,

Dennis Irwin (1951-2008) - baixista,

Diego Rivera ( 1977) - saxofonista,

Ethel Ennis (1932) – vocalista,

Gato Barbieri (1934-2016) – saxofonista,

George Wettling (1907-1968) - baterista,

Gigi Gryce (1927-1983)- saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=DrTJOsZXw24, Pete Robbins (1978) - saxofonista,

Randy Newman  (1943) - pianista,

Roy McCurdy (1936) - baterista 

 

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

MELODY GARDOT – SUNSET IN THE BLUE (Decca)

Eu encontrei a acessibilidade em sua superfície, de primeira, antes de realizar esta pesquisa, um pouco de giros, a fez mais simples para mim. Isto a deixou polida, mas fones de ouvido ajudaram. O produtor de Gardot, Larry Klein está ao lado dela, o homem que tem cativantes audiófilos com riqueza e foco desde sempre, desde antes de Gardot ter nascido. “From Paris With Love” fortalecida por uma ampla seção de cordas, inicia em inquieto corte antes de Chuck Staab vir em escovamento atrás da batida, e Gardot, em delicado soluço atrás dela, alivia na doçura. Gardot promoveu o trabalho apresentando um vídeo com o pessoal ao longo do mundo, verificando que fosse bem contado no meio da praga. Ela também convidou músicos para contribuir, remotamente, e, ao contrário de algo que eu poderia nomear, permanecendo pronto para compensar esta escolha.

“Moon River”, um doce bombom inspirador, que está sobrecarregado pelo status de cavalo de batalha, alcança, aqui, asas de simplicidade, com fraseado coloquial de Gardot, uma parte da guitarra de Anthony Wilson com um pouco de interjeições picantes, e cordas que você pode seguir aparentemente diluídas em infinito fractal. Você, meu amigo, necessita uma pausa da insanidade (sobre a qual eu não necessito falar muito) tanto como eu faço e seus vizinhos, tanto como os estranhos no ônibus ou trem. Você necessita, nas palavras contundentes de Richard Hell, algo que você pode assegurar. Não se preocupe mais .

Faixas

1 If You Love Me 4:35

2 C’est Magnifique 4:53

3 There Where He Lives In Me 5:49

4 Love Song 3:58

5 You Won’t Forget Me 6:05

6 Sunset In The Blue 4:33

7 Um Beijo 4:06

8 Ninguém, Ninguém 3:38

9 From Paris With Love 4:47

10 Ave Maria 4:28

11 Moon River 3:48

12 I Fall In Love Too Easily 3:10

13 Little Something (Faixa Bônus) 2:41

 Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=qndrrfdmPIA

Fonte: ANDREW HAMLIN (JazzTimes)