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quinta-feira, 31 de julho de 2014

BEN SIDRAN – DON´T CRY FOR NO HIPSTER (Nardis)

Como o pianista e vocalista Ben Sidran relembra-nos nas notas do disco “Ninguém se identifica como um moderno, por definição, ninguém”. O que significaria que Sidran, que carrega um cartão de moderno de primeira ordem, está se desclassificando com este álbum. Ele está ?. Se um moderno está distanciando-se do modernismo, agindo como um observador ou comentarista, faz com que este deslocamento possibilite-o a manter seu crédito de moderno? Claramente sim, porque serve seu álbum mais moderno desde, bem, seu último álbum, de 2009, sobre Bob Dylan.

Sidran chegou aos 70 anos, assim é compreensível que este seja um conjunto de alegria, esquisitice e, ocasionalmente, mesmo reflexões espirituais, o lançamento move-se através de uma olhadela para trás, ajustando uma série  de lições de vida sem tristeza. Como ele nota na faixa título, para um moderno maduro, “Quando um jovem se torna velho/ E o frio torna-se quente/isto quando nós percebermos/ Se aquela verdade lhe permite permanecer livre”.

Entretanto, levemente, menos cínico que do seu companheiro musical Mose Allison, Sidran estampa  “a maior parte das coisas mudam, muitas delas permanecem as mesmas” uma postura através de “Brand New Music” e “It Don’t Get No Better”. Tal fatalismo é esclarecido pelo encantadoramente indolente “Rich Interior Life” , a acentuadamente humorada  “Take a Little Hit” e a exuberante e enérgica ode “At Least We Got to the Race”, então obscurecida pela sombria “Dying Anyway”. E em uma das duas reinterpretações  (a outra é um deslumbrante tratamento instrumental de “Reflections” de  Monk) possibilita a Sidran transformar uma das músicas mais  quadradas já escrita, “Sixteen Tons”  de Merle Travis em um mordaz dedilhado sintonizado com a modernidade.

    Faixas


1. Back Nine 4:30
2. Brand New Music 3:26
3. Don't Cry for No Hipster 4:57
4. At Least We Got to the Race 3:01
5. Can We Talk 5:29
6. In the Beginning 2:32
7. It Don't Get No Better  3:39
8. Dying Anyway  4:14
9. Private Guy 4:01
10. Reflections 4:23
11. Take a Little Hit 2:57
12. Sixteen Tons  3:35
13. Rich Interior Life 2:45
14. Hooglin' 4:41

Fonte : Christopher Loudon (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 31/07

Gene Ess (1965) – guitarrista,
George Kelly (1915-1998) – saxofonista,vocalista,

Gordon Johnson (1952) – baixista,
Hank Jones (1918-2010) – pianista (na foto e vídeo), http://www.youtube.com/watch?v=Ur9nz3yrx6M,
Kenny Burrell (1931) - guitarrista,
Kiko Constantino(1969) – pianista,
Michael Wolff (1952) – pianista,
Peter Bocage (1887-1967) – cornetista,violinista,
Roy Milton (1907-1983) – baterista, vocalista , líder de orquestra,
Stanley Jordan (1959) – guitarrista,
Stephen Fulton (1954) – trompetista,flugelhornista

quarta-feira, 30 de julho de 2014

ERIK FRIEDLANDER – CLAWS & & WINGS (SkipStone)

Em “Claws & Wings”, o cellista e compositor Erik Friedlander tem criado uma complexa elegia para sua falecida esposa, Lynn Shapiro, uma coreógrafa e escritora que faleceu de câncer de mama em 2011. Ao longo do programa com oito músicas, você pode sentir  a sua perda, raiva e  dor. Cada composição tem uma absoluta autenticidade que veio com o preço excessivo. Não há nenhuma resolução forçada. É como se Friedlander estivesse ainda trabalhando suas emoções, o que deverá ocorrer por um longo tempo. Isto está aparente em “Frail As A Breeze”, a canção de abertura, que é exibida em duas partes. As composições apresentam Friedlander dedilhando e usando o arco — às vezes tranquilamente com pesar, às vezes poderosamente com fúria— mas sempre efetivamente transportando o tumulto interior, circundando sua perda. O senso de pesar encontram explanações, onde nada ocorre, está nos colaboradores de Friedlander neste projeto: Sylvie Courvoisier no piano e Ikue Mori na percussão eletrônica e laptop. Courvoisier adiciona um toque minimalista com uma nota bem colocada, acorde ou comoção no tempo certo. As sonoridades de Mori dão a estas canções um tom sobrenatural, quase um senso de tentar se comunicar com alguém não tão distante de lá. Em Dancer”, há momentos que soam como cascatas eletrônicas, mergulhos e lamentos enquanto Friedlander puxa uma melodia que tenta ser jubiloso, mas não pode completamente consignar um desfrute. “Insomnia” eleva a demonstração de uma mente em sobrecarga tentando negociar com a situação nas mãos com passagens que terminam abruptamente e silêncios entremeados por palmas, berros e sirenes. Eu especialmente gosto do número de encerramento do álbum, “Cheek To Cheek”, porque Friedlander o  poderia ter escolhido com uma canção edificante , essencialmente dizendo  “Everything’s going to be all right”. Porém, ele toma um caminho menos utilizado. É uma canção que rejeita tomar pontos de vista de como será seu futuro. Com uma melodia belamente lenta e medida, Friedlander transmite a mensagem onde ele está agora  — é similar a um dar de ombros que diz, “What else can I do?” (O que mais posso fazer?).Muitos poucos artistas podem compor uma honesta e envolvente autobiografia, especialmente sem praticamente uma simples palavra. Isto é a verdadeira beleza de “Claws & Wings”. Eu confesso que tive problema para escrever sobre este disco.  Como muitos de nós tem alguém amado em luta com o câncer de mama, este álbum chega muito perto de casa. É difícil encontrar as palavras certas para efetivamente descrever o brilhantismo e a profundidade desta música.

Faixas: Frail As A Breeze (Part 1); Frail As A Breeze (Part 2); Dreams Of Your Leaving; Dancer; Reaching Back; Swim With Me; Insomnia; Cheek To Cheek.


Fonte: FRANK ALKYER (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 30/07

B.D. Lenz (1971) – guitarrista,
Big Jack Johnson (1940) – guitarrista,
Buddy Guy (1936) – guitarrista,
Claes Janson (1947) – vocalista,
David Sanborn (1945) - saxofonista,

Hilton Jefferson (1903-1968) - saxofonista,
James Spaulding (1937) - saxofonista,
Kevin Mahogany (1958) – vocalista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Rqcy_nFHBOc,
Kevin Stevenson (1953) – baterista,
Rosinha de Valença(1941-2004) – violonista  

terça-feira, 29 de julho de 2014

JAN SHAPIRO – PIANO BAR AFTER HOURS (Singing Empress)

Centenas de ambiciosas cantoras de jazz, Tierney Sutton e Luciana Souza entre elas, tem se beneficiado das aulas de Jan Shapiro em Berklee . Porém ela não apenas fala por falar. Antes, ela iniciou ensinando em tempo integral, depois, a nativa do Missouri , estabeleceu uma sólida carreira, primeiramente ao piano em bares através  do Meio Oeste e Nordeste. Ela, desde então, lançou três álbuns.

