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terça-feira, 30 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 30/09


Al Maniscalco (1970) - saxofonista,

Antonio Hart (1968) – saxofonista(na foto),
Buddy Rich (1917-1987) - baterista,

Carmen Leggio (1927) - saxofonista,

Doug Pierce (1975) - trompetista,

Elliot Levine (1963) - tecladista,

Jon Eardley (1928-1997) - trompetista,

Melissa Stylianou (1976) - vocalista,

Oscar Pettiford (1922-1960) - baixista,

Patrice Rushen (1954) - tecladista , vocalista

Cultura, música, mercado, público e afins...

Olá pessoal, faz tempo que quero por aqui um texto de um amigo, Gil Vicente Tavares, compositor, diretor teatral, comentarista cultural etc. Não necessariamente o texto trata do jazz, mas da forma como a cultura em formato mais amplo se situa em Salvador. Leiam e reflitam!

"

Cristina Ortiz, público e porcentagens...


Salvador tem 3 milhões de habitantes. Com imensa desigualdade social, cultural e intelectual, estamos numa imensa província. Contudo, mesmo na província, existem guetos de resistência onde se podem achar afinidades e coerências estéticas minimamente afinadas.

Estive ontem no TCA para assistir a uma récita empolgante de Cristina Ortiz, pianista baiana que muito cedo, pra sua sorte, trocou a Bahia pelos palcos estrangeiros. Num concerto de repertório variado, pude ouvir o que ela chama de “mostrar o colorido da música”. Talvez, para os ortodoxos acostumados às versões pesadas e austeras de certos pianistas europeus, o concerto tenha sido um tanto quanto exagerado.

E talvez esteja aí a pedra de toque de Cristina Ortiz, brasileira e baiana. Ela relê com olhos novos e sensuais a música, dissecando a partitura como um bom diretor de teatro disseca uma peça, pra extrair dali tudo que ela pensa ter passado pela cabeça do compositor ao escolher tal nota, tal frase melódica, tal arpejo. Arte de primeira. Clássica e baiana.

Enquanto discute-se, incansavelmente, o berimbau, me vi num TCA incompleto, sem uma casa cheia de pudesse apreciar um momento de música universal. Sim, porque a Bahia talvez seja um dos últimos redutos onde se tem a idéia equivocada de se combater uma “cultura européia”. Os próprios europeus, bárbaros em sua grande maioria, tiveram a grande esperteza de copiar, roubar ou se inspirar em outras culturas pra criar a sua, sem constrangimento, sem que nenhum europeu lutasse pela legitimação da cultura européia.

Alguns podem até dizer que o preço era caro: havia ingressos a 30 reais (inteira). Bem, se paga isso ou mais do que isso para muitos eventos na cidade. Poderiam dizer: a música erudita é pra poucos, poucos consomem. Posso até concordar, mas vamos aos números. Salvador tem 3 milhões de habitantes. 10% disso são 300 mil. 1% é 30 mil. 0,1% são, portanto, 3 mil pessoas. Preocupa-me (ou até mesmo desespera-me) que 0,05% da população da cidade não tenha se interessado pelo concerto de uma pianista baiana de renome internacional.

Em Salvador, as pessoas têm desculpas inusitadas para não ir a concertos, espetáculos, recitais. Dizem que estão cansados do dia inteiro de trabalho e só pensam em descanso ao fim do dia ou no final de semana. Certo. Isso significa que o baiano trabalha bem mais que os paulistas, os parisienses, os novaiorquinos? Possivelmente. Pois lá, se vai a concertos, espetáculos de dança, de teatro, de música. Preço dos ingressos? Os bares de Salvador vivem entupidos de pessoas torrando dinheiro em lugares que cobram fortunas por um tira-gosto e uma cerveja. E não há xou de pagode, de Ivete, Barradão e xópim center que não esteja lotado.

Enquanto se defende por aí uma cultura primitiva, rudimentar, dissociada de padrões e técnicas que evoluíram ao longo dos séculos em todos os continentes, Salvador vai ficando pra trás em questões artísticas, forçando seus talentos a saírem daqui. O artista, cada vez mais deslocado, não tem espaço em nossa sociedade que, superficial, não consegue dialogar com a arte que fuja dos padrões pré-concebidos pela mídia e pelo apelo popular.

Sabe-se de toda desigualdade, diferença, falta de uma boa educação em casa e nas escolas, falta de leitura, tudo isso. Mas se 0,1% dos baianos fosse ao teatro, pagando ingressos e sem carteiras falsificadas, teríamos espetáculos lotados, gente voltando da porta do TCA pra assistir Cristina Ortiz, e, consequentemente, artistas podendo pensar na hipótese de viver de sua arte em sua terra.

Será 0,1% pedir demais?


GVT. "

O link para o texto original gentilmente cedido para postagem por Gil Vicente Tavares:
http://www.teatronu.com/2008_05_01_archive.html

Abraços,
Chico Oliveira


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

TERENCE BLANCHARD COMPÕE TRILHA SONORA PARA NOVO FILME DE SPIKE LEE


Compositor de trilhas sonoras e trompetista, Terence Blanchard,(na foto), completou a trilha sonora de “ Miracle at St. Anna” do novo filme de Spike Lee , embasado em uma estória de James McBride, autor de uma novela do mesmo nome sobre a 2ª Guerrra Mundial, que foi aclamada pela crítica. Apresentando cerca de 140 minutos de música e 42 pequenas inserções, a trilha foi gravada no estúdio da Sony em Los Angeles com uma orquestra composta de 90 músicos e os membros da banda de Blanchard.

Disse Blanchard, “Eu me inspirei na própria estória. Cresci em New Orleans, e lembro dos ´Buffalo Soldiers´ marchando em paradas e nunca compreendi seu papel na luta pela nossa liberdade. Sinto-me honrado em fazer parte de um projeto que ajuda a lembrar e mostrar pequenos segmentos do envolvimento desses soldados com nossa história.”

“Miracle at St. Anna” marca o 12° trabalho cinematográfico de Lee e Blanchard dentre eles “ Mo Better Blues”, “Malcolm X” e “ Inside Man”, e ganharam o prêmio Emmy com a série na HBO “ When the Levees Broke: A Requiem In Four Acts”. Blanchard ganhou o Grammy com o CD “A Tale of God’s Will (A Requiem For Katrina)” , baseado na música que Blanchard escreveu para a série , com a inclusão de novas músicas compostas pelos seus companheiros de banda.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 29/09


Bob Reynolds (1977) - saxofonista,

David Kikoski (1961)- pianista(na foto),

Dennis Sandole (1913-2000) - guitarrista,

Jean-Luc Ponty (1942) - violinista,

Rolf Kuhn (1929) - clarinetista,

Roy Campbell (1952) –trompetista, flugelhornista

domingo, 28 de setembro de 2008

Show Fred Dantas e Filhos


BOB MINTZER BIG BAND – SWING OUT (MCG Jazz [2008])


“The Manchester Crafsmen's Guild” é uma instituição que preserva, apresenta e promove o jazz, além de produzir , há muito tempo, a série vencedora do Grammy conhecida como “MCG Jazz”. Um dos filhos favoritos deste selo é Bob Mintzer, que também é membro do grupo da “Heads Up”, o “Yellowjackets”.

Mintzer é um artista versátil que toca uma variedade de instrumentos, compõe, arranja e aparece em sessões com outros artistas. Ele recentemente uniu-se à “University of Southern California”. A “Bob Mintzer Big Band” tem quatro nominações para o Grammy e venceu o de 2002 com o disco “ Homage to Count Basie (MCG)”.

Em “Swing Out”, a banda apresenta várias composições originais e renovados arranjos de alguns clássicos. Mintzer toca saxofone e flauta. A canção título é a peça energética destaque da “big band”. A liderança de Mintzer é um retorno à idade ouro, assim como o solo do pianista Phil Markowitz. Jay Anderson no baixo, John Riley na bateria e uma completa seção de metais complementam o programa.

Os trombones destacam-se ao apresentarem-se sozinhos durante a abertura de “Swangalang.” Quando o resto da banda aparece, os trombones mantêm a liderança. Entretanto, como em qualquer bem escrita canção para big band, os trompetes e os saxes põem sua marca. Depois os saxofones ficam sós e Mintzer surge com um solo de sax tenor , seguido pela banda completa com ênfase nos trompetes.

“Minuano,” uma das três faixas compostas por outros artistas, é uma interpretação de uma gravação do grupo de Pat Metheny . O vocalista Kurt Elling escreveu a letra e canta . A assertiva introdução segue as notas do original, entretanto a sonoridade é menos tributária. Os metais acompanham magnificamente Elling , tanto quanto ele se emociona durante a expressão dos versos. O solo do sax tenor de Mintzer, embora no mesmo padrão do realizado após o solo de guitarra de Metheny no original, segue sua própria direção. Markowitz contribui com um elegante solo de piano. A um inesperado tom-tom apresentado por Riley, segue a seqüência final de Elling.

Do começo ao fim, a “Bob Mintzer Big Band” exibe diversidades com toque de jazz, blues e música clássica na forma em que os arranjos são apresentados. Como Mintzer é o líder, assume a maioria dos solos. É a plenitude da banda e as bem arranjadas harmonias que faz este álbum suingante.

Faixas: Swing Out; Each Day; Something Else; Swangalang; Beyond the Limit; Minuano; My Shining Hour; Freedom Song; Someday My Prince Will Come.

Fonte : All About Jazz / Woodrow Wilkins

ANIVERSARIANTES - 28/09


Chico Oliveira (1976) - guitarrista
Evan Lurie (1954) - pianista,

John Gilmore (1931-1955) - saxofonista,

Kenny Kirkland (1955-1988) – pianista(na foto),

Koko Taylor (1935) - vocalista,

Mike Osborne (1941-2007) - saxofonista,

Sirone (1944) - baixista

sábado, 27 de setembro de 2008

DIA DE ORGULHO PARA A SOJAZZ !


Hoje em nossa reunião "sabática" tivemos a honra de recebermos uma figura histórica da cena jazzística baiana : Jorge Cravo (Cravinho) . Autor do belo livro " O Caçador das Bolachas Perdidas", com seu conhecimento e simpatia , abrilhantou nosso encontro. Esperamos que as visitas sejam constantes . Vejam a foto em que , com orgulho, registramos a visita.
Da esquerda para a direita : Oscar (provavelmente em busca da bolacha perdida de Chet Baker), Yaci, Murilo ( o mascote do grupo), Pinho, Edson, Lantyer, Mecenas (que nos proporcionou esta visita), Sergio Franco (Presidente da Sojazz) e nosso ilustre visitante.
A foto foi feita pelo nosso querido dublê de fotógrafo e trompetista : Sérgio Benutti

ANIVERSARIANTES - 27/09


Bud Powell (1924-1966) – pianista(na foto) ,

Guido Basso (1937) - trompetista,

Hank Levy (1927-2001) - saxofonista,

John Damberg (1952) – vibrafonista, percussionista,

Lars Erstrand (1936) - vibrafonista,

Matt Wilson (1964) - baterista,

Mike Nock (1940) - pianista,

Red Rodney (1927-1994) - trompetista,

Richard Oppenheim (1953) - saxofonista,

Rob Wilkerson (1973) - saxofonista,

Teddy Brannon (1916-1989) - pianista

GRAVAÇÕES AO VIVO DE SONNY ROLLINS SERÃO LANÇADAS EM OUTUBRO


Gravações de Sonny Rollins realizadas pela “Doxy Records” (distribuída pela Emarcy/Universal) serão lançadas no próximo 28 de Outubro . Será uma compilação de gravações ao vivo , intitulada “Road Shows, Vol. 1.”. Juntamente com este álbum será lançado um DVD (Live in Vienne) com a performance realizada em 2006 naquela cidade européia.

“Road Shows” é o lançamento inaugural de gravações de Rollins ao vivo ocorridas nos últimos 30 anos. As sete faixas do novo CD, obtidas da coleção de Carl Smith e do arquivo pessoal de fitas de Rollins obtidas da mesa de som em apresentações realizadas nos Estados Unidos , Canadá, Polonia, Japão, França e Suécia. O CD apresenta o saxofonista com uma variedades de músicos, incluindo em uma faixa, Christian McBride-Roy Haynes, que se apresentaram com ele no concerto comemorativo do 50° aniversário do Carnegie Hall em 2007.

“Live in Vienne” foi produzido pela televisão francesa que oferece a imagem de Rollins, no palco, em alta definição, no período de 01 hora de apresentação no Festival de Jazz de Viena em 2006.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

AGENDADO O FESTIVAL DJANGO REINHART


O “Django Reinhart New York Festival” está agendado para o período de 04 a 09 de novembro no “Birdland Jazz Club”, localizado na 315 West 44th Street em Nova York.

O festival, produzido por Pat Philips e Ettore Stratta, apresentará “The Young Lions of Gypsy Jazz,” estrelando artistas como Samson Schmitt, Ludovic Beier, Timbo, Jean Baptiste Schmitt , da França, Andreas Oberg , da Suécia, Kruno Spisic, o diretor musical Brian Torff e o “Hot Club” de Detroit. Na lista de convidados estão Joel Frahm, que se apresentará nos dias 04 e 08 de novembro, Howard Levy , no dia 05, Wycliffe Gordon no dia 06, Edmar Castaneda no dia 07 e David Langlois no dia 09.

Os shows ocorrerão de quinta-feira a domingo nos horários de 20h30min e 23h. Haverá local para refeições e estacionamento nas proximidades.

Fonte : JazzTimes / Ariana Gangloff

ANIVERSARIANTES - 26/09


Dan Knight (1953) - pianista,

Daniel John Martin (1970) – violinista, vocalista,
Gary Bartz (1940) – saxofonista,

George Gershwin (1898-1937) - pianista , compositor(na foto),

Jamie Fox (1953) - guitarrista,

Jean Caze (1982) - trompetista,

Julie London (1926-2000) - vocalista,

Mamiko Watanabe (1980) - pianista,

Nicholas Payton (1973) - trompetista,

Vic Juris (1953) - guitarrista

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

MARIA PIA DE VITO & HUW WARREN - DIALEKTOS (La Parco Della Musica [2008] )


A jazzista italiana , cantora clássica e de “world music”, Maria Pia De Vito, tem predileção por pianistas britânicos. No final dos anos 90 e início dos anos 2000, junto com Huw Warren, ela lançou três álbuns com John Taylor, incluindo o inovador “Phone” (Egea, 1998).

Por sua vez, Warren tem afinidade com cantoras. Por muito tempo acompanhou e foi diretor musical de June Tabor. Sua outra colaboração incluí a sublime Duw A Wyr (God Only Knows [Babel, 2005]), e uma coletânea de hinos galeses adotados pelos mineiros socialistas no início do século 20, realizado com a desconhecida Lleuwen Steffan.

“Dialektos” é uma rica e frutífera colaboração entre os dois músicos, apresentando seus amores mútuos pelas raízes do “folk”, ritmos energéticos e fortes melodias. O esteio cultural é a cidade de Nápoles ao sul da Itália, cujas canções foram celebradas em gravações anteriores pelo virtuosismo de De Vito, natural da cidade. Várias destas canções foram incluídas no álbum, ao lado de composições de Warren com letras em napolitano de autoria de De Vito. Interpretações de “Beatriz” de Chico Buarque e “Ginga Carioca” de Hermeto Pascoal refletem o interesse de De Vito pela música brasileira.

A despeito da ênfase napolitana , a maior parte do disco é interpretada através de um misto de “scat”, “vocalese” e “human beatbox”—um estilo que permite ao seu talento exuberantes improvisações rítmicas que floreiam a apresentação das letras. “Miguilim”, que apresenta influência brasileira , composta pela pianista italiana Rita Marcotulli, gravada anteriormente no disco de De Vito com John Taylor (Nel Respiro [Provocateur- 2004]) é uma das várias faixas que soa orgíaca. O tom geralmente jovial é temperado com adstringência em três faixas. A doce-amarga “Jesce,” a pungente “Beatriz” de Chico Buarque e a clássica do folclore Napolitano “Mmiezo 'O Ggrano” possibilitam um “retiro” para a leitura de Warren em seu elaborado piano e de De Vito na parte eletrônica e voz.

O clarinetista Gabriele Mirabassi, cujo “Canto Di Ebano (Egea, 2008)” celebra, em parte, a tradição folclórica do norte da Itália , aparece como convidado, contribuindo brilhantemente em solos expressivos nas faixas “Jesce” e “Ginga Carioca.”

Dado o caráter internacional desta gravação, deveria haver versões para o inglês das letras compostas em Napolitano, mas isto é o de menos. Este é um bem sucedido álbum, embasado na voz, que comunica melhor através do rítmo e melodia do que da linguagem.

Faixas : And The Kitchen Sink; Allirallena; Miguilim; Si Fosse N’Acuiello; Jesce; Dialektos; Beatriz; Ginga Carioca; Interlude; Whistling Rufus; Mmiezo ‘O Ggrano.

Fonte : All About Jazz - Chris May

ANIVERSARIANTES - 25/09


Barbara Dennerlein (1964) – organista,

Billy Pierce (1948) - saxofonista,

Bradford Hayes (1959) - saxofonista,

Charlie Allen (1908-1972) - trompetista,

Craig Handy( 1962) - saxofonista,

Dean Krippaehne (1956) – pianista, vocalista,

Dennis Mitcheltree (1964) – saxofonista(na foto),

Garvin Bushell (1902-1991) - saxofonista , clarinetista , fagotista,

Horace Arnold (1937) - baterista,

John Taylor (1942) - pianista,

Michael Gibbs (1937)- pianista , trombonista,

Sam Rivers (1930) - saxofonista , flautista,

Rossiere “Shadow” Wilson (1919-1959) - baterista

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 24/09


Bill Connors (1949) - guitarrista,

Fats Navarro (1923-1950) – trompetista (na foto),

Herb Jefferies (1916) - vocalista,

Ingrid Laubrock (1970) – saxofonista ,

Jack Costanzo (1922) - percussionista,

Jay Hoggard (1954) – vibrafonista,

John Carter (1929-1991) - clarinetista,

Rebecca Kilgore (1948) - guitarrista, vocalista,

Tia Imani Hanna (1966) - violinista,

Walter Smith III (1980) - saxofonista,

Wayne Henderson (1939) - trombonista

terça-feira, 23 de setembro de 2008

CONCERTO DE JAZZ PARA BARAK OBAMA


“Jazz for Obama” é um concerto de Jazz, cuja renda será destinada à campanha presidencial de Barak Obama , que está agendado para ocorrer no próximo 1° de Outubro no seguinte local : 92nd Street Y Kaufmann Concert Hall, Lexington Avenue at 92nd Street. O show começará às 19h30min e o acesso do público se dará a partir das 18h30min.

O concerto terá as participações de Bilal/Robert Glasper/Dee Dee Bridgewater, Kurt Elling, Roberta Gambarini(na foto), Roy Hargrove, Stefon Harris, Roy Haynes, Charlie Hunter/Doug Wamble Duo, Hank Jones, Stanley Jordan, Joe Lovano, Christian McBride, Brad Mehldau, Dianne Reeves e convidados especiais.


Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 23/09


Albert Ammons (1907-1949) - pianista,

Bardu Ali (1910-1981) – guitarrista,vocalista,

Bill Tole (1937) - trombonista,

Christian Escoude(1947) - guitarrista,

Danilo Memoli (1964) - pianista,

Don Grolnick (1947-1996) - pianista ,

Fenton Robinson (1935-1997) – guitarrista,vocalista,

Frank Foster (1928) - saxofonista, flautista,

George Garzone (1950) - saxofonista,

George Matthews (1912-1982) - trombonista,

Grant Langford (1977) - saxofonista,

Irene Reid (1930-2006) - vocalista,

Jeremy Steig (1943) - flautista,

Jimmy Woode (1928-2005) - baixista,

John Coltrane (1926-1967)- saxofonista(na foto),

Les McCann (1935) - pianista , vocalista,

Little Joe Blue (1934-1990) – guitarrista,vocalista,

Norma Winstone (1941) - vocalista,

Ray Charles (1930-2004) - pianista, vocalista

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"SIR MILES DAVIS MAGNET ACADEMY" INAUGURADA EM CHICAGO


Uma multimilionária construção da nova “Sir Miles Davis Magnet Academy” em Chicago foi recentemente inaugurada , presidida pelos herdeiros de Miles Davis(na foto) , Erin Davis (filho) e Vince Wilburn Jr.(sobrinho), ao lado de outros membros da família , colegas, funcionários e a comunidade em geral. A nova academia servirá para estudantes pré-jardim de infância através de oito graus dedicados à Educação Pública de Chicago para inovação e cultura. Uma placa de bronze foi ofertada à família pelo diretor da escola ,Dr. Maxine Toliver, cujos dizeres parciais são : “Senhor Miles Davis utilizou a inovação de um engenheiro, a curiosidade de um cientista e a precisão de um matemático para vir a ser um dos mais criativos artistas musicais. Assim como Miles Davis foi criativo em sua arte , a nova academia é pioneira no ensino da engenharia para crianças. Nossas crianças virão a ser exploradoras , guias e criadores do Século 21 e vindouros.”

Congratulações foram enviadas à família Davis pelo aclamado ator Don Cheadle e a estrela platinada do hip-hop ,Nas, comemorando o evento. Um antigo companheiro de Miles Davis , Pete Cosey, esteve presente com seu trio para celebrar na aconchegante cafeteria da escola.

O prefeito de Chicago ,Richard M. Daley, visitou as novas instalações, dias após a abertura oficial para o ano escolar 2008-2009, para a cerimônia do “Soar dos Sinos”. Vince Wilburn Jr. participou do evento em nome da família ao lado de representantes da área educacional de Chicago , dos serviços da infância e juventude, Museu de Ciência e Indústria , “Chicago Bears” e “Chicago Sky” , time de basquete, todos apoiando o enriquecimento educacional do sistema público de Chicago. A nova academia é a primeira escola aberta para atender ao programa de modernização educativa de Chicago, em parceria com a prefeitura e o sistema de escolas públicas, e cria a primeira instituição distrital com programa de engenharia para crianças.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 22/09


Alex Kontorovich (1980) - saxofonista,

Doug Beavers Rovira (1976) - trombonista,
Ethan Winogrand (1958) - baterista,

Ken Vandermark (1964) - saxofonista,
Marlena Shaw (1942) – vocalista (na foto),

Ray Wetzel (1924-1951) - trompetista

domingo, 21 de setembro de 2008

JOE ASCIONE QUARTET – MOVIN´UP (Arbors Records [2008])


“ Movin' Up” é o perfeito CD para os que gostam do jazz dentro dos cânones da tradição e com suíngue, sendo ao mesmo tempo tradicional e imaginativo. Estes adjetivos também descrevem o versátil baterista Joe Ascione, o “sideman” convidado a participar de centenas de gravações de outros músicos. Gravado em Outubro de 2007, este é seu terceiro disco como líder, e é bom do começo ao fim.

