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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

DIANNE REEVES – BEAUTIFUL LIFE (Concord Records)

Prova, outra vez, o estado desanimador da indústria da música: Passaram-se cinco anos para  Dianne Reeves lançar novo álbum, seguindo à sua saída da Blue Note Records. Porém há uma plenitude de boas novidades associadas à protelação do seu retorno. Ela aterrissou na Concord, uma gravadora com longa tradição de dirigir vocalistas com bom gosto, inteligência e, de forma abençoada, interferência mínima. Ela solicitou a Terri Lyne Carrington para realizar  produção de “Beautiful Life” e tocar (e, em dois momentos, cantar) em 10 das doze faixas. E ela e Carrington congregaram um extraordinário  espectro de convidados , incluindo Gregory Porter, Esperanza Spalding, Robert Glasper, Lalah Hathaway, Geri Allen, Raul Midón e Grégoire Maret.

A ausência de meia-década nada fez para diminuir o poder ou glória da voz de Reeves na gravação. No entanto, ela tem angariado o título de herdeira de Ella ou Sarah, aqui ela adota uma sonoridade mais suave e mais expressiva que está mais próxima ao espírito de Anita Baker. Excetuando  “Stormy Weather”, as escolhas de Reeves em músicas já conhecidas também tendem para o contemporâneo , variando de uma trovejante interpretação de Glasper para “Dreams”  de Fleetwood Mac  e uma plácida parceria com Hathaway em  “Waiting in Vain” de Bob Marley ao densamente sensual entrelaçamento com Porter em  “Satiated (Been Waiting)”  de Carrington.

Completando o repertório estão cinco composições inéditas escritas ou coescritas por Reeves. Todas são boas. Duas —um hino  “Cold” e a flamejante “Tango”—são excepcionais.

         Faixas

1 I Want You with Sean Jones
2 Feels So Good (Lifted) with George Duke, Nadia Washington
3 Dreams with Robert Glasper
4 Satiated (Been Waiting) with Gregory Porter
5 Waiting In Vain with Lalah Hathaway
6 32 Flavors
7 Cold
8 Wild Rose with Esperanza Spalding
9 Stormy Weather with Tineke Postma
10 Tango with Raul Midón
11 Unconditional Love (For You)
12 Long Road Ahead with Grégoire

Fonte: Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 28/02

Bill Green (1925-1996) – saxofonista,
Charles Gayle (1939) – saxofonista,
Daniel Barry (1955) – trompetista,
Grace Chung (1971) – vocalista,
Liam Sillery (1972) – trompetista,
Roseanna Vitro (1954) – vocalista (na foto e vídeo),

Willie Bobo (1934-1983) - percussionista 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

LISA KIRCHNER – UMBRELLAS IN MINT (Verdant World)

Examine de perto  as capas dos seis álbuns de Lisa Kirchner para determinar as datas e a primeira coisa que você notará é que seu cabelos coloridos e brilhantes desenvolvem-se revoltosamente. Assim, também, tem sido o incremento de sua musicalidade constantemente audaciosa e bravia. Apresentando seu primeiro trabalho de material todo inédito, a vocalização sombria de Kirchner alcança um novo ponto, unindo poesia densas como as de Mitchell ou com melodias de Waits, que refletem longa existência de propensão cosmopolita, e mesclando influências das mais variadas como Brel, Brecht, Weill, Gershwin, Becker e Fagen.

Kirchner inicia com “Salty and Blue (I Don’t Believe in Romance)” uma atrevida despedida para a  lua de Junho  , escrevendo palavras em sentido figurado que assoma o palco para uma ampla perambulação na inventividade. A sombria e tempestuosa filtração de “A Billion Stars Ago (In the Shadow of a Crow)” faz o modo delicado da canção de “What About You?” uma peã nebulosa para Paris que suspira e anda ao lado para uma viagem prazerosa em “The Hudson Bay Inn”, uma viva mistura de imagens da estimável Lorraine Feather.

A espirituosa faixa título esboça a busca de Kirchner para um igualmente excêntrico amante, enquanto a rodopiante “Tim” relembra um vívido relacionamento passado. Seu obscuro limite de viagem continua através  de “Under the Paris Moon”, enquanto o encerramento “Quarters and Dimes” providencia uma animadíssima totalização de sua bazófia narrativa. No conjunto, “Umbrellas” é uma alcochoada loucura hilariante.

          Faixas

1. Salty and Blue (I Don't Believe in Romance) 4:33
2. A Billion Stars Ago (in the Shadow of a Crow) 4:31
3. What About You? 3:51
4. The Hudson Bay Inn 5:24
5. Umbrellas in Mint 4:24
6. Tim 5:03
7. Let Us Go Then 5:34
8. Under the Paris Moon (Manhattan Under the Paris Moon) 4:22
9. At the Closing of the Fair 5:08
10. Old Shoes 4:13
11. Southern Starlight (Charleston for You) 5:59
12. Quarters and Dimes 3:12

Fonte : Christopher Loudon (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 27/02

Barry Cleveland (1956) - guitarrista,
Dexter Gordon (1923-1990) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=-xGPHseCQrI
Joey Calderazzo (1965) – pianista,
Lina Nyberg (1970) – vocalista,
Rob Brown (1962) - saxofonista,
Scott MacGregor (1961) - guitarrista 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

WILL CALHOUN – LIFE IN THIS WORLD (Motéma)

Quando vem para as fronteiras musicais, o baterista Will Calhoun tem muito a apresentar. Em “Life In This World”, mantendo a batida vertebral do grupo de rock Living Colour  formatado dentro do campo do hard-bop, com balanços agudos do rock progressivo e temperado com a influência da world-music. Este álbum é uma amálgama perfeito de inspiração e experimentação , evidência que Calhoun— que tem frequentemente estudado percussão na África—pode fazer seu dever de casa tão bem quanto marchar para a batida da sua meticulosamente controlada bateria. Tão talentoso como jazzista, quanto em sua audácia,  Calhoun prova que pode suingar tão firme quanto atua no rock. Na faixa de abertura, ele regula o calibre da vibrante composição do baixista Charnett Moffett, “Brother Will”. É um poderoso manifesto de Calhoun, que é influenciado pelo segundo quinteto de Miles Davis do meado dos anos 60, especialmente o trabalho com o baterista Tony Williams e com o baixista  Ron Carter, que toca em duas faixas aqui. A dívida de Calhoun em relação ao falecido Williams é ilustrada no álbum com a manutenção do tempo fumegante e na ocupação do espaço por parte da bateria. O líder envolve a si mesmo com estupendos colaboradores: o baixista John Benitez ajusta-se destramente no contexto, mas sabe quando  atuar ativamente como na versão de “Love For Sale”; o trompete surdinado de Wallace Roney é marcante através da mistura no funk festivo tingido com toque oriental em “Abu Bakr II” e o pianista Marc Cary agita a superfície em  “Spectrum”. Uma estelar  exibição do saxofonista Donald Harrison em uma interpretação de “Etcetera”  de Wayne Shorter é outro destaque definitivo. Se Calhoun está mantendo os ritmos sincopados africanos ou mantendo a tranquilidade na condução dos números bop ,é óbvio que ele não é nenhum amador.