 Sedimentando-se  dentro de uma pegada à la Blossom Dearie, Shapiro opta apenas por voz e piano ao longo de 10 das 11 faixas, alternando cinco parceiros: Tim Ray, que a acompanhou em seu “Back to Basics” em 2006;  John Harrison III, de seu lançamento em 1999, “Not Commercial!”; Bob Winter; Russell Hoffman e Daniela Schächter. Cada um de maneira hábil  captura o relaxado, predominantemente reflexivo estilo, particularlmente Ray, com seu elegante ornamento para a suavemente dolorida “They Say It’s Wonderful”  de Irving Berlin e a belamente triturante “Company” de Rickie Lee Jones.

 Seu instinto interpretativo tão  cortante quanto contínuo, Shapiro acrescenta espertas tomadas em standards, como sua sinuosa “Who Cares” e a pesarosa “On a Slow Boat to China” com intrigantes escolhas de canções, incluindo  a obstinadamente romântica “Lost Up in Loving You”  de Kenny Rankin e a benvinda revisitação da obra-prima de Mark Winkler, “I Keep on Loving You”. Porém  o mais deleitável tratamento é uma faixa que muda de padrão : uma impregnante “Tell Me” que, alinhando a tecladista Adriana Balic com o vocal acrobático de  Bob Stoloff e Joey Blake, sugere uma firmeza de Annie Ross com uma artilharia dupla de Bobby-McFerrin .

Faixas: On A Slow Boat To China; You're Getting To Be A Habit With Me; I Keep On Loving You; They Say It's Wonderful; Doodlin'; Lost Up In Loving You; Times Lie; If I Were A Bell; Who Cares; Tell Me; Company.

 Músicos Jan Shapiro: vocal; Daniela Schachter: piano (1, 3); Bob Winter: piano (2, 9); Tim Ray: piano (4, 11); Russell Hoffman: piano (5, 6); John Harrison III: piano (7, 8); Adriana Balic: teclados (10); Bob Stoloff: bateria, vocal (10); Joey Blake: baixo, vocal (10).


Fonte : Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 29/07

Albert Wynn (1907-1973) - trombonista,
Charlie Christian (1916-1942) – guitarrista (na foto),
Don Redman (1900-1964) - clarinetista,saxofonista,vocalista,líder de orquestra, 

Joe Beck (1945-2008) – guitarrista,
Michael Pedicin (1947) – saxofonista,
Ron Turso (1948) – baterista,
Vic Lewis (1919-2009)- guitarrista 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

BUIKA – LA NOCHE MÁS LARGA (WARNER MUSIC)

Dez anos após a morte da indomável Nina Simone (1933-2003), outra diva assoma ao pódio da miscigenação do jazz e o soul com afluentes sonoros de procedências diversas. Já no sexto disco, La Noche Más Larga , a espanhola Concha Buika , nascida em Palma de Maiorca em 1972, de família emigrada da Guiné Equatorial, adiciona flamenco e coplas espanholas ao recheio de uma caligrafia peculiar. Seu gutural lamento mouro casa-se à pergunta e resposta do gospel  , sob o tempero de congas caribenhas e amplo espaço ao improviso do jazzístico. Atualmente radicada em Miami , Buika co-produziu o disco com Joán “Melón” Lewis (piano, teclados, percussão, direção musical, arranjos) e Ramón Porrina (percussão, backing vocals e arranjos) instrumentistas essenciais à combinação de elementos do disco.

Projetada por sua participação na trilha do filme A Pele Que Habito , de Pedro Almodóvar, ela assina cinco das 12 faixas, incluindo a do título e ainda a intensa Sueño com Ella de quase sete minutos , dialogada com coro e a desiludida No Lo Sé , encordoada pelo guitarrista americano Pat Metheny.  Mas é nas reinterpretações que Buika põe mais cartas na mesa. Injeta funk e jazz na rumba clássica Siboney  do cubano Ernesto Lecuona , adensa o ralo caldo do sucesso La Nave del Olvido , gravado até por Júlio Iglesias, e flutua sobre a pontuação irregular de piano e percussão em Yo Vengo a Ofrecer mi Corazón  do argentino Fito Paez , dramatizado por Merces Sosa. Não por acaso, Buika confronta Nina Simone ao regravar uma de suas marcas, a dilacerada Ne me Quites Pas do belga Jacques Brel , num alucinante compasso 6/8. E ainda secciona com palmas do estilo flamenco Don´t Explain da suprema sacerdotisa do jazz Billie Holliday. É ou não candidata ao trono?.

     Faixas

1. Sueño con ella (Versión 2013) 
2. Siboney 
3. Ne me quitte pas 
4. Yo vengo a ofrecer mi corazón 
5. La nave del olvido 
6. La noche más larga 
7. Don't explain 
8. No lo sé (apresentando  Pat Metheny) 
9. Santa Lucia 
10. Los Solos 
11. Como era (Versión 2013) 
12. Throw it away 


Fonte : CartaCapital / Tárik de Souza 

ANIVERSARIANTES - 28/07

David Silliman (1960) – percussionista,
Delfeayo Marsalis (1965) – trombonista,

Ikey Robinson (1904-1990) - banjoista,guitarrista,
Itamar Assiere (1970) – pianista,
Junior Kimbrough (1930-1998) – guitarrista,
Leon Prima (1907-1985) – trompetista,
Luperce Miranda (1904-1977) – bandolinista,violonista,
Michael Bloomfield (1943-1981) – guitarrista,
Nnenna Freelon (1954) – vocalista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=CSqQPTtUW2o, Peter Duchin (1937) – pianista,líder de orquestra

domingo, 27 de julho de 2014

ZACH BROCK – PURPLE SOUNDS (2014)

Virtuosismo não é definido pelo número de notas por minuto. O verdadeiro virtuosismo é a maestria no instrumento, entregando-se às demandas da música. Às vezes pode significar ratalhamento com furiosa intensidade, sim. Porém, o real negócio também respeita a música que demanda menos, antes do que mais. O violinista Zach Brock é, certamente, o real acordo e “Purple Sounds”, seu segundo lançamento para o selo holandês Criss Cross, encontra  Brock e seu estelar quarteto tocando exatamente o que é necessário: nada menos, mas , igualmente, nada mais.

Além de duas inéditas de Brock, “Purple Sounds” homenageia diretamente um número importante de  pedras de toque que,  em acréscimo, participou de projetos  para a Mahavishnu Project, Stanley Clarke e Kerry Politzer, é membro da orquestra em ascensão, Snarky Puppy. Embora ele prefira olhar para frente, Brock não é alguém que esquece o passado , e Purple Sounds é um olhar muito pessoal sobre as influências do violinista no passado , embora interpretado por um brilhante quarteto que impregna a música com um forte senso de tradição , enquanto mantem em mente o presente das inovações e futuras possibilidades.

Brock tira seu chapéu para Stéphane , incluindo a mais icônica música interpretada pelo lendário violinista com Django Reinhardt , a composição duradoura do guitarrista , "Nuages". Porém, com o guitarrista Lage Lund  e o baixista Matt Penman  criando uma base de irregularidade com arpejos  medidos e o baterista Obed Calvaire  suportando todas as coisas com alguma proximidade com o funk  e o trabalho do tambor, este está distante—e maravilhosamente—da balada com mais sabedoria e amor. Em vez disto, é reinventado rítmica e harmonicamente para o novo milênio. Só a melodia familiar de Brock,  expandida adicionalmente, leva a canção em direção oposta antes de Lund executar uma maravilhoso solo preenchido com envolvente expressividade , além de oblíquo e dissonante . O controle  do arco de  Brock é especialmente expressivo no começo do seu solo, mas Ponty do que  Grappelli,  como ele constrói sua própria interpretação modernista, que a leva longe   da origem , distante de ser reconhecida. 

