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sábado, 22 de fevereiro de 2014

STANLEY COWELL - IT'S TIME (SteepleChase)

Antes do lançamento de 2010, “Prayer for Peace”, Stanley Cowell, 71 anos, tinha focado sua carreira como educador na Rutgers e tomou em período sabático em relação a gravações por quase uma década. “It’s Time” é outro lembrete sobre sua imaginativa fertilidade, cuja falta sentimos em seu afastamento. Ele diversifica, consideravelmente, o estilo entre as faixas, esvoaçando entre temas meditativos orientais e a pressões angulares, passando por reflexões tristes de movimentos pelos direitos civis.

Cowell, sem formalidades, divide o álbum em suítes cobrindo três temas: Arte Asiática, o espírito dos protestos pelos direitos civis e inéditas progressistas. A música remanescente tem uma certa qualidade disjuntiva, porém o insistente virtuosismo de Cowell e  as irresistíveis ideias musicais possibilitam a partida para cobrir um arco de qualquer conceito. Ele atua com dois ex-estudantes, Tom DiCarlo no baixo e Chris Brown na bateria, e o resultado é um lançamento  intergeracional  da mais alta qualidade. Cowell parece nunca está fora do toque.

A etérea “Glass Ball & Couch Bed” encontra sua musa em um leito de uma cortesã no Philadelphia Museum of Art. Estas transições são mais tumultuosas em “Brawl Inducer”, uma peça angular com um estilo percussivo que Cowell , que reivindica uma vez mais uma apressada discussão em um clube. “I Never Dreamed” exibe o mestre em completo rubor, entretanto é sutil e contida e faz um maravilhoso trabalho de piano solo. A faixa título, em andamento rápido, serve como um testamento do valor do ensino para manter a mente afiada.

Faixas: Cosmology; El Space-O; Vishnu On The Serpent; Krishna; Asian Art Suite; Glass Ball & Couch Bed; Brawl Inducer; I Never Dreamed; It's Time; King; We Shall 2; Long Vamp; Abstrusions.

Fonte: Aidan Levy (JazzTimes)


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