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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

WBGO ANUNCIA CONCERTOS DE JAZZ PARA JOVENS


Com a questão o “Jazz está morto?” sendo posta na imprensa inúmeras vezes, é bom saber que algumas pessoas da comunidade jazzística estão sendo mais proativas e buscando criar novas audiências. A renomada estação de rádio, especializada em jazz, WBGO FM, em Newark, anunciou seções de concertos gratuitos para jovens. “The Robert Rodriguez Quartet” abrirá a série no próximo dia 10 de Outubro com uma apresentação no “Jersey City Museum”. “A série de concertos para os nossos jovens está diretamente relacionada à principal missão da WBGO, que é promover o legado do jazz” afirmou o seu diretor geral, Cephas Bowles, em um recente comunicado à imprensa. “Estes jovens representam a próxima geração das audiências e músicos. Eles são o futuro do jazz”.

Brandy Wood, diretora de marketing da WBGO, ressalta que não é apenas ganhar novos apreciadores agora, mas pensar no futuro. “Parte da missão da WBGO é desenvolver a próxima geração de ouvintes e fãs. Esta série é uma grande parte da razão do nosso trabalho”, Wood disse. “Nós faremos três shows em New Jersey e um em Nova York”. A variedade das audiências é a chave , porque a WBGO sente a importância de trazer a música para locais intocados pelos excelentes programas de jazz para jovens realizados pela Jazz at Lincoln Center”.

Wood declarou que a estação de rádio está encantada com este programa e seus efeitos. “Nós estamos tentando educar e motivar os jovens.”.”Sim, eles costumavam me contar sobre seus sentimentos quando outra atividade chata era anunciada na escola”, Wood ri. “Atualmente, eles usam as tardes do sábado só para o que escolhem”.

Para Wood, foi a apresentação da vocalista Robbie K que abriu seus olhos para como o jazz poderia se conectar com uma nova geração. “Ela tem realmente uma maneira própria para se conectar com os jovens. Ela faz os jovens dançar, cantar e acompanhar as batidas”. Wood atribui a força da programação a Dorthaan Kirk da WBGO, que organiza a série por muitos anos. De acordo com Wood, há uma clareza cristalina quando um artista conecta-se ou não com uma jovem audiência, para quem o suíngue tem um significado. “Os jovens não apresentam suas reações. Eles sabem se há suingue ou não e, se não há, simplesmente não se interessam”. Isto demonstra que ao lado da participação, o ritmo é a chave. “O apelo do jazz para eles vem principalmente do ritmo. Eles não reagem a Eric Dolphy, mas têm um ritmo dentro deles”.

Você ensina aos jovens a aplaudir após os solos, que é um estilo do jazz ? “Não, ela rí”. “mas os adultos vêm com os jovens e eles, claro, aplaudem após os solos. É realmente uma paricipação”. Wood explica que os vocalistas tendem a fazer melhor, porque há um claro ponto focal . Jovens costumam reagir à voz humana. Mais a performance de Winard Harper(na foto), no ano passado, demonstrou que um baterista poderia ajudar, como James Brown diria. “Ele foi espetacular.Ele explicou como a bateria veio da África, como era usada para a comunicação a grandes distâncias, já que tinha maior amplitude que a voz humana. Ele apresentou um baterista africano que demonstrou no “djembe’ , tocando o ritmo que identificava o nome da sua família. Eles colocaram os jovens para repetir os ritmos. Os jovens realmente responderam bem ”.

Isto é a criação de uma estrutura, ao menos de seus alicerces, para colocá-la em pé. A série é patrocinada pela “Prudential”, “NJPAC’s Wachovia Jazz for Teens” e pela “ New Jersey State Council for the Arts”.

Segue a programação completa :

10 de Outubro
Robert Rodriguez Quartet
The Spirit of Jazz - Improvisation
Jersey City Museum
350 Montgomery St
Jersey City, NJ

17 de Outubro
Mala Waldron com uma banda feminina
Jazz with a Feminine Flair
Newark Museum
49 Washington St
Newark, NJ

24 de Outubro
Steven Bernstein Band
Baby Loves Jazz
Maplewood Middle School
7 Burnett St
Maplewood, NJ

31 de Outubro
Ali Jackson Quartet
How to Listen to Jazz
George Faison Firehouse Theater
6 Hancock Place (at 124th St)
New York, NY

Para maiores informações vá para http://www.wbgo.org/, onde, inclusive, você pode desfrutar de belas audições.

Fonte : JazzTimes/Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 30/09


Antonio Hart (1968) – saxofonista(na foto),
Buddy Rich (1917-1987) - baterista,
Carmen Leggio (1927) - saxofonista,
Doug Pierce (1975) - trompetista,
Elliot Levine (1963) - tecladista,
Jon Eardley (1928-1997) - trompetista,
Melissa Stylianou (1976) - vocalista,
Oscar Pettiford (1922-1960) - baixista

terça-feira, 29 de setembro de 2009

ANIVERSARIANTES 29/09


Bob Reynolds (1977) - saxofonista,
David Kikoski (1961)- pianista(na foto),
Dennis Sandole (1913-2000) - guitarrista,
Jean-Luc Ponty (1942) - violinista, ,
Rolf Kuhn (1929) - clarinetista,
Roy Campbell (1952) –trompetista, flugelhornista

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

SPOKFREVO “FREVE” O TCA


A Origem da palavra frevo vem de ferver, por corruptela, “frever”, que, de acordo com o Vocabulário Pernambucano, de Pereira da Costa, passou a designar: efervescência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas, como ocorre no Carnaval.

Aquilo que o povo alimentava no boca a boca e no pula-pula, teve sua primeira referência em um periódico do Recife, o Jornal Pequeno, que mantinha uma seção carnavalesca da época, sob a responsabilidade do jornalista "Oswaldo Oliveira", em 12 de fevereiro de 1907, referindo-se a um tipo de música apresentada pelo clube dos Empalhadores do Feitosa, do bairro do Hipódromo. Como reconhecimento da importância deste fato, a Prefeitura da Cidade do Recife registrou como a data de origem do frevo 09 de fevereiro, tendo em 2007, comemorado o seu centenário durante o carnaval pernambucano.

Mas aquilo que parecia um devaneio de Nelson Ferreira, maestro e compositor, ao declarar, na década de 40, que o “frevo ainda vai fazer sucesso nos Estados Unidos” ou que esta música é uma mera diversão, sem maiores comprometimentos, passa a ganhar outros contornos com as frequentes turnês de sucesso da SpokFrevo,(na foto), na Europa, onde teve que prolongar sua temporada para atender ao pedido do presidente francês Nicolas Sarkozy, culminando com a apresentação final, no “Palais de l´Elysée”, no Dia Internacional da Música, ou ter de aproveitar uma folga para ir à cidade de Nazaten, Holanda, para ensinar uma orquestra local a tocar frevo ou apresentando-se no Festival de Montreux, onde provocou disputas por lugares e pedidos de cópias de partituras por músicos e maestros .

Vale a pena dar a palavra a Zé Flauta, um dos diretores, produtores e idealizadores da SpokFrevo Orquestra, criada em 2003, ao chegar em Recife após a quinta temporada internacional em um ano :

“Sou testemunha ocular e auricular, embora muito suspeito, por pertencer à diretoria da SpokFrevo Orquestra, de um fato que está mexendo com o conceito da música moderna hoje na Europa. Quando em 2003 resolvemos fazer um frevo rebuscado, dirigido a uma platéia sentada e calada, diferente dos dias de Momo – onde o frevo é executado de qualquer jeito, sem grandes ensaios para um público instigado pela folia, pelo passo e pela alegria – tínhamos plena consciência do que estávamos fazendo e nos metendo. Houve e há quem nos critique até hoje, e eu não tiro a razão deles, pois nunca prestaram a devida atenção ao ritmo como arte e linguagem musical, apenas como trilha sonora do encanto carnavalesco pernambucano, o que é uma magia, linda e maravilhosa, embora não seja tudo! Sempre nos questionamos por que o frevo não era executado durante todo o ano e eu sempre achei isso fácil de responder: Porque é uma música exclusivamente carnavalesca, sem chances para outras ocasiões, talvez para um réveillon ou um final de festa apoteótico. Depois do surgimento da SpokFrevo Orquestra, esse conceito mudou completamente, o frevo passou a ser tratado como ator principal e não mais como coadjuvante. Mostrar o frevo com a dignidade dessa orquestra é inédito em nossa história. Tocá-lo de paletó e gravata, numa manifestação de respeito e carinho, com uma orquestra completa e arranjos modernos, dando aos músicos a liberdade de expressão, assim como no jazz, ninguém fez antes da SpokFrevo. Não mesmo! Uma tentativa aqui, outra ali, e nada mais. Um trabalho com uma consistência estética e musical desse grupo é inédita e bastante louvável.” .

Foi esta Orquestra que participou do XVI Festival de Música Instrumental da Bahia de forma apoteótica. Não pela alegria da música em si, mas pela capacidade de aliar esta verve carnavalesca a arranjos muito bem elaborados e a performances competentes dos músicos, demonstrando o senso jazzístico e perfeita interação. Spok disse no show, que o que mais o encantava era o silêncio, ou seja, ver a plateia ouvindo o frevo , sentadas , caladas e no final aplaudir calorosamente! .Isto não os impede de continuar tocando no carnaval, no meio do povo, nos palcos e pólos de animação, afinal se assim não fosse, não seriam pernambucanos.

A SpokFrevo Orquestra já esteve em vários países da Europa e também na China, na Índia, na Tunísia, na África do Sul, sempre completa e apresentando um frevo de alta qualidade, aplaudidíssima a cada show que faz. A forma de tocar frevo impressiona principalmente ao público apreciador do jazz, da música instrumental, da World Music. Seu CD e DVD são encontrados ao lado de grandes nomes como Sony Rollins, Quincy Jones, Chick Corea, para citar alguns, e ainda obtém o selo “novidade”.

A Orquestra tem se apresentado em requintados clubes e festivais de Jazz da Europa, sendo assistidos por mais de 300 mil pessoas em mais de 40 apresentações. Em Paris, gravaram para a RTL, uma das mais importantes rádios francesas, que atinge, segundo estimativas, um público de 300 mil ouvintes.