         Faixas

1.Brother Will (Charnett Moffett)
2.Spectrum (A. Hall)
3.King Tut Strut (Hotep Galeta)
4.Love For Sale (Cole Porter)
5.Naima (John Coltrane)
6.Evidence (Thelonious Monk)
7.Afrique Kan'e (Cheick Tidiane Seck & Will Calhoun)
8.He Who Hops (Marc Cary)
9.Etcetera (Wayne Shorter)
10.Dorita (Will Calhoun)
11.Love's Parody (Will Calhoun)


Fonte: HILARY BROWN (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 26/02

Dave Pell (1935) – saxofonista,
Déo Rian(1944) – bandolinista,
Fats Domino (1928) – pianista,vocalista,
Hilliard Greene (1958) – baixista,
Léa Freire (1957) – flautista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=ZqJVuvL_k3k&feature=related,
Steve Grover (1956) - baterista,
Trevor Watts (1939) - saxofonista 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MORGAN JAMES - MORGAN JAMES LIVE (Epic)

Deve parecer duplamente temerário para uma jovem cantora branca da Broadway explorar de ponta-cabeça  o repertório de Nina Simone em seu álbum de estreia, e gravar as faixas do disco ao vivo. Porém a natural de Idaho, educada pela Juilliard, Morgan James, dá conta amplamente da tarefa , como impressivamente demonstrado através dos 60 minutos do trabalho gravado no Dizzy’s Club Coca-Cola  no verão passado. Sabiamente, James cerca-se de músicos de excelência, incluindo o saxofonista Ron Blake, o guitarrista Doug Wamble, o pianista David Cook, o baixista David Finck e o baterista Clarence Penn. Eles, individual e coletivamente, proporcionam um esperto e sensível suporte.

Entretanto, James não exibe nenhuma aspereza de Simone nem sua cólera  e,sensivelmente ,sem evitar ebulientes marcas como “Four Women” e “Mississippi Goddamn”,  sua voz robusta e marcadamente emocionante, mais notavelmente em  “I Put a Spell on You” com indícios de Etta James  e uma muscular “Don’t Let Me Be Misunderstood”. Ela transforma “Don’t Explain” em uma sombria peça de teatro; emparelha-se soberbamente a Penn em  “Be My Husband”; sintoniza-se com Tina Turner em “Save Me” e “Trouble in Mind” e encontra uma renovada e travessa maneira de interpretar “My Baby Just Cares for Me.”

Se há falhas a serem observadas, estão nos números mais contemplativos. Mesmo com  um talentoso guia como Finck liderando o caminho, seu movimento sinuoso em  “Little Girl Blue” nunca ver alcançar completamente seu cerne e sua  “My Man’s Gone Now” tem sentimento incongruentemente indiferente.

         Faixas

1. I Put A Spell On You  5:40  
2. Little Girl Blue  6:13  
3. Don't Explain  5:48  
4. Be My Husband  3:56  
5. Don't Let Me Be Misunderstood  4:32  
6. My Man's Gone Now  4:56  
7. Funkier Than A Mosquita's Tweeter  4:09  
8. My Baby Just Cares For Me  3:59  
9. Tell Me More And More And Then Some  4:55  
10. Save Me  6:10  
11. Trouble In Mind  4:19  
12. Nobody Knows You When You're Down And Out  5:32 


Fonte : Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 25/02

Aaron Koppel (1983) – guitarrista,
Brian Drye (1975) – trombonista,
Carlos Malta(1960) –saxofonista, flautista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=U6NoIqBpxkY,
Ernesto Cervini (1982) – baterista,
Fred Katz (1919) – violoncelista,
Ida Cox (1896-1967) – vocalista,
John Gentry Tennyson (1965) - pianista,
Lars Jansson (1951) – pianista,
Tommy Newsom (1929-2007) – saxofonista

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

WYNTON MARSALIS – THE SPIRITUAL SIDE OF WYNTON MARSALIS (Columbia/Sony Classical/Legacy)

Como muitos outros músicos de jazz, Wynton Marsalis passou seus tempos formativos imerso na música de igreja, mas só esporadicamente tem incorporado o gospel  ou, propositalmente, outros elementos baseados na religião em seu trabalho. Em vez disto, ele tem esboçado, em algumas ocasiões, sua essência de crenças em caráter, singularidade e crescente percepção e integrado suas convicções quando apropriado. Este novo disco, determinado como uma peça associada a “Abyssinian: A Gospel Celebration Tour”, apresentando Marsalis  e a Jazz at Lincoln Center Orchestra mais um coro massivo, objetiva examinar aqueles momentos dispersos. Agrupa material de sete álbuns de Marsalis lançados entre 1991 e 2002, e enquanto sabiamente não tenta estender linhas estilísticas entre as 15 peças, alcança o objetivo de exportar o papel do sagrado dentro da primariamente secular música de Marsalis.

Inicia com “I Hear a Knockin’”, um vocal à cappella pela cantora de gospel Shirley Caesar extraído de “Reeltime” , um lançamento de  Marsalis de 1999. Dura menos de um minuto  e, sem o envolvimento de Marsalis, segue com “All Rise XII: I Am (Don’t You Run From Me)” , um suingante número com palmas ritmadas gospel, de 2001, apresentando coros vocais, orquestras e , além de tudo,  o maravilhoso trompete do líder. A tranquilidade do álbum continua ao longo desta rota, lenta/minimal/solene para a saltitante/jubilosa/extravagante e retorna ao início, o objetivo, de acordo com as excelentes linhas do disco escritas pelo seu filho , Simeon Marsalis, para sintonizar a ambiência da procissão funerária de New Orleans.

Seis faixas completas  do disco mais tradicionalmente religioso de Marsalis são utilizadas,  ”In This House, On This Morning” de 1994, e uma , “Flee as a Bird to the Mountain”, é originária do soberbo  “Live at the Village Vanguard” de 1999, apresentando os septetos de Marsalis da época. A única faixa não lançada anteriormente é uma gravação de 93, “Precious Lord, Take My Hand” de  Thomas A. Dorsey, apresentando a cantora gospel Marion Williams e o pianista Eric Reed. Como na abertura do programa, Wynton Marsalis não está , o que talvez diga muito sobre a integridade por trás das suas escolhas artísticas como um do seus solos impecavelmente construídos.

