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sábado, 20 de junho de 2009

MORRE CHARLIE MARIANO


No dia 16 de Junho faleceu Charlie Mariano(na foto) no “Mildred Scheel Hospiz” ,em Colônia , Alemanha. Não resistiu ao stress do tratamento médico a que vinha sendo submetido.

Charlie Mariano teve sua carreira praticamente dividida em duas. No início, residente em Boston, tocou com Shorty Sherock (1948), Nat Pierce (1949-50) e com as bandas que formou. Após trabalhar com a banda co-liderada por Chubby Jackson e Bill Harris, Mariano excursionou com a Orquestra de Stan Kenton (1953-55), que lhe deu grande reputação. Ele mudou-se para Los Angeles em 1956, trabalhando com Shelly Manne e outras estrelas do jazz da costa oeste norte-americana. Regressou a Boston para ensinar na Berklee em 1958 e no ano seguinte voltou a atuar com Kenton. Depois de casar-se com Toshiko Akiyoshi, Mariano co-liderou um grupo com a pianista até 1967, vivendo no Japão parte do tempo. Também trabalhou com Charles Mingus (1962-63).

A segunda parte da carreira iniciou-se com a formação do seu grupo "fusion" “Osmosis” em 1967. Conhecido com um altoísta fortemente influenciado pelo bop com um som próprio desenvolvido a partir do estilo de Charlie Parker , Mariano começou a abrir sua música para as influências do folclore de outras culturas, do pop e do rock. Ele ensinou outra vez em Berklee, viajou para a Índia e o Oriente e no início dos anos 70 instalou-se na Europa. Entre os grupos que Mariano trabalhou estão “Pork Pie”, que também tinha como integrante o guitarrista Philip Catherine, a “United Jazz and Rock Ensemble” e o grupo “Colours” de Eberhard Weber. Seu som etéreo no saxophone soprano e no “nagaswaram” , uma espécie de oboé indiano, levou-o a gravar algumas sessões na ECM. Além deste selo gravou como líder na Imperial, Prestige, Bethlehem, World Pacific, Candid, com Toshiko Akiyoshi em 1960, Regina, Atlantic, Catalyst, MPS, CMP, Leo e Calig dentre outros.

Fonte : All Music / Scott Yanow

5 comentários:

Érico Cordeiro disse...

Caros amigos da SOJAZZ,
Uma perda lamentável - um grande saxofonista, que mandava muito bem no alto, no tenor e no soprano.
Junta-se à grande orquestra celestial, onde os neons jamais se apagam e o bourbon nunca termina.
Ouvi bastate o Boston All Stars em sua homenagem - um grande disco! E uma ccuriosidade: o crítico Ira Gitler toca "sinos" (bells!!??!!) na faixa Barsac.
Algum dos amigos sabe me dizer que "bells" são esses?
Um abração!

Edson Santos disse...

Érico,

Tenho a mesma dúvida.Não seriam os sinos de Belém ?

Grande abraço

BeaPuppeteer disse...

Estou, absolutamente, desolada com a notícia do falecimento de quem reputo um gênio legítimo.

Triste e muda.

Anônimo disse...

Olá Érico Cordeiro,
"Ouvi bastate o Boston All Stars em sua homenagem - um grande disco! E uma ccuriosidade: o crítico Ira Gitler toca "sinos" (bells!!??!!) na faixa Barsac.
Algum dos amigos sabe me dizer que "bells" são esses?"
Esse Bells na realidade são grandes tubos muito comum em orquestras sinfonicas completas.Eles geralmente são grandes tubos similar aos tubos de orgãos de igrejas. São afinados e possuem um som magnifico.

Quanto ao Charlie mariano ele foi um múciso além de seu tempo apesar de ser um músico "branco" percorreu todos os caminhos que muitos músicos como Coltrane,Miles e outros não aguentaram. Pois mergulhou fortemente em todas as vertentes do Jazz, música indiana, vanguarda,contemporânea brasileira (=Nana Vasconcelos),Japonesa(=Toshiko Akioshi)..e nunca devemos esquecer a sua enorme contribuição musical como músico e educador às outras culturas.
sds.
William Silva

Anônimo disse...

Uma perda irreparável. :(