Para ser mais específico “Movin' Up” começa com a contagiante faixa que intitula o disco, composta por Ascione, revela o grande talento da banda, incluindo o excelente John Concuzzi , que toca piano e vibrafone (e em sua participação vocal em “It Was a Very Good Year,” soa como Freddie Cole). No final uma deliciosa segunda linha surge em “Aba Daba Honeymoon”. Entre estas faixas, o CD é uma jornada agradável através de uma brilhante paisagem de românticos “standards”.

Momentos áureos abundam. O maravilhoso arranjo de Ascione de “So In Love” (sua própria canção de casamento) com sua bateria soando como em uma escola de samba. A participação completa do clarinetista Alan Vaché eleva o tom choroso ao sublime, e o baixista Frank Tate mantém-se firme na pegada. O complexo trabalho de Ascione em “Zip-A-Dee-Doo-Dah's Got Rhythm” e o brilhante sabor latino/caribenho em “True Love” são destaques. A versão em sete minutos de “Get Out of Town” suinga pesado, bem como a versão de “Love Walked In”. “The Touch of Your Lips” dá um toque de suavidade, sem deixar de ser propulsivo. Ascione também “refresca” em “Summertime” a bela composição de Gershwin, enriquecida com batida afro-cubana, aliada a um intricado solo de bateria.

A experiência é enriquecida pelas linhas articuladas de Ascione, que apresenta suas aspirações e intentos e, junto com sua banda, alcança pontos altos. A experiência prazeirosa é uma grande oferta para os ouvintes. “Movin' Up” tem estilo e classe e reflete o ponto alto de uma carreira de sucesso. Como Ascione diz, “A festa continua!” E assim seguimos. Drinques e salgados? Claro. Estaremos lá.

Faixas: Movin' Up; So in Love; Zip-A-Dee-Doo-Dah's Got Rhythm; I've Grown Accustomed to Her Face/Norwegian Wood; True Love; It Was a Very Good Year; Love Walked In; Summertime; The Touch of Your Lips; Get Out of Town; The Aba Daba Honeymoon.

Fonte : All About Jazz / Dr. Judith Schlesinger

ANIVERSARIANTES - 21/09


Chico Hamilton (1921) – baterista (na foto),

Chris Hough (1960) - guitarrista,
Dick Shearer (1940-1997) - trombonista,

Don Preston (1932) - tecladista,

Shafi Hadi (1929) - saxofonista,

Slam Stewart (1914-1987) - baixista,

Sunny Murray (1937) - baterista,

Tommy Potter (1915-1988) - baixista

sábado, 20 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 20/09


Amanda Carr (1962) - vocalista,

Bill DeArango (1921-2006) - guitarrista,

Billy Bang (1947) - violinista,

Eric Gale (1938-1994) - guitarrista (na foto),

Jackie Paris (1926-2004) – guitarrista, vocalista,

Jim Cullum, Jr. (1941) - cornetista ,

Joe Temperley (1929) - saxofonista,

John Dankworth (1927) - clarinetista , saxofonista,

Red Mitchell (1927-1992) - baixista,

Steve Coleman (1956) – saxofonista,

Steve McCall (1933-1989) – baterista

McCOY TYNER - FLY WITH THE WIND (Concord Music Group [2008])


Nesta gravação lançada em LP em 1976, “Fly With the Wind”, rapidamente, veio a ser parte significativa do crescimento da obra do pianista McCoy Tyner. Reproduzido , aparentemente, sem fim pelos fãs , é um álbum raramente citado como um clássico dos anos 70, desde que o jazz tradicional superou as dificuldades dos anos 60. Esta reedição remasterizada em “24-bit” é uma das muitas reedições emanadas da extensiva coleção do legendário produtor Orrin Keepnews.

Junto ao trabalho original das ilustrações e notas, Keepnews adiciona várias páginas de comentários e reminiscências sobre a música de Tyner e o clima do estúdio durante a gravação. Ultimamente, Tyner tem obtido sucesso onde um sem número de músicos de jazz têm falhado, realizando a fusão entre cordas e metais dentro do formato de jazz progressivo.

“Fly With the Wind” foi gravado no “Fantasy Studios” no início de 1976. A destreza de Tyner irradia luminosidade entre as cordas e o flautista Hubert Laws, como em sonho, eleva as linhas melódicas ao topo. Adiciona-se a pulsação policromática de Billy Cobham na mistura e você tem um álbum que apresenta uma sequência de memoráveis trabalhos melódicos próximos do sublime, com incursões nas elaboradas harmonias e poder desenfreado. Tyner , também, tangencia elementos latinos, que é um componente que reveste o uso das cordas e complementa seu estilo dominante.

Duas faixas bônus estão incluídas nesta reedição : “Beyond the Sun (alternativa)” e “Rolem (alternativa).” A magnitude do programa é distinguida pela alta velocidade de Tyner, pelo fraseado lírico e resplandecente e arpejos em espiral, mas a flauta de Laws funciona como quebrador de gelo durante os impactantes movimentos. Além disto, Cobham e o baixista Ron Carter providenciam a flexibilidade onde o oboeísta Raymond Dusle sinaliza uma vibração de música de câmara na abertura de “Beyond the Sun.” Certo é que Tyner está no auge do início da sua carreira pós-Coltrane . Audição essencial.

Faixas: Fly With The Wind; Salvadore De Samba; Beyond The Sun; You Stepped Out Of A Dream; Rolem; Beyond The Sun [Alternate Take]; Rolem [Alternate Take].

Fonte : All About Jazz / Glenn Astarita

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 19/09


Candy Dulfer (1969) – saxofonista,

Cuong Vu (1969) – trompetista(na foto),

Helen Ward (1916-1997) - vocalista,

Lol Coxhill (1932) - saxofonista,

Lovie Austin (1887-1972) - pianista,

Muhal Richard Abrams (1930) - pianista

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 18/09


Emily Remler (1957-1990)- guitarrista,

John Fedchock (1957) - trombonista,

Jovino Santos Neto (1954) – pianista(na foto),

Michael Franks (1944) - vocalista,

Pete Zimmer (1977) - baterista,
Steve Marcus (1939-2005) - saxofonista,

Teddi King (1929-1977) – vocalista

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

SHOW ANA PAULA ALBUQUERQUE


GRAVAÇÕES INÉDITAS SERÃO LANÇADAS PELA ACROBATIC MUSIC


A “Acrobat Music” anunciou que lançará sua primeira série de reedições cobrindo o jazz, rock, blues, country e outros gêneros. Os lançamentos iniciais ocorrerão no próximo dia 21 de Outubro, apresentando gravações oriundas de programas de rádio e que nunca foram lançadas , bem como raros LPs fora de catálogo. Na primeira leva estão Miles Davis (do seu período clássico de 1958 com John Coltrane, Cannonball Adderley, Bill Evans dentre outros), Dave Brubeck(na foto) (1956-57), Carmen McRae (seu Lp pela ‘Ember Records” em 1962), Frank Sinatra (programas de rádio do biênio 1949-50 ), Rosemary Clooney (início dos anos 50), Glenn Miller com “The Andrews Sisters” (programa de rádio de 1939 ) e Benny Goodman (uma compilação de gravações do período de 1935 a 1946 ). Outro CD apresentando gravações de Sarah Vaughan com Woody Herman e sua Orquestra em 1963 será lançado em 11 de Novembro. Para maiores informações visitem Acrobat Music.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 17/09


Craig Haynes (1965) - baterista,

Curtis Peagler (1929-1992) - saxofonista,

Earl May(1927-2008) - baixista,

Hubert Rostaing (1918-1990) – saxofonista, clarinetista,

Jack McDuff (1926-2001) - organista,

Jeff Ballard (1963) – baterista (na foto),

Louis Nelson (1902-1990) - trombonista,

Perry Robinson (1938) – clarinetista,

Ralph Sharon (1923) - pianista,

Sil Austin (1929-2001) - saxofonista

terça-feira, 16 de setembro de 2008

McCOY TYNER LANÇA CD "GUITARS"


McCoy Tyner(na foto) é um dos mais renomados pianistas de jazz de todos os tempos , mas o seu próximo álbum , seu segundo para a “Mc Coy Tyner Music/Half Note Records”, é intitulado “Guitars”. Apropriadamente, o álbum, a ser lançado no próximo 23 de setembro, apresenta alguns ases da guitarra —Bill Frisell, Derek Trucks, John Scofield e Marc Ribot— bem como o banjoísta, Bela Fleck. A seção rítmica é composta pelo baixista Ron Carter e pelo baterista Jack DeJohnette.

