
Pat Metheny é melhor conhecido pelos seus trinta anos com o seu Pat Metheny Group. Dentre seus variados projetos, os trios têm um lugar especial, iniciando em 1976 com seu primeiro álbum, "Bright Size Life", com Jaco Pastorius e Bob Moses. Desde então Metheny tem trabalhado em trios com Charlie Haden e Billy Higgins ("Rejoicing"); Dave Holland e Roy Haines ("Question and Answer") e Larry Grenadier e Bill Stewart ("Trio 99-00, Trio Live"). Mesmo aqueles que admiram a acessibilidade e a ambição do Pat Metheny Group encontram o trio do guitarrista retornando aos princípios do jazz. Este é o caso de "Day Trip" , lançado pela Nonesuch, a primeira gravação em estúdio de um grupo, que vem arrastando grande público em seus concertos por vários anos.
Que Metheny tem escolhido parceiros de alta qualidade não é nenhuma surpresa. Christian McBride, natural da Philadelphia, é um artista com apetite multi-estilístico, igualmente virtuoso nos baixos elétrico e acústico. António Sánchez, mexicano, fez um sólido trabalho na cena jazzística novaiorquina antes de ser um membro do Pat Metheny Group. Seu primeiro álbum solo, "Migration" , lançado pela CAM Jazz, apresenta Metheny em duas faixas, que ressalta o magnetismo da parceria que construíram.
Em "Question and Answer" e em algumas apresentações com Grenadier e Stewart, Metheny apresentou standards. "Day Trip" tem uma pegada diferente. Há dez originais e nenhum standard, tal como ocorreu com os dois trabalhos gravados com Brad Mehldau. Há mais "madeira e aço" no som elétrico de Metheny, que em anos passados, mas claramente em "At Last You´re Here", com um toque suave, e "Snova", uma bossa com um magnetismo que poderia ser chamado de " estilo Brad Mehldau". Ouça atentamente as introduções prazeirosas em cordas de nylon em " Is The America?(Katrina 2005)" , bem como a balada, tocada em cordas de aço, "Dreaming Trees", e você ouvirá a respiração de Metheny entre os acordes.
"Let´s Move" e "Day Trip" tem a pegada "bop" com alta velocidade e complexidade com McBride e Sánchez embalando brilhantemente as peças. No samba "Son of Thirteen" , Sánchez parece ter quatro mãos. Quando Metheny se apresenta em duos com seus companheiros, os mecanismos da banda se tornam bem aparentes.
A marca de Metheny na guitarra sintetizada aparece no curioso "rock-reggae" "The Red One" e em " When We Were Free" . "Question and Answer" , utiliza a pegada 3/4 de Elvin Jones. Entre a abertura excitante e o primeiro acorde, a música é modulada entre si menor e fa menor. Em oito minutos o volume apresenta variadas modulações. Sánchez faz suas aparições como se estivesse em "um tiroteio distante" e a peça encerra de maneira soturna.
Este trabalho faz notar outro recente engajamento de McBride em trios. Em setembro de 2007, apareceu com Sonny Rollins e Roy Haines no Carnegie Hall. Metheny estava lá para ouvir. Houve fanfarra para o retorno de Rollins ao formato de trio e lá estavam dois companheiros de Metheny. Isto diz , indiretamente, alguma coisa sobre a estatura do guitarrista. Tendo vencido o Grammy em cada categoria , indo do rock ao new age , Metheny está entre os mais competentes artistas do jazz. "Day Trip" é prova disto.
Fonte : JazzTimes / David Adler
Que Metheny tem escolhido parceiros de alta qualidade não é nenhuma surpresa. Christian McBride, natural da Philadelphia, é um artista com apetite multi-estilístico, igualmente virtuoso nos baixos elétrico e acústico. António Sánchez, mexicano, fez um sólido trabalho na cena jazzística novaiorquina antes de ser um membro do Pat Metheny Group. Seu primeiro álbum solo, "Migration" , lançado pela CAM Jazz, apresenta Metheny em duas faixas, que ressalta o magnetismo da parceria que construíram.
Em "Question and Answer" e em algumas apresentações com Grenadier e Stewart, Metheny apresentou standards. "Day Trip" tem uma pegada diferente. Há dez originais e nenhum standard, tal como ocorreu com os dois trabalhos gravados com Brad Mehldau. Há mais "madeira e aço" no som elétrico de Metheny, que em anos passados, mas claramente em "At Last You´re Here", com um toque suave, e "Snova", uma bossa com um magnetismo que poderia ser chamado de " estilo Brad Mehldau". Ouça atentamente as introduções prazeirosas em cordas de nylon em " Is The America?(Katrina 2005)" , bem como a balada, tocada em cordas de aço, "Dreaming Trees", e você ouvirá a respiração de Metheny entre os acordes.
"Let´s Move" e "Day Trip" tem a pegada "bop" com alta velocidade e complexidade com McBride e Sánchez embalando brilhantemente as peças. No samba "Son of Thirteen" , Sánchez parece ter quatro mãos. Quando Metheny se apresenta em duos com seus companheiros, os mecanismos da banda se tornam bem aparentes.
A marca de Metheny na guitarra sintetizada aparece no curioso "rock-reggae" "The Red One" e em " When We Were Free" . "Question and Answer" , utiliza a pegada 3/4 de Elvin Jones. Entre a abertura excitante e o primeiro acorde, a música é modulada entre si menor e fa menor. Em oito minutos o volume apresenta variadas modulações. Sánchez faz suas aparições como se estivesse em "um tiroteio distante" e a peça encerra de maneira soturna.
Este trabalho faz notar outro recente engajamento de McBride em trios. Em setembro de 2007, apareceu com Sonny Rollins e Roy Haines no Carnegie Hall. Metheny estava lá para ouvir. Houve fanfarra para o retorno de Rollins ao formato de trio e lá estavam dois companheiros de Metheny. Isto diz , indiretamente, alguma coisa sobre a estatura do guitarrista. Tendo vencido o Grammy em cada categoria , indo do rock ao new age , Metheny está entre os mais competentes artistas do jazz. "Day Trip" é prova disto.
Fonte : JazzTimes / David Adler
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