playlist Music

domingo, 11 de abril de 2021

RICHIE BEIRACH – GREGOR HUEBNER DUO & THE WDR BIG BAND – CROSSING BORDERS

Agora há um triunvirato que fala uma enormidade e é dissidente. Em “Crossing Borders”, o reverenciado pianista, o violinista com estilo revolto, e que empurra as fronteiras de uma orquestra, reunem forças para um programa que é astucioso e dinâmico, tocando glórias do passado e presentes de uma só vez. Atado a um espaço não simples ou escola, o álbum é completamente reflexo do seu título (NT: Cruzando Fronteiras).

Realçando os ataques composicionais dos dois, que são vastamente diferentes, a WDR Big Band prova ser uma força flexível. As composições de Bierach, arranjadas por Rich DeRosa, vem nos intervalos, abrindo o álbum, aparecendo em seu centro e servindo como uma dobradinha para finalizar. Um conciso medley de "Rectilinear" e "Paradox" age como uma saudação energética e suingante. Na metade do álbum, "Snow Leopard" é Beirach confrontando Beirach, conforme o pianista endereçou transcrições selvagens / expansões de sua própria era. A movimentação "Elm", olhando quatro décadas para trás, prova pungência na passagem da tocha— de uma introdução de coro com um toque do baixo de John Goldsby, e o encontro de Huebner com o guitarrista Joachim Schoenecker para ruminações de Beirach. E "Pendulum" bate mais próximo e suinga firme antes de trazer Huebner para o centro do olho do furacão, pausa, e tem um final balançante.

Separando estes pronunciamentos com estonteantes contribuições de Huebner— um par de trabalhos de três movimentos que habilmente mesclam identidades do clássico moderno e jazz. "Concerto No. 3" exibe seu compositor e a banda envolvendo-se em paisagens emocionais. "Kathmandu" chuta as coisas, costurando reflexão, emoção bruta e mergulho dentro de uma miscelânea em uma simples peça; "The Grave" segue com um equilíbrio difícil sobre tensão e dissonância e "Two Thousand 15", resoluta e indeterminada, eventualmente alcança o céu. A segunda peça com amplas escalas— "Piano Concerto No. 3 The Code'"—opera em um plano diferente. Tomando emprestado o apelido de Bierach, a peça exibe o mistério atrás do homem. "Into The Quest" acena para seu mais famoso quarteto unindo título e espírito, "It's Enough" da qual deriva beleza e disformidade de um hino luterano, e "Born In Brooklyn" fala das origens do pianista de forma suingante.

Em um nível, a moral aqui tem todas as coisas dentro de uma majestade de três vigorosas entidades. Porém, em larga escala, “Crossing Borders” é um ato de convergência. É a reunião (ões) em que a real mágica chega.

Faixas: Rectilinear/Paradox; Violin Concerto No, 3: Movt. 1 Kathmandu, Movt. 2 The Grave, Movt. 3 Two Thousand; Snow Leopard; Piano Concerto No. 3 "The Code": Movt. 1 Into The Quest, Movt. 2 It's Enough, Movt. 3 Born In Brooklyn; Elm; Pendulum.

Músicos :Richie Beirach: piano; Gregor Huebner: violino; Rich DeRosa: maestro, arranjador; Johan Hörlen: saxofone alto, flauta; Karolina Strassmayer: saxofone alto, flauta; Olivier Peters: saxofone tenor, clarinete; Paul Heller: saxofone tenor, clarinete; Jens Neufang: saxofone barítono, clarinete baixo; Rob Bruynen: trompete, flugelhorn; Andy Haderer: trompete, flugelhorn; John Marshall: trompete, flugelhorn; Wim Both: trompete, flugelhorn; Ruud Breuls: trompete, flugelhorn; Ludwig Nuss: trombone, bombardino; Shannon Barnett: trombone, bombardino; Andy Hunter: trombone, bombardino; Mattis Cederberg: trombone baixo, tuba; Joachim Schonecker: guitarra; John Goldsby: baixo; Hans Dekker: bateria.

Fonte: DAN BILAWSKY (AllAboutJazz)

 

Nenhum comentário: