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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Palmyra & Paulo Levita com Rebeca Falcone 02 de agosto


ANIVERSARIANTES 31/07


Gap Mangione (1938) – pianista,

Gene Ess (1965) – guitarrista,

George Kelly (1915-1998) – saxofonista, vocalista,

Gordon Johnson (1952) – baixista,

Hank Jones (1918) – pianista (na foto),

Janine Alondres (1965) – vocalista,

Jonathan Levy (1978) – baterista,

Kenny Burrell (1931) - guitarrista,

Mamdouh Bahri (1957) – guitarrista,

Michael Wolff (1952) – pianista,

Peter Bocage (1887-1967) – cornetista, violinista,

Roy Milton (1907-1983) – baterista, vocalista , líder de orquestra,

Saskia Laroo (1959) – trompetista,

Stanley Jordan (1959) – guitarrista,

Stephen Fulton (1954) – trompetista , flugelhornista


Fonte : All About Jazz

quarta-feira, 30 de julho de 2008

DAVID MURRAY & MAL WALDRON – SILENCE (Justin Time Records -2008)


David Murray , que toca saxofone tenor e clarinete baixo, e o pianista Mal Waldron gravaram este álbum em Bruxelas em 1991. Waldron faleceu no ano seguinte, fazendo deste seu último trabalho de gravação, que serve como forte testemunho de sua arte e habilidade.

O natural relacionamento entre Murray e Waldron caracteriza a música. Eles elaboram estruturas bem construídas com a melodia, interpretando-a com ágil improvisação. Uma vez que os padrões foram estabelecidos, eles criam uma atmosfera que encampa seus sensos de aventura.

Murray toca clarinete baixo em “Free For C.T.,” mostrando porque ele é considerado uma força do instrumento. Ele trata a melodia com muito carinho. Sendo indulgente com ela , ele coloca-a na estratosfera com notas quebradas, como estivesse em um duro trabalho de entalhador. É uma performance magnífica. Waldron deixa Murray ficar com a parte do leão, mas tem suas pequenas surpresas , quando reelabora a melodia agilmente antes de apresentar seus poderosos acordes.

A composição de Miles Davis, “Jean-Pierre”, é uma faixa cintilante com ágil flexibilidade. O engajamento de Waldron e Murray permite uma interação com mudanças no papel de liderança. O tema é desenvolvido por uma energética acuidade , que uma vez mais permite a Murray emitir uma miríade de idéias brilhante do seu saxofone. Waldron é o menestrel da melodia, luxuriante na sua beleza e , como de hábito, saltando para um resoluto trabalho de acorde.

“All Too Soon” é uma terna e maravilhosa balada articulada com profundo entusiasmo e paixão. Murray e Waldron estendem-se em cada nota, com cuidado e preenche-a com graça.

A música é sublime, energética e, em última análise, inesquecível.

Faixas: Free For C.T.; Silence; Hurray For Herbie; I Should Care; Jean-Pierre; All Too Soon; Soul Eyes.


Fonte : All About Jazz / Jerry D'Souza

ANIVERSARIANTES 30/07


B.D. Lenz (1971) – guitarrista,

Big Jack Johnson (1940) – guitarrista,

Buddy Guy (1936) – guitarrista,

Christian Eckert (1965) – guitarrista,

Claes Janson (1947) – vocalista,

D.J. Sweeney (1962) – vocalista,

David Sanborn (1945) - saxofonista,

Emiliano Loconsolo (1974) – vocalista,

Hal Smith (1953) - baterista,

Hilton Jefferson (1903-1968) - saxofonista ,

James Spaulding (1937) - saxofonista,

Kevin Mahogany (1958) – vocalista (na foto) ,

Kevin Stevenson 91953) – baterista,

Wenonah Brooks (1942) - vocalista


Fonte : All About Jazz

Sinatra by Sinatra em Salvador

Frank Sinatra Jr



Aos 64 anos, o cantor Frank Sinatra Jr apresentou ontem em Salvador o show "Sinatra by Sinatra", no qual releu o repertório imortalizado por seu pai, morto há dez anos. Na excursão brasileira, Sinatra também homenageia a bossa nova, que completa 50 anos em 2008. A apresentação tem um bloco dedicado a Tom Jobim, com quem Frank Sinatra pai trabalhou diversas vezes.


Sinatra Jr ontem à noite cantou muito melhor do que muitos dele esperava. Essa foi a primeira grande surpresa na noite de gala ontem no Teatro Castro Alves em evento fechado pela empresa imobiliária paulista JHSF que investe pesado no mercado baiano. Na noite de ontem Nizan Guanais foi mestre de cerimônia e rolou um serviço de buffêt de fazer inveja.


O som e a harmonia da orquestra estavam inconfundíveis, deixando extasiada uma platéia de todas as gerações silenciosa e atenta a todos os acordes.


A maior surpresa correu, porém, por conta da orquestra de uns sessenta integrantes ter sido enxertada com pelo menos 60% de músicos daqui de Salvador, predominante da OSBA. Estavam lá entre outros Joatan, André Becker, Ronney Scott e muitos outros talentosos músicos locais.


Vejam o que é capaz o trabalho de um grande arranjador !!!
Sérgio Franco, Salvador/Ba


terça-feira, 29 de julho de 2008

MORRE O GUITARRISTA HIRAM BULLOCK


Hiram Bullock, um guitarrista com longa lista de créditos, que incluem dois anos como membro da banda que se apresentava no programa “Late Night” com David Letterman, morreu no dia 25 de Julho em Nova York . A causa da morte não foi revelada, mas Bullock estava tratando um câncer e era conhecido por ter problemas com drogas. Bullock tinha 52 anos.

Bullock nasceu em Osaka, no Japão, em 1955 de pais americanos que estavam prestando serviços militares. A família depois mudou-se para Baltimore. Ele estudou piano, saxofone e baixo antes de mudar para a guitarra. Bullock estudou na escola de Música da Universidade de Miami e fez seu primeiro trabalho profissional com o cantor Phyllis Hyman . Ele se mudou para Nova York no meado dos anos 70 para trabalhar com a banda de Hyman.

Uma vez em Manhattan, Bullock começou , prontamente , a trabalhar com artistas como David Sanborn e “The Brecker Brothers”. Ele criou um grupo chamado “The 24th Street Band” que incluía o baixista Will Lee, o baterista Steve Jordan e o tecladista Clifford Carter. O líder da banda de Letterman, Paul Shaffer, contratou Bullock, Lee e Jordan para ser o centro do show da banda “World’s Most Dangerous” e Bullock , que se apresentava frequentemente descalço, foi um artista regular de 1982 a 1994.

Começando em 1976, Bullock foi um guitarrista muito procurado , aparecendo em álbuns de Barbra Streisand, Billy Joel, Steely Dan, Paul Simon, Sting, Hank Crawford, Bob James, Carla Bley, Gil Evans, Al Jarreau, Roberta Flack, Pete Townshend, Art Farmer, Kenny Loggins, Mike Stern, Eric Clapton, Burt Bacharach e muitos outros. Ele também tocou ao vivo com Miles Davis, Jaco Pastorius, James Brown, Al Green, “The Brecker Brothers”, Chaka Khan, James Taylor dentre outros, e lançou mais de uma dúzia de discos como líder, iniciando em 1982 com “First Class Vagabond”. Seu último lançamento foi em 2006 : “Too Funky 2 Ignore”.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 29/07


Albert Wynn (1907-1973) - trombonista,

Charlie Christian (1916-1942) – guitarrista (na foto),

Don Redman (1900-1964) - clarinetista , saxofonista, vocalista, líder de orquestra,

Ellyn Rucker (1937) - pianista , vocalista ,

Frank Axtell (1958) – guitarrista,

Jeremy L.A. Reese (1988) – saxofonista,

Joe Beck (1945-2008) – guitarrista,

Lindsey Rahn (1985) – baterista,

Michael Pedicin (1947) – saxofonista,

Nicolas Urie (1985) – líder de orquestra,

Nick Roseboro (1982) –trompetista,

Ron Turso (1948) – baterista,

Vic Lewis (1919) - guitarrista


Fonte : All About Jazz

segunda-feira, 28 de julho de 2008

PETER ERSKINE , TIM HAGANS & THE NORBOTTEN BIG BAND – WORTH THE WAIT (FUZZY MUSIC)


Peter Erskine tem sempre dado à música mais reflexão que ação. Desde sua atuação com o “Wheater Report” , Erskine tem mantido uma séria perspectiva pensante como baterista, ouvindo mais intensamente que a maioria, paulatinamente deixando para trás seu estilo de tocar, utilizando elementos mais naturais.

“Worth The Wait” reconfirma Erskine como um mestre do grande swing, um músico brilhante , cujos toques rápidos e destreza propiciam uma grande música. Junto com seu antigo companheiro, o trompetista Tim Hagans, ele une forças com a banda sueca “Norbotten Big Band” para apresentação de suas excelentes composições.

Refletindo a natureza intelectual de Erskine , os arranjos dançantes e espertos têm uma benvinda agilidade, como em “You Should See My Office”. Começando com os metais chamando e respondendo segmentos com Erskine, a faixa suinga energeticamente com uma tensão bem construída. Então repentinamente, passa para um blues suave com um expressivo solo de saxofone tenor.

“Worth The Wait” , “Drum Row” e “First Jazz” encontra resultado similar, coletivamente providenciando um dos melhores discos de big band em recente memória.

Fonte : DownBeat / Ken Micallef

ANIVERSARIANTES 28/07


Celso Vernon (1958) – guitarrista,

Dan Bodanis (1959) – baterista,

Dave Christianson (1957) – baterista,

David Chao (1965) – pianista,

David Silliman (1960) – percussionista,

Delfeayo Marsalis (1965) – trombonista ,

Glenn Pinto (1966) – baterista,

Greg Laabs (1988) – saxofonista,

Ikey Robinson (1904-1990) - banjoista , guitarrista,

Jim Galloway (1936) - clarinetista , saxofonista,

Junior Kimbrough (1930-1998) – guitarrista,

Leon Prima (1907-1985) – trompetista,

Matt Adams (1972) – saxofonista,

Michael Bloomfield (1943-1981) – guitarrista,

Mike Turk (1951) – gaitista,

Nnenna Freelon (1954) – vocalista (na foto),

Peter Duchin (1937) – pianista , líder de orquestra


Fonte : JazzTimes

domingo, 27 de julho de 2008

ANIVERSARIANTES 27/07


Barbara Thompson (1944) - saxofonista, flautista,

Carl Grubbs (1944) – saxofonista,

Charlie Shoemake (1937) - vibrafonista,

Christopher Arpad (1967) – percussionista,

Dale Fielder (1956) – saxofonista,

Deirdre Cartwright (1956) – guitarrista,

Edward Simon (1969) – pianista (na foto),

Jean Toussaint (1960) – saxofonista,

Joel Harrison (1957) – guitarrista,

Paige Wroble (1972) – vocalista,

PT Gazell (1953) – gaitista,

Syaharani (1971) – vocalista,

Yuri Goloubev (1972) - baixista


Fonte : All About Jazz



sábado, 26 de julho de 2008

MORRE JOHNNY GRIFFIN


Johnny Griffin, frequentemente chamado “o mais rápido saxofonista do mundo”, morreu ontem , 25 de Julho, em sua residência no vilarejo de Mauprevoir, sudoeste da França, aos 80 anos. A causa não foi anunciada, entretanto, a legenda do sax tenor tinha apresentação marcada para a noite do dia em que ocorreu o seu falecimento.

Griffin, que viveu na França nos últimos 18 anos de sua vida , foi inicialmente reconhecido por suas contibuições para a música de grandes jazzistas como Thelonious Monk, Art Blakey e Lionel Hampton, mas foi louvado principalmente por suas contribuições como líder. Apelidado “O Pequeno Gigante,” a velocidade do seu sopro extasiava seus ouvintes, porém aquela velocidade não obscurecia a beleza e a força das suas melodias.

Nasceu em 24 de Abril de 1928 em Chicago. Griffin primeiro tocou clarinete no segundo grau , antes de mudar para o saxofone alto. Em 1941, em uma escola de dança, ele assistiu ao tenorista Gene Ammons e mudou outra vez, desta vez fixando-se no sax tenor. Sua primeira atuação profissional foi com o guitarrista T-Bone Walker, mas Griffin veio a ganhar proeminência no meado dos anos 40 nas bandas de Lionel Hampton (com quem gravou seu primeiro disco em 1945 na idade de 17 anos ) e Joe Morris. Ele , também , trabalhou no período com Thelonius Monk e Bud Powell.

Esteve no Exército no início dos anos 50, passando a maior parte do tempo na banda do Exército, que se seguiu a um longo período com a “Art Blakey’s Jazz Messengers” e depois com Monk. Griffin teve uma faixa gravada pelo selo OKeh em 1953 e lançou seu álbum de estréia como líder (“Introducing Johnny Griffin) em 1956 pela Blue Note, acompanhado por Wynton Kelly (piano) Curly Russell (baixo) e Max Roach (bateria).

Griffin uniu-se outra vez a Blakey em 1957, mas uma das mais essenciais sessões da sua carreira ocorreu em 06 de Abril daquele ano no “Rudy Van Gelder’s Studio” em Hackensack, NJ, quando , junto com Lee Morgan (trompete), John Coltrane, Hank Mobley (todos no saxofone tenor), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Blakey (bateira) produziram o álbum “A Blowin’ Session” para a Blue Note. Ainda hoje é considerado um dos grandes discos da era do bop.

Em 1958 a reputação de Griffin pela velocidade no seu instrumento veio à tona. O crítico Ralph J. Gleason escreveu: “Inquestionavelmente Johnny Griffin pode tocar o saxofone tenor mais rápido , literalmente que outro artista vivo. Ao menos ele pode ter este título até que outro demonstre o contrário. E no curso do seu toque com incrível velocidade , ele também sopra longo sem a necessidade de respirar como seria comum fazer . Com estes predicados ele é capaz de tocar quase tudo que pode ser tocado em coro.”

O estilo de Griffin e a qualidade de seu toque permaneceu consistente através de sua longa carreira. Em 1958 ele trabalhou com Monk, Nat Adderley, Chet Baker e outros , enquanto , no selo “Riverside” , continuava a lançar álbuns que constituíram marcos tanto sob seu nome como colaborador. Isto inclui o disco “Tough Tenors” nos anos 60, uma das várias gravações que fez com o tenorista Edddie “Lockjaw” Davis.

Griffin permaneceu prolífico nos estúdios, lançando álbuns por selos como Jazzland, Prestige, Emarcy, Inner City, Galaxy, Atlantic, Black Lion, Antilles, Verve, Dreyfus e muitos outros, bem como contribuindo para gravações de Kenny Clarke, Dizzy Gillespie, Dexter Gordon, Ray Brown, Jimmy Smith e outros artistas. Sua última gravação documentada ocorreu ao redor dos anos 2000, mas Griffin continuou a se apresentar até a sua morte , principalmente com músicos europeus.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 26/07


Bob Davis (1927) – pianista,

Charlie Persip (1929) - baterista,

Dia DiCristino (1980) – vocalista,

Earl MacDonald (1980) – pianista,

Freddie Williams (1986) – guitarrista,

Erskine Hawkins (1914-1993) - trompetista,

Gradie Stone (1961) – vocalista,

Gus Aiken (1902-1973) – trompetista,

James Muller (1974) – guitarrista ,

JoAnne Brackeen (1938) – pianista(na foto) ,
Louie Bellson (1924) - baterista , líder de orquestra

Marco Tacchini (1965) – baixista ,

Natsuki Tamura (1951) – trompetista,

Patti Bown (1931-2008) – pianista,

Rafik Mankarios (1966) – baterista,

Wayne Krantz (1956) - guitarrista


Fonte : All About Jazz

sexta-feira, 25 de julho de 2008

ANIVERSARIANTES 25/07


Alan Gaumer (1951) – trompetista,

Annie Ross (1930) - vocalista,

Brian Blade (1970) – baterista,

Darnell Howard (1895-1966) – clarinetista,

Denman Maroney (1949) – pianista,

Don Ellis (1934-1978) - trompetista , flugelhornista,

Fletcher Allen (1907) – clarinetista, saxofonista,

Greg Heffernan (1983) – violoncelista,

Happy Caldwell (1903-1978) – clarinetista, saxofonista,

Jacob Melchior (1970) – baterista,

Jason Green(1973) – guitarrista,

Jason Nazzaro (1968) – vocalista,

Johnny Hodges (1907-1970) – saxofonista ( na foto),

Johnny Wiggs (1899-1977) – cornetista, líder de orquestra,

Meg Graf (1949) – flautista, saxofonista, pianista, acordeonista,

Mike DiRubbo (1970) – saxofonista,

Ratzo B. Harris (1955) – baixista,

Santy Roque Medina (1957) – guitarrista ,

Sylvester Weaver (1897-1960) - guitarrista


Fonte : All About Jazz

quinta-feira, 24 de julho de 2008

ECM RELANÇA DISCOS PARA CELEBRAR SEU 40° ANIVERSÁRIO


Para celebrar o seu 40° aniversário, a gravadora “ECM Records” relançará 40 dos melhores discos constantes em seu catálogo.

Desde sua concepção em 1969, a ECM já lançou mais de 1.000 discos . O selo tem abrigado os mestres do jazz da segunda metade do século XX , tais como Keith Jarrett, Paul Bley, Jan Garbarek, Chick Corea, Pat Metheny e The Art Ensemble of Chicago.

Os relançamentos serão apresentados em finas embalagens com a arte original do álbum..

Seguem as datas dos lançamentos :

26 de Agosto :

John Abercrombie/Ralph Towner—Sargasso Sea
Bass Desires—Bass Desires
Paul Bley—Open, To Love
Gary Burton with Pat Metheny—Dreams So Real
Chick Corea/Miroslav Vitous/Roy Haynes—Trio Music, Live In Europe
Jack DeJohnette—Special Edition
The Bill Frisell Band—Lookout For Hope
Dave Holland Quartet—Extensions
Keith Jarrett—Facing You
Keith Jarrett/Gary Peacock/Jack DeJohnette—Standards Live
Pat Metheny Group—American Garage (na foto)
Oregon—Oregon
John Surman—Private City
Ralph Towner—Solstice
Kenny Wheeler—Gnu High

30 de Setembro :

John Abercrombie/Dave Holland/Jack DeJohnette—Gateway
Bass Desires—Second Sight
Chick Corea—Children’s Songs
Bill Frisell—Rambler
Jan Garbarek—I Took Up the Runes
Keith Jarrett/Gary Peacock/Jack DeJohnette—Bye Bye Blackbird
Charles Lloyd—The Call
Pat Metheny—New Chautauqua
Paul Motian—Conception Vessel
Enrico Rava—The Pilgrim and the Stars
Shankar—Song For Everyone
Tomasz Stanko—Balladyna
Ralph Towner—Batik
Collin Walcott—Cloud Dance
Norma Winstone—Somewhere Called Home

28 de Outubro :