“Eu não tinha feito algo assim antes,” Tyner disse em um informe à imprensa. “ Foi ótimo , cada um tem seu próprio conceito e sonoridade, que é muito, muito importante em qualquer instrumento” declarou Tyner. “Você sabe , eu procuro por conceitos e sonoridades individuais.”

O produtor John Snyder acompanhou o projeto em conjunto com o produtores executivos Jeff Levenson, VP da “McCoy Tyner Music/Half Note Records”, e Steve Bensusan, presidente do "Blue Note Jazz Club". Levenson afirmou , “O que me impressionou no projeto foi como ocorreu a integração. Nós tínhamos músicos com estilos distintos. Eles têm abordagens diferentes em seus instrumentos. A beleza deste trabalho é a maneira como encontraram um campo comum com McCoy.”

O CD é acompanhado de um DVD apresentando canções com cada guitarrisa e acrécimo de bônus. O DVD tem três horas de apresentações de múltiplos ângulos. Clicando o botão “ANGLE” no controle remoto do aparelho de DVD ou no computador, pode-se observar os cortes do Editor no ângulo 1, todos os quatro músicos de uma vez no ângulo 2 (separadamente em quatro quadrantes), ou isolado de qualquer músico e observá-los exclusivamente entre os ângulos 3 e 6.
Tyner, que completará 70 anos em 11 de Dezembro, se apresentará durante toda a semana da celebração do seu aniversário no “Blue Note” em Manhattan.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 16/09


B.B. King (1925) – guitarrista , vocalista,

Charlie Byrd (1925-1999) - violonista,

Chick Bullock (1908) - vocalista,

Chris Cheek (1968) - saxofonista (na foto),

Earl Klugh (1954) - guitarrista ,

Gordon Beck (1935) - pianista,

Graham Haynes (1960) - cornetista,

Hamiet Bluiett (1942) - saxofonista,

Joe Venuti (1903-1978) - violinista,

Jon Hendricks (1921)-vocalista,

Rod Levitt (1929) - trombonista,

Rodney Franklin (1958) - pianista,

Steve Slagle (1951) - saxofonista

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A HISTÓRIA ORAL DA BOSSA NOVA


A interminável comemoração dos 50 anos da bossa nova tem produzido alguns lampejos consistentes e, ao redor deles, estardalhaço, redundância , até falsas polêmicas. O livro "Eis aqui os Bossa-Nova" (Martins Fontes, 238 págs., R$ 37,50), de Zuza Homem de Mello, pertence ao primeiro grupo. É obra construída entre 1967 e 1969 e lançada originalmente em 1976, que só agora recebe uma primeira reedição, revista e ampliada pelo escritor e musicólogo. Repetindo um trabalho que havia feito com o jazz, ele montou uma espécie oral do movimento, a partir da fala direta dos próprios participantes.


No decorrer das páginas, intercalam-se 24 dos principais nomes da música brasileira do intervalo 1958-1968 , de Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes e Nara Leão a Elis Regina, Geraldo Vandré e Caetano Veloso. João Gilberto, já evasivo naquela época, concedeu entrevista ao autor, mas não permitiu que fosse gravada e utilizada.


Nota-se que desde então se consolidavam formulações de consenso sobre o que havia sido a bossa nova, o que faz com que narrativas e interpretações reapareçam de modo repetido nas vozes de vários participantes.


Zuza, por seu turno, opta por uma intervanção discreta, com algumas notas curtas entre as falas dos artistas. Mas intervém de modo implícito, principalmente no modo de encadear os depoimentos. É fácil perceber sua interpretação oculta, por exemplo, no começo do livro, focado em Johnny Alf (na foto), " o grande guru" do início segundo Carlos Lyra, e no final ocupado por um longo depoimento de Milton Nascimento.


Fonte : Carta Capital / Pedro Alexandre Sanches

ANIVERSARIANTES - 15/09


Al Casey (1915-2005) - guitarrista,

Arvell Shaw (1923-2002) - baixista,

Bobby Short (1924-2005) – pianista, vocalista ,

Cannonball Adderley (1928-1975) – saxofonista (na foto),

Carla White( 1951) - vocalista,

Doug Proper (1967) - guitarrista,

Gene Roland (1921-1982) – trompetista, trombonista, pianista,

Joana Machado(1978) - vocalista,

Kid Sheik Cola (1908-1996) - trompetista,

Ned Rothenberg (1956) - saxofonista,

Ram Ramirez (1913-1994) - tecladista

domingo, 14 de setembro de 2008

ESPERANZA SPALDING – ESPERANZA (HEADS UP)


Aos 24 anos, Esperanza Spalding é sábia bastante para dar ,aos seus músicos, livre domínio quando grava seus “soul-jazz” com um toque brando de latinidade. Não que as composições do seu segundo álbum não estejam dentro do seu estilo. Quando possibilita o brilho e o vigor das mãos do pianista Leo Genovese, do baterista Horacio “El Negro” Hernández e do percussionista Jamey Haddad, sólidas canções passam a ser memoráveis com suas brilhantes performances.

A amadurecida baixista e vocalista , cuja maturidade está além da sua faixa etária , compõe quase todo seu material com estado de espírito que remete a ícones . Spalding canta fazendo uma ponte entre Minnie Ripertone e Flora Purim, compõe em um estilo que lembra Milton Nascimento e, parece, tributária das líricas melodias de Stevie Wonder. Suas músicas são louvações , quando ela deixa o ritmo voar alto como em “I Adore You”, que relembra o clássico energético “Virgin Land” de Airto Moreira, a “funkeada” “She Got To You” e a instigante “Mela”.


Spalding está confortável na interpretação do seu “standard” “Love in Time”. Ela soa inspirada como se fosse um resgate do seu sucesso “Precious”. Solos de baixo não são constantes. Spalding aparece mais frequentemente em vocalises , soando em uníssono com suas doces linhas dedilhadas. Tudo pressagia um triplo talento.


