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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

YOLANDA DUKE WITH THE TITO PUENTE ORCHESTRA – MANY MOODS





No auge da era das big bands latinas, os incontestáveis titãs, conhecidos como “The Big Three”, providenciavam os sons mais inspiradores já ouvidos deste lado de Havana. Machito, Tito Rodríguez e Tito Puente deixaram sua marca ao criar um novo território musical . Por muito tempo a mais divertida banda foi a de Tito Puentes. As eras musicais vieram e foram, e Puente permaneceu no topo até seu falecimento em 2000. Sua colaboração com muitas vocalistas através dos anos provou que ele poderia manter sua asinatura e personalidade carismática, enquanto providenciava seu competente acompanhamento para algumas das grandes vocalistas latinas de Celia Cruz a La Lupe.

Em “Many Moods”, a vocalista dominicana Yolanda Duke, que cantou com Puente durante o meado dos anos 1990, reuniu muitos membros da legendária e poderosa big band. Juntos eles apresentam competentemente uma mescla de clássicos do jazz como “What Is This Thing Called Love?”, “Misty”, em formato latino, ao lado de outras composições cubanas e porto-riquenhas menos conhecidas , mas igualmente simpáticas . A mais desconhecida jóia é a ótima faixa “La Peleona” de Marcelino Guerra, com a participação do vocalista convidado José Alberto “El Canario.”

Os hábeis arranjos de José Madera, Ray Santos, Gilbert López dentre outros lembra-nos porque as big bands de música latina são contagiantes. Entretanro a maior parte do álbum apresenta as letras em inglês em standards de Cole Porter, dos irmãos Gershwin, Rodgers & Hart e Harold Arlen. É o trio de faixas em espanhol que parece o ponto principal do estilo e entrega de Duke.

Faixas :

1-What Is This Thing Called Love? (2:55)(Solo de trompete John Walsh)



2-I've Got You Under My Skin. (5:27) (Solo de conga Georgy Delgado)



3-La Peleona. Duet with Jose Alberto "El Canario"(5:31)



4-Myrta Silva's Medley. (6:38)



a) Tengo que acostumbrarme. b) Tu no sabes nada. c) Fin de un amor.



5-They Can't Take That Away From Me. (4:17) (Solo deflauta Bobby Porcelli)



6-Oh God! I Love You. (5:28)



7-Misty. (3:10) (Solo Sam Burtis – trombone)



8-Muchos Besos. (3:20)



9-Blue Moon. (3:00) (Solo de sax tenor Mitch Frohman)



10-The Hungry Years. (5:03) (Solo Bobby Porcelli sax alto)



11-Until You Come Back To Me. (3:52) (Solo de flauta Mitch Frohman)



12-That Old Magic. (4:15) (Solo Bobby Porcelli sax alto)


Tito Puente Orchestra : Sonny Bravo (piano);Champian Fulton(convidado[piano em Misty, I've got you under my skin];Gerry Madera(baixo);Willie -Cuch Be Wictha- Martinez(bateria – convidado);Jose Madera (timbales);John Rodriguez (director de percussão,bongô, Bell, guiro);George Delgado(conga);Mitch Frohman(saxofone tenor,flauta);Bobby Porcelli (saxofone alto e flauta);Pete Miranda (saxofone baritono);Todd Bashore (saxofone tenor,flauta);Pete Brainin(saxofone tenor,flauta);John Walsh(trompete);Richard Viruet (trompete);Pete Nater(trompete);Kevin Bryan (trompete);Reynaldo Jorge (trombone),Noah Bless (trombone);Lewis Kahn(trombone);Sam Burtis(trombone).

Orquestração das cordas :Jose Madera

Cordas: Robert Chauson, Antoine Silverman, Paul Peabody, Juliet Haffner , Belinda Whitney, Anga Wood, Lanny Payking

Coro: Franky Vazquez, Claudette Sierra, Marco Bermudez, 
Cita Rodríguez, Jennifer Martinez

Fonte : JazzTimes / Rebeca Mauleón

ANIVERSARIANTES - 28/02



Bill Green (1925-1996) – saxofonista,

Charles Gayle (1939) – saxofonista,

Daniel Barry (1955) – trompetista,

Grace Chung (1971) – vocalista,

Liam Sillery (1972) – trompetista,

Roseanna Vitro (1954) – vocalista (na foto e vídeo),

http://www.youtube.com/watch?v=vqwcDd6B3oc&feature=related,

Willie Bobo (1934-1983) - percussionista

domingo, 27 de fevereiro de 2011

FRED HERSCH – ALONE AT THE VANGUARD ( Palmetto Records [2011])





O pianista Fred Hersch quase morre em 2008, quando sentiu as complicações da AIDs e passou sete semanas em coma. A recuperação foi dura , a retomada do seu extenso e alto nível da sua capacidade artística, incerta—uma incerteza apagada sem um rastro por “ Whirl (Palmetto Records, 2010)”, um trio seguro, vibrante bonito que seria certamente exibido em qualquer lista bem informada sobre os dez melhores trabalhos de trio de piano da primeira década deste novo milênio.



Há uma sutil alteração na sonoridade de Hersch após a doença. É o que sua colega pianista, Jessica Williams, que sofreu seus próprios problemas de saúde, chama de "doença como professora" : uma visão clara e definida e uma abordagem vinda da limpeza do periférico e desimportante.


“Alone at the Vanguard” é um trabalho de piano solo de Hersch, gravado na última noite das seis ocorridas no consagrado clube de Nova York, onde inumeráveis grandes jazzistas estabeleceram sua corte e gravaram grandes performances, resultando em álbuns clássicos. Hersch abre seu trabalho com uma introdução vislumbrante para "In the Wee Small Hours of the Morning", uma antiga jóia do grande repertório norte-americano que é polida frequentemente. Hersch tem como ignorar a regra “nunca inicie com uma balada" : um maleável e belissimo toque ; um aguçado foco na melodia ; um profundo senso de harmonia clássica e uma capacidade mágica para se inserir na música e fazê-la como se fosse sua. O som de Hersch , aqui, tem uma incomum dinâmica frágil/forte, que é sincera e cerebral com uma simplicidade em contraponto bem sucedida por uma rica complexidade , nascida da sua imersão na música durante toda sua vida.