Lembro que a primeira vez que tive acesso ao trabalho da SpokFrevo,o CD Passo de Anjo, foi através de um amigo, Pinho, companheiro da SOJAZZ, que em uma de suas viagens de trabalho, ganhou o disco, que posteriormente foi “reembalado” pela Biscoito Fino. Como sou pernambucano, a primeira coisa que fez foi me emprestar. Paixão à primeira audição.

No ano passado estiveram no Festival de Jazz da Praia do Forte, onde junto com outros companheiros da SOJAZZ, tivemos o prazer de conversar com Spok sobre o seu trabalho e a repercussão dele na Europa, e ele modestamente nos disse algo, que demonstra o seu espírito: “Gente eu não quero parecer boçal, ou metido, mas o show que faremos no próximo ano na França já está com a lotação esgotada”. Este espetáculo ocorreu na Normandia. O resultado foi a necessidade de fazer dois shows para possibilitar aos que estavam do lado de fora ter a oportunidade de vê-los

Em Londres , apresentaram-se no “Barbican” e no final desceram do palco e foram para fora do Centro Cultural arrastando a platéia, mostrando como se faz o nosso carnaval. Pelo menos os londrinos, participaram de um arrastão sob outro prisma.....

No show de ontem , como sempre fazem , convidaram carinhosamente músicos locais para participar, e lá estavam Joatan Nascimento, Letieres Leite, Júnior Maceió, Firmo do Acordeon, que é pernambucano, mas fixado em Salvador

Ao final, olhou para a escadaria do Teatro Castro Alves e disse : "Isto está parecendo a ladeira da Sé em Olinda", e não se fez de rogado. Saiu tocando com a Orquestra, levando a platéia para o hall do Teatro, com um rei Momo à frente , que o pessoal da SOJAZZ imagina quem seja, e grande participação da colônia pernambucana, que compareceu em grande número, eu inclusive, que entoava os hinos de Pitombeiras ou Elefante de Olinda , quando instigados pela orquestra, e outros clássicos do frevo pernambucano, que me remeteram a lembranças maravilhosas da infância.

Realmente, a SpokFrevo faz jus a tudo de bom que se diz dela. E quem ouviu com atenção a performance solo de Spok para clássicos de Luiz Gonzaga, eleito o pernambucano do século, com a inclusão de Lamento Sertanejo de Dominguinhos e Gilberto Gil, tem que dar razão ao que está escrito em seu primeiro disco, o outro já está no forno: “O Frevo está para o Capibaribe assim como o Jazz está para o Mississipi”.

ANIVERSARIANTES 28/09


Chico Oliveira (1976) – guitarrista(na foto),
Evan Lurie (1954) - pianista,
John Gilmore (1931-1955) - saxofonista,
Kenny Kirkland (1955-1998) – pianista,
Koko Taylor (1935) - vocalista,
Mike Osborne (1941-2007) - saxofonista

domingo, 27 de setembro de 2009

VIVA A MÚSICA INSTRUMENTAL DA BAHIA


Aqueles que não estiveram no XVI Festival de Música Instrumental da Bahia no dia 26/09 perderam uma das mais belas noites musicais já vistas pelo público baiano. Foi uma noite mágica. No início tivemos a apresentação de Maria Mitouzo que na minha santa ignorância do que acontece efetivamente no cenário da música instrumental baiana, sufocada duramente por outros ritmos e requebros, mas que tem seus baluartes, desconhecia. Ela apresenta-se ao piano e usa a voz para apresentar suas belas composições. Sua banda tem quatro vozes, duas masculinas e duas femininas, aliada ao sax e flauta de André Becker, ao baixo elétrico de Luciano Calazans, que fez a direção musical, aos teclados de Zito Moura e à bateria competente de Tito Oliveira.

Deixemos que a própria Maria Mitouzo defina a sua música:

“...A Bahia e seus ritmos inovadores. Minha contribuição para a música brasileira revive um trabalho cuja viagem harmônica procura um envolvimento íntimo com a sensibilidade das pessoas. A mescla de harmonia, ritmo e vozes”

No caso de Maria Mitouzo minha ignorância foi mitigada, quando encontrei o pianista Bruno Aranha e perguntei: “Bruno, onde se esconde este povo ?”. E ele respondeu : “Por aí....Não a conhecia. Estive na casa dela , conheci seu trabalho e levei um susto”. Junto com ele, quero continuar tomando estes sustos.

A segunda atração da noite é para corações e mentes abertos para a música. Uma formação inusitada. Dois baixos elétricos e uma percuteria. Percuteria?. Sim, uma mistura de percussão e bateria. Com o perdão da rima: Coisas da Bahia. Com vocês a banda F.A & A Clave, formada por Frank Negrão e Arturzinho Aguiar,(na foto), nos baixos elétricos. O “percuterista” é Reynaldo Boaventura. Sobrenome adequado. É impressionante a interação destes músicos. É instigante. Três músicos e pronto: Uma orquestra no palco. O destaque foi uma chula, ritmo típico da região de Santo Amaro. É impossível não se emocionar
E para dar o tiro de misericórdia, na última música, entra Letieres Leite, o líder da Rumpilezz, e une seu competente sax tenor ao grupo.

A terceira atração da noite trouxe o trio 202, formado pelo pianista Nelson Ayres, pelo violonista Ulisses Rocha e pelo acordeonista Toninho Ferragutti. Em abril de 2007 foram convidados de última hora para uma apresentação no “Jazz Standard “ em Nova York. Três ensaios para formar o repertório e o “crime” havia sido cometido, cuja condenação em última instância obrigou-os a lançar um disco. Foi uma apresentação inesquecível. Repertório repleto de belas composições próprias, acrescidas de Ponteio de Edu Lobo, Da Bahia ao Ceará , choro composto por Moacir Santos, quando tinha cerca de 20 anos, e de uma música do bis, que teve como introdução uma pequena estória narrada por Nelson Ayres. Conta que Vinícius de Moraes estava em uma festa dançante e divisou uma bela morena ao fundo do salão. Tradicional galanteador, aproveitou o bolero que rolava na vitrola, termo que considero adequado para a época do ocorrido, e perguntou: Aceita dançar este bolero comigo ?. E ela respondeu assim................
Nelson Ayres foi para o piano e junto com seus companheiros deram um show de interpretação em “Só Danço Samba”.

Para os felizardos que participaram deste evento um grande abraço, aos que perderam resta o consolo de um futuro programa da TVE da Bahia, que está gravando as apresentações do festival desde o dia 25. Não vale perder de novo.

Aviso de utilidade pública: Toninho Ferragutti não toca acordeon, ele faz o instrumento falar, como na interpretação solo da composição de Dominguinhos e Gilberto Gil, Lamento Sertanejo, que botou o público para ter na mente a letra da canção, que reproduzo abaixo, no mais absoluto silêncio. No final o teatro veio abaixo. Emocionante

Lamento Sertanejo

Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigos
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado.

Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo.
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão boiada caminhando a esmo
.

Hoje tem mais : Júlio Caldas e Cássio Nobre, com um trabalho de resgaste da viola caipira do Recôncavo baiano, Luizinho Assis e banda e Spokfrevo Orquestra . As bilheterias do Teatro Castro Alves estarão aberta ate às 20h45min.

ANIVERSARIANTES 27/09


Bud Powell (1924-1966) – pianista,
Guido Basso (1937) - trompetista,
Hank Levy (1927-2001) - saxofonista,
John Damberg (1952) – vibrafonista, percussionista
Lars Erstrand (1936) - vibrafonista,
Matt Wilson (1964) – baterista(na foto),
Mike Nock (1940) - pianista,
Red Rodney (1927-1994) - trompetista,
Richard Oppenheim (1953) - saxofonista,
Rob Wilkerson (1973) - saxofonista,
Teddy Brannon (1916-1989) - pianista

sábado, 26 de setembro de 2009

EDDIE DANIELS AND ROGER KELLAWAY - A DUET OF ONE : LIVE AT THE BAKERY (IPO)


Apesar do catálogo jazzístico não ser repleto de duos de clarinete e piano, Eddie Daniels e Roger Kellaway têm demonstrado afinidade para atuarem juntos como ocorreu em Março e início de Abril de 2005, cujas atuações foram condensadas em 73 minutos no CD “A Duet of One”. Ambos são veteranos (Daniels com 63 anos, Kellaway com 65), e têm suas carreiras individuais flertando com a música clássica. Kellaway com seu quarteto de cello nos anos 1970, Daniels devotando-se ao clarinete, um instrumento fora de moda desde o tempo da era do swing . E, claro, eles tocaram juntos antes, com notabilidade para os álbuns de Daniels, “Memos From Paradise” e “To Bird With Love”.

Ainda assim, “Duet of One” é uma mudança de paradigma, muito mais uma bem antenada seção para o dois, que parecem estar bem entrosados. Os “standards” que aparecem entre as composições originais providenciam prestimosas contribuições, quando aquelas melodias familiares aparecem, entretanto brevemente, entre as improvisações que toma a maior parte do disco. Por exemplo, a abertura, “I’m Getting Sentimental Over You”, uma divertida escolha, dado que foi uma canção tema de Tommy Dorsey, que foi um grande líder de orquestra da era do swing e não era um clarinetista, vem a ser reconhecida só nos segundos finais da música. Por outro lado, “After You’ve Gone” faz uma forte aparição, vindo depois um apresentação de “This Is the Time” de Kellaway.

Na maior parte do tempo, Daniels e Kellaway tocam prazeirosamente, parecendo independentes, o que provavelmente explica o título do disco: Estes são duetos , mas os artistas são realmente solistas.

Faixas :I'm Getting Sentimental Over You; Slow Dance;Adagio Swing; I Want To Be Happy; New Orleans; This Is The Time; After You've Gone; Blue Waltz; Love Of My Life; We'll Always Be Together

Data de Lançamento: 10 de Fevereiro de 2009

Fonte: JazzTimes / William Ruhlmann

ANIVERSARIANTES 26/09


Gal Costa (1945) – vocalista,
Gary Bartz (1940) – saxofonista,
George Gershwin (1898-1937) - pianista , compositor,
Jean Caze (1982) - trompetista,
Julie London (1926-2000) - vocalista,
Mário Adnet (1957) – violonista (na foto),
Nicholas Payton (1973) - trompetista,
Vic Juris (1953) – guitarrista

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MICHAEL JEFRY STEVENS TRIO - FOR ANDREW (KONNEX)


Lembrem-se da chamada de “Butch Cassidy and The Sundance Kid”. “Quem são estes rapazes? ". Como pode um trio pianístico ser tão suave e não ter fama ?. Claro, isto é jazz. Você pode tocar ao redor do mundo por 30 anos e aparecer em 58 Cd´s, como Michael Jefry Stevens e permanecer desconhecido.

