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sexta-feira, 31 de março de 2023

JOHN SCOFIELD – JOHN SCOFIELD (ECM)

Aos 70 anos, o guitarrista norte-americano John Scofield lança seu primeiro álbum solo, pela ECM. Um álbum recheado de temas e canções que constituem uma autobiografia musical de formação. Ou seja, ele revisita as melodias que lhe são caras e preciosas. É o que confessou em recente entrevista: “Acho que há nele uma delicadeza que eu adquiri ao tocar sozinho em casa”, durante a pandemia. “Me acostumei a tocar em grupo, coisa que adoro, claro. Mas considero que este é um jeito mais delicado de identificar a beleza das cordas”.

Ele nasceu em 21 de dezembro de 1951. Começou a aparecer na cena jazzística ao tocar no grupo de Miles Davis no início dos anos 1970. Em 1977, participou do álbum “Three or four shades of blues”, do contrabaixista Charlie Mingus, mesmo ano em que gravou seu primeiro álbum como líder, “John Scofield Live”, em quarteto, para o selo Enja. De lá para cá, firmou-se como um dos mais refinados guitarristas da cena atual. Sua discografia é um autêntico “who’s who” do melhor jazz moderno. Inclui nomes como Herbie Hancock. Joe Lovano, Pat Metheny, entre muitos outros.

O CD desta semana, John Scofield solo, lançado este mês pela ECM, é uma súmula das influências e idiomas que ele absorveu reinventou em suas performances. Numa situação solo, seu toque soa ainda mais sutil. Sonoridades clássicas, extremo cuidado com os detalhes.

O repertório é muito variado. Parte de “Coral”, composição de Keith Jarrett, temas de Buddy Holly, Hank William, standards como “It could happen to you” e “My old flame”, alternados com composições próprias, como “Elder Dance” e “Honest I Do”.

Faixas

1 CORAL (Keith Jarrett) 02:52

2 HONEST I DO (John Scofield) 04:16

3 IT COULD HAPPEN TO YOU (Jimmy Van Heusen, Johnny Burke) 05:57

4 DANNY BOY (Tradicional) 04:56

5 ELDER DANCE (John Scofield) 03:58

6 MRS. SCOFIELD'S WALTZ (John Scofield) 04:21

7 JUNCO PARTNER (Tradicional) 03:44

8 THERE WILL NEVER BE ANOTHER YOU (Mack Gordon, Harry Warren) 02:52

9 MY OLD FLAME (Sam Coslow, Arthur Johnston) 02:36

10 NOT FADE AWAY (Norman Petty, Charles Hardin) 05:43

11 SINCE YOU ASKED (John Scofield) 04:40

12 TRANCE DE JOUR (John Scofield) 04:23

13 YOU WIN AGAIN (Hank Williams) 03:30

Nota: Este álbum foi considerado, pela DownBeat, um dos melhores lançados em 2022 com a classificação de 4 estrelas.

 Fonte: João Marcos Coelho (Cultura FM - 103,3)

 

 

ANIVERSARIANTES - 31/03

Bob Meyer (1945) – baterista,

Christian Scott(1983) – trompetista,

Duduka da Fonseca (1951) – baterista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=S1jjqcozNvg,

Elli Fordyce (1937) – vocalista,

Frank Morelli (1951) – fagotista,

Freddie Green (1911-1987) – guitarrista,

Gene Puerling (1929-2008) – vocalista,

Herb Alpert (1935) – trompetista,

Lizzie Miles (1895-1963) - vocalista,

Mark Lockheart (1961) – saxofonista,

Oberdan(1945-1984) – saxofonista,

Red Norvo (1908-1999) – vibrafonista,

Mark Lokheart (1961) – saxofonista,

Virgínia Rodrigues (1964) - vocalista

 

 

quinta-feira, 30 de março de 2023

MARK GUILIANA - MUSIC FOR DOING (Colorfield)

Com um álbum intitulado “Music for Doing”, o baterista Mark Guiliana torna seu objetivo claro. Poucos artistas são entusiasmados com a música fusion eletrônica com ritmos intricados e propulsivos impulsionados pelas improvisações de jazz como Guiliana. E ele, realmente, o está fazendo. As fronteiras da sua música são infinitamente elásticas. Guiliana é um artista multifacetado, que atravessa muitas áreas diferentes da música com suas próprias bandas ou aquelas lideradas por outros. Esta variedade é evidente em seus próprios álbuns tais como “Beat Music! Beat Music! Beat Music! (Motema, 2019)” ou “Jersey (Motema, 2017)” e também em gravações como parte do Donny McCaslin Quartet em “Fast Future, (Greenleaf, 2015)”  ”Beyond Now (Motema, 2016)” ou “Blackstar (ISO, 2016)” de David Bowie. Estes álbuns, para nomear alguns, revela a visão de mundo de Guiliana —a melhor maneira para realizar o desenvolvimento através da exploração e experimentação desimpedidas.

“Music for Doing” é um álbum soberbamente estruturado e belamente estilizado. É muito mais do que um álbum de música eletrônica, embora englobe uma enorme quantidade de base dentro deste terreno. Com seus belos e minimalistas sinais sonoros, Giuliana soa extraordinariamente contemporâneo, conforme ele foca em músicas nuançadas e arranjos criativos. Ele tem um ouvido de improvisador para detalhes de timbre, e talvez habilidade para encantadores modelos de bateria pop. Como resultado, a música flui como uma suíte, onde tudo está constantemente em movimento. O que é mais impressionante é a forma enigmática, a despeito de soar muito como outro ponto da gravação, esta é estranhamente orgânica, música imaginativa, onde alguém nunca completamente sabe o vem a seguir. O que o faz diferente dos outros que criam gravações de música fusion/eletrônica é que Guiliana coloca a tecnologia da música ao fundo. A música é de primeira enquanto a excursão do som é de segunda. Isto porque esta música é doce para os ouvidos. “Music for Doing” é fascinante, cuidadosamente elaborado, música instigante.

Em seu melhor, Guiliana trata a música como um parquinho de diversões. A abertura do álbum, "Song for Making Things Right" é sonolenta, plena de conotações futuristas, batidas e os teclados expansivos de Guiliana conduzem colagens impressionantes na música fora de circuitos, amostras e percussão eletrônica. "Music for Investing Consciousness" justapõe ritmos delicados com padrões cheio de truques e vários sons eletrônicos ornamentados por camadas de sintetizadores analógicos. Isto é impulsionado pelo saxofonista David Binney, cujo discurso ao saxofone transmite expressiva solidariedade com cada batida.

As linhas entre faixas e os instrumentos são continuamente embaçadas. As canções crescem, movem-se, mudam, levantam, caem, constroem e resolvem e nunca ficam no mesmo lugar muito tempo. Eles são repletos de surpresas e são preenchidos com uma plenitude de momentos ilógicos que tendem a resultar em coerência a cada nova audição. Há uma barragem de detalhes sonoros que dá a cada faixa algo especial. Porém, nem tudo é delicado, frenético e arquitetado. "Song for Looking in the Mirror" é uma faixa bem ambientada, que é rememorativo da escola ambiental germânica (Tangerine Dream ou Neu) que oferta um diferente tipo de sensualidade. Esta combinação de músicas conduzidas por batidas arrebatadoras e ambiência realiza uma experiência atrativamente variada. “Music for Doing” retrata um artista normalmente focado e com uma visão divertida sobre que música é capaz de fazer.

Faixas : Song for Making Things Right; Song for Investigating Consciousness; Song for Listening; Song for Getting Lost; Song for Critical Thinking; Song for Looking in the Mirror; Song for Moderate Drinking; Song for Finding Your Way Home.

Fonte: Nenad Georgievski (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 30/03

Dave Stryker (1957) – guitarrista,

Eric Clapton (1945) – guitarrista,vocalista,

Hamilton de Holanda (1976) – bandolinista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=9v-CntBdUTc&feature=related,

John d’Earth (1950) – trompetista,

Karl Berger (1935) - pianista,vibrafonista,

Lanny Morgan (1934) - saxofonista,

Marilyn Crispell (1947) - pianista,

Norah Jones (1979) – pianista, vocalista,

Ted Heath (1900-1969)- trombonista,líder de orquestra,

Terje Venaas (1947) - baixista 

 

quarta-feira, 29 de março de 2023

TYSHAWN SOREY TRIO – MESMERISM (Yeros7 Music)

Se o conjunto do jazz tradicional fosse destilado em sua essência, o que permaneceria, seguramente, seria um trio de piano. Assim, não surpreende que esse seria o formato escolhido pelo baterista compositor/polímata, Tyshawn Sorey, para fazer sua declaração sobre o que ele “chama” “o contínuo direto” do jazz.

Seu repertório inclui joias de Horace Silver, Duke Ellington e Herb Ellis, ao lado de músicas menos conhecidas, mas trabalhos igualmente valorosos de Muhal Richard Abrams e Paul Motian, enquanto seus companheiros de banda — o pianista Aaron Diehl e o baixista Matt Brewer — estão ligados na tradição conforme estão dispostos a impulsionar o trabalho.

Há a tomada de “REM Blues”, uma contribuição de Duke Ellington para a sua sessão de “Money Jungle” com Charles Mingus e Max Roach. Como Sorey estabelece um relaxado embaralhamento e Brewer mantém um balanço agradavelmente flexível, Diehl estabelece o tema com elegante refinamento, uma evocação esperta das dinâmicas de “Money Jungle”.

Porém, na verdade, no estilo Ellingtoniano, estes três não “tocam o blues”, enquanto tocam este blues. Em vez disto, Diehl amplifica e extrapola na harmonia, o solo de Brewer é uma narrativa como uma jogada de mestre e Sorey tranquilamente ilustra as possibilidades infinitas do balanço. É maravilhosamente simples, mas de uma profundidade impressionante.

Como é o resto de “Mesmerism”. Há uma metamorfose, uma tomada panorâmica em “Detour Ahead” de Ellis, ricamente lírica e ritmicamente sutil emoldurando “Two Over One” de Abrams e uma versão de “Autumn Leaves,” que entende as mudanças tão profundamente, que é imediatamente reconhecível a despeito de não estabelecer a melodia. Completamente, Sorey e companhia sublinha que faz uma música grandiosa, e o quanto se pode encontrar dentro dela.

Faixas: Enchantment; Detour Ahead; Autumn Leaves; From Time To Time; Two Over One; REM Blues. (47:53)

Músicos: Tyshawn Sorey, bateria; Aaron Diehl, piano; Matt Brewer, baixo.

Nota: Este álbum foi considerado, pela DownBeat, um dos melhores lançados em 2022 com a classificação de 4 ½ estrelas.

Fonte: J.D. Considine (DownBeat) 

 

 

ANIVERSARIANTES - 29/03

Astrud Gilberto (1940) – vocalista,

Michael Brecker (1949-2007) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=fJt3qeuPdns,

Pearl Bailey (1918-1990) – vocalista,

Rachel Therrien (1987) – trompetista,

Richard Rodney Bennett (1936-2012) – pianista,

William Clarke (1951-1996) – gaitista,

Yonathan Avishai (1977) - pianista 

 

terça-feira, 28 de março de 2023

CHRISTIAN McBRIDE & INSIDE STRAIGHT - LIVE AT THE VILLAGE VANGUARD (Mack Avenue Records)

 Você deverá se sentir bem melhor em relação às coisas após conferir “Live at the Village Vanguard”. Agora, sem debate ou discurso acadêmico, isto pode ser dito para qualquer das antigas e honradas performances capturadas sob este título emocionante, mas aqui está Christian McBride and Inside Straight e seriamente, isto é algo divertido de escrever. Um imediato candidato aos 10 melhores álbuns de 2021.

O baixista/educador/defensor, McBride não necessita de nenhuma outra introdução salvo dizer, que ele intensificou a alegria na sua forma de arte. Seu toque, mesmo o mais reflexivo e persuasivo, proclama que tempos melhores estão aqui, mesmo se apenas para aquele momento imediato. O trabalho do momento. Este instantâneo conjunto de músicos perspicazes que voam alto. Este último trabalho deles de três noites sustenta, assim, que eles gostariam de tocar para você agora.

Uma contagiante e emocionante, "Sweet Bread" do vibrafonista Warren Wolf, estabelece um alto padrão. Porém, é um padrão que o Inside Straight lança em cada faixa. Movendo-se como Muhammed Ali, "Sweet Bread" suinga, similarmente à enlouquecida "Fair Hope Theme" de McBride. O pianista Peter Martin varia tudo sobre as paisagens, um singular acrobata entre iguais. A jubilosa e vigorosa sucessão de rápidas notas do saxofonista Steve Wilson em sua composição "Ms. Angelou" é o valor do preço da admissão e os dois drinques mínimos. Carl Allen invoca Art Blakey e este trabalho nunca para. A energia e vibração são tangíveis em "Shade of the Cedar Tree", que é impossível não imaginar você mesmo em um dos 123 assentos que fazem a capacidade máxima do Vanguard. Cotovelo a cotovelo, balançando a cabeça, batendo os pés, um sorriso em sua face e em todos o veem ao caminhar na escuridão. Você está em seu segundo drinque quando "Gang Gang" a alta octanagem para a vida: Arremessando, disputando e ligando.

No momento, "Stick and Move" fumega sobre você, e McBride e Allen tomam sua respiração em uma série de demonstrações balançantes, que deixa você impressionado, você mesmo pode pressentir patronos exuberantes, em pé, animando, aplaudindo. É o poder da música Mach Ten. É “Live at the Village Vanguard”.

Faixas : Sweet Bread; Fair Hope Theme; Ms. Angelou; The Shade of the Cedar Tree; Gang Gang; Uncle james; Stick and Move.

Músicos: Christian McBride: baixo; Steve Wilson: saxofone alto; Warren Wolf: vibrafone; Peter Martin: piano; Carl Allen: bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=yKnQ0IoAU3A

Este álbum foi considerado, pela DownBeat, como um dos melhores lançados em 2022 com a classificação de 4 ½ estrelas

Fonte : Mike Jurkovic (AllAboutJazz)



ANIVERSARIANTES - 28/03

Arve Henriksen (1968) – trompetista,

Hermínio Bello de Carvalho(1935) – compositor,produtor,

Jeremy Manasia (1971) – pianista,

Jen Shyu (1978) – vocalista,

Jeremy Manasia (1971) – pianista,

Ledisi (1972) – vocalista,

Meredith D'Ambrosio (1941) - pianista,vocalista,

Orrin Evans (1975) – pianista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Se7thCGNtyQ,

Paul Whiteman (1890-1967) - violino,líder de orquestra,

Sonny Bradshaw(1926-2009) – trompetista,líder de orquestra,

Tete Montoliu (1933-1997) - pianista,

Thad Jones (1923-1986) - trompetista,cornetista 

 

segunda-feira, 27 de março de 2023

JAVON JACKSON – THE GOSPEL ACCORDING TO NIKKI GIOVANNI

“The Gospel According to Nikki Giovanni” é uma festa sobre Black History Month (NT: Mês da História Negra) de um grupo de jazz liderado por Javon Jackson, o saxofonista e ex-membro da Art Blakey’s Jazz Messengers, e o icônico poeta e tesouro nacional, que emprestou seu nome ao título do álbum.

O álbum vem após Jackson, um membro do corpo docente da Hartt School na University of Hartford e diretor do seu Jackie McLean Institute of Jazz, convidou Giovanni para falar a seus estudantes. No auditório, Giovanni ouviu “Steal Away (Verve, 1994) ”, a magnífica coletânea de Hank Jones e Charlie Haden de interpretações de jazz para spirituals, tocando sobre um sistema P.A. Foi no espírito de Steal Away que Giovanni organizou, e a banda de Jackson interpretou, os folk spirituals que compõem este programa de aproximadamente uma hora. Realmente, os arranjos tranquilos e virtuosos são remanescentes de Steal Away.