John Abercrombie—Animato
Art Ensemble of Chicago—Full Force
Lester Bowie—The Great Pretender
Anouar Brahem—Conte de l'incroyable amour
Egberto Gismonti/Nana Vasconcelos—Duas Vozes
Jon Hassel—Power Spot
Pat Metheny Group—First Circle
Oregon—Ecotopia
Terje Rypdal/Miroslav Vitous/Jack DeJohnette—Rypdal-Vitous-DeJohnette
Dino Saluzzi—Kultrum

Fonte : JazzTimes / Melissa Daniels

ANIVERSARIANTES 24/07


Adam Bishop (1974) – saxofonista,

Adrian Peek(1951) – baterista,

Ahmad Alaadeen (1934) – saxofonista,

Antonello Messina (1969) – acordeonista,

Barry Romberg (1959) – baterista,

Billy Taylor (1921) - pianista,

Bob Eberly (1916- 1981) - vocalista,

Chris Bitten (1965) – baterista,

Charles McPherson (1939) – saxofonista,

Frantisek Uhlir (1950) – baixista,

Henry Craig Hirsh (1951) – saxofonista,

Herbert Maximillum Haymer (1915-1949) – saxofonista,

Ian Carey (1974) – trompetista,

James Zollar (1959) – trompetista,

Jim Murray (1965) – pianista,

Jon Faddis (1953) – trompetista(na foto),

Larry Washington (1956) – baterista,

Luka Udjbinac (1978) – guitarrista,

Marvin Diz (1976) – percussionista,

Mike Mainieri (1938) - vibrafonista,

Raphael McGregor (1979) – guitarrista,

Rob Dorn (1961) – vocalista,

Rudy Collins (1934-1988) - baterista


Fonte : All About Jazz

quarta-feira, 23 de julho de 2008

MORRE JO STAFFORD


Jo Stafford, uma cantora de big band e pop colocada na liderança da Billboard como cantora na era pré-rock (1940-54) , faleceu no último dia 16 de Julho em sua residência em Century City, Califórnia. A causa foi um ataque cardíaco. Stafford, que também cantou em duo com seu marido Paul Weston sob o nome de Jonathan e Darlene Edwards, tinha 90 anos.

Stafford nasceu em Coalinga, Califórnia, em 1917. Depois de participar de um grupo vocal com suas irmãs, ela se juntou ao grupo “Pied Pipers” , que cantou com a orquestra de Tommy Dorsey, que incluía o jovem Frank Sinatra. O “Pied Pipers” foi contratado pela “Capitol Records” em 1943 e Stafford mais tarde casou-se com o diretor musical do selo , Paul Weston, em 1952.

Naquele tempo, Stafford já havia colocado em torno de 60 gravações nas paradas de sucesso como artista solo, sendo a mais popular “You Belong to Me,” que liderou a lista da Billboard por 12 semanas em 1952. Stafford, também, emplacou um primeiro lugar em 1954 com “Make Love to Me”, o que já havia ocorrido em 1948 com “My Darling, My Darling”, um dueto com Gordon MacRae.

Em 1947, Stafford apresentou-se como um cantora inovadora quando trabalhou com “Red Ingle and the Natural Seven” em uma canção chamada “Temptation (Tim-Tayshun),” sob o pseudônimo de Cinderella G. Stump. No final dos anos 50, como Jonathan e Darlene Edwards, Stafford e seu marido Weston apresentaram um exagerado número em New Jersey típico de saguão de hotel. O álbum da dupla , em 1961, venceu em Paris o Grammy de melhor álbum de comédia.

Stafford trocou a "Capitol" pela "Columbia Records" em 1950, mas retornou para a "Capitol" em 1961. Durante sua passagem pela "Columbia", Stafford teve sua própria série musical na TV . Ela se aposentou do meio musical em 1975, entretanto ela se apresentou, em 1990, em uma cerimônia , que homenageava Frank Sinatra.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 23/07


Achille Succi (1971) – saxofonista,

Alan Barnes (1959) – saxofonista,

Albert Rivera (1983) – saxofonista,

Ben Stepner ((1988) – pianista,

Bill Lee (1928) – baixista,

Champion Jack Dupree (1909-1992) – vocalista, baterista, pianista,

Charles Ables (1943-2001) – baixista,

Clarence Holiday (1898-1937) – guitarrista ,

Claude Luter (1923-2006) – clarinetista, saxofonista,

Dan Furman (1964) – pianista,

Daniela Lucienne Maria Persson (1979) – vocalista,

Ernesto Brice (1971) – violinista,

Emmett Berry (1915) - trompetista,

Janis Siegel (1952) – vocalista (na foto),

John Hines (1964) – trombonista,

L. Subramanian (1947) – violinista,

Loren Schoenberg (1958) – saxofonista,

Madeline Bell (1942) – vocalista,

Marc Edwards (1949) – baterista , percussionista,

Percy Stroher (1946) – vocalista,

Peter Kienle (1960) – guitarrista,

Richie Kamuca (1930-1977) - saxofonista,

Steve Lacy (1934-2004) - saxofonista , clarinetista,

Vincent Grit (1986) - pianista


Fonte : All About Jazz

terça-feira, 22 de julho de 2008

ANIVERSARIANTES 22/07




Al Di Meola (1954) – guitarrista,

Al Haig (1924-1982) - pianista,

Bill Perkins (1924-2003)- saxofonista, flautista,

Bob Downes (1937) – saxofonista,flautista , vocalista,

Dennis Wilson (1952) – trombonista,

Don Patterson (1936-1988) – organista,

Elliot (Firefly) Peters (1987)- guitarrista,

George Walker Petit (1959) – guitarrista,

Jim Gailloreto (1960) – saxofonista,

Jimmy Bruno (1953) – guitarrista (na foto),

Joshua Breakstone (1955) – guitarrista,

Junior Cook (1934-1992) - saxofonista,

Kara Johnstad (1968) - vocalista ,

Lou McGarity (1917-1971) – trombonista,

Margaret Whiting (1924) – vocalista,

Mario Rivera (1939-2007) – flautista, saxofonista,

Omar Tamez (1974) - guitarrista,
Paul Moer (1916) – pianista,

Sarah Lynch (1973)- vocalista,
Scott Vicroy (1955) - saxofonista

Fonte : All About Jazz

Revelação do jazz dos EUA virá a SP e ao Rio



Contrabaixista e cantora Esperanza Spalding se apresenta no Tim Festival
Aos 23 anos, ela acumula elogios de publicações especializadas e é professora da conceituada Berklee College of Music


CARLOS CALADO FOLHA DE SÃO PAULO


Há tempos não se via uma artista revelada no cenário do jazz despertar tanto interesse.A reação de David Letterman, o mais popular entrevistador da TV norte-americana, foi sintomática. "Você é absolutamente maravilhosa", derreteu-se ao ouvir a contrabaixista e cantora Esperanza Spalding, um mês atrás, em seu talk-show.As publicações especializadas em jazz também não têm economizado elogios.

A influente "Down Beat", por exemplo, acaba de elegê-la "melhor baixista acústica em ascensão". O alvoroço é compreensível, já que essa bela norte-americana de 23 anos traz um pacote completo: além de se destacar como instrumentista e cantora, ela também compõe e leciona na badalada Berklee College of Music, em Boston.

Platéias de São Paulo e Rio vão poder conferir os atributos da moça ao vivo, em outubro, no TIM Festival. Até lá já se pode apreciar seu talento instrumental e vocal, no saboroso álbum "Esperanza", que a gravadora Universal acaba de lançar no Brasil (leia crítica ao lado)."Ouvi muita música pop, R&B e rap quando era mais jovem", disse a jazzista à Folha, citando entre seus favoritos de adolescência as bandas Cibo Matto, Counting Crows e A Tribe Called Quest, além do rapper LL Cool J e da cantora Tori Amos. "Escutei muito rock alternativo, mas muita música clássica também.

"Logo na primeira faixa de seu álbum, uma versão bem pessoal de "Ponta de Areia" (Milton Nascimento e Fernando Brant), ela demonstra que seu gosto musical é mais amplo ainda, passando pela MPB."Eu me sinto muito ligada à música brasileira, particularmente à melodia e à harmonia, que contribuíram bastante para meu estilo de compor e tocar", afirma Esperanza.

Não é à toa que, para criar os arrojados contrapontos de voz e baixo que exibe no CD, ela costuma se exercitar tocando e cantando algumas das intrincadas melodias de Hermeto Pascoal.

Com uma história de vida semelhante às de vários astros do jazz, Esperanza nasceu em Portland, no estado de Oregon, onde foi criada pela mãe. "Ela tocava um pouco de piano e cantou por algum tempo com uma banda local de jazz, mas nunca chegou a se tornar profissional", conta, creditando à mãe muito do estímulo que a levou a se decidir pela carreira musical.

Precoce, aos 20 anos Esperanza se tornou a mais jovem professora na história da Berklee College, com exceção do guitarrista-prodígio Pat Metheny. Mesmo assim, seu evidente talento não a livrou de enfrentar o machismo de alguns colegas, típico de um universo musical ainda dominado pelos homens."Para ser honesta, não quero participar desse jogo de provar que posso conviver com os machões. Eu trabalho duro para aprimorar minha habilidade técnica, porque quero ser capaz de me expressar e de interagir com todo tipo de música. Ver professores aconselhando alunas a se prepararem para uma carreira dominada pelos homens implica afirmar que as coisas são assim e que você deve se acostumar. Acho isso uma espécie de ofensa", rebate a baixista e cantora.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

JESSICA WILLIAMS - DEEP MONK (RED AND BLUE RECORDS -2008)


Necessitamos outro tributo para Thelonious Sphere Monk?. Todos que participam do jogo jazzístico já pôs uma música de Monk em um álbum. Alguns têm sido arrojados e dedicam um álbum inteiro com as suas curiosas e singulares canções com dissonâncias e inesperados ângulos.

