O saxofonista Anthony Bruno, radicado em Chicago, encerra
uma trilogia de lançamentos de álbuns fantástica com "Blue Velvet",
de 2025. A jornada começou com o lançamento de seu álbum “Anthony Bruno (2023)”,
seguido por “Cefalu (2024). Todas estas músicas estão no selo Anthony Bruno
Music, dele próprio. Bruno considera Sonny Rollins uma grande influência. Ele
afirma isto na entrevista exclusiva à All About Jazz. Esta influência
transparece desde o início em “Blue Velvet”, com sua energia vibrante, a alma e
as nuances de rhythm and blues. Bruno já trabalhou com os Temptations,
os Four Tops e com o guitarrista Bobby Broom. Algumas ideias de soul e pop se
infiltraram em sua arte. Voltando à principal influência de Bruno: a capa de “Blue
Velvet” presta homenagem ao clássico de Rollins, “Saxophone Colossus (Prestige
Records, 1957)”.
Bruno lidera um quinteto coeso, com a guitarra de Matt Gold
e o piano e teclados elétricos de Julius Tucker adicionando uma complexidade
impressionante ao som. O clima geral poderia ser descrito como o Rollins
clássico do final da década de 1950, mas está mais em sintonia com as gravações
do saxofonista para a Milestone Records, lançadas entre 1972 e 2000. Rollins
estava então tocando sons acessíveis. Alguns disseram que era uma música menos
desafiadora e nem de longe tão boa quanto álbuns como "The Bridge"
(RCA Victor) de 1972, ou tão importante e atual quanto "Freedom
Suite" (Riverside Records) de 1958. Talvez. Leve isso em consideração. Os
anos de Rollins na Milestone foram um longo período, e muita música acessível e
cativante foi lançada. Seguir estes passos é uma ótima ideia.
Um dos maiores trunfos de “Blue Velvet” é a seção rítmica. Nunca
se tem a sensação de que o saxofone está em destaque, tocando partituras
decoradas. Bruno sabe como escolhê-las. A combinação de guitarra, piano
elétrico e sintetizadores frequentemente resulta em sons orquestrais ricos e
intrincados, remetendo aos arranjos das produções de Don Sebesky na CTI
Records, quando ele se limitava a pequenos conjuntos, evitando o uso de cordas.
O fato de Bruno conseguir o mesmo efeito em seus dois álbuns anteriores, com
mudanças na formação da banda, mostra que ele sabe o que está fazendo quando se
trata de montar uma. Suas bandas rítmicas são tão precisas quanto a Wrecking
Crew da Motown, e ouvir alguns instrumentos de acordes se misturando com
alegria em seus corações é pura magia.
Faixas: Blue
Velvet; Bread And Circus; Savior; Bubblegum; For Biggs; February; The Tease;
Together.
Músicos: Anthony Bruno (saxofone); Julius Tucker (piano);
Matt Gold (guitarra); Vinny Kabat (baixo); James Russell Sims (bateria); Julius
Tucker (teclados, sintetizadores).
Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo
abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=yowB428m2NI
Fonte: Dan McClenaghan (AllAboutJazz)

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