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sábado, 31 de julho de 2010

GERALD WILSON ORCHESTRA – DETROIT (Mack Avenue Records [2009])


Encarregado pelo Detroit International Jazz Festival e com estreia no 91° aniversário do compositor, o sexto movimento da "Detroit Suite" de Gerald Wilson demonstra que, aproximadamente, após sete décadas dedicadas à música, o nonagenário compositor e arranjador ainda tem muito a oferecer em termos de criatividade musical. Wilson passou a parte final de sua adolescência na Motor City, como é conhecida Detroit, onde estudou trompete, piano, percussão e composição na Cass Technical High School de 1934 a 1939, e ainda considera Detroit como sua cidade natal.

A abertura "Blues on Belle Isle" que é a denominação de um parque em uma ilha do rio Detroit, apresenta o saxofonista alto Randall Willis, o trompetista Sean Jones, o violinista Yvette Devereaux (seguindo os passos de Jean-Luc Ponty, quando jovem e que ocupou esta cadeira na orquestra de Wilson quatro décadas atrás), e o guitarrista Anthony Wilson, filho de Gerald, que tem sido o esteio do quarteto de Diana Krall nos anos anteriores. "Cass Tech" um hino de Wilson para a universidade que cursou, é um variação de "Along Came Betty" de Benny Golson modernizada como a pegada de Bill Holman em "Stompin' at the Savoy" para Stan Kenton há meio século atrás. A balada "Detroit" brilha com Willis na flauta, Jones no flugelhorn e no sax tenor de Kamasi Washington (Jones e Washington aparecem nas sessões de Los Angeles e Nova York).

Baseada nas mudanças de acordes de "Chelsea Bridge" de Billy Strayhorn, "Miss Gretchen" saúda o fundador e presidente do selo Mack Avenue, Gretchen Valade, com solos do pianista Brian O'Rourke e o trompete surdinado de Winston Byrd, mais Devereaux (adaptando o solo clássico de Ben Webster para o violino dela) e Anthony Wilson. Ritmos latinos de "Carlos" e "Viva Tirado" a la Wilson predominam em "Before Motown" (que não tem nenhuma conexão com aquele gênero musical), com o trompete de Bobby Rodriguez, o trombone de Les Benedict e os tenores de Washington e Louis Van Taylor capturando toda a atenção. "The Detroit River" por outro lado, assemelha-se a Count Basie nos esteróides, como o trompetista Ron Barrows, o veterano saxofonista soprano Jackie Kelso, o trombonista Eric Jorgensen, Devereaux, Van Taylor, O'Rourke e Anthony Wilson contribuindo com alta dose de suíngue.

As duas faixas finais "Everywhere" (uma rememoração da faixa título de um LP de Wilson de 1968 pela Pacific Jazz ) e "Aram" são das mesmas sessões do disco New York, New Sound de Wilson de 2005 (sua estréia pela Mack Avenue) e apresentam a banda de Nova York . A legenda da flauta Hubert Laws abrilhanta a modal "Everywhere", enquanto "Aram" (possivelmente assim denominada em homenagem ao compositor armênio Aram Khachaturian) oferece frequentes transições rítmicas entre um jazz “valseado” e um tempo straight-ahead 4/4 suportando poderosos solos do trompetista Terell Stafford (Diretor de Estudos de Jazz do Boyer College of Music at Philadelphia da Universidade Temple, e membro da celebrada Vanguard Jazz Orchestra de Nova York) e o altoísta Antonio Hart.

Faixas: Blues on Belle Isle; Cass Tech; Detroit; Miss Gretchen; Before Motown;The Detroit River; Everywhere; Aram.

Personnel: Gerald Wilson, maestro, compositor, arranjador; Los Angeles: Ron Barrows: trompete; Bobby Rodriguez: trompete; Sean Jones: trompete; Jeff Kaye: trompete; Rick Baptist: trompete; Winston Byrd: trompete; Eric Jorgensen: trombone; Les Benedict: trombone; Mike Wimberly: trombone; Shaunte Palmer: trombone; Jackie Kelso: saxes alto e soprano; Randall Willis: sax alto, flauta; Carl Randall: sax tenor; Kamasi Washington: sax tenor ; Louis Van Taylor: saxes tenor e barítono; Terry Landry: sax barítono; Yvette Devereaux: violino; Brian O'Rourke: piano; Anthony Wilson: guitarra; Trey Henry: baixo; Mel Lee: bateria; Nova York: Jon Faddis: trompete, flugelhorn; Frank Greene: trompete, flugelhorn; Jimmy Owens: trompete, flugelhorn; Sean Jones: trompete, flugelhorn; Terell Stafford: trompete, flugelhorn; Dennis Wilson: trombone; Luis Bonilla: trombone; Jay Ashby: trombone; Douglas Purviance: trombone baixo; Hubert Laws: flauta; Steve Wilson: sax alto e soprano, flauta; Antonio Hart: saxes alto e soprano, flauta; Ron Blake: sax tenor ; Kamasi Washington: sax tenor; Ronnie Cuber: sax barítono; Renee Rosnes: piano; Anthony Wilson: guitarra; Peter Washington: baixo; Lewis Nash: bateria.

Fonte :All About Jazz / Robert J. Robbins

ANIVERSARIANTES 31/07


Gene Ess (1965) – guitarrista,
George Kelly (1915-1998) – saxofonista,vocalista,
Gordon Johnson (1952) – baixista,
Hank Jones (1918-2010) – pianista(na foto),
Kenny Burrell (1931) - guitarrista,
Kiko Constantino(1969) – pianista,
Michael Wolff (1952) – pianista,
Peter Bocage (1887-1967) – cornetista,violinista,
Roy Milton (1907-1983) – baterista, vocalista,líder de orquestra,
Stanley Jordan (1959) – guitarrista,
Stephen Fulton (1954) – trompetista , flugelhornista

sexta-feira, 30 de julho de 2010

AL JARREAU RETOMA EXCURSÃO EM AGOSTO


De acordo com a declaração colocada no site de Al Jarreau, o cantor retomará sua excursão no próximo 03 de Agosto na Alemanha. Conforme seu empresário, Jarreau não sofreu um colapso durante sua performance como foi noticiado pela imprensa internacional. Na realidade ele se sentiu debilitado em seu camarim horas antes da sua atuação. Um médico foi chamado imediatamente e Jarreau foi conduzido a um hospital local , onde teve sua arritmia tratada, uma indisposição cardíaca comum.


Conforme seu empresário, sua condição se estabilizou e, assim, espera que continue com alguns dos seus compromissos.


Segue comunicado postado no site de Jarreau :


"Al Jarreau está aliviado por poder anunciar sus planos para retomar sua excursão no próximo 03 de Agosto. Será realizado um concerto em Hanau, Alemanha, no Amphitheatre Schloss Philippsruhe.


O Sr.. Jarreau espera completar o que restou do seu tour na Europa (Hanau e seguintes), e tem expectativa de realizar todos os concertos agendados para os Estados Unidos, Japão e outros locais.Porém, com grande frustração, o cantor anunciou o cancelamento de três concertos anteriores ao de Hanau, seguindo a recomendação do seu médico.

Os eventos cancelados são :
29 Julho Nuremberg, Alemanha, no Serenadenhof
30 Julho Gleisdorf, Áustria, no Forum Kloster
31 Julho Nové Mesto nad Váhom, Eslováquia, na Open Air Fest Zelena Voda

Os possuidores dos ingressos para os concertos cancelados deverão contatar os pontos de venda ou os agentes.

Em 26 de Julho, a equipe médica que atendeu Al Jarreau em Marseille executou um cateterismo para tratar da arritmia que ele recentemente desenvolveu. O procedimento ocorreu como os medicos esperavam. Ele saiu da Unidade de Terapia Intensiva um dia depois. Ele vem trabalhando duro para recuperar-se e preparar-se para o seu retorno ao trabalho."

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

Foto : Dragan Tasic

Oscar Peterson e Quarteto com Joe Pass

RHAISSA BITTAR LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA


A cantora Rhaissa Bittar, de 21 anos,na foto, combina duas características aparentemente distantes. É até difícil acreditar que por trás de tanta doçura - em seu canto e fora dos palcos - resista uma personalidade forte para seguir uma carreira com seus próprios passos, sem manipulações. Mas o discurso seguro para uma menina de tão pouca idade pega qualquer um de surpresa, sem pieguices. Prova disso é que ela lança hoje seu primeiro disco, “Voilà”, ciente de que a maturidade musical ainda está por vir. "Para uma menina sem um grande nome por trás, como eu, tudo tem um tempo diferente para acontecer. Não quero me impor pra ninguém. Quero ouvir esse disco daqui há uns anos e achar um monte de defeitos, isso vai dizer que eu terei crescido", diz Rhaissa.