Não é fácil tocar estas músicas eles dizem. O patriarca da família jazzística Marsalis, Ellis, fez um magistral trabalho em “ An Open Letter to Thelonious (ELM Music, 2008)”, empregando, como Monk fez quase que exclusivamente no crepúsculo de sua carreira na “Columbia Records”, um quarteto liderado por um saxofonista (NT: Ressalte-se , aqui , o excelente trabalho feito pelo tenorista Charlie Rouse, que merecia maior reconhecimento ).

A pianista Jessica Williams, com “Deep Monk”, vai em outra direção . Faz uma apresentação solo de composições de Monk e outras que ele deu sua contribução pessoal como “Easy Street,” “April in Paris,” “Ghost of a Chance”, o que ele não fazia com freqüência.

No mundo do jazz Williams não está no lugar que merecia, e sua decisão de abandonar o jogo das grandes gravadoras e vender só através do seu “website”—ArtistShare—deve ser considerado um fator que contribui para este baixo reconhecimento. Porém ouvindo “Tatum's Ultimatum (Red and Blue Recordings, 2008)” ou “ Songs for a New Century Origin Records, 2008) “ torna-se claro que Williams está no mesmo nível de Keith Jarrett, ou vai além.

“Deep Monk” faz o mesmo .

Monk encerrou seu excelente e, de certa forma neglicenciado, álbum, gravado ao vivo, “Misterioso (Riverside Records, 1958)”, com a música que dá título ao disco , e Williams encerra “Live at Yoshi's, Volume One (MaxJazz, 2004)” com ela. Ela inicia “Deep Monk “ com a mesma familiar melodia, que capta a profunda e imaginativa beleza da mente de Monk.

Através do disco com clássicas e belas jóias como “Crepuscule With Nellie,” “Ugly Beauty,” e “Blues Five Spot”, Williams explora a música de Monk com respeito, ao lado dos seus pequenos floreios e momentos de arrebatamento. Ela parece uma perfeita alma gêmea para o gigante do jazz.

Assim, nós necessitamos de outro tributo para Monk ? Você será certamente condenado se não ouvir “Deep Monk”.

Faixas: Misterioso; April in Paris; Easy Street; Ugly Beauty; Crepuscule With Nellie; Monk's Mood; I Should Care; Ghost of a Chance; Blues Five Spot.

Fonte : All About Jazz / Dan McClenaghan

ANIVERSARIANTES 21/07


Daniel Ponce (1935) – percussionista,

Eric Richards (1953) - baixista,

Floyd Jones (1917 – 1989) – guitarrista,

Floyd McDaniel (1915-1995) – guitarrista ,

Gil Parris (1977) – guitarrista,

Helen Merrill (1929) - vocalista,

Joel Fass(1954) ,

Kay Starr (19220 – vocalista,

Omer Simeon (1902-1959) – clarinetista , saxofonista,

Plas Johnson (1931) - saxofonista,

Scott Wendohldt (1965) – trompetista,

Sonny Clark (1931-1963) - pianista,

Thomas Heflin (1977) - trompetista

Fonte : All About Jazz

domingo, 20 de julho de 2008

3a. MOSTRA DE CANTO POPULAR-TEATRO XISTO BAHIA-23 JULHO


JEREMY PELTER - NOVEMBER (MAXJAZZ 2008)


Da mesma maneira que o disco do Roy Hargrove, “Earfood” (Emarcy, 2008), atualiza “Cornbread” (Blue Note, 1965) de Lee Morgan, o album de Jeremy Pelt, “November”, atualiza “Miles Smile” (Columbia/Legacy, 1966) de Miles Davis. Se criatividade e arte podem ser avaliadas nas dimensões vertical e horizontal, os trabalhos de Morgan e Davis representam progressões horizontais para a arte do jazz dentro de novas áreas, onde as contribuições de Hargrove e Pelt apresentam elaborações verticais daqueles prévios trabalhos.

Jeremy Pelt (com sua banda WiRED) apresentou em “Shock Value: Live at Smoke” (MaxJazz, 2007), uma exploração do estilo de Miles gerado com “Live at the Fillmore East (March 7, 1970): It's About That Time” (Legacy, 2001). Pelt retorna a um completo formato acústico em “ November”, mas sua música não é mais insípida que a as gravações de Miles efetuadas com seu segundo quinteto .

“November” é uma suíte completa na linguagem do post-bop , uma espécie de “Also Sprach Zarathustra” jazzística. “Mata” apresenta cinco minutos completos de introdução, uma forma livre de um recital sem nenhuma resolução. Aqui e ao longo do disco podemos ouvir o espírito do falecido Anthony Tillman Williams, que foi baterista de Miles Davis, que mantém todos os aspectos da percussão no jazz nos últimos cinqüenta anos.

As composições de Pelt são todas firmementes angulares e ansiosas, sendo profundas e etéreas. Seu trompete é “mordaz” e doce. A entonação é muito mais de sua propriedade. A escolha de JD Allen para tocar saxofone tenor foi um bela sacada, pois Allen é um dos mais finos tenoristas "post bop" em atividade. O disco “November” é uma atrativa experiência do início ao fim. Você sente falta de “Nefertiti” (Columbia/Legacy, 1967)? Não sentirá mais.

Faixas: Mata; Avitar; Clairvoyant; Dreamcatcher; Phoenix; Rosalie; Monte Cristo; Nephthys; 466-64 (Freedom Fighters).

Banda: Jeremy Pelt: trompete; JD Allen: saxofone tenor ; Danny Grissett: piano; Dwayne Burno: baixo; Gerald Cleaver: bateria.

Fonte : All About Jazz / C. Michael Bailey

ANIVERSARIANTES 20/07


Arnold Fishkind (1919) - baixista,

Bill Dillard(1911-1995) - trompetista,

Bob McHugh (1946) - pianista,

Bones Jones (1951) - baterista,

Charles Tyler (1941-1992) – saxofonista (na foto),

Ernie Wilkins (1922-1999) - saxofonista ,

Glenn Mauchline (1974) - multiinstrumentista,

J.Plunky Branch (1847) – saxofonista,

Karel Krautgartner (1922-1982) – saxofonista , clarinetista,

Matt Schlatter (1985) - guitarrista,

Peter Ind (1928) - baixista,

Philipp Koltsov (1962) - pianista,

Samuel Blaser (1981) - trombonista,

Steve Freund (1952) - guitarrista,

Yve Evans (1951) – pianista , vocalista


Fonte : All About Jazz

sábado, 19 de julho de 2008

JUSTIN TIME COMEMORA 25 ANOS COM ÁLBUM DUPLO


O Selo canadense “Justin Time Records” celebrará seu 25° aniversário com o lançamento de um CD duplo com uma coletânea de suas gravções. O lançamento ocorrerá em 26 de Agosto.

O album apresentará 27 faixas , incluindo o seu primeiro contratado, Oliver Jones (na foto) , e outros recentes lançamentos, tais como o hip-hop-jazz híbrido Russell Gunn. Enquanto o jazz é o gênero mais representado , a compilação também inclui a incursão da Justin Time no blues (Bryan Lee) e na chamada ‘world music” (Quartango).

Jim West lançou a "Justin Time Records", assim chamada pelo seu jovem filho, em 1983 depois de ouvir o “Oliver Jones Trio” em um clube de jazz . West sentiu que o trio deveria ser gravado e logo depois a “Justin Time Records” foi criada, lançando “Jones’ Live at Biddle’s Jazz & Ribs”, o primeiro disco de Jones como líder , conforme informado à imprensa.

Para fazer a compilação a “Justin Time" fez a escolha em seu catálogo de mais de 300 álbuns gravados.

Segue a lista completa das faixas que compõem os discos:

Disco Um:

1. Until I Was Loved - Ranee Lee & Oliver Jones
2. Softly As In A-Morning Sunrise - Hank Jones
3. Sacred Ground - David Murray feat. Cassandra Wilson
4. Waltz of The Water Puppets - Billy Bang
5. This Can’t Be Love - Diana Krall
6. Todavia - Intakto
7. OP & D - Dave Young with Oscar Peterson
8. Honeysuckle Rose - Susie Arioli Swing Band
9. Milonga Diablo - Quartango
10. Startled - Paul Bley
11. Lyne’s Joint - Russell Gunn
12. My Funny Valentine - Denny Christianson Big Band
13. 2 To Tango - Coral Egan

Disco Dois:

1. Highway to Heaven - Montreal Jubilation Choir
2. Con Alma - Rob McConnell Tentet
3. Presto - Kenny Wheeler & Paul Bley
4. Opus IV - Jon Ballantyne Trio
5. Moody Mood for Love - Carmen Lundy
6. Not A Moment Too Soon - Hugh Ragin
7. Hold Me - Carol Welsman
8. Le Shuffle - DD Jackson
9. Baby Don’t Quit Now - Jeri Brown & Jimmy Rowles
10. Gwotet - David Murray & the Gwo Ka Masters
11. Good Day Miss Lee - Oliver Jones
12. Spinning Wheel - David Clayton-Thomas
13. Mannish Boy - World Saxophone Quartet with James Blood Ulmer
14. Key To The Highway - Bryan Lee