       Faixas

1 Hear a Knockin' [Solo]0:51
2 All Rise, Pt. 12: I Am (Don't You Run from Me) 2:45
3 If I Hold On 1:40
4 Processional 4:34
5 Psalm 26 1:37
6 Awakening  2:19
7 Hymn  4:12
8 Precious Lord, Take My Hand 6:24
9 In the Sweet Embrace of Life/Sermon: Holy Ghost 6:58
10 Flee as a Bird to the Mountain 3:14
11 Sing On 2:50
12 Benediction 3:27
13 Oh We Have a Friend in Jesus 1:41
14 To Higher Ground 4:47
15 Pot Blessed Dinner 2:40

Fonte: Jeff Tamarkin (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 24/02

David "Fathead" Newman (1933-2009) – saxofonista (na foto e video) http://www.youtube.com/watch?v=xtqbPxroV_4&feature=related,
Eddie Chamblee (1920-19990 – saxofonista,
Michel Legrand (1932) – pianista,
Patti Wicks (1945) - vocalista 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

MYRA MELFORD – LIFE CARRIES ME THIS WAY


Todo grande artista inclina seus ouvintes à condição de voyeurs, permitindo-lhes um vislumbre do interior dos seus pensamentos. Para a  pianista Myra Melford  o convite vem a um longo tempo. Após mais de 20 anos de gravação, “Life Carries Me This Way” é sua primeira sessão solo.

Ela arrancou aplausos para os seus recentes trabalhos em colaboração com o seu Trio M com Matt Wilson e Mark Dresser, com seu quinteto Snowy Egret, com o elétrico-acústico Be Bread e um projeto em duo Dialogue with Ben Goldberg. Suas associações anteriores incluem Dave Douglas , Marty Ehrlich, Henry Threadgill e Butch Morris.

As onze peças solo apresentadas aqui comprovam que realmente a sua mão direita sabe exatamente o que a sua mão esquerda está fazendo. A  música (como é composta versus como é improvisada?) é brilhante, organizada e nutritiva. O disco inicia com "Red Lands" dedicada, como toda a gravação, ao pintor Don Reich. Ela constrói sobre um lamento, ressoando notas sobre sua invariável linha do baixo que chama a atenção para sua capacidade para  ordenar seus pensamentos de maneira organizada e com voos explícitos de imaginação. Ela pode  martelar corpulentas notas com a mão esquerda ("Piano Music"), enquanto simultaneamente energiza brilhantes sucessões de notas com sua mão direita. O desembaraço de Melford em se exibir aqui, não é por vaidade, mas a serviço das composições. Ela contrasta o vislumbre de  "Barcelona" com a melancólica e meditativa "Moonless Night". A pianista pode construir uma composição densa como "Curtain" elaborando um muro de acordes trovejantes, que se resolvem dentro do mais minúsculo murmúrio.

Melford  está no comando completo do piano, da música e da sua própria expressão.

Faixas: Red Land (For Don Reich); Piano Music; Japanese Music; Attic; Curtain; Moonless Night; Barcelona; Sagrada Family; Still Life.

Gravadora: Firehouse 12 Records

Estilo: Jazz Moderno

Fonte: Mark Corroto (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 23/02

Daryl McKenzie (1962) – trombonista,
Johnny Winter (1944) – guitarrista. vocalista

Wayne Escoffery (1975) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=IbSQW91gS40

sábado, 22 de fevereiro de 2014

STANLEY COWELL - IT'S TIME (SteepleChase)

Antes do lançamento de 2010, “Prayer for Peace”, Stanley Cowell, 71 anos, tinha focado sua carreira como educador na Rutgers e tomou em período sabático em relação a gravações por quase uma década. “It’s Time” é outro lembrete sobre sua imaginativa fertilidade, cuja falta sentimos em seu afastamento. Ele diversifica, consideravelmente, o estilo entre as faixas, esvoaçando entre temas meditativos orientais e a pressões angulares, passando por reflexões tristes de movimentos pelos direitos civis.

Cowell, sem formalidades, divide o álbum em suítes cobrindo três temas: Arte Asiática, o espírito dos protestos pelos direitos civis e inéditas progressistas. A música remanescente tem uma certa qualidade disjuntiva, porém o insistente virtuosismo de Cowell e  as irresistíveis ideias musicais possibilitam a partida para cobrir um arco de qualquer conceito. Ele atua com dois ex-estudantes, Tom DiCarlo no baixo e Chris Brown na bateria, e o resultado é um lançamento  intergeracional  da mais alta qualidade. Cowell parece nunca está fora do toque.

A etérea “Glass Ball & Couch Bed” encontra sua musa em um leito de uma cortesã no Philadelphia Museum of Art. Estas transições são mais tumultuosas em “Brawl Inducer”, uma peça angular com um estilo percussivo que Cowell , que reivindica uma vez mais uma apressada discussão em um clube. “I Never Dreamed” exibe o mestre em completo rubor, entretanto é sutil e contida e faz um maravilhoso trabalho de piano solo. A faixa título, em andamento rápido, serve como um testamento do valor do ensino para manter a mente afiada.

Faixas: Cosmology; El Space-O; Vishnu On The Serpent; Krishna; Asian Art Suite; Glass Ball & Couch Bed; Brawl Inducer; I Never Dreamed; It's Time; King; We Shall 2; Long Vamp; Abstrusions.

Fonte: Aidan Levy (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 22/02

Buddy Tate (1913-2001) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Bkno-P_yZqQ&feature=related,
Joe LaBarbera (1948) – baterista,
Joe Wilder (1922) – trompetista,
Laurent Coq (1970) – pianista,
Rex Stewart (1907-1967) - cornetista 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

DIANE HUBKA – WEST COAST STRINGS (SSJ)

Nascida e criada na Costa Leste, onde ela afiou suas habilidades sob a tutela de Anne Marie Moss, Sheila Jordan, Jay Clayton, Barry Harris, Howard Alden e Bill Bittner, a cantora e guitarrista Diane Hubka tem sempre exsudado uma vibração mais distintamente da Costa Oeste, particularmente nos vocais, onde ela pode sugerir ser levemente mais calorosa que Chris Connor.  Em 2002, enquanto ainda residia em Nova York, Hubka construiu “You Inspire Me”, um  tributo a Bittner, apresentando componentes da realeza da guitarra no jazz como Bucky Pizzarelli e Romero Lubambo. Em 2004, mudou-se para Los Angeles, levou aproximadamente uma década para modelar, em dois discos, a contraparte da Costa Oeste.

Outra vez, a lista de convidados de Hubka inclui guitaristas do topo: Anthony Wilson, Mimi Fox, Peter Sprague, David Eastlee, Barry Zweig, John Pisano, Larry Koonse e Ron Eschete (com a líder, em sua segura sete cordas, unindo Sprague, Koonse e Eschete para uma faixa cada). Hubka, frequentemente é acusada de enfatizar a técnica sobre a sinceridade nas suas gravações iniciais, tem firmemente  desenvolvido um toque e canto mais relaxado e franco. Realmente, sua presença tranquila, permite que o virtuosismo dos seus convidados tome o centro do palco através desta adorável moderação, em um trabalho centrado nos standards. A maioria notável: Wilson na estimulante “West Coast Blues” e na  vigorosa “Someone Else Is Steppin’ In”, Fox na alegre “Moondance”, Koonse  na suave “Never Let Me Go” e Pisano e Sprague entrelaçando-se na solar  “Amanhecer” de Pisano.