Essa consciência aliada à despretensão de "se descobrir cantora", como ela define (embora tenha começado a estudar música aos 13 anos), fez com que ela concebesse um belo álbum de estreia. Contando com a participação de nomes como Nailor Proveta (clarinete), Ricardo Herz (violino), Maurício Pereira (voz e composição em Piquenique no Horto), Lula Alencar (sanfona) e Lucas Espósito (baixo), "Voilà" tem 13 temas beneficamente variados. Um disco leve, que consegue combinar um lado pop com muito refinamento.

Muito se deve ao cuidado do instrumental e da produção do violonista Daniel Galli, que assina a maioria das composições, com destaque para "Pa Ri", "Pif-Paf", "Chilique Chique", "Boneca de Palha", "Relógio", "Pombo Correto" e "Entre Outras Coisas". "O Daniel, com olhar de produtor, percebeu em mim um gosto por cantar personagens. A partir daí, ele começou a compor músicas que contassem histórias, independentemente do gênero. Isso me deu liberdade para viver uma madame na manicure ou uma nega da gafieira que cuida do seu malandro."

Fonte : O Estado de São Paulo / Lucas Nobile
Colaboração : Gileno Xavier

ANIVERSARIANTES 30/07


B.D. Lenz (1971) – guitarrista,
Big Jack Johnson (1940) – guitarrista,
Buddy Guy (1936) – guitarrista,
Claes Janson (1947) – vocalista,
David Sanborn (1945) - saxofonista,
Hilton Jefferson (1903-1968) - saxofonista,
James Spaulding (1937) - saxofonista,
Kevin Mahogany (1958) – vocalista (na foto),
Kevin Stevenson (1953) – baterista,
Rosinha de Valença(1941-2004) – violonista

quinta-feira, 29 de julho de 2010

DAVE ANDERSON QUARTET – CLARITY (PONY BOY RECORDS[2010])


Em música clássica desenvolver o material é mais importante que a sua origem. Simplesmente coloca-se que as "variações" sempre superam os "temas". Exemplo: qualquer das variações elaboradamente construídas em “Enigma Variations”, como oposto ao original tema sério que as inspira. Similarmente, no jazz, qualquer improvisação é mais interessante que a fonte ou melodia.

É o que ocorre neste álbum de estreia do compositor/saxofonista Dave Anderson: uma aula de um especialista dada em oito composições (duas outras faixas são de Dizzy Gillespie e Joe Henderson), com seus fragmentos de escalas ou linhas inteiras e completas renovações harmônicas, rítmicas e melódicas. É como os compositores com orientação jazzística desenvolvem o seu trabalho. Se você tem a necessária sorte para visitar Seattle e ouvir o quarteto de Anderson ao vivo não espere escutar exatamente o que ouvirá aqui. Apenas não está no DNA do pensamento de um jazzista a reprodução de licks, riffs ou do espírito completo das interpretações.

Anderson foi bastante feliz em se transferir da sua nativa Minnesota para Seattle, onde encontrou a turma certa (toda ela ouvida aqui): o pianista John Hansen, com quem ele estudou piano brevemente; o baixista Chuck Kistler; o baterista Adam Kessler e o trompetista Thomas Marriott, participando em uma faixa. Todos dividem uma paixão por volteios melódicos inesperados, acordes extensos e ritmos complexos. Em outras palavras, toma algo básico e desenvolve dentro da modernidade, desafiando os esquemas e providenciando sua acessibilidade e, sim, clareza.

Missão cumprida. Cada faixa alcança aquele objetivo, incluindo a sua atuação no sax alto. Observe a facilidade com que "Stablemate" justapõe um sentimento de 4/4 e 3/4, ou estou me iludindo?. Poderia ser simplesmente quatro contra três?. "Troubled Angel" apresenta a mais marcante atuação do baterista Kessler. "The Aviator" soa como se estivesse embasada em escalas do Oriente Médio: um intrigante duo entre sax soprano e piano. "Y Ya La Quiero" de Henderson literalmente flutua no fraseado do jazz latino do piano de Hansen e no sax soprano de Anderson mais o brilho de bossa do baixista Kistler e o vigor constante de Kessler. A melodia de Gillespie, "Beautiful Love", frequentemente ouvida como valsa ou balada, é incrementada por uma sutil pulsação latina, mas sobretudo pelo soprano de Anderson. Como um bônus em ,"Wabi-Sabi", Anderson e Marriott formam uma prazeirosa e suingante linha de frente. Os timbres do soprano e do flugelhorn – como as ideias e fraseados dos dois solistas- são marcantemente compatíveis. Temos esperanças que gravem juntos no futuro.

Faixas: 1. Y Ya la Quiero 6:37; 2. Wabi-Sabi 5:26; 3. Stablemate 8:01; 4. Troubled Angel 7:12; 5. The Aviator 6:47; 6. Osby-An 6:31; 7. Free 6:38; 8. Beautiful Love 4:59; 9. Juror Number 2 5:39;10. Moving On 1:31

Músicos: Dave Anderson (saxofones alto e soprano), John Hansen ( piano), Chuck Kistler (baixo), Adam Kessler (bateria), Thomas Marriott ( flugelhorn em Wabi-Sabi).

Fonte: JazzTimes / Harvey Siders

ANIVERSARIANTES 29/07


Albert Wynn (1907-1973) - trombonista,
Charlie Christian (1916-1942) – guitarrista (na foto),
Don Redman (1900-1964) - clarinetista, saxofonista,vocalista,líder de orquestra,
Joe Beck (1945-2008) – guitarrista,
Michael Pedicin (1947) – saxofonista,
Ron Turso (1948) – baterista,
Vic Lewis (1919-2009)- guitarrista

quarta-feira, 28 de julho de 2010

LOUIS PRIMA HOMENAGEADO NA CALÇADA DA FAMA EM HOLLYWOOD


Ele formou sua primeira banda com 14 anos. Compôs o sucesso “Sing Sing Sing”, que finalmente entrou na Galeria da Fama do Grammy. As performances da sua banda eram muito populares na 52nd St em Nova York entre a Fifth Avenue e a Broadway, que uma vez foi renomeada para “Swing Street” em sua homenagem. Quando Elvis Presley foi questionado sobre onde ele tinha obtido seu “balanço”, ele instantaneamente deu o nome de Louis Prima.

Trinta e dois anos após a sua morte, Louis Prima, na foto, finalmente está tendo seu mérito reconhecido: ganhou uma estrela na calçada da fama em Hollywood, que foi colocada no dia 25 de Julho em frente ao Montalban Theatre em Los Angeles. Na comemoração do evento o seu filho, Louis Prima Jr., junto com sua irmã Lena, recebeu um prêmio, e se apresentou com a sua banda “The Witnesses”, acompanhada pela vocalista Sarah Spiegel. O concerto marcou o início da celebração ao longo do dia para a comemoração do 50° aniversário da calçada da fama. Prima esteve no centro do bem divulgado evento do tão esperado reconhecimento ao trompetista, líder de orquestra e conhecido como o Rei do Swing, cujos 50 anos de carreira são às vezes negligenciados.

“A obtenção desta estrela levou 20 anos, e foi um pouco de sorte” declarou Prima Jr. “Finalmente está se reconhecendo o que ele e a sua carreira gerou — ele deu um sorriso ao mundo”.

Prima Jr., que levou os passados seis anos excursionando com o show do seu pai, crê que o espírito positivo da música dele, é que oferece um grande e duradouro encanto, algo que ele tenta manter em suas próprias performances. “É uma hora de felicidade”, ele disse, um show com postura de “ Esqueça o mundo, mesmo que por apenas uma hora”. Prima sênior nunca tocou qualquer canção lenta. Se ele as incluía, era algo como “Basin Street Blues” e imaginava uma maneira de fazê-la em um tempo agitado.

Entretanto sobre as pessoas perceberem esta espécie de música de alegria suingante como algo para os mais velhos, para multidões nostálgicas, Prima Jr. disse que suas performances atraem um público jovem, levando uma nova geração de ouvintes a descobrir a música do seu pai. Parte disto deve-se aos standards de Louis Prima apresentados nos espetáculos ao vivo, que demanda que todos os músicos verdadeiramente explorem sua arte. Prima Jr. explanou. “Não importa quão antiga seja a música, é entusiasmante e renovada quando a tocamos”.