Quando Christina Green recita o poema de Giovanni, “A Very Simple Wish” sobre “Wade in the Water”, evoca “Truth is on its Way”, álbum de Giovanni de 1971, com o New York Community Choir. Neste álbum, a poesia de Giovanni apontava para uma sociedade racista em tais trabalhos como “Great Pax Whitey” / Peace Be Still”. Mais que cinquenta anos depois, no álbum de Jackson, Giovanni canta a bela e comovente “Night Song” em tributo à sua amiga, a falecida Nina Simone, que interpretou a canção (do musical Golden Boy) em 1964. O trabalho do sax de Jackson nesta coletânea é pesaroso como a meia-noite, mas de qualquer maneira ainda manobra para engendrar um senso de esperança. É o ponto alto do álbum.

As entonações de Jackson são calorosas e tridimensionais. Seu grupo formado pelo pianista Jeremy Manasia, pelo baixista David Williams e pelo baterista McClenty Hunter oferece amplo suporte enquanto cada músico toma seu turno no círculo do solo. Williams brilha na introdução para “I Opened My Mouth to the Lord” e Hunter tem seus momentos de destaque próximo da conclusão desta faixa, bem como durante “Didn’t My Lord Deliver Daniel”. Manasia ergue-se para seus solos vigorosos e musicais, especialmente no spiritual natalino “Mary Had a Baby, Yes Lord” e a blueseira “Leaning on the Everlasting Arm”. De fato, ele quase rouba o show. O elemento suingante de “Swing Low, Sweet Chariot” é uma tomada brincalhona no título e expressa o prazer e liberdade antecipada após a vida.

Eu preferiria que Giovanni nos tivesse agraciado com mais dos seus vocais, talvez com uma leitura a mais de um par dos seus poemas, mas se houve uma faixa para ser escolhida a mais agradável foi “Night Song”.

“The Gospel According to Nikki Giovanni” é uma meditação relevante na luta, sacrifício, resiliência, liberação e vitória.

Faixas

1 Didn't My Lord Deliver Daniel 4:26      

2 Wade in the Water 7:44           

3 Night Song 7:30            

4 Sometimes I Feel Like a Motherless Child 6:44               

5 Mary Had a Baby, Yes Lord 5:11            

6 Leaning on the Everlasting Arms 6:18 

7 I’ve Been Buked 4:31 

8 Swing Low, Sweet Chariot 5:01             

9 Lord, I Want to Be a Christian 4:42      

10 I Opened My Mouth to the Lord 5:24

 Fonte: Robert M. Marovich (Journal of Gospel Music) 



ANIVERSARIANTES - 27/03

Bill Barron (1927-1989) – saxofonista,

Ben Webster (1909-1973) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=rQVVLAO-9LU

Carlinhos Vergueiro(1952) – violonista,compositor,

Harold Ashby (1925-2003) – saxofonista,

Johnny Copeland (1937-1997) – guitarrista,vocalista,

Junior Parker (1932-1971) – vocalista, gaitista,

Paulo Vinaccia (1954) – baterista,

Pee Wee Russell (1906-1969) - clarinetista,

Peter Anderson (1987) saxofonista,

Renato Russo (1960) - vocalista,

Sarah Vaughan (1924-1990) - vocalista,

Stacey Kent (1968) – vocalista,

Victor Bailey (1960-2016) – baixo,

Will Anderson (1987) - saxofonista 

 

domingo, 26 de março de 2023

FRANK MORELLI / KEITH OXMAN - THE OX-MO INCIDENT (Capri Records)

Você lembra a última a vez na qual um saxofone tenor e um fagote atuaram em um álbum clássico de jazz? Nunca, você dirá. Assim com o lançamento de “The Ox-Mo Incident” você está para ingressar em território inexplorado, mas com um final feliz. O fagotista Frank Morelli e o saxofonista tenor Keith Oxman combinaram seus talentos para oferecer suas interpretações únicas de composições, que atravessarão a lacuna entre o jazz e os mundos clássicos.

O fagote não é um instrumento fácil para que arranjos possam funcionar como se tivesse um passo baixo, poucas chaves e alcance limitado. Entretanto, iniciando com a faixa de abertura,"Happy Talk", Oxman e Morelli encontraram uma forma de obter vantagem da suavidade do fagote e timbre evocativo em adição para obter uma versão elegante do número. Como diversas outras faixas nesta sessão, "Full Moon And Empty Arms", tem sua origem no mundo clássico com o tema de "Second Piano Concerto" de Sergei Rachmaninoff. Em 1945, Frank Sinatra deu-lhe uma leitura, que ganhou aclamação popular. Agora, Oxman e Morelli fazem uso completo deste antecedente, antes do pianista Jeff Jenkins, fazer um aceno com seu chapéu ao pianista Red Garland antes de esgotar o balanço de seu solo refletido.

O título da faixa é uma composição inédita de Keith Oxman. Toma liberdade com o título de uma novela de Walter Van Tilburg Clark, de 1940, chamada The Ox-Bow Incident. Criado como tema animado de blues em treze compassos, Morelli exibe seu virtuosismo aprofundando um registro superior do seu instrumento, seguido pela improvisação de Oxman, que desenvolve organicamente a partir do que a estrutura da peça quer dizer. O solo de Jenkins tem algumas espertas frases melódicas repetidas, antes do baixista Ken Walker explicar sua peça. "Stranger In Paradise" vem do musical da Broadway, de 1953, Kismet, com a construção original proveniente da ópera Prince Igor de Alexander Borodin. Em vez de dar ao número a esperada interpretação de balada, a banda suínga no arranjo, com Morelli interpretando a melodia com atração e agilidade.

A faixa final é "I Could Have Danced All Night" de Lerner e Loewe do musical da Broadway ,“My Fair Lady”. Se os ouvintes prestarem atenção (de acordo com as notas para o disco), eles captarão que a introdução usada por Oxman, utiliza a mesma sequência de notas do tema principal do terceiro movimento do rondo do "Bassoon Concerto" de Wolfgang Amadeus Mozart. Após isto, uma referência musical oblíqua, o número é interpretado de acordo com a melodia de Lerner e Loewe com Morelli em um modo exploratório, com outros membros da banda tais como Oxman, Jenkins e Walker realizando solos fortes para o encerramento.

Faixas : Happy Talk; Full Moon And Empty Arms; The Surrey With The Fringe On Top; Baubles, Bangles And Beads; The Ox-Mo Incident; Three For Five; Stranger In Paradise; Poor Butterfly; A Wasp In Search Of A Hart and Lung; Pavanne; I Could Have Danced All Night

Músicos : Keith Oxman: saxofone tenor; Frank Morelli: fagote; Jeff Jenkins: teclados; Ken Walker: baixo; Todd Reid: bateria.

Fonte: Pierre Giroux (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 26/03

Albert Maksimov (1963) – gaitista,

Andy Hamilton (1918) - saxofonista,

Brew Moore (1924-1973) - saxofonista,

Daniel Lantz (1976) – pianista,

Flip Phillips (1915-2001) - saxofonista,

Gary Bruno (1962) – guitarrista,

Hugh Ferguson (1958) - guitarrista,

James Moody (1925-2010) – saxofonista, flautista,

Lew Tabackin (1940)- saxofonista,flautista (na foto e vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=ug3bXRCV6FE  ,

Michael Feinberg (1987) – baixista,

Paulo Paulelli(1974)-baixista,

Simon Oslender (1998) – tecladista,

Susan Wylde (1973) - pianista 

 

sábado, 25 de março de 2023

REMPIS / ABRAMS / RA + JIM BAKER – SCYLLA (Aerophonic Records)

Avreeayl Ra estabelece a entonação para este trabalho inteiramente ao vivo com sua voz e mbira (NT: é uma família de instrumentos musicais, tradicional do povo Shona do Zimbábue. Eles consistem em uma placa de madeira com dentes de metal escalonados anexados, tocados segurando o instrumento nas mãos e puxando os dentes com os polegares, o dedo indicador direito e às vezes o indicador esquerdo) inicia “Scylla”, "esta é para todos os sobreviventes". De acordo com a mitologia grega, Scylla foi uma bela mulher que se transformou em um monstro com quatro olhos e seis longos pescoços serpenteados com cabeças, cada uma contendo três filas de dentes de tubarão e 12 patas com tentáculos mais seis cabeças de cão, enroladas em sua cintura. Gravado durante a pandemia da Covid-19, em Julho de 2021, no   Elastic Arts em Chicago, alguém não estaria errado ao equiparar "sobreviventes" com qualquer número de tragédias, do câncer à violência doméstica, racismo institucional e, claro, o vírus que colocou a civilização de pernas para o ar. Este trabalho improvisado segue a declaração de Ra e, na maior parte, pisa suavemente entre os monstros com várias cabeças.

