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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Abaixo o Breganejo

Enviado por Suzama Belitardo, Salvador/Ba

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

DUDUKA DA FONSECA QUINTET - SAMBA JAZZ (2012)


Através das suas quatro décadas de carreira, o baterista /percussionista/compositor Duduka Da Fonseca tem construído com sucesso a ponte entre o samba do seu seu país de origem, o Brasil, e o jazz, igualmente quando atua como co-líder no Trio da Paz ou como acompanhante do pianista Kenny Barron,  do violonista/vocalista Antonio Carlos Jobim e do baixista Rufus Reid.
Neste segundo lançamento com seu quinteto, Da Fonseca reúne músicas escolhidas a partir de sua vasta experiência na estrada e nos estúdios, adaptando canções de compositores norte-americanos como o saxofonista Ornette Coleman e o pianista Jimmy Rowles, enquanto adiciona músicas brasileiras pouco conhecidas de compositores brasileiros.

 O CD inicia com "Depois da Chuva" um samba de Dom Salvador . que que possibilita à saxofonista/clarinetista Anat Cohen improvisar livremente ao redor da estrutura simples da melodia . O pianista Hélio Alves também apresenta um solo competente, enquanto o restante da banda providencia um sólido acompanhamento. "Sabor Carioca"  de Raul Mascarenhas segue com uma pegada agitada que exibe a sutil habilidade do líder acentuar e usar polirritimias sem subjugar a banda.

Como na maioria dos álbuns de Da Fonseca, o baterista inclui uma canção menos conhecida de Jobim . Desta vez foi  "Rancho das Nuvens"  uma música inspirada classicamente nas músicas iniciais do interior do Brasil ("ranchos"). A complexidade das canções dá aos músicos a oportunidade para por-se à vontade com a melodia. Cohen conduz a melodia no  clarinete , enqunto  Guilherme Monteiro providencia um sutil acompanhamento na guitarra elétrica. Alves surge respondendo ao balanço de Cohen com notas espertamente colocadas.

Notável, também, é "Flying Over Rio" uma bossa lenta de Da Fonseca e a sua única composição  inclusa no disco. A música soa como uma trilha sonora de um imaginário e lento sobrevoo  em um avião sobre as montanhas do Rio de Janeiro. Enquanto faz a aproximação para pousar no Aeroporto Internacional  Antonio Carlos Jobim. O baixista Leonardo Cioglia executa um belo solo, seguindo um momento de  Hélio Alves com Sabor Carioca. A composição tem jeito de  standard, graças à intensa melodia e sentimento nostálgico.

Faixas: Depois da Chuva; Sabor Carioca; Rancho Das Nuvens; Blues Connotations; Obstinado; The Peacocks; O Guaraná; Flying Over Rio; Dona Olimpia; Melancia.

 Músicos: Anat Cohen: saxofone tenor , clarinete; Helio Alves: piano; Guilherme Monteiro: guitarra; Leonardo Cioglia: baixo; Duduka Da Fonseca: bateria.

 Gravadora: Anzic Records

Fonte : All About Jazz /ERNEST BARTELDES


ANIVERSARIANTES - 16/08


Al Hibbler (1915-2001) - vocalista,
Alvin Queen (1950) – baterista,
Armand Piron (1888-1943) – violinista, líder de orquestra,
Bill Evans (1929-1980) – pianista,
Carl Perkins (1928-1958) – pianista,
Cecil Brooks, III (1959) – baterista,
Danny Moss (1927) - saxofonista,
Ellery Eskelin (1959) – saxofonista,
Eric Bibb (1951) – vocalista,violonista,
 Joatan Nascimento (1968) - trompetista, flugelhornista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=08k_lKxx1LU,
Mal Waldron (1926-2002) - pianista,
Mary Stallings (1939) – vocalista,
Mike Downes (1964) – baixista,
Murray McEachern (1915-1982) – saxofonista,trombonista,
Paulinho Garcia (1948) – violonista,vocalista

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

E O MAIOR FLAUTISTA BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS SE FOI ......


Muita gente me pergunta "qual o melhor _____________ (insira aqui qualquer categoria de instrumentista) do Brasil e do mundo?" Sempre achei este tipo de "premiação" uma grande bobagem, já que é impossível dimensionar se um fulano é melhor que outro em suas habilidades com um instrumento. É lógico que há figuras lendárias que são quase unanimidades nestas horas — Jimi Hendrix, John Coltrane, Neil Peart, Stanley Clarke e por aí vai -, mas citar um ou outro é algo extremamente subjetivo.
 Mas não pude deixar de pensar que hoje perdemos o maior flautista que o Brasil já teve - e provavelmente do mundo inteiro. Tanto isto é verdade que você certamente pensou no nome de Altamiro Carrilho no exato momento que leu a frase anterior. Pois é, esta figura simpaticíssima e genial em seu instrumento morreu hoje pela manhã no Rio de Janeiro, aos 87 anos, vitimado por um câncer.

 Sinto muito pela dor que a família dele deve sentir neste momento, mas também lamento muito que a molecada dos dias de hoje não tenha a menor ideia de quem foi este sujeito, já que passa o tempo todo xingando no Twitter quem critica seus ídolos de plástico, que por sua vez também não têm a menor noção da importância do Altamiro para a música brasileira.

 Para qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento da história musical brasileira, ele foi o verdadeiro artífice da consolidação do chorinho na memória das pessoas a partir dos anos 60, quando o gênero ameaçou ser tragado pelo abismo do esquecimento por causa do surgimento da bossa nova e da Jovem Guarda. Naquela época, chorinho tinha virado "música de velho". Gravando inúmeros discos sensacionais e tocando com centenas de artista de outros gêneros e estilos, Altamiro não permitiu que tal ideia se propagasse. E isto vale até os dias de hoje, já que pululam por aí toda uma nova geração de músicos que perpetuam o trabalho de manter vivo o chorinho. Tudo por influência de Altamiro.
 Desde o momento em que foi descoberto Moreira da Silva no início da década de 40, Altamiro não parou mais de gravar e acompanhar uma infinidade de artistas diferentes. Nos anos 60, ele ganhou fama internacional ao excursionar por Estados Unidos, México, Portugal, Espanha, Alemanha, França, Inglaterra e a então União Soviética, deixando todo mundo simplesmente de queixo caído.

 A musicalidade de Altamiro era de tal porte que ele pegava obras de compositores eruditos — Tchaikovski, Brahms, Villa-Lobos e quem mais você imaginar — e rearranjava tudo de uma maneira tão pessoal que a gente ficava com a sensação de que Altamiro é quem tinha composto aquilo. Sua intimidade com o instrumento — iniciada aos cinco anos de idade — era algo sobrenatural, a ponto de, ainda criança, ter começado a construir suas próprias flautas de bambu e descobrindo timbres e afinações diferentes para cada uma delas.

 Vê-lo tocando clássicos como "Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barro, e "Brasileirinho", de Waldir Azevedo, era algo tão desconcertante e emocionante que até mesmo músicos mais ligados ao rock ficavam de queixo caído.

 Certa vez, ao entrevistar o vocalista/flautista/líder do Jethro Tull, Ian Anderson, que estava fazendo uma série de shows no Brasil, dei de presente a ele um CD com as mais conhecidas gravações de Altamiro Carrilho. Dias depois, recebi um e-mail da assessora da banda no Brasil, que retransmitia uma mensagem do próprio Anderson: "Diga para aquele repórter de São Paulo, que me deu um CD de presente, que ele é o responsável por ter roubado o meu sono e mostrado que, como flautista, sou um mero soprador do instrumento". A assessora acrescentou que durante o tempo em que esteve no Brasil, Anderson pediu a um integrante de sua equipe que comprasse todos os discos de Altamiro que visse pela frente em cada cidade que visitou.

 Eu, se fosse você, faria o mesmo a partir de hoje...
Assistam ao fantástico Altamiro Carrilho interpretando Urubu Malandro

Fonte : Na Mira do Regis /Regis Tadeu

RAY ANDERSON POCKET BRASS BRAND – Sweet Chicago Suite (Intuition Records)


“Sweet Chicago Suite”  serve como um tributo à cidade natal de Ray Anderson, porém, musicalmente, a Pocket Brass Band soa desfocado de New Orleans. O grupo captura a tradição das banda de metais da famosa Crescent City centrada no seu vigor. É incrível o que este quarteto pode fazer: o detonante serpentear do slide trombone  de Anderson, o gracioso trompete de Lew Soloff , Matt Perrine apenas expõe as linhas do baixo no sousaphone e o absurdamente criativo Bobby Previte é um dos meus bateristas favoritos. O sexto movimento “Suite” é um primor. Foi escrito e executado pela  Chamber Music America em  2001. Reconhecidamente , nós temos esta gravação como um documento. As seções de abertura, “Chicago Greys” e “High School” explodem  as caixas acústicas , e apenas tentam não ser música para dança. “Magnificent Mistifiyo” responde à questão “What would happen if Ornette Coleman were from New Orleans?”, entretanto  “Going To Maxwell Street” capta as acelerações e volteios daquele divertido mercado de rua. “Get To It” resplandece os tempos em um momento que poderia reduzi-los a um poço de lágrima. E  “Some Day” é a canção perfeita para um dia tranquilo de verão na praia em Chi-Town. Anderson não tem aparecido na cena internacional nos anos recentes , principalmente devido às suas responsabilidades como diretor de estudos de jazz da Stony Brook University. Se você não se entusiasmar com este trabalho, já que Anderson é um dos intérpretes mais divertidos, interessantes e criativos que nós temos na música ........ Assim espero que ele possa parar para realizar uma excursão ou duas com o seu Sweet Chicago Suite.
Faixas

1. Chicago Greys 8:22
2. High School 6:15
3. Magnificent Mistifiyo 7:59
4. Going To Maxwell Street 7:07
5. Get To It 2:20
6. Some Day 7:09
7. The Stringray Rag 11:53
8. Next March 7:34

Fonte : DownBeat / FRANK ALKYER


ANIVERSARIANTES - 15/08


Art Lillard (1950)-baterista,
Dennis Gonzalez (1954)- trompetista,
Eddie Gale (1941) - trompetista,
Joe Garland (1903-1977)- saxofonista,
Monk Hazel(1903-1968) - baterista,
Morey Feld (1915-1971) - baterista,
Oscar Peterson ( 1925-2007) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=cIkQNti8_EU,
Ramon Vazquez (1970) – baixista,
Terry Pollard (1931-2009) – pianista,vibrafonista

terça-feira, 14 de agosto de 2012

MORRE VON FREEMAN


Von Freeman, a legenda do saxofone, intrinsicamente vinculado a Chicago, faleceu no dia 13 de Agosto, vítima de um ataque cardiaco em sua amada cidade natal, de acordo com o obituário publicado. Ele tinha 88 anos.
Freeman, pai do saxofonista tenor Chico Freeman, foi nomeado este ano mestre da NEA.

Entretanto, ele era conhecido em todo o mundo, apesar de permanecer na maior parte de sua carreira em Chicago , regularmente declinando convites para se unir a músicos melhor conhecidos ,que poderiam impulsionar seu reconhecimento público. Sua música era firmemente compromissada, flertando com o free jazz e outros elementos da avant-garde , porém tendendo mais para a convenção do bop. Sua biografia no site da NEA  citada no tributo publicado no Chicago Tribune diz : “pela sua brilhante técnica, intelecto musical, sofisticação harmônica e liberdade improvisacional, Von Freeman tem poucos companheiros na era do bebop”.
Nascido Earle Lavon Freeman Sr. em Chicago no dia 03 de Outubro de 1923, Von Freeman começou tocando saxofone quando criança, encorajado pela família do amigo Louis Armstrong. Sua carreira profissional iniciou aos 16 anos , mas foi interrompida por um período na Marinha, durante o qual ele tocou em sua banda. Retornando a Chicago ele continuous com uma banda incluindo seus irmãos George e Bruz, de forma similar a Charlie Parker e Dizzy Gillespie. Von Freeman atuou com Sun Ra no início dos anos 1950 e gravou pela primeira vez em  1954. Ele também tocou com Andrew Hill e  Jimmy Witherspoon duriante aqueles anos, entretanto só gravou como líder em 1972. Aquele álbum, “Doin’ It Right Now”, foi lançado pela Atlantic Records e contava com Rahsaan Roland Kirk, que também o produziu, dentre outros músicos.

Ele continuou a gravar regularmente através dos anos  70 e seguintes. Seu mais recente lançamento correu em  2009, “Vonski Speaks”, utilizando seu popular apelido. Por causa de sua escolha de raramente deixar Chicago, a maioria dos seus fãs de fora da região nunca tiveram a oportunidade de ver suas performances, porém ele era reverenciado localmente e fez bastante impacto internacional, que construiu sua reputação como uma autoridade. De acordo com o obituário do Tribune , Freeman mantinha uma atuação semanal em uma bar chamado  New Apartment Lounge, mas também foi objeto de um tributo da Symphony Center e  Grant Park. Freeman acumulava sua carência de sucesso comercial porque isto permitia-lhe a liberdade de levar sua música onde ele queria sem as pressões externas. “Eu não tenho preocupação com o dinheiro, eu o estou ganhando duramente. Eu não tenho preocupação com a fama , eu não tenho nenhuma”, ele declarou ao jornal em 1992.
Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin


ANIVERSARIANTES - 14/08


Ben Sidran (1943) - tecladista,vocalista,
Buddy Greco (1926) - vocalista, 
Eddie Costa (1930-1962) - pianista,vibrafonista,
Jack Gardner (1903-1957) - pianista , 
Jeannie Cheatham (1927) pianista,
Lorez Alexandria (1929-2001) - vocalista,
Stuff Smith (1909-1967) - violinista,
Tony Monaco (1959) – organista,
Walter Blanding (1971) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=EFzQbUzmvWA  

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

BEN POWELL – NEW STREET


Há algo sobre a entonação, o delicado mas encorajador toque, o vibrato singular e as filigranas do violino de Ben Powell que invocam Stephane Grappelli. Está aparente na calorosa e lírica balada “Judith” que abre esta comovente compilação do quarteto de Powell (o pianista Tadataka Unno, o baixista Aaron Darrell e o baterista Devin Drobka), mas o equlíbrio é mais evidente onde o trio interpreta canções com o vibrafonista Gary Burton e o guitarrista Julian Lage: a saltitante “Gary” composta para as grandes vibrações de Grappelli em  1969; a melancólica balada “La Chanson des Rues” e a suingante “Piccadilly Stomp”  de Grapelli.
Powell  fixa seu próprio território on “Monk 4 Strings” e na modernista com tempo mutável na faixa título, então se engaja em uma feérica chamada e resposta com o guitarrista de estilo cigano Adrien Moignard  em uma divertida “What Is This Thing Called Love?” inspirada no Hot Club. Há também uma peça graciosamente clássica , “Sea Shell”, e um fascinante arranjo em estilo bossa-nova para “La Vie en Rose”  cantada em francês pela vocalista de Boston, Linda Calise.

Faixas
1. Judith 7:56
2. New Street 6:45
3. Monk 4 Strings 5:48
4. Gary (feat. Gary Burton & Julian Lage) 6:03
5. What Is This Thing Called Love (feat. Adrien Moignard) 4:24
6. Sea Shell 3:25
7. La Vie En Rose (feat. Linda Calise) 5:10
8. Swingin' for Stéphane 5:02
9. La Chanson Des Rues (feat. Gary Burton & Julian Lage) 5:57
10. Piccadilly Stomp (feat. Gary Burton & Julian Lage) 5:04

 Para conhecer um pouco deste trabalho assistam ao vídeo abaixo


Fonte : JazzTimes / Bill Milkowski




ANIVERSARIANTES - 13/08

Benny Bailey (1925-2005) - trompetista,
Big Chief Russell Moore (1912-1983) - trombonista,
George Shearing (1919-2011) - pianista,
Joe Puma (1927-2000) - guitarrista,
Helena Meirelles (1924-2005) – violeira,
Mulgrew Miller (1955) -pianista,
Nate Kazebier (1912-1969) - trompetista,
Nico Assumpção (1954-2001) – baixista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=7z3SVH2wLEs,
Rick Stone (1955) - guitarrista,
Son Seals (1942-2004) – guitarrista,vocalista   

domingo, 12 de agosto de 2012

CAROL SABOYA – BELEZAS : THE MUSIC OF IVAN LINS AND MILTON NASCIMENTO (2012)


A gravação anterior da vocalista brasileira, Carol Saboya, com seu pai , o pianista Antônio Adolfo—“Lá e Cá: Here and There (AAM Music)” — foi um dos destaques de  2010. Ela retorna como líder em “Belezas: The Music of Ivan Lins and Milton Nasciemento” outra vez , suportada por Antônio  Adolfo e seu excelente quarteto.  Os compositores ,  Lins e Nascimento, representam uma resposta  à bossa nova dos anos 60, que dominou o Brasil (e  boa parte do jazz americano) no final dos anos  1950 e início dos anos 60. A chamada MPB (Música Popular Brasileira), esta música foi menos um gênero musical  e mais uma combinação de composições originais e atualizados temas populares.
O recital em doze canções é interpretado em português e inglês com esplêndida direção musical de Antônio Adolfo e acompanhado pelo guitarrista Cláudio Spiewak, cuja  limpeza das cordas e acordes flexíveis embelezam as peças mais animadas como  "Três Pontas" e baladas como "Doce Presença", que apresenta o excelente Hendrik Meurkens em sua mágica gaita latina . Atuando no sax soprano ("Tristesse") e no sax tenor ("Tarde"), Dave Liebman comprova a maestria da pressão barométrica musical, manipulando a umidade da canção para dar o efeito sensível e complementar o bem balançado soprano de  Saboya.

No que parece ser  uma enxurrada sem fim de jazz latino, a excelência sempre encontra seu caminho e é adequadamente manifesta em Saboya e Adolfo. A específica escolha da dupla alcança uma estrita faixa da música brasileira que reduz o foco do disco, promovendo um divertimento estético e inteligente. Há mais para ser aprendido e desfrutado em  “Belezas: The Music of Ivan Lins and Milton Nascimento”, e nós temos sorte em podê-lo fazer.

Faixas: Bola De Meia, Bola De Gude; Who Is In Love Here; Abre Alas; Tristesse; Beleza E Canção; Anima; Soberana Rosa; Doce Presença; Tarde; Três Pontas; Velas Içadas; Estrela Guia.

 Músicos: Antônio Adolfo: piano; Cláudio Spiewak: violão e guitarra; Jorge Helder: baixo; Rafael Barata: bateria e  percussão; Dave Liebman: saxofones soprano e tenor (4, 9); Hendrik Meurkens: gaita (8).

 Gravadora: AAM Music
Assistam ao vídeo abaixo para conhecer um pouco deste trabalho

Fonte : AllAboutJazz /C. MICHAEL BAILEY

ANIVERSARIANTES - 12/08

Billy Douglas (1912-1978) – trompetista,vocalista,
Chris Jennings(1978) – baixista,
Joe Jones (1926-2005) - vocalista,
Luca Luciano (1975) - clarinetista,
Pat Metheny (1954) – guitarrista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=YxVdIUV0EAY,
Percy Mayfield (1920-1984) – pianista,vocalista,
Thurman Green (1940-1997) - trombonista

sábado, 11 de agosto de 2012

BÉLA FLECK AND THE MARCUS ROBERTS TRIO – ACROSS THE IMAGINARY DIVIDE


Através do trabalho de mistura estilística em “Imaginary Divide” a melhor parte vai sob a direção do banjoísta Béla Fleck. Não é porque o pianista Marcus Roberts não atue igualmente na performance ou conceito, abarcando as tradições da antiga escola bem como o modernismo. Longe disto. Roberts parece menos confortável no campo de Fleck em sua marca registrada de fusão do bluegrass, jazz e rock, do que vice-versa.
 “Petunia”,por exemplo, mostra Fleck atuando com firmeza em uma autêntica sessão improvisada de bluegrass . Roberts não só o acompanha como contragolpeia o exercício de Fleck com um blues belissimamente construído, então trocam de lugares assim que o banjo toca o blues e o piano faz o exercicío de Fleck . Em outras partes, o álbum enfoca a pegada fusion de  Fleck. “One Blue Truth” é um passeio construído a partir de uma batida moderada de rock ; o baixista Rodney Jordan divide o tema com Fleck, que exibe habilmente uma improvisação melódica, que Roberts segue com um solo maravilhosamente suave que alude o trabalho de Fleck.

Colocar Fleck em uma canção de  ragtime ou folk , entretanto, soa  exagerado. O arco de Jordan em “Let Me Show You What to Do” não ajuda. Soa como se estivesse tocando um jarro, porém  Fleck conscientemente  desfaz o som metálico. Seu trabalho no tango “I’m Gonna Tell You This Story One More Time” rompe o fluxo rítmico com linhas espamódicas. Nas faixas finais “That Old Thing” e “That Ragtime Feeling” ele clareia o que já é batido (entretanto um estelar solo de bateria de Jason Marsalis é a redenção).
Irregular , entretanto, este trabalho é . “Divide”  é consistente na clara alegria que perpassa o trabalho. Roberts e  Fleck têm uma química real. Com uma  configuração mais firme e acessível, eles fariam juntos algo bem melhor.

Faixas: Some Roads Lead Home; I'm Gonna Tell You This Story One More Time; Across the Imaginary Divide; Let Me Show You What to Do; Petunia; Topaika; One Blue Truth; Let's Go; Kalimba; The Sunshine and the Moonlight; That Old Thing; That Ragtime Feeling.
 Músicos: Béla Fleck: banjo; Marcus Roberts: piano; Rodney Jordan: baixo; Jason Marsalis: bateria.

 Gravadora: Rounder Records
Assistam ao video abaixo para conhecer um pouco deste trabalho

Fonte : JazzTimes / Michael J. West


ANIVERSARIANTES - 11/08


Bill Heid (1948) – organista,
Donny McCaslin (1966) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=71TSuBMV6NA,
Jess Stacy (1904-1994) - pianista,
Russell Procope (1908-1981) - clarinetista,saxofonista

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

LANÇAMENTO DE ÁLBUM DO SAM RIVERS TRIO


Uma gravação ao vivo não lançada anteriormente de uma apresentação ao vivo do falecido  saxofonista/flautista/pianista Sam Rivers, “Reunion: Live in New York”,  será lançada no próximo 25 de Setembro . O trabalho apresenta Rivers com seu trio formado por Dave Holland no baixo e Barry Altschul na bateria, atuando no Miller Theatre na Universidade de Columbia em  2007. O trio não tocava junto há 25 anos  quando ocorreu o concerto..
O lançamento coincide com o que seria o 89° aniversário de Sam Rivers. O concerto foi o auge da semana do Festival Sam Rivers realizado pela estação de rádio WKCR da Universidade de Columbia . Não houve ensaio e cerca de dez minutos para testar o som antes da performance e nenhum debate antes deles tocarem. Rivers iniciou assinalando os acordes no saxofone tenor e Holland e Altschul rapidamente o seguiram. Foram pela hora seguinte em uma jornada improvisada , prestidigitando décadas de velha magia.

De acordo com o informe à imprensa , “Embora o trio atue extensivamente , é surpreendente como a performance foi pobremente documentada na gravação. Ao lado dos lançamentos de dois pequenos selos europeus, “The Quest (1976)” e “Paragon (1977)”, os produtos melhores conhecidos da atuação desse trio permanecem no primeiro álbum de Holland como líder, o primoroso “Conference of the Birds (1972)”, que memoravelmente junta Rivers com Anthony Braxton. Porém  o album de Holland, com a intenção principal de trio, e não pode ser chamado de representativo do que aquele som viria a ser  Em outras palavras , o concerto não só é uma reunião de estrelas. mas também um dos poucos documentos de um dos grandes grupos dos anos 1970.”
Os títulos das faixas são numerados, Parte 1 a 5 para a primeira sessão e de 1 a 4 para a segunda.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 10/08

Arnett Cobb (1918-1989) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=24Xh72No-CA,
Chuck Israels (1936) – baixista,
Claude Thornhill (1909-1965) - pianista , líder de orquestra,
Claudionor Germano (1932) – vocalista, compositor,
Denny Zeitlin (1938) - pianista,
Pete McCann (1966) - guitarrista

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

ARTURO SANDOVAL – DEAR DIZ (EVERY DAY I THINK OF YOU) [Concord Jazz]


Este engenhoso e excitante CD do trompetista  Arturo Sandoval  é a retribuição ao trabalho de  John Birks “Dizzy” Gillespie, seu mentor, inspirador e amigo. Ele remodela , mais do que reanima, as músicas que marcam suas referências  pela forma do uso de vigorosos arranjos de um grupo de qualificado conceptualistas , incluindo o  cinemático Gordon Goodwin, o meditativo Nan Schwartz e o divertido Wally Minko.
Sandoval  está mais espetacular que sentimental. Enquanto seus solos podem arranhar a estratosfera (mais  dramático na suavemente expressa e mordaz “Salt Peanuts”), ele amplamente e sabiamente usa o método sagaz e humorado de Gillespie. Uma vistosa e endiabrada complexa  “Be Bop” (mostrando uma apresentação falada de Diz para Sandoval) lança uma extensa e continuidade  no disco que alcança a escala musical completa. Além de  “Be Bop” , há destaques para uma aveludada “Con Alma” , uma encantadora versão de “Birks’ Works” identificada como à la Mancini por causa  do sax aveludado de Plas Johnson (Johnson solou o tema da Pantera Cor de Rosa de Henry Mancini), e uma  “A Night in Tunisia” exibindo o piano do arranjador Minko, o serpenteante saxofone de Ed Calle e o penetrante trombone de Bob McChesney.