Nesta apresentação com nove canções, Hersch oferece quatro maravilhosas composições próprias: "Down Home", dedicada ao guitarrista Bill Frisell, que tem um vistoso e alegre sentimento de brilho; "Echos"´que é uma jornada interior, plena de esperança e suntuosidade harmônica; "Lee's Dream", que é para a legenda do sax alto,Lee Konitz, e apresenta uma vibração solar, cintilante e galhofeira e "Pastorale", dedicada a Robert Schumann, que evoca o conhecimento clássico de Hersch.


Hersch dá a "Doce de Côco" de Jacob de Bandolim um senso de alegria endiabrada, e ele desacelera o standard "Memories of You" e a leva para uma pregação meditativa.


Quase todos os pianistas de jazz gostam de mergulhar nas idiossincráticas composições de Thelonious Monk, e Fred Hersch não é uma exceção,porém poucos os fazem bem. Seu estudo de "Work" de Monk soa com um toque jovial , pleno de cada movimento erudito “ herschniano” , alegre e ao mesmo tempo majestoso. A faixa que encerra a seção foi demandada por um bis : “Doxy” de Sonny Rollins. Hersch apresenta esta música na medida regulada, esboçando o som dentro de um ânimo intempestivo e blueseiro , uma grandiosa devoção de uma excepcional noite de música no Village Vanguard.


Faixas: In the Wee Small Hours of the Morning; Down Home; Echoes; Lee's Dream; Pastorale; Doce de Coco; Memories of You; Work; Encore: Doxy.


Fonte : All About Jazz / Dan McClenaghan

ANIVERSARIANTES - 27/02




Barry Cleveland (1956) - guitarrista,

Dexter Gordon (1923-1990) – saxofonista(na foto),

Joey Calderazzo (1965) – pianista,

Lina Nyberg (1970) - vocalista

Rob Brown (1962) - saxofonista,
Scott MacGregor (196) - guitarrista

sábado, 26 de fevereiro de 2011

ANTHONY BROWN´S ASIAN AMERICAN ORCHESTRA – INDIA & AFRICA: A TRIBUTE TO JOHN COLTRANE (Water Baby)



A música de John Coltrane criada durante os anos finais de sua vida estava completamente guiada pelo seu envolvimento com a espiritualidade oriental e suas raízes culturais africanas. Aqui, o baterista e percussionista Anthony Brown, através de 12 peças com a sua banda, reimagina várias composições do período mais rico de Trane dos anos 60, que estão em posição adequada em seu trabalho , acrescentando poucas músicas originais que não são inoportunas em relação aos temas originais. Intensificando o programa em duas partes, que ele intitula “India: Diaspora” e “Suite: Africa”. Brown, que anteriormente gravou tributos para Ellington e Monk, gravou a maior parte do programa ao vivo no Yoshi’s em Oakland em Abril do ano passado.


Deve ter tido um visual festivo como um musical. Considerando que Coltrane costumava utilizar apenas uma instrumentação padrão no jazz, Brown, para o segmento indiano, incorpora vários instrumentos comuns à tradicional música da Índia (sarod, tabla, tambura), bem como shakuhachi (uma flauta de bambu japonesa) e sheng (um órgão de boca chinês). A percussão africana suplementa o lado ocidental da bateira na parte dois.

Por todas estas expansibilidades , “India & Africa” permanece largamente fiel às melodias de Coltrane nas faixas chaves tais como “Liberia”, “Living Space”, “India” e “Africa”. Mas alcança os mais luminares momentos quando Brown e companhia se afasta mais do script. “Dahomey Dance”, extraída do álbum Olé de Coltrane, lançado em 1961, é marcada com festivas camadas polirrítmicas de percussão e instrumentos de sopro que sugere a clássica Fela. A faixa título do mesmo álbum, apesar de naturalmente possuir influências espanholas que qualquer coisa indiana , adapta-se confortavelmente na primeira metade do CD. E finaliza com a explosiva Afro Blue de Mongo Santamaria, que Coltrane marcou definitivamente, é simplesmente perfeita.

Faixas

1. Living Space 6:42

2. India 9:01

3. Ole 4:50

4. Tabla-Sarod Duet 6:27

5. India-Reprise 2:03

6. Exaltation 4:29

7. Africa 4:44

8. Liberia 7:35

9. Percussion Discussion 1:24

10. Dahomey Dance 2:14

11. Africa-Reprise 2:55

12. Afro Blue 6:47

Fonte : JazzTimes / Jeff Tamarkin

ANIVERSARIANTES - 26/02


Dave Pell (1935) – saxofonista,
Déo Rian(1944) – bandolinista,
Fats Domino (1928) – pianista,vocalista,
Hilliard Greene (1958) – baixista,
Lea Freire (1957) – flautista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=ZqJVuvL_k3k&feature=related,
Steve Grover (1956) - baterista,
Trevor Watts (1939) - saxofonista

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Filó Machado - Esse é o cara ! ! !

ANIVERSARIANTES - 25/02



Aaron Koppel (1983) – guitarrista,

Brian Drye (1975) – trombonista,

Carlos Malta(1960) –saxofonista, flautista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=U6NoIqBpxkY,

Ernesto Cervini (1982) – baterista,

Fred Katz (1919) – violoncelista,

Ida Cox (1896-1967) – vocalista,

John Gentry Tennyson (1965) - pianista ,

Lars Jansson (1951) – pianista,

Tommy Newsom (1929-2007) – saxofonista

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

DAVE HOLLAND / PEPE HABICHUELA – HANDS (DARE2 Records)



Trabalhos de Dave Holland com outros nunca falham em apresentar surpresas.


Recordando seu interesse em música country com Vassar Clements , Norman Blake e John Hartford, “ Hands” leva Holand a direção completamente diferente. O baixista imerge na companhia de três estupendos guitarristas flamenco e dois percussionistas no cajón. “Hands” sugere que Holland está em casa , seu toque no baixo é reconhecível a despeito das diferentes cadências, arranjos e sentimentos alternativos de uma música mais clássica e , ainda assim, jazzística. Apenas exibe-o solar com o acompanhamento da guitarra na rumba “El Ritmo Me Lleva”, ou na hipnótica alegria de uma pequena faixa, ou ainda na espirituosa vivacidade de cada canção como um veículo perfeito para o potente e articulado toque do baixo de Holland. Do começo ao fim o ouvinte é envolvido por uma produção que coloca o baixista não só na liderança da música como no colo dos outros instrumentistas.