O trio de Dave Rempis (ele transita entre os saxofones alto, tenor e barítono), com o baixista Joshua Abrams e o baterista e percussionista Avreeayl Ra, que toca flauta de madeira e mbira, lançou três discos anteriores no selo de Rempis, Aerophonic, “Aphelion (2014)”, “Perihelion (2016)” e “Apsis (2019)”. Os dois últimos com o mágico do piano e eletrônica, Jim Baker, mas a parceria de Rempis e Baker tem uma longa história. Eles trabalharam juntos em vários projetos de Ken Vandermark e do quarteto de Rempis no início dos anos 2000.

Após uma breve abertura, o quarteto apresenta duas longas improvisações, "Between A Rock" e "Viscosity". Embora não tenha escrito arranjos aqui, crédito aos músicos, as faixas sucedem-se como peças completas. Há um sentimento de melancolia em "Between A Rock" com Rempis soprando longas entonações blueseiras, enquanto os outros espalham notas através de um palco sonoro equilibrado, mas persistente. Mesmo quando a energia intensifica, não é por muito tempo. O quarteto parece estabelecer um poema épico na performance, sua mensagem só se pode descobrir quando se instala para absorver e assimilar o som. Baker passa do piano para o sintetizador em "Viscosity" e a atmosfera fica um pouco mais espectral. A música explora fronteiras misteriosas com o arco do baixo, pulsação martelante, saxofone no registro alto e sons eletrônicos sinuosos, criando um estado de sonho, que alguém pode desejar o esquecimento da Scylla de seis cabeças.

Faixas: Survivors; Between A Rock; Viscosity.

Músicos: Dave Rempis: saxofone; Joshua Abrams: baixo acústico; Avreeayl Ra: bateria; Jim Baker: piano.

Fonte: Mark Corroto (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 25/03

Aretha Franklin (1942-2018) – vocalista,

Bobby Militello (1950) - saxofonista,flautista,

Cecil Taylor (1929-2018)  - pianista,

Lonnie Hillyer (1940-1985) – trompetista,

Makoto Ozone (1961) - pianista,

Paul Motian (1931-2011) – baterista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=IyL2_U04fuc,

Pete Johnson (1904-1967) - pianista,

Sweet Emma Barrett (1897-1983) - pianista,

Trent Austin (1975) - trompetista 

 

sexta-feira, 24 de março de 2023

T.S. MONK - TWO CONTINENTS ONE GROOVE (Storyville)

Faz algum tempo desde que o baterista T.S. Monk lançou um álbum como líder. Ele tem liderado um tradicional sexteto de jazz desde 1992 e este novo lançamento pela Storyville, que foi gravado em Nova York em 2014 e em Berna, Suíça, em 2016, é a primeira gravação ao vivo com seu grupo.

Os músicos são os mesmos nas sessões com o saxofonista tenor Willie Williams sendo o único membro original do sexteto como seu líder 24 anos mais cedo. Não há músicas do pai de T.S., Thelonious Monk, embora o trompetista Josh Evans inicie seu original “Earnie Washington” tocando, desacompanhada, a melodia de “Brilliant Corners”. O sexteto, que é composto pelo guitarrista Dave Stryker em “Sierre” do líder, de outra forma interpreta duas músicas de Randy Weston, uma simples “Seven Steps To Heaven”, uma modal “Nommo” de Jymie Merritt, gravada no final dos anos 1960 por Lee Morgan, e “Brother Thelonious” de Helen Sung.

Há bastante surpresas sutis, solos apaixonados e toque inspirado para manter o interesse ao longo deste moderno trabalho hard bop. “Sierre” tem uma sessão em tempo duplo inesperado, que adiciona dinâmica à peça. O tempo médio suporta “Brother Thelonious” e inclui, particularmente, solos energéticos de Evans e Williams. A composição bop de Randy Weston, “Chessmen’s Delight”, alcança um raro reavivamento, e “Earnie Washington” vem a ser um número com toque de blues e uma fina vitrine para Evans. Com solos consistentemente recompensadores de Sung, Williams, Evans e do altoísta Patience Higgins, e o suporte estimulante do baixista Kenny Davis e de T.S. Monk, o álbum está à altura do seu potencial.

Faixas: Sierre; Brother Thelonious; Chessmen’s Delight; Seven Steps To Heaven; Earnie Washington; Nommo; Little Niles. (59:59)

Músicos: T.S. Monk, bateria, percussão; Josh Evans, trompete; Patience Higgins, saxofone alto; Willie Williams, saxofone tenor; Helen Sung, piano; Kenny Davis, baixo; Dave Stryker, guitarra (1).

Nota :Este álbum foi considerado, pela DownBeat, um dos melhores lançados em 2022 com a classificação de 4 estrelas.

Fonte: Scott Yanow (DownBeat)  

 

ANIVERSARIANTES - 24/03

Alfred Winters (1931) – trombonista,

Chelsea Baratz (1986) – saxofonista,

Dave Douglas (1963) – trompetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=z1v0VmJKP-k

Dave Goldberg (1971) – saxofonista,

Gianluca Renzi (1975) – baixista,

Jeff Campbell (1963) – baixista,

Joe Fiedler (1965) – trombonista,

John Kolivas (1961) – baixista,

Kim Plainfield (1954-2017) – baterista,

Paul McCandless (1947) - saxofonista,

Renee Rosnes (1962) - pianista,

Sherman Irby(1968) – saxofonista,

Steve Kuhn (1938) - pianista,

Steve LaSpina (1954) - baixista 

 

quinta-feira, 23 de março de 2023

DOUG MacDONALD - I'LL SEE YOU IN MY DREAMS

Há ao menos uma constante na longa e recompensadora carreira do guitarrista Doug MacDonald: ele gosta de permanecer ocupado, quer seja a acolher concertos ao vivo ou a habitar um estúdio de gravação. A última sessão do quarteto de MacDonald, “I'll See You in My Dreams”, é o seu vigésimo-nono como líder de grupos de vários tamanhos e formações. É também uma espécie de regresso à casa, conforme MacDonald está reunido aqui com os colíderes de um dos seus empregadores iniciais, a Clayton-Hamilton Jazz Orchestra, nomeadamente o baixista John Clayton e o baterista Jeff Hamilton, com o pianista Tamir Hendelman (do Jeff Hamilton Trio) arredondando o quarteto. Ninguém poderia desejar uma seção rítmica mais capaz do que esta.

Mesmo assim, o sucesso ou falha do álbum frequentemente repousa em larga medida na escolha do material, e MacDonald escolheu sabiamente, usando um par de composições atraentes ("New Mark", "More Yesterdays Than Tomorrows") para complementar sete admiráveis standards do grande cancioneiro estadunidense, abrindo com  a canção título  composta por Isham Jones/Gus Kahn, encantadora, que era também o nome de um esplêndido filme de Hollywood de 1951, estrelando Danny Thomas como o compositor Gus Kahn e Doris Day como seu  interesse amoroso e esposa. Enquanto "Dreams" é usualmente interpretada como uma balada, a banda de MacDonald acelera o tempo para fazer rápido e desfrutável dois passos.