Brock também homenageia  Stuff Smith  com a faixa título de Dizzy Gillespie , um blues da gravação da dupla em  1957 pela  Verve ,” Dizzy Gillespie and Stuff Smith”, dando uma modernizada para o século XXI com tempo mutável, mas ainda possuindo uma intermediária seção suingante que, suportado por uma harmonização mais contemporânea de  Lund , possibilita ao violinista referenciar Smith de forma mais pessoal , assim como ele passa de temas mais econômicos para frases mais frenéticas, com Penman transitando firmemente abaixo dele e Calvaire mantendo a pulsação enquanto, ao mesmo tempo, responde por todas as coisas em torno dele.  

Porém,”Purple Sounds” não é apenas rememoração de bem conhecidos violonistas, como um relativamente literal olhar sobre a balada "Twenty Small Cigars"  de Frank Zappa  extraída de  “King Kong (Blue Note, 1970)” de Jean-Luc Ponty . Com “Quo Vadis"—tomada do vergonhosamente fora de catálogo “Passion (Capitol, 1979)”—Brock alcança, com grande emoção, o violinista polonês  Zbigniew Seifert — uma legenda  bem informada sobre John Coltrane nas realizações de curta carreira ceifada pelo câncer aos 32 anos — e traz de volta a memória do negligenciado Harry Lookofsky ,guiada pelo bop de Charlie Parker, "Little Willie Leaps".

O violino no Jazz permanece uma relativa raridade em meio a uma  superabundância de saxofonistas, trompetistas, pianistas e guitarristas. Ainda que, lenta, mas firmemente, Brock está fazendo o seu nome. Com um pé no passado e outro no futuro em “Purple Sounds”, é fácil entender a razão.

Faixas: Purple Sounds; Nuages; Twenty Small Cigars; Little Willie Leaps; Quo Vadis; Folkloric; Brooklyn Ballad; After You've Gone.

Músicos: Zach Brock: violino; Lage Lund: guitarra; Matt Penman: baixo; Obed Calvaire: bateria.

Gravadora: Criss Cross

Estilo: Jazz Moderno

Fonte : JOHN KELMAN (AllAboutJazz)


ANIVERSARIANTES - 27/07

Barbara Thompson (1944) - saxofonista,flautista,
Dale Fielder (1956) – saxofonista,
Deirdre Cartwright (1956) – guitarrista,
Edward Simon (1969) – pianista,
Jarbas Barbosa(1959) – guitarrista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=L-8j6Fugeu0,
Leandro Braga(1955) – pianista, 
Jean Toussaint (1960) – saxofonista,
Joel Harrison (1957) – guitarrista,
PT Gazell (1953) – gaitista,
Yuri Goloubev (1972) – baixista

sábado, 26 de julho de 2014

KAHIL EL' ZABAR QUARTET – WHAT IT IS! (Delmark Records)

O veterano percussionista Kahil El’Zabar , aqui, lidera um grupo de jovens feras de Chicago, e a mistura de maturidade e juventude parece ter despertado inspiração em ambos os lados da divisão geracional.

“What It Is! “ inclui cinco inéditas e dois standards  de Trane (“Central Park West” e  “Impressions”). El’Zabar não deve ser o mais hábil em técnica do mundo: Sua pouca atividade   fuzila a ameaça de deprimir “Impressions” , embora haja a redenção por parte da explosiva energia do saxofonista tenor Kevin Nabors e a personalização  do pianista Justin Dillard, sombreando em um esquema tipo Tyne. Porém suas diversificadas texturas e timbres criam uma magnífica e igualmente  benvinda ambiência através da maioria do trabalho. Dillard condimenta a mistura com o soul-jazz  no órgão B3; o baixista Junius Paul estimula, com exuberância e finura, igual partes pós-funk, que  suportam e aprofundam  o pacote suingante e  Nabors eleva as coisas com sua inconfundível mistura de melodismo e insolência.

Na faixa título, a mão percussiva africanista de El’Zabar assenta uma entonação apropriada para sua mensagem lírica de esperança e perseverança , que ele apresenta em um rico e adocicado barítono reminiscente do falecido Gil Scott-Heron. Em “Song of Myself” , Nabors alterna-se entre linhas extensas e rajadas de passos rápidos em desafiantes justaposições harmônicas contra a obliquidade e golpes do B3 de Dillard.

Como as notas escritas por Howard Mandel nos assegura, esta música  “não é nem avant-garde nem velha guarda”. É desinteressadamente contemporânea e rica em suas raízes, e ressoa com o prazer da invenção .
Faixas: The Nature Of; Impressions; What It Is!; Song of Myself; Central Park West; From The Heart; Kari.

Músicos: Kahil El'Zabar: bateria, African earth drum, kalimba; Kevin Nabors: saxofone tenor; Justin Dillard: piano, Hammond B3 organ, Fender Rhodes; Junius Paul: baixo.


Fonte: David Whiteis (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 26/07

Charli Persip (1929) - baterista,
Dia DiCristino (1980) – vocalista,
Erskine Hawkins (1914-1993) - trompetista,
Gus Aiken (1902-1973) – trompetista,
Joanne Brackeen (1938) – pianista,
Louie Bellson (1924-2009) – baterista,
Moacir Santos(1926-2006) – saxofonista,maestro,compositor(na foto e vídeo), http://www.youtube.com/watch?v=Kuz7557Zhuo,
Patti Bown (1931-2008) – pianista,
Wayne Krantz (1956) - guitarrista

sexta-feira, 25 de julho de 2014

ERIC ALEXANDER – CHICAGO FIRE (HighNote Records)

“Chicago Fire” é tanto narrativa quanto título: É o tributo de Eric Alexander à tradição de Chicago , e a banda é particularmente incendiária ao longo do trabalho. O grupo — Alexander no saxofone tenor , Harold Mabern (ex-preceptor de Alexander) tocando piano, John Webber no  baixo e Joe Farnsworth na bateria— tem desfrutado uma sólida relação de trabalho por mais de uma década, e eles são seguramente vigorosos e , aqui, são continuamente intuitivos (A harmonia entre Mabern e Alexander parece estar próxima da telepatia). Quando Jeremy Pelt une-se à banda no trompete em três faixas, duas delas liderando, a excitação surge.

Porém tão sensível quanto esses músicos é Alexander, que escolhe  compartilhar a maior parte do seu tempo à frente das oito faixas. Ele parece ter investido mais de sua alma neste projeto. Seu toque é extraordinariamente articulado e enlevado, sua entonação é brilhante e muscular, liderança e inspiração fluem sem parar. Alexander lançou mãos de 30 álbuns em duas décadas, e este é um dos mais vitais.

