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domingo, 26 de janeiro de 2014

KEITH JARRETT – CONCERTS - BREGENZ / MUNCHEN

No campo da performance de solo improvisado de piano, poucos  aproximam-se do legado gravado por Keith Jarrett— por qualidade e quantidade. Com “Rio (2011)”, Jarrett trouxe a marca de quinze lançamentos de CDs solo no seu antigo selo, ECM. A ausência, por completo, de “Concerts (1982)” em CD—originalmente três LPs de performances solos em Bregenz e München— permaneceu um mistério por anos, sendo o disco simples “Bregenz” mostrado enfim como “Concerts”, deixando o disco duplo “München”. Houve uma aproximação com a caixa com os três CDs contendo os concertos, misteriosamente elevados para 11 horas, transformando o lançamento de “Concerts: Bregenz / München”´ como muito bem vindo.

2013 foi um ano dominante para os fãs de Jarrett. Junto com um dos seus mais finos Standards Trio em anos, “Somewhere”, foi lançado o CD duplo com improvisos em órgão de igreja “Hymns/Spheres (1976)”, também de forma completa, corrigindo o erro de 1985, no qual ele foi drasticamente reduzido e o CD simples “Spheres”. Adicione-se o totalmente inesperado “No End”— um gravação feita em casa em 1986 apresentando Jarrett atuando, com o auxílio de gravadores de fita cassete, um surpreendente trabalho eletrificado com guitarras, baixo, bateria, percussão, flauta doce, voz ...e, sim, um pouco de piano. “Concerts” conclui o ano em alto plano; lançado no mesmo dia de “No End”, estas duas gravações são tão significativas para o que elas significam quanto para o que elas são. 

Apesar da Síndrome da Fadiga Crônica, o novo milênio tem sido excelente para os trabalhos solos de Jarrett—“Testament: Parist/London (2009)” e” The Carnegie Hall Concert (2006)” particularmente soberbos, a despeito dos 19 minutos de aplausos finais .”Concerts” deve ser ouvido com atenção para um diferente tempo do passado , quando Jarrett tinha a energia para apresentar solos melhores descritos como épicos —70, 80, 90-minutos contínuos — onde  Jarrett construía no momento, prolongadas performances , marcadas por sua espontaneidade composicional e narrativas criativamente enfileiradas.

Gravada apenas seis anos após seu mega sucesso de vendas, “ The Köln Concert (1975)”, ambos em 28 de Maio de 1981, o show de “Bregenz” e de “München” , gravado cinco dias depois, encontrou Jarrett no auge da forma, ainda impulsionando largamente acessíveis trabalho a partir do éter, em contraste com os espetáculos posteriores como os de Viena em 1992 e o de La Scala em 1997, que reflete o crescimento do seu  interesse — e , por consequência , desejar  tocar—  em música mais próximo à esfera do clássico e menos com odor de gospel, blues, jazz e mesmo música construída próxima do pop ouvida aqui. O virtuosismo de Jarrett foi ao longo do passado algo que ele tinha que provar, e o resultado é que esta música, além de tudo é profunda,  e , às vezes atualmente alegre e a natureza galhofeira de Jarrett não é mais evidente do que no final da "Part I" de “Bregenz” , onde , entre complexas ideias contrapontuais, move-se rapidamente ao piano, adicionando aguçadas pontuações percussivas e  timbres típicos de cítara. Ele também está em plena beleza , em particular durante o bis, incluindo a vibração  da suave vibração do Meio-Oest em "Heartland" de “Bregenz” e na mais decididamente temperada com jazz "Mon Couer est Rouge" de “München”.

Este lançamento atrasado de “Concerts” , finalmente em sua totalidade, disponibiliza, em CD,  os lançamentos de todos pianos solo de Jarrett para a ECM. Tão vigoroso, trinta anos depois, quanto foi o primeiro lançamento , “Concerts” facilmente rivaliza —talvez, mesmo , melhor— com “Köln Concert”  como uma das mais profundas músicas de Jarrett, também para os apreciadores de música fácil.

Faixas: CD1 (Bregenz): Part I; Part II; Untitled; Heartland. CD2 (München): Part I; Part II. CD3 (München): Part III; Part IV; Mon Couer est Rouge; Heartland.

Gravadora: ECM Records

Estilo : Straight-ahead/Mainstream


Fonte: John Kelman (JazzTimes)

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