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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

SAI A LISTA DOS MELHORES DO ANO PARA OS LEITORES DA DOWNBEAT


Artista do Ano: Esperanza Spalding (na foto)
Álbum do Ano: Esperanza Spalding, Radio Music Society (Heads Up/Concord)
Álbum Histórico: Miles Davis Quintet, Live In Europe 1967: The Bootleg Series Vol. 1 (Columbia/Legacy)
Álbum de Blues : Wynton Marsalis & Eric Clapton, Play The Blues: Live From Jazz At Lincoln Center (Reprise)
Álbum  Além das Classificações: Robert Glasper Experiment, Black Radio (Blue Note)
Galeria da Fama  da DownBeat : Ron Carter
Grupo de Jazz : Dave Brubeck Quartet
Big Band: Maria Schneider Orchestra
Trompete: Wynton Marsalis
Trombone: Trombone Shorty
Saxofone Soprano : Wayne Shorter
Saxofone Alto : Kenny Garrett
Saxofone Tenor : Sonny Rollins
Saxofone Barítono: James Carter e Gary Smulyan
Clarinete: Anat Cohen
Flauta: Hubert Laws
Piano: Brad Mehldau
Teclados: Herbie Hancock
Órgão: Joey DeFrancesco
Guitarra: Pat Metheny
Baixo: Christian McBride
Baixo Elétrico: Stanley Clarke
Violino: Regina Carter
Bateria: Jack DeJohnette
Vibrafone: Gary Burton
Percussão: Airto Moreira
Instrumento Diverso: Toots Thielemans (gaita)
Cantor: Kurt Elling
Cantora: Diana Krall
Compositor: Wayne Shorter
Arranjador: Maria Schneider
Gravadora: Blue Note
Artista ou Grupo de Blues: B.B. King
Artista ou Grupo  Além das Classificações: Robert Glasper

 Fonte: Down Beat

ANIVERSARIANTES - 31/10


Bob Belden (1956) – saxofonista,arranjador,
Booker Ervin (1930-1970) - saxofonista,
Claudete Soares(1937) – vocalista,
Ethel Waters (1896-1977) - vocalista,
Guilherme Vergueiro(1953) – pianista,
Illinois Jacquet (1922-2004) – saxofonista,
Julia Lee (1902-1958) - pianista, vocalista,
Raphael Rabello(1962-1995) – violonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=SZUPPLDhGcY&noredirect=1,
 Sherman Ferguson (1944-2006) – baterista,
Vincent Gardner (1972) - trombonista

terça-feira, 30 de outubro de 2012

ANIVERSARIANTES - 30/10


Bobby Jones (1928-1980) - saxofonista,flautista,
Christoph Irniger (1979) - saxofonista,
Clifford Brown (1930-1956)- trompetista,
Poncho Sanchez (1951) - percussionista,
Saul Rubin (1958) - guitarrista,
Teo Macero (1925-2008) - saxofonista,produtor,
Tom Browne (1954) - trompetista,
Trilok Gurtu (1951) – percussionista,
Tutty Moreno(1947) – baterista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=IFAyZlrpxbQ

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

ROD STEWART LANÇARÁ DISCO ESPECIAL DE NATAL


Rod Stewart, cujos diversos álbuns de standards do repertório norte-americano foram bem vendidos , apresentará seu primeiro especial de Natal na TV em 26 de Novembro próximo em emissoras da PBS. De acordo com o informe à imprensa, Stewart estará unido, no intitulado “Rod Stewart: Merry Christmas, Baby”, a convidados como Chris Botti, Trombone Shorty, Mary J. Blige, Michael Bublé e à falecida Ella Fitzgerald. O assim chamado dueto “virtual” com o ícone Fitzgerald será na canção “What Are You Doing New Year’s Eve?”.  O especial de TV é uma peça da campanha para o álbum de natal de Stewart, também nominado “Merry Christmas, Baby”.
Fonte: JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 29/10


Jimmy Woods (1934) - saxofonista,
Josh Sinton (1971) - saxofonista,
Matthias Lupri ( 1964) - vibrafonista,
Neal Hefti (1922) - trompetista,
Nelson Cavaquinho(1911-1986) – cavaquinista, violonista,vocalista,
Zoot Sims (1925-1985) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=i3hDsBtJipg

domingo, 28 de outubro de 2012

ALAN BROADBENT – LIVE AT GIANELLI SQUARE : Vol. 2 (2012)


A promessa de mais veio com a etiqueta numérica ao final do soberbo “Live At Giannelli Square: Vol. 1 (Chilly Bin, 2010)” do pianista Alan Broadbent. Dois anos mais tarde ele cumpriu aquela promessa.” Live At Giannelli Square: Vol. 2”, gravado como o predecessor, era apenas um lançamento a ser visto, encontra Broadbent e seus brilhantemente sutis companheiros de trio no mesmo local de apresentação em San Fernando Valley , realizando magia dentro do jeito suave do grupo.
A classe, o charme e a habilidade que já estavam presentes no primeiro álbum, e praticamente em cada gravação que Broadbent fez sob seu nome nos anos recentes estão evidentes nesta sequência. Embora esta gravação seja uma extensão lógica de  “Live At Giannelli Square: Vol. 1” na entonação, discernimento e afinação musical, coloca-se à parte por causa dos destaques serem as suas composições. A maior atenção é dada ao seu perfil como arranjador e na sua capacidade enciclopédica de interpretar standards, porém , raramente, suas composições recebem reconhecimento.  Broadbent impulsiona esta edição , inclinando a balança da programação em favor das suas composições e foi uma decisão sábia. A maliciosa e suingante "Blues In 'n' Out" é boa para se acompanhar estalando os dedos, Broadbent brilhantemente pratica um espetáculo com o baixista Putter Smith em "Wandering Road" e ele foge  das românticas e rapsódicas noções reflexivas de fim de noite em "Sing A Song Of Dameron" .Os tempos permanecem suaves na maior parte do trabalho, mas ao final , a composição  "Three For All" tem algo algo primaveril em seus movimentos, que ajuda a atiçar a imaginação e os músculos musicais de todos os envolvidos.