Faixas: Ponta de Areia; I Know You Know; Fall In; I Adore You; Cuerro y Alma; She Got To You; Precious; Mela; Love in Time; Espera; If That´s True; Samba em Preludio

Fonte : Downbeat / Ken Micallef

ANIVERSARIANTES - 14/09


Bill Berry (1930-2002) - trompetista,

Charlie Beal (1908-1991) - pianista,

Denys Baptiste (1969) - saxofonista,

Israel "Cachao" Lopez (1918-2008) – baixista (na foto),

Jay Cameron (1928) – clarinetista , saxofonista,

Jeffery Smith (1955) - vocalista,

Jerome Sabbagh (1973) - saxafonista,

Joseph Jarman (1937) – saxofonista , multiinstrumentista,

Oliver Lake (1942) – flautista , saxofonista

sábado, 13 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES 13/09


Alex Riel (1940) - baterista,

Bengt Hallberg (1932) - pianista ,

Charles Brown (1922/1999) – pianista , vocalista,

Chu Berry (1910-1941) - saxofonista,

Dick Haymes (1916-1980) vocalista,

Douglas Ewart (1946) – saxofonista, clarinetista, flautista, fagotista,

Joe Morris (1955) - guitarrista,

John Flanders (1962) - saxofonista,

Larry Shields (1893-1953) - clarinetista,

Leonard Feather (1914-1994)- pianista ,compositor,

Mel Tormé (1925-1999) – vocalista(na foto)

Milton revê parceiros do jazz em Ouro Preto

Cantor é homenageado em show com participação de Wayne Shorter e Ron Carter "Devo muito de minha carreira lá fora a esse pessoal do jazz", afirma músico, lembrado no encerramento do festival na cidade mineira

CARLOS CALADO FOLHA DE SÃO PAULO


A praça Tiradentes, em Ouro Preto (MG), prepara-se para receber uma multidão neste domingo. O festival Tudo É Jazz encerra a sua 7ª edição com uma homenagem especial a Milton Nascimento: promove o reencontro do cantor com o saxofonista Wayne Shorter e o baixista Ron Carter, parceiros em vários de seus discos.

"Não poderiam ter feito uma homenagem melhor para mim", diz Milton à Folha, lembrando que não se reúne com esses norte-americanos (integrantes do lendário quinteto que o trompetista Miles Davis liderou nos anos 60) desde a gravação de seu álbum "Angelus", em 1993.

"Devo muito de minha carreira lá fora a esse pessoal do jazz", reconhece o brasileiro, que viu o seu nome crescer rapidamente na cena internacional depois de participar do álbum "Native Dancer", que Shorter lançou em 1975.

Além de cantar em várias faixas, Milton compôs cinco canções do álbum, incluindo os sucessos "Ponta de Areia" e "Milagre dos Peixes".Milton conta que precisou insistir com o saxofonista para que sua participação não fosse maior ainda.

"O Wayne me lançou no mundo, é um cara maravilhoso. Tive que dizer que o disco não era meu, porque ele queria que a minha voz estivesse em todas as faixas", recorda. Por essas e outras, Milton prepara uma surpresa para Shorter. No meio de seu show de amanhã, vai chamar o pianista Pedro Bernardo, 16, seu afilhado, para tocar a instrumental "Ana Maria", composição do jazzista que faz parte do álbum "Native Dancer".

Milton lembra que conheceu Shorter no início dos anos 70, quando este e sua banda Weather Report fizeram shows no Rio. O cantor, que também estava em temporada com os parceiros do Clube da Esquina, no Teatro Fonte da Saudade, se assustou ao saber que os norte-americanos estavam na platéia."Nas noites seguintes eles encurtaram o show e corriam para pegar o final do nosso. No último dia, Wayne chegou perto de mim e perguntou se eu gostaria de fazer um disco com ele", relembra Milton, que ainda esperou cerca de dois anos até que a gravação estivesse concretizada.

A homenagem de amanhã a Milton Nascimento, que acontece a partir das 17h, inclui também um concerto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, com direção musical do maestro Túlio Mourão e arranjos a cargo de Wagner Tiso, Nelson Ayres e Gil Jardim

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

TERENCE BLANCHARD E HERBIE HANCOCK JUNTOS


O vencedor do Grammy, o trompetista e compositor de trilhas sonoras Terence Blanchard , se unirá a Herbie Hancock(na foto) em uma excursão que durará três meses através da Europa, iniciando na “Opera House” em Viena, Áustria, no próximo dia 30 de Setembro. O “tour” , que deve encerrar no início de Dezembro, incluí paradas na Alemanha, Luxemburgo, França, Holanda, Espanha, Suíça, Bélgica, Itália, Irlanda, Grã-Bretanha, Grécia, Rússia e Polônia.

Juntos com Blanchard e Hancock estarão o baixista James Genus, o guitarrista Lionel Loueke , o gaitista Gregoire Maret e o baterista Kendrick Scott , que faz parte do “ Terence Blanchard Quintet”. Blanchard e Hancock receberam o Grammy em 2008 pelos seus últimos discos : “A Tale of God’s Will (A Requiem For Katrina)” e “River: The Joni Letters”, respectivamente. As apresentações estão previstas para ocorrer em 37 cidades com possibilidades de acréscimo na programação.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 12/09


Adam Rudolph (1955) - percussionista,
Brian Lynch (1956) – trompetista (na foto),
Cat Anderson (1916-1981) - trompetista,
Champian Fulton (1985) - pianista,
Doug Robinson (1955) - pianista,
Gerard Presencer (1972) - trompetista,
Joe Shulman (1923-1957) - baixista ,
Marc Mommaas (1969) - saxofonista,
Maria Muldaur (1943) - vocalista,
Papa John DeFrancesco (1940) - organista,
Scott Hamilton (1954) - saxofonista,
Sebastian Whittaker (1966) – baterista,
Shep Fields (1910-1981) – saxofonista, clarinetista, líder de orquestra,
Steve Turre (1948) - trombonista

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

CELEBRAÇÃO DOS 50 ANOS DA BOSSA NOVA EM BOSTON


Performances de dois aclamados artistas brasileiros , Oscar Castro Neves e César Camargo Mariano (na foto), marcarão o 50° aniversário da Bossa Nova em concertos que ocorrerão em Outubro em Boston.

Mariano se apresentará no “Berklee’s Café 939”, localizado na 939 Boylston Street nos dias 01 e 03 de Outubro às 20h. Os ingressos custarão $10 e estão disponíveis no escritório da “Berklee Performance Center”, através da Ticketmaster no fone 617 931-2000 ou pela internet no endereço http://ticketmaster.com>Ticketmaster. Mariano se exibirá no campus em conjunto com concertos e “jam sessions” ao lado dos professores Jamey Haddad e Fernando Huergo. Em adição, “La Casa de La Cultura/Center for Latino Arts, IBA” e o “Berklee College of Music” apresentarão um completo concerto de sua música no dia 02 de Outubro no “Jorge Hernandez Cultural Center, South End”, Boston.

Mariano é pianista, arranjador, compositor e produtor. Seus grupos Sambalanço Trio e Som Três e seu álbum Samambaia são considerados pontos altos no jazz brasileiro.

Oscar Castro Neves aparecerá no dia 21 de Outubro às 20h15min no “Berklee Performance Center”, 136, Massachusetts Avenue. Neves, que recentemente promoveu, dirigiu, arranjou e se apresentou em um tributo à Bossa Nova no Hollywood Bowl, é conhecido pelos seus sofisticados conceitos de harmonia e bela textura e colorido das suas orquestrações. Ele é igualmente conhecido pelo seu distinto estilo de tocar violão, bem como na realização de produções fonográficas . Neves trabalhou com diversos artistas importantes , incluindo Elis Regina, Flora Purim, Joe Henderson, Michael Jackson, Barbara Streisand, Stevie Wonder, Stan Getz, João Gilberto, Lee Ritenour, Airto Moreira, Edu Lobo, Toots Thielemans, Paul Winter, Diane Schuur, Herbie Hancock, Ella Fitzgerald, Lisa Ono dentre outros jazzistas ,artistas pop e do campo do clássico. Os ingressos custarão $10.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