Hamilton exibe o espetáculo quando a cortina sobe, como ele faz noutros lugares. As escovinhas estão muito bem (apesar de não ser menos superlativo quando troca pincéis por paus). Entretanto, Clayton demonstra o porque ele é amplamente considerado um dos principais baixistas do mundo do jazz, enquanto Hendelman compõe e sola com elegância e segurança. Este é um quarteto que nunca deixa a bola cair, independentemente do tempo ou modulação. As interações são ininterruptas, o objetivo sempre diretamente na mira: música saborosa que suinga e entretém.

Quanto às canções, eles abarcam joias como "I Got It Bad (And That Ain't Good") de Duke Ellington, "My Ship" de Kurt Weill, "Easy to Love" de Cole Porter, "'Tis Autumn" de Henry Nemo, a relativamente menos conhecida, mas igualmente agradável, "Don'cha Go 'Way Mad" e o final dinâmico, a encantadora "Will You Still Be Mine" de Matt Dennis/Tom Adair. MacDonald brilha em cada uma delas, assim como os seus seguros companheiros de equipe. Aqueles que estão procurando sessões de grupos pequenos, que soam e cintilam, não precisam procurar mais do que isto

Faixas: I’ll See You in My Dreams; I Got It Bad (and That Ain’t Good); Don’cha Go ‘Way Mad; My Ship; New Mark; Easy to Love; ‘Tis Autumn; More Yesterdays Than Tomorrows; Will You Still Be Mine.

Músicos: Doug MacDonald: guitarra; Tamir Hendelman: piano; John Clayton: baixo; Jeff Hamilton: bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assista ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=-sgDLDsDt-k

Fonte: Jack Bowers (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 23/03

Dave Frishberg (1933) - vocalista,

Dave Pike (1938) - vibrafonista,

Eivind Aarset 1961) – guitarrista,

Gerry Hemingway (1955) baterista,percussionista,

Greg Diamond (1977) – guitarrista,

John McNeil (1948) – trompetista,

Johnny Guarnieri (1917-1985) - pianista,

Leszek Mosdzer (1971) – pianista,

Michael Nickolas (1962) – guitarrista,

Nelson Faria (1963) – guitarrista(na foto e vídeo) http://mais.uol.com.br/view/disphtmqfdd6/nosso-trio--vera-cruz-040266C0C11366,

Stefon Harris (1973) – vibrafonista,

Zaac Harris (1978) - guitarrista 

 

quarta-feira, 22 de março de 2023

NATALIE CRESSMAN & IAN FAQUINI - AUBURN WHISPER (GroundUP)

A trombonista Natalie Cressman e o violonista brasileiro Ian Faquini — que são também vocalistas — lançaram seus primeiros álbuns como parceiros em 2019. Eles planejaram uma excursão para promover a criação deles, mas a pandemia os forçou a um retiro na California, onde eles começaram a usar o tempo com qualidade no estúdio do pai de Cressman, o trombonista Jeff Cressman.

As músicas que eles executam se tornou ainda outra reflexão sobre a compatibilidade e afinidade musical e pessoal deles. Limitada aos seus próprios dons musicais, eles realizaram uma coleção de estórias musicais originais com uma verdadeiramente apresentação singular de Faquini ao violão com cordas de nylon, um coro de trombone apresentando arranjos e duplicações de Cressman, com cantos em Português e Inglês.

Em “Canaa”, o vocal arejado de Cressman providencia forte contraste para um suave quarteto de metais, que apresenta a canção, misturando com o eloquente violão e voz de Faquini conforme ele entra. “Curandeiro” é um especialmente adorável, um galope de melodia folk que consegue ser suave e penetrante de uma só vez. “Already There” é uma valsa melodiosa de jazz, que seria uma adição benvinda ao atualizado Grande Repertório Estadunidense, permitindo a Cressman exibir como o seu lirismo se transfere facilmente da sua voz para seu solo de trombone. Porém, o amor deles pela música brasileira é evidente ao longo do trabalho e esta música, que originalmente reuniram estes dois, continua a explorar mais profundamente o entendimento musical, e mais intensamente um ao outro.

Faixas: Afoxé; Rear Window; Canaa; Auburn Whisper; Benção de Iansá, Segredo de Dadá; Cazadero; Curandeiro; Already There; Ralando Coco; Hood River; Doutour Escobar; Madrugada. (50:19)

Músicos: Natalie Cressman, trombones, vocal; Ian Faquini, violão, vocal.

Para conhecer um pouco deste trabalho, recomendamos o vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=MsysjIKmEG8

Nota : Este álbum foi considerado, pela DownBeat, um dos melhores lançados em 2022 com a classificação de 4  estrelas

Fonte: Gary Fukushima (DownBeat)  

 

ANIVERSARIANTES - 22/03

Bob Mover (1952) - saxofonista,

David Linx (1965) – vocalista,

George Benson (1943) - guitarrista,

Jackie King (1944) – guitarrista,

Jan Lundgren (1966) – pianista,

Jorge Ben Jor (1942) – vocalista,

Melvin Sparks (1946-2011) – guitarrista,

Walmir Gil (1957)- trompetista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=vAJHoVM04r4  

 

terça-feira, 21 de março de 2023

BEN PATTERSON - THE WAY OF THE GROOVE (Origin Records)

Ben Patterson está bem versado no modo suíngue. O veterano trombonista, melhor conhecido por seu prolongado período com a Airmen of Note, usa este trabalho para apresentar alguma modernidade, ainda que um trabalho sofisticado, que empresta suporte descolado, conduzindo as ambições e determinação gloriosa. Exibindo seu impressionante trabalho em slide ao lado de um equipamento positivamente eletrificado, Patterson explora profundamente a oferta de alguma elegância e uma arte seriamente inteligente. A soma destes elementos e esforços equivalem a uma brilhante gravação, que é sofisticada e acessível.

Atuando com o guitarrista Shawn Purcell, o pianista/organista Harry Appelman, o baixista Paul Henry e o baterista Todd Harrison e adicionando o saxofonista tenor Luis Hernandez em quatro números, Patterson está preparado e pronto desde o início. Iniciando com "Anniversary Patio", ele acena para o seu vigésimo aniversário de casamento e uma melhoria da casa com uma propulsiva e fervilhante atuação. "Here Now", apreciando o ato de estar presente, aborda a ordem do dia de um ângulo diferente, marcando o tempo de volta, trabalhando com um sentimento pesado e convidando Purcell para dar um passo à frente para bancar um solo. Então, há "FLT", que se ajusta completamente na expansiva designação de "Funky Little Thing". A aquecida "Stank Face", onde Patterson veste-se com efeitos.”The Lucky One" uma alegre, com inflexão caribenha, vitrine para Henry e Appelman e a faixa título amplificada com espaço abundante para instrumentos de sopro e a guitarra soltarem-se.

Tirando um momento à parte da sua banda, Patterson apresenta "What Happens Next?" com dois minutos de um trabalho solo desacompanhado, que estabelece o humor e enfatiza sua oferta para uma expressão emocional. Depois a composição propriamente dita —a maior do álbum, com mais de oito minutos— equilibra habilmente a reflexão, a curiosidade e a urgência, com Patterson e Hernandez personificando êxtase em troca. Seguindo este destaque, as coisas chegam ao fim com o jogo escorregadio de "This and That" e a arrastada "Hangin'". Apresentando dois trabalhos como líder em dois anos, Patterson tem rapidamente elevado seu já impressionante perfil desde que se reformou de uma distinta carreira musical no exército. Espera-se que ele tenha mais música em seu caminho.

Faixas: Anniversary Patio; Here Now; FLT; Stank Face; The Lucky One; The Way of the Groove; What Happens Next? (Intro); What Happens Next?; This and That; Hangin’.

Músicos: Ben Patterson: trombone; Shawn Purcell: guitarra; Luis Hernandez: saxofone tenor; Harry Appelman: piano; Paul Henry: baixo; Todd Harrison: bateria.