Enquanto Broadbent volta sua atenção para suas composições, ele não dá as costas para os princípios do jazz. Seus dedos atingem os lugares mais recônditos do piano como em "You Don't Know What Love Is" , toma seu rumo e faz o instrumento cintilar em luz aural para descansar no fim. A frequentemente ignorada "Conception"  de George Shearing também prova sua escolha inspirada, porém é a experiência na abertura do álbum com "Yesterdays" , que vem a ser o número mais forte do trabalho. Broadbent muda sem esforço dentro de um solo para as peculiaridades, expondo resumos fantásticos como na independência de Roger Kellaway. Smith e o baterista Kendall Kay move-se de atraentes  indicações para uma profunda pegada, e o faz de forma simples, ainda que seu  solo não seja fácil.

Muitos trios tentam impor sua marca nadando contra a corrente ou realizando perfomances vigorosas, mas estas não são as formas de Broadbent . Estes músicos não fazem música espalhafatosa, realizam-na de forma excepcionamente artesanal,e sempre alcançarão o topo.
Faixas: Yesterdays; You Don't Know What Love Is; Blues In 'n' Out; Wandering Road; Conception; Sing A Song Of Dameron; Three For All.

 Músicos: Alan Broadbent: piano; Putter Smith: baixo; Kendall Kay: bateria.
Gravadora: Chilly Bin Records

Fonte : AllAboutJazz /DAN BILAWSKY

ANIVERSARIANTES - 28/10


Andy Bey (1939) – vocalista,
Bill Harris (1916-1973) - trombonista,
Capiba (1904-1997) – pianista compositor,
Chico O'Farrill (1921-2001)- líder de orquestra,
Cleo Laine (1927) - vocalista,
Dink Johnson (1892-1954) - pianista,
Elton Dean (1945-2006) - saxofonista,
Glen Moore (1941) - baixista, pianista,
Jay Clayton (1941) - vocalista,
Kent Jordan (1958) – flautista,
Kurt Rosenwinkel (1970) – guitarrista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=BAkONsjZhTY,
Richard Bona (1967) – baixista,
Ronaldo Bôscoli (1928-1994) – compositor,produtor

sábado, 27 de outubro de 2012

JOSÉ PAULO BECKER E MARCOS SACRAMENTO – TODO MUNDO QUER AMAR


A princípio, eram algumas canções para disponibilizar na Internet. Virou um dos mais lindos discos lançados recentemente nestas plagas. O compositor e instrumentista é José Paulo Becker, um dos maiores violões do Rio de Janeiro e do mundo; o letrista é nada mais nada menos que Paulo César Pinheiro, e o cantor, ora, o cantor é quem manda no samba por esses dias, ou seja, Marcos Sacramento.
Trata-se de Todo Mundo Quer Amar, de José Paulo Becker e Marcos Sacramento. Um desses discos que tiram a respiração de quem ouve. Daquelas coisas que a gente tem a impressão de que ,um dia , num futuro bem lá na frente , ainda vai contar. “Ah, eu tava lá e ouvi assim que saiu”. O exagero se deve a várias coisas separadas e todas juntas.

O fato de somar tantos talentos num mesmo balaio nem sempre garante ou justifica um grande disco . Água não se mistura com azeite. O bom de Todo mundo Quer Amar foi o amálgama, a liga, o jeitão de samba moderno com um pé na tradição.
Os três têm em comum a profunda paixão pelo Rio, seus sambas e suas gentes. O violão de Becker tem o suingue perfeito para as escapadas e meandros da incrível voz de Sacramento. Não é de hoje que os dois vêm juntos .O disco anterior do cantor, Na cabeça, traz o inusitado acompanhamento, único e tão somente, dos violões de Luís Flávio Alcofra, Rogério Caetano e, é claro, o mesmo Becker.
Desta vez,no entanto, Becker sai da cozinha e vai para a sala. E , em alto estilo, como compositor e parceiro de Paulo César Pinheiro. A qualidade das composições revela uma faceta até então desconhecida do autor. São sambas divertidos, matreiros e prá lá de ricos. Daqueles que lembram Baden e Vinícius, ou seja, daqueles que dançam e falam sério ao mesmo tempo. Bem que mereciam mesmo um intérprete do nível de Sacramento. Assim foi feito.

Aos dois se somaram músicos de primeira , que, sob a batuta do próprio Becker, encantaram ainda mais os lindos sambas,choros, canções e tudo mais que o valha. O resultado final é de espantar. Todo Mundo Quer Amar tem um som único, vigoroso e econômico, execuções primorosas e um sabor intenso. É música brasileira da melhor linhagem feita no melhor estilo. A impressão que dá é que a realização do disco encontrou, como por encanto, todos os seus autores em estado de graça.
As letras de Paulo César Pinheiro, poeta maior do samba , falam de amor. De amor vivido, amor chorado, realizado, desfeito, falam enfim de amor de todos os jeitos. Vão da mais profunda dor à melhor das alegrias, brincam e falam sério.

No final das contas, ao ouvinte resta, antes de retornar ao início, uma gratidão imensa. Todo Mundo Quer Amar, como já foi dito no início, é um disco lindo, de quem tá de bem com a vida, vive pra saber e anda por aí, com talento de sobra para contar como é que é.
Participações: Rogério Caetano (violão 7 cordas), Leandro Braga (piano), Bebê Kramer (acordeon), Márcio Almeida e Luciana Rabello (cavaquinhos), Humberto Araújo, Fabiano Segalote, José Arimatéa, Silvério Pontes e Rui Alvin (sopros), Pedro Aune (baixo) e Flavinho Miúdo, Bernardo Aguiar, Paulino Dias e Marcelinho Moreira (percussões).