Como resultado, a tentativa de igualar-se aos shows ao vivo do seu pai vem a ser o coração da carreira musical de Prima Jr. Mas não significa que não haja espaço para a criatividade. De fato a homenagem ao caráter da obra do seu pai tem resultado justamente no contrário. Desde que Prima sênior passou a utilizar canções de outros apresentando-as do seu jeito, seu filho trabalhou duro para fazer o mesmo , e ele e seu grupo estão se preparando para gravar um disco. Eles querem ter algum material pronto antes de pegar a estrada em Outubro para uma excursão que iniciará na cidade natal de Prima, New Orleans, e terminará na costa leste norte-americana no próximo Janeiro. A excursão incluirá um interlúdio na Europa, onde Louis Prima nunca esteve por causa do seu medo de avião, a despeito da sua música, atualmente, ser mais popular lá que nos Estados Unidos, declarou Prima Jr.

A carreira de Prima ultimamente aterrisou em Las Vegas, onde seu filho e a “The Witnesses” estão tentando obter uma base para suas apresentações. Ao mesmo tempo, entretanto, Prima Jr. encontra satisfação em fazer o que ele chama de “espalhar a felicidade” , em outras palavras , partilhar o legado musical de sua família onde a estrada o levar. E no domingo passado a audiência teve a oportunidade de observar com tranquilidade porque esta música resiste, continuando a ser apresentada em comerciais, filmes e eventos públicos como nas cerimônias dos Jogos Olímpicos.

Como Prima Jr. coloca “Se é uma boa música, cara, transcende o tempo”.

Fonte: JazzTimes / Elena Gooray

Zé Luiz Mazziotti - Mambembe (Chico Buarque)

Amigos,

Simplesmente demais!





MARCUS TEIXEIRA - guitarra
FÁBIO TORRES - piano
PAULO PAULLELLI - contrabaixo
CELSO DE ALMEIDA - bateria
ZÉ LUIZ MAZZIOTTI - voz

Programa Talentos (TV Câmara)
em 03/11/2007.

Mais Zé Luiz Mazziotti na TV Câmara

Youtube: Rafabomber

IRDEB - Estação Jazz - The Bad Plus

Programa Estação Jazz da Rádio Educadora FM 107,5 MHz que foi ao ar na noite de 22/02/2010, apresentado por Leto Vieira e Emmanuel Mirdad que convidaram o produtor e pesquisador musical Alan Lobo. Lobo apresentou o "power trio de Jazz", The Bad Plus, que faz "versões" de Rock em Jazz e composições próprias com muito virtuosismo. O trio é formado por Reid Anderson no baixo, Ethan Iverson no piano e David King na bateria. A Wendy Lewis aparece no vocal em duas músicas.

Vale a pena conferir o quão interessante ficam clássicos de Rock em Jazz com algumas passagens bem fusion.

Neste programa estão músicas de:

- Tears for Fears
- The Bad Plus
- Yes
- Vangelis
- Nirvana
- Queen
- Rush
- Black Sabbath
- Pink Floyd


Baixe o programa: Parte 1, Parte 2 ou Escute


Mais info:
http://www.educadora.ba.gov.br


The Bad Plus:

http://www.thebadplus.com
http://www.myspace.com/badplus

ANIVERSARIANTES 28/07


David Silliman (1960) – percussionista,
Delfeayo Marsalis (1965) – trombonista ,
Ikey Robinson (1904-1990) - banjoista , guitarrista,
Itamar Assiere (1970) – pianista,
Junior Kimbrough (1930-1998) – guitarrista,
Leon Prima (1907-1985) – trompetista,
Luperce Miranda (1904-1977) – bandolinista,violonista,
Michael Bloomfield (1943-1981) – guitarrista,
Nnenna Freelon (1954) – vocalista (na foto),
Peter Duchin (1937) – pianista,líder de orquestra

Mazziotti teve movimentada temporada de shows em Fortaleza




Sábado próximo, dia 01 de agosto, ele estará no B-23 em Salvador, que fica no Boulevard 161, a partir das 17 horas, na reunião semanal da SOJAZZ, revendo amigos em um patepato que promete ser muito animado.




Canções Brasileiras´ na voz de Zé Luiz Mazziotti
10/7/2010

O cantor paulista Zé Luiz Mazzotti retorna a Fortaleza, com movimentada temporada de shows. A estreia é hoje, no Mistura Cenários

Se o nome de Zé Luiz Mazziotti ainda não é conhecido pelo chamado "grande público", sua fama entre os músicos e ouvintes que acompanham o cenário independente é proporcional à qualidade de sua interpretação. O timbre, grave, impressiona à primeira audição. A colocação de voz, a um tempo cuidadosa, ritmada e elegante, na melhor tradição da música brasileira, confirma que se está diante de um cantor diferenciado. Virtudes reconhecidas por compositores como Chico Buarque, que "abençoou" Mazziotti ao participar do disco em que sua obra foi relida pelo paulista de Rio Claro.

De laços firmados com a capital cearense através de amigos como a cantora Fhátima Santos, Zé Luiz está de volta a Fortaleza. Os planos de tirar uns dias de férias foram subvertidos pela disposição de Fhátima, agora produtora, que fechou uma movimentada agenda de shows para o artista, cujo início de carreira remete à década de 60, com o grupo Canto 4, que acompanhou o baiano Tom Zé, com "São, São Paulo meu amor", no IV Festival da Record.

A estreia da nova temporada de Mazziotti em Fortaleza acontece hoje, no Mistura Cenários. "O show se chama simplesmente ´Canções Brasileiras´, porque reúne músicas que as pessoas gostam. Tom, Chico, Vinicius, Paulinho da Viola... Essas coisas assim, que deixam a gente de coração alegrinho", destacando a satisfação pelo novo contato com o público cearense. "Gosto muito daqui e vejo muito talento na música de Fortaleza. Acho uma cidade de pessoas inteligentes, preocupadas com a cultura", opina.

O repertório trará mudanças a cada apresentação, destaca Zé Luiz, antecipando, porém, uma atenção especial à obra de Chico Buarque. "Muita gente conhece meu nome através do meu disco dedicado a ele. Apesar de eu também ter um trabalho lindo, com a Célia, cantando Paulinho da Viola, o disco do Chico é meu trabalho mais importante até aqui", justifica, prometendo canções como "Cotidiano", "Bom tempo" e "Tem mais samba".

Além do show desta noite, Mazziotti se apresenta quarta-feira nos centros culturais Banco do Nordeste (12h) e Oboé (19h). Quinta, 15, dois shows no Sesc Emiliano Queiroz, às 12h30 e às 20h. Sexta no Sesc Centro, 12h, e sábado no BNB Clube Aldeota, às 21h.

DALWTON MOURA
EDITOR DO CADERNO 3 DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 27 de julho de 2010

AL JARREAU SOFREU COLAPSO


O conhecido cantor Al Jarreau, na foto, sofreu um colapso no palco em uma apresentação na França conforme noticiou a agência Reuters em Paris. Ele está em situação crítica em um hospital após o acidente ocorrido em Barcelonnette no sudeste da França no último 22 de Julho. Seus problemas são de natureza respiratória conforme informações.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 27/07


Barbara Thompson (1944) - saxofonista, flautista,
Dale Fielder (1956) – saxofonista, Deirdre Cartwright (1956)–guitarrista,
Edward Simon (1969) – pianista,
Jarbas Barbosa(1959) – guitarrista(na foto),
Leandro Braga(1955) – pianista,
Jean Toussaint (1960) – saxofonista, Joel Harrison (1957) – guitarrista,
PT Gazell (1953) – gaitista,
Yuri Goloubev (1972) – baixista

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quarta do Jazz - SHOW CANCELADO

DESCULPEM SHOW CANCELADO NESTA DATA. MOTIVO: PROIBIDO PELA SUCOM.
CONFIRMADO PARA 04 DE AGOSTO.





Quarta do Jazz
Com o grupo CAMELEON às 20:30, todas as quartas no Restaurante Ulisses.
Rua Direita do Santo Antônio, 540, Santo Antônio, Salvador - Bahia.


DESCULPEM SHOW CANCELADO NESTA DATA. MOTIVO: PROIBIDO PELA SUCOM.