Faixas: West Coast Blues; Moondance; Brigas Nunca Mais; Peace; Warming To Spring; It Ain’t Necessarily So; Amanhecer; Never Let Me Go; Moon Ray; They Say It’s Spring; Slow Hot Wind; A Flower Is a Lovesome Thing; Someone Else Is Steppin’ In.

 Músicos: Diane Hubka: vocal, guitarra (3, 8, 11); Anthony Wilson: guitarra (1, 6, 13); Mimi Fox: guitarra (2, 12); Peter Sprague: guitarra (3, 7); Larry Koonse: guitarra ( 4, 8); Barry Zweig : guitarra (5, 9); David Eastlee: guitarra ( 5, 9); John Pisano: guitarra ( 7, 10); Ron Eschete: guitarra (10, 11) Bobby Pierce: Hammond B-3 (1, 6, 13); Jeff D’Angelo: baixo ( 4, 5, 9, 13); John Leftwich: baixo (7); Kendall Kay: bateria (1,4, 5, 6, 9, 13); Enzo Tedesco: bateria ( 3, 7).


Fonte : Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 21/02

Al Sears (1910-1990) – saxofonista , líder de orquestra,
Christian Howes (1972) – violinista,
Eddie Haas (1930) – baixista,
Eddie Higgins (1932-2009) - pianista,
Herb Robertson (1951) - trompetista,
Jason Parra (1969) – trompetista,
Joe Farnsworth (1968) – baterista,
Nina Simone (1933-2003) – vocalista,
Tadd Dameron (1917-1965) – pianista,arranjador,
Warren Vaché Jr. (1951)- cornetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=BlNSxxo4PtY

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

SÉRGIO GALVÃO – PHANTOM FISH (Pimenta Music)

Em décadas de intercâmbio de acordes, a bossa nova deu o troco da influência do jazz americano. As mais recentes conexões ente os idiomas instrumentais dos dois países partem de outros prismas. Como no CD Phantom Fish, em que predominam composições do saxofonista brasiliense Sérgio Galvão, produzido pela baixista Amanda Ruzza, com participação do baterista Maurício Zotarelli. Na Babel de convidados  entram o pianista cubano (Aruán Ortiz) e outro argentino (Leo Genovese), a guitarrista alemã Leni Stern e o trombonista americano Chris Stover.

O disco foi indicado ao Grammy nas categorias de álbum de jazz latino e dois solos de jazz, o de Galvão na fiaxa título e o de Genovese em Amphybious , composição (Moacir Santos). A faixa Vou Deitar e Rolar , de Baden Powell (e Paulo César Pinheiro), sincopa no sopro coltraneano  de Galvão. Ao leito aplainado , este ensaboado peixe fantasma prefere a encruzilhada.

       Faixas

01 Amphibious
02 –Zuruba
03 Casa Amarela
04 Meu Nobre
05 Phantom Fish
06  Mandruzza
07 Já Íu
08 Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá)

Músicos:
Alex Nolan : Guitarra; Amanda Ruzza : Contrabaixo;Leo Genovese : Piano, Fender RohodesMelodica;Maurício Zottarelli : Bateria;Sérgio Galvão : Saxofones Tenor,Soprano;Chris Stover : Trombone(fx: 04);Leni Stern : Guitarra(fxs:04,06,07);Aruán Ortiz : Piano (fxs:05,07,08),Fender Rhodes (fx:06);Cláudio Roditi :Flugelhorn (fx:05).


Fonte : Tárik de Souza (CartaCapital)

ANIVERSARIANTES - 20/02

Adriano Giffoni(1959) – baixista,
Andre Canniere (1978) – trompetista,
Anthony Davis (1951) - pianista,
Bem Wendel (1976) – saxofonista,oboeísta,pianista,
Bobby Jaspar (1926-1963) – saxofonista,flautista,
Elisabeth Lohninger (1970) – vocalista,
Iain Ballamy (1964)- saxofonista,
Leroy Jones (1955) – trompetista,
Lew Soloff (1944) – trompetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=WYaUF6BgdEs&feature=related,
Nancy Wilson (1937) – vocalista,
Oscar Aleman (1909-1980) – guitarrista,
Riccardo Del Fra (1956) – baixista 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

CÉCILE McLORIN SALVANT - WOMANCHILD (Mack Avenue)

O segundo CD de Cécile McLorin , “WomanChild”, é ilustrado com dois tipos de fotos da premiada vocalista. No centro do folheto do CD está um retrato formal, em preto e branco com sua joia floral no cabelo — um clássico visual que aponta para sua afinidade por gantoras do passado, tais como Billie Holiday e Bessie Smith. A capa e o verso do CD apresentam fotos coloridas de McLorin Salvant usando vestidos elegantes, e wearing stylish dresses, e óculos esportivos com armação branca — um moderno visual que definitivamente coloca-a no aqui e agora. A música em seu disco de uma hora de duração reflete esta mesma dualidade, como os nativos de Miami honra o passado enquanto corajosamente vivem no presente. McLorin Salvant pode encantar com delicada leitura de Rodgers & Hart (“I Didn’t Know What Time It Was”), ou empolgar o ouvinte com composição inédita, como ela faz na dramática faixa título, que apresenta letra poética e curta erupção de vocal sem palavras. Em outra parte, ela injeta nova e vibrante energia na canção folk  “John Henry” e oferece um pós-moderno e teatral interpretação da canção da era da Depressão “You Bring Out The Savage In Me”, e igualmente adicionando  um leve tom de comédia como o grito de Tarzan no processo. Em “Le Front Caché Sur Tes Genoux” ela demonstra seus multifacetados interesses, bem como sua impressiva extensão vocal através de uma maravilhosa canção cantada em francês (a língua com a qual ela cresceu falando), juntando sua melodia original com letra do poema de Ida Faubert, “Rondel” , e um arranjo de Frederic Nardin. McLorin Salvant, a vencedora da Competição Internacional Thelonious Monk na categoria jazz vocal em 2010, tem a colaboração de quatro brilhantes músicos no disco: o pianista Aaron Diehl, o guitarrista James Chirillo, o baixista Rodney Whitaker e o baterista Herlin Riley. Com um álbum de elevado perfil, uma profusão de resenhas elogiosas e diversas atuações em festivais internacionais em 2013, McLorin Salvant (que só tem 23 anos) parece preparada para iniciar a marcha em direção ao prestígio.

