
Bobo Stenson canta ! Bem, não literalmente, mas as altamente impressivas e evocativas qualidades que caracterizam sua música são impregnadas de um lirismo que parece apropriado ao título escolhido para o seu álbum.
Buscando despretensiosamente seu lugar entre o seleto grupo dos significantes trios de piano, Stenson e seu antigo parceiro Anders Jormin reinam supremos no formato repleto de referências. Aclamado pela sua distinta influência européia com um enfoque repleto de drama e aventura que essa colaboração torna encantadora . Os dois “poetas” suecos relembram, de muitas maneiras, a parceria Bill Evans-Scott LaFaro.
Aliando um repertório de composições próprias com canções favoritas do pioneiro do “free jazz” Ornette Coleman, do dodecafonista Alban Berg e da nova safra , Silvio Rodriguez , que regularmente adornam seus programas. A habilidade admirável da dupla cobre grande variedade de sons e emoções, atestando sua rara e aguda sensibilidade. De canções tristes para vôos virtuosos e brilhantes, passando por baladas penetrantes e vinhetas programadas, a atitude transmite idéias e ânimo em estórias musicais de simples magnificiência.
"Olivia" uma valsa melancólica composta por Silvio Rodriguez, que apropriadamente abre a sessão com um ar de moderada grandiosidade. Há o belo arranjo da melodia repetitiva com a satisfatória harmonia, que insufla o tema de Rodriguez em confortável segurança, graças a Jormin , que soa maravilhoso , mesmo entrincheirado nas mais tradiconais melodias . O trio fornece a essência para o excesso de imaginação de Stenson.
Exemplos provam o axioma que todo grande músico é o principal ouvinte, e isto está presente em “Cantando”. "Wooden Church", particularmernte , evidencia a acuidade auditiva dos componentes do trio. A vibração do baixo de Jormin preenche as simbióticas variações de Stenson, o baterista Jon Fält , seu usual companheiro de “viagem”, tece a trama , adornando as complexidades com percussivos “bordados”, que servem de contraponto a seus companheiros. Seu incisivo trabalho de baqueta , mas rococó que o toque colorido de Jon Christensen e do deconstrutivista Paul Motian, com artifícios minimalísticos, encanta . O resultado é mais indefinido que completo com um fraseado, que poderíamos dizer, cubista.
Uma colagem de sete improvisos do produtor Manfred Eicher, a quadripartida peça "Pages" adiciona contraste para a versão pesadamente manipulada de "Chiquilin de Bachin" de Astor Piazzolla e a construção mecânica de "Don's Kora Song" de Don Cherry , que ao lado de duas tomadas da composição de Petr Eben, "Song For Ruth", pouco inspirada, explora o senso intituitivo a programação de Eicher , que possibilita a celebração.
Após uma hora de travessia deste círculo mágico , sai-se completamente fascinado. “ Cantando” exala lirismo e misticismo em sucessão aos trabalhos anteriores.
Faixas: Olivia; Song of Ruth; Wooden Church; M; Chiquilin de Bachin; Pages; Dona's Cora Song; A Fixed Goal; Love I've Found You; Liebesode; Song of Ruth.
Músicos: Bobo Stenson: piano; Anders Jormin: baixo; Jon Falt: bateria.
Fonte : All About Jazz / Martin Gladu
Buscando despretensiosamente seu lugar entre o seleto grupo dos significantes trios de piano, Stenson e seu antigo parceiro Anders Jormin reinam supremos no formato repleto de referências. Aclamado pela sua distinta influência européia com um enfoque repleto de drama e aventura que essa colaboração torna encantadora . Os dois “poetas” suecos relembram, de muitas maneiras, a parceria Bill Evans-Scott LaFaro.
Aliando um repertório de composições próprias com canções favoritas do pioneiro do “free jazz” Ornette Coleman, do dodecafonista Alban Berg e da nova safra , Silvio Rodriguez , que regularmente adornam seus programas. A habilidade admirável da dupla cobre grande variedade de sons e emoções, atestando sua rara e aguda sensibilidade. De canções tristes para vôos virtuosos e brilhantes, passando por baladas penetrantes e vinhetas programadas, a atitude transmite idéias e ânimo em estórias musicais de simples magnificiência.
"Olivia" uma valsa melancólica composta por Silvio Rodriguez, que apropriadamente abre a sessão com um ar de moderada grandiosidade. Há o belo arranjo da melodia repetitiva com a satisfatória harmonia, que insufla o tema de Rodriguez em confortável segurança, graças a Jormin , que soa maravilhoso , mesmo entrincheirado nas mais tradiconais melodias . O trio fornece a essência para o excesso de imaginação de Stenson.
Exemplos provam o axioma que todo grande músico é o principal ouvinte, e isto está presente em “Cantando”. "Wooden Church", particularmernte , evidencia a acuidade auditiva dos componentes do trio. A vibração do baixo de Jormin preenche as simbióticas variações de Stenson, o baterista Jon Fält , seu usual companheiro de “viagem”, tece a trama , adornando as complexidades com percussivos “bordados”, que servem de contraponto a seus companheiros. Seu incisivo trabalho de baqueta , mas rococó que o toque colorido de Jon Christensen e do deconstrutivista Paul Motian, com artifícios minimalísticos, encanta . O resultado é mais indefinido que completo com um fraseado, que poderíamos dizer, cubista.
Uma colagem de sete improvisos do produtor Manfred Eicher, a quadripartida peça "Pages" adiciona contraste para a versão pesadamente manipulada de "Chiquilin de Bachin" de Astor Piazzolla e a construção mecânica de "Don's Kora Song" de Don Cherry , que ao lado de duas tomadas da composição de Petr Eben, "Song For Ruth", pouco inspirada, explora o senso intituitivo a programação de Eicher , que possibilita a celebração.
Após uma hora de travessia deste círculo mágico , sai-se completamente fascinado. “ Cantando” exala lirismo e misticismo em sucessão aos trabalhos anteriores.
Faixas: Olivia; Song of Ruth; Wooden Church; M; Chiquilin de Bachin; Pages; Dona's Cora Song; A Fixed Goal; Love I've Found You; Liebesode; Song of Ruth.
Músicos: Bobo Stenson: piano; Anders Jormin: baixo; Jon Falt: bateria.
Fonte : All About Jazz / Martin Gladu
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