Fonte: Dan Bilawsky (AllAboutJazz) 

 

ANIVERSARIANTES - 21/03

Amina Claudine Myers (1942) - pianista,

Chacho Ramirez (1951) – baterista,

Dominic Miller (1960) – guitarrista,

Farnell Newton (1977) – trompetista,

John Davey (1950) – baixista,

Linda Kosut (1946) – vocalista,

Mike Westbrook (1936) – pianista,líder de orquestra,

Otis Spann (1930-1970) - pianista,

Son House (1902-1988) – guitarrista,vocalista,

Tiger Okoshi (1950) – trompetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Yezp-N5zRGA

 

segunda-feira, 20 de março de 2023

MICHAEL WEISS – PERSISTENCE (Cellar Live)

Um veterano, sob demanda, da vibrante cena jazzística de Nova York desde os anos 80, o pianista Michael Weiss apresenta o animado e envolvente “Persistence”, seu quinto lançamento como líder e primeiro pelo selo Cellar Live, tão bem quanto o primeiro desde o criticamente aclamado “Soul Journey, (Sintra Records, 2003) ”. O longo tempo entre as gravações, a despeito de muitas outras oportunidades desde então, foi primeiramente devido aos termos artísticos e criativos não sendo o ideal o bastante até a proposta do Cellar Live. Um grande desenho deste projeto foi o fato do álbum ter sido gravado no famoso estúdio Rudy Van Gelder em Englewood Cliffs, New Jersey, onde seu álbum de estreia, “Presenting Michael Weiss (Criss Cross, 1987)” foi documentado.

Trabalhando no ambiente rico e talentoso de Nova York, proporciona uma oportunidade para apresentar um grupo de instrumentistas prontos a estabelecer uma formidável banda de jazz como Weiss faz aqui. Habilmente acompanhado pelo saxofonista tenor Eric Alexander, o duo de baixo e bateria formado por Paul Gill e Peter Van Nostrand possibilita ao pianista uma segurança de que o produto final será mais que atraente— certamente é.

Disponível, aqui, está uma mistura de quatro inéditas e quatro standards de Jimmy Van Heusen, Fats Waller, Thelonious Monk e Antônio Carlos Jobim. Se há uma faixa que ilumina e captura o espírito desta gravação é "Apres Vous", onde sedutores improvisos do pianista em 16 compassos combinam com suingantes ritmos latinos e maravilhoso e explosivo solo de Alexander, que assume o palco pelo qual pressiona.

A faixa título e "Second Thoughts" iniciam a música em tempo médio, destacando a natureza coesiva do seu quarteto em um par de arranjos contemporâneos tradicionais. O standard de Van Heusen, frequentemente gravado, "Only the Lonely" é um dos momentos mais suaves da sessão onde o toque delicado de Weiss no teclado e os ataques aquecidos das escovinhas de Nostrand combinam com uma bela interpretação desta balada.

A travessura de Waller, "Jitterbug Waltz", vira a música na direção de vivo e animado suíngue. "Epistrophy" de Monk mantém o humor antes da banda ocupar-se do lado mais suave, outra vez, o clássico de Jobim, "Once I Loved". O quarteto baixa as cortinas com "Birthday Blues", um excitante blues original que, em adição da apresentação dos solos crepitantes do líder, também exibe excelente linhas do baixo de Gill e algum poder do toque do saxofonista para encerrar o álbum em moda dinâmica.

Por qualquer que seja a razão, o pianista Michael Weiss não escolheu gravar frequentemente como líder em sua destacada carreira de 40 anos, “Persistence” é testamento sobre como intrigante, excitante e vibrante sua música é. Talvez a perseverante chamada para mais, deve atrair este pianista para nos agraciar com outro lançamento em futuro próximo.

Faixas: Persistence; Second Thoughts; Apres Vous; Only the Lonely; Jitterbug Waltz; Epistrophy; Once I Loved; Birthday Blues.

Músicos: Michael Weiss: saxofone; Eric Alexander: saxofone tenor; Paul Gill: baixo acústico; Pete Van Nostrand: bateria.

Fonte: Edward Blanco (AllAboutJazz)

 

 

 

ANIVERSARIANTES - 20/03

Deanna Witkowski (1972) – pianista,

Ernesto Nazareth (1863-1934) – pianista,

Harold Mabern (1936-2019) – pianista (na foto e video),http://www.youtube.com/watch?v=i0BMocb4cok,

Jon Christensen (1943-2020) – baterista,

Jon Hammond (1953) – organista,acordeonista, pianista,

Marian McPartland (1918-2013) – pianista,

Mário Sève(1959) – saxofonista,

Roy Patterson(1953) – guitarrista,

Xangai (1948) – vocalista,violeiro.

 

domingo, 19 de março de 2023

ANDY FUSCO – REMEMBRANCE (SteepleChase Records)

Desde 2016, a SteepleChase Records lançou cinco discos do saxofonista alto Andy Fusco. Este comovente, frequentemente um trabalho espetacular, vai em um longo caminho sensibilizando o perfil de um homem que teve, raramente, a oportunidade para gravar sob seu próprio nome. Embora, Fusco lidere a sessão, ele é a antítese de uma estrela ou força dominante. Ao lado da sua destreza no instrumento, ele é dotado de talento invulgar para formar uma banda de, exclusivamente, talentosos indivíduos e escolha de material (standards de jazz, itens do grande repertório estadunidense e algumas composições originais) que toca em seus pontos fortes. Os companheiros de Fusco exsudam a experiência e sabedoria de décadas de trabalho em vários locais do jazz moderno e evidencia um entusiasmo, que dissimula os lançamentos das flechas. Eles nunca costeiam, adotam qualquer coisa para autorizar ou deixar as coisas confortáveis.

“Remembrance” possui os pontos fortes que alguém pode esperar das gravações de Fusco: Química entre os instrumentistas e uma espontaneidade para se desafiarem entre si, ênfase igual na execução por parte dos líderes e interação entre os solistas e a seção rítmica mais uma abundância de atenção, segurando os detalhes no meio das faixas irresistíveis.

As improvisações de Fusco possuem o instinto e arrojo do bebopper maduro, mas há mais no toque que qualquer homenagem a Charlie Parker ou seus descendentes. Seu cartão de visita é uma entonação que vocifera, demanda e convence. Fusco tende a abandonar as longas e prolixas execuções em favor de fraseado relativamente conciso. Ele usa um caminho interessante para gerenciar o material animado, que deixa pouco espaço entre os grupos de notas. Durante partes de "Limehouse Blues" e "Navan's Apple", o pianista Peter Zak, o baixista David Wong e o baterista Jason Tiemann sustentam um passo estimulante, enquanto ele dá a impressão de repetidamente segurar a pausa de alguma coisa e, então, abruptamente empurrando-a para frente. Fusco está igualmente convincente em “Good Morning Heartache", "I'm A Fool To Want You" e na faixa título toma alguma tensão em sua entonação e transformando-a em seguida em conexão corajosa com a balada. Em particular, um tratamento da melodia de "Good Morning Heartache" serve como um lembrete de conexão entre experiência e o som da convicção e sinceridade. Seu trabalho nesta faixa atinge a profundidade que não pode ser alcançado durante anos de sua juventude.

A sabedoria e o discernimento, que frequentemente acompanham a maturidade, também se aplica ao trompetista Joe Magnarelli— um antigo associado a Fusco —que completa a linha de frente da banda. Ele possui um caminho singular de dinâmica de sustentação, que nunca se move de forma estridente, forçada ou desajeitada, e permite um vislumbre de sensibilidade, um lado poético. Em tempo médio, "It's A Blue World", no meio de arranhões complementares do tambor da bateria de Tiemann (graças a Billy Higgins), Magnarelli integra elegantes execuções, breves pausas, mini melodias, uma frase peculiar ou duas, tão bem quanto desloca a ênfase que não é sempre manifesta. Ele faz este ato balançante soar perfeitamente natural. É gratificante imergir em si mesmo no impulso da abordagem medida e ponderada de Magnarelli para o solo, e , então, retorna para considerar os caminhos nos quais ele controla os detalhes.

Como um instrumentista de banda, acompanhante para Fusco e para os solos de Magnarelli, tão bem quanto um improvisador, o pianista Peter Zak está no meio de todas as coisas, ainda que não promova o equilíbrio da banda. Ele se une a Fusco durante a melodia de "I'm A Fool To Want You" sem diminuir o tempero do saxofonista para balada. Uma breve introdução flamejante para "Limehouse Blues" estabelece a entonação para a faixa inteira. É um salto para ouvi-lo, espontaneamente, na reprodução das frases do solo de Fusco—em um lampejo—durante "All American" de Magnarelli. Combinações de simples notas e acordes de Zak ao longo de dois refrões para a cabeça de "It's A Blue World" são criteriosos e divertidos.

“Remembrance” encontra o critério de uma excepcional gravação de jazz: Uma combinação estimulante do material, trabalho da banda, interação entre improvisadores e seção rítmica, tão bem quanto os solistas determinam, que nunca se deve esquecer esta música de forma completa, e é o que realmente     interessa.

Faixas: Conception; It's A Blue World; Good Morning Heartache; Tchau; Limehouse Blues; Remembrance; Blues For Bailey's; All American; I'm A Fool To Want You; Navan's Apple.

Músicos: Andy Fusco: saxofone alto; Joe Magnarelli: trompete; Peter Zak: piano; David Wong: baixo; Jason Tiemann: bateira.

Fonte: David A. Orthmann (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 19/03

Assis Valente (1911-1958) – compositor,

Bill Henderson (1930) - vocalista,

Buster Harding (1917-1965) – arranjador,pianista,

Chad Taylor (1973) – baterista,

Curley Russell (1917-1986) - baixista,

Curtis Fowlkes (1950) – trombonista,

David Schnitter (1948) – saxofonista,

David Buck Wheat (1922-1985) – baixista,

Eliane Elias (1960) – pianista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=BNfAofMmygI,

Fred Hughes (1961) – pianista,

Justin Faulkner (1991) – baterista,

Lem Winchester (1928-1961) - vibrafonista,

Lennie Tristano (1919-1978) - pianista,

Michele Rosewoman (1953) – pianista,

Mike Longo (1939-2020) – pianista,

Thana Alexa (1987) – vocalista,violinista 

 

sábado, 18 de março de 2023

JOE McPHEE / JOHN EDWARDS / KLAUS KUGEL - EXISTENTIAL MOMENTS (Not Two Records)

O trio do multi-instrumentista Joe McPhee formado com o baixista britânico John Edwards e o baterista alemão Klaus Kugel veio a ser o mais potente trabalho de bandas, seguindo os passos de grupos tão estimados como Trio X e Survival Unit III. Em seu terceiro álbum, após “Journey To Parazzar (NotTwo, 2018)” e “A Night In Alchemia (NotTwo, 2019)”, gravado em frente a uma audiência no festival de FreeJazzSaar em Saarbrucken em 2019, o trio conduz uma aula magistral na construção e libertação de tensão, durante o curso de três criações fora do quadro.

O ato típico valoroso de McPhee, oscilante entre algo sem amarras, pós-Ayler e melodia extemporânea emocionalmente livre, figuras proeminentes nos 40 minutos da faixa título. Ao mesmo tempo, ele constantemente alterna-se entre trompete, o saxofone tenor e, nesta ocasião, voz, conforme ele busca o exato modo de expressão. Edwards e Kugel permanecem em sensíveis passagens de McPhee, escolhendo judiciosamente se amplifica ou contrabalança qualquer que seja o seu estado de espírito.

Inicia bastante diretamente: um gemido no arco, um rufar de tambores e uma série de fanfarras anunciadoras do trompete, que acabam por se transformar numa viagem episódica de para e segue. Edwards particularmente aproveita as suas próprias oportunidades, apresentadas pelo fluxo contínuo, demonstrando com tremenda precisão física porque ele é um dos primeiros baixistas para este tipo de tarefa não programada, se com passagens velozes no arco, que culmina nas paradas duplas ressonantes ou erupções de golpes e toques na madeira.

Porém, conforme a peça progride parece quase como se houvesse um concurso entre Edwards e Kugel procurando ventilar as chamas. McPhee, após aquiescência inicial, procura esmaga-las. Seu tenor buzina e grita temperado com gritos e berros vocais, transmutando em ares de ternura evangélica. Esta dicotomia continua direto até o fim e entra em disputa com os refrões de despedida. Nesta repetida alternância, a peça bate no ponto de que os elementos contrastantes fazem parte de um todo maior, ao menos no cosmo de McPhee.

Duas faixas curtas completam o trabalho. Em "Light Beam (for Charles)", complementada com improvisações de cortesia moldadas separadamente por Edwards e McPhee imprensadas como um interlúdio no qual McPhee canta o nome do homenageado, Charles Gayle, um companheiro de viagem na rota em chamas da música, que o baixista e o baterista também acompanharam, enquanto "Images In Mind" racha em um ritmo borbulhante com o exagerado tenor e o feérico trompete, antes de McPhee cantar "Music is the healing force of the universe", o credo da sua influência seminal , Albert Ayler, que pareceria ser também o seu.

Faixas: Existential Moments; Light Beam (for Charles); Images In Mind.

Músicos: Joe McPhee: palhetas, trompete, voz; John Edwards: baixo acústico; Klaus Kugel: bateria;

Fonte: John Sharpe (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 18/03

Al Hall (1915-1988) - saxofonista,

Andy Narell (1954) – percussionista,

Bill Averbach (1953) – trompetista,

Bill Frisell (1951) – guitarrista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Svzv-YkUzdk,

Canhoto da Paraíba (1929-2008) – violonista,

Courtney Pine (1964) – saxofonista,

Diane Hubka (1957) - vocalista,

Jean Goldkette (1899-1962) - pianista,

Joe Locke (1959) – vibrafonista,

Jon Weber (1961) - pianista,

Jose Mangual Sr. (1924-1998) – percussionista,

Mark Colby (1943-2020) – saxofonista,

Per “Texas” Johansson (1969) – saxofonista,

Sofia Ribeiro (1978) - vocalista 

 

sexta-feira, 17 de março de 2023

BOB JAMES TRIO - FEEL LIKE MAKING LIVE! (Evolution Music Group)

Bob James—tecladista, pianista, compositor e arranjador—inicia “Feel Like Making Live!” com sua composição, "Angela (Theme From 'Taxi')". Todo mundo a ouviu, pois foi exposta em um programa popular de televisão. Esta série foi apresentada de 1978 a 1983. A música de “Taxi”, junto com seus álbuns pela CTI Records de Creed Taylor durante esta época, em adição aos seus afazeres como arranjador para o selo, para companheiros como o saxofonista Stanley Turrentine, o vibrafonista Milt Jackson, o saxofonista Grover Washington, Jr. e outros, deu um nome para James. Assim, esta é uma curta estória para uma carreira de sessenta anos: seu primeiro álbum, “Bold Conceptions (Mercury Records) ”, lançado em 1963, cinquenta ou mais álbuns seguiram, uma dúzia com seu grupo Fourplay. Sua contribuição para o hip hop via sampleamento das suas gravações, e finalmente vem, agora, com a gravação com o seu trio, ofertando o que ele chama de um modo de fazer música..."uma perfeita forma para que eu possa expressar a mim mesmo"— com “Feel Like making Live! ”, uma experiência audiovisual, que inclui com o CD, um disco Blue Ray de James e seu trio atuando em estúdio.

Após "Angela", James e o trio assumem Elton John, com "Rocket Man". Deixando de lado a letra tola da canção, e ouvindo-a em sua forma pura, revela a acessível amorosidade da melodia. E esta é a marca registrada da abordagem de James, encontrar a beleza de uma canção, então coloca seu selo nela, via embelezamento com magníficos e polidos arranjos, ou usando ajustes e "apenas" um trio para impor sua marca.

Também estão inclusos "Misty", composta e transformada famosa por Erroll Garner, e um tema de um filme de Clint Eastwood; "Feel Like Makin' Love'' composto por Eugene McDaniels e interpretado por Roberta Flack e, então, Bob James em 1974, outra vez, vem com uma canção pop transformada em uma experiência auditiva envolvente de jazz. "Maputo" de Marcus Miller está aqui, e "Downtown", feita famosa por Petula Clark. "Nardi" de Miles Davis e um punhado das composições mais populares de James: "Westchester Lady", "Topside", "Angela" (claro), "Avilabop...".

Para um artista que fez boa parte do seu nome com magníficos e qualificados arranjos e polida produção, que lhe rendeu a etiqueta de "jazzista suave" (às vezes empregado pejorativamente pelas pessoas que não sabem observar atentamente o som de James), e um pouco do trabalho passado do trio de Bob James está em exibição. 2018 viu o lançamento de “Expresso (Evosound Records) ” e em 2021, “Once Upon A Time: The Lost 1965 New York Studio Sessions (Resonance Records) ” foi lançado olhando para os dias iniciais da carreira de James. Ele iniciou sua jornada no jazz com um trio e com “Feel Like Making Live!” ele retorna a ele. Coloca cordas e intricados instrumentos de sopro, arranjos e teclados, e, assim, Bob James realiza bela música. Reduz-se ao trio, e ele faz a mesma coisa em sua simplicidade.

O Blue-Ray: Captura James e companhia em um estúdio espaçoso com iluminação acolhedora, os teclados acústicos e eletrônicos estabelecem ângulos certos, assim que ele pode tocá-los simultaneamente, ofertando uma íntima experiência de audição "na sala com eles”.

Faixas: Angela; Rocket Man; Maputo; Topside; Misty; Avalabop; Nautilus; Downtown; Niles A Head; Feel Like Makin' Love/Nightcrawler; Submarine; Mister Magic; Nardis; Westchester Lady.

Músicos: Bob James: piano, teclado eletrônico; Michael Palazzollo: baixo; Billy Kilson: bateria.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=UoFZD-rtWNk

Fonte: Dan McClenaghan (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 17/03

Abraham Burton (1971) – saxofonista,

Antonio Maria ( 1921-1964) – compositor,

Elis Regina (1945-1982) – vocalista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=biqZ3ImZlZI,

Grover Mitchell (1930-2003) – trombonista,

Jessica Williams (1948) – pianista,

Lovie Lee (1917-1997) – pianista,

Nat King Cole (1917-1965) – pianista,vocalista,

Rodney Green (1979) – baterista,

Paul Horn (1930) – saxofonista,flautista 

 

quinta-feira, 16 de março de 2023

NICA CARRINGTON - TIMES LIKE THESE

Intrepidez deve ser a melhor palavra para descrever o álbum autoproduzido de estreia da cantora Nica Carrington. Não muito meses antes de gravá-lo, Nica, que esteve tomando lições de voz, encontrou o altamente considerado pianista, arranjador e instrutor de jazz vocal John Proulx, residente em Los Angeles, que pensava que tinha mostrado tal promessa e que ela estava disposta a produzir o seu primeiro lançamento. Querendo fazer todas as coisas para providenciar o enquadramento para o sucesso, Proulx trouxe dois estimados e temperados músicos de jazz, o baixista Chuck Berghofer e o baterista Joe LaBarbera, que tinham trabalhado com músicos tão destacados como Stan Getz, Shelly Manne, Art Pepper e Bill Evans.

Como Carrington explana nas notas para o álbum, ela escolhe as músicas do grande repertório estadunidense porque, quando era mais jovem, ela ouvia a vasta coleção do seu pai, que incluía vocalistas de jazz, que interpretavam estes eternos standards. A sessão inicia com o clássico de Hoagy Carmichael/Johnny Mercer, "Skylark", e a partir das suas frases de abertura fica evidente que Carrington tem uma voz que cativa os ouvintes. A faixa seguinte é pouco conhecida e um número raramente ouvido, composto pelo pianista Mal Waldron e pela cantora Billie Holiday, intitulada "Left Alone". Embora seja uma balada melancólica, tem uma beleza própria que Carrington prontamente capta.

Nica emana confiança e tem uma voz de primeira classe, que carrega um calor agradavelmente terreno.

Faixas: Skylark; Left Alone; When Sunny Gets Blue; Ev’ry Time We Say Goodbye; We’ll Be Together Again; The Summer Knows; You Don’t Know What Love Is; Angel Eyes; The Shadow of Your Smile; Here’s to Life.

Músicos: Nica Carrington: vocal; John Proulx: piano; Chuck Berghofer: baixo acústico; Joe La Barbera: bateria.

Fonte: Pierre Giroux (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 16/03

Alex Buck (1980) – baterista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=usgrd__Q2cs,

Biagio Coppa (1965) – saxofone, 

Brian Kelly (1960) – pianista,

Erin McDougald (1977) – vocalista,

Gary Meek (1961) – saxofonista,

John Lindberg (1959) – baixista,

Kei Akagi (1953) – pianista,

Massimo Farao (1965) – pianista,

Rich Szabo (1956) – trompetista,

Ruby Braff (1927-2003) – trompetista,cornetista,

Tommy Flanagan (1930-2001) – pianista,

Woody Witt (1969) - saxofonista 

 

quarta-feira, 15 de março de 2023

MARTA SÁNCHEZ - SAAM (SPANISH AMERICAN ART MUSEUM) [Whirlwind]

 Uma ótima pianista que é uma particularmente compositora/arranjadora inventiva, Marta Sánchez lidera um quinteto desde 2015, alguém que já gravou quatro álbuns desde então. Uma constante tem sido Roman Filiú, que tocou saxofone alto nas outras gravações do quinteto, mas para este projeto assumiu o tenor. O altoísta Alex LoRe é um trunfo importante, frequentemente soando completamente relaxado e descontraído, mesmo enquanto improvisa sobre os mais dissonantes contextos.

A abertura, “The Unconquered Vulnerable Areas”, tem um tema suave, que constrói o suspense e a tensão. LoRe exibe que pode atingir notas altas com naturalidade, enquanto Filiú tem um intercâmbio tempestuoso e agitado com Sánchez.

“Dear Worthiness” é uma peça reflexiva e sombria sobre dúvida própria que inclui um fluente solo de sax alto e alguma bela expressividade no toque do líder.

“SAAM” é preenchido com a bateria dissonante e assertiva de Allan Mednard, enquanto os instrumentos de sopro harmonizados na balada “The Eternal Stillness” são memoráveis, como é, indiscutivelmente, o melhor toque de piano do trabalho.

“Marivi” escreveu uma mensagem para a mãe de Sánchez, que ela não foi capaz de visitar na Espanha durante seus últimos dias por causa das restrições às viagens decorrentes da COVID-19. A peça emocional apresenta a vocalista Camila Meza e o trompetista Ambrose Akinmusire como convidados.

Outras inéditas de Sánchez, “If You Could Create It” é relativamente descontraída, mas intencional, Filiú e o baixista Rashaan Carter estrelam a sombria “The Hard Balance”; “December 11th” tem um sentimento de tango e um solo brilhante de piano, e a faixa de encerramento “When Dreaming Is The Only” é destacada pela interação dos saxofonistas.

É um pouco surpreendente que a música de Sánchez não tenha sido apresentada como uma complexidade ainda mais frequente de composições acessíveis, que se beneficiaria de todas as cores de tons potenciais.

Por agora, SAAM serve como uma excelente introdução para o seu estilo de compor.

Faixas: The Unconquered Vulnerable Areas; Dear Worthiness; SAAM (Spanish American Art Museum); The Eternal Stillness; Marivi; If You Could Create It; The Hard Balance; December 11th; When Dreaming Is The Only. (57:26)

Músicos: Marta Sanchez, piano; Alex LoRe, saxofone alto; Roman Filiú, saxofone tenor; Rashaan Carter, baixo; Allan Mednard, bateria; Camila Meza (5), vocal, guitarra; Ambrose Akinmusire (5), trompete; Charlotte Greve (5), sintetizador.

Nota : Este álbum foi considerado, pela DownBeat, um dos melhores lançados em 2022 com a classificação de 4 estrelas.

Fonte: Scott Yanow (DownBeat)