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sábado, 20 de abril de 2019

SALTMAN KNOWLES – ALMOST (Pacific Coast Jazz)


O novo álbum de Saltman Knowles—o fecundo duo do baixista Mark Saltman e do pianista William Knowles—foi inspirado pela improvável fonte: o livro de Dan Barry, “Bottom of the 33rd”, que faz a crônica do mais longo jogo de baseball da história. O tema comum? Comprometimento. Apenas como os arremessadores que atuaram por oito horas no jogo-maratona, Saltman e Knowles têm trabalhado duro e assiduamente nas salas de jazz por aproximadamente 20 anos. Embora, eles não sejam o primeiro duo nos lábios dos fãs do jazz —“Nós não somos virtuosos hoje ”, eles candidamente admitem aos autores das notas para o disco — eles formam uma esperta e talentosa parceria. Quase que provam que eles são bem ambiciosos. O álbum retoma onde o seu aclamado álbum de 2010, “Yesterday’s Man”, parou: na onda oscilante de uma música balançante orientada pelo hard-bop. A abertura “Across The Dead Sea” lança o programa com um refrão propulsivo do piano, estabelecendo o standard para um programa de balanços precisos e força viva sem atrito. “I Remember Yusef”, composto pelo transcendente saxofonista e flautista Yusef Lateef (o mentor de Saltman na Hartt School of Music), está enrolado na fábrica sônica do Oriente Médio, com um especialmente ostinato picante por parte de Knowles e um vibrante solo de trompete de DeAndre Schaifer. A faixa mais facilmente atraente do álbum, e conveniente desvio estilístico. Na interpretação de “This Is New” de Kurt Weill, o grupo central volta através do jazz contemporâneo, explorando afiado suingue com o vocal de Yvette Spears e o toque da bateria por EC3, cujo muscular toque do prato mantem este balanço de navio em curso. O baterista de Steel-pan , Victor Provost, um fluente instrumentista de jazz, é também apresentado aqui, e o melífluo timbre do seu instrumento adiciona um deslumbrante verniz para estruturas escarpadas do seu solo. O álbum é composto em sua maioria por inéditas no veio de hard-bop/funk, e os poucos standards incluídos aqui são filtrados através de tais prismas. A interpretação do grupo para “What Is This Thing Called Love” recebe uma injeção do firme r&b, e “September In The Rain” cresce próximo à ebulição a partir de um solo de um trompete surdinado por parte de Schaifer e o vocal encantador de Lori Williams, cuja extensão alcança grito gospel e sussurros de cabaret. With “Almost”, Saltman and Knowles fizeram mais que reunir uma banda fina. Eles demonstraram o entusiasmo de uma banda hard-bop de primeira. 

Faixas

1 Across the Dead Sea (William Knowles / Mark Saltman) 5:57
2 Alias (William Knowles / Mark Saltman) 5:46
3 What Is This Thing Called Love (William Knowles / Cole Porter / Mark Saltman) 5:24
4 Almost (William Knowles / Mark Saltman) 5:19
5 I Remember Yusef (William Knowles / Mark Saltman) 5:51
6 This Is New (William Knowles / Mark Saltman / Kurt Weill) 4:17
7 McArthur (William Knowles / Mark Saltman) 6:30
8 Behind the Wall (William Knowles / Mark Saltman) 5:55
9 September in the Rain (Al Dubin / William Knowles / Mark Saltman / Harry Warren) 6:01

Fonte:  BRIAN ZIMMERMAN (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 20/04


Avishai Cohen (1971) – baixista,
Beaver Harris (1936-1991) - baterista,
Burt Bales (1916-1989) - pianista,
Joe Bonner (1948) – pianista,
Lionel Hampton (1909-2002) - vibrafonista,
Matt Brewer (1983) – baixista,
Ran Blake (1935) - pianista,
Rildo Hora(1949) – gaitista,violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=5u5WE4bYgNQ,
Tito Puente (1923-2000) - percussionista

sexta-feira, 19 de abril de 2019

VANESSA RUBIN – THE DREAMS IS YOU: VANESSA RUBIN SINGS TADD DAMERON (Nibur)


Mais que um trabalho de amor, “The Dream of You” é um ajuste de contas, um esplendoroso tributo a um dos grandes intelectos do bebop orquestral. Como Tadd Dameron, a vocalista/produtora Vanessa Rubin surgiu em Cleveland, e ela dispendeu anos desenvolvendo um programa devotado para sua seminal, frequentemente exuberante, música romântica. Dirigido e coproduzido por Cecil Bridgewater, o álbum ataca as notas corretas com um cuidadoso conjunto de standards de Dameron e trabalhos menos conhecidos arranjados por um talentoso octeto.