Sandoval, que deixou Cuba em 1990 , enquanto excursionava na Espanha com Gillespie, tem recrutado alguns músicos excelentes , incluindo Gary Burton, cujo vibrafone anima “Salt Peanuts”; o mestre do  B3, Joey DeFrancesco  e o saxofonista do Yellowjackets , Bob Mintzer, que conduz “Things to Come”; o clarinetista Eddie Daniels, que adiciona o sabor picante a “Fiesta Mojo”.  O líder captura o espírito da homenagem com uma vocalização original , “Every Day I Think of You”. Como todas as coisas do disco, é sincera.

    Faixas
   1. Be Bop 8:18
   2. Salt Peanuts! (Mani Salado) 6:48
   3. And Then She Stopped 5:18
   4. Birks Works (ala Mancini) 6:04
   5. Things To Come 7:11
   6. Fiesta Mojo 5:09
   7. Con Alma (With Soul) 6:00
   8. Tin Tin Deo 6:52
   9. Algo Bueno (Woody and Me) 6:15
 10. A Night In Tunisia (Actually An Entire Weekend!) 7:23
 11. Every Day I Think Of You 4:27

 Músicos: Arturo Sandoval (vocal, trompete); Dustin Higgins, Brian Nova (guitarra); Ralph Morrison, Sara Parkins (violino); Roland Kato (viola); Trevor Handy (cello); Dan Higgins (flauta, piccolo, saxofone alto ); Rusty Higgins ( flauta,  saxofone alto ); Rob Lockart, Brian Scanlon, Bob Sheppard (clarinete, saxofone tenor ); Greg Huckins (clarinete baixo, saxofone barítono); Bob Mintzer (saxofone tenor ); Willie Murillo, Dan Fornero, Gary Grant, Wayne Bergeron (trompete, flugelhorn); Steven Holtman, Andy Martin, Bruce Otto (trombone); Craig Gosnell ( trombone baixo); Shelly Berg (piano); Joey DeFrancesco (Hammond b-3 organ); Gary Burton (vibrafone); Gregg Field (bateria); Andy Garcia (bongô); Joey de Leon, Munyingo Jackson (percussão).

 Assistam ao vídeo abaixo para conhecer um pouco deste trabalho


 Fonte : JazzTimes / Carlo Wolff

ANIVERSARIANTES - 09/08


Brian Prunka (1975) - guitarrista,
Jack DeJohnette (1942) – baterista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=raPVHwLIJJY

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

MÚSICA BRASILEIRA AMANHECE TRISTE : MAGRO DO MPB-4 NOS DEIXOU


Sempre que se pensar em conjunto vocal nesse país o nome de Antônio José Waghabi Filho será mencionado com destaque. Mais conhecido como Magro, ele fez parte do MPB-4 desde o surgimento, em 1964, e fez história também como compositor, arranjador e instrumentista. Lutava contra um câncer de próstata, do qual se tratava no Hospital Santa Catarina, mas não resistiu e morreu na manhã de hoje (8), aos 68 anos, em São Paulo.

 Magro nasceu em Itaocara (RJ), em 14 de novembro de 1943, e, muito cedo, aprendeu a tocar piano, violão, tambor e clarineta. Ele também aprendeu a tocar vibrafone, saxofone e percussão. Aluno de Guerra Peixe, Isaac Karabtchewsky e Vilma Graça, ele começou a estudar Engenharia e conheceu na faculdade Miltinho, com quem logo montou uma banda. Integrante do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC-UNE), ele conheceu ali Aquiles e Ruy, seus outros dois parceiros de vida toda. Era o surgimento do MPB-4, que lançou os primeiros LPs com direção musical do maestro Lindolfo Gaya. Em seguida, o próprio Magro assumiria os arranjos do grupo e também para amigos queridos, como Chico Buarque, com quem trabalhou nos álbuns “Chico Buarque de Holanda, volume 2” e “Construção”. O último trabalho foi o álbum “Contigo Aprendi”, recém-lançado pela gravadora Biscoito Fino.

Entre os arranjos mais conhecidos estão “Cio da Terra”, com Milton Nascimento e Chico Buarque; “Cálice”, com Chico e Gilberto Gil; e “Lamentos”, de Pixinguinha e Vinicius de Moraes. Para os nascidos a partir da década de 1970, ele sempre será lembrado carinhosamente como o Jumento do álbum “Os Saltimbancos”.

No site oficial do grupo, Aquiles publicou a seguinte mensagem: “Depois de longa luta pela vida, Antonio José Waghabi Filho, o Magro do MPB4, nos deixou. Com ele vai junto uma parte considerável do vocal brasileiro. Com ele foi a minha música”.