     Faixas
1 St. Louis Gal 3:02
2 I Didn't Know What Time It Was 6:07
3 Nobody 3:24
4 Womanchild 6:08
5 Le Front Cache Sur Tes Genoux 5:11
6 Prelude/There's a Lull in My Life 5:15
7 You Bring out the Savage in Me 5:07
8 Baby Have Pity on Me 3:21
9 John Henry 5:14
10 Jitterbug Waltz 6:52
11 What a Little Moonlight Can Do 8:15

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:



Fonte: BOBBY REED (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 19/02

Bob Hamilton (1948) – pianista,
David Murray (1955) – saxofonista, clarinetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=5f0QJRP9cJ4,
Johnny Dunn (1897-1937) - trompetista 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

PATRICIA BARBER – SMASH (Concord Jazz)

Poucos intérpretes no, ou fora, do jazz são consistentemente brilhantes como Patricia Barber. “Smash”, seu primeiro álbum para a Concord Jazz, simplesmente reconfirma o status  de Barber como uma artista consumada. Sua voz perfeitamente temperada, imediatamente dura e terna , permanece singularmente atrativa, e a inteligência fluida do seu toque é tipicamente cativante. Enquanto seria injusto decretar  nenhum incomparabilidade de Barber com cantoras e compositoras, estas novas composições promovem validação da assertiva que ela é uma das nossas melhores compositoras.

A maioria das faixas diz respeito a coisas do coração,embora, como sempre, Barber assuma uma visão mais ampla, construindo vida preferencialmente a estórias de amor. A faixa título compara uma mágoa, onde as notas de Barber não emitem som algum, mas são dolorosamente ruidosas, o carro bate e outro tremendo desastre ocorre. “Romanesque” tem uma pegada mais suave em uma desconexão romântica, com um conflito habilmente estabelecido entre a letra suspirantemente lírica e os acordes dissonantes do piano. “Redshift” , uma vislumbrante bossa nova, literalmente examina a ciência da atração, “Devil’s Food” é uma deleitável  peã  para a cegueira do amor que patrocina o casamento. Mudando as engrenagens, “Scream”, um martelo envolto em seda , desatrela uma raiva contida sobre várias doenças sociais.

Como em projetos anteriores, a estudada  apreciação de Barber pela poesia também pontifica no repertório. Três faixas contribuem para uma série de criativas canções silábicas com “The Swim”, construída inteiramente por duas linhas silábicas, “Spring Song” de três linhas silábicas e  “The Wind Song” de seis. Cerebral.  Bonito.

     Faixas
 1 Code Cool 5:21 
 2 Wind Song 3:39 
 3 ROMANESQUE 2:20
 4 Smash 4:20 
 5 Redshift 4:26 
 6 Spring Song 4:39 
 7 Devil's Food 5:07 
 8 Scream 5:44 
 9 Swim 4:24 
 10 Bashful 6:10 
 11 Storyteller 3:12 
 12 Missing 5:20

Músicos: Patricia Barber(piano, vocal); John Kregor (guitarrista); Larry Kohut (baixista); Jon Deitemyer (baterista)


Fonte: Christopher Loudon (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 18/02

Dan Effland (1981) – guitarrista,
Gordon Grdina (1977) - guitarrista,

Randy Crawford (1952) – vocalista,
Toninho Ferragutti(1959) – acordeonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=g7O7PSxEJcs&feature=related

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

TED NASH BIG BAND – CHAKRA (Plastic Sax)

Ted Nash conhece seu caminho em torno de big bands. Filho e sobrinho de músicos, antes de ter saído da adolescência, Nash, já havia tocado em trabalhos regulares com orquestras lideradas por Quincy Jones, Toshiko Akiyoshi, Don Ellis e Gerry Mulligan. Em seus vinte anos, ele era membro e arranjador da Mel Lewis Jazz Orchestra. Após se estabelecer com uma série de inspiradoras gravações com pequenos grupos para a Arabesque e Palmetto, Nash veio a ser o principal arranjador e membro da Jazz at Lincoln Center Orchestra sob o comando de  Wynton Marsalis, uma posição que ainda mantém. Seu projeto nominado para o Grammy, “ Portrait in Seven Shades”, foi sua assombrosa interpretação de sete quadros clássicos de artistas como Van Gogh, Matisse e Chagall.

“Chakra” é outra elevada concepção, uma composição musical com sete movimentos, desta vez para uma banda com 17 membros. Cada movimento é inspirado e um dos sete centros de energia do corpo humano, que são conhecidos nos estudos do budismo e da ioga como “chakras”. Um amante de orquestrações para cinema e televisão, bem como trabalhos sinfônicos e big-band de  jazz, Nash passa para o que seria um caso esotérico ou new-age , dentro da música que suínga e estoura com tensão e tanto relaxa quanto seduz.

Para cada efusão cromática dos cincos instrumentos de palhetas e dos oito metais, há seções específicas como no meio de “Water” (o Chakra Sacral), onde o trompetista Tim Hagans está soprando em oposição à grande batida à la Blakey do baterista Ulysses Owens. E enquanto o clarinete e piano curveteia como gamo através do estribilho de “Fire” (Chakra do Plexo Solar), a suingante subcorrente é  inflexível como uma maré, finalmente surgindo através de Owens e do baixista Martin Wind após solos do trombonista Alan Ferber e da maravilhosamente ajustada Anat Cohen no clarinete. Em suas informativas notas para o disco, movimento a movimento, Nash escreve que o encerramento, “Cosmos” (o Chakra da cabeça ), representa “pura consciência” e “leva-nos direto para as forças divinas”. Eu não iria —e não vou— tão longe. Porém este seu ambicioso, ainda que acessível, projeto, realmente, gera energia positiva.

Ted Nash Big Band
Ted Nash – maestro, sax alto, flauta;Ben Kono – saxes  alto e soprano; flauta, clarinete;Charles Pillow – sax alto, clarinete, flauta, piccolo;Dan Willis – sax tenor, clarinete;Anat Cohen – sax tenor, clarinete;Paul Nedzela – sax barítono, clarinete baixo;Kenny Rampton – trompete líder; Alphonso Horne – trompete;Ron Horton – trompete;Tim Hagans – trompete;Alan Ferber - trombone líder;Mark Patterson – trombone;Charley Gordon - trombone ;Jack Schatz - trombone baixo;Christopher Ziemba – piano;Martin Wind – baixo;Ulysses Owens – bateria.
Faixas:

1 - Earth (4:57)
2 - Water (8:05)
3 - Fire (9:43)
4 - Air (5:35)
5 - Ether (7:16)
6 - Light (7:08)
7 - Cosmos (6:58)

Fonte: Britt Robson(JazzTimes)



ANIVERSARIANTES - 17/02

Buddy DeFranco (1923) – clarinetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=VcwpuBIs09M&feature=related,
Chris Massey (1959) – baterista,
Fred Frith (1949) – guitarrista,
Lou Ann Barton (1954) – vocalista,
Omar Kabir (1969) – trompetista,
Peter Davenport (1964) – baterista 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

TIM WARFIELD – INSPIRE ME !

