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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

SAMANTHA BOSHNACK´S SEISMIC BELT – LIVE IN SANTA MONICA (Orenda)


É adequado que a trompetista Samantha Boshnack tenha apelidado seu grupo, formado por sete integrantes, Seismic Belt (NT: Cinturão Sísmico, em tradução livre). Seu pensamento está impregnado no épico, musicalmente extenso e conceitualmente profundo e inspirado em suas caminhadas em sua terra nata,l que a levou ao Mount Rainier, Mount St. Helens, e além. Nestas excursões ela desenvolveu uma fascinação pelos vulcões e terremotos e em “Live in Santa Monica” ela examina “nosso relacionamento com a Terra, incluindo os elementos de risco e fé nesta inquieta coabitação”, conforme ela escreve em suas notas para o disco.

Embora “Live in Santa Monica” apresente título como “Submarine Volcano” e homenageie os entornos vulcânicos (“Kamchatka” é denominada a partir de uma península russa, “Choro” a partir de uma ilha no Chile), suas oito peças são mais vivazes que explosivas. Não há momentos escaldantes que invoquem imagens de lava estourando. O que Boshnack e sua banda esperta com saxofones tenor e barítono, violino, viola, baixo e bateria destramente esculpe um mundo de som harmonioso, que é bucólico, ainda que turbulento. Informado por estilos de jazz tradicional, mas com suporte da liberdade improvisadora, eles imediatamente estabelecem uma unidade bem azeitada, marcada por tremenda interação na grandiosa faixa de abertura em 10 minutos, “Subduction Zone”, que estabelece o humor do programa.

Boshnack lidera a batalha, deslizando e circulando no alto em estruturas soltas com linhas elegantes, que relembra seus heróis da infância, Chet Baker e Miles Davis. Porém, enquanto ela deslumbra como líder e com seu trompete prodigioso, é a harmonia que ela compartilha com o grupo que merece atenção. A profusão de espaço é dada aos seus companheiros de banda para brilhar, e cada tomada com passagens estelares. Seismic Belt não deve realizar uma força vulcânica, mas se move do jazz ao clássico à música de câmara com desembaraço.

Faixas

1.Subduction Zone 10:32            
2.Kamchatka 05:48         
3.Tectonic Plates 09:22 
4.Summer That Never Came 06:33          
5.Convection Current 10:22        
6.Choro 07:07   
7.Fuji 10:56        
8.Submarine Volcano 07:51

Músicos: Samantha Boshnack (trompete); Ryan Parrish (saxofones tenor e barítono); Paris Hurley (violino); Lauren Elizabeth Baba (viola); Paul Cornish (piano); Nashir Janmohamed (baixo);Dan Schnelle(bateria).

Fonte: BRAD COHAN (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 31/10


Bob Belden (1956-2015) – saxofonista,arranjador,
Booker Ervin (1930-1970) - saxofonista,
Claudete Soares(1937) – vocalista,
Ethel Waters (1896-1977) - vocalista,
Guilherme Vergueiro(1953) – pianista,
Illinois Jacquet (1922-2004) – saxofonista,
Julia Lee (1902-1958) - pianista, vocalista,
Raphael Rabello(1962-1995) – violonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=SZUPPLDhGcY&noredirect=1,
Sherman Ferguson (1944-2006) – baterista,
Vincent Gardner (1972) - trombonista

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

ELIO VILLAFRANCA – CINQUE (ArtistShare)


O pianista/compositor Elio Villafranca é a última moda, em décadas, de músicos cubanos, que integrou conceitos musicais Africanos, Europeus e Pan-Americanas. Seu trabalho em dois discos é atrativo e com com complexa dedicação para Cinque, o serra leonês que liderou uma revolta sangrenta a bordo do navio negreiro vinculado à Cuba em 1839 e posteriormente foi liberado por John Quincy Adams.

A banda aqui primariamente consiste no grupo de Villafranca, The Jass Syncopaters. Com um estilo pianístico que ecoa Duke Ellington e McCoy Tyner, o líder narra a estória de Cinque com referências à Revolução Haitiana e a liberação da colônia do abandono de escravos fugitivos. E tudo é incrementado pelas gravações por parte de Villafranca da derivada conga Cubana/Congolesa e cantos e ritmos mayombe, ao lado de outra música derivada africana do Haiti, Porto Rico, República Dominicana e New Orleans, mesclada com a linguagem do jazz. O convidado especial da Crescent City, Wynton Marsalis, chora nas pulsações processionais de “La Burla De Los Congos (Part II)”, a loucura do tenor de Greg Tardy em “Madre Agua (Part III)” e os vocais improvisados vodou de Leyla McCalla em “Mèsy Bondye” são mais uns poucos exemplos de como o opus descreve como Villafranca no Dark Continent illuminating the Americas.

Faixas: Disco 1: Mov. I: El Rey Del Congo “The King Of The Congo”; Narration 1; Cinque + Narration 2 (Part I); The Capture (Part II); Canto Gangá De Despedida; Narration 3; Trouble Waters (Part III); Mov. II; Rezo Congo; Maluagda (Part I); La Burla De Los Congos (Part II); Tambor Yuka/Saludo Gangá; Madre Agua (Part III); Mov. III: Indigo + Narration 4 (Part I); New Sky (Part II); Narration 5; The First Colony (Part II); Kongo. (52:50) Disco 2: Mov. IV: The Night At Bwa Kay Man (Part I); Palo Muerte–Llore; Kafou Ceremony; Narration 6; The Night Of Fire (Part II); Medley Of Congo Songs; Mèsy Bondye; Mov. V: Paseo (Part 1); Conga Y Comparsa (Part II); Live Congo; Canto Gangá a Yegbè De Despedida; Congo Story; Canto Congo A Capella–Maluagda; Palo De Muerto. (41:26)

Músicos: Elio Villafranca, piano, percussão; Ricky Rodriguez, baixo acústico; Lewis Nash, bateria; Arturo Stabile, Miguel Valdes, Jonathan Troncoso, Nelson Mateo Gonzales; Freddie Hendrix, Wynton Marsalis (Disco 1: 10; Disco 2: 1), trompetes; Steve Turre, trombone, trombone baixo, conchas; Vincent Herring, saxofone alto e soprano, flauta; Greg Tardy, saxofone tenor, clarinete; Todd Marcus, clarinete baixo; Leyla McCalla, vocal, (Disco 2: 7); Don Vappie, banjo, (Disco 2: 7); Alexander LaSalle, vocal, (Disco 1: 4, 8, 10); Alexander Waterman, cello (Disco 1: 2, 7, 9); Roberta Brenza, coros (Disco 2: 9).

Fonte: Eugene Holley Jr. (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 30/10


Bobby Jones (1928-1980) - saxofonista,flautista,
Christoph Irniger (1979) - saxofonista,
Clifford Brown (1930-1956)- trompetista,
Poncho Sánchez (1951) - percussionista,
Saul Rubin (1958) - guitarrista,
Teo Macero (1925-2008) - saxofonista,produtor,
Tom Browne (1954) - trompetista,
Trilok Gurtu (1951) – percussionista,
Tutty Moreno http://www.youtube.com/watch?v=IFAyZlrpxbQ (1947) – baterista (na foto e vídeo)

terça-feira, 29 de outubro de 2019

DANIEL SZABO – VISIONARY (Fuzzy Music)


As grandes trilhas sonoras jazzísticas—“The Sweet Smell of Success”, “Man with the Golden Arm”, “Anatomy of a Murder”, “I Want to Live”— foram interpretadas por grupos pequenos ou orquestra, às vezes por ambos ao mesmo tempo. Indiferentes à instrumentação, elas foram ao verdadeiro âmago dos trabalhos de jazz, tão inconfundível quanto uma batida suingante. Em seguida vem a auto descrita como “visionary-NT : visionária” com o pianista Daniel Szabo, com sua tomada contemporânea da trilha sonora jazzística interpretada por um grupo pequeno e uma orquestra. Coproduzido por Peter Erskine e lançado em seu selo Fuzzy Music, “Visionary “ integra jazz, clássico, filme e música folk conforme Szabo escreve nas notas para o disco.

Executado por um grupo incluindo Erskine e os saxofonistas Kim Richmond e Bob Sheppard, “Visionary” suinga levemente e brilha tão suavemente quanto um por de sol da Califórnia (Não surpreende, pois foi gravado em Glendale, Califórnia). Relembra tais arrasa-quarteirões de Hollywood como Mr. Holland’s Opus, The Competition e The Soloist, contos de amor que arrasa corações, risos e intrigas ocasionais. Espumante, leve e, às vezes, dramático, “Visionary” parece ser sério o bastante—ou simplesmente um veículo para Szabo juntar um trabalho de trilha sonora? “James Newton Howard and Friends (1983) ” foi um álbum similar, solta-se com excelentes músicos de Los Angeles e é orientado pela transgressão de Howard no modo competitivo das trilhas sonoras de Hollywood. Funcionou.

Sinceramente, qualquer outro ponto fundamental é duro de encontrar aqui. O que o faz diferente de outros músicos é divertir-se no equivalente de uma névoa matinal e com folhas caindo? Mesmo em uma tomada orquestral em “Infant Eyes” de Wayne Shorter sua beleza é roubada, engolida completamente por seus ritmos extravagantes e um arranjo inexpressivo. A convergência do jazz, música orquestral e trilhas sonoras nunca soaram nesta tepidez.

Faixas: Visionary; Vaison-La-Romaine; Cosmic; Infant Eyes; Floating; Underwater.

Músicos: Daniel Szabo: piano; Peter Erskine: bateria; Edwin Livingston: baixo acústico; Sara Andon: flauta; Bob Sheppard: sax tenor, flauta; Chris Bleth: oboé; John Yoakum: English horn; Kim Richmond: clarinete, sax alto, sax soprano; Phil O'Connor; clarinete baixo; Chad Smith: fagote; Charlie Bisharat: 1º violino; Joel Pargman: 2º violino; Andrew Duckles: viola; Charlie Tyler: cello.

Fonte: KEN MICALLEF (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 29/10

Jimmy Woods (1934) - saxofonista,
Josh Sinton (1971) - saxofonista,
Mats Gustafsson (1964) – saxofonista,
Matthias Lupri( 1964) - vibrafonista,
Neal Hefti (1922) - trompetista,
Nelson Cavaquinho(1911-1986) – cavaquinista, violonista,vocalista,
Zoot Sims (1925-1985) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=i3hDsBtJipg

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

DAVE HOLLAND – UNCHARTED TERRITORIES (Dare2 Records)


Dave Holland e Evan Parker se reencontraram, após seu primeiro encontro, durante o florescimento do jazz avant-garde britânico nos anos 1960.  A familiaridade do baixista e do saxofonista renovada na gravação em estúdio é bastante notável, para tornar as coisas mais intrigantes na gravação em estúdio, eles se conectaram neste disco duplo com dois instrumentistas de uma geração mais nova e similar espírito livre, o tecladista Craig Taborn e o baterista-percussionista Ches Smith. Apenas três das 23 músicas foram compostas anteriormente. O resto são livre improvisações, intituladas de acordo com a combinação dos seus instrumentos.

“Thought on Earth” de Smith inicia o trabalho, sua introdução reflexiva liderando uma seção exploratória onde cada instrumentista ocupa uma distinta zona rítmica, relatado abertamente se sobrepondo aos outros. A partir daí , o grupo divide-se em duos e trios, ocasionalmente reconvertendo-se em quarteto em faixas que têm “Q” em seus nomes. “QW1” é uma ominosa construção na qual Smith move-se dos pratos para o xilofone, para o vibrafone e para a bateria. “QT12” vem como uma paródia jocosa de uma música bop agitada.

Não surpreendentemente, Holland e Parker portam-se bem ao longo do trabalho. “Tenor-Bass W3” é um exemplo especialmente memorável de par, como o baixo de Holland responde ao tenor borbulhante de Parker com arco e interjeições, que sugerem gemidos de besta ferida. Porém, Smith e Taborn são instrumentistas fora do comum, de forma imaginativa eles têm meia conversa, meio embate com seus sábios para que eles atuem de forma própria. Em “QT13”, eles constroem um louco mecanismo acolchoado atrás de Parker e Holland, enquanto o dueto deles em “Organ-Vibes W1” gera uma atmosfera aterradora, que beira a psicodelia. Este território particular não se sente arranjado—a era Ummagumma de Pink Floyd esteve aqui antes, para nomear apenas um precursor—mas é um bom local para se revisitar.

Faixas: Thought on Earth; Piano - Bass - Percussion T1; Q&A; Tenor - Percussion W2; QT12; Tenor - Bass W3; QW2; Tenor - Piano - Bass T2; Organ - Vibes W1; Bass - Percussion T2; Tenor - Piano - Percussion T1; QT13; Tenor - Bass - Percussion T2; Piano - Percussion W3; QT5; Tenor - Bass W1; Piano - Bass - Percussion T2; Unsteady As She Goes; Bass - Percussion T1; QW5; Tenor - Bass - Percussion T1; Tenor - Bass W2; QW1.

Músicos: Dave Holland: baixo; Evan Parker: sax tenor; Craig Taborn: piano, teclados, órgão, eletrônica; Ches Smith: percussão.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: MAC RANDALL (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 28/10



Andre Tandeta (1957) – baterista,
Andy Bey (1939) – vocalista,pianista,
Bill Harris (1916-1973) - trombonista,
Capiba (1904-1997) – pianista compositor,
Chico O'Farrill (1921-2001)- líder de orquestra,
Cleo Laine (1927) - vocalista,
Dink Johnson (1892-1954) - pianista,
Elton Dean (1945-2006) - saxofonista,
Glen Moore (1941) - baixista, pianista,
Jay Clayton (1941) - vocalista,
Kent Jordan (1958) – flautista,
Kurt Rosenwinkel (1970) – guitarrista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=BAkONsjZhTY,
Richard Bona (1967) – baixista,
Ronaldo Bôscoli (1928-1994) – compositor,produtor,
Zélia Duncan (1964) - vocalista

domingo, 27 de outubro de 2019

KENNY BARRON – CONCENTRIC CIRCLES (Blue Note Records)


Difícil de acreditar, como Kenny Barron aos 75 anos, estreia na Blue Note com o álbum “Concentric Circles”, alguém que é vigoroso, veloz e divertido para uma estreia e para qualquer um que tenha dois terços de sua idade.

O quinteto, profundamente versado do confiante Barron, suinga como uma orquestra positiva, e "DPW" dá um salto com saltitante personalidade bop, os deslumbrantes instrumentos de sopro imediatamente anunciam uma pista de dança aberta, e uma dinâmica rítmica afro-latina que não é impossível de se mover. Sempre um instrumentista apaixonado e um compositor com um firme e extenso talento de Barron—como Duke ou Mingus—ele é devotado à expressão de cada instrumentista dentro da totalidade. O disco com 11 canções inicia com quatro composições de Barron que amplia o completo espectro. A valseada faixa título desdobra-se em si mesma graciosamente, com o vigoroso baixista Kiyoshi Kitagawa e o baterista Jonathan Blake segurando o centro. Barron lidera o trompetista Mike Rodriquez e o saxofonista Danya Stephens dentro de solos mercuriais e deliciosos voos em duetos. Do mesmo modo, "Blue Waters", a faixa em 6/8 lidera as listas de sucesso da Jazz Now! da Blue Note, da Apple Music e do Spotify.

A melancólica e blueseira, "A Short Journey" cativa desde o início, com o delicado trabalho de pratos de Blake e o tranquilo Barron, a expectativa funciona estabelecendo uma atmosfera por parte de Stephens e Rodriquez, igualmente triunfantes e com solos reflexivos. Já enlevados pelo desembaraço da música brasileira, a tomada do quinteto para "Aquele frevo axé" de Caetano Veloso serve para alegrar o humor a partir da reflexão da faixa anterior. A próxima inédita de Barron, a desembaraçada "Von Hangman", nesta interpretação muito fundamentada sob cinco minutos está outro testamento do estilo composicional de Barron. Estonteantemente, o quinteto movimenta-se da dançante "Von Hangman" à balada tipo blue de meia-noite de "In The Dark", certamente algo das obras-primas modernas do líder. A exuberante "L's Bop" de Lenny White, um tratamento jovial e iluminado, como faz o testemunho contínuo de Barron para alguns dos seus alicerces, Thelonious Monk, indo do solo suntuoso na já brilhante "Reflections" de Monk.

Oh, se todos estreassem com este nível de amor, capacidade artística e sinceridade, imagine a música que nos deliciaria.

Faixas: DPW; Concentric Circles; Blue Waters; A Short Journey; Aquele frevo axé; Von Hangman; In the Dark; Baile; L’s Bop; I’m Just Sayin’; Reflections.
Musicos: Kenny Barron: Piano; Dayna Stephens: Saxofone; Mike Rodriguez: Trompete; Kiyoshi Kitagawa: Baixo; Johnathan Blake: Bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: Mike Jurkovic (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 27/10



Amanda Monaco (1973) - guitarrista,
Arild Anderson (1945) - baixista,
Babs Gonzales (1919-1980) - vocalista,
Barre Phillips (1934) - baixista,
Boyd Raeburn (1913-1966) - saxofonista,
Carlo De Rosa (1970) - baixista,
Dan Baraszu (1969)- guitarrista,
David Hazeltine (1958) - pianista,
George Wallington (1924-1993) - pianista,
Hector Costita (1934) – saxofonista,
Igor Butman (1961) – saxofonista,
José Miguel Soares Wisnik (1948) – vocalista,pianista,
Ken Filiano ( 1952) - baixista,
Pery Ribeiro (1937-2012) – vocalista,
Philip Catherine (1942) – guitarrista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=ViH87_CxmY8,
Robert Sabin ( 1972) - baixista,
Scotty Barnhat (1964) – trompetista,
Tom Adams (1953 ) - pianista 

sábado, 26 de outubro de 2019

ANDREW LIBHAM JAZZ ORCHESTRA - WEAPONS OF MASS DISTRACTION


Estes dezessete componentes contemporâneos desta orquestra liderada por um saxofonista barítono, compositor e educador residente no Reino Unido, Andrew Linham, é uma das mais arrojadas—e mais excêntrica— em ação atualmente. Este é um grupo com proficiência, personalidade e reserva, para não mencionar um impulsivo senso de humor. Interpretando composições de Linham, a orquestra—que consiste de instrumentistas importantes da cena britânica —interpreta com um fundamento estilístico que vai de uma big band animada, e à moda antiga, e suinga com pirotecnias para baladas po poderosas. Eles tocam com coragem e atitude, e manobram para injetar exorbitante humor dentro de uma maior demanda de passagens musicais, notáveis e perfeitas entre o sublime e o absurdo. Seu álbum de estreia vem como uma surpresa prazerosa, desde aquilo que eu tinha ouvido previamente, tampouco Linham (que toca regularmente em numerosas orquestras do Reino Unido) nem sua orquestra, que o líder descreve como um “um sonoro e visceral remédio para o jazz baseado na insanidade para aquecer as partes do seu coração”. Parece que esta banda arrojada, que têm tido músicas interpretadas por Linham desde 2014, voa baixa sob o radar das big band, atuando majoritariamente na Inglaterra (incluindo uma performance bem recebida no London Jazz Festival em 2015). A espertamente intitulada “Weapons Of Mass Distraction” estabelece, de forma segura, a Andrew Linham Jazz Orchestra como uma significativa adição da cena atual da big band e um grupo que merece maior reconhecimento em nível internacional.

Faixas: Screaming Ab Dabs; Sharking In The Chalet; I Arksque This; Dinosaur Face; Pyrrhic Victory; Big Bertha’s Quarter To Twos; Apples Aren’t The Only Fruit; Don’t Mention Janet; Henchmen Live The Shortest Lives; Waitress Winking; I Remember Fenton.

Músicos: Andrew Linham: saxofone; Tommy Andrews: saxofone, clarinete; Phil Meadows: saxofone; Riley Stone-Lonergan: saxofone; Jonny Chung: saxofone; Barney Lowe: trompete; Miguel Gorodi: trompete; Sam Warner: trompete; Matt Roberts: trompete; Andy Hall: trompete; Rosie Turton: trombone; Tom Green: trombone; Chris Saunders: trombone; Barney Medland: trombone; Tom Millar: piano; Rich Perks: guitarra; Andrew Robb: baixo; Dave Ingamells: bateria.

Fonte: Ed Enright (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 26/10


Belchior (1946-2017) – vocalista,
Bidinho (1944) – trompetista, saxofonista, clarinetista,
Charlie Barnet (1913-1991) - saxofonista,
Chuck Stevens (1979) - guitarrista,
Eddie Henderson (1940) - trompetista,
Jacques Loussier (1934) - pianista,
Marc Wagnon ( 1956) - vibrafonista,
Milton Nascimento (1942) – violonista,vocalista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=cIuS_lzb5b8,
Ranee Lee (1942) - vocalista,
Seth MacFarlane (1973) – vocalista,
Thomas Rotter (1963) – baixista,
Vijay Iyer (1971) – pianista,
Warne Marsh (1927-1987) – saxofonista

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

JOSHUA REDMAN – STILL DREAMING (Nonesuch Records)


Quando Joshua Redman formou Still Dreaming um par de anos atrás, o nome do grupo e instrumentação —Redman no saxofone, Ron Miles no trompete, Scott Colley no baixo, Brian Blade na bateria, sem instrumentos harmônicos— era claramente significativa como uma referência ao Old and New Dreams do seu falecido pai Dewey Redman, que foi uma espécie de continuação do clássico quarteto de Ornette Coleman (composta com quatro ex companheiros de banda de Coleman). Isto é potencialmente um histórico pesadamente sobrecarregado para qualquer banda carregar, assim é o extraordinário primeiro álbum de Still Dreaming que é caracterizado mais do que qualquer coisa pela sua leveza.

Esta música tem uma permanente primavera em seus passos, mesmo quando abranda, continua a dançar. “New Year” de Colley e “Unanimity” de Redman, que abre o álbum, são vertiginosamente celebratórias, com temas que vão e vêm, pontuados por súbitos movimentos laterais. Como Coleman e Don Cherry, Redman e Miles têm uma simbiose especial, circulando cada um em seu jeito, que está apenas bastante fora dos limites para ser perfeito. E como a depressiva “Blues for Charlie” demonstra, eles compartilham profundamente um alicerce no blues.

Harmonicamente falando, “Still Dreaming” inclina-se através mais do convencional em relação a Coleman ou ao velho Redman; acordes que mudam não devem ser tocados, mas a maior parte do tempo eles são obviamente incluídos. No lado rítmico, o álbum vem a ser mais solto quando vai para a frente, alcançando um pico—bastante apropriado—em uma interpretação assombrosa de “Comme Il Faut” de Coleman. Redman empurra seu tenor para um registro mais alto ao final do manifesto da música com Colley e Blade desencadeando explosões por trás dele. O momento tem toda a gravidade de uma invocação, e, ainda, como cada faixa em “Still Dreaming”, há também uma qualidade viva, que simplesmente irradia prazer.

Faixas: New Year; Unanimity; Haze and Aspirations; It's Not the Same; Blues for Charlie; Playing; Comme il faut; The Rest.

Músicos: Joshua Redman: saxofone; Ron Miles: cornet; Scott Colley: baixo; Brian Blade: bateria.

Fonte: MAC RANDALL (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 25/10



Earl Palmer (1924-2008) – baterista,
Daniel D´Alcântara (1974) – trompetista, flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=TnucmHAYvrQ,
Eddie Lang (1902) - guitarrista,
Franck Amsallem (1961) - pianista,
Jimmy Heath (1926) - saxofonista,
Ray Gelato (1961) – saxofonista,vocalista,
Ricardo Silveira (1956) – guitarrista,
Roberto Menescal (1937) –violonista,guitarrista,
Robin Eubanks (1955) - trombonista,
Teco Cardoso(1960) – saxofonista,flautista,
Terumasa Hino (1942) – trompetista,flugelhornista  

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

ANGELA VERBRUGGE – THE NIGHT WE COULDN´T SAY GOODNIGHT (Gut String)


Angela Verbrugge parece entender a importância de uma primeira impressão, assim seu álbum de estreia oferece um amplo ângulo de olhar para seus múltiplos talentos sem um sentimento forçado ou ostentatório. Uma cantora educada na cena jazzística na British Columbia, residente em Vancouver, possui uma voz cativante, brilhantemente polida com ampla inteligência emocional, considerável habilidade composicional e visível bom gosto. Com excelentes acompanhantes—Ray Gallon no piano, Anthony Pinciotti na bateria e Cameron Brown no baixo—ela apresenta 13 canções, incluindo quatro inéditas, que cobrem um amplo território.

Assume alguma audácia para liderar com duas peças próprias—a colaboração na corrida de obstáculos com Gallon, “I’m Running Late (That’s the Question), e a provocante faixa título —antes de oferecer uma versão magnífica de “Love Walked In” dos Gershwins complementada com frequentemente esquecida poesia. A sequência do álbum frequentemente amplifica o impacto da canção, como quando o vibrante Steve Allen em “This Could Be the Start of Something Big”, que segue sua composição, “You’re Almost Perfect”.

Verbrugge faz a mais duradoura impressão com suas corridas de curta distância dentro do campo que sobrou, como na com toque latino “Si Tu Pudieras Quererme”, uma versão em espanhol de “You and the Night and the Music”. E ela obtém os maiores pontos para interpretar o tema assombroso de The Godfather de Nino Rota. Enquanto a letra de Larry Kusick para “Speak Softly, Love” é tão esquecível quanto a melodia de Rota é indelével, Verbrugge faz um cenário convincente onde a canção merece mais atenção. Um arranjo com toque de tango de “The Moon Is Yellow” não é muito completo, mas ela encerra o álbum com outra forte música inédita, “How Did I Know This Was the End?”, uma afinidade como um beijo de despedida a Nat Adderley coescrita com Gerry Teahan. Com algumas decisões espertas e faixas memoráveis, eu estou ansioso por ouvir o que Verbrugge fará na próxima jornada.

Faixas  

1. I'm Running Late (That's the Question) [apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti] 4:35
2. The Night We Couldn't Say Good Night (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 3:51
3. Love Walked In (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 4:39
4. All Too Soon (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 5:14
5. You're Almost Perfect (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 3:27
6. This Could Be the Start of Something Big (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 3:00
7. Interlude (A Night in Tunisia) [apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti] 3:12   
8. Cool Baby (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 4:18
9. Si Tu Pudieras Quererme (You and the Night and the Music) [apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti] 3:40
10. Speak Softly, Love (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 3:53
11. Plus je t’embrasse (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 3:01
12. The Moon Was Yellow (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 3:06
13. How Did I Know This Was the End? (apresentando Ray Gallon, Cameron Brown & Anthony Pinciotti) 3:18

Fonte: JazzTimes

ANIVERSARIANTES - 24/10


Anthony Cox (1954) – baixista,
Banu Gibson (1947) - vocalista,
Jay Anderson ( 1955) - baixista,
Odean Pope (1938) – saxofonista,
Rick Margitza (1961) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=cGAq4gmQ7iQ,
Wendell Marshall (1920-2002) - baixista

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

MARTIN WIND – LIGHT BLUE (Laika)


O baixista Martin Wind convoca muitas cores em seu 12º álbum como líder, com time de grandes estrelas, que claramente desfruta de composições e arranjos meticulosamente detalhados e fundamentados em suas habilidades instrumentais. Em matizes que são majoritariamente mais brilhantes que uma luz azul ou reflete a docemente triste palavra brasileira “saudade”.

Os movimentos rápidos de Wind, a improvisação com tom perfeito em pizzicato é exibido no começo em “While I’m Still Here”, uma folia baseada em “Sweet Georgia Brown”, completada pelo órgão de Gary Versace, Scott Robinson no saxofone tenor e pela trompetista Ingrid Jensen, com o estímulo das escovinhas para Matt Wilson.

O baixo de Wind ancora e agrega através de sua balada “Rose” (na qual Robinson faz um dolorido manifesto na taragota), a animada “Ten Minute Song” (Robinson mistura perfeitamente com o clarinete de Anat Cohen na cabeça e tem um solo de três estribilhos no saxofone baixo) e “February”, no qual a mistura de trompete e partes sobrepostas dos saxofones alto e tenor se dá através de uma cortina com notas mais altas de Versace e o suave Wind, com firme dedilhar , brilha.

“Power Chords”, talvez, a peça mais melancólica e mais livre incluída em “Light Blue”, é quase como uma extrapolação acústica do álbum de Miles Davis, de 1986, “Tutu”. O profundo uso do arco por parte de Wind estabelece uma vibração ominosa, então destroi. O solo de Jensen é ambicioso; o saxofone baixo de Robinson e o órgão de Versace lutam, rugem e trovejam; Wilson agita e propulsiona.

As próximas cinco faixas, a partir de um segundo dia no estúdio, alteram os músicos e a sensibilidade. Jensen e Versace se foram, Cohen iluminada (em um duo de clarinete com Robinson em “Genius/Saint”) e Bill Cunliffe ao piano. “Seven Steps To Rio” exemplifica estas canções: Maucha Adnet canta em português, seu marido Duduka Da Fonseca tocando verdadeiros ritmos de samba, Cohen fluindo sobre o baixo acústico de Wind. “De Norte A Sul” tem um episódio intricado no instrumento de sopro, enquanto “A Sad Story” e “Longing” são temas taciturnos.

“Light Blue” pode oferecer uma variedade de audições, estrutura, espírito e destreza.

Faixas: While I’m Still Here; Rose; Ten Minute Song; February; Power Chords; A Genius And A Saint; Seven Steps To Rio; A Sad Story; De Norte A Sul; Longing. (60:25)

Músicos: Martin Wind, baixo; Anat Cohen, clarinete; Ingrid Jensen, trompete; Scott Robinson, saxofones, taragota, clarinete; Maucha Adnet, vocal; Bill Cunliffe, piano; Gary Versace, piano, órgão; Matt Wilson, Duduka Da Fonseca, bateria.

Fonte: Howard Mandel (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 23/10



Bernard Peiffer (1922) - pianista,
Dianne Reeves (1956) – vocalista,
Ernie Watts (1945) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=dzpzHQrBk9I,
Frank Hewitt (1935) - pianista,
Gary McFarland (1933-1971) – vibrafonista,vocalista,
Jeff Gardner(1953) – pianista,
Luiz Tatit (1951) – compositor,pesquisador musical, 
Sonny Criss (1927-1977) - saxofonista,
Walter Fischbacher( 1966) - pianista 

terça-feira, 22 de outubro de 2019

FROST CONCERT JAZZ BAND/DAVERSA - CONCERTO FOR GUITAR AND JAZZ ORCHESTRA (ArtistShare)


O guitarrista/compositor Justin Morell é conhecido por desafios com alto grau de dificuldades, incluindo a mistura de jazz e gêneros clássicos. Para seu “Concerto for Guitar and Jazz Orchestra”, Morell apresenta elementos de concertos por Mozart, Haydn e Beethoven. O compositor crescido em Los Angeles é assistido pelo recente multivencedor do Grammy, John Daversa, titular da cadeira de música de estúdio e jazz na Frost School of Music da Universidade de Miami, conduzindo uma das mais amplas orquestras acadêmicas; ele eleva a barra para o ponto mais alto apresentando o guitarrista Adam Rogers.

Os resultados envolvem dois longos e acelerados movimentos e uma mais lenta entre elas, com mais harmonia, ritmo e improvisação aprovada do jazz (especialmente pelos guitarristas), então você encontrará concertos mais clássicos. Na abertura com 14 minutos, “Lost, Found and Lost”, Morell coloca o foco nos treze componentes da seção de sopro da Frost Concert Jazz Band —especialmente os saxofonistas e clarinetistas Tom Kelley, Brian Bibb, Chris Thompson-Taylor, Seth Crail e Clint Bleil, e o trombonista baixo Wesley Thompson—por dois minutos antes da guitarra de Rogers entrar. Os trompetistas Russell Macklem, Michael Dudley, Aaron Mutchler e Greg Chaimson e trombonistas Derek Pyle, Will Wulfeck e Eli Feingold se mostram mais envolvidos, promove tanto Rogers e a seção rítmica formada com o pianista Jake Shapiro, o guitarrista Josh Bermudez, o baixista Lowell Ringel, o baterista Garrett Francol e o percussionista Mackenzie Karbon alternativamente desiste e acelera.

A subsequente “Life and Times” destaca a seção textural da seção de sopros em uma ampliada introdução, antes de Rogers fazer sua entrada com estonteante trabalho com clara entonação entre a relaxada cadência da seção rítmica. A faixa de encerramento “Terraforming” deixa o melhor para o final, como a seção de sopros insistentemente pontua as paradas e continuidades dentro das figuras repetitivas de Rogers.

Faixas

1 Lost, Found and Lost 13:42
2 Life and Times 12:29
3 Terraforming 10:22

Fonte: BILL MEREDITH (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 22/10


Alex Mesquita (1971) – guitarrista,violonista,
Brenda Earle (1976) - pianista,
Clare Fischer (1928-2012) - pianista,
Giorgio Gaslini (1929) - pianista,
Hans Glawischnig (1970) – baixista,
Ivan Renta (1980) - saxofonista,
Jane Bunnett (1956) - flautista,saxofonista,
Krzysztof Duszkiewicz  (1957) - guitarrista,
Lula Galvão(1962) – violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=HylocK6E-R4,
Patápio Silva (1880-1907) – flautista,
Urszula Dudziak (1943) - vocalista

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

DAVID KIKOSKI – PHOENIX RISING (HighNote Records)


O pianista David Kikoski e o saxofonista tenor Eric Alexander, que estão entre as luzes mais brilhantes da cena jazzística de Nova York por mais de duas décadas, têm se conhecido por muitos anos, mas “Phoenix Rising” marca a primeira vez em que eles gravaram juntos. Após a audição, uma observação salta imediatamente à mente: já era tempo.

Uma segunda premissa é que o álbum suínga e deslumbra do começo ao fim —mas alguém esperaria nada menos dos mestres deste idioma, especialmente quando a sessão se beneficia bem da forma como impõe a presença de dois músicos padrões, o baixista Peter Washington e o baterista Joe Farnsworth. O nível da capacidade de tocar um instrumento é alto ao longo do trabalho, também, não é surpresa, como Kikoski e seus colegas têm aprimorado suas respectivas habilidades por muito anos como membros da elite de Nova York e são imperturbáveis em face de qualquer ameaça que possa impedir seu progresso ou rompimento de suas propostas. Nas suas mãos capazes, excelência não é muito um objeto dado.

Após um breve distanciamento, o quarteto abre vivamente a comporta em "Phoenix Rising", coescrita por Alexander e Kikoski, um tema que, em palavras de Alexander, é "tudo sobre David explodindo a retaguarda de cena". Estoura quando ele faz solo com dois punhos poderosos, que precede uma igualmente enfática declaração de Alexander. Esta é a primeira de não menos que quatro incendiárias constantes do menu. As outras são "If I Were a Bell" de Frank Loesser, "Willow Weep for Me" de Ann Ronell e "Lazy Bird" de John Coltrane , na qual o solo agudo ardente de Alexander, facilmente, derreteria um  iceberg. O grupo é mais descontraído, mas não menos persuasivo em números menos aquecidos no álbum: "Wichita Lineman" de Jimmy Webb, "Emily" de Johnny Mandel (na qual Alexander brilha), "Love for Sale" de Cole Porter (estabelece uma atrevida batida latina) e "My One and Only Love" de Guy Wood / Robert Mellin. O blues ágil de Alexander, "Kik It", completa o programa bem balanceado. Kikoski toma a primeiro solo outra vez, como ele faz em quase cada número (bem, é o seu trabalho), e cada solo é um modelo de discernimento e brilho técnico.

A última (e mais duradoura) impressão é que estes são quatro músicos superiores, e que os quartetos simplesmente não podem se misturar sem emenda mais do que isto. Todos escutam cuidadosamente, respondem rapidamente, e reforçam a dinâmica do grupo. O melhor de tudo, a música que eles escolheram para tocar é invariavelmente brilhante e prazerosa. Muito bom, cavalheiros.

Faixas: Phoenix Rising; Kik It; Wichita Lineman; If I Were a Bell; Emily; Love for Sale; My One and Only Love; Lazy Bird; Willow Weep for Me.

Músicos: David Kikoski: piano; Eric Alexander: saxofone tenor (1-4, 6-9); Peter Washington: baixo; Joe Farnsworth: bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:



Fonte: Jack Bowers (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 21/10


Bobby Few (1935) - pianista,vocalista,
Celia Cruz (1925-2003) - vocalista,
David Weiss (1964) - trompetista,
Dizzy Gillespie (1917-1993) – trompetista,
Don Byas (1912-1972) - saxofonista,
Don Rader (1935) - trompetista,
Dóris Monteiro(1934)- vocalista,
Fred Hersch (1955) – pianista,
Jerry Bergonzi (1947) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Z5Dj4eXNl1M,
Marc Johnson (1953) - baixista

domingo, 20 de outubro de 2019

VERNERI POHJOLA & MIKA KALLIO – ANIMAL IMAGE (Edition Records)


“Animal Image” é notável trilha sonora para o documentário do mesmo nome do artista visual finlandês, Perttu Saksa. Embora, a duração do filme seja de 28 minutos, a partitura composta e gravada pelos camaradas finlandeses Verneri Pohjola e Mika Kallio segue para o norte de trinta e sete minutos, mas qualquer coisa menor seria um logro para o ouvinte de alguma música atrativa. A ilusoriamente tranquila, como o número de abertura Zen, "Where Do You Feel At Home" nega alguma das músicas cativantes e mais viscerais que seguem.

Pohjola estende ampliadas notas lamentosas do trompete em "Outside", considerando seu vigor, eleva o trompete aberto à estratosfera em"Foxplay", em um solo hipnótico acompanhado só por dispersa bateria e pratos. O zumbido da eletrônica e a repetida batida solitária da bateria em "Man" pinta uma misteriosa e agourenta paisagem sonora sobre a melodia desolada que Pohjola toca. Pohjola evoca sons animalescos de gritos e grasnidos em   "Goshawk's Dream", que toca como uma improvisação coletiva. Na faixa final, Kallio organiza profunda reverberação dos gongos junto aos elevados passos dos pratos e um percussivo choro como uma baleia. Pohjola toca contra este fundo com um trompete em multicanal criando zumbidos e melodias evanescentes.

Desde a graduação como mestre em música em 2002, Mika Kallio trabalhou com um completo grupo de músicos, incluindo Tomasz Stanko, Wadada Leo Smith, John Zorn, a UMO Jazz Orchestra e também o falecido pai de Verneri Pohjola, Pekka. Este é o terceiro álbum de Verneri Pohjola pela Edition Records, seguindo a “Bullhorn (2015) ” e “Pekka (2017) ”. Povos à parte destes dois álbuns, “Animal Image” comanda um diferente trabalho de audições qualificadas. De qualquer modo, sucumbindo à concentração e contemplação produz para um ouvinte meditativa e curiosa atmosfera devotada. Como no  YouTube movimenta-se rapidamente, acompanhando esta revisão, que importunamente atesta para ouvir este poema sonoro em conjunção com fascinante imagem em preto e branco, retratada no filme de  Saksa, que é verdadeiramente algo a mais.

Faixas: Where Do You Feel At Home; Outside; Foxplay; Man, Animal Image; Goshawk’s Dream; Animal Image.

Músicos: Verneri Pohjola: tompete, eletrônica; Mika Kallio: bateria, percussão, gongos.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: Roger Farbey (AllAboutJazz)

ANIVERSARIANTES - 20/10


Adelaide Hall (1904-1993) - vocalista,
Andrea Bartelucci (1955) - flautista,
Anouar Brahem (1957) – oudista,
Carl Kress (1907-1965) - guitarrista,
Dino Rubino (1980) – trompetista,pianista,
Eddie Harris (1926-1996) – saxofonista,
Jelly Roll Morton (1890-1941) – pianista,
Mark O'Leary (1969) - guitarrista,
Martin Taylor  (1956) - guitarrista (na foto e video) https://www.youtube.com/watch?v=USgds2Ruc8U ,
Russell Gunn (1971) - trompetista 

sábado, 19 de outubro de 2019

TOMMY EMMANUEL & JOHN KNOWLES - HEART SONGS (CGP Sounds/Thirty Tigers)


Entre as músicas tradicionais norte-americana de hoje, poucos nomes são mais reverenciados que o de Chet Atkins (1924–2001). Um guitarrista virtuoso, estimado produtor e executivo de gravação de Nashville com um grande ouvido para talentos, Atkins conferiu a rara designação CGP (Certificado de Guitarrista) em um grupo muito restrito de selecionadores. Dois deles são Tommy Emmanuel e John Knowles, que têm se juntado para um álbum de duo acústico em “Heart Songs”.

Os instrumentistas pagam a dívida artística a Atkins, ajudando a fazer interpretações de canções populares (interpretadas como números instrumentais ao violão), músicas que não apenas pertencem ao palco do Grand Ole Opry, mas também em concertos clássicos. Em algum lugar, Atkins certamente deve estar sorrindo pelos arranjos deslumbrantes de dois clássicos country neste álbum: “Cold, Cold Heart” de Hank Williams e “I Can’t Stop Loving You” de Don Gibson. Se Emmanuel ou Knowles são atraentes em intricado dedilhado, apresentando uma sutil linha de baixo ou a oferta coloração de repique, cada um tem a habilidade para o destaque dos contornos melódicos de qualquer material que ele interpreta. O programa diversificado inclui interpretações em estúdio de “Somewhere” (de West Side Story), “How Deep Is Your Love” de Bee Gees, “Lullabye (Goodnight, My Angel) ” de Billy Joel e “I Can’t Make You Love Me” (popularizada por Bonnie Raitt) antes de concluir com um par de faixas ao vivo.

Faixas

1 Cold, Cold Heart 4:21
2 How Deep Is Your Love 3:14   
3 I Can't Stop Loving You 3:28   
4 Somewhere 3:32         
5 I Can Let Go Now 3:08              
6 Lullabye (Good Night, My Angel) 3:45               
7 After Paris 2:02            
8 Walkin' My Baby Back Home 2:37       
9 I Can't Make You Love Me 3:48            
10 Where Is Love 3:09  
11 He Ain't Heavy, He's My Brother 3:46             
12 Eva Waits 4:19           
13 Turning Home (Live) 2:22      
14 How Deep Is Your Love (Live) 3:33

Para conhecer um poco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte:  Bobby Reed (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 19/10


Eddie Daniels (1941) – clarinetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=F5pGlAJS42E,
Jostein Gulbrandsen (1976) - guitarrista,
Makaya McCraven (1983) – baterista,
Piano Red (1911-1985) – pianista,vocalista,
Sarah Montes (1970) – vocalista,
Tim Garland (1966) - saxofonista,
Vinicius De Moraes (1913-1980) – violonista,vocalista,compositor,
Warren L Jones III( 1953) - baixista

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

JEFF BALLARD – FAIRGROUNDS (Edition Records)


Por 13 anos Jeff Ballard foi um membro do proeminente grupo de jazz, o Brad Mehldau Trio. Quando você o ouve ao vivo, com Mehldau ou qualquer outro mais, você sabe que você está na presença de um baterista especial, capaz de gerar frescor, intensas formas de energia, mesmo tranquilamente. Ballard aperfeiçoa qualquer banda que ele toca. Realizando gravações como líder, é um trabalho de diferente perfil. “Fairgrounds”, segundo álbum de Ballard sob seu próprio nome e sua estreia no Edition label no Reino Unido, é singular e insatisfatório.

A parte curiosa inicia com a instrumentação. A banda de Ballard tem dois tecladistas (Kevin Hays e Pete Rende), Lionel Loueke na guitarra e Reid Anderson, normalmente um baixista, na “eletrônica”. As 11 faixas foram gravadas ao vivo em uma excursão europeia em 2015, mas você as reconheceria. Os aplausos foram retirados. Algumas peças, como “Grounds Entrance”, são próximas à música ambiente, com mutações, agitados toques de bateria e coros de inespecíficos agudos de fenômenos da eletrônica. “YEAH PETE!” adiciona uma pulsação para o ambiente e um cativante, mas cliché, solo de Loueke. Muitas faixas são como “The Man’s Gone”: brincadeiras genéricas triviais de pop-jazz, algumas com vocais simples. Dois saxofonistas tenor, Chris Cheek e Mark Turner, convidados para dois números, cada um, mas eles não podem salvar este álbum. Eles são subservientes à mistura dominada por artificial eletrônica (Cheek faz uma intervenção com belo solo em “Cherokee Rose”.) Ballard não pode salvá-lo, apesar do princípio que ele aperfeiçoa nas bandas que ele atua: A variedade dos seus balanços é a melhor coisa em “Fairgrounds”.

Notas para a imprensa falam sobre o “ desejo incessante.... de movimentar emocional, física e intelectualmente as pessoas” por parte de Ballard. Não desta vez. Poucos músicos do calibre de Ballard têm ligado seus nomes a músicas tão sem propósito quanto “Marche Exotique”, e tão destituída de conteúdo substancial quanto “Soft Rock”.

Faixas: Grounds Entrance; Yeah Pete!; The Man's Gone; I Saw A Movie; Hit The Dirt; Twelv8; Marche Exotique; Grungy Brew; Miro; Soft Rock; Cherokee Rose.

Músicos: Lionel Loueke: guitarra, vocal; Kevin Hays: piano, teclados, vocal; Reid Anderson: eletrônica; Pete Rende: piano, Fender Rhodes; Jeff Ballard: bateria, percussão. Convidados: Mark Turner: saxofone tenor (6, 8); Chris Cheek: saxofone tenor (5, 11).

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:


Fonte: THOMAS CONRAD (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 18/10

Anita O’Day (1919-2006)- vocalista,
Annette Hanshaw (1910-1985) - vocalista,
Bill Stewart (1966) - baterista,
Bobby Troup(1918-1999) - pianista,vocalista,
Chuck Berry( 1926) -guitarrista,vocalista,
Myron Walden(1972) – saxofonista,
Ron Vincent (1951) - baterista,
Wynton Marsalis (1961) - trompetista,flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=9OtZrIjQuwA

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

JERRY BERGONZI – THE SEVEN RAYS (Savant)


É conveniente, mas não imperativo, ler as notas do álbum de Scott Yanow, em ordem, para entender o conceito por trás de “The Seven Rays”. Elas explicam a titulação das primeiras sete faixas após, como Bergonzi coloca, “ideias particulares e tipos de pessoas”: magnetismo, harmonia, conhecimento e brevidade. Os revestimentos vão dissecar o que está acontecendo em cada seção, mas a música não será satisfatória para o ouvinte escutar sem se beneficiar da explanação. Bergonzi, o saxofonista tenor que primeiro chamou a atenção via seu trabalho com Dave Brubeck nos anos 1970 e desde então lançou mais de 40 álbuns, fez deste lançamento seu grande manifesto.

