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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

THE MANHATTAN TRANSFER – THE CHICK COREA SONGBOOK (Four Quarters Entertainment [2009])


Significante é como o “Manhattan Transfer” tem atuado por quase quarenta anos , marcados pela expansão e constante desenvolvimento artístico. “The Four Freshmen” e “The Hi-Los” podem estatisticamente reivindicar maior longevidade, mas o “Manhattan Transfer” terá o crédito do grupo vocal mais duradouramente criativo da história do jazz. A clara distinção e a principal razão da sustentabilidade do grupo é que ele não é simplesmente construído sobre a tradição do “Freshmen” e do “Hi-Los”. “The Transfer” transpõe estas fronteiras, claramente apropriando-se do suíngue das “big-bands” e do brilho bop de Lambert, Hendricks & Ross ,da pegada do “East Coast” e da complexidade de Mel-Tones da “West Coast”.

Ao longo de 23 álbuns, (24 se contar a edição única, lançada em 1969 de “Jukin’”), o baixo Tim Hauser, a contralto Janis Siegel, o tenor Alan Paul e a soprano Cheryl Bentyne, que substituiu Laurel Massé em 1976, tomaram contínuos desvios , raramente fazendo a curva errada.

Ao longo do caminho, eles têm apresentado suas qualidades, incluindo o seguro e vibrante “Pastiche” , com Massé, e o esperto “Swing”. Mas ninguém, salvo o tributo ao legendário Hendricks, “ Vocalese”, obteve a engenhosidade do “The Chick Corea Songbook”. Nas notas do disco, Siegel corretamente o descreve como uma “ mágica e transformadora odisseia”. É menos um álbum, do que uma série de jornadas emotivas, infalivelmente respeitosa com sua fonte de inspiração , enquanto a retrabalha , levando-a para inovadoras direções.

“Songbook” inicia e encerra com uma nova composição transcontinental de Corea , “Free Samba”, talvez mesmo transplanetária , um exercício em crescente liberdade dentro de uma esperta variedade de aventuras. Há uma inocente passagem do nascimento à infância esculpida por Siegel e Bentyne sobre “Children’s Song 1”, arranjada por Fred Hersch, cuja suavidade sonora das quatro vozes lidera a alegre jornada. Há a cintilante mistura de sons como se fossem trenzinhos em um parque, dirigido por Paul, que segue através de “Pixiland Rag”. Há a “The Story of Anna & Armando” de Siegel , baseada em “Armando’s Rhumba”, exposta em ondas pelos metais como prova da profunda paixão de Corea pelos seus pais.

Hauser atua com o letrista Van Dyke Parks , o notório e largamente incompreendido excêntrico, que trabalhou duro com Brian Wilson no desafortunado “Smile”, e nas gemas “One Step Closer” e “Another Roadside Attraction” , que são, na realidade, antíteses. A primeira, embasada em “The One Step”, é uma excursão suavemente suingante através do mundo, que realmente cruza o Rubicão em busca da pureza, restando amor; a outra é hipnótica, um canto impulsionado pela construção de uma viagem interior sobre “Space Circus” para criar um clima carnavalesco. Os fãs de Corea aceitarão a letra de Neville Potter para “500 Miles High” e “Times Lie”. Eles certamente apreciarão o livre flutuar expansivo do arranjo de Michele Weir na primeira música, brilhantemente acentuado pelo percussionista convidado Alex Acuña, e o multifacetado e belo arranjo de Hersch para a segunda. Com familiaridade alcança o máximo conforto e inspiração em que languidamente desdobra-se como um majestoso rio através de “Spain” de Corea e Al Jarreau, impulsionada pelas incertezas dos devaneios dos desejos e pontuada pela sugestão do passar de mãos em uma madeira rígida

Hauser e Paul comentaram que este projeto foi forjado desde os anos 1970. Teria um jovem, menos amadurecido “Manhattan Transfer”, manipulado este material com o mesmo cuidado, precisão e imaginação? Certamente não. Foram necessárias quatro décadas para o quarteto alcançar o necessário nível de segurança e tranquila maturidade. Em outra palavras , parafraseando Gloria Steinem, isto soa como 40 .

Faixas : 1. Free Samba/Spain (I Can Recall) ; 2. Prelude; 3. Spain (I Can Recall);
4. One Step Closer (the One Step); 5. Children's Song #15; 6. 500 Miles High;
7. Another Roadside Attraction (Space Circus); 8. Time's Lie ; 9. La Chanson Du Bebe (Children's Song #1); 10. Ragtime In Pixiland (Pixiland Rag); 11. Story of Anna & Armando, The (Armando's Rhumba); 12. Free Samba [Extended Version]

Músicos : Tim Hauser: vocais; Janis Siegel: vocais; Alan Paul: vocais; Cheryl Bentyne: vocais; Chick Corea: Yamaha Motif XS8; Yaron Gershovsky: Fender Rhodes, programação; Gary Wicks: baixo elétrico; Steve Hass: bateria; Alex Acuna: percussão; Fred Hersch: piano; John Hebert: baixo acústico; Billy Drummond: bateria; John Benitez: baixo elétrico; Vince Cherico: bateria; Mike Pinella: trompete; Robert Rodriguez: trompete; Conrad Herwig: trombone; Ronnie Cuber: sax barítono; Luisito Quintero: percussão,congas, timbaus ; Bais Haus: sintetizador, programação de bateria; Christian McBride: baixo acústico; Joe Passaro: marimba; Lou Marni: flauta, flauta alto; Ramon Stagnero: violão

Fonte : JazzTimes / Christopher Loudon

Um comentário:

Anônimo disse...
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