De muitas formas este projeto ressaltada o vital, avança na presença dos mestres da era bop e sua longevidade criativa sem precedente.  Embora Dameron tenha morrido em 1965, aos 48 anos, aflito por apego e uma ausência de oportunidades para execução musical e gravação em sua década final, Rubin faz brilhante uso de estrelas nonagenárias como Jimmy Heath e Benny Golson, e o falecido Frank Foster e Willie “Face” Smith (uma instituição de jazz de Cleveland) para arranjos. Os resultados são consistentemente adoráveis e frequentemente reveladores.

Uma fina cantora, Rubin nunca soou melhor do que na balada “Whatever Possessed Me” e na moderadamente suingante “I Think I’ll Go Away”. Embaladas em arranjos sinuosos para os metais de Heath, cuja tonalidade agradavelmente áspera do saxofone barítono de Alex Harding, ela faz um caso atrativo para as canções que deveriam ser resgatadas da obscuridade. Do mesmo modo com arranjo notavelmente belo de Bobby Watson na balada “Never Been in Love” e o delicadamente detalhado arranjo de Foster para “You’re a Joy”, peças que providenciaram benvindas lembranças do gênio melódico de Dameron. Rubin contribui com uma letra original para outra balada deslumbrante, “Reveries Do Come True (The Dream Is You)”. Ao longo do trabalho, ela está bem servida pela sua ótima seção rítmica com o pianista Jon Cowherd, o baixista Kenny Davis e o baterista Carl Allen.
Gravado no mês do 100º aniversário de Tadd Dameron, “The Dream Is You” está atrasada, mas plenamente realizada celebração de um negligenciado gigante do jazz moderno.

Faixas
1 Lady Bird 7:42              
2 Kitchenette Across the Hall 2:34          
3 If You Could See Me Now 7:10              
4 Weekend 3:34              
5 On a Misty Night 4:17               
6 Never Been in Love 4:04          
7 Next Time Around 5:18            
8 Good Bait 3:05             
9 Reveries Do Come True (The Dream Is You) 3:51          
10 Whatever Possessed Me 5:07             
11 You're a Joy 5:28      
12 I Think I'll Go Away 3:23

Fonte: Andrew Gilbert (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 19/04

Arianna Neikrug (1993) - vocalista
Lucas Pino (1987) - saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=pkf0OKtO0A8,
Tommy Benford (1905-1994) - baterista

quinta-feira, 18 de abril de 2019

STEVE TIBBETTS – LIFE OF (ECM)


As 13 faixas de “Life Of” do guitarista Steve Tibbetts são todas no mesmo tom (ré menor), ou muito próximo disto. Elas são todas da mesma estrutura e timbre (violão, com um cello que cria misteriosos zumbidos e ocasionais acentos no piano e na percussão). Elas são do mesmo caráter e modelo (lentas, suaves, melancólicas). Elas todas exibem o mesmo eco cavernoso e ambiência. Entretanto, o álbum é requintado.

Dadas as características acima, também parece, de primeira, como um fundo musical. Para ouvir como tal, entretanto, deveria ficar de fora seus espectros notáveis de nuances. Sob uma audição próxima, “Life Of” contém delicado dedilhado que rola (“Bloodwork”) que dá passagem a fraseado como cítara e nota dominante (“Life of Emily”) no caminho para iluminar simples meditações sublinhadas por fragmentos do cello de Michelle Kinney, então um repentino crescimento de uma percussão cadenciada de Marc Anderson e variantes sobrepostos do piano de Tibbetts (“Life of Mir”). Distante, ao lado estão figuras, que dão piruetas brilhantes na guitarra e no piano (“Life of Joel”). Tomado como um simples trabalho extenso, é um estudo em sutil desenvolvimento.