ANIVERSARIANTES 26/07


Charli Persip (1929) - baterista,
Dia DiCristino (1980) – vocalista
Erskine Hawkins (1914-1993) - trompetista,
Gus Aiken (1902-1973) – trompetista,
Joanne Brackeen (1938) – pianista,
Moacir Santos(1926-2006) – saxofonista,maestro, compositor(na foto),
Patti Bown (1931-2008) – pianista,
Wayne Krantz (1956) - guitarrista

domingo, 25 de julho de 2010

ANIVERSARIANTES 25/07


Alan Gaumer (1951) – trompetista,
Annie Ross (1930) - vocalista,
Brian Blade (1970) – baterista,
Darnell Howard (1895-1966) – clarinetista,
Fletcher Allen (1907) – clarinetista, saxofonista,
Happy Caldwell (1903-1978) – clarinetista, saxofonista,
Jacob Melchior (1970) – baterista,
Johnny Hodges (1907-1970) – saxofonista (na foto),
Johnny Wiggs (1899-1977) – cornetista, líder de orquestra,
Mike DiRubbo (1970) – saxofonista,
Sylvester Weaver (1897-1960) - guitarrista

sábado, 24 de julho de 2010

ANIVERSARIANTES 24/07


Ahmad Alaadeen (1934) – saxofonista,
Billy Taylor (1921) – pianista(na foto),
Bob Eberly (1916- 1981) - vocalista,
Charles McPherson (1939) – saxofonista,
Ian Carey (1974) – trompetista,
James Zollar (1959) – trompetista,
Jon Faddis (1953) – trompetista,
Mike Mainieri (1938) – vibrafonista

sexta-feira, 23 de julho de 2010

ANIVERSARIANTES 23/07


Albert Rivera (1983) – saxofonista,
Champion Jack Dupree (1909-1992) – vocalista, baterista, pianista,
Charles Ables (1943-2001) – baixista,guitarrista,
Clarence Holiday (1898-1937) – guitarrista,
Claude Luter (1923-2006) – clarinetista, saxofonista,
Emmett Berry (1915-1993) - trompetista,
Janis Siegel (1952) – vocalista (na foto),
Peter Kienle (1960) – guitarrista,
Richie Kamuca (1930-1977) - saxofonista,
Steve Lacy (1934-2004) - saxofonista , clarinetista,
Vincent Grit (1986) - pianista
NR:Clarence Holiday foi um guitarrista de jazz relembrado como o pai de Billie Holiday, mas nunca foi casado com a mãe de Billie. Antes de “Lady Day” atingir a adultez, ele não se sentia feliz em admitir que tinha uma filha já crescida.
Holiday trabalhou em bandas locais e foi um membro da “Fletcher Henderson Orchestra” no período de 1928 a 1933. Inicialmente foi um ritmista, solando raramente. Clarence Holiday gravou com Benny Carter em 1934 e com Bob Howard em 1935 e atuou com Charlie Turne em 1935, Louis Metcalf entre 1935 e 1936 e com “Don Redman Big Band” nos anos de 1936 e 1937, antes de sua morte prematura.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

SONNY ROLLINS COMEMORARÁ 80 ANOS


Jim Hall, Roy Hargrove e Christian McBride serão alguns dos convidados especiais para a celebração do 80° aniversário de Sonny Rollins, na foto, que ocorrerá no Beacon Theatre em Nova York no próximo 10 de Setembro.

McBride trabalhou anteriormente com Rollins em outro auspicioso concerto como parte do trio formado com Roy Haynes para registrar o 50° aniversário da estréia do saxofonista no Carnegie Hall.

“O jovem e grande baixista é um músico extraordinariamente premiado que merece tocar outra vez com Sonny Rollins ” Rollins declarou. “Ele está fazendo toda música —e jazz em particular— prazeirosa. Tudo aclamado.”

Hargrove foi um convidado de Rollins em seu concerto no Carnegie Hall em 1991 e participou da gravação do saxofonista “Here’s To The People”, que incluiu a composição “Young Roy” escrita em sua homenagem.

“Há um legado consagrado que vem desde Louis Armstrong,” Rollins disse. “Deve ser obtido com trabalho, mas deve ser concedido de cima como ele foi. Roy Hargrove é um daqueles escolhidos ”.
Hall atuou com Rollins no álbum “The Bridge” e foi uma parte importante no seu quarteto em 1961 e 1962.

“O ilustre e venerável Jim Hall estará no The Beacon comigo, comemorando nossas bem sucedidas colaborações em anos passados”, declarou Rollins. “Jim é a excelência do seu instrumento. Seu toque nunca deixa de me inspirar”.

Fonte : Downbeat

ANIVERSARIANTES 22/07


Al Di Meola (1954) – guitarrista (na foto),
Al Haig (1924-1982) - pianista,
Bill Perkins (1924-2003)- saxofonista,flautista,
Dennis Wilson (1952) – trombonista,
Don Patterson (1936-1988) – organista,
George Walker Petit (1959) – guitarrista,
Jimmy Bruno (1953) – guitarrista,
Joshua Breakstone (1955) – guitarrista,
Junior Cook (1934-1992) – saxofonista,
Kara Johnstad (1968) - vocalista,
Lou McGarity (1917-1971) – trombonista,
Mario Rivera (1939-2007) – flautista, saxofonista,
Paul Moer (1916) – pianista,
Sarah Lynch (1973)- vocalista

IRDEB - Estação Jazz - Playlist de Mou Brasil

Programa Estação Jazz da Rádio Educadora FM 107,5 MHz que foi ao ar na noite de 15/03/2010, apresentado por Mário Sartorello e Emmanuel Mirdad que convidaram o guitarrista, compositor, ex-integrante do Raposa Velha, participante do Grupo Garagem, o Jazzista Mou Brasil. Ele apresentou seu playlist baseado nas suas influências e comentou suas escolhas. Neste playlist estão:

- John Coltrane
- Miles Davis
- Keith Jarrett
- Hermeto Pascoal
- Jim Hall
- Milton Nascimento


Baixe o programa: Parte 1, Parte 2 ou Escute


Mais info:
http://www.educadora.ba.gov.br


Mou Brasil:
- http://elmirdad.blogspot.com/2009/05/podcast-k7-03-mou-brasil.html
- http://www.myspace.com/moubrasil

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Paulo Moura e a Sojazz

Na foto, vemos o músico Paulo Moura, que nos deixou no último dia 12, recebendo o Diploma da Sojazz. Isso foi no Mercado Cultural de 2.008, no Teatro Castro Alves, em Salvador/Ba. Com ele, Gabriel, à esquerda e Pinho e Aquino à direita.

GEORGE COLLIGAN – COME TOGETHER (Sunnyside Records [2009])



O pianista residente em Nova York, George Colligan, tem sido prolífico desde sua estréia em 1996 com "Activism (Steeplechase Records)", lançando dezenove CDs como líder. Ele mantém o frescor com "Come Together", um vigoroso e sonoramente moderno trabalho de um trio de piano.

O disco abre com a faixa título, composta antes do nascimento de Colligan (em 1969). Escrita por John Lennon, é a canção do repertório do grupo de Lennon/McCartney menos utilizada por jazzistas.Colligan e seus companheiros de trio põem um poderoso enfoque e percussiva pegada funk na música, usando sólida originalidade e completa energia explosiva em vez da versão dos Beatles, que apresenta tranquila fluidez tingida com fadiga..

Em "Venom" , uma das oito composições de Colligan, o pianista impulsiona a energia para o teto. Seu enfoque pode ser tão intenso como o do The Bad Plus ou Vijay Iyer, mas igualmente ele pode também apresentar um lado melancólico e terno como em "So Sad I Had to Laugh" flutuando em direção ao território de Bill Evans.

A familiar composição de Johnny Mandel ,"The Shadow of Your Smile", tem uma versão garbosa com Colligan apresentando um toque delicado diante das vigorosas linhas do baixo de Boris Kozlov e do doce toque do baterista Donald Edwards.

"Have No Fear" movimenta-se para frente com atitude gabola e elegante, enquanto "Open Your Heart" encontra o pianista explorando territórios mais brilhantes com um arcabouço introspectivo em mente. O baixista Kozlov agarra a oportunidade para exibir suas habilidades. "Lift" com uma pegada do ritmo do rock e sentimento sombrio, apresenta um Colligan mais percussivo, enquanto mantém a capacidade de concisão.imprimindo beleza em seu toque com Kozlov injetando alguma pegada do funk.

"Come Together" é um fino trabalho com um trio com propensão moderna, que deveria incrementar novas atuações deColligan .

Faixas: Come Together; Venom; Have No Fear; So Sad I Had to Laugh; Reaction; The Shadow of Your Smile; Lift; Open Your Heart; To The Wall; Uncharted Territory.

Músicos: George Colligan: piano; Boris Kozlov: baixo; Donald Edwards: bateria.