Fonte: Revista Fórum / Julinho Bittencourt

ANIVERSARIANTES - 27/10


Amanda Monaco (1973) - guitarrista,
Arild Anderson (1945) - baixista,
Babs Gonzales (1919-1980) - vocalista,
Barre Phillips (1934) - baixista,
Boyd Raeburn (1913-1966) - saxofonista,
Carlo De Rosa (1970) - baixista,
Dan Baraszu (1969)- guitarrista,
David Hazeltine (1958) - pianista,
George Wallington (1924-1993) - pianista,
Ken Filiano ( 1952) - baixista,
Philip Catherine (1942) – guitarrista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=ViH87_CxmY8,
Robert Sabin ( 1972) - baixista,
Tom Adams (1953 ) - pianista

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ANIVERSARIANTES - 26/10

Charlie Barnet (1913-1991) - saxofonista,
Chuck Stevens (1979) - guitarrista,
Eddie Henderson (1940) - trompetista,
Jacques Loussier (1934) - pianista,
Marc Wagnon ( 1956) - vibrafonista,
Milton Nascimento (1942) – violonista,vocalista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=cIuS_lzb5b8,
Ranee Lee (1942) - vocalista,
Thomas Rotter (1963) – baixista,
Warne Marsh (1927-1987) - saxofonista

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

BILL O'CONNELL – TRIPLE PLAY PLUS THREE (Zoho)


Aparentemente o pianista Bill O’Connell não reconfigurou bastante o formato de trio explorado em seu lançamento de 2008, “Triple Play”, uma sessão sem baixo com o congueiro Richie Flores e o  flautista Dave Valentin. Em “Triple Play Plus Three”, Flores e Valentin juntam-se a dois experimentados recrutas: o clarinetista Paquito D’Rivera e o vibrafonista Dave Samuels. Embora, salvo em uma performance em duo  esta é uma sessão de jazz latino em trio com uma cadeira reservada para um membro da formação rotativa.
Em uma citação que aparece nas notas do disco, O’Connell chama a experiência da performance incomum deste trio de “liberando”, e é fácil de ouvir o porque quando sua animada mão esquerda está proeminentemente atuando em “Crazy Samba” ou quando ele imaginativamente remodela “’Round Midnight” com uma emocionante assistência de D´Rivera. Claro que Valentin e Samuels têm seus momentos , também. Na flauta alto , Valentin traz seu lirismo elegíaco para “Lake Road”, uma das oito composições de O’Connell neste álbum, enquanto Samuels espertamente complementa O’Connell e Flores na pressa percussiva de “Non-Sense”. O vibrafonista inclui, também, cores a “Bill’s Blues”, algum alarde de verão em “La Playa” e colabora com O’Connell e Flores em um evocativo tributo a Eddie Palmieri na salsa “Mr. EP”.

É duro dizer se a mutável formação esta inspirando as mudanças de ânimo ou vice versa. Porém de qualquer forma , Valentin, D’Rivera e Samuels claramente ajuda a “liberar” O’Connell ao longo do álbum. Ea faixa em duo? . Quando o pianista e Flores são deixados em seus próprios dispositivos em uma animada e espontânea “Speak Low”, as descargas elétricas voam.

      Faixas
   1. Sweet Sophie Rose (feat. Paquito D'Rivera) 6:46   
   2. Bill's Blues (feat. Dave Samuels) 6:43   
   3. Crazy Samba (feat. Dave Valentin) 4:40   
   4. 'Round Midnight (feat. Paquito D'Rivera) 5:47   
   5. Non-Sense (feat. Dave Samuels) 6:10   
   6. Lake Road (feat. Dave Valentin) 5:50    
   7. Cobblestones (feat. Dave Samuels) 5:49   
   8. Speak Low (feat. Richie Flores) 5:49  
   9. Mr. EP (feat. Dave Valentin) 5:28   
  10. La Playa (feat. Dave Samuels) 7:00

Fonte: JazzTimes / Mike Joyce

ANIVERSARIANTES - 25/10


Earl Palmer (1924-2008) – baterista,
Daniel D´Alcântara (1974) – trompetista, flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=TnucmHAYvrQ,
Eddie Lang (1902) - guitarrista,
Franck Amsallem (1961) - pianista,
Jimmy Heath (1926) - saxofonista,
Roberto Menescal (1937) –violonista,guitarrista,
Robin Eubanks (1955) - trombonista,
Teco Cardoso(1960) – saxofonista,flautista,
Terumasa Hino (1942) – trompetista, flugelhornista 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

IRA SULLIVAN & STU KATZ – A FAMILY AFFAIR


Ira Sullivan não reside em Chicago desde 1963, quando mudou-se para a Florida em busca de um clima mais quente, ensinar e atuar como mentor de jovens músicos da área de Miami . Porém ele ainda é respeitado como heroi em sua cidade natal, onde surgiu como uma das mais fortes vozes do bebop ao lado dos seus companheiros Johnny Griffin e Wilbur Campbell. Quando ele voltou à cidade para tocar no Jazz Showcase  de Joe Segal, ou como no ano passado no Chicago Jazz Festival, que celebrou seus oitenta anos , foi um evento.
“ A Family Affair” foi gravado no Showcase com outro velho parceiro do bop, o vibrafonista/pianista Stu Katz. Após todos esses anos , o brilho multi-instrumental de Sullivan ainda deslumbra . Na nova composição, “Blues Two Views”, ele  demonstra a diferença entre o trompete surdinado (áspero e lírico) e o saxofone tenor (robusto na melancolia e sussurrantemente terno). Ele passa para o saxofone soprano em  “Yesterdays” despertando o standard de Jerome Kern com uma formidável intensidade ,que você frequentemente não ouve no instrumento nesta canção.

A seção rítmica de primeira que acompanha Sullivan na maior parte das apresentaçoes é formada pelo pianista Dan Trudell, pelo baixista Dennis Carroll e pelo baterista George Fludas. Há uma vigoroso e curto scat da cantora  Lucia Newell, esposa do engenheiro de som do álbum  Steve Wiese, e o baixista Steve Katz, filho de Stu ,o produtor do disco. “A Family Affair” é, também, assim orientado pela fraternidade entre  Sullivan, Katz e Segal, e pela ampla família que fez de Chicago uma meca do jazz .
Faixas: Blues Two Views; Gee, Matthew; Pennies from Heaven; Scrapple from the Apple; Lullaby of the Leaves; Yesterdays; Take the A Train; Stablemates; What a Friend We Have in Jesus.