Os outros componentes são o baixista Peter Herbert e o baterista Jeff Siegel. O que é interessante neste trio, ao lado das suas habilidades individuais e coesão coletiva, é que eles, na maioria das vezes, navegam nas águas da zona criativa. Eles se aventuram além de Andrew Hill, que influenciou Stevens e a quem este álbum é dedicado, mas chegam perto de Cecil Taylor. Eles escolheram tocar um “standard” popular como “Lazy Afternoon”, mas eles o descontroem apresentando elementos isolados: um toque suave do címbalo, uma tentativa fragmentária em um intervalo pianístico e uma obsessiva atuação do baixo. Acordes complicados do piano e fortes vibratos gradualmente unem-se e desembocam em “Nardis”.

O que é fascinante neste trio é sua imaginação. Lirismo coexiste com repentinas variações e movimentos irregulares. Stevens compõe uma melodia envolvente como “Lazy Waltz” e a divide em grandes conjuntos de notas. Ele, também, arranja ”Parallel Lines” só para dividi-la livremente com uma suingante atuação do piano e do baixo.

Este álbum foi gravado em 1996, porém só foi lançado agora. Quem são estes rapazes?.

Faixas : Nardis; Spirit Song; Waltz; Specific Gravity; Lazy Afternoon; Parallel Lines; Lazy Waltz;The Lockout; The River Po.

Data de lançamento: Fevereiro de 2009

Fonte : JazzTimes / Thomas Conrad

ANIVERSARIANTES 25/09


Barbara Dennerlein (1964) – organista,
Billy Pierce (1948) - saxofonista,
Bradford Hayes (1959) - saxofonista,
Charlie Allen (1908-1972) - trompetista,
Craig Handy( 1962) - saxofonista,
Dean Krippaehne (1956)–pianista,
vocalista,
Dennis Mitcheltree (1964) – saxofonista,
Garvin Bushell (1902-1991) - saxofonista, clarinetista,fagotista,
Horace Arnold (1937) - baterista,
John Taylor (1942) - pianista,
Marco Pereira(1950) – violonista(na foto),
Michael Gibbs (1937)- pianista , trombonista,
Quito Pedrosa(1964) – saxofonista,
Sam Rivers (1930) - saxofonista,flautista,
Rossiere “Shadow” Wilson (1919-1959) – baterista,
Zé Eduardo Nazário(1952) - baterista

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quintas com Tainah no ZEN

Zen - Rua Cnso. Pedro Luiz - Rio Vermelho (ao lado do Bradesco)
Show livre, sem couvert.

CELEBRAÇÃO PARA O CENTENÁRIO DE MARY LOU WILLIAMS


Apesar do centenário de Mary Lou Williams,(na foto), ocorrer em Maio do próximo ano, o pessoal da “Jazz at Lincoln Center” iniciará a sua celebração neste ano. Começando em Novembro, o espaço construído por Wynton Marsalis estará homenageando a legendária pianista com vários eventos , desde concertos, aulas e até um concurso “Você é a Próxima Mary Lou Williams?".

O início ocorrerá nos dias 6 e 7 de Novembro com “Jazz for Young People” com um programa chamado “Quem é Mary Lou Williams?” tendo Marsalis e a “J@LC Orchestra” como anfitriões. Uma semana depois Marsalis e a orquestra retornarão para um concerto com os convidados especiais, os pianistas Geri Allen e Geoffrey Keezer, para celebrar o centenário de Mary Lou Williams. Essas performances ocorrerão nos dias 13 e 14 de Novembro no “Rose Hall”.

Talvez o mais inusual seja o concurso com o curioso título “Você é a Próxima Mary Lou Williams?". Apesar de uma óbvia menção a programas de televisão que assolam os canais hoje em dia , o título leva-nos a questionar porque haveria outra Ms. Williams, uma pessoa e artista singular. Williams teve uma carreira que não pode ser facilmente comparada com outro artista de jazz e é duro imaginar a participação dela em um concurso, quando ela era jovem para ser, digamos, o próximo James P. Johnson ou Count Basie. Apesar disto, mulheres, que tocam piano e que tenham até quinze anos de idade, são encorajadas a submeter um vídeo de uma música de Williams, para ter a chance de tocar com a “Jazz at Lincoln Center Orchestra” com Wynton Marsalis como integrante do já mencionado concerto “Jazz for Young People”, “Quem é Mary Lou Williams?” As inscrições encerrarão no próximo dia 14 de Outubro. Para maiores informações visitem o site da “Jazz at Lincoln Center”.

E há mais . Em Janeiro e Fevereiro, o empresário e guia espiritual de Mary Lou Williams, o padre Peter O’Brien, dará um curso na “Swing University” sobre a vida e a música de Williams. Finalmente, a “Essentially Ellington High School Jazz Band” doará 4.500 livretos sobre a música de Mary Lou Williams para escolas do segundo grau dos Estados Unidos. Nestes livretos estão “New Musical Express,” “Roll ‘Em” e “Walkin’ and Swingin’.” O programa culminará com o evento anual “Ellington Competition & Festival” no dia do aniversário de Williams, 08 de Maio de 2010.

Nossa admiração e respeito pelo diretor artístico Marsalis e seus associados pelos esforços para chamar a atenção para esta, frequentemente esquecida, gigante do piano jazzístico. Para aqueles que desejam realizar outras festividades , recomendamos o interessante livro de Linda Dahl sobre Williams,” Morning Glory, A Biography of Mary Lou Williams”, que teve trechos publicados na edição de Março de 2000 da JazzTimes.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner
Foto : Chuck Stewart

ANIVERSARIANTES 24/09


Bill Connors (1949) - guitarrista,
Fats Navarro (1923-1950) – trompetista (na foto),
Herb Jefferies (1916) - vocalista,
Ingrid Laubrock (1970) – saxofonista,
Jack Costanzo (1922) - percussionista,
Jay Hoggard (1954) – vibrafonista,
John Carter (1929-1991) - clarinetista,
Rebecca Kilgore (1948) - guitarrista, vocalista,
Walter Smith III (1980) - saxofonista,
Wayne Henderson (1939) - trombonista

BANDA BASE DA JAM NO MAM NO TCA

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

EGBERTO GISMONTI LANÇA CD DUPLO NA EUROPA


Recebemos mais um ótimo artigo, remetido pelo amigo Gileno Xavier, que a esta altura está se tornando nosso correspondente, de autoria de João Marcos Coelho, publicado no Estado de São Paulo no último dia 19. Vale a pena reproduzí-lo. Segue o texto.

“Em coprodução com a Carmo de Egberto Gismonti(na foto), a ECM de Munique acaba de lançar, por enquanto apenas no mercado europeu, um ambicioso álbum duplo, o primeiro com material inédito, em 14 anos, para a gravadora alemã. Num deles está a suíte em sete movimentos Sertões Veredas - Tributo à Miscigenação, para orquestra de cordas, com cerca de 70 minutos, gravada em agosto de 2006 no Teatro Amadeo Roldán, em Havana, pela Camerata Romeu, integrada por 16 instrumentistas mulheres, regidas por Zenaida Romeu. No segundo CD, gravado em abril e maio de 2007 no Rio, Egberto compõe um duo ao lado do filho Alexandre; eles improvisam sobre dez criações gismontianas já bastante conhecidas, como Palhaço, Dança dos Escravos e Saudações.

Embora seja elevada a qualidade musical do duo, é natural que as atenções se voltem para a inédita suíte orquestral. Pela primeira vez, creio, ouvimos apenas o Gismonti compositor (o fabuloso violonista e pianista descansa). E numa obra de fôlego, que dá espaço ao fabuloso compositor. Não foi acidental a repetição do mesmo adjetivo. Remete ao escritor cubano Alejo Carpentier, amigo de Villa-Lobos e autor de obras-primas como Os Passos Perdidos, de 1953, romance fundador do nacionalismo musical latino-americano. E também de Concerto Barroco, de 25 anos depois, onde se lê o seguinte: "A Grande História alimenta-se de fábulas, não se esqueça disso (...) Eles perderam o sentido do fabuloso. Eles chamam fabuloso tudo que é remoto, irracional, situado no passado (...) Não compreendem que o fabuloso situa-se no futuro."

É o mito contra o discurso. Este é o maravilhoso universo de Egberto Gismonti hoje, a caminho dos 62 anos, que completará em 5 de dezembro. É a plena maturidade de um dos mais fabulosos criadores musicais brasileiros contemporâneos. Isso fica claro na leitura do texto escrito por Lilian Dias a partir de bate-papos com ele. Comentando o quinto movimento da suíte, Egberto diz: "Inicia-se com uma alusão ao som da roda da carroça (o atrito do eixo de aço enferrujado contra a madeira da roda) que se escuta no filme de Nelson Pereira dos Santos Vidas Secas." Pois o narrador de Carpentier em Os Passos Perdidos, um compositor nova-iorquino que se embrenha na Amazônia com a amante, diz querer justamente isso: "Encontrar o diapasão das rãs, a tonalidade aguda do grilo, o ritmo de uma carroça cujos eixos chiam"; ele se encanta com "os caminhos de um primitivismo verdadeiro" e capta que aí devem estar "as buscas mais válidas de certos compositores de época atual". Ali, acrescenta, o compositor deve assumir a "tarefa de Adão dando nome às coisas". Afinal, valem para Gismonti as palavras que Carpentier usou para descrever o Villa: "A formidável voz da América, seus ritmos selvagens, melodias primitivas e contrastes estridentes que evocam a infância da humanidade."

A primeira audição de Sertões Veredas provoca a estranha sensação de estarmos diante de uma obra do Villa-Lobos inédita e recém-descoberta. Se vivo, Villa escreveria assim. Mas Sertões Veredas não é saudosista nem nacionalista como eram os seguidores do Villa, na primeira metade do século 20. Gismonti, afinal, complementa nesta obra-prima um notável itinerário criador da vida inteira. Ele partiu da pequena Carmo, passou e firmou-se no Rio de Janeiro, estudou com Nadia Boulanger e Jean Barraqué em Paris. E parece ter ouvido o conselho que Mademoiselle Boulanger deu ao argentino Astor Piazzolla, para voltar-se às raízes musicais de seu país. Impôs-se mundialmente em 1977, desde seu primeiro disco para a ECM, Dança das Cabeças, com Naná Vasconcelos. Viajou por todas as latitudes, gravou em todos os lugares, tocou com todo mundo.