Fonte : All About Jazz / Dan McClenaghan

ANIVERSARIANTES 21/07


Floyd Jones (1917 – 1989) – guitarrista,
Gil Parris (1977) – guitarrista,
Helen Merrill (1929) – vocalista(na foto),
Joel Fass(1954) – guitarrista,
Kay Starr (1922) – vocalista,
mer Simeon (1902-1959) – clarinetista , saxofonista,
Plas Johnson (1931) - saxofonista,
Scott Wendohldt (1965) – trompetista,
Sonny Clark (1931-1963) - pianista,
Thomas Heflin (1977) - trompetista

IRDEB - Estação Jazz - Playlist de Ivan Huol

Programa Estação Jazz da Rádio Educadora FM 107,5 MHz que foi ao ar na noite de 14/06/2010, apresentando por Mário Sartorello e Emmanuel Mirdad que convidaram o baterista, compositor, produtor, integrante do Grupo Garagem, e realizador da Jam no Mam, Ivan Huol. Ivan apresentou seu excelente playlist, tecendo comentários sobre as músicas escolhidas e sobre o 1° Festival de Jazz do Capão, Organizado por Rowney Scott no qual ele acabara de se apresentar com o Grupo Garagem. Imperdível. Nesta edição teve:
- Milton Banana Trio
- Weather Report
- Steps Ahead com Michael Brecker
- Edison Machado
- Tito Puente
- Miles Davis
- John Coltrane

Baixe o programa: Parte 1, Parte 2 ou Escute


Mais info:
http://www.educadora.ba.gov.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

ADAM SCHROEDER – A HANDFUL OF STARS (Capri Records)


É fácil se entusiasmar com uma estreia, tentando anunciar que há algo arrebentando em cena. Um bem colorido entusiasmo. Eu encontrei facilidade em reportar que como líder, o saxofonista barítono Adam Schroeder tem respeitosamente explodido como solista e arranjador, tendo criado nove inventivos conceitos em onze faixas sem o uso do piano. Se isto é um convite para comparações com Gerry Mulligan, tente ver por outro lado: enquanto Schroeder parece ter emergido completamente do caldo de cultura de Mulligan, junto com as levemente ideias mais modernas de Gary Smulyan, a outra metade da linha de frente com o guitarrista Graham Dechter (o mais jovem que, também, causa entusiasmo), que é uma amálgama de Herb Ellis, Barney Kessel e, acima de tudo, Joe Pass. Considerando a seção rítmica, o baixista John Clayton e o baterista Jeff Hamilton, este álbum apresenta em torno de uma hora de intenso e inteligente jazz convencional, tingido com o bop.

Você quer destaques? .Tente faixa a faixa. A primeira, "I Don't Wanna Be Kissed", tem um suporte suingante para todos os sons que surgem. A introdução de Dechter com uma sucessão de acordes, sobre o trabalho das escovinhas de Hamilton e a duplicidade rítmica de Clayton, oferece um suporte para uma edificante sucessão de notas por parte de Schroeder. Adam impulsiona as pegadas do tema. Ele repete isto com frequência. Quando o primeiro acorde termina, o padrão e o espírito mudam. O suingue pesado prevalece e junto o requinte. "Midwest Mash" revela economia nas formas. Hamilton mantém sua bateria como se fossem efeitos de timbals. Clayton cria um sentimento próximo ao latino com espertezas sincopadas, especialmente sob o solo de Schroeder, durante a qual o guitarrista revela uma homenagem a Wes Montgomery. Clayton contribui com um solo marcante. A sensível "Pensive Miss" de Neal Hefti evoca a sua misteriosa "Li'l Darlin'" e Schroder relaxa, possivelmente sua mais sublime atuação no tenor, demonstrando, como faz Clayton, como eloqüente pode ser o silêncio. "Jessica's Birthday" deve ter sido uma festa completa. Uma moderna linha do bop de Quincy Jones é utilizada pelo jovem filho de Clayton, o pianista Gerald, atuando de forma clara a indicar sua maturidade como arranjador. Os pontos altos do solo pertencem a Schroeder e Dechter.

Deslumbrante é só uma maneira de descrever a balada de Schroeder, "Hidden Within". O mesmo deve ser dito para sua interpretação. A bossa "Nascimento" oferece um diálogo triplo entre Schroeder, Dechter e Clayton, apenas antes de atuarem juntos. Sem contrapontos espontâneos. Há três linhas escritas para o barítono, guitarra e baixo, sobre a batida brasileira de Hamilton. A já esquecida faixa título retorna com nova tecitura graças à atuação de Schroeder. Está agora com uma linha mais alta e elaborada com engenhosos e mutantes acentos. O quarteto passa para um duo com um colorido e minimalista tratamento do clássico de Ellington/Strayhorn, "Just A Sittin' and A Rockin'". O barítono e o baixo dissimulando em frente ao pórtico. A seguir Clayton mostra quão impecável é o seu uso do arco. Por fim, um tempo caloroso para "It's All Right With Me", onde Hamilton demonstra como melódico pode ser um solo de bateria. Schroeder apresenta um final, mas está em seu arranjo. Durante a ponte entre o primeiro e os últimos acordes, Adam, Graham e John (tocando com o arco) calmamente trazem os pequenos e cromáticos acordes de Cole Porter, soando como altamente disciplinado e legítimo trio de cordas. É um inspirado fragmento.


Faixas

1. I Don't Wanna Be Kissed (By Anyone But You) 7:30
2. Midwest Mash 7:33
3. Pensive Miss 7:21
4. Jessica's Birthday 6:02
5. I Happen to Be in Love 6:30
6. Hidden Within 4:38
7. Just in Time 5:31
8. Nascimento 6:33
9. A Handful of Stars 4:55
10. Just a Sittin' & a Rockin' 3:56
11. It's All RIght With Me 5:12


Fonte : JazzTimes / Harvey Siders

ANIVERSARIANTES 20/07


Arnold Fishkind (1919-1999) - baixista,
Bill Dillard(1911-1995) - trompetista, vocalista,
Bob McHugh (1946) - pianista,
Carlos Santana (1947) – guitarrista,
Charles Tyler (1941-1992) – saxofonista,
Ernie Wilkins (1922-1999) – saxofonista,
Romero Lubambo(1955) – violonista,guitarrista (na foto)

Despedida de Paulo Moura.

Registro de Eduardo Escorel (que está fazendo um documentário): Paulo Moura, tocando na clínica no último sábado ("Doce de Côco - Jacob), com Wagner Tiso e Daniela Spielmann.
http://vimeo.com/13307593

Emocionante...



http://www.paulomoura.com/
Por Pinho.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

AFRICANTAR NO THEATRO XVIII

Tendo a estreia no XVIIITÃO com sucesso de público, após ter sido contemplado pelo Ed, o tal volta em cartaz ao palco do XVIII nos dias 08,15 e 22 de Julho, sempre às 20h, o show Af ricantar. Resultado de pesquisas musicais desenvolvidas na Escola Baiana de Canto Popular da professora e cantora Ana Paula Albuquerque, Africantar, propõe um mergulho musical na história e na ancestralidade afro-brasileira homenageando os Afro-Sambas de Vinícius de Moraes e Baden Powell e fazendo releitu-ras contemporâneas de canções originárias principalmente da década de 60, com destaque para o grupo baiano: Os Tincoãs.

Vozes: Ana Paula Albuquerque, Chicco Assis, Fábio Sacramento, Gil Ferreira, Raquel Monteiro e Tamara Pessoa / Guitarras, violões e direção musical: Paulo Mutti / Baixo: Ivan Bastos / Cavaquinho: Sérgio Müller / Percussão: Gabi Guedes / Bateria: Dito Gomes / Cenário e Figurino: Renato Carneiro (Katuka -Mercado Negro) Iluminação: Tiê Valente / Fotos: Lara Lins / Produção: Ana Paula Vasconcelos / Maquiador: Ed Santana

Quem?
Africantar.

Quando?
08,15 e 22 de julho de 2010, quintas-feiras. Sempre às 20h.

Quanto?

R$ 5,00.

Onde?

THEATRO XVIII - Rua Frei Vicente, 18 | CEP 40025-130
Quarteirão Cultural do Pelourinho.
Salvador, Bahia, Brasil.
Tel: (071) 3322-0775
http://www.theatroxviii.com.br
http://www.africantar.wordpress.com
Fonte: Divulgação Theatro XVIII

STEVE HOBBS – VIBES, STRAIGHT UP (Challenge Records)


Nascido e educado em Raleigh, N.C., o vibrafonista Steve Hobbs busca aqui homenagear suas raízes sulistas . Cada composição tem alguma espécie de conexão com o sul, entretanto na medida certa.