Músicos: Ira Sullivan: saxofones tenor, alto e soprano , trompete, fluegelhorn; Stu Katz: vibrafone, piano (3); Dan Trudell: piano; Dennis Carroll: baixo acústico; Steve Katz: baixo acústico (7); George Fludas: bateria; Lucia Newell: vocal (6).
Gravadora: Origin Records

Estilo: Straight-ahead/Mainstream
Fonte : JazzTimes / Lloyd Sachs

ANIVERSARIANTES - 24/10


Anthony Cox (1954) – baixista,
Banu Gibson (1947) - vocalista,
Jay Anderson ( 1955) - baixista,
Odean Pope (1938) – saxofonista,
Rick Margitza (1961) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=cGAq4gmQ7iQ, Wendell Marshall (1920-2002) - baixista

terça-feira, 23 de outubro de 2012

WAYNE SHORTER RETORNA À BLUE NOTE


O saxofonista e compositor Wayne Shorter retornou à Blue Note Records após um intervalo de 43 anos e lançará um novo álbum, “Without A Net”,  em 5 de fevereiro de 2013. A gravação apresenta o quarteto de Shorter formado pelo pianista Danilo Perez, pelo baixista John Patitucci e pelo baterista Brian Blade. Shorter completará 80 anos em 2013.
 “Without A Net” é um álbum composto por nove faixas gravadas no ano passado, ao vivo, na Europa, à exceção de uma. A exceção é “Pegasus” uma peça de 23 minutos descrita como um “poema sonoro”  e gravado com o Imani Winds no Walt Disney Concert Hall em Los Angeles. O disco mostra seis novas composições de Shorter, bem como novas versões de suas músicas  “Orbits” (do álbum” Miles Smiles”  de Miles Davis) e “Plaza Real” (do disco do Weather Report ,” Procession”). O trabalho também inclui a canção título do filme musical “Flying Down To Rio” de 1933.

 Faixas
1. Orbits (4:49)
2. Starry Night (8:48)
3. S. S. Golden Mean (5:17)
4. Plaza Real (6:56)
5. Myrrh (3:03)
6. Pegasus (23:06)
7. Flying Down to Rio (12:44)
8. Zero Gravity (8:13)
9. UFO (4:12)

 Fonte : JazzTimes /Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 23/10


Bernard Peiffer (1922) - pianista,
Dianne Reeves (1956) – vocalista,
Ernie Watts (1945) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=dzpzHQrBk9I,
Frank Hewitt (1935) - pianista,
Gary McFarland (1933-1971) - vibrafonista,
Jeff Gardner(1953) – pianista,
Sonny Criss (1927-1977) - saxofonista,
Walter Fischbacher ( 1966) - pianista

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ITHAMARA KOORAX NO ALL ABOUT JAZZ


Chris M. Slawecki, Editor Senior do All About Jazz comentou o recente CD de Ithamara Koorax, "Got To Be Real", lançado pela gravadora italiana IRMA para 35 distribuidoras através do mundo. No Brasil, a temporada de lançamento começa em Janeiro de 2013 na casa noturna "Plataforma/Bar do Tom" no Rio de Janeiro. Tomara que a Bahia, tão carente de espetáculos jazísticos de alto nível, seja incluída nesta temporada.

Eis uma parte do comentário:

"Singer Ithamara Koorax recorded her 15th solo CD, Got to Be Real (Irma, 2012), "live in the studio" in Rio de Janeiro, the place of her birth, with her touring band—bassist Jorge Pescara, drummer Haroldo Jobim (a cousin of Antonio Carlos Jobim) and keyboardist Jose Roberto Bertrami, founding member of Brazil's famous fusion export Azymuth, on Rhodes, Yamaha and Hammond organs, clavinet, and synthesizers. Small wonder that on Got to Be Real, Koorax sounds completely at home in different types of material, from Azymuth ("Toque de Cuica") to Herbie Hancock ("Butterfly") to Cole Porter to 1960s pop tunes by Little Anthony & The Imperials and The Fifth Dimension, to its title track, a David Foster-produced hit for disco diva Cheryl Lynn.

Koorax's career highlights are numerous and diverse. She's recorded or performed with Antonio Carlos Jobim, Luiz Bonfa, Thiago de Mello, Hermeto Pascal and Eumir Deodato from her native Brazil, along with Dave Brubeck, Ron Carter, Larry Coryell, Claus Ogerman, John McLaughlin and stars from elsewhere in the jazz constellation. While Koorax was primarily introduced to international audiences through Serenade in Blue, licensed by Milestone Records for release in 2000, previous albums such as Ithamara Koorax Sings the Luiz Bonfa Songbook (King, 1996) were hits in her homeland and other countries.

Koorax and Azymuth soaked in the liquid warmth of Ivan Lins' title track for her Love Dance: The Ballad Album (Milestone, 2003) follow-up. On Autumn in New York (Jazz Station Records, 2005), she dedicated her stunning performance of "I Fall in Love Too Easily" to one of its most famous interpreters, Miles Davis, and dedicated "She Was Too Good to Me" to Chet Baker and Don Sebesky. In 2009, Koorax partnered with Brazilian guitarist Juarez Moreria for Bim Bom (Motéma), the first ever Joao Gilberto songbook. That same year, she collaborated with Swiss pianist Peter Schärli and his trio for the elegy Obrigado Dom Um Romao (TCB Music) upon the passing of the eponymous, illustrious Brazilian percussionist, followed with The Peter Schärli Trio featuring Ithamara Koorax: O Grande Amor (TCB Music) in 2010.

But like the enigmatic, exotic landscapes of her native Brazil, to many music fans Ithamara Koorax remains undiscovered beauty. Arranged and produced by Arnaldo DeSouteiro, Got to Be Real begins with several languid and lush interpretations of pop classics from the 1960s and '70s before moving into Brazilian and jazz colors. "Ithamara has been singing these songs for many, many years, and this trio has been touring with her since 2005, not only in Brazil, but also in Europe and Asia," explains DeSouteiro. "We've been doing little modifications all the time, experimenting with different tempos and details until we felt they were finished and ready to record." (Sadly, Mr. Bertrami passed away in July 2012.)