E agora, com esta suíte, desembarca, como um Ulisses do século 21, no porto seguro do Brasil (que, aliás, ele jamais deixou de lado; ao contrário, Villa e as marcas brasileiras sempre foram decisivos em sua vasta produção instrumental). Ele a construiu em sete partes, mas a audição sugere que a suíte mesmo, organicamente, tece um universo fechado nos seis primeiros números. Até porque a coda final da sexta Vereda retoma o primeiro tema da primeira. A sétima é apenas uma colagem de duas músicas conhecidas.

É uma "viagem musical pelo Brasil", como ele mesmo diz. Mas não uma viagem convencional ou linear. Cruzando tempo e espaço, somando Villa-Lobos (ouça o terceiro movimento a partir dos 5": é puro Villa) a Bach (uma fuga, que começa em 5"17, evoca Bach; Gismonti diz que ele representa "o limite máximo de reverência à fé, a algo invisível, mas que se torna um guia para toda vida"). Mas, inevitável, uma escola de samba em versão refinada para orquestra de cordas soa aos 6"25 da terceira Vereda. A quinta Vereda abre com uma pitada de minimalismo à brasileira. Gismonti adota o procedimento típico do minimalista norte-americano Steve Reich, que consiste em retardar as execuções de dois ou mais instrumentos, ou grupo de instrumento, de uma mesma melodia, porém sobrepondo-as. Além disso, há muito uníssono das cordas, como adorava fazer o Villa, assim como uso e abuso da sincopa característica do choro, de novo bebendo no Villa. Mas não se trata de mera imitação, e sim da busca mitológica do fabuloso, como dizia Carpentier, "o fabuloso que remete ao futuro".

Os comentários de Gismonti são precisos e remetem a exemplos musicais cujas partituras são reproduzidas no folheto do disco. Uma das Veredas mais comoventes é a terceira, que reproduz sua primeira viagem ao Xingu. O primeiro movimento mostra "a intimidade da consonância e da dissonância ou as coisas mais banais e mais complexas convivendo cotidianamente", diz Egberto. Em seguida, ele tenta retratar o "desespero de se saber no Brasil, em sua própria casa, sem compreender o que está se passando". Mas o terceiro movimento - parece, porque não vi as partituras, que cada Vereda é construída sobre três movimentos distintos - mostra que "surge a compreensão de que basta ter olhos e ouvidos para aceitar o outro como ele é, e não como queremos que ele seja".

Neste caso, dá até para evocar os conhecidíssimos versos "O Brazil não conhece o Brasil/ o Brasil nunca foi ao Brazil" de Aldir Blanc para a música Querelas do Brasil, composta nos anos 80 por Maurício Tapajós. Pois Egberto Gismonti finalmente apresenta estes dois Bras(z)is. Com uma música de elevadíssima qualidade, interpretada de modo excepcional pelas mulheres integrantes da Camerata Romeu de Havana. Por isso ele é fabuloso. E fabuloso, no reino mítico, como dizia Carpentier, é adjetivo que sempre "remete ao futuro". “

ANIVERSARIANTES 23/09


Albert Ammons (1907-1949) - pianista,
Bardu Ali (1910-1981) – guitarrista,vocalista,
Bill Tole (1937) - trombonista,
Christian Escoude(1947) - guitarrista,
Don Grolnick (1947-1996) - pianista ,
Fenton Robinson (1935-1997) – guitarrista,vocalista,
Frank Foster (1928) - saxofonista,flautista,
George Garzone (1950) - saxofonista,
George Matthews (1912-1982) - trombonista,
Irene Reid (1930-2006) - vocalista,
Jeremy Steig (1943) - flautista,
Jimmy Woode (1928-2005) - baixista,
John Coltrane (1926-1967)- saxofonista(na foto),
Les McCann (1935) - pianista , vocalista,
Little Joe Blue (19341990) – guitarrista,vocalista,
Norma Winstone (1941) - vocalista,
Ray Charles (1930-2004) - pianista, vocalista

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ANIVERSARIANTES 22/09


Alex Kontorovich (1980) - saxofonista,
Dilermando Reis(1916-1977) - violonista (na foto)
Doug Beavers Rovira (1976) - trombonista,
Gonzaguinha(1945-1991) – vocalista,compositor,
Ken Vandermark (1964) - saxofonista,
Marlena Shaw (1942) – vocalista,
Paulo Bellinati(1950) – violonista, guitarrista,
Ray Wetzel (1924-1951) – trompetista,
Robert Falk (1953) – guitarrista,
Tony Reedus(1959-2008) - baterista

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

LEGADO DE MAYNARD FERGUSON CELEBRADO EM NOVO LIVRO


A palavra impressa tem maior certeza de permanência do que a história oral . As dificuldades das livrarias, ou de qualquer outro tipo, tem criado uma espécie de submercado, onde projetos vistos como risco comercial passam a ser um trabalho de apaixonados. No caso em análise, está a publicação de uma coletânea de entrevistas do interessante líder de orquestra e trompetista Maynard Ferguson(na foto), compilada e escrita por um produtor de jazz de longo tempo, Ralph Jungheim. O livro não tem nenhum atrativo visual, mas as estórias e os testemunhos são consistentes, mesmo se você não for fã de um trompetista pirotécnico.

Entre os companheiros de Maynard, que demonstram sua admiração, estão Bud Shank, Mundell Lowe, Irene Kral, Peter Erskine, Lanny Morgan, Don Menza, Lew Tabackin, Shelly Manne dentre outros. Sim, alguns destes nomes, como o objeto da homenagem, não estão mais conosco. Jungheim explica que gravou as entrevistas em 1978 , quando de uma performance de Maynard e seu grupo em Santa Monica, California. Depois sua esposa trancreveu as inúmeras horas de entrevistas. Jungheim tinha esperança de publicar as entrevistas, mas não obteve interesse dos principais editores. “Assim eu as guardei em uma caixa e, por um longo tempo, as esqueci” declarou Jungheim. “De vez em quando eu as pegava e as relia”. Foi o filho de Jungheim que o levou a fazer alguma coisa com o material arquivado. “Eu lutei contra um câncer pelo período de dois anos e meio, e meu filho sugeriu que eu fizesse um eBook e finalmente a coisa saiu”, Jungheim relembra. Ele, finalmente, conseguiu editar o livro, que pode ser encontrado no site dos fãs de Ferguson e no “Amaxon. Maynard!” Está disponível, também, no “Buster Ann Music” de Jungheim e no “Simon & Schuster”.

Curiosamente, Jungheim resenhava discos para a JazzTimes e em 1997, escreveu sobre uma biografia autorizada de Ferguson escrita por Bill Lee. E você pode ler uma emocionada homenagem ao líder, de um dos seus mais proeminentes alunos, Peter Erskine, que o saudou na edição de Março de 2007 como parte da seção de despedidas.

Eu demonstrei a Jungheim meu desapontamento sobre a ausência no livro da minha estória favorita sobre Maynard , que aparece no seminal “Jazz Anecdotes” de Bill Crow. Ferguson estava excursionando pelo Meio-Oeste e havia contratado aeronaves Cessna para conduzi-lo aos locais de trabalho. Uma vez, uma tempestade estava ocorrendo em volta do pequeno avião. Maynard levantou-se e gritou : “Eu estou indo dormir, mas se vocês avistarem Glenn Miller, por favor despertem-me”. Jungheim riu e disse : “Sim, Maynard era brincalhão, suave e tranquilo”.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 21/09


Chico Hamilton (1921) – baterista (na foto),
Dick Shearer (1940-1997) - trombonista,
Don Preston (1932) - tecladista,
Shafi Hadi (1929) - saxofonista,
Slam Stewart (1914-1987) - baixista,
Sunny Murray (1937) - baterista,
Tommy Potter (1915-1988) - baixista

domingo, 20 de setembro de 2009

ROY HARGROVE – EMERGENCE (EmArcy [2009])


Como trompetista, compositor e arranjador, Roy Hargrove tem sido um importante esteio na cena musical contemporânea, em vários formatos, por aproximadamente duas décadas. Entretanto, sua experiência com “big bands” tem sido limitada e a maioria delas em aparições com a “Dizzy Gillespie All-Star Big Band”, onde ele tem mostrado a capacidade de provar a si mesmo, que pode manter as tradições desta legenda do jazz. Hargrove vem acumulando experiência em “big bands” desde 1995 e “Emergence” é o objetivo bem entitulado por representar sua completa emergência dentro do idioma orquestral.

A música poema "Requiem", composta pelo trombonista Frank Lacy, que provavelmente foi colocada como carro chefe do CD, apresenta grande desapontamento. Depois de uma promissora fanfarra com os metais e com arpejos das palhetas na contramelodia , reminiscente a "Daphnis et Chloe" de Ravel , “Requiem” mergulha em oito minutos em busca de atratividade com indulgentes solos de trombone e saxofone alto, acompanhado só pela seção rítmica. Oito minutos é um inusual longo tempo para uma banda completa se arranjar, e a própria contribuição de Hargrove é limitada a breves e poucos diálogos com a seção de trompete. A graça é salva com a recapitulação da abertura.

Por outro lado, o restante de “Emergence” exibe Hargrove em pleno controle sobre todos os membros da orquestra .Arranjos foram elaborados pelo saxofonista barítono Jason Marshall ("Ms. Garvey, Ms. Garvey" com pegada hard-bop); pelo trombonista baixo Max Siegel (uma “kentoniana” interpretação para o clássico de Rodgers e Hart "My Funny Valentine"); pelo icônico pianista cubano Jesus "Chucho" Valdés ("Mambo for Roy") e pelo próprio Hargrove.

"September In the Rain" que apresenta Hargrove em um trompete surdinado e em um suave vocal, parece ter sido arranjado com inspiração em Count Basie pelo pianista Gerald Clayton, que é filho do compositor,arranjador, baixista e co-líder da “ Clayton/Hamilton Jazz Orchestra”, John Clayton. Uma inspirada aquisição de Hargrove.

A vocalista Roberta Gambarini, companheira de Hargrove na banda de Gillespie e em “jam sessions” no “Jazz Gallery” em Nova York, põe a sua voz de veludo em "Every Time We Say Goodbye" e em "La Puerta", cantada em espanhol. Nesta faixa , ela relembra Linda Ronstadt no início dos anos 90 com o disco de jazz latino “Frenesi (Elektra, 1992)”.