O principal colaborador de Holland é o guitarrista Pepe Habichuela, nativo de Granada e de origem cigana. Uma vez mais seus caminhos se cruzam , e eles começam a improvisar informalmente, com Holland incrustado em um ambiente flamenco. Uma coisa conduz a outra, e a estória é contada uma vez mais como jazz e, neste caso, a música flamenca tem todo espaço para evoluir, dos ritmos espirituosos a fóruns de virtuosismo e solos com amor pela tradição, melodia e improvisação.


Faixas: Hands (Fandango De Huelva); Subi La Cuesta (Tangos); Camaron (Taranta); The Whirling Dervish; Yesqueros (Media Granaina); El Ritmo Me Lleva (Rumba); Bailaor (Seguiriya Cabal); Joyride; Puente Quebrao (Buleria); My Friend Dave (Solea).


Músicos: Dave Holland: baixo; Pepe Habichuela: guitarra; Josemi Carmona: guitarra; Carlos Carmona: guitarra; Israel Porrina (Piraña): cajón e percussão;Juan Carmona: cajón e percussão.


Cotação : **** ½ (Muito Bom)


Fonte: Downbeat / John Ephland

ANIVERSARIANTES - 24/02



David "Fathead" Newman (1933-2009) – saxofonista (na foto e video) http://www.youtube.com/watch?v=xtqbPxroV_4&feature=related,

Eddie Chamblee (1920-19990 – saxofonista,

Michel Legrand (1932) – pianista,

Patti Wicks (1945) - vocalista

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

BLUBELL - EU SOU DO TEMPO EM QUE A GENTE SE TELEFONAVA (YBMUSIC)



Silêncios, solos de flauta, órgão Hammond,guitarras invertidas, ritmos de estalar o dedo. Os sons que compõem o disco novo da cantora Blubell parecem existir como que suspensos em um tempo próprio. Perfeição harmônica, dinâmicas vivas e pop, onde isso não significa banal, mas adorável. Timbres orgânicos, arranjos fluidos e jazz, onde isso não significa deliberadamente complicado, mas a riqueza e liberdade dos sons, cada som.


A pequena figura de Blubell, discreta e elegante,de falar calmo e pronúncia exata, talvez sugerisse uma cantora contida, mas fala mais alto a sua voz de forte expressão e impressionante emissão, íntima de sons como um instrumento. Um certo virtuosismo sensível que casa à perfeição com a abordagem lírica do grupo que a acompanha, o quarteto À Deriva, de Daniel Muller ao piano, Rui Barossi no contrabaixo, o flautista e saxofonista Beto Sporleder, mais o baterista Guilherme Marques, somados do guitarrista André Bordinhon.

Autora de todas as faixas, as letras de Blubell são sugestivas e espertas, idílicas e românticas,mais que isso,humanas. Crônicas humoradas e bilíngues de uma vida simples e complicada. Como a sua ou a minha, e especialmente especial em cada pequena coisa. Baby do Brasil, ex-Consuelo, aparece para participar da canção 1,2,3,5 e reforçar a sensação de familiaridade. Não à toa: Blubell namora o filho da Nova Baiana, Pedro Baby, que também participa em faixa a dois, Velvet Wonderland, declaração de amor à intimidade.

Fonte : CartaCapital / Ronaldo Evangelista

ANIVERSARIANTES - 23/02



Daryl McKenzie (1962) – trombonista,

Johnny Winter (1944) – guitarrista.vocalista,

Wayne Escoffery (1975) – saxofonista(na foto e vídeo)http://www.youtube.com/watch?v=IbSQW91gS40

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

TOOTS THIELEMANS – EUROPEAN QUARTET LIVE (Challenge Records [2010])



A educação musical de Jean "Toots" Thielemans começou cedo. Ele começou a tocar acordeón com três anos, porém sua habilidade com a gaita trouxe-lhe fama internacional, e esta está presente neste “European Quartet Live”, apresentando músicas bem conhecidas, retiradas de concertos realizados em 2006, 2007 e 2008. É o segundo disco ao vivo lançado em 2010 após “ The Live Takes, Volume 1 (In + Out Records)”, que foi gravado nos anos 90 e com um grupo diferente, que inclui , também, versões das três primeiras faixas apresentadas em “European Quartet Live”.


Thielemans estava chegando à metade dos seus oitenta anos quando atuou nestes concertos, mas a precisão e sua entonação poderia ser aquela de muitos músicos mais jovens. Este é um album que tem uma confortável familiaridade : um trabalho descontraído que poderia ser gravado em um pequeno clube ou mesmo em uma festa privada para amigos, em vez de em uma série de salas de concertos. Seus companheiros de banda dão a Thielemans um solidário suporte , resultado, ao menos em parte , da longa associação musical. O baterista Hans van Oosterhout é particularmente notável, providenciando sutis e inventivos ritmos que são sempre interessantes , mas nunca inoportunos.


Em sua maior parte, as músicas exibidas são familiars e os arranjos da banda são correntes, belamente executados , porém sem surpresas. As canções são ideais para o animado e romântico estilo de Thielemans,porém seu toque está especialmente condizente com o do seu contemporâneo belga, Jacques Brel, autor de “Ne Me Quitte Pas" e do standard do grande repertório norte-americano de Joseph Kosma e Jacques Prevert, "Les Feuilles Mortes", também conhecido como "Autumn Leaves" onde o gaitista encerra com um ou dois compassos antenados na “La Marseillaise".


A versão do quarteto para o tema de John Barry composta para trilha sonora do filme “Midnight Cowboy (1969)”, onde Thielemans também tocou, apresenta um excelente solo de baixo de Hein Van de Geyn, enquanto na composição de Thielemans, "Bluesette", o gaitista adota uma entonação similar ao acordeón . "'Round Midnight " de Thelonious Monk e "Summertime" de George Gershwin são tratadas imaginativamente pelo quarteto. "Summertime" ganha um pegada mais lenta, um arranjo suingante , abrindo com uma passagem similar a "All Blues" de Miles Davis, com Thielemans e o pianista Karel Boehlee apresentando solos afirmativos. Thielemans atua em "Round Midnight" desacompanhado , e é uma inspirada interpretação deste clássico, exibindo sua constante destreza para tocar com empatia e emoção.


Os locais onde “European Quartet Live” foi gravado não foram identificados, mas as plateias dão à banda entusiástica boas-vindas, com se estivessem cumprimentando velhos amigos.Em troca, Thielemans e seus companheiros de banda oferecem o que a audiência espera: canções clássicas interpretadas com entusiasmo e fervor.