É difícil para qualquer vibrafonista , e são poucos os que existiram e existem, não exibir a influência de Milt Jackson, Lionel Hampton, Mike Mainieri, Bobby Hutcherson e outros grandes do passado. Hobbs soa mais próximo a Jackson, particularmente nas baladas (como não poderia ser?) e Mainieri nas faixas suingantes, frequentemente evocando seu famoso trabalho no início dos anos 1960 com o pequeno grupo de Buddy Rich . Aquela influência é particularmente evidente na robusta “Cherokee”, que Mainieri poderia assinar. Assim atua Hobbs.

A manifesta sombra de Milt Jackson em “Stars Fell on Alabama” e particularmente na versão funk de “St. James Infirmary”, que soa similar à legendária colaboração de Jackson/Oscar Peterson nas sessões de “Very Tall”. Parte da razão é o som do vibrafone, que é gravado soberbamente. Hobbs utiliza um vibrato lento à la Jackson. É impossível não soar como Bags com aquela sonoridade.

Amplo crédito deve ser dado ao empático e intuitivo acompanhamento do pianista Bill O’Connell (que sintoniza Lennie Tristano em “Cherokee”), do baixista Peter Washington e do baterista John Riley, que realmente sabe o que é um baterista neste contexto. Este é um projeto de primeira classe que junta eras, gêneros e gerações.

Faixas : Cherokee • Hey Good Lookin’ • Stars Fell On Alabama • St. James Infirmary • The Woody the Woodpecker Song • Shenandoah • The Old Rugged Cross • What a Difference a Day Makes • Wade in the Water

Músicos : Steve Hobbs (vibrafone); Bill O'Connoll (piano); Peter Washington (baixo); John Riley (bateria)

Fonte : JazzTimes / Bruce Klauber

ANIVERSARIANTES 19/07


Bobby Bradford (1934) – trompetista, cornetista(na foto),
Buster Bailey (1902-1967) – clarinetista,
Carmell Jones (1936-1996) – trompetista,
Charlie Teagarden (1913-1984) – trompetista,
Cliff Jackson (1902-1970) - pianista,
David Valdez (1967) - saxofonista,
Earle Hagen (1919-2008) – trombonista,líder de orquestra

domingo, 18 de julho de 2010

Habemos Filó Machado (SAMPA)

Em mais de 40 anos de carreira, Filó Machado já se apresentou ao lado de nomes como Benito de Paula, Leny Andrade, Zé Luiz Mazziotti, Alcione, Alaíde Costa, Originais do Samba, Adoniran Barbosa, Johnny Alf, Joyce, Fátima Guedes e Djavan, entre muitos outros.

Participou dos programas de maior audiência do circuito televisivo da década de 80, como Chacrinha, Fantástico, Bolinha e As mais mais (da Bandeirantes), além de especiais da TV Cultura.

Esteve em países como França, Itália, Alemanha, Japão e Dinamarca, e participou de eventos como o Festival de Jazz de Cannes, cuja programação incluía também Ray Charles, Nina Simone, All Jarreau, Michel Legrand e Diana Ross.

Nos Estados Unidos, participou de um tributo a Tom Jobim no Carnegie Hall ao lado de Gal Costa, Dori Caymmi, Toots Thielemans, César Camargo Mariano e Jane Monheit. No ano de 2001, seu CD “Cantando um Samba” foi indicado para o Grammy na categoria “Latin Jazz”.

Nesse show, ele virá apresentar canções do seu novo CD ”Ubida” ao lado de clássicos da sua carreira, acompanhado por Jefferson Rodrigues nos saxofones, Fábio Leandro no piano, Rubem Farias no contrabaixo e Serginho Machado na bateria.

Fonte: Divulgação Jazz nos Fundos.

ONDE?
Na quinta-feira, 22/07/2010 ás 22hs: ALL OF JAZZ - Rua João Cachoeira, 1366, Vila Olimpia, São Paulo - SP. Tel.: (11) 3849-1345 http://www.allofjazz.com.br
QUANTO? R$ 15,00

ONDE?
Na sexta-feira, 23/07/2010 às 22hs: JAZZ NOS FUNDOS - Rua João Moura, 1076, Pinheiros, São Paulo - SP. http://jazznosfundos.net/
QUANTO? R$ 19,00


É inacreditável a musicalidade de Filó Machado. Ele transpira música.
http://www.filomachado.com.br/
http://www.myspace.com/filomachado

RAY VEGA / THOMAS MARRIOTT - EAST-WEST TRUMPET SUMMIT


“East-West Trumpet Summit” é uma alegre exibição para os amigos de longa data, Ray Vega e Thomas Marriott. Vega, um nativo de Nova York, é o mais velho dos dois e tem servido, por muitos anos, como mentor do originário de Seattle, Marriott. Eles se encontraram pela primeira vez quando Marriott era um estudante da University of Washington em Seattle, e Vega estava excursionando na cidade com Tito Puente. Amigos desde então, os dois compartilham uma afinidade com o forte sopro , embasado no bebop. O pianista de Nova York, Travis Shook, e a seção rítmica de Seattle formada pelo baixista Jeff Johnson e pelo baterista Matt Jorgensen complementam este excepcional trabalho composto por standards e originais.

Uma apresentação estonteante de "It's You or No One" exibindo solos que variam ao longo da faixa, impulsiona o disco para um início efervescente. Uma fidedigna atuação para "Juicy Lucy" de Horace Silver suinga deliciosamente, com Vega homenageando Blue Mitchell. Duas composições de Marriott seguem: a propulsiva "Pelham Gardens" apresentando um inspirado diálogo entre os líderes e "Bishop Island" uma valsa que flui livremente com uma melodia substancial e toque lírico de Johnson.

Vega contribui, também, como compositor, com duas belas peças. A reflexiva "Only of a Season" e a energética experiência modal "It's a New York Thing", que são os pontos altos do álbum, um moderno veículo para as frenéticas exibições de Shook e Jorgensen.

Seguindo um incrementado medley de baladas com "Round Midnight" e "In a Sentimental Mood" com Vega e Marriott respectivamente, o disco recupera o fôlego com "Big Brother", uma composição de Marriott com toque latino em homenagem a Vega.

Com evidente camaradagem, “East-West Trumpet Summit” é uma jubilosa celebração de amizade e música de dois pesos pesados do trompete jazzístico.

Faixas: It's You or No One; Juicy Lucy; Pelham Gardens; Bishop Island; Only of a Season; It's a New York Thing; Round Midnight/In a Sentimental Mood; Big Brother.

Músicos: Ray Vega: trompete; Thomas Marriott: trompete; Travis Shook: piano; Jeff Johnson: baixo; Matt Jorgensen: bateria.

Fonte: All About Jazz / John Barron

Homenagem a Paulo Moura na TV


O Canal Brasil homenageia hoje, às 20 horas, o clarinetista Paulo Moura, morto aos 77 anos na última segunda-feira. A emissora exibe dois episódios do programa Estúdio 66, no qual relembra canções famosas, como Linda, em dueto com Ricardo Silveira, Sopapo e Passo de Ganso, ao lado de João Donato.

ANIVERSARIANTES 18/07


Bob Helm (1914-2003) - clarinetista,
Buschi Niebergall (1938-1990) -baixista,
Carl Fontana (1928-2003) - trombonista,
Don Bagley (1927) - baixista,
Joe Comfort (1917-1988) - baixista,
Lynn Seaton (1957) - baixista,
Pete Yellin (1941) – saxofonista, flautista (na foto)

sábado, 17 de julho de 2010

FRED SIMON – SINCE FOREVER (NAIM [2009])


Um pianista com raro lirismo composicional, está registrado como consequência da vida de Fred Simon, quase inescapavelmente, voltada para o presente. Excursionando com o multi-instrumentista das palhetas, Paul McCandless, um dos criadores do grupo Oregon em “Premonition (Windham Hill, 1992)”, o tecladista se reuniu no palco com o baixista Steve Rodby do grupo de Pat Metheny e com o novo participante do Oregon, o baterista Mark Walker . Aquela excursão , afinal de contas, juntou Rodby e McCandless para o trabalho liderado por Simon , “Remember the River (NAIM, 2004)”, uma intimista sessão de câmara jazzística. Com o trio ainda intacto, Simon, agora, objetiva novos territórios ao agregar o baterista Walker à banda.

Com o mais ambicioso “Since Forever”, Simon não perdeu sua capacidade de observar os detalhes ou de esculpir as melodias que se estendem, prolongadas após o final das performances. Seu atrativo e acessível estilo composicional alude aos grandes compositores norte-americanos como Aaron Copland e Charles Ives, especialmente em "Simple Psalm", onde a turbulenta bateria de Walker e o firme pulso do baixo de Rodby cria um contexto surpreendente para o dueto de Simon e do rubato de McCandless ; claramente um dos momentos mais inovativos e evolucionários de "Since Forever". Há também marcas inconfundíveis que coloca o trabalho dentro de uma mesema continuidade geral com o Pat Metheny Group (PMG) e o Oregon. O sombrio arpejo em "Even in the Evening" orbita o vernáculo distintivo de Ralph Towner enquanto, a despeito do foco instrumental completamente diferente, é fácil imaginar a vibração do meio-oeste de "I Know You Know" como parte do repertório do PMG.