Hargrove, também, parece ter absorvido influências de McCoy Tyner ("Tschipiso"), de Gerald Wilson ("Roy Allan") e Billy Strayhorn ("Trust") na completa sonoridade da banda .”Emergence” definitivamente prova que Hargrove, com 39 anos de idade ao tempo desta gravação, está pronto para ser adicionado à lista dos grandes líderes de orquestra.

Faixas: Velera; Ms. Garvey, Ms. Garvey; My Funny Valentine; Mambo for Roy; Requiem; September In the Rain;Every Time We Say Goodbye; La Puerta; Roy Allan; Tschpiso; Trust.


Músicos: Roy Hargrove(líder,compositor, arranjador,trompete, flugelhorn, vocal); Frank Greene(trompete e flugelhorn);Greg Gisbert (trompete e flugelhorn); Darren Barrett(trompete e flugelhorn);Ambrose Akinmisure( trompete e flugelhorn); Jason Jackson(trombone); Vincent Chandler(trombone); Saunders Sermons(trombone); Max Siegel(trombone baixo, arranjador); Bruce Williams(saxofone alto, flauta); Justin Robinson(saxofone alto, flauta); Norbert Stachel(saxofone tenor, flauta); Keith Loftis(saxofone tenor, flauta); Jason Marshall (saxofone barítono, flauta); Gerald Clayton(piano, arranjador); Saul Rubin(guitarra); Danton Boller(baixo); Montez Coleman(bateria); Roberta Gambarini(vocais)

Fonte :All About Jazz / Robert J.

ANIVERSARIANTES 20/09


Amanda Carr (1962) - vocalista,
Bill DeArango (1921-2006) - guitarrista,
Billy Bang (1947) - violinista,
Eric Gale (1938-1994) - guitarrista,
Jackie Paris (1926-2004) – guitarrista, vocalista,
Jim Cullum, Jr. (1941) - cornetista,
Joe Temperley (1929) - saxofonista,
John Dankworth (1927) - clarinetista , saxofonista,
Red Mitchell (1927-1992) - baixista,
Steve Coleman (1956) – saxofonista(na foto),
Steve McCall (1933-1989) – baterista.

sábado, 19 de setembro de 2009

JOVINO SANTOS NETO & WEBER IAGO – LIVE AT CARAMOOR(ADVENTURE)


Uma gravação de estúdio não pode capturar o tom de uma ocasião como uma gravação ao vivo. O som deste evento é extasiante.

Há uma categoria de consumidor que necessita ter sua própria gravação: os viciados em audições de piano. “Live At Caramoor” é uma imersão nas gratificações auditivas de um piano. Jovino Santos Neto e Weber Iago são brasileiros, mas suas mentes musicais são globais. Suas performances no “Caramoor Jazz Festival” em Katonah, Nova York, em Julho de 2007, foi a primeira em que os dois utilizaram os artesanais “Fazioli D308”, que são grandes pianos para concerto, no mesmo palco. A riqueza e as complexidades sonoras dos dois “Fazioli” surgem claras e constantes.

Eles tocam individualmente e em conjunto. A composição “Navegante” de Iago tem oscilações dos acordes da mão esquerda com a tranqüila independência das suas clássicas densidades percussivas da mão direita. A composição de Pixinguinha, Lamentos, interpretada por Jovino Santos Neto está classicamente ornada, mas tem breves toques formais. Santos Neto não soa triste, apesar do título da canção, atacando a melodia, buscando prazeirosamente suas variações.

As brilhantes apresentações dos pianos ocorrem quando atuam juntos. Em Desafinado, Santos Neto, competentemente apresenta este tema famoso em seu segundo instrumento, a “melodica”, e retorna para o piano onde ele e Iago põem emoção na música, a quatro mãos. Joe Lovano une-se a eles em “Wave”, a faixa final, com seu saxofone soprano movendo-se sobre um mar de piano.

Faixas: Navegante (Navigator); Alone Together; Balaio (Basket); Lamentos (Laments); Choro pra Nós (Choro for Us); Ser Feliz (Being Happy); O Fim do Começo (The End of the Beginning); Desafinado (Out of Tune); Wave.

Fonte : JazTimes / Thomas Conrad

ANIVERSARIANTES 19/09


Candy Dulfer (1969) – saxofonista,
César Camargo Mariano (1943) – pianista(na foto),
Cuong Vu (1969) – trompetista,
Helen Ward (1916-1997) - vocalista,
Lol Coxhill (1932) - saxofonista,
Lovie Austin (1887-1972) - pianista,
Muhal Richard Abrams (1930)- pianista


Festival Tudo é Jazz de Ouro Preto

Madeleine Peyroux

Edição 2009 do festival Tudo é Jazz tem homenagem a Billie Holiday

Evento acontece até domingo (20) em Ouro Preto

Redação iG Música

Começa nesta sexta-feira (18) mais uma edição do festival Tudo É Jazz, tradicional evento de música que acontece em Ouro Preto, cidade história de Minas Gerais.

Este ano, o principal destaque é uma homenagem a Billie Holiday que vai reunir as cantoras Madeleine Peyroux e Mart'nália e músicos do quilate do baixista Ron Carter.

O ano de 2009 marca os 50 anos da morte de Holiday, considerada a maior cantora da história do jazz. O show em sua homenagem acontece no sábado (19), no Largo do Rosário, às 21h.

Há também uma série de artistas franceses escalados, como parte do Ano da França no Brasil. Veja abaixo a programação do evento:

Sexta-feira (18)

Largo do Rosário
20h - Kate Schutt Trio - grátis
22h - Avishai Cohen - grátis

Palácio das Artes
20h - Aaron Goldberg - R$ 20

Sábado (19)

Trem da Vale
10h - Russo Jazz Band - grátis

Largo do Rosário
12h - Banda Plataforma C - grátis
13h - Quarteto Lafé Bémé - grátis
17h - Leonardo Cioglia Sexteto - grátis
19h - Duduka da Fonseca Quinteto - grátis
21h - Tributo a Billie Holliday - grátis

Palácio das Artes
20h - Jacques Figueiras convida Toninho Ferragutti - R$ 20

Domingo (20)

Trem da Vale
10h - Russo Jazz Band - grátis

Largo do Rosário
15h - Quarteto Lafé Bémé - grátis
17h - Jacques Figueiras convida Toninho Ferragutti - grátis
19h - Richard Galliano, Hamilton de Holanda, Jaques Morelembaum e Bernardo Aguiar - grátis
21h - Paris Jazz Big Band - grátis

Palácio das Artes
20h - Leonardo Cioglia Sexteto - R$ 20

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ANIVERSARIANTES 18/09


Emily Remler (1957-1990)- guitarrista,
John Fedchock (1957) - trombonista,
Jovino Santos Neto (1954) – pianista(na foto),
Michael Franks (1944) - vocalista,
Pete Zimmer (1977) - baterista,
Steve Marcus (1939-2005) - saxofonista,
Teddi King (1929-1977) – vocalista

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

JOHN SCOFIELD E JOE LOVANO COMANDARÃO SHOW BENEFICENTE


No próximo dia 06 de Outubro, John Scofield e Joe Lovano,(na foto), liderarão uma banda com grandes jazzistas em um concerto beneficente, não só para relembrar o baixista Dennis Irwin, amigo e companheiro, mas também para obter fundos para a “Jazz Foundation of America’s Jazz Musicians’ Emergency Fund”. O concerto entitulado “Playing Our Parts” (Fazendo Nossa Parte, em tradução livre), ocorrerá no “Dizzy’s Club Coca-Cola at Jazz at Lincoln Center”. Entre os músicos que se apresentarão com Scofield e Lovano estão agendados: Jim Hall, Lee Konitz, Joey DeFrancesco, Bobby Hutcherson, Cedar Walton, Matt Penman e Matt Wilson. Os dois organizaram em março de 2008 um concerto em homenagem a Irwin, que morreu de câncer no ano passado. Na edição de Janeiro e Fevereiro da JazzTimes, Marc Hopkins apresentou a difícil situação clínica de Irwin, que estava mais complicada por causa dos altos custos da assistência médica.

Em informativo sobre o evento, Scofield refere-se a esta edição confrontando a situação de Irwin e de outros jazzistas.“Muitos músicos formam um imenso grupo de profissionais autônomos, que não possuem qualquer seguro de saúde, e isto pode matá-los. As pessoas não fazem “checkups” regulares por causa dos custos. Como foi o caso do nosso amigo Dennis Irwin, que teve sua grave doença diagnosticada tardiamente.Nós esperamos arrecadar uma boa quantidade de dinheiro que possa suportar programas que ajudem a muitos músicos , que não têm alternativas”. Lovano acrescentou : “‘Playing Our Parts” é uma bela celebração de vida dentro da comunidade jazzística de Nova York, para obter fundos para apoiar a grande quantidade de músicos que dedicam suas vidas para nos trazer músicas prazeirosas. Juntos com a “Jazz at Lincoln Center”, a “Jazz Foundation and Englewood Hospital”, eu sinto-me feliz por fazer parte deste evento anual em nome de Dennis Irwin”.

Os shows ocorrerão às 19h30min e às 21h30min. Será cobrado $100 com direito a uma taça de vinho e petiscos. O preço do ingresso, menos $25, é dedutível de imposto, sendo todos os ganhos do concerto destinados à “Jazz Foundation of America’s Jazz Musicians’ Emergency Fund”.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 17/09


Craig Haynes (1965) - baterista,
Curtis Peagler (1929-1992) - saxofonista,
Earl May(1927-2008) - baixista,
Hubert Rostaing (1918-1990) – saxofonista, clarinetista, Jack McDuff (1926-2001) - organista,
Jeff Ballard (1963) – baterista (na foto),
Louis Nelson (1902-1990) - trombonista,
Perry Robinson (1938) – clarinetista,
Ralph Sharon (1923) - pianista,
Sil Austin (1929-2001) - saxofonista

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Chico Oliveira Quarteto no Espaço Cultural Casa da Mãe


Olá amigos, estaremos nos apresentando dia 17 de setembro no Espaço Cultural Casa da Mãe. Navegando a nossa música instrumental pelo coração do Rio Vermelho, o repertório contará com composições próprias além de músicas de João Donato, Tom Jobim, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso entre outros.