Most Koorax albums contain a moment when her throat opens and unleashes an impossible but perfectly rendered note. On Got to Be Real, it's her impossibly high and long sustained note that closes the first chorus of its title track, expertly rearranged into a simmering and luxurious Sade quiet storm. Wrapping "Going Out of My Head" in Koorax's passionate and colorful voice turns it into something much more than the original hit by Little Anthony & The Imperials, plaintive as a teenager in love.

"Toque de Cuica" lights up a Real Brazilian jazz manifesto, thundering with echoes of the groundbreaking vocal/percussion work by Brazil's Flora Purim and Airto while Koorax's voice, sharp as a whip, thrashes its melody forward. Rendered as a duet between Koorax's breathless voice and Bertrami's Fender Rhodes, "Can't Take My Eyes Off of You" illuminates the creative intimacy between these two musicians, as vocalist and keyboardist seem to each effortlessly know where the other will be.

What would Koorax say to jazz fans who think there's too much pop on Got to Be Real? "I didn't count if I was singing two or three or five 'pop' songs. I always choose songs that I like to sing and that I feel I can add something personal to," Koorax explains. "I don't care if they are jazz tunes, Great American Songbook standards, bossa anthems, pop hits, R & B songs, I really don't care. Brazilian Butterfly was an album of traditional Brazilian folk songs and got rave reviews in the jazz community as well as in the electronica and dance-music areas."

Jazz historian Ira Gitler once wrote about Ithamara Koorax: "Her range and technique are remarkable, but you don't necessarily take time out to marvel at her technique until later on because you are too absorbed in her musical message. Her powerful singing speaks for itself with celestial elegance."

O restante da matéria, em que Ithamara é entrevistada, pode ser lido no próprio "site":
http://www.allaboutjazz.com/php/article.php?id=42920

ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO – ALEGRIA NOS DEDOS


O multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo mata a charada sobre si próprio com o título do seu novo disco: Alegria nos dedos. Quem já ouviu esse santista cidadão do mundo tocar um de seus vários instrumentos não duvida. Arismar explode em sons, melodias bonitas e inesperadas, técnica, virtuose, sensibilidade e muita alegria, a cada vez que toca.
 Já não é de hoje que o músico é uma espécie de coringa dos estúdios, Brasil afora. Precisa de um baixista? Chama o Arismar. Baterista, guitarrista, pianista? Idem. Capaz de tocar qualquer música em qualquer tom em quase qualquer instrumento, poucas vezes parou para mostrar o seu som, as suas composições e reinterpretações. Quando faz é, de fato, uma alegria, tanto para ele, um eterno alto-astral de bem com a vida, quanto para o seu fiel público.

 Entre parcerias e solos, Alegria nos dedos é o seu oitavo disco em mais de 30 anos de carreira, ou seja, um momento raro. Arismar conta que fez as músicas num espaço de três anos, sempre pensando nos timbres dos instrumentos dos músicos que iriam gravar cada composição. E estes convidados são uma constelação da boa música, como a flautista Léa Freire; Vinícius Dorin, no sax; Dominguinhos, no acordeão, seus filhos Bia Góes, na voz, e Thiago do Espírito Santo, no contrabaixo, além de Serginho Coelho, no trombone e Daniel D’alcântara, no trompete.
 No mais, é Arismar no violão de sete cordas, na guitarra, bateria, piano, baixo acústico e sem traste, além das composições e produção musical. E as composições são um caso à parte. Não pense o leitor que vai se deparar com mais um daqueles discos de música instrumental em que só os músicos se divertem. Arismar faz questão de tocar para todos com graça e leveza, sem com isso abrir mão de seu talento infinito.

 Melodias comoventes e líricas como “Debaixo do cajueiro”, que conta com a participação de Dominguinhos, ou a belíssima “Valsa curitibana”, interpretada por Léa Freire, contrastam com o vigor rítmico e melódico de “Turmalina”, com Vinícius Dorin, e “Gafifa”, com Daniel D’alcântara. O disco é uma sucessão de surpresas, como a inventiva “Santos x Corinthians”, na qual pai e filho “quebram tudo” num limite musical que, assim como no jogo, alterna climas e clímax, tensão e alegria.
 Arismar conta que iniciou a concepção do disco com base nas melodias, sem contagem nem metrônomo. Deixou o tempo o mais solto possível para depois, a partir das gravações em duo com os convidados, cobrir as faixas com os instrumentos de base.

 Com isso, Alegria nos dedos se tornou uma gravação rara, em que a música extremamente elaborada pelos anos de experiência soa natural, instantânea. Uma comunhão de alegria entre o artista, seus convidados e sua música. Uma celebração da vida que o músico gentilmente reparte com seus amigos e o público.
Faixas
01 - Turmalina[ 4:23] - Arismar
Vinicius Dorin | Sax Alto Arismar do Espírito Santo | Piano
02 - Sonhando Acordado [4:28] - Arismar
Arismar do Espírito Santo | Guitarra + Baixo Acústico + Bateria
03 - Mais Querida [3:51] - Arismar
Léa Freire | Flauta Arismar do Espírito Santo | Violão 7'
04 - Haikai [5:45] - Arismar
Arismar do Espírito Santo | Garrahand + Violão 7' + Guitarra + Baixo Acústico + Bateria
05 - Debaixo do Cajueiro [4:21] - Arismar
Dominguinhos | Acordeon Arismar do Espírito Santo | Violão 7'
06 - Água da Serra [4:53] - Arismar
Bia Goes – Voz Arismar do Espírito Santo | Violão 7' + Guitarra + Bateria
07 - Marjoriana [5:56] - Arismar
Serginho Coelho | Trombone  Arismar do Espírito Santo | Violão 7' + Baixo Acústico + Bateria
08 - Alegria nos Dedos [6:34] - Arisma
Thiago Espírito Santo | Guitarra  Arismar do Espírito Santo | Violão 7'
09 - Valsa Curitibana [4:24] - Arismar
Léa Freire | Flauta Arismar do Espírito Santo | Violão 7'
10 - Gafifa [4:50] - Arismar
Daniel D'Alcântara | Trompete
Arismar do Espírito Santo | Guitarra + Baixo Acústico + Bateria
11 - Samba pra Ti [3:24] - Arismar
Arismar do Espírito Santo | Violão 7' + Guitarra + Baixo Acústico + Bateria
12 - Boa Viagem [4:41] - Arismar
Arismar do Espírito Santo | Violão 7' + Violão 12'
13 - Vidão [7:53] - Arisma
Vinicius Dorin | Sax Alto Arismar do Espírito Santo | Violão 7' + Guitarra + Baixo Acústico + Bateria
14 - La Isla [3:47] - Arisma
Vinicius Dorin | Sax Alto Arismar do Espírito Santo | Violão 7' + Baixo Fretless
15 - Santos x Corinthians [3:36] - Arisma
Thiago Espírito Santo | Baixo  Arismar do Espírito Santo | Guitarra