O saxofonista Tim Warfield trata de diversos assuntos ao mesmo tempo. Enquanto atuando como “artista residente" no Messiah College, cumprindo suas obrigações como membro adjunto  da Temple University, atuando ao vivo com seu próprio grupo e trabalhando com artistas consagrados como o trompetista Terell Stafford , ele também encontra tempo para apresentar três álbuns em um período de onze meses— Tim Warfield's Jazzy Christmas (auto-produzido em 2012), Eye Of The Beholder (Criss Cross, 2013) e a gravação objeto de análise aqui. Se isto não é uma tarefa multimusical, nada é.

Warfield—que foi um "young lion" e finalista , em 1991, da competição de saxofone  Thelonious Monk International Jazz — é um dos mais consistentemente engajados saxofonistas na cena jazzística, ainda que raramente obtenha o crédito e a atenção que merece do público. Afortunadamente, aqueles inseridos na comunidade do jazz conhecem seu real entalhe quando ouvem Warfield.  Ele, uma espécie de músico dos músicos , como é demonstrado pelo fato que ele toca e grava com todo mundo, indo do trompetista Nicholas Payton e o  vibrafonista Stefon Harris  ao organista Joey DeFrancesco  e o pianista Orrin Evans , e seu alcance que vai do suave ao encrespado e a abordagem firme tem lhe servido bem para   todas as situações. Os mesmos atributos estão presentes em “Inspire Me!”.

Enquanto Warfield alcança o topo aqui, o álbum é algo como uma colaboração entre Warfield e Herb Harris. Harris produziu a gravação, compôs todo o material e lançou o disco pelo seu próprio selo. Se não fosse o bastante, ele ainda aparece no vocal em poucos momentos e usa seu saxofone tenor para um número ("NY Daze NY Knights"). Harris é, essencialmente, o homem por trás do álbum, mas Warfield é o cara à frente do álbum. Cada faixa , da blueseira "Monkee See Monkee Doo"  à terna  "Robert Earl", à simplesmente suingante  "When I'm Alone With You" serve como uma vitrine para seu instrumento.

Harris e Warfield, ultimamente, merecem a maioria dos louros por colocar as coisas juntas no projeto, mas um pouco das contribuições individuais são dignas de nota. Kevin Hays  contribui com alguns excelentes solos de piano e suporte, o trompetista Antoine Drye tem a estatura próxima de Warfield em cinco das oito faixas do disco, o baixista Greg Williams é uma rocha sólida do começo ao fim e o baterista Rodney Green  serve como um força condutora por trás da mais forte faixa do álbum —"NY Daze NY Knights". O vocal de  Harris, que surge maravilhosamente em  "A Tinge Of Melancholy" ,mas soa um pouco menos confortável na  no alcance da melodia mais alta em "What If's" , cria outra dimensão aqui ,  ajudando a trazer a variedade à mesa.

“Inspire Me! “ é conduzido para atingir as expectativas do titular da missão, enquanto exibe um incrível saxofonista e sua competente banda. Quem poderia buscar por algo mais?. 

Faixas: Monkee See Monkee Do; Robert Earl; NY Daze NY Knights; When I'm Alone With You; Inspire Me!; What If's; A Tinge Of Melancholy; Monkee See Monkee Do (Alternate Take).

Músicos: Tim Warfield: saxofone tenor; Herb Harris: vocal (6, 7), saxofone tenor (3); Antoine Drye: trompete (1, 2, 3, 5, 8); Kevin Hays: piano; Greg Williams: baixo; Rodney Green: bateria.

Gravadora: Herb Harris Music

Estilo: Straight-ahead/Mainstream

Fonte : DAN BILAWSKY (AllAboutJazz)


ANIVERSARIANTES - 16/02

Ben Tyree (1980) – guitarrista,
Bill Doggett (1916-1996) – organista,
Brent Blount (1970)- saxofonista,
Jeff Clayton (1954) – saxofonista,
Machito (1908-1984)- vocalista, líder de orquestra,
Michel Herr (1949) - pianista,
Pete Christlieb (1945) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=R26qrhpeJiA

sábado, 15 de fevereiro de 2014

MATTHEW SHIPP – GREATEST HITS (Thirsty Ear)

O conceito de gravações dos maiores sucessos começou nos dias iniciais dos álbuns como uma maneira de compilar os singles dos artistas em uma única série, atraindo o consumidor, que de outro modo  só compraria os de 45 rotações. A ideia que o audaz pianista Matthew Shipp tem de uma série de sucessos, maiores ou distintos, é claro, ao menos parcialmente um erro crasso desde que seu tipo de música nunca arrebentou nas listas da Billboard. Porém considerando sua prolífica produção—mais de 10 álbuns como líder desde 2000 e uma série de grupos e ideias que ele usou em cada um, ele apresenta aqueles dignos de nota para aqueles que querem conhecer seu trabalho.

 Estas 12 faixas salientam  os lançamentos de Shipp como líder para a Thirsty Ear’s Blue Series, entretanto eles não são sucessos comerciais, e obtiveram transmissão no rádio ou foram selecionados em resenhas. Shipp atua em piano solo e lidera trios, quartetos e poucas peças combinam sua pegada avant-garde com remixagem pós-produção. Em uma visão geral como esta,  a ordem do fluxo faz uma grande diferença , e “Greatest Hits” assinala pontos que seguem impactos dramáticos antes da cronologia.

Duas diferentes sessões com os trompetistas Roy Campbell e Wadada Leo Smith contrasta não só com o ataque de metais , mas a maneira como William Parker (baixo) e Gerald Cleaver (bateria) abordam as estruturas dos acordes de Shipp. Esta seção rítmica traça algumas pegadas funk nas faixas com a adição de elementos de eletrônica por parte do produtor FLAM (Estas peças são bem marcadas no tempo). Duas performances solos revelam a delicadeza de Shipp, seu lado lírico, enquanto seus recentes álbuns em trio prova que ele é igualmente adepto de trabalhos mais diretos e longas excursões free.

Ouvindo estes instantâneos de lançamentos de Shipp deixa-nos com desejo de voltar atrás e descobrir  ou reexaminar  os álbuns originais. Quando se vai para as compilações, não há maiores objetivos. 

Faixas: Gesture; New Orbit; Cohesion; Module; GNG; New ID; 4D; Stage 10; Nu-Bop; Key Swing; Elastic Aspects; Circular Temple #1.