O primeiro “raio”, “Intention”, é um dos mais agressivos. Serve largamente como uma vitrine para o próprio solo de Bergonzi— assumindo uma entonação mais firme do que ele geralmente expõe — e assim o trompetista Phil Grenadier, até o final, o pianista Carl Winther assumem seus disparos, mantendo a assertividade do número, e mesmo assim se derrete dentro da vacuidade.
Os três solistas são mais que habilmente suportados pelo baixista Johnny Aman e pelo baterista Anders Morgensen, que toma seu mais impressionante giro durante o “raio” No. 5, “Knowledge”, outra estonteante mistura que, também, apresenta mais fôlego e, sem respiração, da contribuição de Winther.

A oitava e faixa final, “Sun Worship Ritual”, é apenas relatada tangencialmente aos sete “raios”, mas é, enfim, um dos destaques do álbum. A meio caminho, Bergonzi mergulha profundamente dentro do seu registro mais baixo, impulsionando Grenadier para seguir proximamente atrás com notas serpentejantes e sussurrantes e Winther para encontrar seu lugar dentro de sua  conversação.É um doce resumo ambicioso, um freqüente e complexo projeto.

Faixas

1. 1st Ray: Intention
2. 2nd Ray: Magnetism
3. 3rd Ray: Creation
4. 4th Ray: Harmony
5. 5th Ray: Knowledge
6. 6th Ray: Devotion
7. 7th Ray: Order
8. Sun Worship Ritual

Fonte: JEFF TAMARKIN (JazzTimes)


ANIVERSARIANTES - 17/10


Andrea Pozza (1965) – pianista,
Barney Kessel (1923-2004) - guitarrista,
Chiquinha Gonzaga(1847-1935) – pianista,compositora,
Cozy Cole (1906-1981) - baterista,
Howard Alden (1958) – guitarrista(no vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=1YXhSKRStpM, Maurizio Giammarco (1952) – saxofonista,
Luiz Bonfá (1922—2001) – violonista,
Manuel Valera (1980) - pianista,
Sathima Bea Benjamin (1936-2013) - vocalista

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

MERIDIAN TRIO - TRIANGULUM (Clean Feed)


A estreia do trio Meridian é um excitante instantâneo da já desenvolvida cena do free-jazz de Chicago. Um álbum apropriado para ouvintes experientes, estes, olhando para conseguir conhecer a cena e alguém entre eles, assim “Triangulum” coloca junto a improvisação blueseira e o escrito do espírito livre, todos revestidos de densidade, intensidade focada. Tais qualidades podem certamente serem atribuídas aos níveis individuais, mas é o trio completo que maneja tal poder assombroso. Estes improvisadores, frequentemente, parecem mover-se juntos em direção a uma indeterminada destinação, e a unificada natureza misteriosa de suas performances cultivam seus caminhos, que encorajam um sentimento de presságio, mas também algo de conforto. Os três instrumentistas conhecem cada outro bem neste trabalho—graças aos seus trabalhos semanais fazendo esta gravação ao vivo — e eles compartilham uma fundação sólida sobre o que eles podem perpetuamente surpreender cada outro, sempre extrai novos sons e os empurra a si mesmo para novos patamares. O álbum tem seus momentos ternos tão bem quanto vibrações agourentas, mas enche até a borda de suingante eletricidade pelo qual as performances ao vivo do seu trio são conhecidas.

Faixas: 1. Rhododendron; 2. Triangulum; 3. Ringdown; 4. Reminiscing; 5. Witch Hazel; 6. Solstice 63; 7. Strange; 8. Inflection Point.

Músicos: Nick Mazzarella – saxofone alto; Matt Ulery – baixo; Jeremy Cunningham – bateria.

Fonte: Izzy Yellen (DownBeat)

ANIVERSARIANTES - 16/10


David C. Clark (1969) – saxofonista,
Gene Jackson (1961) – baterista,
John Mayer (1977) – guitarrista,
Mark Walker (1961) - baterista,
Ray Anderson (1952) - trombonista,
Roy Hargrove(1969-2018) - trompetista,flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=PiToV-TpsiE,
Rubens Barsotti(1932) – baterista,
Tim Berne (1954) - saxofonista

terça-feira, 15 de outubro de 2019

RUDD/VICTOR/HARRIS/FILIANO - EMBRACE (Rare Noise 085)


A ideia de um grupo de standards e antiguidades do jazz tocadas por um trombonista veterano e cascudo com uma cantora e uma seção rítmica sem bateria não devem impressionar você imediatamente com um material caloroso, mas me deixe tirar seu casaco.

O trombonista Roswell Rudd habita seus mais nobres eixos como nenhum outro. Ele reina sobre tempos muito vagarosos e distingue-se com galopes médios, invocando mais uma perspiscácia seca e expressiva amplitude com surdina pugente em "Can't We Be Friends" do que Charlie Chaplin. A vocalista Fay Victor evidencia sofrimento, júbilo e lascívia com excepcional candura e tepidez. O baixista Ken Filiano e o pianista Lafayette Harris encontram agradável afinidade com os colegas de bastidores de harmonia fácil, homens incompletos para as travessuras de formas livres na linha de frente.

O repertório de “Embrace” foi todo composto com composições anteriores a 1958 (exceto uma retorcida cantiga do parceiro de Rudd, Verna Gillis). Aos 82 anos, Rudd esteve interpretando estas composições por anos, e sua afeição acumulada é tangível. Eles são ecléticos como Rudd, que encarna uma rica confluência de culturas de jazz.

Não há arranjos refinados, em vez disto, material bruto de jams de bar através de sólidos profissionais exsudando experiência corajosa e paixão vigorosa. Tomando seus tempos suaves, a banda avança nas letras para empurrar emoções nuançadas.

"Pannonica" de Thelonious Monk – buscada da versão de Carmen McRae com a letra de Jon Hendricks – é um choro distante do ágil dois passos, que ele e Steve Lacy estabeleceram em “School Days (1961) ”. Roswell, aqui, relembra sua carreira saborosa e explosiva, exibindo-nos, como um abraço de urso, um passeio incrementado.

Faixas: Something To Live For; Goodbye Pork Pie Hat; Can't We Be Friends?; I Hadn't Anyone Til You; Too Late Now; House Of The Rising Sun; I Look In The Mirror; Pannonica. (65:11)

Músicos: Roswell Rudd, trombone; Fay Victor, vocal; Lafayette Harris, piano; Ken Filiano, baixo.

Fonte: Fred Bouchard (DownBeat)