McCandless armado com uma série de instrumentos que vão do saxofone soprano e oboé ao clarinete baixo e duduk, permanece como um dos mais impecáveis multi-intrumentista da música contemporânea, um mestre de todos que nunca perde o lugar na música, criando motivos improvisados como inevitáveis extensões dos temas pré- concebidos do autor. Simon é algo como um solista relutante, admitidamente, considerando-se primeiro como um compositor, entretanto sua fina execução – a sua melhor para este encontro, de fato— não é de nenhuma maneira obscurecida pelos seus melhores reconhecidos companheiros de banda. Ele não é conhecido pelo virtuosismo, mas em peças como "Same Difference" há um profundamente ressonante dueto com McCandless, onde ele está evocativo e inspirado.

A despeito de raramente solar, a sonoridade de Rodby é essencial para o som do PMG. Aqui ele dispõe de mais espaço; como Simon, entretanto, ele troca a manifesta tecnalidade pela nota perfeita, a frase ideal em músicas como a arrojada "Way of Seeing". Walker demonstra ao mesmo tempo força e suavidade, criando um perturbador suporte para o clímax brilhante e ilusório de "What's the Magic Word?", cujo apogeu dramático é só excessivo, duas canções depois, com encerramento episódico, "Beginning/Middle/End" onde Simon resume muitos dos seus conceitos, da bela abertura pungente e tempo acelerado, com as marcações fracas mostradas no meio da seção, para lentamente construir uma espécie de final em ritmo de marcha.

Se “Remember the River” era um álbum com graça, charme e dignidade, então “Since Forever” recaptura estas mesmas qualidades mas levanta o o valor da aposta com uma seção rítmica mais forte e com uma interação do grupo mais avançada . Uma bonita gravação, que certamente será sucesso, com fervorosa sensibilidade, dinâmicas mais expansivas e arco de narrativa mais claro.

Faixas: Since Forever; No War Nowhere; Even in the Evening; I Know You Know; In a Silent Way; More Often Than Not; Simple Psalm; Same Difference; Ways of Seeing; What's the Magic Word?; Song of the Sea; Beginning/Middle/End.

Músicos: Fred Simon: piano; Paul McCandless: saxofone soprano, oboé, English horn, clarinete baixo, duduk; Steve Rodby: baixo; Mark Walker: bateria, percussão.

Fonte : All About Jazz / John Kelman

ANIVERSARIANTES 17/07


Abe Laboriel (1947) - baixista,
Ben Riley (1933) - baterista,
Benny Krueger (1899 - 1967) - saxofonista,
Chico Freeman (1949) - saxofonista,
Danny Bank (1922) - saxofonista,clarinetista,flautista,
Eddie Dougherty (1915) - baterista,
George Barnes (1921-1977) - guitarrista,
Ivan Valentini (1955) - saxofonista,
Jimmy Scott (1925) – vocalista,
Joe Morello (1928) - baterista,
Mary Osborne (1921-1992) - guitarrista,
Nick Brignola (1936-2002) - saxofonista,clarinetista , flautista,
Paula Faour(1971) – pianista(na foto),
Phoebe Snow (1952) –vocalista,
Ray Copeland (1926-1984) – trompetista,
Vince Guaraldi (1928-1976) - pianista,
Wilfred Middlebrooks(1933-2008) - baixista

Tarde demais

Incrível essa crônica/depoimento do Ruy Castro

RUY CASTRO

Tarde demais

RIO DE JANEIRO - Há anos, passando em frente a uma lavanderia da Lapa, algo me chamou a atenção: uma pilha de 50 ou 60 discos de 78 rpm, no chão, na porta do estabelecimento. Velho fuçador de sebos, abaixei-me para examinar. O primeiro da pilha já era espetacular: um disco da gravadora Sinter, apresentando um choro no lado A e um "bop" no lado B. Intérpretes: "Os melhores de 53".
E quem eram "os melhores de 53"? A lista vinha impressa no selo: entre outros, os saxofonistas Zé Bodega e Cipó; o trompetista Julio Barbosa; o trombonista Nelsinho; o clarinetista Severino Araújo; o pianista Radamés Gnatalli; o baterista Luciano Perrone; e outro saxofonista, Paulo Moura. Em 1953, Paulo Moura tinha 20 anos, mas já podia sentar-se entre aqueles mestres. E o fato de o disco conter um choro e um tema puxado ao jazz indicava as duas direções de sua carreira.
Folheei os outros discos e nenhum me interessou. Perguntei ao homem do balcão se estavam à venda. Respondeu que eram de graça -desde que eu levasse todos. Não os jogara fora há mais tempo porque tivera pena, um deles poderia interessar a alguém. Não discuti. Fiz sinal para um táxi, e o motorista me ajudou no carreto das bolachas para o banco traseiro. Já o dos "Melhores de 53" foi a salvo comigo, preso pelas duas mãos.
E até hoje o tenho. Mas, agora, com um travo de remorso. Certa vez, falei desse disco ao próprio Paulo Moura. Ele disse que já não o tinha havia décadas e lamentava que nunca mais voltaria a escutá-lo. Prometi-lhe uma cópia, mas, com as idas e vindas da vida, o disco sumiu de minhas vistas. Estive com Paulo muitas vezes, e ele, elegantíssimo, nunca me cobrou. Eu é que me sentia em dívida.
Pois, esta semana, reencontrei o disco em casa, numa estante. E me comovi ao ler o título do choro -"Agora É Tarde Demais"-, porque Paulo acabara de morrer.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 16 de julho de 2010



O Canal Brasil sintonizado pela SKY e NET no Canal 66 apresentou nesta sexta-feira às 18:30, com reprise prevista para amanhã às 09:20 horas o documentário "Coisa Mais Linda - - Histórias e Casos da Bossa Nova", do diretor Paulo Thiago, de 2.005. Quem gosta da boa música e ainda não viu, não deve perder.


Sinopse

O filme mostra um painel histórico, musical e informativo sobre o nascimento da Bossa Nova, nos anos 50. O movimento musical atingiu o ápice em 1962, quando se internacionalizou definitivamente em um concerto do Carnegie Hall (Nova York). Apresentando entrevistas e apresentações exclusivas de Roberto Menescal, Carlos Lyra, João Donato, Alaíde Costa, Johnny Alf, Kay Lira, Leny Andrade, Chris Delano, Joyce, Sergio Ricardo, Billy Blanco - todos os remanescentes vivos da época e alguns seguidores atuais -, Coisa Mais Linda contêm imagens de arquivo de shows, apresentações internacionais, assim como de artistas estrangeiros que participaram deste movimento na época.


Já Viu o Filme? Comente e Dê sua Nota...





Informações Técnicas
Título no Brasil: Coisa Mais Linda - Histórias e Casos da Bossa Nova
Título Original: Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova
País de Origem: Brasil
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Estréia no Brasil: 02/09/2005
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Paulo Thiago


Elenco
Johnny Alf ... O Próprio
Leny Andrade ... A Própria
Billy Blanco ... O Próprio
Ronaldo Boscoli ... O Próprio
Sérgio Cabral ... O Próprio
Elizeth Cardoso ... A Própria
Oscar Castro-Neves ... O Próprio
Alaíde Costa ... A Própria
Arthur da Távola ... O Próprio
Vinicius de Moraes ... O Próprio
Tárik de Souza ... O Próprio
Carlos Diegues ... O Próprio
João Donato ... O Próprio
Durval Ferreira ... O Próprio
Astrud Gilberto ... A Própria
João Gilberto ... O Próprio
Antonio Carlos Jobim ... O Próprio
Paulo Jobim ... O Próprio
Joyce ... A Própria
Nara Leão ... A Própria
Carlos Lyra ... HImself
Kay Lyra ... A Própria
Roberto Menescal ... O Próprio
Luís Carlos Miele ... O Próprio
Nelson Motta ... O Próprio
Iko Castro Neves ... O Próprio
Sérgio Ricardo ... O Próprio
Wanda Sá ... A Própria
Silvinha Telles ... A Própria
Otávio Terceiro ... O Próprio


O documentário é encontrado em DVD nas principais locadoras.