Músicos: Matthew Shipp: piano, sintetizador (6); Roy Campbell: trompete(1); William Parker: baixo (1-3, 6, 9); Gerald Cleaver: bateria (1-3, 6); Wadada Leo Smith: trompete (2); Khan Jamal: vibrafone (3); Flam: sintetizadores, programação (3, 6, 9); Joe Morris: baixo (5, 10), Whit Dickey: bateria (5, 8, 10-12); Michael Bisio: baixo (8, 11, 12); Daniel Carter: saxofone alto, flauta (9); Guillermo E. Brown: bateria (9).


Fonte: Mike Shanley (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 15/02

Abel Ferreira(1915-1980) – saxofonista, clarinetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=5GvLmBj9aig
Dena DeRose (1966) – pianista, vocalista,
Harold Arlen (1905-1986) – compositor, líder de orquestra,
Henry Threadgill (1944) – saxofonista, flautista,
Herlin Riley (1957) – baterista,
Kirk Lightsey (1937) – pianista,
Marty Morell (1944) – baterista,
Nathan Davis (1937) – saxofonista,clarinetista,flautista,
Taft Jordan (1915-1981) - trompetista 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PAULO FREIRE – ALTO GRANDE (Vai Ouvindo/Tratore)

Descartada pela apinhada falange dos sertanejos universitários, a viola caipira pulsa em outra dimensão em Alto Grande, “um local no sertão mineiro onde as mulheres iam esperar os maridos que viajavam nas comitivas de gado”, descreve o solista Paulo Freire.

Ele também atribui ao título uma função prismática, “a ideia de se verem os vários lados da questão”, a partir do próprio exemplo de artista de formação erudita (estudou violão clássico em Paris), cuja lapidação se deu no interior do Urucuia, ambiente mineiro de seu livro propulsor, Grande Sertão: Veredas , de Guimarães Rosa. Paulistano, filho de escritor e psicanalista Roberto Freire, o músico reverencia seu mestre de viola, Manoel de Oliveira, de quem gravou a matreira A Cobra e a Onça (quem não quer fazer costume / não faça a primeira vez). O clima roseano também se desprende das faíscas instrumentais de Quatros do Urucuia e Manoelzão. As fronteiras do roteiro dilatam-se nas fragrâncias jazzísticas  de Pintando o Chet na Viola, tributo ao trompetista americano da corrente cool , Chet Baker.

Não falta uma moda tradicional de alto refino, A Viola e o Baraio, na qual Freire terça cordas e vozes com outro violeiro virtuose, Levi Ramiro. Mas o ponto culminante de Alto Grande  reside nos cativantes causos musicados. Canto e fala costurados no fio da viola (mais guitarra, baixo e bateria), no divertido romance da moça bonita e o cabeça oca, em Ferveu. Diálogo ácido no embate com o direito de propriedade em É Meu. E, pavimentado pelo piano de Benjamin Taubkin, o pungente Causo do Angelino, breve epifania sentimental a envolver  Angelino de Oliveira (1888-1964), autor do monumento caipira Tristezas do Jeca. De arrepiar peão de rodeio.

        Faixas

01 - Quatros do Urucuia
02 - Ferveu!
03 - A Viola e o Baralho
04 - Alto Grande
05 - Pintando o Chet na Viola
06 - É Meu
07 - Bom Dia
08 - Fé
09 - A Cobra e a Onça
10 - Manoelzão
11 - Causo do Angelino


Fonte : Tárik de Souza (CartaCapital)

ANIVERSARIANTES - 14/02

Bill Laswell (1950) – baixista,
Elliot Lawrence (1925) - pianista,
Jacob do Bandolim(1918-1969) – bandolinista,
Maceo Parker (1943) – saxofonista,
Magic Sam (1937-1969) – guitarrista,vocalista,
Merl Saunders (1934-2008) – organista,
Rob McConnell (1935-2010) – trombonista,
Stefano DiBattista (1969) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Xl1xllT2Ka4&feature=related

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

BILL CARROTHERS – FAMILY LIFE (Pirouet)

No início da sua carreira, Bill Carrothers obteve uma respeitável e viva atuação com música de qualidade na meca do jazz , Nova York, por cinco anos , porém não gostou da vida que estava construindo para ele e sua família e levantou acampamento para a  Upper Peninsula of Michigan. Este aspecto de sua biografia é um contexto especialmente significante para “Family Life”, uma gravação de piano solo difundido com uma mistura de carinho e genuflexão ao longo de sua  vida doméstica na região setentrional.

Em muitos aspectos, “Family Life” é uma sequência de “Excelsior”, um trabalho solo de Carrothers , gravado em 2011, refletindo sua juventude em Minnesota. Em razão da sensibilidade, evocativos estados d´alma permeiam muitas das suas composições, os títulos das canções são especialmente úteis nos discos citados como orientador das imaginações. Considere a sequência de quatro músicas em “Family Life”, onde você entende a vivacidade da solidez de simples notas enfatizadas no meio de frases lentas em “Northern Lights”, a sutil  tendência entre  contentamento e enfado em  “Snowbound”, a jubilosamente lubricidade move-se para frases propulsoras em “On the Sled” e o agourento efeito de salientar e pairar em “Schizophrenic Weather”.

Outras partes do disco são óbvias odes para a esposa de Carrothers, Peg, seus filhos e seus pais e até do cachorro da família. O pianista mantém-se variando e sombreando  o estado de espírito: “Bud and Bunny” (os apelidos de seus filhos)tem uma melodia de quarto de criança com uma simplicidade que desacelera uma canção de ninar, enquanto “When We’re Old” é uma desinquietante caminhada ao por-do-sol e  “Scarborough Fair/Peg” mistura uma canção folclórica tornada famosa por Simon & Garfunkel com uma composição para sua esposa que tem a doçura formal de uma música de câmara.

Esta é uma gravação ostensivamente intimista, que está a mercê da execução. Carrothers a despe porque ele é um romântico que, contudo, entende que o amor é sobre humor oblíquo e positiva persistência, bem como grandes paixões e humildes agradecimentos. E sim, tudo o que realmente acontece vem através da maneira como ele deita suas mãos nas teclas. Como um pianista mais velho de uma cultura bem diferente, o sul-africano Abdullah Ibrahim, o toque de Carrothers é calmo sem ser passivo. Escapando do alvoroço que o tem servido, a sua família e a seus ouvintes.

Faixas: Our House; Scarborough Fair/Feg; For Better and For Worse; Bud and Bunny; Northern Lights; Snowbound; On the Sled; Schizophrenic Weather; Forefathers; Good Dog; A Night Out; Harbor Lights; News from Home; Gitchee Gumee; When We're Old.