Fonte : JazzTimes / Rudi Greenberg

ANIVERSARIANTES 19/07


Bobby Bradford (1934) – trompetista, cornetista,

Buster Bailey (1902-1967) - clarinetista,

Buster Benton (1932-1996) – guitarrista, vocalista,

Carmell Jones (1936-1996) – trompetista,

Charlie Teagarden (1913-1984) – trompetista,

Chris Greco (1959) (1959) – saxofonista,flautista, clarinetista (na foto),

Chris Holstag (1983) – saxofonista ,

Cliff Jackson (1902-1970) - pianista,

David Allyn (1923) - vocalista,

David Valdez (1967) - saxofonista,

Dick Collins (1924) trompetista,

Didier Levallet (1944) - baixista,

Earle Hagen (1919-2008) – trombonista , líder de orquestra,

Ellina Graypel (1972) - guitarrista,

Ernie Shepard (1916) - baixista,

Kenny Graham (1924-1997) – saxofonista , clarinetista , flautista,

Phil Upchurch (1941)- baixista , guitarrista


Fonte : All About Jazz

sexta-feira, 18 de julho de 2008

ANIVERSARIANTES 18/07


Bob Helm (1914-2003) - clarinetista,

Brian Auger(19390 – organista,

Buschi Niebergall (1938-1990) -baixista,

Carl Fontana (1928-2003) - trombonista,

Charlie LaVere (1910 - 1983) – pianista , líder de orquestra,

David King(1965) - guitarrista,

Don Bagley (1927) - baixista,

Dudu Pukwana (1938-1990) – saxofonista,

Evan Marien (1986) - baixista,

Joe Comfort (1917-1988) - baixista,

Karen Oberlin (1966) - vocalista,

Lynn Seaton (1957) - baixista,

Melissa Forbes (1972) – vocalista (na foto),

Pete Yellin (1941) – saxofonista, flautista ,

Quintin W. Gerard (1966) - saxofonista,

Screamin´Jay Hawkins (1929-2000) – pianista, vocalista


Fonte : All About Jazz

quinta-feira, 17 de julho de 2008

ANIVERSARIANTES 17/07


Abe Laboriel (1947) - baixista,

Ben Riley (1933) - baterista ,

Benny Krueger (1899 - 1967) - saxofonista ,

Bruce Mckenzie (1964) - guitarrista,

Byron Wallen (1969) – trompetista , flugelhornista,

Chet McCraken (1952) – baterista, guitarrista,

Chico Freeman (1949) - saxofonista ,

Danny Bank (1922) - saxofonista,

Eddie Dougherty (1915) - baterista,

Georgie Hormel (1928 - 2006) - pianista,

George Barnes (1921-1977) - guitarrista,

Ivan Valentini (1955) - saxofonista,

Jack Washington (1910 - 1964) - saxofonista ,

Jason Raso ( 1976) – baixista ,

Joannie Pallatto (1954) - vocalista,

Jimmy Scott (1925) – vocalista,

Joe Morello (1928) - baterista ,

Katharine Cartwright (1952) - vocalista,

Mary Osborne (1921-1992) - guitarrista,

Nick Brignola (1936-2002) - saxofonista, clarinetista , flautista (na foto),

Olivia Revueltas (1951) -pianista,

Peppermints Harris( 1925-1999) – guitarrista, vocalista ,

Phoebe Snow (1952) –vocalista,

Ray Copeland (1926-1984) – trompetista,

Tom Pickles(1984) - flautista

Vince Guaraldi (1928-1976) - pianista,

Wilfred Middlebrooks(1933-2008) - baixista

Fonte : All About Jazz

quarta-feira, 16 de julho de 2008

PALMYRA & LEVITA COM REBECA FALCONE NO SALVADOR DALI-18 JULHO (SEXTA)


MORRE O PIANISTA GERALD WIGGINS


Gerald Wiggins (na foto), 86 anos, pianista que liderou um trio estabelecido em Los Angeles, e cujos trabalhos incluem artistas como Louis Armstrong, Benny Carter, Lou Rawls, Jimmy Witherspoon, Eartha Kitt, Roy Eldridge, Zoot Sims, Lena Horne, Helen Humes, Ella Mae Morse, Kay Starr, Joe Williams e Nat “King” Cole, faleceu no último 13 de Julho em Los Angeles. A causa não foi divulgada , mas Wiggins apresentava problemas de sáude.


Wiggins, que também atuou como orientador vocal de Marilyn Monroe e iniciou sua carreira acompanhando o ator Stepin Fetchit, nasceu em Nova York em 12 de Maio de 1922. Ele inicialmente estudou piano clássico , mas depois , na adolescência, se interessou pelo jazz após ouvir um disco de Art Tatum.

Wiggins integrou-se à big band de Les Hite em 1942 e tocou com Louis Armstrong e Benny Carter , antes de ingressar no Exército em 1944 onde ficou por dois anos. Após seu desengajamento, mudou-se para Los Angeles e veio a ser um intenso “side man” , além de manter seu próprio trio.
Frequentemente chamado “The Wig”, Wiggins a partir de 1953 gravou numerosos álbuns como líder para selos como Swing, Vogue, Hi-Fi, Discovery, Dig, Challenge, Contemporary e Concord.

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES 16/07


Teddy Buckner (1909-1994) - trompetista,

Nat Pierce (1925-1992) - pianista,

Cal Tjader (1925-1982) - vibrafonista,

Bobby Previte (1957) - baterista ,

Andrea Vicari (1965) - pianista ,

Annie Whitehead (1955) - trombonista ,

Anton Schwartz (1967) - saxofonista ,

Bola Sete (1923 - 1987) - violonista (na foto)

Denise LaSalle (1939) - vocalista,

Eddie Farley (1904) – trompetista , vocalista,

Fred Walker (1942) - saxofonista,

Rene Urtreger (1934) - pianista,

Ric Craig (1963) - baterista

Fonte : All About Jazz

Dez anos sem “A Voz”

Frank Sinatra 12/12/1915, Hoboken, EUA
+ 14/5/1998, Los Angeles, EUA



Há dez anos, o mundo perdia Frank Sinatra, considerado a mais perfeita voz de toda a história da música popular internacional e famoso, também, por sua interpretação em inúmeros filmes.


Há dez anos, o mundo perdia Frank Sinatra, considerado a mais perfeita voz de toda a história da música popular internacional e famoso, também, por sua interpretação em inúmeros filmes.
Decorridos 10 anos de seu desaparecimento, Frank Sinatra recebe homenagens como melhor cantor da música popular. Correto ator de cinema, ganhador de um Oscar por seu desempenho no filme “A Um Passo da Eternidade”, Frank Sinatra consagrou-se como um gênio na qualidade de cantor, por muitos considerado a mais perfeita voz de toda a história da música popular internacional. Aos 10 anos de sua partida, a memória do grande intérprete é homenageada com relançamento de álbuns, filmes e DVDs de apresentações que assinalaram os principais momentos de sua brilhante carreira artística, no cinema e na música.


Nascido em New Jersey-EUA, em 1915, filho de dois imigrantes italianos, Sinatra foi um autodidata musical, desenvolvendo um estilo irretocável de cantar. Como quase nenhum outro artista da música pop em todos os tempos, criou uma fluente linha de interpretar sem pausas perceptíveis para respiração, recurso utilizado somente pelos grandes cantores de ópera. A ênfase vocal dada às frases, com dicção e afinação perfeitas, também é quase única no cancioneiro popular, sendo registrada apenas nas vozes de Billie Holiday e Mabel Mercer.


Voz inigualável
A dimensão do seu talento e a originalidade como cantor valeram a Frank Sinatra o apelido de “A Voz”. Sempre versátil e comprometido com o novo, ele foi diretamente responsável pela consagração internacional do brasileiro Antônio Carlos Jobim, ao convidar o compositor brasileiro para gravar músicas dele em álbuns que ainda hoje batem recordes de vendas.


Com extraordinário carisma, transportado para os palcos e para as telas, o adorado cantor e ator, também conhecido como “Olhos Azuis”, teve uma vida particular muito tumultuada, sendo acusado de ter ligações com a Máfia e de haver tentado o suicídio quando rompeu seu relacionamento com a atriz Ava Gardner, por ele mesmo considerada a maior paixão de sua vida. Mesmo muito tempo depois de separados, Frank ajudou financeiramente Ava, quando a bela atriz de “A Condessa Descalça”, já completamente dominada pelo alcoolismo, perambulava caçando jovens gigolôs pelas ruas de Madrid, na Espanha.


Presença constante
Desde seu lançamento como cantor, ainda muito jovem, Frank Sinatra dominou o universo da música popular internacional. Foi premiado dez vezes com o Grammy, maior troféu no gênero dos EUA, e ganhou 31 discos de ouro, nove de platina, três duplo platina e um triplo platina, por sucessivos êxitos de vendas. Certa vez, Frank Sinatra chegou a afirmar sobre si mesmo: “Só se vive uma vez e, do jeito que vivo, uma vez é suficiente”.
No cinema, atuou em 58 filmes, destacando-se tanto em musicais como “Marujos do Amor”, “Alta Sociedade” e “Um Dia em Nova York”, quanto em desempenhos dramáticos de grande intensidade, nos filmes “O Homem do Braço de Ouro”, “Não Serás um Estranho”, “ Redenção de um Covarde”, “Crime Sem Perdão” e “A Um Passo da Eternidade”, pelo qual obteve o Oscar e o Globo de Ouro como Melhor Ator Coadjuvante. Também conquistou o Prêmio Cecil B. DeMille, concedido pela Associação de Jornalistas Estrangeiros, também nos Estados Unidos.

Uma das canções que mais o identifica, além da sempre solicitada “My Way”, é “Strangers in the Night”, logo adotada, à sua revelia e em face de uma letra um tanto dúbia, como um dos hinos favoritos do público “gay” em todo o mundo.

