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quarta-feira, 12 de março de 2008

Fred Dantas e Filhos no Tom do Sabor - Sábado de Aleluia

O trabalho que Fred Dantas levará ao Tom do Sabor no sábado de Aleluia reflete um novo, novíssimo momento em sua carreira: o prazer de tocar com seus filhos.
Porque cada um deles, em diferentes momentos, participou da Oficina de Frevos e Dobrados e da Orquestra Fred Dantas, mas não simultaneamente.
Pedro Dantas atua como baterista na área de rock e participa de conjuntos que cultivam o repertório beatlemaníaco. Cayo Dantas é saxofonista do Olodum e está em trânsito pela Austrália, devendo retornar a tempo de participar do show. Estevam é pianista conhecido no teatro e estudante de Composição naUFBA. O contrabaixista Fábio, um constante da moderna música instrumental baiana, é tipo um filho.
Como conseqüência das participações de Fred nas Terças Musicais promovidas pela Escola de Música da UFBa, na parte concernente a Estevam Dantas, surgiu esse novo conjunto e esse novo repertório.
O que reflete esse momento? Primeiramente o prazer de tocar, de realizar a música sem que seja necessariamente “um serviço”. Ao mesmo tempo em que efetivamente cumpre-se um horário no Tom do Sabor, sente-se entretanto um novo e espontâneo sabor em se trabalhar com o tom. A julgar pelas apresentações nas terças musicais e mais recentemente nos Seminários sobre a implantação do curso de música Popular na Universidade Federal, primeiramente o grupo irá tocar alguns números conhecidos, de fácil assimilação ao ouvinte. Depois, em comunhão músicos-platéia, Fred Dantas coordena um momento de livre criar, com espaço inclusive para manifestações de dança-poesia por parte das pessoas presentes.
- Uau, vai ser óótimo.
A música em Salvador está muito careta, e esses momentos de free poderão se tornar a última fronteira para quem gosta de música instrumental e ao mesmo tempo acha que a coisa por aqui está muito “certinha”, com aqueles músicos querendo ser educados, culturais, mas que fazem improvisações onde cada um é dono do seu “chorus”. “ - Agora é a minha vez e vou mostrar tudo que estudei”. Quem se lembra do Inter Cena no Icba, com Carmen Paternostro, Teresa Oliveira, Suki Villas-boas improvisando com o corpo enquanto Marquinhos Esteves, Guilherme Maia, Toni, Ari Dias, Affonso Correia improvisavam com as notas?
E o Desespero Tonal? E o Raposa Velha? E o conjunto Música Nova da Ufba? E Smetak? e Lindembergue? A Bahia já foi mais criativa e revolucionária!
No Tom do Sabor, na Aleluia de Fred Dantas e seus filhos haverá um pouco de tudo isso. É um show muito família onde velhas raposas poderão se encontrar com novos baianos (Oh Rio Vermelho!... novos baianos passeiam na sua maresia).

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