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domingo, 14 de setembro de 2025

OMAWI – WAIVE (Relative Pitch Records)

O familiar tornado notável pelo ambiente desconhecido. Essa é a essência da foto da capa de Andy Moor para renunciar, que mostra uma mulher que relaxa ao sol aparentemente prestes a ser engolida por uma onda enorme. É também um resumo adequado do que Omawi, com os talentos combinados da pianista polonesa residente em Amsterdam, Marta Warelis, e emparelhada pelos músicos holandeses, o baterista Onno Govaert e o baixista Wilbert de Joode, apresenta em “Waive”, o terceiro álbum de uma unidade que cultiva um ethos coletivo.

Pois enquanto a instrumentação sugere o antigo trio de piano, a prática é outra coisa nova. De volta à linhagem estão os grupos de Bill Evans e Paul Bley, mas um antecedente mais pertinente é o grupo inovador liderado por Howard Riley e completado por Barry Guy e Tony Oxley, que lançou uma série de gravações no início dos anos 1970. Omawi leva as coisas ainda mais longe, evitando arranjos escritos para uma jornada tranquila entre três parceiros iguais, que pode mudar de uma inquieta troca de timbres para algo um pouco mais próximo das normas, e vice-versa em um instante.

As cinco faixas foram gravadas em Outubro de 2021 entre bloqueios na Holanda e talvez não seja muito fantasioso detectar um certo prazer no dar e receber comunitário. Tudo acontece em um estado elevado, o que se traduz em uma sensação nervosa. A certa altura, parece haver uma impaciência para seguir em frente no pizzicato urgente de De Joode em "The Space My Body Fills", mas isto rapidamente se torna apenas mais uma etapa numa metamorfose contínua. Os fluxos cinéticos de energia e comportamento predominam, levando a uma dinâmica variada que subverte totalmente as expectativas.

Ocasionalmente, um ou outro virá à tona, como De Joode novamente com seu arco reverberante girando, como talvez aludido no título de "Dark Little Narratives". Mas estes episódios são passageiros. Warelis frequentemente cativa os ouvidos. Ela oferece uma abordagem levemente percussiva, modificando seu instrumento com preparações e sob as manipulações, mas também gerando linhas gaguejantes, frases reiteradas e um trinado abafado distinto. Govaert às vezes até se lembra de Oxley, particularmente em sua aplicação de tons e cores e apreciação do espaço.

Um arco se sugere desde as conversas profundas e entrelaçadas das primeiras faixas até algo que tem uma familiaridade passageira com a convenção no final "Everblooming". Aqui o barulho e os arranhões iniciais ficam agitados, antes invadindo o passeio do baixo, quase tempo e piano líricos incipientes desenrolando-se com inflexões tingidas de blues, até cambaleando até uma parada fragmentada. Porém, seja qual for a trajetória, é arriscado adivinhar o destino final desta fértil polinização cruzada de três vias.

Faixas: The Space My Body Fills; Kindled By Solitude; Till A Becomes The; Dark Little Narratives; Everblooming.

Músicos: Marta Warelis (piano); Wilbert DeJoode (baixo); Onno Govaert (bateria).

Fonte: John Sharpe (AllAboutJazz)

 

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