Embora o trabalho tenha sido gravado no estúdio de Rudy Van Gelder em New Jersey , o amor pela Windy City é palpável. “Eddie Harris”—algo como uma peça de companhia que David Hazeltine compôs, “We All Love Eddie Harris” , que apareceu em gravação anterior de Alexander —está impregnada  do bom tempo do expressivo  funk  e melodismo  que era a marca registrada do toque do falecido saxofonista. “Blueski for Vonski” , aceno de Alexander para o também falecido Von Freeman, inicia com gracejos falados entre Mabern e Webber sobre a canção do homenageado, então é feita a cama para o pianista e saxofonista, cujas réplicas são igualmente animadas. “The Bee Hive” uma saudação ao antigo clube, já desaparecido, Chi-town, exibe Pelt e Alexander em duelo de alta temperatura.

Outras faixas estão conectadas ao tema mais tênuemente, mas não importa, o objetivo segue: Chicago é a amável cidade deles.

Faixas: Save Your Love for Me; The Bee Hive; Eddie Harris; Just One of Those Things; Blueski for Vonski; Mr. Stitt; You Talk That Talk; Don’t Take Your Love from Me.

Fonte : Jeff Tamarkin (JazzTimes)           

ANIVERSARIANTES - 25/07

Alan Gaumer (1951) – trompetista,
Annie Ross (1930) - vocalista,
Brian Blade (1970) – baterista,
Darnell Howard (1895-1966) – clarinetista,
Fletcher Allen (1907) – clarinetista, saxofonista,
Happy Caldwell (1903-1978) – clarinetista,saxofonista,
Jacob Melchior (1970) – baterista,
Johnny Hodges (1907-1970) – saxofonista,
Johnny Wiggs (1899-1977) – cornetista,líder de orquestra,
Mike DiRubbo (1970) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Rj3jhjrIAcI,
Sylvester Weaver (1897-1960) - guitarrista

quinta-feira, 24 de julho de 2014

HEIDI VOGEL – TURN UP THE QUIET (Far Out)

Embora ela soe como se estivesse apenas chegado da Praia de Ipanema, Heidi Vogel atualmente é aclamada em Londres e ostenta uma fascinante história que começou no  Cirque du Soleil e progrediu para vocalista líder da banda britânica de jazz-electronica , Cinematic Orchestra. As audiências norte-americanas tiveram  seu primeiro teste de valor em 2009, quando ela e seus companheiros da Cinematic apresentaram uma arrasadora “Breathe” no programa Jimmy Kimmel Live! . Para seu primeiro álbum solo, ela sintoniza a quietude, optando por uma meditativa suavidade ao longo de onze faixas que inicialmente homenageia os  compositores brasileiros dos anos 60 e 70.

 Puro e viçoso ainda que sedutoramente mundano,  Vogel captura uma intimidade que é menos romântica que conspirativa: segredos sussurrados e confidências compartilhadas em vez de conversa de travesseiro. Impulsionado pelo virtuoso da guitarra Josué Ferreira, é uma abordagem que intensifica a beleza das obras-primas de Jobim, Vinicius de Moraes, Gilberto Gil e  Ivan Lins melhor que qualquer artista desde Elis Regina. A terna  “Dindi”  de Jobim e a cativante “Love Dance” de Lins,  encantadoras (do álbum de mesmo nome) são particularmente fora do comum. Adicionalmente, ela anda a passos lentos através de excelentes tratamentos sem palavras de “Black Narcissus” de Joe Henderson e “Chelsea Bridge” de Billy Strayhorn.

Vogel não rompeu inteiramente com o seu passado : Três faixas bônus incluem um explosivo retrabalho de “Black Narcissus” com a Cinematic Orchestra e uma segunda recombinação com um compositor de jazz/funk , mais uma faixa dançante chamada “Turn Up the Quiet”, construída  pelo mestre da batida quebrada IG Culture.

     Faixas 
                                
1. Medo De Amar 
2. Copacabana 
3. Modinha 
4. Black Narcissus 
5. Inutil Paisagem 
6. Chelsea Bridge 
7. Love Dance 
8. Bonita 
9. The Frog 
10. Juazeiro 
11. Dindi 
12. Black Narcissus (Remix by Cinematic Orchestra) 
13. Black Narcissus (Remix by Emanative) 
14. Turn Up the Quiet (Remix by IG Culture) 

Fonte: Christopher Loudon (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 24/07

Ahmad Alaadeen (1934) – saxofonista,
Billy Taylor (1921-2010) – pianista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=59J6x6MInPw&feature=relmfu,
Bob Eberly (1916- 1981) - vocalista,
Charles McPherson (1939) – saxofonista,
Frantisek Uhlir (1950) – baixista,
Ian Carey (1974) – trompetista,
James Zollar (1959) – trompetista,
Jon Faddis (1953) – trompetista,
Mike Mainieri (1938) – vibrafonista

quarta-feira, 23 de julho de 2014

SIDI TOURÉ – ALAFIA (Thrill Jockey

Em Mali, um país repleto de legendas musicais, o guitarrista-cantor Sidi Touré tem tranquilamente construído uma reputação como uma estrela internacional. Ele tem excursionado com frequência aos Estados Unidos durante poucos anos atrás ( e sua gravadora está sediada em Chicago), mas suas numerosas performances no país não foram razão para beneficiá-lo . Um lirismo atraente percorre seu último disco, “Alafia”. Em faixas como “Ay Takamba”, sua voz suave e notas simples decididas em linhas acústicas são belamente entrelaçadas ao lado do trabalho da guitarra elétrica de Kalil Touré. Em uma batida mais fraca  no modelo de chamada e resposta entre os vocalistas impulsiona a banda de Touré apenas como uma percussão minimalista faria. O que faz tudo isto notável é que o disco é um otimista musical, uma forma de desafio. Diante das insurgências islâmicas de  2012  com a invasão do  Mali, Touré e seu grupo  repelem interromper seus clamores pela paz.

     Faixas

1 Ay Hôra (My Dance) 5:51
2 Ay Takamba (My Takamba) 5:24
3 L' eau (The Water) 5:49
4 Waayey (The Butcher) 5:09
5 La Paix (Peace)7:39
6 Gandyey (The Spirits) 5:37
7 Annour el Sahel (The Light of Sahel) 4:16
8 Les Médicaments de la Rue (Street Medicines)3:21
9 Mali 4:03
10 Ir Wangarey (The Army) 5:48
11 Boro Ganda (My Land) 3:48

Fonte : AARON COHEN (Downbeat)


ANIVERSARIANTES - 23/07

Alan Barnes (1959) – saxofonista,clarinetista,
Albert Rivera (1983) – saxofonista,
Champion Jack Dupree (1909-1992) – vocalista, baterista, pianista,
Charles Ables (1943-2001) – baixista,guitarrista,
Clarence Holiday (1898-1937) – guitarrista,
Claude Luter (1923-2006) – clarinetista, saxofonista,
Emmett Berry (1915-1993) - trompetista,
Janis Siegel (1952) – vocalista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=8JtUiHd47PA,
Peter Kienle (1960) – guitarrista,
Richie Kamuca (1930-1977) - saxofonista,
Renato Borghetti (1963) – acordeonista,
Steve Lacy (1934-2004) - saxofonista,clarinetista,
Vincent Grit (1986) - pianista

NR:Clarence Holiday foi um guitarrista de jazz  relembrado como o pai de Billie Holiday, mas nunca foi casado com a mãe de Billie. Antes de “Lady Day” atingir a adultez, ele não se sentia feliz em admitir que tinha uma filha já crescida.