JOEY DeFRANCESCO – SNAPSHOT (HIGHNOTE)


Joey DeFrancesco, mestre e que reina há muito tempo no Hammond B3, reuniu seu trio original formado com o guitarrista Paul Bollenback e com o baterista Byron Landham para uma sessão ao vivo e soou como se nunca tivessem perdido a batida. Landham está com DeFrancesco por quase duas décadas, desde quando o organista ainda estava na adolescência. A história de Bollenback, com o organista, é quase tão longa , e ambos têm deixado sua marca em numerosas outras situações.Há uma incontestável camaradagem quando estes três se reúnem.

Eles não desperdiçam um momento. A abertura da Jam com “Eighty One” de Miles Davis e Ron Carter,é alternativamente propulsiva, blueseira e ricamente estruturada com uma boa definição de soul-jazz, mas com algo mais substancial e balançante. DeFrancesco, sempre um carismático e versátil instrumentista, tem anos de maturidade como líder com ouvido apontado para escolha do legado do seu gênero e outro para novas direções ainda não traçadas. Aqui, seguindo uma das poucas introduções ricas na tradição dos trios de órgão, com as sombras de Jimmy Smith e Jack McDuff, ele passa para Bollenback,cujo lirismo e solos labirínticos demonstram agudeza.Landham pega a onda e DeFrancesco navega no desafio com um poderoso e nuançado solo.

Entretanto eles vão além da mais ampla representação de um modelo. DeFrancesco valoriza o que seus amigos lhes apresenta. Bollenback e Landham nunca são relegados a meros acompanhantes e lhes são oferecidas amplas oportunidades para suas atuações. “”Fly Me To The Moon” recebe um tratamento que se distancia da rota habitual, brevemente transitando na quietude encontrada pelo guitarrista e finalmente cerrando-a em uma rígida pegada em que DeFrancesco e Landham alcançam a paz. As composições originais do disco , “Songline” de Bollenback” e “Whichole” de DeFrancesco têm a classe do trio de DeFrancesco: excitante virtuosismo, intensidade rítmica, foco e plenitude de suavidade.

Faixas

1. Eighty One 7:58
2. The End Of A Love Affair 9:55
3. Introductions 2:44
4. Ode To Angela 7:28
5. Songline 6:19
6. You Don't Know Me 7:16
7. Fly Me To The Moon 8:32
8. Whichole 9:20

Data de Lançamento: 20 de Outubro de 2009

Fonte: JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 16/07


Annie Whitehead (1955) - trombonista,
Anton Schwartz (1967) - saxofonista,
Arthur Moreira Lima(1940) – pianista,
Bobby Previte (1957) - baterista,
Bola Sete (1923 - 1987) - violonista,
Cal Tjader (1925-1982) - vibrafonista,
Denise LaSalle (1939) - vocalista,
Elizeth Cardoso(1920-1990) – vocalista(na foto),
Nat Pierce (1925-1992) - pianista,
Rene Urtreger (1934) - pianista

quinta-feira, 15 de julho de 2010

BAD PLUS LANÇARÁ NOVO DISCO


The Bad Plus, (na foto), lançará seu oitavo disco, “Never Stop (E1 Music)”, no próximo dia 14 de Setembro. Enquanto o trio do baixista Reid Anderson, do baterista David King e do pianista Ethan Iverson alcançou uma vasta audiência para suas interpretações jazzísticas de composições do rock e clássicos, este álbum apresenta composições originais.

“Nosso enfoque para esta gravação é a de um álbum de jazz dos anos 50 e 60 ”, King declarou. “Para eliminar as separações de um estúdio, eu fiquei na mesma sala com Ethan, com Reid tendo um clara visão. Isto criou uma real atmosfera livre, como se estivéssemos nos apresentando em um show”.

Fonte : Downbeat

Quarteto Tempo

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Enviado por Érika Breno

ANIVERSARIANTES 15/07


GP Hall (1943)- guitarrista,
Luciano Milanese (1950) - baixista
Petros Klampanis (1981) - baixista,
Philly Joe Jones (1923-1985) – baterista(na foto),
Ron Kaplan (1953) - vocalista,
Sadik Hakim (1919 - 1983) - pianista,
Washboard Sam (1910 - 1966) – “washboardista”, vocalista,
Willie Cobbs (1932) – gaitista , vocalista

quarta-feira, 14 de julho de 2010

PRIMEIRO "PURE AUDIO BLU-RAY" DE JAZZ NO MUNDO GRAVADO NA BAHIA


O vocalista Jienat acaba de lançar o album "Mira", gravado na região do círculo ártico (Noruega) e em Salvador, Bahia. Trata-se do primeiro lançamento mundial em música popular (jazz/"world music") gravado em alta definição para 5.1 canais no formato "Pure Audio Blu-Ray", em que se aproveita os 50 giga bytes do Blu-Ray apenas para audio com resolução de 96kHz/24 bits. No album, Jeinat explora suas improvisações vocais com "uma percussão tribal".

Jienat em gravação no Pelourinho com o Bloco Swing do Pelô
Mais informações em: http://www.jienat.com/ e http://www.pureaudio-bluray.com/

ADEUS A PAULO MOURA


O clarinetista e saxofonista, Paulo Moura (na foto), de 77 anos, estava internado desde o último dia 4 na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio, e realizava tratamento para tentar curar um linfoma (câncer no sistema linfático). Morreu às 23h30 desta segunda-feira e o velório do corpo do músico será realizado no Salão Nobre do Teatro Carlos Gomes, nesta quarta, das 11h às 16h30. Em seguida, será realizada a cremação, no Memorial do Carmo, só com a presença da família.

Ganhador do Grammy por seu disco Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas, tem mais de 40 discos lançados desde 1956. Paulista de São José do Rio Preto, onde nasceu em 15 de julho de 1932, tocava clarinete desde os 9 anos, mas era também trompetista, saxofonista, compositor e arranjador. O músico, considerado um dos maiores instrumentistas da música brasileira, tocou com grandes nomes como Ary Barroso, Tom Jobim, Elis Regina, Milton Nascimento e Raphael Rabello.

Paulo Moura, figura sempre afável nos palcos, palmilhou uma longa estrada, apresentando-se com grandes nomes nacionais e estrangeiros. Foi assim desde seu primeiro registro fonográfico, em 1951, quando logo de cara acompanhou Dalva de Oliveira cantando nada mais, nada menos que Palhaço (Nelson Cavaquinho), até seu último trabalho, AfroBossaNova, ao lado de Armandinho, lançado no ano passado.

É difícil citar todos, mas é impossível não lembrar de trabalhos antológicos, como os álbuns gravados com a pianista Clara Sverner; Paulo Moura Interpreta Radamés Gnattali, de 1959; Confusão Urbana, Suburbana e Rural, de 1976; Mistura e Manda, de 1984; Dois Irmãos, de 1992, com Raphael Rabello; Wagner Tiso e Paulo Moura, de 1996; K-Ximblues, de 2001, em homenagem à obra do genial e pouco lembrado saxofonista e compositor K-Ximbinho; Dois Panos Pra Manga, de 2006, com João Donato; e El Negro del Branco, de 2004, com Yamandu Costa.

Amigos e familiares do músico disseram que ele tocou seu clarinete pela última vez no sábado passado, 10, internado no hospital, onde executou Doce de Coco de Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho.

Segue repercussão sobre sua morte :

Nivaldo Ornelas, saxofonista e flautista - "Ele não me deu aula de música, mas de vida. Tem músicos admirados só do palco pra fora, mas ele era pra dentro também. Gerações ficaram órfãs com a morte dele."

Leo Gandelman, saxofonista - "Doente, Paulo se preocupava com os outros, não queria que sofressem por ele, tentava minimizar. Ninguém podia esperar que estivesse com uma bomba-relógio dessa."

Mauro Senise, saxofonista, ex-aluno - "Sofri uma paulada. Nos shows que fizemos recentemente, ele parecia um adolescente. Paulo foi meu único professor. Era um escultor de melodias, me iniciou na improvisação."

Juca Ferreira, Ministro da Cultura - "Era um instrumentista e solista primoroso, além de compositor, arranjador e regente, conhecido e admirado no mundo todo. Uma figura humana singular."

Marcello Gonçalves, violonista - "Estava com o Paulo no sábado, na clínica São Vicente. Ele teve coragem de mostrar as ideias dele, sempre novas. Deu direção a muitos músicos da minha geração."

Yamandu Costa, violonista - "Nosso último show juntos foi no Equador, há 8 meses. Ele era muito divertido, simpático e malandro ao mesmo tempo. Tinha muita vontade de produzir coisas novas sempre."

Fonte : O Estado de São Paulo

Colaboração : Gileno Xavier