PALMYRA & LEVITA NO SALVADOR DALI - 12/9


ANIVERSARIANTES - 11/09


Andre Avelino (1959) - guitarrista,

Andreas Andersson (1975) - saxofonista,

Baby Face Willette (1933) - organista,

Charles Moffett (1929-1997) - baterista,

Chris Thompson (1958) - trompetista,

Craig Schneider (1969) - pianista,

Dan Aran (1977) - pianista,

Harry Connick, Jr. (1967) – pianista, vocalista (na foto),

Hiram Bullock (1955-2008) – guitarrista ,

Ian Hamer (1932-2006) - trompetista,

James Westfall (1981) - vibrafonista,

Jazz Gillum (1904-1966) - gaitista,

Lorraine Geller (1928-1958) - pianista,

Michael O'Neill (1946) - saxofonista,

Oliver Jones (1934) – pianista, organista,

Paolo Lattanzi (1977) - baterista,

Peck Morrison (1919-1988) – baixista,

Stacy Rowles (1955) – trompetista, flugelhornista , vocalista

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 10/09


Chie Ayado (1957) - vocalista,

Cliff Leeman (1913-1986) - baterista,

Craig Harris (1954) – trombonista,

Dave Burrell (1940) - pianista,

Doug MacDonald (1953) - guitarrista,

Doug Talley (1959) - saxofonista,

Jim Pearce (1952) – pianista (na foto),

Prince Lasha (1929) - flautista,

Raymond Scott (1910-1994) – pianista ,

Roy Ayers (1940) - vibrafonista,

Steve Herberman (1967) - guitarrista

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Charles Aznavour em Fortaleza.

O cantor francês Charles Aznavour se apresentará dia 13 de setembro, às 22h, na casa de shows Siara Hall, em Fortaleza, Ceará.
O Siara Hall se localiza na av. Washington Soares, 3199 - bairro Edson Queiroz.
Maiores informações: (85) 3278 84 00 ou www.siarahall.com.br
"No Ceara tem disso sim."

FESTIVAL DE JAZZ DE PORTLAND DÁ ADEUS !


O Festival de Jazz de Portland encerrou suas atividades, finalizando cinco anos de apresentações , que ocorriam a cada Fevereiro em Portland, Oregon. Desde sua abertura em Fevereiro de 2004 com Wayne Shorter, o Festival de Jazz de Portland tem apresentado artistas do calibre de Ornette Coleman, Cecil Taylor, Chick Corea, Gary Burton, Dianne Reeves, McCoy Tyner , Ravi Coltrane dentre outros. Nestes poucos anos , apresentou um conjunto de artistas internacionais, incluindo Trygve Seim e Tord Gustavsen (Noruega), Tomasz Stanko (Polonia), Nik Bartsch’s Ronin (Suíça), Amina Figarova (Holanda) e Diego Ramirez (México).

Em adição ao festival , a “PDX Jazz” foi criada como “sócio guarda-chuva”, possibilitando shows de jazz no restante do ano. A “PDX Jazz” apresentou Sonny Rollins, Pat Metheny ,Brad Mehldau, Return to Forever e Esperanza Spalding para a platéia de Portland. Em 2007, a "PDX Jazz” criou a “Portland Jazz Orchestra” como banda residente do festival , com seus membros atuando em clínicas e “workshops” com programas instrucionais gratuitos para estudantes de música. A orquestra continuará com seu programa de concertos referente ao exercício de 2008.

De acordo com o informe à imprensa , que anunciou o fim do festival, as operações e planejamento para Fevereiro de 2009 não ocorrerá por causa do declínio de fundos e de suporte de patrocinadores. Novos apoiadores e recursos poderiam não ser encontrados, tornando impossível a sobrevivência do festival com base nas projeções das vendas dos ingressos e de outras formas de receitas. Mesmo com o anúncio antecipado da dedicação do festival ao 70° aniversário da “Blue Note Records”, que foi a recente tentativa de mobilizar a comunidade, não obteve êxito.

O Festival de 2008 apresentou 150 eventos em dez dias com um total de público de 36.000 pessoas. Os responsáveis pela área cultural e turística do festival contabilizou a ocupação de, aproximadamente , 2.000 leitos de hotel por noite. A audiência , bem como o impacto econômico para a cidade de Portland , registrado na indústria turística, tem incrementado desde 2004.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 09/09


Chris Mello (1976) - guitarrista,

Daniel Ori (1979) - baixista,
Earl Humphrey (1902-1971) - trombonista,

Elvin Jones (1927-2004) - baterista,

George Mraz (1944) - baixista,

Jim Disner (1977) - guitarrista,

Jim Tomlinson (1966) - saxofonista,

Josh Hanlon (1975) - pianista,

Michael Bublé (1975) – vocalista (na foto),

Otis Redding (1941-1967) - vocalista,

Randy Klein (1949) – pianista, vocalista

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 08/09


Butch Warren (1939) - baixista,

James Clay (1935-1994) – saxofonista (na foto),
Marion Brown (1935) - flautista , saxofonista,

Norris Turney (1921-2001) - saxofonista , flautista,
Specs Wright (1927-1963) - baterista,

Walter Benton (1930-2000) - saxofonista,

Wilbur Ware (1923-1979) - baixista

domingo, 7 de setembro de 2008

NICHOLAS PAYTON – INTO THE BLUES (Nonesuch Records [2008]


Esta é uma estranha composição de um álbum. Inclui passagens de uma extraordinária e singular beleza e outras de tolices anônimas. Praticamente todas acomodadas nas performances do trompetista Nicholas Payton . A maioria da suavidade vem da sua banda. As duas melhores faixas , “Drucilla” e “Chinatown,” são tão belas , que parecem planejadas para ter um conteúdo amadurecido. Mas eles excederam, e é uma batalha consistente.

Aquele que divide a linha de frente é o tecladista Kevin Hays. Junto com o baixista Vicente Archer e o percussionista Daniel Sadownick, Hays participou do grupo que atuou no álbum anterior de Payton, o “retrô-fusion” Sonic Trance (Warners, 2003). Quando Hays está no piano acústico, traz algo atrativo para a festa .Quando ele está no Fender Rhodes, como na maior parte das vezes , ele comanda o acompanhamento improvisado dentro da batida “funk” e mostra seu atributos nos solos abundantes , que parecem que estão no piloto automático. Ele pratica isto, invariavelmente, que só podemos imaginar que tem a aprovação de Payton .

A lenta abertura da faixa “Drucilla” , que é única, eleva as expectativas aos céus. São quatro distintos segmentos. No primeiro , o tema embelezado de Payton é enfatizado, demonstrando qualidade , onde o baixo e a bateria preenchem o muscular solo de Hay. e apresenta-se mais assertivo. No final dos segmentos , o solo de Payton é extendido e a temperatura vai se elevando. A improvisação de Payton, que inicia reflexiva, de modo triste, conclui com paixão e otimismo. O melancólico transforma-se em celebração.

“Chinatown” e “The Crimson Touch,” a primeira uma balada agridoce, a segunda excitante , descentrada, suingada a tempo médio, são as duas faixs acústicas e , praticamente, memoráveis.

Nas outras faixas , Hays e a banda atingem a zona de conforto em “Nida” , revisitando uma batida “jazz-funk” do trompetista Donald Byrd e do pianista Herbie Hancock contemplada nos anos 70, apresentando Hays em solos eletrizantes e sólidas improvisações de Payton sobre uma seção convencionalmente suingante. Frequentemente, nas outras faixas , os solos de Payton flutuam inteiramente independentes dos músicos que o acompanha .