Holiday trabalhou em bandas locais e foi um membro da “Fletcher Henderson Orchestra” no período de 1928 a 1933. Inicialmente foi um ritmista, solando raramente. Clarence Holiday gravou com Benny Carter em 1934 e com Bob Howard em 1935 e atuou com Charlie Turne em 1935, Louis Metcalf entre 1935e 1936 e com “Don Redman Big Band” nos anos de 1936 e 1937, antes de sua morte prematura.

terça-feira, 22 de julho de 2014

MIHO HAZAMA – JOURNEY TO JOURNEY (Sunnyside)

“Journey to Journey” é música grande e ativa, camadas de sons que alternativamente complementam, emparelham e envolvem. A japonesa, residente em Nova York, Miho Hazama emprega mais de uma dúzia de músicos nesta gravação e os mantem ativos. A compositora e arranjadora tem uma predileção por contrastes afiados: investidas de cordas  incrementadas, rajadas dos instrumentos de palhetas e metais, vibrafone suave (o convidado é Stefon Harris) e uma atuação saliente do piano, lampejos vistosos da bateria. Há uma intensidade subjacente, constante mesmo durante as partes mais tranquilas. Algo está sempre à espreita e pronto para  irromper, então se move de maneira leve e rápida outra vez.

Porém, apesar de Hazama favorecer o drama, ela também valoriza o suíngue, a suavidade e especialmente as dinâmicas. Por todos estes movimentos, “Journey to Journey”  nunca se perde em si. Em oito inéditas da escola de Maria Schneider  e uma interpretação de composição de Lady Gaga  (“Paparazzi” virtualmente retrabalhada à la Nelson Riddle), Hazama e sua banda de primeira-classe mantêm os ouvintes  pensando — e encantados.

    Faixas
 1 Mr. O   
 2 Tokyo Confidential   
 3 Blue Forest   
 4 Journey to Journey   
 5 Paparazzi   
 6 Believing in Myself   
 7 Ballad   
 8 What Will You See When You Turn the Next Corner?   
 9 Hidamari   
 10 (CD-ROM Track)

Músicos: Mark Feldman , Joyce Hammann (violino); Lois Martin (viola); Meaghan Burke (cello); Ryoji Ihara (flauta,  saxofones soprano e tenor ); Cam Collins (clarinete,  saxofone alto); Andrew Gutauskas (clarinete  baixo, saxofone barítono); Philip Dizack (flugelhorn); Bert Hill (French horn); Sam Harris (piano); James Shipp (vibrafone); Jake Goldbas (bateria).


Fonte: Jeff Tamarkin (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 22/07

Al Di Meola (1954) – guitarrista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=vuY0_JCHaF4,
Al Haig (1924-1982) - pianista,
Bill Perkins (1924-2003)- saxofonista,flautista,
Dennis Wilson (1952) – trombonista,
Don Patterson (1936-1988) – organista,
George Walker Petit (1959) – guitarrista, 
Jimmy Bruno (1953) – guitarrista,
Joshua Breakstone (1955) – guitarrista,
Junior Cook (1934-1992) – saxofonista,
Kara Johnstad (1968) - vocalista , 

Lou McGarity (1917-1971) – trombonista,
Mario Rivera (1939-2007) – flautista, saxofonista,
Paul Moer (1916) – pianista,
Sarah Lynch (1973)- vocalista 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

KRISTIN KORB – WHAT´S YOUR STORY? (Double K)

Embora muitos dos finos baixistas—Jay Leonhart, John Miller e Clipper Anderson entre eles—ocasionalmente cantem, Kristin Korb consta entre os raros que se sobressaem em ambos campos. Quando Korb iniciou sua carreira em gravações em 1996, ela cedeu o cargo de baixista ao seu mentor e heroi, Ray Brown. Desde então, através de cinco álbuns, incluindo “ What’s Your Story?”, ela tem acompanhado a si própria, mantendo um estilo claramente com toques do estilo de Brown.

 Como uma cantora, a natural de Montana parece ser da mesma escola de Tierney Sutton (que vem de Nebraska), com sua sinceridade solar sedutoramente matizada por  um sonhador  sinal de nuvens escuras.  Entretanto, Korb tende a ser vocalmente mais solta que Sutton, elas também partilham uma habilidade para aproximar-se silenciosamente de uma canção e com vago ceticismo cautelar arranha seu coração.

Trabalhando em vigorosas sessões desde 2004 com “Get Happy”, Korb enfrenta um trio sem piano com o baterista Jeff Hamilton e o guitarrista Bruce Forman para uma variada dúzia de faixas. Como sempre, o foco é nos  standards, incluindo uma esperta  “Red Wagon”, uma  trotante  “Don’t Fence Me In”,  uma  tentadora “Flamingo” e uma terna  “Moments Like This” , merecedora de Peggy Lee. A saltitante “On Green Dolphin Street”  exibe melhor a solidez da proficiência de Korb no baixo. E o malicioso compositor Amber Navran está à espreita em  “Always Searching for My Baby” , que lança Korb  fluindo livremente no território de Annie Ross encontra Joni Mitchell , demonstra  como soberbamente ela pode navegar em material mais contemporâneo.

       Faixas

 1 You Still Be Mine   
 2 Flamingo   
 3 Traveling Groove Merchant   
 4 Doralice   
 5 What's Your Story Morning Glory   
 6 Don't Fence Me In   
 7 Them There Eyes   
 8 Moments Like This   
 9 Red Wagon   
 10 Green Dolphin Street   
 11 Always Searching For My Baby   
 12 I Wanna Be Loved


Fonte : Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 21/07

Floyd Jones (1917 – 1989) – guitarrista,
Gil Parris (1977) – guitarrista,
Helen Merrill (1929) – vocalista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=rK8RewHEtgA,
Joel Fass(1954) – guitarrista,
Kay Starr (1922) – vocalista,
Omer Simeon (1902-1959) – clarinetista,saxofonista,
Plas Johnson (1931) - saxofonista,
Scott Wendohldt (1965) – trompetista,
Sonny Clark (1931-1963) - pianista,
Thomas Heflin (1977) - trompetista 

domingo, 20 de julho de 2014

ULF WAKENIUS – MOMENTO MAGICO (2014)

“Momento Magico” é um lançamento solo do guitarrista sueco Ulf Wakenius, uma exploração de três instrumentos acústicos—violões  com cordas de nylon e aço e baixo-guitarra acústico. Wakenius empreende esta exploração através de um mix de composições próprias e trabalhos variados de compositores como Erik Satie, Charles Trenet e Sixto Rodrigues.

 Wakenius é um instrumentista impressivamente adaptável, cujo currículo inclui trabalhos com Ray Brown , Youn Sun Nah  e, o mais famoso, com Oscar Peterson  (O OP em "Notes For OP And Wes"). Ele é resultado de muitas e diversas influências, que ele reconhece em suas notas na capa do disco.  Músicos malinenses tais como Vieux Farka Toure ("Mali On My Mind"), instrumentos  tais como a pipa chinesa ("The Dragon") e a "beleza da França" (Trenet's "La Mer") recebem, todas, o devido crédito.

Como muitos guitarristas acústicos, Wakenius tem um inconfundível rangido na mão esquerda quando desliza seus dedos através do braço e há vezes, tal como em "Requiem For A Lost Son", quando este estranho barulho vem a ser excessivamente  importuno. É menos um problema quando Wakenius duplica os instrumentos ou atua de forma mais firme como em "The Dragon" ou "Esperanto".