Até sua morte, em 1998, Sinatra manteve-se em plena atividade artística. No Brasil, conseguiu lotar o estádio do Maracanã, com um público constituído por pessoas de todas as idades, de vez que sempre foi efusivamente aceito por várias gerações e ainda hoje o é, em meio a várias faixas etárias reconhecedoras do brilho singular de um dos maiores artistas do Século XX.


FIQUE POR DENTRO
O cantor e suas quatro esposasFrank Sinatra (1915-1998) teve quatro esposas: Nancy Barbato, as atrizes Ava Gardner e Mia Farrow (intérprete do clássico ´O Bebê de Rosemary´, de Roman Polanski) e Bárbara Marx, com quem viveu até o final de seus dias. Deixou três filhos: Nancy, Frank Sinatra Jr.e Tina.Em sua versátil carreira, interpretou vários gêneros musicais, do Big Band ao Swing, do Pop Clássico à Bossa Nova. Faleceu aos 82 anos, em Los Angeles, deixando um vazio até hoje não ocupado no campo da música popular.


JOSÉ AUGUSTO LOPES Repórter Diário do Nordeste, Fortaleza/Ce

terça-feira, 15 de julho de 2008

UNIVERSIDADE DE IDAHO DISPONIBILIZA ARQUIVOS PELA INTERNET


A Universidade de Idaho está divulgando sua coleção de materiais históricos do jazz , através do seu web site ,para os fãs .

A “International Jazz Collections”, um ramo dos arquivos da Universidade, inclui fotos, vídeos, entrevistas e correpondências dos jazzístas. O Instituto criou o “Web site” para postar sua coleção através da Internet.

“A presença destes materiais possibilita aos estudantes e estudiosos estarem cientes destes memoráveis tesouros , improvável de serem encontrados nos lares de Idaho, e distante da cena jazzística” declarou Lynn Baird, decano dos serviços de Biblioteca, em informe à imprensa. “As milhas serão apagadas por um toque de mouse.”

O “site” inclui rápidas conexões com as bibliotecas de Lionel Hampton (na foto), Dizzy Gillespie , Joe Williams, Conte Candoli, Lee Morse, Al Grey e Leonard Feature. Correntemente, o “site” , que ainda está em elaboração, apresentará biografias dos artistas com novos itens sendo adicionados pela “ International Jazz Collections” sob a coordenação do arquivsta Michael Tarabulski.

“Durante anos Michael tem trabalhado com esta coleção. Ele tem tido maravilhosas oportunidades para trabalhar com os músicos e suas familias e para recolher as estórias atrás da música,” disse Baird. “The International Jazz Collections possui coisas surpreendentes , tais como fotografias, partituras, gravações e correspondências de importantes artistas e críticos.”

O “site” possui uma extensa coleção de arquivos do líder de orquestra e vibrafonista Lionel Hampton, incluindo fotos, vídeos clips, áudio e entrevistas. Hampton manteve uma parceria com a Universidade de Idaho por 20 anos em seu programa de educação musical. A Universidade agora é a casa anual do Festival Internacional de Jazz Lionel Hampton.

Foi a doação inicial de Hampton ,da sua coleção, para a Universidade em 1992, que deu origem a “ International Jazz Collections”.

Outros arquivos incluem Ella Fitzgerald, Jane Jarvis, Roland Hanna, Gerry Mulligan e Buddy Tate.

A coleção pode ser acessada através do endereço http://www.ijc.uidaho.edu/

Fonte : JazzTimes / Melissa Daniels

ANIVERSARIANTES 15/07


Philly Joe Jones (1923-1985) - baterista (na foto),

Joe Harriott (1928-1973) – saxofonista,

Caroline Lynn (1961) - vocalista,

Cordell Jackson (1923) – guitarrista , vocalista,

GP Hall (1943)- guitarrista ,

Jhing (1980) - vocalista ,

Petros Klampanis (1981) - baixista,

Ron Kaplan (1953) - vocalista ,

Sadik Hakim (1919 - 1983) - pianista,

Washboard Sam (1910 - 1966) – “washboardista” , vocalista,

Willie Cobbs (1932) – gaitista , vocalista ,

Joe Carriot (1928-1973) – saxafonista,

Luciano Milanese (1950) - baixista


Fonte : All About Jazz

segunda-feira, 14 de julho de 2008

CHARLIE HADEN RETORNA ÀS SUAS RAÍZES EM NOVO CD


O baixista Charlie Haden ,(na foto), começou a ouvir as canções tradicionais norte-americanas em estações de rádio junto com sua família na década de 30, quando tinha apenas dois anos de idade. A carreira de Haden completa o círculo.

O novo álbum de Haden, “Ocean of Diamonds”, inclui canções tradicionais , baladas , bem como composições originais da família de Haden no estilo “folk-country” similares as que ele tocava quando criança.

O disco será lançado no próximo dia 23 de setembro pela Decca Records. A gravação apresenta seu costumeiro colaborador, o guitarrista Pat Metheny, bem como convidados como Bela Fleck, Elvis Costello, Vince Gill, Bruce Hornsby, Ricky Skaggs, Roseanne Cash, Dan Tyminski, Jerry Douglas e Sam Bush.

Os quatro filhos de Haden —o filho Josh e as filhas Petra, Tanya e Rachel— cantam e fazem coro em várias faixas. Seu genro , o ator e músico Jack Black, também contribui para o trabalho da família, cantando a tradicional “Old Joe Clark.” O álbum foi co-produzido pela esposa de Haden, Ruth Cameron.

Em sua longa carreira, Haden trabalhou com músicos que alcança diversas eras e gêneros, artistas que vão de John Coltrane e Keith Jarrett até Beck e Ringo Starr. Haden, que tem 70 anos, começou tocando músicas americanas nos estilos “folk” e “country” em estações de rádio populares como WSM em Nashville e KWTO em Springfield, MO, no final da década de 1930.

O baixista alcançou sucesso de crítica como membro do quarteto de Ornette Coleman nos anos 50. Haden também tocou com Keith Jarrett, ao lado de Paul Motian e Dewey Redman de 1967 a 1976.

Desde 1986, Haden tem tocado e gravado com o “Quartet West” , composto pelo saxofonista Ernie Watts, o pianista Alan Broadbent e o baterista Larance Marable.

Haden continua pesadamente envolvido como líder da política e socialmente focada “Liberation Music Orchestra - LMO” , uma experiência em ‘free jazz” e trabalho experimental coletivo com uma formação aberta e reflexiva desde sua concepção nos anos 70. Ao lado da orquestra está a compositora e arranjadora Carla Bley. O mais recente trabalho da LMO foi seu quarto disco , lançado em 2005’, “Not in Our Name”.

Fonte :JazzTimes / Melissa Daniels
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ANIVERSARIANTES 14/07


Billy Kyle (1914-1966) - pianista,

Alan Dawson (1929-1996) - baterista,

George Lewis (1952) – trombonista ,

Angelique Kidjo (1960) - vocalista (na foto),

Cubby O´Brien(1946) – baterista ,

Doug Carn (1948) – pianista ,

Ken Serio (1964) - baterista,

Kenny Napper (1933) - baixista ,

Sabu Martinez (1930 - 1979) - percussionista ,

Tony Archer (1939) - baixista

Thomas Nordlund (1983) - guitarrista


Fonte : All About Jazz

domingo, 13 de julho de 2008

WILLIE NELSON & WYNTON MARSALIS - TWO MEN WITH THE BLUES (BLUE NOTE 2008)


Caso você tenha esquecido, em 2006 o cantor e guitarrista Willie Nelson, 73 anos, foi preso na Louisiana. A polícia rodoviária seguiu o ônibus da banda de Nelson ao sentir que um forte cheiro de maconha vinha das janelas do ônibus. O veículo foi parado e foi encontrado em torno de 2k da erva e um saco com cogumelos alucinantes. Uma TV a cabo americana reportou que , também, foi encontrado um jarro contendo 40 cm do formaldeído Waylon Jennings.

Nelson, que fez seu nome na música “country”, mas que por décadas tem alargado seu campo de ação , incluindo o blues e um pouco de jazz , apesar da idade avançada , mantém-se por meses na estrada , vive uma vida similar aos músicos de jazz de antigamente. Também, divide com eles o senso de humor sinistro. Os demais ocupantes do ônibus , com idade variando entre 50 e 75 anos, foram postos para fora do ônibus , exceto um com 75 anos, que dormia durante todo o evento. Quando mais tarde foi questionado porque a polícia não o tinha levado. Nelson respondeu : “ Eu disse que você estava morto”.

A ocorrência criou uma ressonância geral para “Two Men With The Blues” e, em particular, para “Ain´t Nobody´s Business”, a penúltima faixa deste disco gravado ao vivo na Allen Room do Lincoln Jazz Center com Wynton Marsalis e sua banda em duas noites em janeiro de 2007.

A música que você ouvirá , a maioria das quais habita os tempos altos saltitantes do “blues´n´boogie” do estilo das bandas dos anos 40, é aquela que, se você estiver com sorte, se escuta ao longo dos bares de estrada dos estados sulinos dos Estados Unidos nos passados sessenta anos, embora tocada por músicos de reconhecimento internacional : O conjunto de Marsalis acrescido de Mickey Raphael , que toca gaita na banda de Willie Nelson.