 Fonte: Revista Forum / Julinho Bittencourt

ANIVERSARIANTES - 22/10


Brenda Earle (1976) - pianista,
Clare Fischer (1928) - pianista,
Giorgio Gaslini (1929) - pianista,
Ivan Renta (1980) - saxofonista,
Jane Bunnett (1956) - flautista,saxofonista,
Krzysztof Duszkiewicz  (1957) - guitarrista,
Lula Galvão(1962) – violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=HylocK6E-R4,
Patápio Silva (1880-1907) – flautista,
Urszula Dudziak (1943) - vocalista

domingo, 21 de outubro de 2012

LUCIANA SOUZA – DUETS III / THE BOOK OF CHET (Sunnyside)


Superando o hiato de três anos sem gravar, a cantora Luciana Souza retorna com dois álbuns: a montagem final da sua trilogia de duos com voz e violão, pela qual foi nominada ao Grammy e um tributo a Chet Baker, ambos produzidos por seu marido , Larry Klein.
“Duos III” é  uma reunião de experiências em duas frentes . O álbum marca o retorno de Luciana  Souza ao selo Sunnyside , que deu a partida na série a uma década atrás com “Brazilian Duets “ e lançou “Duos II” em 2005; “Duets III “ também trás de volta os violonistas Marco Pereira e Romero Lubambo, que atuaram com ela nos dois discos anteriores. Em “ Brazilian Duos”, seu terceiro parceiro era seu pai , Walter Santos. Para “Duos II” ela estendeu sua lista para quatro violonistas , adicionando Guilherme Monteiro e  Swami Jr. Desta vez ela inclui outro exemplar compatriota , Toninho Horta, cujo trabalho como compositor e arranjador é fabuloso, bem como sua execução musical.

O tempo fora dos estúdios nada fez para diminuir a proficiência de Luciana Souza. A força e a beleza da sua incomparável sonoridade estão, se é  que se pode dizer, mas  empolgante que nunca. A abordagem  de Souza e Klein permanecem inalterada : um repertório completo de músicas brasileiras, aqui se destacando Jobim e Gilberto Gil, gravado em estúdio sem qualquer recurso extra. Nas sessões anteriores de “ Duos”, Souza interpretou uma composição de Horta. Aqui, com Horta tocando guitarra flamenca , ela inclui duas:  a requisitada “Pedra da Lua” , que apresenta Horta como parceiro vocal de Luciana Souza e a espécie de hino , “Beijo Partido”.
Horta também impusiona a apimentada abertura, “Tim Tim Por Tim Tim”, e esplendidamente  intensifica a beleza tranquila de “Inútil Paisagem” de Jobim.  A capacidade composicional de Marco Pereira, também , está representado em sua ebuliente “Dona Lu” , destaque superior entre as faixas do álbum. Optando por um violão de sete cordas, Pereira junta-se a Luciana Souza na terna “Chora Coração” de  Jobim e na radiante “Eu Vim da Bahia” de Gilberto Gil. Lubambo, que compartilha a maioria das estórias com Luciana Souza, outra vez demonstra a profundidade da maravilhosa química entre eles.  “Doralice” interpretada de forma mais veloz é brilhante e “Dindi” é suave e introspectivamente melancólica, sendo uma das mais finas interpretações já gravadas.

Se “Duos III”  envolve Souza no sol brasileiro e em seu calor, “The Book of Chet “ assume um lugar mais sombrio. Baker pode, mais que Billie Holiday, ser traiçoeiro para explorar. Há sempre a tentação de tolerar aspectos trágicos da sua personalidade pessoa para colorir qualquer interpretação. Os vocais mundanos de Baker, seu senso de instabilidade, faz com os que façam únicos e permanentemente emocionais. Porém ele poderia ser singularmente afetivo e frequentemente sexy em suas leituras.
Souza, acompanhada por um trio sem piano, formado pelo guitarrista Larry Koonse, pelo baixista David Piltch e pelo baterista/percussionista Jay Bellerose, opta por uma unilateral melancolia. Reconhecidamente, ela favorece porções mais sombrias do repertório de Baker, pondo de lado sucessos como “My Funny Valentine”, “There Will Never Be Another You” e“Let’s Get Lost” e colocando “The Thrill Is Gone” “He Was Too Good to Me” ,“Forgetful” e “I Don’t Stand a Ghost of a Chance”. Ainda ssim, mesmo quando o humor passa a ser mais brilhante através de “Oh, You Crazy Moon”, “The Touch of Your Lips” e “The Very Thought of You”, as sombras persistem. Entre os aspectos sombrios, Souza , entretanto, realiza estonteantes leituras. Ela é incapaz de fazer algo inferior. Koonse, Piltch e Bellerose permanecem  suaves ao longo do disco, alcochoando o prevalecente desconsolo. Esta é ainda uma maravilhosa homenagem .

