
A música de Wonder é inerentemente rica e viva, como tem demonstrado as interpretações anteriores do seu trabalho por compositores de jazz e outros. Os arranjos delineiam essa flexibilidade, iniciando com uma versão de “Sir Duke” , arranjada pelo trompetista Avishai Cohen, que oferece espaço para o baterista Eric Harland, breves ilustrações pelos metais e fragmentos da melodia expressos pelo vibrafonista Stefon Harris antes de passar para os solos e encerrar com uma longa e funkeada jam. “Superstition” remodela a pegada da canção e é mais sincopada, passando a melodia para o trombonista Robin Eubanks, e é atravessada com repentinos climaxes dos metais e completas paradas, com o arranjador da peça, o saxofonista alto Miguel Zenón, promovendo a intensidade . “Visions”, uma bela balada arranjada por Harris, tem os metais sonorizando as mudanças do colorido tonal tocado por sintetizadores no original, e o trabalho encerra com “My Cherie Amour”, arranjada pelo pianista Edward Simon, que alterna impetuosas exibições dos metais com uma leitura mais tranquila da melodia romântica.
Os originais são impressionantes também entre eles a envolvente “Family” do trompetista Cohen; a pegada do baixista Matt Penman na harmonicamente complexa “The Economy”; “Metronome” de Eubanks com a sobreposição interlaçadas das figuras rítmicas e a balada suave de Zenón, “More to Give.
Faixas: CD1: Sir Duke; Do I Do; Family; Blame It On the Sun; Superstition. CD2: Race Babbling; Visions; Orpheus; Young and Playful; The Economy. CD3: Life Signs; Creepin'; Metronome; More To Give; Eminence; My Cherie Amour.
Músicos:
Miguel Zenón: saxofone alto ; Mark Turner: saxofone tenor ; Avishai Cohen: trompete;
Robin Eubanks: trombone; Stefon Harris: vibrafone; Edward Simon: piano; Matt
Penman: baixo; Eric Harland: bateria.
Fonte :
JazzTimes /Philip Booth
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