“Conheci pessoalmente o Magro quando o entrevistei para a biografia que escrevi do Quarteto em Cy. Muito simples e gentil, ele me recebeu como se recebe a uma amiga de longa data, e me contou, em quase duas horas de papo, toda uma história musical e de amizade que os dois grupos viveram juntos. Num lugar de destaque da sala, um piano reinava imponente, mostrando que ali a música é protagonista",  recorda Inahiá Castro, biógrafa do Quarteto em Cy, grupo que realizou parcerias inesquecíveis com o MPB-4, como em “Falando de Amor”, de Tom Jobim. "Magro era assim, transbordava música. Nos encontramos algumas vezes depois, e ele sempre com aquele olhar sereno, talvez já carregando um certo sofrimento, mas nunca triste ou pesado. Esta semana, o MPB4 lançou um CD de boleros, projeto antigo deles. Então, Magro se foi sem deixar nada por fazer. Cumpriu direitinho seu papel, e nos presenteou com um legado que engrandece a história da música brasileira. Ele, que sempre me emocionou tanto com os incríveis sons, resultado dos seus majestosos arranjos vocais, agora me emociona com seu silêncio. Que ele vá em paz...”, lamenta.

Fonte : Rede Brasil Atual / Guilherme Bryan

BOBBY HUTCHERSON LANÇARÁ NOVO DISCO


O famoso vibrafonista  e titulado mestre pela NEA Jazz  , Bobby Hutcherson lançará seu primeiro álbum em três anos , “Somewhere in the Night”, no próximo dia 25 de Setembro pela Kind of Blue Records. O disco gravado ao vivo em 10 de  Outubro  de 2009 no Dizzy’s Club Coca-Cola em Nova York, prossegue a parceria com o trio do organista Joey DeFrancesco  composto  com o guitarrista Peter Bernstein e o baterista  Byron Landham .
Faixas

1. Teddy (Bobby Hutcherson) - 9:05
2. Little B's Poem (Bobby Hutcherson) - 8:06
3. Skj (Milt Jackson) - 8:25
4. Take the Coltrane (Duke Ellington) - 9:05
5. Wise One (John Coltrane) - 11:21
6. Somewhere In The Night (Billy May) - 8:31
7. My Foolish Heart (Victor Young) - 8:34
8. S'Wonderful (George Gershwin) - 6:23

 Fonte : JazzRimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 08/08


Benny Carter (1907-2003) - saxofonista,trompetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=s7tNYc6G1hA, Brian Patneaude (1974) - saxofonista,
Don Burrows (1928) – clarinetista, saxofonista, flautista, Jimmy Witherspoon (1923-1997) – vocalista,
Lucky Millinder (1900-1966) – vocalista,
Nat Story (1904-1968) - trombonista,
Spike Mason (1970) - saxofonista,
Urbie Green (1926) – trombonista

terça-feira, 7 de agosto de 2012

MACEO PARKER RELANÇA CLÁSSICOS DO SOUL


Maceo Parker (na foto),  que foi saxofonista de James Brown nos anos mais produtivos deste gigante da música, lançará um novo álbum, “Soul Classics”, ono próximo 18 de Setembro pela Listen2 Entertainment / Razor & Tie.
 Parker estará reunido com a WDR Big Band para o disco, uma coletânea de nove canções gravadas ao vivo no Festival de Jazz de Leverkusener Alemanha, em Novembro de 2011.  A gravação apresenta Parker  e seus convidados especiais , o baixista Christian McBride e o baterista Cora Coleman-Dunham, em colaboração com orquestra com 15 componentes baseada em Colônia liderada pelo maestro e arranjador Michael Abene.

Faixas
1. Papa’s Got A Brand New Bag
2. I Wish
3. Yesterday I Had The Blues
4. Higher Ground
5. Do Your Thing
6. Rock Steady
7. One In A Million You
8. Soul Power
9. Announcement
10. Come By And See

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin


Caetano Veloso(1942) – vocalista,compositor,
Freddie Slack (1910-1965) – pianista,líder de orquestra,
George Van Eps (1913-1998) – guitarrista,
Harry Arnold (1920-1971) – saxofonista, líder de orquestra,
Idress Sulieman (1923-2002) - trompetista , flugelhornista,
Luckey Roberts (1887-1968) – pianista,
Magic Slim (1937) – guitarrista , vocalista,
Marcus Roberts (1963) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=gIkHAFWL4YA,
Rahsaan Roland Kirk (1936-1977) – multiinstrumentista,
Warren Covington (1921-1999) - trombonista

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

BRAD MEHLDAU LANÇARÁ NOVO ÁLBUM


O Brad Mehldau Trio lançará “Where Do You Start”, um disco associado ao seu “Ode” no próximo 18 de Setembro. Enquanto que  “Ode” apresentou 11 canções compostas por Mehldau, “Where Do You Start “ consiste na interpretação do trio de 10 músicas de outros compositores junto a uma composição de Mehldau, conforme listado abaixo.
O Brad Mehldau Trio é composto por  Mehldau no piano, Larry Grenadier no baixo e  Jeff Ballard na bateria. Mehldau fará duas apresentações solo na Allen Room da  Jazz at Lincoln Center nos dias 05 e 06 de Outubro.