Fonte: JazzTimes / Christopher Loudon

ANIVERSARIANTES - 21/10


Bobby Few (1935) - pianista,
Celia Cruz (1925-2003) - vocalista,
David Weiss (1964) - trompetista,
Dizzy Gillespie (1917-1993) – trompetista,
Don Byas (1912-1972) - saxofonista,
Don Rader (1935) - trompetista,
Doris Monteiro(1934)- vocalista,
Fred Hersch (1955) – pianista,
Jerry Bergonzi (1947) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Z5Dj4eXNl1M,

Marc Johnson (1953) - baixista

sábado, 20 de outubro de 2012

BOBBY BRADFORD/MARK DRESSER/GLENN FERRIS – LIVE IN L.A (Clean Feed)


O título do álbum é um pouco enganoso. Bobby Bradford (cornet), Mark Dresser (baixo) e Glenn Ferris (trombone) realizaram esta gravação na Cidade dos Anjos em  2009. Porém estavam atuando em uma dependência  da casa do trombonista Bruce Fowler, não em frente a uma audiência.  É a primeira vez que estes músicos de mesmo pensamento musical tocaram juntos desde o final dos anos 70 na vigorosa performance de  Bradford no espaço Little Big Horn  em Altadena, Califórnia , onde pela primeira vez cruzaram os caminhos. O tempo apartados não diminuiu em nada a química deles e a música é definitivamente intensa.
Ferris,  que já trabalhou com Frank Zappa e Harry James, destaca-se entre seus amigos. Seus solos são deliciosamente ásperos na forma como ele atua no topo das notas. Em alguns casos ele praticamente vocaliza estridentemente, enquanto sopra seu instrumento. A despeito de tendências avant-garde, as duas composições de Ferris estabelecem para esta sessão momentos mais francos. “Purge” é uma canção triste e melancólica (no espírito  e não na forma) com plenitude de trabalho tempestuoso e intercâmbio com Bradford. “In My Dream” há uma brilhante  conexão controlada pela forte marcação de Dresser.

Bradford, parceiro musical do falecido clarinetista John Carter, mantém sua execução clara comparada a Ferris, porém ele apresenta suas ideias com um som  áspero circundando os limites. Desser age solidamente como âncora entre os dois, se ele está tocando à frente junto com eles ou improvisando sempre traz uma qualidade coesiva à sessão. “Bamboo Shoots” uma das duas faixas creditadas aos três músicos, soa mais como um poema planejado  do que como uma invenção espontânea,  largamente devido à performance do arco de Dresser, que dá o molelo. No conjunto este trabalho é um estudo que retoma o ponto em que foi deixado.
     Faixas
 1. For Bradford 8:12
 2. Purge 7:09
 3. Bbjc 6:24
 4. Pandas Run 7:27
 5. In My Dream 4:02
 6. Bamboo Shoots 10:04
 7. Comin On 8:07
 8. Ready To Go 6:39

 Fonte : JazzTimes / Mike Shanley

ANIVERSARIANTES - 20/10


Adelaide Hall (1904-1993) - vocalista,
Andrea Bartelucci (1955) - flautista,
Carl Kress (1907-1965) - guitarrista,
Eddie Harris (1926-1996) – saxofonista,
Jelly Roll Morton (1890-1941) – pianista,
Mark O'Leary (1969) - guitarrista,
Martin Taylor  (1956) – guitarrista,
Russell Gunn (1971) - trompetista  (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=F73-iVeYQkU

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

MORRE O SAXOFONISTA DAVID S. WARE


David Spencer Ware nasceu em Plainfield, N.J., em 7 Novembro, 1949, e começou a tocar saxofone aos 9 anos. Mais tarde estudou no Berklee College of Music e no início dos anos 70, foi aluno de Sonny Rollins dentre outros, e estabeleceu sua reputação em Nova York como um grande instrumentista, enquanto simultaneamente trabalhava como motorista de container. Ele gravou seu álbum de estreia como líder, “Third World Awareness”, em 1971, e gravou e atuou durante aquela década com o pianista Cecil Taylor e o baterista  Andrew Cyrille. Entre seus trabalhos com Taylor há um concerto precursor no Carnegie Hall.
A reputação de Ware como um notável líder cresceu nos anos 80 e passou a gravar prolificamente durante aquela década. Seu quarteto, formado em 1989 com o baixista William Parker e o baterista Marc Edwards (mais tarde substituído por outros bateristas) , foi reconhecido como um dos mais inventivos dentro do nicho do free jazz . Branford Marsalis conseguiu um contrato para Ware gravar na Columbia Records no final dos anos 90 e ele lançou numerosos álbuns em selos independentes nos anos  2000. Em adição às gravações com seu quarteto e outras bandas, Ware lançou  discos solos pelo selo Aum Fidelity . Ele dissolveu seu quarteto em 2007. O mais recente lançamento de Ware foi “Planetary Unknown—Live at Jazzfestival Saalfelden 2011”.

Ware havia sido diagnosticado com uma doença nos rins na década de  2000 e submeteu-se a um transplante após receber uma doação como resultado de apelos através da internet.

Fonte: JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 19/10


Eddie Daniels (1941) – clarinetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=F5pGlAJS42E,
Jostein Gulbrandsen (19760 - guitarrista,
Piano Red (1911-1985) – pianista,vocalista,
Sarah Montes (1970) – vocalista,
Tim Garland (1966) - saxofonista,
Vinicius De Moraes (1913-1980) – violonista,vocalista,compositor,
Warren L Jones III( 1953) - baixista

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

LANÇADO SATCHMO AT SYMPHONY HALL 65th ANIVERSARY


“Satchmo At Symphony Hall/65th Anniversary: The Complete Performances” foi lançado pela  Verve Music e Hip-oSelect.com em conjunto com o Louis Armstrong House Museum. O material , nunca lançado anteriormente, celebra o 65° da gravação original  em CD duplo , “Satchmo at Symphony Hall”, gravado em 1947 e lançado primeiramente pela Decca em 1951. A performance captura  Armstrong com seu All Stars, apresentando Jack Teagarden, Barney Bigard, Dick Cary, Arvell Shaw, Big Sid Catlett e a cantora Velma Middleton. A edição limitada, reeditada, inclui duas horas de material , das quais 30 minutos são inéditos. É , também, um dos poucos trabalhos de Armstrong em dois shows que remanescem.
O show apresenta clássicos de Armstrong como "On The Sunny Side Of The Street", "Black And Blue",  "Mahogany Hall Stomp" e foram restaurados a partir de acetatos e bobinas de gravação doados pelo falecido Gosta Hagglof, um amigo e colecionador de material de Armstrong, que repassou sua coleção para o Louis Armstrong House Museum.  O novo lançamento está disponível para compra na loja do Museu no Louis Armstrong House Museum para os seus visitantes por $34.99 ou no site HIP-OSelect.com.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 18/10