Duas das mais lentas canções formam os pontos altos de “Momento Magico”. "Gnossienne" de Satie funciona brilhantemente—Wakenius aprecia o minimalismo do trabalho e cria um lento, gracioso e ampla interpretação (que ele descreve como uma "semi-Bossa Nova"). A interpretação de Wakenius para a tocante  interpretação de "Ballad For E" de Magnus Ostrom, escrita em homenagem  ao amigo e companheiro de banda de Östrom,  Esbjorn Svensson , é uma sensível e original versão para a memória de Svensson.

Faixas: Ballad For E.; Momento Magico; Liberetto; Hindustan Blues; Requiem For A Lost Son; Mail On My Mind; Gnossienne; The Dragon; Esperanto; Preludio; Notes For OP and Wes; Sugar Man; La Mer.

Gravadora: ACT Music  
                                  
Estilo: Straight-ahead/Mainstream


Fonte: BRUCE LINDSAY (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 20/07

Arnold Fishkind (1919-1999)- baixista,
Bill Dillard(1911-1995) - trompetista,vocalista,
Bob McHugh (1946) - pianista,
Carlos Santana (1947) – guitarrista,
Charles Tyler (1941-1992) – saxofonista,
Ernie Wilkins (1922-1999) – saxofonista,
Romero Lubambo(1955) – violonista,guitarrista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=8Pc3U_slMAo

sábado, 19 de julho de 2014

KRIS DAVIS – CAPRICORN CLIMBER (Clean Feed)

O que vem primeiro a pianista ou a compositora? . Mesmo no seu excepcional álbum solo de 2011, “Aeriol Piano”, a resposta foi evasiva, face à simplicidade do seu ato composicional e às amarras do seu toque e improvisação. Na gravação do novo quinteto de Davis, “Capricorn Climber”, a artista, estabelecida no Brooklyn, está ajustada na interação do grupo e especialmente com a sua sonoridade, sendo mais difícil escolher os lados do seu talento  individual.

 Entre pianistas da nova escola, Davis é uma das menos dispostas com os passos acelerados, tão engajada como solista como ela tem provado ser. E mesmo quando ela está assumindo a liderança, ela age amplamente como facilitadora, realçando por toda a parte o som  com modulações afiadas, classicamente com linhas coloridas e  ribombos percussivos. A banda ostenta outros dois excepcionais solistas, o saxofonista tenor Ingrid Laubrock, um frequente parceiro, e o ás da viola, Mat Maneri, que é novo em seu círculo e toca de forma bravia com seu lirismo reforçado. Porém, Laubrock e Maneri  também exercitam a contenção para servir à estética do grupo.

“Capricorn Climber”  é sonhador, mais reflexivo e mais divertido que “Rye Eclipse”, o às vezes áspero álbum em quarteto de Davis de 2008. O quinteto, apresentando o baixista  Trevor Dunn e o baterista  Tom Rainey, alterna-se entre ataques bruscos e melodias vivas, efeitos de flutuação livre e  difíceis invenções. Construindo na brilhantemente inventiva melodia manifesta no carrilhão de Rainey, “Trevor’s Luffa Complex” move-se em ligeiro estilo, indo do  minimalismo ao estilo de livre expressão de Ornette. Duas das músicas, realçando o desembaraço de Laubrock em passar do clássico som do tenor às modernas irrupções guturais,  vindo como mini-suítes com súbitas mudanças de humor e estratégia composicional. Nossa consciência do poder sendo mantida em reserva adiciona a impressão que o álbum provoca.


Fonte: Lloyd Sachs (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 19/07

Bobby Bradford (1934) – trompetista,cornetista,
Buster Bailey (1902-1967) – clarinetista,
Carmell Jones (1936-1996) – trompetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=NWGzCNHnqsQ,
Charlie Teagarden (1913-1984) – trompetista,
Cliff Jackson (1902-1970) - pianista,
David Valdez (1967) - saxofonista,
Earle Hagen (1919-2008) – trombonista,líder de orquestra 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

JIMMY HEATH BIG BAND – TOGETHERNESS (JLP)

Este álbum tem origem em duas noites no Blue Note em Greenwich Village, em 2011,  por ocasião do 85° aniversário de Jimmy Heath. Não há nada inovador aqui. As oito músicas (quatro de Heath) e os arranjos (todos de Heath) são centrados na tradição das modernas  big-band . “Togetherness” não é uma exploração, mas uma celebração, uma imersão na exuberante e solene vida, além da extrema energia que só uma big band pode gerar no jazz .Deve ter sido uma festa animada.

De seu amplo portifólio de composições, Heath escolheu quatro números turbulentos, que são menos conhecidos, mas adequados para um aniversário agitado. “A Sound for Sore Ears” é  uma aguda e intensa saudação de abertura. “Togetherness” arremete direto como um trem. “A Time and a Place” é  agressiva e bem agradável. Se houve qualquer dança nas mesas do  Blue Note teria sido durante  “A Sassy Samba” por causa da irresistível pulsação.

Heath tem sido líder de orquestra desde que ele tinha 20 anos. “Togetherness” é apenas o seu terceiro álbum com big-band  e o primeiro gravado ao vivo. Seus arranjos são efetivos. “Yardbird Suite”, em 11 minutos, está ampliada dentro de algo rico e denso, com seções  ( trompetes agudos , saxofones sublimes ) incitando uns aos outros. “Fiesta Mojo” de Dizzy Gillespie está surpreendentemente sutil com vozes em cores empalidecidas atrás dos solistas.

Falando de solistas, os 18 integrantes da banda de Heath foram recrutados da elite de Nova York. Roy Hargrove, Peter Washington, Lewis Nash, Antonio Hart, Diego Urcola, Charles Davis e Steve Davis estão entre eles. Porém o mais intrigante solista é o próprio Heath no saxofone  tenor . Seus manifestos em “Lover Man” e “A Flower Is a Lovesome Thing” estão medidos pela paixão. Heath soa como um homem que escolhe cuidadosamente o local do seu próximo passo, marcando um caminho através da sua rica e complexa história pessoal. Ele é a vida da festa.

      Faixas
 1 Sound for Sore Ears 8:56 
 2 Togetherness 7:36 
 3 Time and a Place 6:58 
 4 Lover Man 8:04 
 5 Sassy Samba 6:28 
 6 Flower Is A Lovesome Thing 8:18 
 7 Fiesta Mojo 10:31      
 8 Yardbird Suite 11:10

Músicos: Jimmy Heath (saxofones soprano e tenor ); Mark Gross , Antonio Hart (flauta, saxofone alto ); Bobby Lavell (flauta, saxofone tenor ); Frank Basile (saxofone barítono); Diego Urcola, Greg Gisbert, Michael Mossman, Roy Hargrove, Frank Greene (trompete); John Mosca, Jason Jackson (trombone); Jeff Nelson ( trombone baixo); Jeb Patton (piano);Peter Washington(baixo); Lewis Nash (bateria).

Fonte: Thomas Conrad (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 18/07

Bob Helm (1914-2003) - clarinetista,
Buschi Niebergall (1938-1990) -baixista,
Carl Fontana (1928-2003) - trombonista,
Don Bagley (1927) - baixista,
Joe Comfort (1917-1988) - baixista,
Lynn Seaton (1957) - baixista,
Pete Yellin (1941) – saxofonista,flautista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Le98MDOPMbo

quinta-feira, 17 de julho de 2014

TINE BRUHN & JOHNNY O'NEAL – NEARNESS (Burner)

A despeito da carreira multifacetada que se expande por  várias décadas , o pianista Johnny O’Neal é ainda conhecido só como sua breve , mas competente,  aparição como Art Tatum na biografia cinematográfica de Ray Charles, Ray. Tão musicalmente correta foi a representação de O’Neal, que de primeira os ouvinte frequentemente esperam que ele soe como Tatum. Atualmente, seu mentor Oscar Peterson é a mais direta influência , entretanto é impossível também não ouvir a melodia de Bill Evans, particularmente no reservado e inteligente acompanhamento que ele providencia para a vocalista dinamarquesa Tine Bruhn em “Nearness”, seu recente lançamento.

 A dupla encontrou-se durante o verão de 2011, quando o pianista regular de Bruhn não compareceu a um show referente a um compromisso em um clube, desde então vêm trabalhando junto. Esta extensão sugere que a natural harmonia deles é tão comovente quanto à de Bill Evans com Tony Bennett  ao final dos anos 70.

Há sentimentos matinais para  estes 10 vigorosos  standards, uma impressão intensificada pelo atmosférico saxofone tenor de Stacy Dillard em quatro faixas. A voz de Bruhn, com traços leves de sua ancestralidade nórdica ainda é evidente, é a suavidade de um fiorde com ternura lisonjeira. Como é frequente em vocalistas que adotam o inglês como segundo idioma, sua dicção e fraseado são impecáveis. Porém é O’Neal que esboça  um vistoso  “Just in Time” ou prontamente intensifica a dor de  “Never Let Me Go”, verdadeiramente  modelando a profunda intimidade do álbum.

Faixas

1 I'll Be Seeing You 3:48
2 But Beautiful  7:13
3 Easy To Love 3:43
4 The Nearness of You 7:22
5 If I Should Lose You 4:54
6 My Foolish Heart  5:08
7 Just In Time 3:35
8 Never Let Me Go 4:11
9 All Of You 4:31
10 Skylark 5:26


Fonte : Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 17/07

Abe Laboriel (1947) - baixista,
Ben Riley (1933) - baterista,
Benny Krueger (1899 - 1967) - saxofonista,
Chico Freeman (1949) - saxofonista,
Danny Bank (1922) - saxofonista,clarinetista,flautista,
Eddie Dougherty (1915) - baterista,

George Barnes (1921-1977) - guitarrista,
Ivan Valentini (1955) - saxofonista,
Jimmy Scott (1925-2014) – vocalista,
Joe Morello (1928-2011) - baterista,
Mary Osborne (1921-1992) - guitarrista,
Nick Brignola (1936-2002) - saxofonista,clarinetista,flautista,
Paula Faour(1971) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=PbYOPNVIyIs,
Phoebe Snow (1952) –vocalista,
Ray Copeland (1926-1984) – trompetista,
Vince Guaraldi (1928-1976) - pianista,
Wilfred Middlebrooks(1933-2008) - baixista  

quarta-feira, 16 de julho de 2014

MARK DRESSER QUINTET - NOURISHMENTS (Clean Feed)

Prepare uma refeição para o baixista Mark Dresser e não se surpreenda se ele a transformar em  música. Uma de suas recentes composições, “Canales Rose”, é  assim denominada para o cozinheiro-chefe, seu amigo, Paul Canales, e as linhas do sax alto de Rudresh Mahanthappa refletem os ebulientes sentimentos que aparecem nas menções do líder nas notas para o CD. Porém , aquele solo de saxofone é apenas um ingrediente em uma peça que atravessa mudanças rítmicas traiçoeiras sem perda das qualidades etéreas. O álbum é composto com todas as espécies de  tais emoções e incomuns performances. Denman Maroney toca piano em seu estilo hiperativo, aplicando as ferramentas  dos instrumentos de cordas. Os resultados criam um senso de tensão, particularmente em “Para Waltz”, como no seu diálogo com o trombonista Michael Dessen no blues  “Aperitivo”. Os bateristas Tom Rainey e Michael Sarin alternam-se em faixas do disco, com o último oferecendo seus vigorosos desafios para o quinteto na canção título.

Faixas: Not Withstanding; Canales Rose; Para Waltz; Nourishments; Apertivo; Rasa; Telemojo.

Músicos: Mark Dresser: contrabaixo; Rudresh Mahanthappa: saxofone alto; Michael Dessen: trombone; Denman Maroney: hyper-piano; Tom Rainey: bateria; Michael Sarin: bateria.


Fonte : AARON COHEN

ANIVERSARIANTES - 16/07

Annie Whitehead (1955) - trombonista,
Anton Schwartz (1967) - saxofonista,

Arthur Moreira Lima (1940) – pianista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=c7oNbYK3X98,
Bobby Previte (1957) - baterista,
Bola Sete (1923 - 1987) - violonista,
Cal Tjader (1925-1982) - vibrafonista,
Denise LaSalle (1939) - vocalista,
Elizeth Cardoso(1920-1990) – vocalista,
Nat Pierce (1925-1992) - pianista,
Rene Urtreger (1934) - pianista 

terça-feira, 15 de julho de 2014

ALEX CLINE – FOR PEOPLE IN SORROW (Cryptogramophone)

Frequentemente álbuns tributo são embasados em reverência que deixa o coração e a alma do homenageado  ocultos. Outras vezes, o material tema é recontextualizado ao ponto  da absurdidade. Alex Cline aproxima-se de Roscoe Mitchell em “People in Sorrow” , esperando reimaginar o épico Art Ensemble of Chicag , enquanto mantém os elementos que fizeram-no vital, quando gravado em 1969 (Suas notas para o disco abandona a mesma mistura de humildade e entusiasmo que seu irmão gêmeo, Nels, expressou em suas interpretações da música de Andrew Hill). Esta interpretação feita para uma audição intensa que se estabelece como um singular manifesto e uma saudação para o compositor.

Gravado, em  2011, no Angel City Jazz Festival, apresenta uma banda com 11 componentes mais um poeta, um maestro e uma monja budista que canta sobre a banda através de um vídeo pré-gravado.  Os 67 minutos da performance  soa mais como uma peça contemporânea de nova música e a faz um veículo extenso para o free-jazz . Vinny Golia (palhetas), Oliver Lake (flauta, saxofones) e Dan Clucas (cornet, flauta) evocam o fogo musical do grupo original, quando eles pranteavam juntos. Posteriormente, os tímpanos de Cline estabelece a cena para os golpes barulhentos e blueseiros do guitarrista G.E. Stinson. Um tema indefinido aparece poucas vezes, mais perceptível do rico barítono de Dwight Trible e do grupo nos bramidos dos minutos finais.

“People in Sorrow” vem com um DVD, que é uma cópia da performance do CD. É um valoroso companheiro, não por outra razão, para observar a visão de Sister Dang Nghiem projetada no palco, brandindo um sino e  cantando em vietnamita. Neste ponto, Cline toma uma peça de   Mitchell depois do Art Ensemble para um novo nível de intensidade.


Fonte: Mike Shanley (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 15/07

GP Hall (1943)- guitarrista,
Luciano Milanese (1950) – baixista,
Petros Klampanis (1981) - baixista,
Philly Joe Jones (1923-1985) – baterista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=fIPIc3bkYoc,
Ron Kaplan (1953) – vocalista,
Sadik Hakim (1919 - 1983) - pianista,
Washboard Sam (1910 - 1966) – “washboardista”, vocalista,
Willie Cobbs (1932) – gaitista,vocalista

segunda-feira, 14 de julho de 2014

TEDDY WILSON – LIVE AT THE KING OF FRANCE TAVERN (Li-Sem)

Esta gravação, em um  espaço extinto há muito tempo em Maryland, ilustra, com o curso de dois breves trabalhos bordados com clássicos do pop e do  jazz, como o legendário pianista Teddy Wilson estava em plena forma em 1978. O primeiro trabalho é mais notável por sua inclinação por Ellington-Strayhorn . Compactas  miscelâneas de “Sophisticated Lady/Don’t Get Around Much Anymore”, “In a Sentimental Mood/Perdido” e “Lush Life/Take the ‘A’ Train” são abrilhantadas pelos grandes trechos solo realizados pela ainda ágil mão direita de Wilson, ou exibe a espirituosa interação desenvolvida pelo pianista e seus companheiros de trio , o baixista Bill Nelson e o baterista Bill Reichenbach.

O segundo trabalho encontra Wilson divertidamente saudando outros dos seus contemporâneos como Count Basie, prefaciando “One O’Clock Jump” com ritmos de boogie-woogie até que uma pulsação suingante moderna emerge. Por contraste, uma miscelânea de Gershwin, que inicia com “The Man I Love” inspira dramáticos desenhos orquestrais antes de espertamente  seguir para outro destaque, a maravilhosamente despreocupada “Love Is Here to Stay” de Wilson.

          Faixas

 1 Don't Be That Way 4:25 
 2 Sweet Georgia Brown 3:57 
 3 Birth of the Blues 3:52 
 4 Memories of You/Poor Butterfly 3:21 
 5 I Got Rhythm 2:44 
 6 Sophisticated Lady/Don't Get Around Much Anymore 3:31 
 7 In a Sentimental Mood/Perdido 5:18 
 8 Lush Life/Take the "a" Train 6:32 
 9 Whispering 4:43 
 10 Shiny Stockings 3:04 
 11 One O'Clock Jump 5:56 
 12 I Can't Get Started With You 1:24 
 13 Moonglow 2:33 
 14 Avalon 3:42 
 15 Basin Street Blues 4:37 
 16 It Don't Mean A Thing 3:44 
 17 Man I Love/Our Love is Here To Stay 4:30 
 18 Who Cares? 3:40 
 19 St. Louis Blues 5:31

Fonte: Mike Joyce (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 14/07

Alan Dawson (1929-1996) – baterista(na foto),
Billy Kyle (1914-1966) - pianista, 

George Lewis (1952) – trombonista,
Sabu Martinez (1930 - 1979) - percussionista 

domingo, 13 de julho de 2014

ALAN BROADBENT AND NDR BIGBAND - AMERICA THE BEAUTIFUL (2014)

Ser parte de uma big band foi uma experiência que o pianista Alan Broadbent aceitou, preservou e consequentemente seguiu. Música de Orquestra — compreendendo  impetuosas palhetas e seções de metais— foram bem  longe da sonoridade e o do abafamento do fino som do piano acústico. Quando Broadbent deixou a Woody Herman Big Band em 1972, ele disse adeus ao som de orquestra, assim pensou. Após receber uma encomenda para um programa de rádio com a renomada NDR Big Band (A Orquestra de Jazz da Rádio de Hamburgo), o pianista aceitou a oportunidade de adaptar sua música a ampla orquestração e ..."mesmo nas singularidades, dar a cada elemento o que lhe é devido”, como ele afirma, com respeito ao pianista por um lado e aos metais por outro.

“America The Beautiful “ marca o retorno de Broadbent  ao  gênero de big band unindo-se a uma banda de classe mundial, revisitando muitas antigas composições transformadas para novos arranjos de big band , onde o solista não apenas se pronuncia,  mas não perde o excitamento da orquestração,  que é parte da música. A abertura "Between The Lines" é a interpretação do pianista para a introdução de "All The Things You Are" de Dizzy Gillespie /Charlie Parker, ressaltando-se  Broadbent, dois saxofonistas e um trombonista em momentos de solo claro como testumunho para a banda soar com um pequeno grupo  onde os solistas são os pontos salientes.

O grande Billy Strayhorn  é lembrado  pelo amplo arranjo para a maravilhosa  "Sonata for Swee' Pea", enquanto Broadbent reprisa seu tributo ao líder de orquestra Herman em sua frequentemente gravada "Woody 'n' me" com o saxofonista tenor  Christof Lauer , fazendo as honras em um  deslumbrante solo. O estilo de pianista clássico  vem para a frente na suave balada  "Covenant" e saúda a orquestra  no imponente arranjo em  "The Long White Cloud". A breve , mas bela, "Love in Silent Amber", composta quando o  pianista tinha 23 anos , é uma das canções onde a orquestra permanece ao fundo e Broadbent lidera a música.

O grupo e o líder parecem  suingar continuamente na peça tributo a Sonny Clark ,"Sonny's Step", apresentando o saxofonista  Lutz Buchner ,o trompetista Claus Stotter, o baterista Marcel Seriese e a banda inteira em seu ponto alto no disco. A mais ambiciosa e extensa peça da gravação é a encantadora  "Mendocino Nights",  dedicada à sua esposa Alison, que apresenta Broadbent na  introdução do mais marcante solo do álbum.

Por último, o tributo  de Broadbent ao espírito norte-americano com a suingante peça título, graciosamente interpretado por uma orquestra estrangeira, está irreconhecível  nos primeiros estribilhos tanto quanto a melodia está espertamente disfarçada até ser revelada mais tarde. Com o suporte lisonjeiro da NDR Big Band, o pianista Alan Broadbent faz seu retorno , longamente atrasado, para uma atuação ao lado de uma orquestra de jazz com uma inspiradora sessão de música em “America The Beautiful”. Espera-se que esta incursão no formato não seja a sua última.

Faixas: Between The Lines; Sonata For Swee' Pea; Woody 'N' Me; Covenant; The Long White Cloud; Love In Silent Amber; Sonny's Step; Mendocino Nights; America The Beautiful.
 Músicos: Jörg Achim Keller: maestro; Thorsten Benkenstein: trompete, flugelhorn; Ingolf Burkhardt: trompete/flugelhorn; Claus Stötter: trompete, flugelhorn; Reiner Winterschladen: trompete, flugelhorn; Felix Meyer: trompete (4); Fiete Felsch: saxofones alto e soprano, flauta; Peter Bolte: saxofone alto , flauta; Gabriel Coburger: saxofones tenor e soprano, clarinete (2); Christof Lauer: saxofone tenor , clarinete; Lutz Büchner: saxofones tenor e soprano, clarinete, flauta; Frank Delle: saxofone barítono, clarinete baixo, flauta; Edgar Hertzog: clarinet baixo, saxofone  barítono, flauta (4); Dan Gottshall: trombone; Rainer Sell: trombone; Stefan Lottermann: trombone; Ingo Lahme: trombone baixo; Alan Broadbent: piano; Ingmar Heller: baixo; Marcel Serierse: bateria; Martijn Vink: bateria (4).

Gravadora: Jan Matthies Records

Para conhecer um pouco deste trabalho , assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: EDWARD BLANCO (AllAboutJazz)