Este desenvolvimento mantem a música revigorante. As simples notas dedilhadas que permitem simplesmente a Tibbetts decompor-se em “Life of Dots”, através do álbum, estão tão misteriosas e moventes como “Bloodwork” esteve no começo. As sonoridades singulares (incluindo Anderson no handpan) na penúltima “End Again” estão mesmo desta maneira. A conclusão de nove minutos de “Start Again”, mais perto de “Life Of”, vem para uma autocontida composição autodesenvolvida, e é ainda uma introdução de novas ideias , em particular, um momento rítmico e segue no dramático uso de timbres percussivos e dinâmicas, que devem mesmo excitar as lágrimas.

Faixas
 1. Bloodwork
 2. Life Of Emily
 3. Life Of Someone
 4. Life Of Mir
 5. Life Of Lowell
 6. Life Of Joel
 7. Life Of Alice
 8. Life Of Dot
 9. Life Of Carol
 10. Life Of Joan
 11. Life Of El
 12. Start Again

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: Michael J. West (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 18/04


Brian VanArsdale (1979) – saxofonista,
Clarence "Gatemouth" Brown (1924-2005)-guitarrista,vocalista,
Danny Gottlieb (1953) -  baterista,
Hal Galper (1938) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=1T4V3hd2Tw4&feature=relmfu,
Ken Colyer (1928-1988) –cornetista,líder de orquestra,
Leo Parker (1925-1962) - saxofonista,
Neil Alexander (1960) – tecladista

quarta-feira, 17 de abril de 2019

WALTER SMITH III - TWIO (Whirlwind Recordings)


“Twio” apresenta o maravilhoso saxofonista tenor Walter Smith III em um firme trabalho em trio. Sua entonação e melodismo são apenas espetaculares como um fluxo de ideias, que é vasto e belo. Smith foi um marcante instrumentista por um longo tempo em seus projetos como líder e como um acompanhante para todos de Roy Haynes a Terence Blanchard, de Sean Jones a Ambrose Akinmusire. Porém, aqui, em “Twio”, você pode contar o descascamento para trás dos estratos de sua forma de arte para focar na essência. O programa é um trabalho de nove standards, ou decolagens a partir de standards, Smith sentiu que este material lhe permitiu apenas seguir, tocar e desfrutar da camaradagem dos músicos em torno dele. Ao final do clássico de Monk, “Ask Me Now”, o baterista Eric Harland e o baixista Harish Raghavan desligam-se após nadar belamente, deixando Smith chamar, lamuriar o refrão para dois minutos completos de um saxofone colossal (OK, isto é uma palavra inventada, mas isto é o nível do respeito do comando de Smith). Ele flutua através do perfeito suingue depositado com graça por Harland e pelo baixista convidado Christian McBride em “I’ll Be Seeing You”. O saxofonista tenor Joshua Redman, também convidado neste trabalho, duelando com Smith em “Contrafact” (baseado em “Like Someone In Love”) e “On The Trail”, uma jam trotante sobre o standard de Ferde Grofé. Todas as três tomadas estão espalhados no mundo fantástico. E assim é o álbum inteiro, que também apresenta “We’ll Be Together Again”, “The Peacocks” e “Nobody Else But Me”. 

Smith permitiu a ele mesmo ter algo alegre, quando gravando e divulgando este álbum. Em seu website, você pode verificar os estilos do álbum, ao lado de um vídeo novo sobre as seções de gravação. Outro destaque é o clip jocoso devotado ao nome do álbum. Smith reúne diversos músicos—de John Clayton a Steve Lehman a Linda May Han Oh—para dizer a palavra “Twio”. Theo Bleckmann e Thomas Pridgen oferecem várias tomadas absurdamente alegres em sua divulgação.

Faixas: Ask Me Now; Nobody Else But Me; On The Trail; We'll Be Together Again; I'll Be Seeing You; Adam's Apple; The Peacocks; Social Call; Contrafact.

Músicos: Walter Smith III: saxofone tenor; Harish Raghaven: baixo (1,2,6-7); Eric Harland: bateria;
Convidados: Christian McBride: baixo (3,5,8-9); Joshua Redman: saxofone tenor (3,9).

Fonte: Frank Alkyer (DownBeat)