Fonte: Britt Robson (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 13/02

Buck Hill (1927) - saxofonista,
Eileen Farrell (1920-2002) – vocalista,
Wardell Gray (1921-1955) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=HG9vjklaGB0,
Wingy Manone (1900-1982) – trompetista,vocalista,líder de orquestra 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

OSCAR PETTIFORD – LOST TAPES : GERMANY 1958/1959 (Jazzhaus)

Alguém  nunca pode ter o bastante de Oscar Pettiford. Como baixista e cellista, ele manejou uma entonação intensa que o transformou em importante parte da orquestra de Duke Ellington por três anos na década de 1940. Ele também possuía uma inventividade rítmica que impulsionou o trabalho de Charlie Parker e Dizzy Gillespie. A escavação do selo  Jazzhaus de performances gravadas em Baden-Baden, Alemanha, com uma banda de maioria europeia, é uma crucial adição à pequena discografia de Pettiford. As gravações foram  concluídas uma ano antes de sua morte aos 37 anos em Copenhagen. Pettiford soa magnificente ao longo do disco, particularmente quando conduz o baterista  Jimmy Pratt em “Poor Butterfly”. Mesmo quando olhamos para trás, tal como em  “A Smooth One” de Charlie Christian, Pettiford estava antecipando ou , talvez, ecoando os avanços de Charles Mingus. Os parceiros europeus de Pettiford estavam sempre encima dos seus desafios, especialmente o guitarrista Attila Zoller e o saxofonista tenor  Hans Koller, mas há também momentos brilhantes para alguns dos seus colegas e convidados norte-americanos. O baterista Kenny Clarke adiciona seu vigor em cinco faixas, e Lucky Thompson toca um adorável solo de sax soprano na interpretação de “Sophisticated Lady” de Ellington. Enquanto o programa contem diversos standards (como “The Nearness Of You” de  Hoagy Carmichael) , há três composições de Pettiford , incluindo a menos conhecida “My Little Cello”.

      Faixas

1 But Not for Me
2 Sophisticated Lady
3 Mooth One
4 O.P.
5 Minor Plus a Major
6 Poor Butterfly
7 Anusia
8 My Little Cello
9 Nearness of You
10 Yesterdays
11 All the Things You Are
12 Blues in the Closet
13 Big Hassle
14 Atlantic
15 All the Things You Are
 16 Blues in the Closet

Para conhecer um pouco deste trabalho , assistam ao vídeo abaixo;


Fonte: AARON COHEN (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 12/02

Arthur Juini Booth (1948) – baixista,
Bill Laswell (1955) – baixista,
Brent Jensen (1960) – saxofonista,
Brian Baggett (1976) – guitarrista,

Buddy Childers (1926-2007) – trompetista
Canhoto (1889-1928) – violonista,cavaquinista,
Dominguinhos(1941-2013) – acordeonista e vocalista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=oehqhF5XHa4,
Gianni Savelli (1961) – saxofonista,
Mel Powell (1923-1998) – pianista,
Paul Bascomb (1912-1986) - saxofonista,
Ron Horton(1960) – trompetista,
Tex Beneke (1914-2000) - saxofonista 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

SHAYNA DULBERGER – THEKILLME TRIO

Shayna Dulberger deve ter uma morte controlada. “Improvisation” inicia o álbum com clangor fora de tempo de pratos, registro baixo e afiado ranger do saxofone alto em níveis crescentes de percussão pós-moderna. Dulberger, o saxofonista Darius Jones e o baterista Jason Nazary são para a avant-garde o equivalente a No Exit de  Jean-Paul Sartre. Neste caso , o inferno são os outros instrumentos. A faixa título reflete um modelo de auto-repugnância: “When I Think About You I Hate Myself”, “Killher”, “Myopia”, “Lowed”, “Duct Tape”. A música segue ajustada, soando como uma banda atuando fora das cenas da aflição primal da terapia do grito. Através de “Appendix”, a penúltima faixa, os três alcançaram frequência vibrante— profunda no baixo, elevada no saxofone, estrondosa nos pratos— na qual se sente como em um exorcismo. “I Wish I Was…”, a faixa de encerramento, leva o trio a um ponto de resolução, uma barreira que impede mutualmente uma destruição assegurada.

         Faixas

1. Improvisation 3:53
2. Improvisation II. When I Think About You I Hate Myself 4:54
3. Killher 6:57
4. Post Explosion 3:46
5. Myopia 9:04
6. Lowed 5:43
7. Zeek 0:32
8. Duct Tape 0:50
9. Appendix 1:30
10. I Wish I Was... 3:18

Fonte : Aidan Levy (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 11/02

Claude Jones (1901-1962) - trombonista,
Didier Lockwood (1956) – violinista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=ZtD1uG_7NV8,
Jaleel Shaw(1978) – saxofonista,
Martin Drew (1944) - baterista,
rgio Mendes(1941) – pianista

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

ROBERTO FONSECA – YO (Concord Records)

“Yo” é um título obliquo e sem defeito para o tecladista Roberto Fonseca, que misturou um cintilante e profundamente  emocionante repertorio de jazz afro-cubano , folk e ritmos idiomáticos das ruas que justifica sua atenção. Ele vai explorando clássicos de pegadas de Herbie Hancock nos anos 80,  interpretando “Bibisa”  de Baba Sissoko com o sensacional  africano Fatoumata Diawara, junta-se com o artista Mike Ladd na inspiradora  “Mi Negra Ave Maria” e explora a música e a cultura mística cubana da Santería buscando proteção em  “7 Rayos”. Estas são apenas as primeiras quatro canções. Não esqueça o testemunho do piano acústico de Fonseca na  agridoce balada com simples batida de blues  “Asi Es La Vida” , a música marroquina em tempo médio “Gnawa Stop” ou na união de tranquila tempestade  e música caseira em “Rachel”.  Texturalmente, este material é empoado, corajoso e argiloso, mas é sempre bem estudado dentro da experiência afro-cubana.

     Faixas  

1  80's  6:26
2  Bibisa 4:34
3  Mi Negra Ave María 5:22
4  7 Rayos 5:31
5  El Soñador Está Cansado 5:06
6  Chabani 5:13
7  Gnawa Stop  5:18
8  El Mayor 1:23
9  JMF  4:50
10  Así Es La Vida  4:32
11  Quien Soy Yo  3:43
12  Rachel 3:38
13  Bibisa [Remix by Count] 4:09
14  80's [Remix by Count] 3:56


Fonte : Britt Robson (JazzTiimes)

ANIVERSARIANTES - 10/02

Antonio Adolfo (1947) – pianista( na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=0iJE84L1Fok&feature=related,
Cauby Peixoto(1931) – vocalista,
Chick Webb (1909-1939) – baterista, líder de orquestra,
Datri Bean (1975) – piano,
Jimmy Durante (1893-1980) – pianista,
Kenny Rankin (1940-2009)  – vocalista,
Michael Weiss (1958) - pianista,
Paolo Fresu (1961) – trompetista,
Richard Cole (1957) – saxofonista,
Rufus Reid (1944) – baixista,
Sir Roland Hanna (1932-2002) - pianista,
Walter Perkins (1932-2004) - baterista