Chico Oliveira - Guitarra;
Ldson Galter - Contrabaixo acústico;
Bruno Aranha - Piano Elétrico;
Tito Oliveira - Bateria.






Local: Espaço Cultural Casa da Mãe
Endereço:
R. Guedes Cabral, 81. Rio Vermelho.Em frente à Colônia de Pescadores.
Datas : 17/09/2009 (QUINTA)
Horário: 21:00
Couvert:R$ 7,00
Telefone: 3334 3041


--
Chico Oliveira
http://www.myspace.com/chicooliveira

Festival Internacional de Jazz - I LOVE JAZZ

I LOVE JAZZ – Festival Internacional de Jazz acontece no mês de setembro em
São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte

Na capital mineira os shows serão no Palácio das Artes e na Praça do Papa.
No período de 14 a 27 de setembro uma maratona de shows será realizado em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Trata-se da primeira edição do “I LOVE JAZZ – Festival Internacional” que promete ficar na história destas cidades, pois vai apresentar emocionantes espetáculos jazzísticos com músicos de qualidade, conhecidos ou não, mas com prestígio e reconhecimento em seus países, e todos, especialmente admirados pelos amantes do jazz.

I LOVE JAZZ, foi idealizado pelo músico Marcelo Costa, que criou e foi diretor artístico por seis anos do Jazz Gerais, Jazz Brasília e o Jazz Festival Brasil. O festival tem três objetivos: promover maior participação popular, com apresentações gratuitas em lugares de grande circulação; maior intercâmbio entre artistas brasileiros e estrangeiros; maior participação de jovens, estudantes e interessados em arte em geral.

Pink Turtle (França); Catherine Russell (EUA); Benny Goodman Centennial Band com Allan e Warren Vache (EUA); Michael Hashim e Happy Feet Jazz Band (EUA / Brasil); New Orleans Joymakers (EUA); Swiss College Dixie Band (Brasil), Humdingers (EUA), Juarez Moreira e Nivaldo Ornelas Loving Jazz (Brasil) Judy Carmichael Trio com Harry Allen (EUA) são as atrações do I LOVE JAZZ 2009.

Em Belo Horizonte acontecerá apresentações no Palácio das Artes (21/9) e na Praça do Papa (25, 26 e 27/9). Em todas as cidades também serão realizados diversos pocket shows em locais variados.

I LOVE JAZZ Festival Internacional de Jazz, é realizado através da Leis de Incentivo Fiscal à Cultura Federal e tem como patrocinadores OI (patrocínio nacional); Vale Cemig, BMG e CNT em Belo Horizonte; Banco Rural em São Paulo; Correios e Vale no Rio de Janeiro; CNT, Caesb, Terracap e BRB em Brasília.

Programação - I LOVE JAZZ
BELO HORIZONTE
·Dias 17, 18, 19 e 20 setembro – Pocket Shows – Intervenções surpresas com o grupo The Humdingers (EUA) . Local: bares da cidade

·Dia 20/9 (domingo) – Foyer do Teatro Palácio das Artes - gratuito
12 horas – Mike Hashin (EUA) & Judy Carmichael (EUA)

·Dia 21/9 (segunda-feira) – Grande Teatro do Palácio das Artes
21 horas – TRIBUTO A BILLIE HOLLIDAY - 50 Years Without Lady Day - com Madeleine Peyroux, Mart'Nália, Ron Carter, Bucky Pizzarelli, Mulgrew Miller, Ingrid Jensen, Anat Cohen, Marcus Strickland e Lewis Nash

·25/9 (sexta-feira) CEFAR - Palácio das Artes
10 horas - Master Class com Judy Carmichael (EUA) & Allan Vaché and the Swinging Dancers (EUA)

·25/9 (sexta-feira) - Praça do Papa – entrada franca
19h00 – Catherine Russell Quartet (EUA)
20h30 – Pink Turtle (FRA)

·26/9 (sábado) – Praça do Papa – entrada franca
17 horas – Juarez Moreira Loving Jazz convida Nivaldo Ornelas (BRA)
18h30 – Swiss College Dixie Band (BRA)
20 horas – Benny Goodman Centennial Band (EUA)

·Dia 27/9 (domingo) – Praça do Papa – entrada franca
17 horas – Mike Hashim (EUA) & Happy Feet Jazz Band (BRA)
18h30 – Judy Carmichael trio (EUA) com Harry Allen (EUA) (foto)

20 horas – The New Orleans Joymakers (EUA)

Preço dos ingressos: Platéia I e II: R$100 (inteira), R$50 (meia-entrada*); Platéia Superior: R$60 (inteira); R$30 (meia-entrada*) - Balcão de Informações: 31 3236-7400
Outras informações: www.ilovejazz.com.br
Assessoria de Imprensa: CL Assessoria em Comunicação - Christina Lima (31) 3274 8907 ou 9981 4897

ANIVERSARIANTES 16/09


B.B. King (1925) – guitarrista,vocalista,
Charlie Byrd (1925-1999) - violonista,
Chick Bullock (1908) - vocalista,
Chris Cheek (1968) – saxofonista(na foto),
Earl Klugh (1954) - guitarrista,
Gordon Beck (1935) - pianista,
Graham Haynes (1960) - cornetista,
Hamiet Bluiett (1942) - saxofonista,
Joe Venuti (1903-1978) - violinista,
Jon Hendricks (1921)-vocalista,
Rod Levitt (1929) - trombonista,
Rodney Franklin (1958) - pianista,
Steve Slagle (1951) - saxofonista

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ANIVERSARIANTES 15/09


Al Casey (1915-2005) - guitarrista,
Arvell Shaw (1923-2002) - baixista,
Bob Wyatt (1946) – baterista,
Bobby Short (1924-2005) – pianista, vocalista,
Cannonball Adderley (1928-1975) – saxofonista (na foto),
Doug Proper (1967) - guitarrista,
Gene Roland (1921-1982) – trompetista, trombonista,pianista,
Joana Machado(1978) - vocalista,
Kid Sheik Cola (1908-1996) - trompetista,
Ned Rothenberg (1956) - saxofonista,
Ram Ramirez (1913-1994) - tecladista

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

FESTIVAL DE MÚSICA INSTRUMENTAL NO TEATRO CASTRO ALVES

MÚSICA: FESTIVAL DE MÚSICA INSTRUMENTAL
Já consolidado no calendário musical de Salvador, por reunir nomes locais e nacionais, o Festival traz na edição de 2009 consagrados artistas.
Estão na programação:
Orquestra Rumpilezz (24) – bastante conhecida pelo público baiano
O violoncelista Jaques Morenlenbaum (25)
Trio 202 (26)
Grupo pernambucano Spok Frevo (27) (foto)



Entre outros.

Sala Principal do Teatro Castro Alves
Dias 24, 25, 26 e 27 de setembro (quinta a domingo)
Horário: 20h
Passaporte: R$10,00

Mou Brasil no Show Farol

Ledson Galter - Contrabaixo Acústico
Marcelo Galter - Teclado
Victor Brasil - Bateria
Rowney Scott - Saxofones
Mou Brasil - Guitarra





Data: 15 de setembro
Local: Teatro do Sesi
Horário:20h
Ingresso: R$10 (inteira) e R$5 (meia)
Endereço: Rua Borges dos Reis nº09, Rio Vermelho.
Informações:3535 3020

JAZZ VACILA NOS EUA E GANHA FORÇA NA EUROPA


Publicamos aqui um artigo instigante, divulgado no Jornal “O Estado de São Paulo”,no dia 13 do corrente mês, escrito por João Marcos Coelho, remetido para mim por um velho amigo, Gileno, e que espanta, mais uma vez, aquela velha estória de que o jazz morreu. Como já foi dito anteriormente, e substituíria a palavra jazz por “música instrumental” : “Morreu, mas passa muito bem obrigado”.

Fui “formado” no campo jazzístico pela estética norte-americana. Tive acesso aos discos da ECM em uma loja de departamento, que havia em Salvador. Bons tempos aqueles, em que comprávamos LP´s de ótimos selos europeus e norte-americanos por preços que cabiam no bolso. Em sua maioria lançamentos. Curiosamente o primeiro disco da ECM foi de Keith Jarrett, norte-americano, mas que já apresentava algo além do padrão habitual.Quando tive acesso a discos do Oregon, grupo norte-americano; Jan Garbarek, saxofonista norueguês e que teve frutífera parceria com Egberto Gismonti; do grupo CODONA, nome resultante das iniciais dos componentes do grupo, COllin Walcott, DOn Cherry e NAná Vasconcelos; do guitarrista e tecladista Ralph Towner, que também tocava no Oregon; do baixista Gary Peacock; do vibrafonista Gary Burton; dos guitarristas John Abercrombie e Pat Metheny, pirei de vez. Observem que os americanos foram muito bem recebidos no selo.O segredo era fazer algo diferente dentro da proposta criativa de Manfred Eicher . Alerto que não há desrespeito à escola norte-americana, pois seus grandes nomes são figurinhas carimbadas nos grandes festivais de jazz europeus e seu papel histórico está consolidado. O ponto é: A trilha continua aberta. A questão é ter coragem de dar o primeiro passo em direção a ela......Segue o artigo

“CDs de artistas do continente chamam a atenção pelo vigor e pela originalidade .
"Eu não sabia que era tão previsível." Foi assim que um músico de jazz reagiu ao ver o resultado da análise de suas gravações por um musicólogo. As repetições de padrões nas sequências harmônicas e nas evoluções melódicas dentro dos improvisos em geral ultrapassam os 50%. E o que isso quer dizer? Simples: o músico improvisa como fala, isto é, faz um mergulho intuitivo nos materiais sonoros que construíram sua vida, desde a infância. Este cordão umbilical é tão forte que mesmo na música clássica, ou erudita, o fenômeno se repete. A primeira composição de Gustav Mahler, por exemplo, aos 6 anos, foi uma polca e, a título de introdução, o menino escreveu uma marcha fúnebre. Um padrão que se repetiria em suas monumentais nove sinfonias, entre vida e morte, música popular e música erudita.

Até os anos 60, todo músico não-americano que se dedicasse à música improvisada tentava emular a linguagem dos jazzistas norte-americanos. Foi assim com brasileiros tão talentosos como os saxofonistas Casé ou Vitor Assis Brasil; e também com a maioria dos grandes músicos franceses durante meio século, desde a ida do maravilhoso Sidney Bechet para Paris em 1925.

Hoje, surpreendentemente, a equação se inverteu. É difícil encontrar originalidade real entre os músicos norte-americanos, presos demais a surrados esquemas de improvisos pinçados dos manuais do Berklee College de Boston. Na melhor das hipóteses, boa parte do jazz que se pratica hoje nos EUA é pobre clonagem dos anos de ouro do hard bop (quando convencional) e do free de Ornette Coleman e AACM de Chicago (quando experimentais). Na Europa, ao contrário, florescem mil e uma abordagens diferentes da música improvisada. Utilizam-se, claro, alguns parâmetros jazzísticos. No entanto, cada vez mais se afirmam identidades sonoras próprias.

É isso que torna o jazz praticado na Europa bem mais interessante e consistente. Três exemplos, sintomaticamente recém-lançados pela mesma gravadora, a ECM de Munique, comprovam a tese de modo notável. Os líderes de cada um dos CDs são: o trompetista italiano Enrico Rava, que completou 70 anos no dia 20; o clarinetista-saxofonista francês Louis Sclavis, 56 anos(na foto); e a cantora alemã-iraniana Cymin Samawatie, de 33. Três gerações sucessivas, que espelham de modo exemplar a evolução das relações entre os músicos não-americanos com o jazz no último meio século.

New York Days sintetiza bem a notável carreira de Rava, uma espécie de sumo-sacerdote do jazz italiano. Fã incondicional de Miles Davis e Chet Baker, tocou com os grandes radicais do free dos anos 60/70, como Steve Lacy, Don Cherry, Cecil Taylor, Charlie Haden e Carla Bley, entre outros. Assina mais de 30 gravações como líder e outras 100 como sideman. Em New York Days, reúne um quinteto de all stars: do lado italiano, o formidável pianista Stefano Bollani; e do norte-americano, o ótimo e nem sempre corretamente avaliado saxofonista Mark Turner, o contrabaixista Larry Grenadier (ex-Brad Mehldau trio) e Paul Motian (ex-Bill Evans e Keith Jarrett trio).

O clima é quase sempre plácido e contemplativo, bem ao estilo ECM sound. Não há novidades, mas o virtuosismo jazzístico estrito é maravilhoso. O trompete de Rava paira soberano em dez temas próprios e um coletivo, guiando performances extraordinárias do piano sutil, econômico e preciso de Bollani, além de irretocáveis criações instantâneas de Turner. Sobressaem, do lado mais inventivo, Improvisation I e Improvisation II; do lado acessível, o bolero minimalista Luna Urbana; e a refinada Certi Angoli Segreti. O pulso regular - marca registrada do jazz norte-americano - está quase ausente. A primeira faixa balançada é a sexta, a convencionalíssima Thank You, Come Again.

Pulso regular, aliás, é uma presença insólita no incrível CD de Louis Sclavis. Os compassos são quase sempre ímpares, o que propicia enorme instabilidade rítmica, agravada por enorme atrevimento harmônico. A formação inclui dois saxes, guitarra, contrabaixo e bateria. Lost on the Way propõe uma releitura da Odisseia de Homero. Ele nos coloca nos ombros de Ulisses, lançando-se a uma viagem sonora surpreendente. Está tudo lá: o sonho, as sereias, a tempestade, a última ilha e o choro final de Penélope.

Mas, se a partida é tensa (De Charybde en Scylla), a sequência (La Première Île) instaura o clima de um jazz de câmara mais ligado aos parâmetros sonoros europeus do que ao jazz (O Sono das Sereias e L"Heure des Songes). As surpresas sucedem-se em Aboard Ulysses"s Boat e na incrível Les Doutes du Cyclope. Um tema quase atonal e muito tenso, Des Bruits à Tisser, nos encaminha para o réquiem final, L"Absenc''. Gravação notável, de música improvisada da melhor qualidade - mas bem longe do jazz convencional.

Rava e Sclavis são músicos europeus reconhecidos. A grande surpresa de Manfred Eicher, o capo da ECM, é o grupo Cyminology, liderado pela cantora alemã-iraniana Cymin Samawatie. Ela nasceu em Braunschweig de pais iranianos e estudou música clássica a sério. Lidera o grupo criado em 2002 na Alemanha e já tinha dois CDs gravados. Eram discos convencionais, um jazzinho meio capenga clonado dos norte-americanos.

Em poucas intervenções, Eicher fez algo simples: levou-a a mergulhar em sua raízes, acentuar as diferenças (quem diz é ela mesma, numa entrevista recente). O resultado é extraordinário. Provavelmente a gravação mais original de música improvisada deste ano. As Ney - este é o título do CD - reúne composições de Cymin e de outros membros do quarteto: o pianista Benedikt Jahnel, 28 anos, nascido na França mas criado na Alemanha; o contrabaixista Ralph Schwarz, 37 anos, de Braunschweig; e o baterista Ketan Bhatti, nascido em Nova Délhi. Antes que alguém pergunte: não se trata da famigerada "world music", empacotada pela indústria cultural para consumo fácil como produto exótico.

Cymin faz letra e música em cinco das oito canções. Em outras três, mergulha na refinadíssima poesia sufi persa: As Ney, por exemplo, foi composta sobre versos do poeta persa Rumi (1207-1273). São 10 minutos de puro encantamento, e a chave para se mergulhar neste universo poético-musical tão belo.

A canção da flauta de cana associa a sedução da melodia da flauta com o som do amor. "Quanto mais descrevo e explico o amor, quando me apaixono me envergonho de minhas palavras." A voz sem vibrato de Cymin entoa uma melodia angulosa e a estrutura da canção é o microcosmo de um "concerto" vocal: exposição dos versos até os 5"20; o piano aéreo inicia então uma ponte sobre pedal que reenvia a uma coda (repetição do tema inicial); pausa marcada; Cymin faz então uma cadência-solo, improvisa, mas não à maneira jazzística, e sim modal (a música persa estrutura-se em modos ou escalas, sobre as quais as melodias escorrem). São quase 2 minutos a capela. Aos poucos, ressurgem o pedal no piano e contrabaixo, esparsa percussão e a voz retorna, não para repetir o tema de abertura, mas numa nova digressão curta, que dá lugar a um final pianíssimo dos demais instrumentos.

Cada uma das oito composições revela um mundo tão rico quanto o descrito em As Ney. E, tanto no nível poético como musical, onde o improviso reina soberano. Como no jazz convencional. Jamais se busca, porém, o virtuosismo. É música antivirtuosística por excelência. Não se quer provar nada a ninguém; apenas partilhar dores e alegrias, versos e sons, poesia e música.

Os versos, tanto de Cymin quanto dos poetas persas, quase sempre falam de música, sons ou instrumentos. Como Resonating, por exemplo, de outro grande poeta sufi, Hafiz (1325-1390). Untold, da poeta iraniana contemporânea Forough Farrokhzad (1935-1967), brinca com os opostos som-silêncio e fala de desejo dela: "Atingir os ouvidos de todo o mundo/entoando minha ardente canção."

Tamanha vitalidade vinda de músicos italianos, franceses, alemães, indianos e iranianos só prova que ninguém é geograficamente dono do jazz. Pois fiquem certos: quando ele é assim entendido - como universo das músicas improvisadas aberto e em constante transformação - sempre nos surpreenderá. Afinal, a surpresa está no DNA do improviso.”

ANIVERSARIANTES 14/09


Arrigo Barnabé(1951) - pianista,compositor(na foto),
Bill Berry (1930-2002) - trompetista,
Charlie Beal (1908-1991) - pianista,
Ismael Silva (1905-1078) – compositor,
Israel "Cachao" Lopez (1918-2008) – baixista,
Jay Cameron (1928) – clarinetista,saxofonista,
Jeffery Smith (1955) - vocalista,
Jerome Sabbagh (1973) - saxafonista,
Joseph Jarman (1937) – saxofonista,multiinstrumentista,
Marcos Valle(1943) – pianista,vocalista,
Oliver Lake (1942) – flautista , saxofonista

domingo, 13 de setembro de 2009

RANDY BRECKER - NOSTALGIC JOURNEY: TYKOCIN JAZZ SUITE


As credenciais do trompetista Randy Brecker são das mais altas ordens. “The Brecker Brothers”, o grupo que ele co-liderou com seu irmão mais novo, o saxofonista Michael Brecker, foi um dos que mais obtiveram sucesso no campo do jazz/funk/fusion nos anos 1970 e 1980. Mas o esnobismo nunca dominou a família. Brecker gravou e tocou com quase todo mundo, do “Blood, Sweat and Tears” em sua estreia com “Child is Father to the Man (Columbia Records, 1968)” até Bruce Springsteen, Lou Reed, Dire Straits e Aerosmith.Com uma experiência no mundo do funk/fusion e vários trabalhos no campo do rock , “Nostalgic Journey: Tykocin Jazz Suite(Summit Records[2009])”, um clássico "jazz com cordas", é algo surpreendente.

A trágica estória de Michael Brecker e sua morte ocorrida em 2007, decorrente de leucemia, e a pesquisa em busca de um doador de medula, levou a família Brecker a encontrar suas raízes em Tykocin, Polônia.O encontro dos ancestrais foi obtida com a ajuda do pianista e compositor polonês Wlodek Pawlik, que Randy encontrou na Alemanha em 1994, quando Pawlik tocou com o “Western Jazz Quartet”. Aquele encontro e a subsequente busca da linhagem dos Brecker levou Pawlik a escrever este soberbo encontro entre o mundo clássico e do jazz.

Apesar disto, o nome de Brecker é destacado, inclusive na capa do CD, onde abaixo aparece em letras menores a referência "The Music of Wlodek Pawlik". Esta suíte, onde Brecker soa com clara precisão diante do trio de Pawlik e da “Symphony Orchestra of Bialystok's Podlasie Opera and Philharmonic”, demonstra sentimentos de arte séria, mais do que qualquer número do grande "jazz com cordas". É menos jazzístico e mais antenado com o lado clássico do que “Charlie Parker with Strings (Verve Records, 1950)”, o avô do gênero; “Desmond Blue (RCA Victor, 1961)” de Paul Desmond ou “Winter Moon (Galaxy/OJC, 1980)” de Art Pepper.

A jornada inicia com uma introdução dividida em três partes, com Pawlik desacompanhado apresentando-se delicadamente no "Movement 1". Ele é acompanhado por uma sutil presença de cordas no meio do "Movement 2", levando a música para um interessante som sinfônico no "Movement 3".