Não é um risco para a música. Faz você voltar ao passado e sentir-se feliz . A voz de Nelson ainda está boa com seu timbre rouquenho. Ele se mostra desajeitado nos fraseados de “Stardust” de Hoagy Carmichael , mas é compensado pela leitura da igualmente bela “Georgia on My Mind” de Carmichael. Sua performance na guitarra , em que a sombra de Django Reinhardt mistura-se com aquelas de T-Bone Walker, é surpreendentemente substancial. Os solos são breves e deliciosos em sete das dez faixas, sendo arrebatadores em duas delas, incluindo o seu em “Rainy Day Blues”. Marsalis e o saxofonista Walter Blanding também aparecem em sucintos, mas atrativos solos.

Uma espécie de álbum que dá a um exclusivo projeto de um super grupo um bom nome.

Fonte : All About Jazz / Chris May

ANIVERSARIANTES 13/07


George Lewis (1900-1968)- clarinetista ,

Leroy Vinnegar (1928-1999) – baixista(na foto),

Albert Ayler (1936-1970) – saxofonista,

Bengt-Arne Wallin(1926) – trompetista,

Bill Carrothers (!964) – pianista,

Pete Escovedo (1935) – percursionista , vocalista


Fonte ; All About Jazz

sábado, 12 de julho de 2008

ANIVERSARIANTES 12/07


Will Bradley (1912-1989) - trombonista , líder de orquestra,

Paul Gonsalves (1920-1974) – saxofonista (na foto),

Conte Candoli (1927-2001) - trompetista,

Big John Patton (1935-2002) - organista,

Jean-Francois Jenny-Clark (1944-1998) – baixista,

Charles Carter (1939) – baterista ,

Chuck Loeb (1955) – guitarrista ,

Johnny Laws (1934) – vocalista ,

Mark Soskin (1953) – pianista ,

Rusty Dedrick (1918) – trompetista ,

Sam “The Man” Taylor (1916) - saxofonista ,

Sammy Lawhorn (1935) – guitarrista ,

Steve Melling (1959) – pianista ,

Steve Tintweiss (1946) - baixista


Fonte : All About Jazz

sexta-feira, 11 de julho de 2008

STEVE MARCUS PROJECT (MIGHTY QUINN)



O saxofonista tenor e soprano Steve Marcus (1939-2005) morreu antes deste álbum ser concluído. Uma sessão com o quarteto formado com o guitarrista Bill Bickford, o baixista Rick Petron e o baterista Joe Corsello , foi completada com faixas gravadas apenas com a seção rítmica. A qualidade da música é alta.

Marcus é melhor conhecido por seu longo período de trabalho com a big band de Buddy Rich (1975 até a morte deste em 1987) e com a experiência inicial do guitarrista Larry Coryell com um grupo de jazz-rock , “Eleventh House”, no período de 1971 a 1973. Sua sonoridade apresenta semelhanças com jovens saxofonistas da década de 60, que absorveram os métodos e técnicas de John Coltrane, Charles Lloyd, Frank Tiberi e Dave Liebman, dentre outros. Marcus, também, mostra uma habilidade similar a Eddie Harris com longas linhas em intervalo escalar de um quarto.

O blues composto por Coltrane , “Up´Gainst the Wall” , é um desafio para o tenor de Marcus, com frases soando nos baixos registros e longas linhas flutuando através de mudanças de acordes. “Skylark” de Hoagy Carmichael oferece uma perspectiva de uma bela balada para o seu virtuosismo. “House of Cads” de Bickford, apresenta um linha angular com influência do rock, com acordes nervosos. É a melhor performance de Marcus no sax soprano. Seus rápidos movimentos, linhas pentatônicas e sonoridade parecida com a do oboé, possibilita uma bela performance.

Bickford & Cia apresenta a energia do jazz-rock e escala modal da década de 60, frequentemente através do álbum. “Óleo” de Sonny Rollins e “Footprints” de Wayner Shorter, apenas com trio, mostra como eles , ritmicamente, transformam “standards” familiares. Alguém pode imaginar como Marcus teria “devorado” estas faixas com a intensidade que ele exibe em “Up´ Gainst The Wall”.

Fonte : JazzTimes / Owen Cordle

ANIVERSARIANTES 11/07


Clyde Bernardt (1905-1986) - trombonista , vocalista [Fonte:JazzTimes],

Bryan Lubeck (1967) - guitarrista [Fonte: All About Jazz] ,

Francine Reed (1947) – vocalista [Fonte: All About Jazz],

Henry Lowther (1941) – trompetista [Fonte: All About Jazz],

Kirk Whalum (1958) – saxofonista [Fonte: All About Jazz],

Peter Cincotti (1983) – pianista , vocalista (na foto)
[Fonte: All About Jazz] ,

Tomasz Stanko (1942) – trompetista [Fonte: All About Jazz]

quinta-feira, 10 de julho de 2008

ANIVERSARIANTES 10/07


Noble Sissle (1889-1975) - líder de orquestra, vocalista,

Ivie Anderson (1905-1949) - vocalista,

Milt Buckner (1915-1977) - organista , pianista,

Dick Cary (1916-1994) - pianista , trompetista,

Major Holley (1924-1990)- baixista,

Frank Wright (1933-1990) - saxofonista,

Lee Morgan (1938-1972) - trompetista (na foto)


Fonte : JazzTimes

quarta-feira, 9 de julho de 2008

ROSA PASSOS - ROMANCE (TELARC -2008)



Nada mais natural que, em Romance, ela explore com mais liberdade do que nos álbuns anteriores sua porção jazzística, abrindo espaço generoso para que seus músicos brilhem tão intensamente quanto ela. Com o perfeccionismo técnico habitual que a cantora preserva, inspira e exige, eles renovam juntos 12 canções românticas brasileiras, de autores que ela sempre gravou. A maioria é de clássicos consagrados na voz de outros grandes intérpretes como Elis Regina (ídolo maior de Rosa entre as cantoras nacionais), Elizeth Cardoso, João Gilberto (outro de seus ícones), Maysa, Nana Caymmi, Gal Costa, Maria Bethânia. Menos conhecida, Cadê Você (João Donato/Chico Buarque), gravada apenas pelos autores e por Ângela Ro Ro, tem mais ainda sabor de inédita e ganha, definitivamente, sua melhor gravação.

Do repertório de Elis, a faixa pontual é Altos e Baixos (Sueli Costa/Aldir Blanc), que já virou clássico dos shows de Rosa na parte em que ela homenageia seu ídolo. "Não deixa de ser também uma homenagem a Sueli Costa, que é uma compositora brasileira que respeito muito", diz Rosa. Com solo de Daniel D’Alcântara (flugelhorn), é uma das melhores faixas do CD. Outra preciosidade, com sete minutos e meio de duração, é Tatuagem (Chico Buarque/Ruy Guerra), que também teve gravação marcante de Elis em 1976.

Em ambos os casos, como em outros - Nem Eu (Dorival Caymmi), Preciso Aprender a Ser Só (Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle), Atrás da Porta (Francis Hime/Chico Buarque), Eu Sei Que Vou te Amar (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes) -, você até esquece as referências anteriores de interpretação, porque Rosa imprime sua personalidade em cada detalhe. Não se trata apenas de desconstruir as canções, nem variar por variar, mas também manter a essência ao se entregar a elas. Álibi (Djavan) é um bom exemplo de como ela saboreia as sílabas dançando pela melodia sinuosa, explorando não apenas o sentido, mas a musicalidade natural das palavras que o arranjo compartilha. Muito diferente do que faz a maioria dos que apelam a regravações.

Como nos trabalhos anteriores (ou talvez mais), Rosa escolheu as canções de Romance de forma a contar uma história - que se encerra com dois antigos sambas-canções, Neste Mesmo Lugar (Armando Cavalcanti/Klecius Caldas) e Nossos Momentos (Luís Reis/Haroldo Barbosa). "Penso em meus discos como livros musicais, que sejam bons de ser lidos sempre", diz. Neste, ela aborda diversas situações amorosas e, mesmo que haja dor e saudade, determinou que a história tinha de ter final feliz, "sempre com sentimento de carinho, sem perder a delicadeza".

Rosa lembra que usa muito a intuição para cantar, mas sempre preocupada com a dicção, a dinâmica e a respiração, com a beleza do que canta. Além de, naturalmente, explorar algo diverso do que fizeram outros cantores com essas canções. "Sempre procuro me surpreender. Sou muito cuidadosa com minha música, levo muito a sério meu trabalho, sou muito estudiosa", reafirma. "Então, sempre procuro uma maneira de encontrar um caminho diferente, onde mostro o lado da intérprete, da estudiosa."

Para isso, ela conta com a "colaboração maravilhosa" de seus músicos, que são "talentosos, virtuosos". O resultado é de uma obra em conjunto e para melhor chegar a ele Rosa - que desta vez não toca violão nem canta músicas próprias - faz questão de gravar as bases e a voz (que fizeram em três dias em Romance) ao vivo em estúdio. "Gravarmos todos juntos para mim é muito importante, porque a gente está se olhando o tempo todo, não perde a emoção."

Ela tem mais do que isso a ensinar nesse aspecto de responsabilidade com a música. Laureada recentemente com o título doutor honoris causa do rigoroso Berklee College of Music, de Boston, ela toma como ponto de partida de suas oficinas para cantoras a seguinte questão: "Pra que gritar?" Pois é, parece que cada vez a maioria acha que cantar é isso. Romance é, mais do que nunca, a melhor prova em contrário.

Associada à bossa nova, Rosa Passos, ganhou imenso prestígio internacional no circuito jazzístico, embora não tenha ficado restrita a ele. No fim de maio, nos shows de lançamento do álbum Romance (Telarc), no Lincoln Center, em Nova York, ela teve na platéia gente do calibre de Madeleine Peyroux, Maria Schneider, Ron Carter e Wynton Marsalis. Este, no camarim, revelou à cantora que prepara um projeto exclusivo para ela.