Se Payton tinha como foco a qualidade exposta em “Drucilla,” “Chinatown” e “The Crimson Touch”, na criativade que elas apresentam , nós deveríamos ter um álbum verdadeiramente grandioso. Talvez da próxima vez,

Fonte : All About Jazz / Chris May

ANIVERSARIANTES - 07/09


Alvin Alcorn (1912-2003) - trompetista,

Bruce Barth (1958) - pianista,

Glenn White (1973) - saxofonista,

Irvin Mayfield (1977) - trompetista,

Joe Newman (1922-1992) - trompetista,

Little Milton (1934-2005) – guitarrista, vocalista,

Makanda Ken McIntyre (1931-2001) - saxofonista , flautista , clarinetista , oboeísta , fagotista,
Mark Isham (1951) - trompetista,

Max Kaminsky (1908-1994) – trompetista,

Michael Feinstein (1956) - vocalista,

Paul Tobey (1962) - pianista,

Rob Bargad (1962) - pianista,

Ron Blake (1965) - saxofonista,

Sonny Rollins (1930) – saxofonista(na foto)

sábado, 6 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 06/09


Andrew White (1942) – saxofonista, oboeísta , baixista,

Bent Persson (1947) - trompetista,

Buddy Bolden(1877-1931) - cornetista,

Claire Martin (1967) – vocalista (na foto),

Clifford Thornton(1936-1983) – saxofonista, trombonista,

Dave Bargeron(1942) – trombonista, tubista,

Eddie Duran (1925) - guitarrista,

Jimmy Reed ( 1925-1976) – guitarrista , gaitista, vocalista,

John Letman (1917-1992) - trompetista,

Laurent Filipe (1962) - trompetista,

Lisa Thorson( 1957) - vocalista,

Peter Van Huffel (1978) - saxofonista

TCA vibrou em silêncio ao som de João


Após um pouco mais de uma hora de atraso, o público baiano, super silencioso e atento, foi compensado com um maravilhoso show de João Gilberto, ontem à noite no Teatro Castro Alves, aqui em Salvador.

"Canto para esse mundo todo, mas a Bahia é diferente. Eu fico até nervoso". Iniciou com "Saudade da Bahia" numa de muitas homenagens ao compositor Caymmi morto recentemente. Depois, vieram outras completando um repertório de 33 clássicos da Bossa Nova. Foram ouvidas também muitas composições do Tom e resgates das décadas de 30 ou 40.

13 de Ouro

A segunda canção da noite foi uma música de uma letra engraçadíssima. Vejo em A TARDE que se trata de "13 de Ouro". Confesso que não conhecia. Na letra consta que, ao ter lida sua mão, a mulher revela para o marido que vai ficar viúva...

Bom humor

João estava com o humor nas alturas. Fez piadas e em vez de reclamar de uma tosse insistente que vinha da platéia, perguntou se alguém trouxe um xarope.

Amigos

Citou velhos e novos amigos baianos, entre os quais o músico Aderbal Duarte, que por sinal estava na platéia. Carlos Coqueijo também foi lembrado.

Aplausos

Depois de duas horas e meia de show incluindo o tempo do bis, quando atendeu a diversos pedidos como "Isaura" e "Coqueiro Velho", João Gilberto deixou o palco seguido dos mesmos cinco minutos de aplausos com que foi recebido ao pisar no teatro.
Aplaudindo, estavam o Governador Jaques Wagner(que certamente enquanto Governador nunca esperou tanto por alguém), o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, diversos artistas e personalidades, entre outros, como Daniela Mercury, Palmyra e Paulo Levita, Paulinho Boca, Aderbal Duarte, e a apresentadora Astrid Fontenele na companhia do produtor Fausto Franco, os quais têm sido visto juntos repetidamente.
Chamou a atenção a presença de muitos jovens na platéia, um bom sinal que a chama continuará acesa.

Diploma da Sojazz

Esse ele não recebeu. Mas isso depois eu conto. Afinal, João é João.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

ANIVERSARIANTES - 05/09


Albert Mangelsdorff (1928-2005) - trombonista,

Bruce Harris (1979) - trompetista,

Eddie Preston (1928) - trompetista,

Jeff Lofton ( 1966) - trompetista,

Jim Goodin (1955) - guitarrista,

Lars Danielsson (1958) – baixista (na foto) ,

Maja Savic ( 1979) - vocalista,

Marc Courtney Johnson (1967) - vocalista,

Patrick Yandall (1959) - guitarrista,

Richie Powell (1931-1956) - pianista ,

Sunnyland Slim (1907-1995) – pianista, vocalista

PALMYRA & LEVITA COM REBECA FALCONE NO SALVADOR DALI-06/09 (SÁBADO)


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

GRAVAÇÕES INÉDITAS DE CHARLIE PARKER E DIZZY GILLESPIE SÃO LANÇADAS EM CD


A "Uptown Records" anunciou o lançamento de mais dois discos para a “Flashback Series”, apresentando duas figuras imortais do mundo do jazz : Charlie Parker, “Washington, D.C., May 23, 1948” e Dizzy Gillespie Big Band, “Showtime at the Spotlite”. O disco de Parker é oriundo de um concerto ao vivo produzido por Willis Conover, cujas transmissões na Voz da América provocava bons sentimentos e cativou milhões de fãs ao redor do mundo por mais de 40 anos. O CD apresenta o segmento dedicado ao bebop através de um concerto entitulado “Jam Session #3: Dixieland vs. Bebop,” um título provocativo que , a despeito da inexatidão do contexto, oferece uma interessante perspectiva dentro da controvérsia estética existente no jazz naquele tempo. Esta gravação apresenta Parker acompanhado por alguns dos mais finos músicos do bop de Wasghinton e , mais importante e recompensador, o baterista Buddy Rich.

Parker (na foto) se apresenta em seis das oito faixas. Um pequeno segmento humorado de Rich respondendo a perguntas da audiência sobre sucessos de Gene Krupa oferece um palpável senso de “estando lá” , que adiciona charme ao CD. A faixa de abertura , “Tiny’s Blues”, apresenta a banda (sem Parker e Rich) com Earl Swope no trombone, o trompetista Charlie Walp, o saxofonista tenor Ben Lary, o baterista Joe Theimer, Mert Oliver no baixo e o pianista Sam Krupit. Esta banda com Rich e o baixista Art Phipps acompanha Parker em três faixas: “Bernie’s Tune,” “These Foolish Things” e “Scrapple from the Apple.” Duas performances, com composições de Parker, em quarteto, são apresentadas a seguir: “Ornithology” e o clássico “KoKo” .

Acompanha o CD uma brochura com 52 páginas , preenchida com mais de três dezenas de fotos e pôsteres originais , e extensos e informativos ensaios de autoria de Ira Gitler, Ron Fritts e Ross Firestone .

O CD “The Dizzy Gillespie Big Band” captura os dias seminais da “big band” de Gillespie no meado de 1946. Os dezessete componentes da banda são ouvidos em mais de cem minutos de música contida nos dois CDs. Um conjunto de futuros pesos pesados estão no grupo, incluindo Thelonious Monk, Ray Brown e Kenny Clarke na seção rítmica, contando com Milt Jackson no vibrafone e James Moody no sax tenor. A maioria dos arranjos é de autoria de Gil Fuller, um dos mais notáveis e respeitados compositores e arranjadores do jazz. Além da composição de Fuller/Gillespie , “Things to Come” , a seleção incluí algumas das mais populares composições de Gillespie, muitas das quais compuseram por muito tempo não só o seu repertório , mais o de muitos jazzistas contemporâneos , tais como: “Woody’n You,” “Shaw Nuff,” “One Bass Hit,” “Groovin’ High” e “Oo-Bop Sh’Bam” (esta última arranjada por Gillespie). Há , também, o belo tratamento de Fuller à maravilhosa “‘Round Midnight” de Thelonius Monk e dois arranjos de Tadd Dameron das suas composições “Our Delight” e “Cool Breeze”.
Dave Burns, Elmon Wright, Johnny Lynch e Talib Dawud compõem o restante da seção de trompetes; Slim Moore, Leon Comegys e Gordon Thomas são os trombonistas e a seção de palhetas é composta por Howard Johnson e John Brown no sax alto, Ray Abrams no sax tenor e Sol Moore no sax barítono.
Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin