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domingo, 13 de fevereiro de 2022

JASON PALMER – THE CONCERT: 12 MUSINGS FOR ISABELLA (Giant Steps Art)

Tão infame quanto o assalto, em 1990, dos treze trabalhos de arte do Isabella Stewart Gardner Museum em Boston foi uma abordagem para tratar o vazio, que não foi, artisticamente, buscado. O lançamento do trompetista Jason Palmer, "The Concert: 12 Musings for Isabella" assumiu o desafio de compor interpretações originais destas pinturas e diversos outros finos objetos de arte. Palmer descreve sua reação para as estruturas livres deixadas nas paredes do Gardner como " formas vazias". Com o 30º aniversário do furto das obras primas de Rembrandt, Vermeer e Degas ao lado de outras pinturas e objetos sem preço, as composições de Palmer são uma lembrança do que foi perdido.

Palmer credita sua inspiração a partir de duas ocorrências. Em 1997, como um aluno estudando trompete para a performance de jazz no New England Conservatory em Boston, ele primeiro notou o vazio das estruturas denotando o trabalho de arte, desaparecido, de Gardner. A segunda experiência veio diretamente de uma instrumentista, o prodígio do saxofone, Grace Kelly, que estava atuando com Palmer no início da carreira dela, e tinha sido contratada para escrever uma peça de música baseada em uma famosa pintura de um renomado museu. As engrenagens da criatividade de Palmer começaram a girar e ele refletiu, em recente entrevista para AAJ, "estas pinturas soariam como?"

Tendo atuado em cerca de quarenta anos como acompanhante com músicos estelares, do passado e do presente, em torno do mundo do jazz, Palmer veio a ser um dos mais demandados músicos da sua geração. Envolvendo a si mesmo com alto nível de talento deste lançamento —incluindo o saxofonista Mark Turner, o vibrafonista Joel Ross, o baixista Edward Perez e o baterista Kendrick Scott—Palmer executa uma porção extensa de várias peças expressadas individualmente.

Palmer estava em uma exploração musical, "tentando usar a técnica de pintura e utilizá-la para informar-me sobre a maneira como deveria compor". A interpretação mais literal foi de "A Lady and Gentleman in Black" de Rembrandt, que é um retrato de um marido e esposa, em formal vestido preto, holandeses com uma aparência de estatura socialmente refinada. Considerando um casal aristocrático, possivelmente vestido para uma noite na cidade, Palmer escolhe uma batida funkeada e animada, usando apenas as teclas pretas do piano para criar a melodia. Com outras pinturas, Palmer focou no ângulo do ponto de vista, também, sendo um elemento mais vertical ou linear, sua abordagem composicional " considerando se baseadas, vertical ou linearmente, na forma como as melodias são tocadas em um instrumento melódico".

Em cerca de duas horas, o concerto invoca um arranjo, tempo e manifesto musical singulares para cada composição, lembrando-nos para não esquecermos destas obra-primas.

Faixas: CD 1: A Lady and Gentleman in Black (Rembrandt); Cortege and Environs do Florence (Degas); La Sortie de Pesage (Degas); Christ in the Storm on the Lake of Galilee (Rembrandt); A French Imperial Eagle Finial; Chez Tortoni (Manet). CD 2: Program for an Artistic Soiree (Degas); An Ancient Chinese Gu; The Concert (Vermeer); Landscape with an Obelisk (Flinck); Self Portrait (Rembrandt); Three Mounted Jockeys (Degas).

Músicos: Jason Palmer: trompete; Mark Turner: saxofone tenor; Joel Ross: vibrafone; Edward Perez: baixo; Kendrick Scott: bateria.

Fonte: Doug Hall (AllAboutJazz)

 

 

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