Fonte : O Estado de São Paulo / Lauro Lisboa Garcia

ANIVERSARIANTE 09/07

June Richmond (1914-1962) - vocalista

Fonte : JazzTimes

terça-feira, 8 de julho de 2008

BEBO VALDÉS LANÇARÁ DISCO GRAVADO AO VIVO


Bebo Valdés, pianista cubano , lançará um novo disco, “Live at the Village Vanguard “, no próximo dia 02 de Setembro.

As catorze faixas do álbum, gravado em Novembro de 2005, contém um conjunto de composições originais, boleros e clássicos da música cubana compostos por Ernesto Lecuona. Também inclui a apresentação de “Waltz for Debby” de Bill Evans, que foi tocada por este no Vanguard em 1961.

Valdés, que fará noventa anos em 19 de Outubro , é bem conhecido pela sua mistura de música cubana e jazz. Acompanhando-o durante a performance no Vanguard esteve o baixista Javier Colina. Valdés refere-se a Colina como “um dos melhores baixistas com que já toquei durante a minha vida e, certamente, o mais completo”

Valdés começou como pianista em Havana, Cuba, e veio a ser diretor musical do famoso Tropicana Club. Do início dos anos 40 até o início dos anos 50, Valdés trabalhou com artistas como Nat “King” Cole e Sarah Vaughan. Durante aqueles anos, Valdés veio a ser conhecido como um dos melhores pianistas de Cuba, bem como compositor, arranjador e líder de orquestra.

Com a revolução comunista crescendo forte nos anos 50, culminando com a revolução cubana em 1959, Valdés criou a “Sabor de Cuba Orchestra” como pretexto para deixar o país. Ele estabeleceu-se na Suécia no meado dos anos 60, e lá permaneceu até fixar-se na Espanha em 2007.

Valdés oficialmente se aposentou em 1990. O saxofonista cubano Paquito D’Rivera encontrou com ele quatro anos mais tarde para gravar uma sessão. A colaboração resultou no disco Bebo Rides Again em 1995.

Desde então, Valdés tem lançado vários discos premiados com o Grammy, incluindo “Bebo De Cuba” de 2005 que recebeu o Grammy para o melhor álbum de jazz latino.

Fonte : JazzTimes / Melissa Daniels

ANIVERSARIANTES 08/07


Bill Challis (1904-1994) - arranjador,

Louis Jordan (1908-1975) - saxofonista , vocalista ,

Billy Eckstine (1914-1993) - vocalista(na foto)


Fonte : JazzTimes

ICBA JAZZ

Jazz no Pátio no Instituto Cultural Brasil Alemanha




Programação:

11/07 : Chico Oliveira Quarteto ( Chico Oliveira, Pedro Augusto, Bira Marques. Hernan Voyzuk )

18/07 : Mou Brasil Quinteto ( Mou Brasil. Ldson e Marcelo Galter, Vitor Brasil e Ronnie Scott )

25/07 : Paulinho Andrade Quarteto

Obs: Após os shows terá início Jam Sessions.


Quando: Às 18:30 (sexta-feiras)
Quanto: R$ 5,00
Atrativos: EXCELENTE MÚSICA, ambiente muito agradável (aberto e coberto), gente interessante, chopp, café, comida alemã e ESTACIONAMENTO.
Onde: Goethe-Institut - Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória, Salvador - Bahia - Brasil



Acesso por transporte público:
Ônibus: pelo Campo Grande, Vale do Canela ou Vitória
De carro: pelo Vale do Canela

Tel.: +55 71 3337-0120
Fax: +55 71 3337-4743


João Donato - Entrevista - "Eu gosto é de jazz".

ENTREVISTA JOÃO DONATO
São Paulo, segunda-feira, 07 de julho de 2008
Não agüento mais falar de bossa nova
Músico, que 'gosta mesmo é de jazz', ganha show-homenagem com orquestra e cantores em SP!

JOSÉ FLÁVIO JÚNIORCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Diferentemente do que o nome do espetáculo pode indicar, 'João Donato e a Nova Geração' não é um show de Donato com participação de artistas da nova geração.Quem permanecerá no palco do Auditório Ibirapuera amanhã e quarta-feira da primeira à 22ª música é a Orquestra Ouro Negro, conhecida por belíssimas homenagens a Moacir Santos (1924-2006).O conjunto de 16 músicos dirigido pelo violonista Mario Adnet acompanhará Bebel Gilberto, Adriana Calcanhotto, Fernanda Takai, Marcelo Camelo, Roberta Sá e Marcelo D2 em temas de Donato. O pianista acreano entrará em cena apenas para os últimos cinco números.Trata-se, portanto, de um show-homenagem, não de um show de Donato. Patrocinadas pelo banco Itaú, as apresentações no Ibirapuera fazem parte de série de espetáculos dedicados à bossa nova -que seguem em agosto com shows de João Gilberto e de Caetano Veloso e Roberto Carlos, interpretando Tom Jobim.Só que João Donato de Oliveira Neto, 73, não se sente confortável quando associado à bossa nova. Ele participou da gênese do estilo musical, explorou suas características, mas não ficou restrito a elas. 'O trabalho do Donato é muito diferente, muito particular, muito assinado', diz Adnet, que definiu o roteiro do show com o produtor e colunista da Folha Nelson Motta.Em visita à casa de Donato, Adnet descobriu que um dos discos que mais influenciaram o pianista é 'Gerry Mulligan and His Ten-tette', que o saxofonista americano lançou em 1953, e acabou usando a obra como inspiração para criar os arranjos do espetáculo. Adnet ainda escreveu um tema de abertura, no qual cita as músicas 'Café com Pão', 'Bananeira' e 'Amazonas'. No restaurante do Itaú Cultural, em São Paulo, Donato falou sobre sua relação com a bossa, com seu cancioneiro e até com a morte. Leia os melhores momentos.

FOLHA - Neste ano só se fala em bossa nova, não?
JOÃO DONATO - Só se fala nisso. Eu não agüento mais falar de bossa nova. Eu gosto é de jazz!

FOLHA - Há quem lamente que você tenha ficado em segundo plano na história da bossa nova. Mas não seria errado reduzir você a um 'músico de bossa nova'?
DONATO - Não tem segundo plano nem primeiro. O meu espaço é tão antes, durante e depois que eu nem sei o que é bossa nova. Quando estou irritado, respondo que não sei o que é bossa nova. Esse rótulo é muito pouco para o que quero.

FOLHA - Qual você acha que foi sua grande contribuição para o começo da bossa?
DONATO - Eu contribuí em não ser aceito na maioria dos lugares. Ninguém me queria porque ninguém me entendia. Ninguém achava aquilo bom. Minha contribuição foi de ter batido de porta em porta e recebido vários nãos. Eu cansei de ser diferente sem querer, sem forçar nenhuma barra.

FOLHA - Qual é a canção mais bossa nova do seu repertório?
DONATO - 'Minha Saudade'? Ou 'Lugar Comum'? Eu não sei o que é bossa nova. O Almir Chediak (1950-2003) fez o meu songbook e não sabia que várias canções que ele conhecia eram minhas. Depois ele me disse que eu só tinha uma música. E eu: 'imagina, tenho mais de 200! Por que o songbook do Chico Buarque tem cinco volumes e o meu só um?'. E ele insistia que eu só tinha uma música, que eu fazia uma música só o tempo todo. Que eu só mudava o nome e a letra, mas minha música era uma só.

FOLHA - Você concordou com ele?
DONATO - Agora eu concordo. Eu não tenho tantas músicas assim. Tenho uma só, com vários apelidos.

FOLHA - Recentemente você está sendo muito requisitado, não?
DONATO - Com esse advento do cinqüentenário da bossa nova, não param de me ligar. Fico sem saber para onde ir. Venho para São Paulo, falo um pouquinho sobre o assunto e volto para o Rio no mesmo dia. Como se eu fosse o Ministro da Cultura, o embaixador da bossa nova, acompanhado de uma comitiva. É... desagradável.

FOLHA - Se tivessem dado valor, talvez você tivesse ficado mais preso à bossa nova?
DONATO - O quê? Eu tive uma liberdade total de escolher o rumo. Em vez de dizer que faço parte dessa equipe, tem horas que me nego a dizer que sou da bossa nova. Me tira desse movimento aí, rapaz! É pouco, eu quero é mais.

FOLHA - O repertório atual do João Gilberto, por exemplo, parece ter as mesmas coisas dos primórdios dele.
DONATO - Ele está fiel aos princípios. E eu não tenho princípio nenhum. Nem princípio, nem meio, nem fim. Sou mais ou menos eterno.

FOLHA - Você sente que nos últimos anos houve um interesse maior dos mais jovens pela sua música?
DONATO - Não sei se pela minha música. Eles estão mais esclarecidos. Sabem 'quem é quem', sem você ter de botar isso na capa do disco. Eles notam quem é o cara.

FOLHA - Com esses shows-homenagem você se põe a pensar na morte também?
DONATO - Não penso em nada. Eu vivo morto o tempo todo. Já morri e ninguém sabe. É tudo uma ilusão. Você está aqui conversando comigo e eu já passei há muito tempo. A morte é uma brincadeira onde tudo se resolve. Acabou o ciúme, a fome, a sede, o sofrimento, a inveja, a luxúria. Sabe o que restou? Restou o amor, que é a tradução da música.

JOÃO DONATO E A NOVA GERAÇÃO
Quando: ter., às 21h; qua., às 17hOnde: Auditório Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2, tel. 0/ xx/11/5908-4299; livre)
Quanto: R$ 30 e R$ 130 (ter.); grátis (qua.)