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segunda-feira, 14 de maio de 2018

STEVE TURRE – COLORS OF THE MASTERS (Smoke Sessions)


Quando chamamos os trombonistas contemporâneos, há duas escolas de exploração. Steve Turre é um defensor de uma escola mais melódica, da qual fazem parte antigos campeões como Curtis Fuller e J.J. Johnson. O mais ebuliente, com um lado modulado pelo bop, tem como proponente Conrad Herwig. Nenhum método deve ser considerado o caminho certo ou errado para percorrer, entretanto, Turre é completamente franco quando emite opiniões sobre seus contemporâneos. Ele é , também, alguém cujas gravações têm sido inconsistentes e possivelmente um pouco dispersas em sua abordagem ao longo dos anos.

Deixe o precedente colocar dentro do contexto com o lançamento em mãos. Para este resenhista, o catálogo de Turre tem compartilhado joias e uma igual quantidade de falhas. Completamente simples, “Colors for the Masters” é tranquilamente um dos melhores lançamentos de Turre em anos. Sem tomar qualquer coisa distante do trombonista, a companhia que ele mantém tem bastante o que fazer. Um mestre de extraordinária autoridade, o pianista Kenny Barron tem a perfeita combinação de vigor e graça melódica. E se você não pode escolher uma linha do baixo de Ron Carter ou duas, você não está ouvindo com a atenção requerida. Turre sagazmente deixa o mestre tomar um encantador compartilhamento dos seus solos, cada um melhor que o próximo. Então, há Jimmy Cobb, ainda suingando francamente na perfeita juventude dos seus 87 anos.

O primeiro dos três números compostos por Turre cobre uma porção de campos estilísticos em uma forma que relembra ver um fino trabalho em clube. "Taylor Made" é uma destas lentas, virando tempos que seguem tranquilos, embora "Quietude" seja uma bela balada com uma melodia vigorosa. "JoCo Blues" é obviamente um blues e para ouvir estes cavalheiros realizados ligue-se em suas estruturas básicas, que falam para suas possibilidades sem limites. Outras inéditas incluem "Mellow D for R.C.", uma das quatro peças que apresentam Javon Jackson no saxofone tenor. A canção título apresenta um acompanhamento improvisado modal, estabelecido por Barron, que encontra Turre falando em linhas angulares através da extensão do seu instrumento.

Preenchendo as dez faixas estão "Reflections" de Monk, "Coffee Pot" de J.J. Johnson, "United" de Wayne Shorter e o standard "When Sunny Gets Blue". Claro, nenhum álbum de Turre seria completo sem o uso criativo das conchas. O encerramento, "Corcovado", providencia campo para este talento com texturas adicionais conduzidas pelo percussionista Cyro Baptista. É uma espirituosa demonstração de entusiasmo para um álbum, que encontra Turre e seus colegas no topo de suas formas.

Faixas: Taylor Made; Quietude; JoCo Blues; Coffee Pot; Reflections; Mellow D for R.C.; Colors for the Masters; When Sunny Gets Blue; United; Corcovado.

Músicos: Steve Turre: trombone, conchas; Kenny Barron: piano; Ron Carter: baixo; Jimmy Cobb: bateria; Javon Jackson: sax tenor; Cyro Baptista: percussão.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

 
Fonte: C. Andrew Hovan (AllAboutJazz)

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