 Faixas
1. Got Me Wrong
(Jerry Cantrell)
2. Holland
(Sufjan Stevens)
3. Brownie Speaks
(Clifford Brown)
4. Baby Plays Around
(Elvis Costello & Cait O’Riordan)
5. Airegin
(Sonny Rollins)
6. Hey Joe
(Billy Roberts)
7. Samba E Amor
(Chico Buarque)
8. Jam
(Brad Mehldau)
9. Time Has Told Me
(Nick Drake)
10. Aquelas Coisas Todas
(Toninho Horta)
11. Where Do You Start?
(Johnny Mandel, Marilyn Bergman & Alan Bergman)

 Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 06/08

Abbey Lincoln (1930) - vocalista,
Allan Holdsworth (1948) - guitarrista,
Andreas Oberg (1978) - guitarrista,
 Andrew Bemkey (1974) - pianista,
Baden Powell (1937-2000) – violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=MvbGsYzcVT8, Buddy Collette (1921-2010) - clarinetista,flautista,saxofonista,
Charlie Haden (1937) - baixista,
Dorothy Ashby (1932-1986) – harpista,
Geraldo Flach(1945-2011) – pianista,
Joe Diorio (1936) - guitarrista),
Lem Johnson (1909-1989) - saxofonista,
Luis Russell (1902-1963) - pianista,arranjador,líder de orquestra,
Norman Granz (1918-2001) - produtor,
Ravi Coltrane (1961)- saxofonista,
Regina Carter (1966) - violinista,
Tony Parenti (1900-1972) – saxofonista,clarinetista,
Vic Dickenson (1906-1984) - trombonista,
Victor Goines (1961) – saxofonista,clarinetista,
Willie Brown (1900-1952)- guitarrista,
Willie Nix (1922-1991) - baterista

domingo, 5 de agosto de 2012

BRANFORD MARSALIS QUARTET – FOUR MFs PLAYIN' TUNES (2012)

A saída do antigo baterista Jeff "Tain" Watts do quarteto de Branford Marsalis , deixou uma lacuna que não seria facilmente preenchida e subsequentemente ressaltada pelo excelente lançamento em duo em 2011 “Songs of Mirth and Melancholy (Marsalis Music)” apresentando  Marsalis e o pianista Joey Calderazzo. Porém aquele vácuo percussivo foi preenchido por sangue novo da calorosa bateria de Justin Faulkner , que se uniu à banda em  2009, quando ele tinha  18 anos. Com a atenção no título cativante e visão renovada, os quatro músicos têm ressaltado esplendorosamente o resgaste do jazz fervilhante neste “Four MFs Playin' Tunes”.

As habilidades de Faulkner são magnéticas, combinando propulsão e sutileza , que comprova  o grande ajuste aos seus mais amadurecidos companheiros de banda, em um trabalho vigoroso que inclui duas intertpretações de músicas conhecidas e material novo. Embora não haja novos conceitos aqui, a música é clara e resulta em um dos mais admiráveis lançamentos da banda, continuando o legado do significativo trabalho de 2002, “Footsteps of Our Fathers (Marsalis Music) “.
Quando ouvi primeiro a versão da já batida "Teo"  de Thelonious Monk , a questão que emergiu foi porque   Marsalis e a banda não se aventuraram por algo mais experimental ou em terreno  tecnologicamente mais progressivo, especialmente quando a carreira de Marsalis tem também registrado cultivo em solos férteis como o hip hop/jazz  com seu grupo Buckshot Lefongue. A resposta é encontrada simplesmente no amor pelas canções – as complexidades da emoção, melodia e composição e o exame mais próximo de "Teo" , a criatividade que o quarteto exibe como artistas consumados revelam suas profundas habilidades. Isto ressoa em "The Mighty Sword" , de Calderazzo ,que  borbulha com contagiante pegada; na divina entonação de "A Summer into Autumn Slips" , onde o soprano de Marsalis flutua como uma folha balançando ao vento; na interpretação profunda da joia de 1930, "My Ideal", onde a banda acompanha  a entonação âmbar do instrumento de Marsalis em perfeita harmonia e quando Eric Revis reverencia o passeio no seu baixo em suingantes linhas em "Whiplash".

Os ingredients chaves aqui , como usualmente encontrado em quartetos musicais, são a substância , premência e qualidade. A explosiva descoberta de Faulkner é apenas a cereja do bolo.

Faixas: The Mighty Sword; Brews; Maestra; Teo; Whiplash; As Summer Into Autumn Slips; Endymion; My Ideal; Treat It Gentle.
Músicos: Branford Marsalis: saxofones; Joe Calderazzo: piano; Eric Revis: baixo; Justin Faulkner: bateria.

Gravadora: Marsalis Music
Estilo: Jazz Moderno

Para conhecer um pouco deste trabalho assistam ao vídeo abixo

Fonte : AllAboutJazz / MARK F. TURNER

ANIVERSARIANTES - 05/08

Airto Moreira (1941) – baterista, percussionista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=EiHiR3Odnfw&feature=related,
Batatinha(1924-1997) – compositor,vocalista,
Don Albert (1908-1980) -  trompetista,líder de orquestra,
Jemeel Moondoc (1951) - saxofonista,
Jeri Southern (1926-1991) – pianista,vocalista,
Lenny Breau (1941-1984) – guitarrista violinista