Brecker e os companheiros do trio de Pawlik, o baixista Pawel Panita e o baterista Cezary Konrad, aparecem na faixa título, uma bela música que mostra a forte entonação de Brecker e o esperto desenvolvimento da composição, bem como o intricado toque do piano de Pawlik e a forte interação do trio.

A entusiasmante "Let's All Go to Heaven" apresenta a pegada jazzista da seção com o trio e Brecker soando especialmente inspirados."No Words", precedida por outra maravilhosa introdução do piano, é uma doce balada, do tipo que seria apresentada por Chet Baker . Brecker mostra sua própria força , vinda do coração, sublinhado pelo sutil acompanhamento das cordas com um assertivo solo no meio. "Magic Seven" casa a beleza clássica com o âmago e o fogo do jazz , e "Blue Rain" apresenta-se jazzística com um belo fechamento da jornada musical.

“Nostaglic Journey: Tykocin Jazz Suite” é um magnífico CD que apresenta uma nova faceta de Randy Brecker e uma fina apresentação para Wlodek Pawlik.

Faixas: Introduction; Nostalgic Journey; Let's All Go to Heaven; Piano Introduction to No Words; No Words; Magic Seven; Blue Rain.

Músicos: Randy Brecker: trompete; Wlodek Pawlik: piano; Pawel Panita: baixo; Cezary Konrad: bateria; The Symphony Orchestra of the Podlasie Opera and Philharmonic in Bialystok, regente: Marcin Nalecz-Niesiolowski.

Fonte:All About Jazz / Dan McClenaghan

ANIVERSARIANTES 13/09


Alex Riel (1940) - baterista,
Charles Brown (1922/1999) – pianista,vocalista,
Chu Berry (1910-1941)- saxofonista,
Dick Haymes (1916-1980)-vocalista,
Itamar Assumpção(1949-2003)– multiinstrumentista,vocalista,compositor,
Joel Nascimento(1937) – bandolinista,
Joe Morris (1955) - guitarrista,
Larry Shields (1893-1953) - clarinetista,
Leonard Feather (1914-1994)- pianista ,compositor,
Mel Tormé (1925-1999) – vocalista(na foto)

sábado, 12 de setembro de 2009

DAVE BRUBECK HOMENAGEADO PELO KENNEDY CENTER


“The John F. Kennedy Center for the Performing Arts” anunciou, na última quarta-feira, sua lista anual de figuras notáveis a serem homenageadas no campo das artes e da cultura, e entre elas estava o pianista Dave Brubeck(na foto). Os outros homenageados são Mel Brooks, Grace Bumbry, Robert De Niro e Bruce Springsteen. Comparecerão à cerimônia, que sempre está repleta de estrelas, o Presidente da República e a primeira-dama, e , às vezes, o evento causa surpresas pela combinação dos premiados. Em um informe à imprensa , o presidente do “Kennedy Center”, Stephen A. Schwarzman, declarou : “Neste ano, o ´ Kennedy Center´ celebra cinco extraordinários indivíduos cuja única e grande capacidade artística tem contribuído significativamente para a vida cultural do país e do mundo”. Ele acrescentou : “O gênio de Dave Brubeck nos ilumina por seis décadas e tem ajudado a definir uma forma de arte americana”.

A apresentação terá uma série de atividades para Brubeck e para os outros homenageados. O Presidente (não o chame de “Chefe”) e a Sra. Obama receberão os premiados e membros do comitê que escolheu os artistas na Casa Branca para uma festividade de gala, que será concluída com um baile no “Grand Foyer” (Sim, estamos imaginando Springsteen, Brooks e De Niro se “batendo” com o casal Obama na pista de dança). A entrega das medalhas será uma noite antes do baile em um jantar no Departamento de Estado, cuja anfitriã será Hillary Clinton.

Algumas questões permanecem. Quem atuará no tributo a Brubeck?. A platéia gritará BRUUUUBECK, quando Dave for apresentado? Nos encontraremos no dia 06 de Dezembro quando o show será gravado ou no dia 29 de Dezembro quando o programa irá ao ar pela CBS.

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner

ANIVERSARIANTES 12/09


Adam Rudolph (1955) - percussionista,
Brian Lynch (1956) – trompetista,
Cat Anderson (1916-1981) - trompetista,
Dom Salvador(1938) – pianista(na foto),
Geraldo Vandré(1935) – violonista,vocalista,compositor,
Gerard Presencer (1972) - trompetista,
Joe Shulman (1923-1957) - baixista,
Maria Muldaur (1943) - vocalista,
Papa John DeFrancesco (1940) - organista,
Scott Hamilton (1954) - saxofonista,
Shep Fields (1910-1981) – saxofonista, clarinetista, líder de orquestra,
Steve Turre (1948) - trombonista

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ANIVERSARIANTES 11/09


Baby Face Willette (1933) - organista,
Charles Moffett (1929-1997) - baterista,
Chris Thompson (1958) - trompetista,
Dan Aran (1977) - baterista,
Harry Connick, Jr. (1967) – pianista, vocalista,
Hiram Bullock (1955-2008) – guitarrista,
Ian Hamer (1932-2006) - trompetista,
James Westfall (1981) - vibrafonista,
Jazz Gillum (1904-1966) - gaitista,
Lorraine Geller (1928-1958) - pianista,
Michael O'Neill (1946) - saxofonista,
Oliver Jones (1934) – pianista, organista,
Paolo Lattanzi (1977) - baterista,
Pascoal Meirelles (1944) – baterista(na foto),
Peck Morrison (1919-1988) – baixista

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ORQUESTRA FRED DANTAS NO PELOURINHO DIA 12-09 ÀS 21 HORAS


Orquestra Fred Dantas no Pelourinho, dia 15 de setembro, praça Pedro Arcanjo à 21 horas.
Entrada Franca.

Benutti

A Orquestra Fred Dantas homenageia, na noite de 12 de setembro na praça Pedro Archanjo, no Pelourinho, o seu mais ilustre músico: o trompetista, arranjador, e renomado fotógrafo Sérgio Benutti, conhecido como o “homem de orquestra” por sua devoção e experiência com esta especialidade. Além dos choros com Fred Dantas ao trombone, das vozes de Diogo, Raquel e canja de Zéu Antonelli, vamos ouvir clássicos como Les Demoseilles, Misty e Amor em Paz, solados pelo trompetista homenageado.

Benutti nasceu em São Paulo, capital em 1946. Começou a estudar música e trompete aos 14 anos, numa filarmônica da cidade de Rancharia. Tendo retornado à capital aos 16 anos, teve aulas no Conservatório Souza Lima, ao mesmo tempo em que começava a tocar em pequenas orquestras de bailes. Em 1965, aos 18 anos, após tirar a carteira da Ordem dos Músicos do Brasil, foi participar da Orquestra Simionato, que fazia bailes, sendo esta sua melhor escola. Ai conheceu trompetistas como Edvard e seu real professor – Magno d’Alcântara, o Maguinho que na época tocava com Roberto Carlos e foi trompetista das grandes orquestras de São Paulo na época: Dick Farney, Carlos Piper, Orquestra Simonetti, Nelson Ayres, Corisco e Seu Bando, Luis Arruda Paes entre outros.

Nos final dos anos 60, no auge da Jovem Guarda, Benutti foi um dos responsáveis pela inclusão do trompete nos conjuntos de “música jovem”, ao lado do saxofone, adotado desde o início por Roberto Carlos. Foi um dos fundadores do conjunto Embalo R, que de 1967 a 1969 gravou vários discos de sucessos da época pela RCA, participou de programas de televisão como o Quadrado e Redondo da extinta TV Excelsior, viajando por vários anos fazendo shows e bailes pelo Brasil.

Após voltar ao interior de São Paulo em 1973 fez parte de um conjunto de bailes chamado Os Sombras até 1977 quando viajou aos Estados Unidos para estudar e fazer curso de fotografia. Ao voltar a São Paulo, trabalhou em seu estúdio fotográfico e continuou a fazer bailes. Paralelo a seu trabalho, fazia como voluntário shows de palhaço em orfanatos e instituições de caridade com o nome artístico de Chichapão, encerrando o show tocando trompete, para alegria das crianças.

Em 1982 mudou-se para Salvador, cidade que adotou com todo amor, e paralelamente ao seu trabalho de fotógrafo profissional começou a participar da vida musical da cidade. Participou de vários shows do Festival de Música Instrumental da Bahia e além de tocar foi colaborador da produção dos festivais realizados. Participou da Oficina de Frevos e Dobrados, tocou com o Sexteto do Beco, fez shows com diversos artistas, participou da escola de música AMA (Academia Música Atual), formou a Benutti’s Band para shows em casas noturnas e entrou há quase 20 anos para a Orquestra Fred Dantas onde permanece como líder até hoje.

Fred Dantas


CHANTALE GAGNÉ TRIO – SILENT STRENGHT (CHANTALE GAGNÉ)


Chantale Gagné é uma jovem pianista originária de Quebec, com bom julgamento sonoro para escolher Peter Washington e Lewis Nash para a a seção rítmica em seu disco de estréia.

O tempo de Washington é como o Big Ben e a energia de Nash fornece uma boa retaguarda. Eles fazem a música de Gagné fluir com elegância e alguma velocidade. Gagné toca de forma clara, assertiva, suingante e com inteligente senso de forma, além de apresentar apetite para o risco. Sua “But Beautiful” é tão ordenada e metódica que passa a impressão que a emoção da música desapareceu.Um belo solo de baixo de Washington mantém a melodia próxima e contém um tom melancólico. A composição de Monk, “ Mean You”, é apresentada corretamente, mas sem excitação.

Sua mais interessante apresentação de um “standard” é a música “Peri´s Scope” de Bill Evans, onde ela apresenta toques com tensões criativas com inesperada e graciosa liberdade.

Suas composições são bem elaboradas. As canções agitadas e modernas (“Second Wave” e “ In My Mind”) soam genéricas e vagamente familiares. Seu toque mais lento é forte.”Tranquilité” e “New York Nights” apresentam força e ar sonhador tal como as as estórias que são desenvolvidas.

Faixas : But Beautiful; I Mean You; In My Mind; New York Nights; Peri's Scope; Rêves; Second Wave; Subway Rag; Tranquilité.


Fonte : JazzTimes / Thomas Conrad.