Faixas: I Loves You Porgy; Summertime; Começar De Novo; The Days Of Wine And Roses; Circle of Smile; 'Round Midnight; Les Feuilles Mortes; Theme From Midnight Cowboy; On Green Dolphin Street; Ne Me Quitte Pas; Bluesette; For My Lady.


Músicos: Toots Thielemens: gaita; Karel Boehlee: piano, sintetizador; Hein Van de Geyn: baixo; Hans van Oosterhout: bateria.


Fonte : All About Jazz / Bruce Lindsay


ANIVERSARIANTES - 22/02



Buddy Tate (1913-2001) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Bkno-P_yZqQ&feature=related,

Joe LaBarbera (1948) – baterista,

Joe Wilder (1922) – trompetista,

Laurent Coq (1970) – pianista,

Rex Stewart (1907-1967) - cornetista

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DANILO REA - A TRIBUTE TO FABRIZIO DE ANDRÉ (ACT Music [2010])



Danilo Rea é um dos mais finos pianistas italianos de jazz. Um instrumentista belamente lírico com toque preciso e delicado. Em “ A Tribute To Fabrizio De André” ele cria seu próprio memorial para o trabalho de seu colega italiano, o cantor e compositor que faleceu em 1999 com apenas 58 anos de idade.


De André era extremamente popular e , às vezes, uma figura controversa na Itália. Entretanto, seu trabalho esteve , essencialmente, enraizado no idioma popular contemporâneo. De André frequentemente atuou com grupos grandes, e também gravou com integrantes do rock progressivo italiano como Premiata Forneria Marconi (PFM). As letras de De André e o estilo vocal , reminiscente do belga Jacques Brel ou do inglês Jake Thackray, criou um fantástico senso narrativo em suas canções. Rea só tem a música para trabalhar, mas suas interpretações são lindamente observadas e comunica as emoções e imagens das estórias de De André.


"Bocca de Rosa", que abre o álbum, tem um sentimento distintamente clássico na melodia e na performance de Rea. Entretanto, é a sensibilidade jazzística de Rea que prevalece, conforme exemplificado em sua versão de "Il Pescatore" de De André com suas contorções rítmicas livres e voltas que são tecidas na linha da melodia e em "Carlo Martello", que se move da melodia original para passagens simples e percussivas com um sentimento de improvisação livre. "Girotondo" inicia com uma simples introdução em estilo popular, antes de Rea entrar em área mais complexa, exposta, do território do jazz.


As composições de Rea são comoventes. "Oona" é uma balada deliciosamente melódica, que segue na direção de "Caro Amore" de Joaquin Rodrigo Vidre. "Highlands"é mais sombria e contemplativa, que evoca o espaço e a solidão aludidos em seu título.


A qualidade sonora em “A Tribute To Fabrizio De André”, gravado em Schloss Elmau , Alemanha, é soberba . Cada nota que Rea emite é puro cristal e ressonante. A performance de Rea combina excelência técnica e forte conexão emocional com as músicas e demonstra a força das suas composições, bem como as De André. “A Tribute To Fabrizio De André” é uma memorável gravação e um dos mais belos discos de piano solo para encantar o mundo do jazz por algum tempo.


Faixas: Bocca di Rosa; Oona/Caro Amore; Il Pescatore; Ave Maria; La Ballata dell'amore Cieco; La Stagione del Tuo Amore; Girotondo; La Canzone di Marinella; Highlands; Carlo Martello; Valzer per un Amore.


Fonte : All About Jazz / Bruce Lindsay


Walter Queiroz convida no Balthazar.


Walter Queiroz / Wanda Sá

Walter Queiroz convida Wanda Sá e Rodolfo Carvalho nesta quarta no Balthazar.

Farão Parte da banda do Rodolfo Carvalho os músicos que estão gravando o seu disco de Bossa:

Luisa Meirelles (voz), Jarbes Pinheiro (piano), Márcio Diniz (bateria), Ataualba Meirelles (baixo), André Becker (sax tenor), Giba (percussão).

Onde: Balthazar Grill e Lounge
Av. Antônio Carlos Magalhães, nº1298, Itaigara
Shopping Cidade, lj. 101 A/B, Salvador - BA, 41825-000
(0xx)71 3017-4343
http://www.balthazargrill.com.br/

Quando: 23/02/2011 às 20hs.
Quanto: de R$20,00 a R$30,00.

ANIVERSARIANTES - 21/02



Al Sears (1910-1990) – saxofonista , líder de orquestra,

Christian Howes (1972) – violinista,

Eddie Haas (1930) – baixista,

Eddie Higgins (1932-2009) - pianista,

Herb Robertson (1951) - trompetista,

Jason Parra (1969) – trompetista,

Joe Farnsworth (1968) – baterista,

Nina Simone (1933-2003) – vocalista,

Tadd Dameron (1917-1965) – pianista, arranjador,

Warren Vaché Jr. (1951)- cornetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=BlNSxxo4PtY

domingo, 20 de fevereiro de 2011

GRACE KELLY / PHIL WOODS – MAN WITH THE HAT (PAZZ Productions, LLC [2011])



A carreira do veterano jazzista Phil Woods carrega o fogo do sax alto de Charlie Parker, seguindo os passos de Art Pepper, Cannonball Adderley e Lee Konitz. Agora ele concede a honra a uma altoísta e vocalista de dezoito anos ,Grace Kelly ,que é a luz brilhante em “Man With A Hat”.

Woods, 80 anos, com meio século de atuação, primeiro encontrou Kelly em 2006 quando ela tinha catorze anos e frequentava o programa de residência da Stanford Jazz na Califórnia, onde Woods era instrutor. Ele a encorajou e, poucos meses depois, eles estavam juntos em um trabalho de Woods em Pittsfield, Massachusetts. Quando ele a convidou ao palco, era como ele estivesse se movendo para remover seu icônico boné de couro e colocá-lo na cabeça dela. Consequentemente , quatro anos mais tarde, “ Man With A Hat” é intitulado e dedicado ao legado bebop de Woods. Os dois saxofonistas aparecem com um sólido grupo, apresentando sete standards e duas composições originais. Menção especial vai para o pianista Monty Alexander, que se distingue pelos sempre criativos solos e acompanhamento.

Kelly aparece com Woods nas primeiras quatro faixas, os saxofones combinando e tecendo alternativamente— o mestre em suporte deixando a aluna exibir sua essência com solos vibrantes. Ao final dos três números , ela está no comando , em quarteto e duo.

A abertura, a composição de Kelly, "Man With the Hat", é dedicada a Woods, claro, imediatamente estabelecendo o alegre espírito bebop do disco. Os saxofonistas apresentam, conjuntamente, arrebatadoras linhas , antes dos solos de Kelly. Isto estabelece o modelo para as músicas subsequentes: linhas uníssonas na introdução, ornamentando o núcleo da peça. Alexander também se apresenta na medida certa, dedos maravilhosamente movimentando-se sobre o teclado.

A melancólica pegada de Kelly para composição de Billy Strayhorn, "Ballad for Very Tired and Very Sad Lotus-Eaters", é muito comovente, e ela encanta com sensuais filigranas. Ela também canta em duas faixas, e é particularmente eficaz em "People Time" de Benny Carter, apresentando nova letra da cantora e roteirista de cinema Deborah Pearl com sua terna e maleável voz.

Para o final, um vistoso passeio através "The Way You Look Tonight" de Jerome Kern , Kelly oferece sua atualizada interpretação do bop, embora sempre considerando as raízes. Próximo ao fim da peça, Alexander breca o espírito animado com um majestoso interlúdio, antes de partir para o ataque final.

Faixas: Man With the Hat; Love Song; People Time; Ballad for Very Sad and Very Tired Lotus Eaters; Gone; Everytime We Say Goodbye; The Way You Look Tonight.


Músicos: Grace Kelly: sax alto, vocais; Phil Woods: sax alto (1-4); Monty Alexander: piano; Evan Gregor: baixo; Bill Goodwin: bateria; Jordan Perlson: percussão (7).


Fonte : All About Jazz / Larry Taylor


ANIVERSARIANTES - 20/02



Adriano Giffoni(1959) – baixista,

Andre Canniere (1978) – trompetista,

Anthony Davis (1951) - pianista,

Bobby Jaspar (1926-1963) – saxofonista, flautista,

lisabeth Lohninger (1970) – vocalista,

Iain Ballamy (1964)- saxofonista,

Leroy Jones (1955) – trompetista,

Lew Soloff (1944) – trompetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=WYaUF6BgdEs&feature=related,

Nancy Wilson (1937) – vocalista,

Oscar Alemán (1909-1980) – guitarrista,

Riccardo Del Fra (1956) – baixista

sábado, 19 de fevereiro de 2011

RESGATE FEMININO



Zé Pedro fez-se notório como DJ de música eletrônica de inflexões pop, às vezes populista. Por trás da figura divertida e espalhafatosa sempre esteve um apaixonado por música brasileira, notadamente pela gigantesca tradição de nossas grandes (e médias e pequenas) intérpretes femininas. É esse “Zé Pedro do B” que vem a público agora como proprietário e diretor artístico de uma gravadora Joia Moderna , ao que parece destinada a resgatar cantoras desvalorizadas pela agonizante indústria fonográfica de massa.


A inauguração do selo se dá com o lançamento simultâneo de quatro títulos, todos eles orientados(quando não idealizados) por Thiago Marques Luiz, produtor de amores e propósitos semelhantes aos de Zé Pedro. Estão aqui a volta de Cida Moreira, o primeiro disco de Zezé Mota em 11 anos e a retomada de uma intérprete, Silvia Maria, que havia deixado um solitário álbum emepebista de 30 anos atrás e se reintegra à música com Ave Rara, de imensa melancolia.


Sempre rascante e essencialmente teatral, Cida Moreira honra sua concisa discografia no econômico A Dama Indigna (na foto). O vínculo brechtiano faz a delícia de caprichos em vozeirão e piano como Soul Live, de David Bowie quando era Ziggy Stardust, Palavras (com tempo ruim/todo mundo também dá bom dia) do intenso e palavroso Gonzaguinha, a mítica Mãe ,de Caetano Veloso (cantada originalmente por Gal Costa) e , tudo a ver com a atmosfera geral, Back to Black, da rebelde sem causa Amy Winehouse.


Zezé, atriz, começou a trajetória musical em 1975, pautada por rebeldia artísitica, identidade negra e temáticas desafiadoras (Três Travestis, de Caetano Veloso saiu em compacto em 1982, e teve na voz de Zezé sua única tradução gravada). Amparada nas obras iconoclastas de Luiz Melodia e Jards Macalé, Negra Melodia é o retorno da intérprete a caminhos tortuosos e a dois autores que sempre tiveram muito a ver com ela. Não é audaz como já foram Macalé, Melodia e Zezé. Mas contém instantes de profunda beleza, como a rara Soluços, de Macalé.


A primeira leva da Joia Moderna se completa por A Voz da mulher na Obra de Taiguara, tributo feminino à obra do compositor nascido uruguaio, atado à canção brasileira de protesto e morto precocemente em 1996. Por entre arranjos morosos , brilham sutilezas de Fafá de Belém, Célia, Vânia Bastos e , sobretudo, Evinha, ex-Trio Esperança.


Fonte : CartaCapital / Pedro Alexandre Sanchez

Festival de Jazz & Blues - Guaramiranga

Saiu a programação do Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, edição de 2.011, a se realizar de 05 a 08 de março em Guaramiranga, de 10 a 12 de março em Fortaleza e no dia 11 de março em Sobral.

Vejam a programação completa no link : www.jazzeblues.com.br

ANIVERSARIANTES - 19/02



Bob Hamilton (1948) – pianista,

David Murray (1955) – saxofonista, clarinetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=5f0QJRP9cJ4,

Johnny Dunn (1897-1937) - trompetista

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

LARRY GOLDINGS AND HARRY ALLEN – WHEN LARRY MET HARRY (Cafe Society [2010])



Há sempre um lugar no mundo para o jazz ser belamente executado , onde o saxofonista não soa como se ele estivesse tentando causar dano em seu instrumento, e o pianista apenas ataca todas as notas certas. O tenorista Harry Allen e o tecladista parceiro , Larry Goldings, são os músicos e o álbum é “When Larry Met Harryl”.

Das doze faixas da gravação, oito foram escritas por Goldings.O que é digno de nota é que elas estariam perfeitamente em casa nos anos 50 do século passado com o grupo de Ben Webster executando standards. A maioria são canções lentas ou em tempo médio com ênfase na melodia e saborosa apresentação .

Misericordiosamente, o acontecimento nunca mergulha na extrema melosidade, mesmo em "Benny's Dream", que apresenta uma seção de cordas no fundo – uma potencial armadilha brega. O artifício, que só é usado nesta faixa, adiciona bastante efeito para ressaltar a música sem oprimi—la.

"Bud's In Bloom", a faixa em tempo mais agitado do trabalho, exibe alguns realces criativos do bebop na tradição das melhores composições de Charlie Parker, porém sem as frenéticas erupções para desnortear o tom da gravação. Esta banda tem qualidade. Uma das poucas composições conhecidas apresentadas, "The Look of Love", de Burt Bacharach traz a verve sincopada da seção rítmica—o baterista Andy Watson e o baixista Doug Weiss— expandindo o amálgama, tal como os líderes debruçam-se sobre as notas que não são tocadas mais do que aquelas que são expressas.

A despeito da paz geralmente concisa, este é um álbum feito com tensão. Os músicos estão claramente em sintonia, e não há, virtualmente, nenhuma perda musical em evidência. Allen é precioso com um caloroso toque e uma entonação elegante e suave , mas com firme apresentação. Goldings atua majoritariamente no piano, mas reveste o trabalho com sutis acentos nos demais teclados. A produção é valiosa com uma apresentação natural e ampla sonoridade. O piano, em particular, soa mais completo e cheio de vida , mantendo todas as suas texturas intactas.

Faixas: Morning Has Broken; Slo-Boat; The Look of Love; Lucky Am I; Benny's Dream; Sous le ciel de Paris; Salad Days; Miles Above; Bud's in Bloom; I Can See Forever; Valse d'antan; Hester Street, 1986.

Músicos: Larry Goldings: piano, sinos, vibrafone, órgão; Harry Allen: saxofone tenor; Doug Weiss: baixo (3, 5, 6, 8, 10, 11); Neil Miner: baixo (2, 4, 7, 9); Andy Watson: bateria.

Fonte : All About Jazz / Greg Simmons


ANIVERSARIANTES - 18/02



Dan Effland (1981) – gutarrista,

Gordon Grdina (1977) - guitarrista,

Randy Crawford (1952) – vocalista,

Toninho Ferragutti(1959) – acordeonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=g7O7PSxEJcs&feature=related

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

JAMES ZOLLAR - ZOLLAR SYSTEM (Self Produced [2010])



É um fato lamentável que o trompetista James Zollar não está próximo de ser bem conhecido como deveria. Mas isto deverá mudar. “Zollar Systems” deverá colocar Zollar em órbita própria. Um genuíno homem da Renascença do instrumento de sopro, Zollar é uma voz singular no instrumento adequado para o jazz de vanguarda — o mesmo que teve como arautos as legendas de Buddy Bolden e aquela de Joe Oliver, Louis Armstrong, Jabbo Smith e Bubber Miley, e outros embaixadores pioneiros da música , de Fats Navarro e Clifford Brown a Clarence Shaw e Dizzy Gillespie, Miles Davis e Wynton Marsalis, passando para um punhado de outros trompetistas em atuação nos dias atuais.


Zollar pode reivindicar ser um direto descendente de qualquer um destes músicos. Mas na sua sofisticada entonação há a lembrança clássica da modulação do blues de Navarro e Brown. Em sua capacidade para preeencher uma frase memorável com o som e o silêncio coabitando pra trazer ideias para fruição como o icônico Clarence Shaw . Às vezes Zollar pode soar magnificamente , e então o fantasma de Miley reaparece. Mas a maior parte da magnífica entonação é só a voz de Zollar—embebido no blues , melancólico e jubiloso, tão pertinente para seu ambiente como é a pureza do seu ar impetuoso ou do seu percurso através do próprio metal.


Zollar é um pássaro raro que deve ser ouvido em qualquer uma das memoráveis faixas deste álbum. Na grandiosa abertura, "Chicago Preferred", um modelo que rola como uma clássica canção do bebop , Zollar voa como um pássaro grande em pleno vôo. Na simples reflexão da sua esposa e vocalista , Nabuko Kiryu, em sua melancólica "Take the Subway Home", aparentemente imaginada após um intrincado dia difícil, o trompetista é a voz da excitação . Na bela balada de Hoagy Carmichael e Ned Washington, Zollar prega com surpreendente força sensual. Sua entonação mística se aproxima do significado verdadeiro sugerido pelo êxtase, como ele trabalha a melodia da música em seu primeiro estribilho, e então retorna para suas surpreendentes linhas de improvisação estendidas verso após verso da canção.


A incontrolável força de Zollar continua através das pronunciadas inclinações da composição de Eddie Harris, "Spasmodic Movements", e a espiritualmente sublime "Go-En" de Kiryu, que parece ser a cola que liga Zollar à sua música e à sua vida. Seus próprios movimentos são como lubrificantes em sua composição, "Slick" e ele, junto com a mezzo-soprano japonesa Sahoko Sato, coloca a lírica "A Time to Say Goodbye" em um emocionante encontro entre a voz humana e algo de Miley no trompete de Zollar.


Seria um descuido não registrar o maravilhoso trabalho de Don Byron, que ilumina com seu clarinete "Spasmodic Movements" e o suporte do saxofonista Stacy Dillard, bem como o intricado pianismo de Rick Germanson (um maduro acompanhanteque vai além do que se imagina) neste memorável álbum de Zollar.


Faixas: Chicago Preferred; The Prayer of a Happy Housewife; The Nearness of You; Spasmodic Movements; Go-En; Slick; Angel Face; Black Winter; Time to Say Goodbye.


Músicos: James Zollar: trompete, flugelhorn; Stacy Dillard: saxofones tenor e soprano ; Rick Germanson: piano, teclados; Ugonna Okegwo: baixo (1--3, 5, 7, 8); Andy McCloud: baixo (4, 6, 9, 10); Bruce Cox: bateria; Nabuko Kiryu: vocais (3, 6), arranjos (3, 6, 8); Don Byron: clarinete (5); Sahoko Sato: vocais (10).


Fonte: All About Jazz / Raul d'Gama Rose



ANIVERSARIANTES - 17/02



Buddy DeFranco (1923) – clarinetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=VcwpuBIs09M&feature=related,

Chris Massey (1959) – baterista,

Fred Frith (1949) – guitarrista,

Lou Ann Barton (1954) – vocalista,

Omar Kabir (1969) – trompetista,

Peter Davenport (1964) – baterista

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

3˚ FESTIVAL ANUAL CHARLES MINGUS



Para os estudantes da Manhattan School of Music Fevereiro significa Mingus, Mingus, Mingus! . Em parceria com o Let My Children Hear Music/The Charles Mingus Institute, a escola estará realizando o terceiro festival anual Charles Mingus para estudantes do nível médio no período de 18 a 21 de Fevereiro.


Doze bandas finalistas da California, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, New Jersey e New York, selecionadas por um comitê de músicos e professores de música, convergirão para o conservatório da Upper West Side para executar composições de Charles Mingus (na foto) diante de julgadores e do público em geral. Eles serão convidados a participar de aulas especiais e práticas em instrumentação e arranjo, bem como terão acesso a filmes e conferências sobre o trabalho de Mingus.


“Mingus deixou um grande legado para as composições jazzísticas e a competição é uma oportunidade para garotos e garotas mergulharem na música e experimentar o vasto mundo que Charles deixou para trás” disse Sue Mingus, esposa do falecido baixista e compositor. “É obter muita variedade, desafio e liberdade, e você sabe os condutores das bandas dizem , é uma excitante , mesmo uma profunda experiência lidar com esta música".


Junto com o celebrado educador de jazz, Justin DiCioccio, Sue Mingus produz a competição e o festival. Este ano , haverá a apresentação da Mingus Dynasty Big Band e da Mingus Orchestra, ambas fundadas por ela. A big band tocará todas as noites às 19h30min,21h30min e às 23h30min no Jazz Standard, onde a Mingus Orchestra se apresenta regularmente nas noites das segundas-feiras. Os ingressos custarão $30 para o público em geral e $15 para estudantes .


A orquestra conduzida por Gunther Schuller, que também ministrará uma aula prática e atuará como julgador, atuará na igreja de St. Bartholomew na noite do sábado às 19h. Apropriadamente para este local, a performance exibirá as raízes gospel de Mingus. Os ingressos custarão $20 para o público em geral e $15 para estudantes e terão acesso grátis os competidores e seus familiares.


O centro do evento do final de semana , a competição do ensino médio , ocorrerá das 10h às 16h do domingo . Será seguido por performances da Manhattan School of Music Mingus com a participação de Steve Slagle às 17h30min, da Mingus Dynasty às 18h e da cerimônia de entrega dos prêmios com Sue Mingus e DiCioccio às 18h30min. Estes eventos serão abertos ao público.


O festival encerra na segunda-feira com sessões às 19h30min e 21h30min no The Jazz Standard, onde a Mingus Orchestra apresentará os melhores solistas da competição. Ingressos a $25 para o publico em geral e $15 para estudantes.


Da sua parte, Sue Mingus está ansiosa para ouvir as bandas das escolas de ensino médio selecionadas para atuar no domingo, conforme ela expôs para o grupo de profissionais.


“O entusiasmo dos garotos e garotas é completamente maravilhoso” ela afirma. “ A música de Mingus foi considerada muito inacessível por algum tempo, e se você-la ouvi-la nas mãos destes jovens que apenas tocam com animação exposta, verá que é emocionante”.


Fonte: JazzTimes / Jason Rabin

ANIVERSARIANTES - 16/02



Ben Tyree (1980) – guitarrista,

Bill Doggett (1916-1996) – organista,

Brent Blount (1970)- saxofonista,

Jeff Clayton (1954) – saxofonista,

Machito (1908-1984)- vocalista, líder de orquestra,

Michel Herr (1949) - pianista,

Pete Christlieb (1945) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=R26qrhpeJiA

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ANIVERSARIANTES 15/02



Abel Ferreira(1915-1980) – saxofonista, clarinetista(na foto),

Dena DeRose (1966) – pianista, vocalista,

Harold Arlen (1905-1986) – compositor, líder de orquestra,

Henry Threadgill (1944) – saxofonista, flautista,

Herlin Riley (1957) – baterista,

Kirk Lightsey (1937) – pianista(no vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=ic1TLoSwXyA,

Marty Morell (1944) – baterista,

Nathan Davis (1937) – saxofonista, clarinetista,flautista,

Taft Jordan (1915-1981) - trompetista

Pianista de jazz George Shearing morre aos 91 em Nova York

POR CHRISTINE KEARNEY
DA REUTERS, EM NOVA YORK

Sir George Shearing, lenda do piano jazzístico e conhecido pelo clássico "Lullaby of Birdland", de 1952, morreu na segunda-feira (14) aos 91 anos, vítima de uma insuficiência cardíaca congestiva, segundo seu agente.

Shearing foi um prolífico pianista e arranjador, autor de mais de 300 composições. Ele morreu em Nova York, onde viveu nos últimos 25 anos, segundo seu agente Dale Sheets.

"É uma grande perda para o mundo do jazz", disse Sheets à Reuters. "George era um homem absolutamente incrível, além de um talento incrível, ímpar."

Nascido cego e pobre numa família proletária de Londres, Shearing tocava piano em um "pub" do seu bairro antes de entrar para uma banda só de cegos, na década de 1930. Tocar na rádio BBC fez com que seu público crescesse.

Misturando swing, bop e influências clássicas modernas em suas composições, ele produziu diversos álbuns entre as décadas de 1950 e 90. Ganhou Grammys em 1982 e 83 por gravações feitas em parceria com o vocalista Mel Tormé.

Em 2007, foi condecorado na Grã-Bretanha por sua contribuição à música.

Deixa a esposa e uma filha de um casamento anterior.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SHOW - AFRICANTAR

Ataualba Meirelles



Ataualba é músico profissional há 29 anos, aluno de composição dos saudosos Widmer e Lindembergue Cardoso, atualmente professor de Composição na UFBA (Extensão). Arranjador e/ou baixista de Margareth Menezes, Saul Barbosa, Xangai, Fábio Paes, Nana Meirelles, Chico Queiroga, Dionorina, e muitos outros. Criou arranjos para Orquestra para Paula Lima, Luciana Mello, Rosa Marya Colin, Mariene de Castro. Na área de trilhas, fez a campanha de João Henrique (prefeito) em 2004, dentre outras; trabalhou em Angola em 1999, durante a guerra civil, criando trilhas para programas que iam ao ar pelas TV e rádio estatais; fez várias trilhas pra TV Bahia: Bahia Acontece, São João no Pelô, Festival de Lençóis, Primavera, Verão Fitness, Meio Ambiente, etc, etc; criou e produziu as atuais vinhetas da Rádio Educadora; fez as trilhas das peças "Calígula" e "Volpone" com direção de Fernando Guerreiro; fez a direção musical e trilhas do filme "Três Histórias da Bahia (O pai do rock)" com direção de Araripe Jr.; muitos comerciais pra tv e rádio, documentários, etc. Desde os anos 1980, Ataualba vem sendo premiado com diversos Troféus Caymmi e Prêmio Imprensa para composição e arranjo, recebendo em 2007 também, o Troféu Caymmi de Melhor CD com seu disco instrumental “Trégua do Absurdo”.

INDICADOS OS VENCEDORES DO GRAMMY



Em uma cerimônia no formato pre-telecast em Los Angeles nesse domingo, foram anunciados os vencedores do Grammy em aproximadamente 100 categorias.

Mas a maior surpresa , talvez, da noite ocorreu mais tarde durante o show transmitido nacionalmente , quando a baixista e cantora Esperanza Spalding venceu o prêmio de revelação, uma categoria que incluía a adolescente sensação Justin Bieber, o rapper Drake e as estrelas das música de raiz Mumford & Sons. Spalding é o primeiro artista de jazz a vencer nesta categoria. Spalding também atuou com o Grammy Jazz High School Ensemble.


Herbie Hancock, cujo álbum "River" celebremente bateu gravações de Kanye West e Amy Winehouse para vencer na categoria Álbum do Ano em 2008, ganhou outra vez, mas no grupo pop com "Imagine" do seu The Imagine Project, triunfando sobre canções dos álbuns de Katy Perry e Lady Gaga na categoria “Colaboração Pop com Vocais”.

Durante a transmissão , o vencedor do prêmio referente ao conjunto da obra, Roy Haynes, foi mencionado como ganhador do prêmio de Curador pelo emérito presidente da Blue Note, Bruce Lundvall. Também, foi feito uma homenagem às legendas da música recentemente falecidas: James Moody, Dr. Billy Taylor, Lena Horne e os fotógrafos Herman Leonard e Jim Marshall.

A cerimônia foi habilmente conduzida por Bobby McFerrin e Spalding, concluindo muitos anúncios de vencedores que não compareceram com a frase “ O pódio está feliz em aceitar este prêmio em nome do espaço vazio”. McFerrin provou , em particular, ser um divertido apresentador , capaz de improvisar espertamente pedaços de canções e anúncios. Após Neil Young deixar o palco , McFerrin cantou em falsete, como Young, os primeiros compassos de "Helpless."

A realidade é que para uma série de fãs de música a transmissão em pre-telecast é um modo mais interessante e atrativo. Onde você poderia ver pessoas como Billy Childs, Stanley Clarke e Dee Dee Bridgewater receber os prêmios em companhia de Patty Griffin, Neil Young, Paul McCartney e Jeff Beck? E apesar dos jazzistas se queixarem de serem tratados como segunda (ou terceira) classe de cidadãos , entre os vencedores do pre-telecast estavam Lady Gaga, The Black Keys, Usher e Eminem.

Abaixo seguem os vencedores com alguma conexão com o jazz. Para uma lista completa dos vencedores, consultem o site do Grammy .

Parabéns aos vemcedores , bem como aos nominados , que pelo menos tiveram a aopção de se vestir elegantemente na noite do domigo em Los Angeles.

Melhor Álbum Instrumental Pop

Take Your Pick -Larry Carlton & Tak Matsumoto (335 Records, Inc.)

Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo (para álbuns contendo 51% ou mais de tempo com música instrumental

The Stanley Clarke Band - The Stanley Clarke Band (Heads Up International)

Melhor Álbum de Jazz Vocal (para álbuns contendo 51% ou mais de tempo com música vocalizadal)

Eleanora Fagan (1915-1959): To Billie With Love From Dee Dee - Dee Dee Bridgewater (Emarcy)

Melhor Solo Improvisado de Jazz

A Change Is Gonna Come - Herbie Hancock, solista- Faixa extraída do disco The Imagine Project (Hancock Records)


Melhor Àlbum de Jazz Instrumental, Individual ou em Grupo(para álbuns contendo 51% ou mais de tempo com música instrumental)

Moody 4B - James Moody (IPO Recordings)

Melhor Álbum de Bandas de Jazz (para álbuns contendo 51% ou mais de tempo com música instrumental)

Mingus Big Band Live At Jazz Standard - Mingus Big Band (Jazz Workshop, Inc./Jazz Standard)

Melhor Álbum de Jazz Latino (Vocal ou Instrumental)

Chucho's Steps - Chucho Valdés And The Afro-Cuban Messengers (Four Quarters Entertainment)

Melhor Álbum de World Music (Vocal ou Instrumental)

Throw Down Your Heart , Africa Sessions Part 2: Unreleased Tracks - Béla Fleck (Acoustic Planet Records)

Melhor Composição Instrumental (composição original sem adaptações lançadas no período da escolha)

The Path Among The Trees - Billy Childs, composer (Billy Childs Ensemble) – Faixa extraída do CD Autumn: In Moving Pictures Jazz - Chamber Music Vol. 2 (ArtistShare)

Melhor Arranjo Instrumental

Carlos - Vince Mendoza, arranjador (John Scofield, Vince Mendoza & Metropole Orkest) – faixa extraída do CD 54 (Emarcy/Universal)

Melhor Arranjo Instrumental Para Acompanhamento de Vocalista

Baba Yetu - Christopher Tin, arranjador (Christopher Tin, Soweto Gospel Choir & Royal Philharmonic Orchestra) , faixa extraida do CD Calling All Dawns (Tin Works Publishing)

Melhor Notas Para Álbum

Keep An Eye On The Sky - Robert Gordon, redator (Big Star) [Rhino]

Melhor Álbum com Interseção com o Clássico (artista ou maestro)

Tin, Christopher: Calling All Dawns - Lucas Richman, maestro (Sussan Deyhim, Lia, Kaori Omura, Dulce Pontes, Jia Ruhan, Aoi Tada & Frederica von Stade; Anonymous 4 & Soweto Gospel Choir; Royal Philharmonic Orchestra) – (Tin Works Publishing)

Fonte : JazzTimes / Lee Mergner