Anita O’Day (1919-2006)- vocalista,
Annette Hanshaw (1910-1985) - vocalista,
Bill Stewart (1966) - baterista,
Bobby Troup(1918-1999) - pianista,vocalista,
Chuck Berry( 1926) -guitarrista, vocalista,
Ron Vincent (1951) - baterista,
Wynton Marsalis (1961) - trompetista,flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=9OtZrIjQuwA

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

JAN GARBAREK/ EGBERTO GISMONTI/CHARLIE HADEN - CARTA DE AMOR (ECM/BORANDÁ)


Formado pelo multi-instrumentista brasileiro, Egberto Gismonti, o baixista americano Charlie Haden e o saxofonista norueguês Jan Garbarek, O Trio Mágico lançou dois discos. Um deles em seu próprio nome , e outro intitulado Folksongs, ambos em 1979 pelo selo ECM, do produtor alemão Manfred Eicher , empenhado em registrar a “música melhor que o silêncio”.
A eloquente voz instrumental do grupo volta a ser ouvida mais de 30 anos depois  (e pode resultar num reagrupamento do trio) com a redescoberta do registro de um concerto na Amerika Haus, de Munique , em 1981. De qualidade técnica límpida, o CD duplo foi intitulado Carta de Amor, como uma mensagem enviada do passado numa garrafa desembarcada na praia. Não há standards, apenas material autoral dos três, proposta capaz de promover o encontro de conceitos, estilos e identidades, acima do evidente virtuosismo.

De seu projeto engajado Liberation Music Orchestra, Haden contribui com La Pasionaria, de tonalidades ibéricas e sons imponentes mais a descontruída All That Is Beautiful, flerte com o jazz free e a atonalidade. Garbarek vasculha o folclore norueguês na lírica Folksong, esbatida por cordas de viola e baixo, e na aguda e farpada Spor.

De Gismonti são os demais seis temas , entre eles duas versões da espacial e ampla faixa título,. Em Cego Aderaldo, de entonação arábe nordestina, ele conduz o trio ao folk brasileiro, embora a léguas do regionalismo. A rendilhada Branquinho acama um discurso melódico do sax, enquanto Don Quixote acolhe pinceladas sonoras expressionistas. Palhaço fornece a apoteose de um disco em que as encruzilhadas estéticas sugerem novos pontos de partida.

Faixas
Disco: 1 
1. Carta de Amor 
2. La Pasionaria 
3. Cego Aderaldo 
4. Folk Song 
5. Don Quixote 
6. Spor 

 Disco: 2 
1. Branquinho 
2. All That Is Beautiful 
3. Palhaço 
4. Two Folk Songs 
5. Carta de Amor, var. 

Fonte: CartaCapital / Tárik de Souza

ANIVERSARIANTES - 17/10


Barney Kessel (1923-2004) - guitarrista,
Chiquinha Gonzaga(1847-1935) – pianista,compositora (na foto),
Cozy Cole (1906-1981) - baterista,
Howard Alden (1958) – guitarrista(no vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=1YXhSKRStpM,
Luiz Bonfá(1922—2001) – violonista,
Manuel Valera (1980) - pianista,
Sathima Bea Benjamin (1936) - vocalista

terça-feira, 16 de outubro de 2012

JASON STEIN QUARTET – THE STORY THIS TIME (Delmark Records)


O clarinete baixo , a despeito  dos sensacionais  esforços de Eric Dolphy, Bennie Maupin, David Murray e outros, vem sendo considerado um instrumento secundário no  jazz , uma curiosidade. Mas não para Jason Stein. Inteligentemente, o natural de Chicago não trata seu instrumento não convencional  como uma novidade, apesar de estar cônscio de que algo diferente acontece. Se “ The Story This Time”  coloca-o no topo da categoria de sua escolha por default, o que não sinfica que não esteja bem posicionado. Esta gravação arrasa.
 Stein, que lançou um disco solo em 2009, atua aqui como seus companheiros de Chicago,  Keefe Jackson (saxofone tenor , clarinete baixo), Joshua Abrams no baixo e o baterista Frank Rosaly. A linha de frente com dois instrumentos de sopro possibilita uma seção ardente enraizada na sincronia do bop e em numerosos momentos de exploração livre. “Laced Case”, a segunda e mais longa faixa do disco e uma das cinco composições de Stein , viaja entre dois mundos, sendo suingante , uma introdução bem medida que permite um intenso exercício em ruidoso riff livre gerado pelos instrumentos de sopro antes da seção rítmica assumir o controle.

A segunda maior contribuição das canções de “The Story This Time” é uma música de Thelonious Monk. Stein e banda com abundância de milhagem fora da melodia a providencia em “Skippy” , “Gallop’s Gallop” e “Work”, que é a última melodia tratada sonolentamente,  se arrastando  como um ofício fúnebre, que ameaça vir a ser uma completa paralisação mais de uma vez, ainda que exsude sua própria espécie de êxtase com fluxo e refluxo. Três outras bem conhecidas composições , a “Lennie Bird”  de Lennie Tristano em estilo bop,  a enganosamente direta “Background Music”  de  Warne Marsh e uma interpretação de “Palo Alto” de  Lee Konitz, que segue da caótica brincadeira a um passeio elegante, preenche a gravação , que é quase sempre gratificante.
Faixas: Background Music; Laced Case; Little Big Horse; Skippy; Badlands; Palo Alto; Hatoolie; Gallop's Gallop; Hoke's Dream; Work; Lennie Bird

Assistam ao video abaixo para conhecer um pouco deste trabalho
http://www.youtube.com/watch?v=_HjrvfxKaeA

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin