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domingo, 31 de outubro de 2021

NEW YORK VOICES – REMINISCING IN TEMPO (origin Records)

O tempo voa, revela-se, nesta passagem, a corrente da vida do New York Voices? “Reminiscing In Tempo” marca o estilo celebrado do quarteto vocal no seu 30º aniversário, apresentando uma dúzia de performances apresentadas com imaginativo talento. Os arranjos e vocais, não surpreendentemente, são incontestáveis, e a alegria na música é palpável.

Demonstrando maestria sobre um idioma frequentemente ignorado, os Voices colocam suas magnéticas traqueias e harmonias, impossivelmente, acuradas exibidas em uma miríade de trabalhos, movendo-se habilmente através das estruturas animadas e vibrantes de Ivan Lins, as configurações suingantes de Cole Porter e olhares atemporais dos Beatles. Uma banda de qualidade está frequentemente lá com este quarteto, aumentando as explorações do tempo lembrado. Porém, às vezes, Peter Eldridge, Lauren Kinhan, Darmon Meader e Kim Nazarian estão, exclusivamente, juntos, compartilhando suas profundas experiências em suas solidões coletivas. Esta variedade, equivale ao curso de New York Voices, torna fácil as vendas aqui.

Iniciando com "Round, Round, Round (Blue Rondo à la Turk)" há uma exposição de gratidão não só a Dave Brubeck, mas também a Al Jarreau, cujas letras pop soam através dos alto-falantes. Então, os Voices nos levam através do tempo e espaço, visitando estilos diferentes e locais com os brilhos costumeiros deles. Há uma performance brilhante de "Open Your Eyes, You Can Fly" de Chick Corea, uma encantadora tomada à cappella de "Los Tres Golpes" do pianista cubano Ignacio Cervantes, uma descontraída fatia da Ellingtonia na forma de faixa título, e um aceno a Al Jolson por via de Ray Charles na reminiscência de "Avalon".

Enquanto este álbum primariamente foca nos clássicos e em uma joia oculta ocasional, um par de inéditas esgueiram-se na mistura e merece um olhar melhor. "Moments In A Mirror" de Meader com Gabriel Hahn adicionando algum notável vocal e um corpo percussivo, balanços em linha com o tema do álbum e "The Forecast Is Sunny" coescrito com Kinhan e Eldridge, toma ambições mais amplas na estória e alcance, na sequência atraente do vocalista-compositor que os compositores partilham.

“Reminiscing In Tempo” pode ser visto como uma forte destilação da qual está toda esta força vocal, no entanto não há, realmente, modo em que grupo pode ferver dentro de uma simples gravação. Se o tempo nos ensinou sobre qualquer coisa, os brindes do New York Voices, simplesmente, não podem ser contidos.

Faixas: Round, Round, Round (Blue Rondo à la Turk); Open Your Eyes, You Can Fly; Answered Prayers (É De Deus); A Dance For Me; Los Tres Golpes; Moments In A Mirror; It's Alright With Me; Reminiscing In Tempo; The Forecast Is Sunny; Invitación; Avalon; In My Life.

Músicos : Peter Eldridge: vocal, piano (9); Lauren Kinhan: vocal; Darmon Meader: vocal; Kim Nazarian: vocal; Andy Ezrin: piano, Rhodes; Alon Yavnai: piano (10); David Finck: baixo (1, 4, 8, 9); Paul Nowinski: baixo (3, 7, 11); Will Lee: baixo (2); Ben Wittman: bateria (1, 2, 4, 8, 9), percussão (2, 9); Marcello Pellitteri: bateria (3, 7, 11); Gabriel Hahn: vocal (6), percussão corporal (6); Jay Ashby: percussão (3); Marty Ashby: guitarra (3, 11); Jesse Lewis: guitarra (2, 9); Darmon Meader: saxofones alto e tenor; Steve Kenyon: saxofone barítono; Frank Greene: trompete; Tatum Greenblatt: trompete; Mike Davis: trombone; Randy Andos: trombone.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://vimeo.com/350128403

Fonte: Dan Bilawsky (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 31/10

Bob Belden (1956-2015) – saxofonista,arranjador,

Booker Ervin (1930-1970) - saxofonista,

Claudete Soares(1937) – vocalista,

Ethel Waters (1896-1977) - vocalista,

Guilherme Vergueiro(1953) – pianista,

Illinois Jacquet (1922-2004) – saxofonista,

Julia Lee (1902-1958) - pianista, vocalista,

Raphael Rabello(1962-1995) – violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=SZUPPLDhGcY&noredirect=1,

Sherman Ferguson (1944-2006) – baterista,

Vincent Gardner (1972) - trombonista

 

sábado, 30 de outubro de 2021

JEFF HAMILTON TRIO - CATCH ME IF YOU CAN (Capri)

Um versátil, saborosamente suingante e eminentemente musical, baterista na tradição dos seus mentores Shelly Manne e Mel Lewis, Jeff Hamilton colore esta música com as mãos, baquetas e vassourinhas sutilmente, ainda que em caminhos de mestre.

Ladeado pelo pianista Tamir Hendelman e pelo baixista John Hamar, o líder faz as músicas como “Make Me Rainbows” de John Williams e “Helen’s Song” de George Cable sentirem-se bem com sua abordagem relaxada e instintos certeiros no conjunto. Os desafiantes veículos de tempo de parada de Hendelman em “Catch Me If You Can” é uma suingante vitrine para o trabalho marcante das escovinhas do líder, enquanto a sedutora bossa nova de Baden Powell, “Lapinha”, o tem exercitando a máxima sutileza, tocando com seus dedos no tambor antes de recorrer às baquetas. Uma das duas contribuiçoes de Hamar, “Bucket O’ Fat”, inicia com um virtuoso e extenso solo de baixo, antes do trio aparecer na marca de 1:30 no contido e simples estribilho. Em todo lugar, Hamilton ornamenta os procedimentos com seu uso perspicaz dos pratos, temas e bordas em “Moonray” de Artie Shaw.

Da perspectiva do baterista, há uma plenitude de clarões técnicos, mas todos ocorrem estritamente dentro da música, em vez de sobrepujá-la —mais Ed Thigpen que Billy Cobham.

Faixas: Make Me Rainbows; Helen’s Song; Catch Me If You Can; The Pond; Lapinha; The Barn; Bucket O’ Fat; Bijou; Big Dipper; Moonray. (58:02)

Músicos: Jeff Hamilton, bateria; Tamir Hendelman, piano; Jon Hamar, baixo.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=Q4FDQ50_4m4

Fonte: Bill Milkowski (DownBeat)

 

ANIVERSARIANTES - 30/10

Bobby Jones (1928-1980) - saxofonista,flautista,

Christoph Irniger (1979) - saxofonista,

Clifford Brown (1930-1956)- trompetista,

Poncho Sánchez (1951) - percussionista,

Saul Rubin (1958) - guitarrista,

Teo Macero (1925-2008) - saxofonista,produtor,

Tom Browne (1954) - trompetista,

Trilok Gurtu (1951) – percussionista,

Tutty Moreno(1947) – baterista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=IFAyZlrpxbQ

 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

HAROLD DANKO - SPRING GARDEN (SteepleChase)

The Rite of Spring (NT: A Sagração da Primavera) de Igor Stravinsky foi uma obsessão para Harold Danko por mais de meio-século, como a pianista relata nas notas para o disco para “Spring Garden”, seu tributo para a celebrada orquestração do balé em 1913. Na busca, Danko passou muito tempo em quartos de hotel, invariavelmente ouvindo versões orquestrais e para piano e estudando os arranjos associados. Ele se inspirou na busca da sua própria rotação da música de Stravinsky após da audição da versão em trio do Bad Plus em 2014.

Adotando uma abordagem que é “impressionista antes que literal”, Danko oferece 10 composições inéditas interconectadas, cada uma fazendo referência à peça que inspirou este projeto. Para a jornada através destas passagens, frequentemente, com liberdade de pensamento, ele está reunido ao saxofonista tenor Rich Perry, colíder de um quarteto que os dois têm dirigido desde o início dos anos 90, e seus eixos na seção rítmica—o baixista Jay Anderson e o baterista Jeff Hirshfield. Do começo ao fim, os temas de Stravinsky são entrelaçados com outras fontes, frequentemente providenciando um bloco de lançamento para improvisações hábeis.

Uma figura de seis notas agitada lança a abertura em “Spring Winds” e, brevemente depois de entonações âmbares, Perry lidera o caminho, passando de uma suavidade para maior agressividade antes de ceder às explorações de Danko. O terreno sonoro é variado: “Envisage” é construída pela trituração do ostinato do baixo, enquanto a inicialmente meditativa “Address Unknown”, rapidamente, desliza para o território do calypso com extenso espaço aberto para Anderson, e “Blossom Tango” acena para as fontes folk, que foram delineadas por Stravinsky, tão bem quanto a recente excursão do quarteto à Argentina. “Earth Dance” se transforma a partir da abertura, introdução delicada para um balanço funkeado sobre o qual o pianista e saxofonista goteja declarações e interjeições. “Rising Aspirations” é construída em um blues com 12 compassos, e a faixa de encerramento, “The Chosen”, providencia espaço mais bem utilizado por Perry e Danko, finalizando com uma frase repetida com quatro notas que conduz a uma nota batida da banda completa. É um ponto de exclamação apropriado em um trabalho impressionantemente exploratório.

Faixas:

01 Spring Winds

02 Envisage

03 Address Unknown

04 Blossom Tango

05 Earth Dance

06 Second Act

07 Rising Aspirations

08 Nevele

09 Mysterious Ancesters

10 The Chosen

 Músicos: Harold Danko – piano; Rich Perry – sax tenor; Jay Anderson – baixo; Jeff Hirshfield - bateria

Fonte: PHILIP BOOTH (JazzTimes)

 

ANIVERSARIANTES - 29/10

Jimmy Woods (1934) - saxofonista,

Josh Sinton (1971) - saxofonista,

Mats Gustafsson (1964) – saxofonista,

Matthias Lupri( 1964) - vibrafonista,

Neal Hefti (1922) - trompetista,

Nelson Cavaquinho(1911-1986) – cavaquinista, violonista,vocalista,

Zoot Sims (1925-1985) – saxofonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=i3hDsBtJipg

 

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

THUNDERCAT – IT IS WHAT IT IS (Brainfeeder)

O título da nova gravação do Thundercat é menos um peã para provérbios contemporâneos que um audacioso manifesto de um equilíbrio pessoal. Suas gravações anteriores enfrentadas com serras emocionais das mortes dos amigos e as competições e atribulações do sucesso artístico. Suas explorações destas questões são talvez mais consistentes com seu trabalho mais iniciais como um membro do Suicidal Tendencies, então seu toque com Kendrick Lamar ou membros da família Brainfeeder. Há uma faixa título (e apresenta o guitarrista Pedro Martins), mas a expressão nominal é repetida frequentemente através da gravação como se fosse um mantra. Na primeira singularidade, “Black Qualls”, que apresenta Childish Gambino, Steve Arrington da clássica banda funk Slave, e Steve Lacy (não, não a legenda do jazz, mas o rapaz da banda The Internet), o líder vocaliza e este é o problema “I’m just trying to live my life/Doing my best and that’s alright/Yes, I’m comfortable and that’s what’s tight NT: Eu estou apenas tentando viver minha vida/ Fazendo meu melhor e isto não faz mal/ Eu estou confortável e isto é o que está firme”.

A música continua amando atualizações do jazz e funk por parte do Thundercat do meio e final dos anos 70. Há ecos espalhafatosos da era do School Days de Stanley Clarke e da era de Black Market do Jaco Pastorius, tão bem quanto os balanços boca de sino dos Brothers Johnson e Shuggie Otis. Muitos dos burburinhos do baixo do Thundercat são como Clarke ou Pastorius, abaixo da maioria destas 15 músicas mais para aprofundar do que para romper o som. Doze das faixas registram menos que três minutos e 15 segundos, insinuando que eles modelam uma expansão substancial e reinvenção no palco: outro tributo para sua era estimada.

Lista de faixas

1 Lost In Space / Great Scott / 22-26 1:22

2 Innerstellar Love 2:41

3 I Love Louis Cole (apresentando Louis Cole) 3:24

4 Black Qualls (apresentando Childish Gambino, Steve Arrington, Steve Lacy) 3:09

5 Miguel's Happy Dance 2:11

6 How Sway 1:14

7 Funny Thing 1:56

8 Overseas (apresentando Zack Fox) 1:28

9 Dragonball Durag 3:01

10 How I Feel 1:08

11 King Of The Hill 2:51

12 Unrequited Love 3:14

13 Fair Chance (apresentando Lil B, Ty Dolla $ign) 3:57

14 Existential Dread 0:51

15 It Is What It Is 5:02 (apresentando Pedro Martins)

 Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=WX5jwx7AXjw

Fonte: MARTIN JOHNSON (JazzTimes)

 

ANIVERSARIANTES - 28/10

André Tandeta (1957) – baterista,

Andy Bey (1939) – vocalista,pianista,

Bill Harris (1916-1973) - trombonista,

Capiba (1904-1997) – pianista compositor,

Chico O'Farrill (1921-2001)- líder de orquestra,

Cleo Laine (1927) - vocalista,

Dink Johnson (1892-1954) - pianista,

Elton Dean (1945-2006) - saxofonista,

Glen Moore (1941) - baixista, pianista,

Jay Clayton (1941) - vocalista,

Kent Jordan (1958) – flautista,

Kurt Rosenwinkel (1970) – guitarrista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=BAkONsjZhTY,

Richard Bona (1967) – baixista,

Ronaldo Bôscoli (1928-1994) – compositor,produtor,

Zélia Duncan (1964) - vocalista

 

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

CHRISTIAN LI & MIKE BONO – VISITORS (Tone Rogue)

Embora creditado ao duo, a identidade do seu álbum muda consideravelmente dependendo de quem está se unindo ao pianista Christian Li e ao guitarrista Mike Bono no estúdio.

O par, aqui, nunca atua como um duo, fica mais próximo durante a faixa final, “Heart”, um esparso amortecimento que eventualmente é mostrado nas cordas abrasadoras de Chris Marion. Porém, o saxofonista tenor Dayna Stephens domina a declaração da abertura, “Puddles”, como uma vigorosa tríplice métrica deixando-a funcionar de forma desenfreada na música agitada. A performance serve como credencial atraente e avançada para os colíderes, mesmo antes de Stephens energicamente retornar para a faixa título. O quinteto move-se com firmeza, o baterista Lee Fish conseguindo sucesso durante esta última composição. A banda lançando suas sutilezas na segunda faixa, entretanto, Alex Hargreaves, com violino dissonante, sacode a tropa em território mais solto em “Little Rascals”. Tritura firme, ainda que a música—tecida com intensidade intermitente—finalmente trava durante os últimos poucos segundos com refrões robustos e ameaçadores.

Bono traz a banda para trás no balanço de “Tango”, não exatamente um número para pista de dança, mas adotando sua própria pulsação. A banda faz firme guinada à esquerda em “Space Invaders”, uma perturbadora conjuração de marcianos em frente de circuitos desgastados de um console, sob baixa luz cintilante. A banda segue longe, antes de se envolver como Ed Wood, uma espécie de vibração esvoaçante de ficção científica. É penetrante e desconfortável, e milhas à frente da banda, que apenas estava saltitando para frente. Li e Bono em cada uma das nove faixas em “Visitors”, mas é um extenso senso de maior coesão de faixa a faixa.

Faixas: Puddles; Little Rascals; Tango; Moon Over New Kent; Space Invaders; Visitors; Transient Light; Awake; Heart. (64:15)

Músicos: Christian Li, piano; Mike Bono, guitarra; Alex Hargreaves, violino (2, 3); Chris Marion, cordas (9); Dayna Stephens, saxofone (1, 6, 8); Jared Henderson, baixo; Jimmy MacBride (4, 7), Lee Fish, bateria.

Fonte: Sean J. O’Connell (DownBeat)  

 

ANIVERSARIANTES - 27/10

Amanda Monaco (1973) - guitarrista,

Arild Anderson (1945) - baixista,

Babs Gonzales (1919-1980) - vocalista,

Barre Phillips (1934) - baixista,

Boyd Raeburn (1913-1966) - saxofonista,

Carlo De Rosa (1970) - baixista,

Dan Baraszu (1969)- guitarrista,

David Hazeltine (1958) - pianista,

George Wallington (1924-1993) - pianista,

Hector Costita (1934) – saxofonista,

Igor Butman (1961) – saxofonista,

José Miguel Soares Wisnik (1948) – vocalista, pianista,

Ken Filiano ( 1952) - baixista,

Pery Ribeiro (1937-2012) – vocalista,

Philip Catherine (1942) – guitarrista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=ViH87_CxmY8,

Robert Sabin ( 1972) - baixista,

Scotty Barnhat (1964) – trompetista,

Tom Adams (1953 ) - pianista 

 

terça-feira, 26 de outubro de 2021

BARRETT MARTIN - SCATTERED DIAMONDS (Sunyata)

Quando o percussionista/compositor Barrett Martin ofertou sua lista de faixas rítmicas influentes, em 2019, na coluna “Artist’s Choice” da JazzTimes, que correu a escala de Benny Goodman a Fela Kuti, de Miles a the Meters, de forma tão eclética quanto você pode imaginar. “Scattered Diamonds”, o nono álbum em estúdio do músico vencedor do Grammy latino, coloca esta mesma extensão de interesses em prática. A lista de convidados incrementa o soberbo núcleo do grupo de Barrett, incluindo instrumentistas da África, Índia, Iraque e Estados Unidos, mestres do jazz e da world music , bem como um par de roqueiros de primeira linha: o guitarrista Peter Buck do R.E.M. e o guitarrista do Soundgarden, Kim Thayil. Se a ideia era demonstrar o globalismo de Martin, ele aproximou-se dos craques.

Barrett compôs, ou compôs em parceria, cada faixa do álbum, que —se por intento ou pura sorte —flui junto naturalmente, algo como uma excursão mundial. “Swingin’ on a Moonbeam”, a terceira faixa, é a primeira que faz levantar a poeira: a fervente bateria de Martin, o Hammond organ de Ryan Burns e os chocalhos de Lisette Garcia estão apenas iniciando a sugestão do clássico Santana, quando os saxofones e o trompete estabelecem na jam alguns sérios créditos funk. “Sands of Venus” que compete com todos os usos dos teclados, entre eles o Hammond e o piano preparado de Wayne Horvitz, que é uma completa outra sombra de um funk profundo.

“Scattered Diamonds” toma diversas outras estradas. “Alhambra” apresenta o oud iraquiano de Rahim Alhaj em harmonia com o vibraphone de Martin. Um par de faixas vem posteriormente com “Sarasvati” exibindo um encantador vocal de Mehnaz Hoosein de Mumbai. Para estes roqueiros, a contribuição acústica de Buck para o final do álbum, “Blue Sunrise”, combina, sem emendas, o piano de Joe Doria e o vibrafone de Ben Thomas, enquanto o solo da guitarra elétrica de Thayil em “The Firebird” encontra a combinação de Hans Teuber e dos lancinantes saxofones de Curtis Macdonald.

Faixas

1 Roll The Bones (apresentando Kanoa Kaluhiwa) 5:22

2 Way Down (apresentando Dave Carter) 4:42

3 Swingin’ On A Moonbeam (apresentando Skerik) 3:56

4 Battleship Swing (apresentando Ben Thomas) 5:26

5 Alhambra (apresentando Rahim Alhaj) 3:30

6 Firefly (apresentando John Rangel) 6:14

7 Sarasvati (apresentando Mehnaz Hoosein) 4:23

8 The City Slithers (apresentando Dave Carter) 4:36

9 The Firebird (apresentando Kim Thayil) 4:10

10 Agbadza (apresentando Dave Carter) 5:33

11 Sands Of Venus (apresentando Wayne Horvitz) 4:24

12 Jakarta By Taxi (apresentando Paul Fischer) 4:20

13 The Fountain (apresentando Rahim Alhaj) 4:06

14 Ichcha (apresentando Mehnaz Hoosein) 5:35

15 There Is A Galaxy In Your Heart (apresentando Curtis Macdonald) 4:55

16 Play The 4thPrime (apresentando Hans Teuber) 4:36

17 Blue Sunrise (apresentando Peter Buck) 3:43

 Fonte: JEFF TAMARKIN (JazzTimes)

 

ANIVERSARIANTES - 26/10

Belchior (1946-2017) – vocalista,
Bidinho (1944) – trompetista, saxofonista,clarinetista,
Charlie Barnet (1913-1991) - saxofonista,
Chuck Stevens (1979) - guitarrista,
Eddie Henderson (1940) - trompetista,
Jacques Loussier (1934) - pianista,
Marc Wagnon ( 1956) - vibrafonista,
Milton Nascimento (1942) – violonista,vocalista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=cIuS_lzb5b8,
Ranee Lee (1942) - vocalista,
Seth MacFarlane (1973) – vocalista,
Thomas Rotter (1963) – baixista,
Vijay Iyer (1971) – pianista,
Warne Marsh (1927-1987) – saxofonista

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

PEGGY LEE - SOMETHING WONDERFUL : PEGGY LEE SINGS THE GREAT AMERICAN SONGBOOK (Omnivore)

Embora, ao fim, conhecida por sua habilidade composicional (aproximadamente 300 canções, ao lado de coescrever os originais de Lady and the Tramp para a Disney), Peggy Lee foi inicialmente reconhecida como sedutora e sensual, uma fria intérprete, assim como uma provocante, mas distinta sereia, que adotou entonações moderadas, enquanto caminhando através do Tin Pan Alley (NT: Tin Pan Alley era a coleção de editoras musicais e compositores nova iorquinos que dominaram a música popular dos Estados Unidos no fim do século XIX e início do século XX). Além de alcançar (a era) das big bands, uma década após seu tempo com a Orquestra de Benny Goodman, Lee alojou-se em um programa de rádio, na parte do topo, nos anos 1950, interpretando clássicos do repertório estadunidense com estrelas da composição tais como Hoagy Carmichael, Matt Dennis, Frank Loesser e Johnny Mercer como seus parceiros ocasionais de dueto. Apresentando diversas faixas não lançadas, que nunca foram gravadas comercialmente, “Something Wonderful” é adequadamente intitulada, uma surpreendentemente estimada orquestração, fundamentalmente animada para o pós-guerra da América com Lee em sua jovialidade sob a direção musical de Russ Case e Sonny Burke.

Enfeitado por um som superior pelo engenheiro/arquivista, Michael Graves, estas mais de 40 canções, em dois discos, permitem à cantora refestelar-se e tocar em frente uma orquestra apequenada com um leve matiz do blues e uma suavemente excitante seção rítmica. Juntando-se com um, preferivelmente, som sentimental de Mercer, Lee seduz em torno do balanço de “corrente alternada positiva” em uma moda raramente ouvida dela. Permite uma suave e delicada harpa, um piano-bar, uma seção de instrumento de sopro para guiá-la, lentamente através de entonações melosas de “Come Rain or Come Shine” e vai da conversa de Mercer sobre o tema da canção da sua filha (uma adorável “Mandy Is Two”) para algo mais sonoro com uma breve tomada em “Blues in the Night”.

Enquanto “From This Moment On” e “Just One of Those Things” de Cole Porter dão licença para notas pomposas e sedosas, seu “I’ve Got You Under My Skin” é um espirituoso blues, no qual ela encontra todos os acentos certos para improvisar. As sessões apresentando Carmichael encontram Lee conduzindo para o tranquilo arranjo em zigue-zague de “Skylark” , com inocente alegria, antes de chegar ao refrão; uma vez lá, sua voz vem a ser lânguida, uma aragem sulina. E sua apropriação única da marca de Dennis para o jazz no medley “We Belong Together/Angel Eyes/Let’s Get Away from It All” é poética e brilhante.

Unido por Loesser, Lee desliza e escorrega através de um medley muito rápido de cinco canções, com seu suave trinado vocal agindo como um contraponto para suas entonações ásperas, tudo antes de encerrar o trabalho com uma tomada suave de “Somebody Loves Me”, uma despreocupada pegada em “Oh, Look at Me Now” e um conjunto de clássicos brilhantes: “When You’re Smiling”, “Try a Little Tenderness” e “All of Me.”

“Something Wonderful” não carece de nada vocal ou melódico, em surpreendente extensão de estudos baseada na personagem Lee ou sua diversidade de abordagens rítmicas. Este resenhista simplesmente queria mais.

Fonte: A.D. AMOROSI (JazzTimes)
 

ANIVERSARIANTES - 25/10

Chubby Jackson (1918-2003) – baixista,

Earl Palmer (1924-2008) – baterista,

Daniel D´Alcântara (1974) – trompetista, flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=TnucmHAYvrQ

Eddie Lang (1902) - guitarrista,

Franck Amsallem (1961) - pianista,

Jimmy Heath (1926-2020) - saxofonista,

Ray Gelato (1961) – saxofonista,vocalista,

Ricardo Silveira (1956) – guitarrista,

Roberto Menescal (1937) –violonista,guitarrista,

Robin Eubanks (1955) - trombonista,

Teco Cardoso(1960) – saxofonista,flautista,

Terumasa Hino (1942) – trompetista,flugelhornista  

 

domingo, 24 de outubro de 2021

ANTÔNIO ADOLFO – BruMa - CELEBRATING MILTON NASCIMENTO (AAM Music)

O vocalista e compositor brasileiro, Milton Nascimento, tem concedido ao pop, ao jazz, aos mundos contemporâneos e do rock uma amazônia de música, que é quase impossível compreendê-la em sua inteireza. Com “BruMa”, o pianista-compositor Antônio Adolfo e um conjunto de músicos brasileiros notáveis, com o qual ele providencia uma altamente estilizada, exótica e completamente valiosa e brilhante exploração do trabalho de Nascimento. Este álbum é acolhedor e as performances são bastante sedutoras e o álbum inteiro berra para ser consumido em saborosos pedaços conceituais.

"Fé Cega, Faca Amolada" ("Blind Faith, Sharp Knife") dá primeiro uma tacada com um entusiasmado tema modal de chamada-resposta e desenvolve extensamente, de forma furiosa, com o sax solo de Marcelo Martins e com um suave passeio da guitarra de Cláudio Spiewak. Após uma segura e esperta "Nada Será Como Antes" ("Nothing Will Be As It Was") a natureza percussiva das coisas expande-se através da sessão. "Outubro" ("October") uma balada magnífica, demonstra a habilidade do grupo para expressar a emoção profunda e grande beleza. É uma faixa hipnótica que apresenta o solo deslumbrante do flugelhorn de Jessé Sadoc e o profundo suporte da banda.

O sentimento do conceito acima mencionado é apresentado pelo grupo emparelhando profundamente Nascimento a Adolfo, ainda que em uma música acessível, apresentando temas memoráveis, texturas sublimes ("Encontros E Despedidas", "Encounters and Farewells"), complexidade, mesmo assim alcançável, e polirritmos. Estes ritmos são apresentados na capturadora, "Canção Da Sal" ("Salt Song"). "Três Pontes" oferece um quadro mais suave e contemporâneo com o piano de Adolfo, o trompete de Sadoc e os solos saborosos do baixo de Helder sobre o passeio de Barata. "Tristesse" (Sadness) encerra o trabalho com uma nota melancólica com o soberbo solo da guitarra de Leo Amuedo.

Uma palavra sobre Antônio Adolfo e outros solistas aqui: eles todos brilham, como faz a banda em sua inteireza. O toque de Adolfo ao longo do trabalho é brilhante, elegante e inspirado. Seus arranjos são soberbos e eles refletem a influência que o jazz teve para ele. "Cais" ("Harbor"), por exemplo, é uma paisagem sonora melancólica e modal, que reverbera uma clássica vibração de Gil Evans e Miles Davis como faz na exoticamente percussiva "Caxangá" com texturas à la Oliver Nelson.

“BruMa” é uma brincadeira jubilosa. É uma ajustada saudação e certamente é um dos álbuns mais finos de 2020.

Faixas: Fé Cega, Faca Amolada; Nada Será Como Antes; Outubro; Canção Do Sal; Encontros E Despedidas; Três Pontas; Cais; Caxangá; Tristesse.

Músicos: Antônio Adolfo: piano; Jessé Sadoc: trompete; Marcelo Martins: palhetas; Rafael Rocha: trombone; Danilo Sinna: saxofone alto; Jorge Helder: baixo acústico; André Vasconcellos: baixo acústico; Rafael Barata: bateria; Cláudio Spiewak: guitarra; Lula Galvão: guitarra; Leonardo Amuedo: guitarra; Dada Costa: percussão.

Fonte: Nicholas F. Mondello (AllAboutJazz)

 

 

ANIVERSARIANTES - 24/10

Anthony Cox (1954) – baixista,

Banu Gibson (1947) - vocalista,

Jay Anderson ( 1955) - baixista,

Odean Pope (1938) – saxofonista,

Rick Margitza (1961) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=cGAq4gmQ7iQ,

Wendell Marshall (1920-2002) - baixista

 

sábado, 23 de outubro de 2021

WOLLNY / PARISIEN /LEFEBVRE /LILLINGER - XXXX (ACT)


 Esta é uma gravação extremamente excêntrica. “XXXX” é uma eletro-improvisação surrealista na qual peças individuais não fazem sentido, mas a peça inteira faz. A música elaborada pelo quarteto do tecladista Michael Wollny, do saxofonista Emile Parisien, do baixista Tim Lefebvre e do baterista Christian Lillinger eleva-se do caótico para o agourento para edificar sobre o curso de 10 faixas sem emenda. Soa como uma construção em estúdio, mas é efetivamente um álbum ao vivo, acolchoado de performances totalmente improvisadas, gravadas em um clube em Berlin em 2019.

Todas as coisas—o saxofone soprano de Parisien, o baixo elétrico de Lefebvre, a percussão de Lillinger—são passadas na eletrônica. Wollny deve ser conhecido como um pianista, mas ele adere quase exclusivamente aos sintetizadores aqui, e alguns dos sons que ele cria são realmente misteriosos. “Songs” cruza com outra, fazendo uma sequência contínua. Eles são heterodoxos, eles não necessitam de títulos, mas títulos eles têm, e a maioria deles são referência a filmes e literatura. “Somewhere Around Barstow” (uma citação de Fear and Loathing de Hunter S. Thompson em Las Vegas) tem camadas processadas no sax, baixo pulsante, linhas nos sintetizadores e percussão plana. “Dick Laurent Is Dead” (uma citação do filme de David Lynch, “Lost Highway”) marca uma atmosfera ameaçadora e bateria deslizante sob solo selvagem de Parisien, que aborda o saxofone surtado atuando com a personalidade de Bill Pullman no cinema.

Em “Too Bright in Here” (uma citação de Blade Runner), partes de sobreposição dos sintetizadores de Wollny evocam o sentimento retrô-futurista da trilha sonora de Vangelis. Em outras partes, são modelos rítmicos e atonais, sax e sintetizador envolvendo-se em um canto de pássaros, e um leve desvio para EDM (NT: Música de Dança Eletrônica). É como uma mistura de free jazz, ficção científica e barulhos de vídeos em 8-bits. Em “Find the Fish” (uma brincadeira de “The Meaning of Life” do Monty Python), a banda segue suave, um sopro de sax melancólico sobre um sintetizador cintilante. E em “Michael vs. Michael” (uma referência à franquia de filme slasher, Halloween), um pesadelo eletrônico impulsionado pela pulsação do baixo sintetizado, Wollny toca acordes ao piano, brevemente, e os rapazes soam como se estivessem quebrando uma canção de Bon Jovi. XXXX está vinculado a um dos mais estranhos álbuns de 2021. Também, um dos mais viciantes.

Fonte: STEVE GREENLEE (JazzTimes)

ANIVERSARIANTES - 23/10

Bernard Peiffer (1922) - pianista,

Dianne Reeves (1956) – vocalista,

Ernie Watts (1945) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=dzpzHQrBk9I,

Frank Hewitt (1935) - pianista,

Gary McFarland (1933-1971) – vibrafonista,vocalista,

Jeff Gardner(1953) – pianista,

Luiz Tatit (1951) – compositor,pesquisador musical,

Sonny Criss (1927-1977) - saxofonista,

Walter Fischbacher( 1966) - pianista 

 

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

ANIVERSARIANTES - 22/10

 

Alex Mesquita (1971) – guitarrista,violonista,

Brenda Earle (1976) - pianista,

Clare Fischer (1928-2012) - pianista,

Doug Wamble (1972) – guitarrista,vocalista,

Giorgio Gaslini (1929) - pianista,

Hans Glawischnig (1970) – baixista,

Ivan Renta (1980) - saxofonista,

Jane Bunnett (1956) - flautista,saxofonista,

Krzysztof Duszkiewicz  (1957) - guitarrista,

Lula Galvão(1962) – violonista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=HylocK6E-R4,

Patápio Silva (1880-1907) – flautista,

Urszula Dudziak (1943) - vocalista

ARCHIE SHEPP & JASON MORAN – LET MY PEOPLE GO (Archieball)

As palavras de Exodus difundem a totalidade do novo álbum de Archie Shepp e Jason Moran, com performance em duo, a partir do título para cada nota que os dois tocam. Mas a audição, não ajudaria a pensar sobre outra passagem da escritura, que ressoa com uma novidade alucinante, eco cavernoso do saxofone de Shepp: “Eu sou a voz de um choro no deserto: Siga o caminho direto para ao Senhor”. Como João Batista falou estas palavras em suave ainda que empática direção aos Judeus naquele tempo, os gritos do saxofone de Shepp para nós, hoje, mostra como temos falhado para reerguer este caminho.

“Let My People Go” reúne sete faixas que Shepp, o saxofonista icônico, polímata ativista e artístico, e Moran, sem dúvida, que é o mais imaginativo pianista de sua geração, gravaram juntos em uma série de concertos ao vivo entre 2017 e 2018. Você não saberia qual o primeiro a ser ouvido. A angústia e a impetuosidade na quais eles focam nos dois spirituals (“Sometimes I Feel Like a Motherless Child” e “Go Down, Moses”), que constituem o centro da gravação para ressoar com clamor por justiça, ouvido no verão passado na vigília de Ahmaud Arbery, Breonna Taylor e George Floyd. Moran estabelece uma cama harmônica riscada com o divino ardor à la Alice Coltrane, Shepp sopra e vocaliza com uma voz que crepita constantemente, se decorrente da idade ou do sofrimento, que, de qualquer forma, é devastadora.

Isto não é fogo ou comercial para enxofre, entretanto, como Shepp e Moran apresentam empatia e propósito através de outras cinco faixas: quatro trabalhos reimaginados por outros e uma inédita de Moran, “He Cares”. Eles invocam a generosa fé de Trane na tomada de “Wise One”—uma profunda interpretação de Crescent— e em “Isfahan” de Duke Ellington e Billy Strayhorn, eles, brevemente, extraem melancólicos meios-tons da melodia do sax alto original de Johnny Hodges antes de passar para algo próprio. Sob as cambalhotas do sax de Shepp, Moran constantemente constrói novas nuances, que faz a música soar com harmonia mais profunda. O toque entre os dois músicos exemplifica uma espécie de acordo construído na verdadeira comunicação e trabalho através do comum, o que é bem instigante.

Faixas : Sometimes I Feel Like a Motherless Child; Isfahan; He Cares; Go Down Moses; Wise One; Lush Life; Round Midnight.

Músicos : Archie Shepp: saxofone tenor; Jason Moran: piano.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=NzeSGFDp7xc

Fonte: JACKSON SINNENBERG (JazzTimes)

 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

BECCA STEVENS - WONDERBLOOM (GroundUP)

Profundamente informada pelo jazz, mas sem estar limitada pelas fronteiras idiomáticas, a vocalista, compositora e multi-instrumentista Becca Stevens, é uma artista fator x, que sempre parece tomar a música em direções inesperadas, se liderando um projeto ou colaborando com a perspectiva de alguém. Ao longo dos 12 anos passados ou apenas como parte de uma brilhante carreira através de diversos cenários, contribuindo para gravações de Taylor Eigsti e Brad Mehldau, Snarky Puppy, Travis Sullivan’s Bjorkestra e o projeto Laura Nyro de Billy Childs, para nomear apenas uns poucos que a avaliaram pelos seus talentos singulares. Mais recentemente, ela esteve excursionando e gravando com o emergente David Crosby com sua Lighthouse Band, enquanto estabelecia um corpo mais detalhado do seu trabalho como vocalista/compositora.

Em uma coleção de 14 canções concisas, que raramente ultrapassam quatro minutos de duração, Wonderbloom expande temas que ela explorou em “Regina” de 2017, enquanto explodindo em uma diversidade de novas direções, particularmente quando vem de uma produção rítmica. Trabalhando com uma disposição de cerca de 40 músicos, incluindo um largo contingente do Snarky Puppy, Wonderbloom é densamente embalada em uma loja de doce transbordando com emoções raramente contidas, laços melódicos e trabalhos sonoros detalhados suntuosamente. A voz de Stevens pode passar de uma rotação sussurrante e etérea para um trabalho conversacional e cristalina no espaço de uma sílaba, e estas canções exploram sua paleta completa.

Trabalhando próximo do coprodutor Nic Hard, um mago do estúdio, ela não se afasta da evocação das suas influências musicais. Com suas linhas deliciosamente furtivas no teclado “I Wish” soa como algo eliminado em torno de “Around the World in a Day” de Prince, enquanto “Good Stuff” é uma luxuriante designação, hino ambicioso das probabilidades das batidas de uma mulher estabelecer uma batida balbuciante. O espírito de Kate Bush inspira muitas das faixas, mas Wonderbloom estabelece claramente o trabalho de uma mente muito fértil, mesmo quando Stevens recepcionou bem o maravilhoso grupo de colaboradores em seu jardim.

Faixas

1 Low on Love 3:11        

2 I Wish (com Cory Wong, Justin Stanton & Michael League) 2:51            

3 Between Me & You 3:20          

4 Good Stuff 3:35            

5 Slow Burn (com Jacob Collier) 3:17      

6 Charlemagne (com Alan Hampton) 3:03           

7 I Will Avenge You (com Ryan Scott) 3:45           

8 You Didn't Know 4:39

9 True Minds 5:32           

10 Feels Like This 3:11   

11 Never Mine 3:36       

12 Response to Criticism (com Roosevelt Collier) 3:20    

13 Halfway (com Laura Perrudin) 4:28   

14 Heather's Letters to Her Mother (com David Crosby, Michelle Willis, & Mike 'Maz' Maher) 5:56          

 Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

 https://www.youtube.com/watch?v=2xl-996W_fk

 Fonte: ANDREW GILBERT (JazzTimes)

 

 

ANIVERSARIANTES - 21/10

Bobby Few (1935-2021) - pianista,vocalista,

Celia Cruz (1925-2003) - vocalista,

David Weiss (1964) - trompetista,

Dizzy Gillespie (1917-1993) – trompetista,

Don Byas (1912-1972) - saxofonista,

Don Rader (1935) - trompetista,

Doris Monteiro(1934)- vocalista,

Fred Hersch (1955) – pianista,

Jerry Bergonzi (1947) – saxofonista(na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=Z5Dj4eXNl1M,

 Marc Johnson (1953) - baixista

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

PETRA VAN NUIS & DENNIS LUXION - BECAUSE WE’RE NIGHT PEOPLE (String Damper)

Petra van Nuis tem um estilo caloroso e intimista de canto, marcado por um fraseado divertido, que dança em torno do lirismo para enfatizar seu conteúdo emocional. Seu parceiro musical, aqui, o pianista Dennis Luxion, tem uma similar inclinação para a ruptura da melodia em luminosos fragmentos, que mantêm a coisas em movimento em um passo animado.

O título do álbum é tomado da letra de Tommy Wolf e Fran Landesman para “Night People”, um texto humorado constrastando com as vidas de descolados que passam o tempo em clubes de jazz com o povo do dia que nunca “tem tempo para ter alegria”. Van Nuis canta a canção com animada, quase irônica apresentação, que é incrementada pelos suavemente suingantes apartes de Luxion e um solo brilhante. Eles tomam a mesma abordagem alegre em “Small Day Tomorrow”, outra celebração irônica de hedonismo irônico, com o teclado blueseiro de Luxion suportando o canto tristonho de van Nuis.

As performances são apenas tão envolventes como quando o duo se move para o lado melancólico da rua. A majestosa ação da mão esquerda de Luxion eleva o drama intrínseco em “The Night We Called It A Day”, enquanto van Nuis deriva em desapaixonada obscuridade, que acompanha um inesperado rompimento. Em “Black Coffee”, a vocalista impregna de ansiedade e desesperança da letra com um senso evidente de angústia, iluminando um pouco o caminho em que ela prolonga as vocais para insinuar que ela não abandonou a esperança na reconciliação. Como ele faz ao longo do álbum, Luxion providencia um sensível contraponto para van Nuis com seus ritmos de base e dinâmica das vibrações da mão direita.

Faixas: Street Of Dreams; Night People; The Piano Player (A Thousand And One Saloons); Moonlight Saving Time; You And The Night And The Music; While My Lover Sleeps; Small Day Tomorrow; Dreamsville; No Moon At All; The Night We Called It A Day; Shadows Of Paris; Black Coffee; Count Your Blessings Instead Of Sheep. (60:35)

Músicos: Petra van Nuis, vocal; Dennis Luxion, piano.

Fonte:  j. poet (DownBeat)  





ANIVERSARIANTES - 20/10

Adelaide Hall (1904-1993) - vocalista,

Andrea Bartelucci (1955) - flautista,

Anouar Brahem (1957) – oudista,

Carl Kress (1907-1965) - guitarrista,

Dino Rubino (1980) – trompetista,pianista,

Eddie Harris (1926-1996) – saxofonista,

Jelly Roll Morton (1890-1941) – pianista,

Lina Allemano (1973) – trompetista,

Mark O'Leary (1969) - guitarrista,

Martin Taylor  (1956) - guitarrista (na foto e video) https://www.youtube.com/watch?v=USgds2Ruc8U

Russell Gunn (1971) – trompetista,

Teca Calazans (1940) - vocalista  

 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

MICHAEL AND PETER FORMANEK - DYADS (Out of Your Head)

Mesmo que ele esteja apenas em meio aos seus 20 anos, o saxofonista Peter Formanek tem tido algum destaque ilustre em sua carreira. Por exemplo, para celebrar seu 18ºaniversário, ele compartilhou o palco com o saxofonista Tim Berne, com o pianista Jacob Sacks e o baterista Jim Black. Isto em parte porque seu pai—o outro músico no palco naquele dia—é o baixista Michael Formanek. Era comum para o jovem Formanek estar em companhia de músicos notáveis tocando em sua casa, e ele e seu pai estiveram tocando em duetos desde antes dele ir à escola.

Michael Formanek esteve parado por uma década ou mais. Ele comanda ou colidera vários dos mais relevantes grupos pequenos em ação hoje: o Elusion Quartet, o Very Practical Trio e Thumbscrew. Sua orquestra, Ensemble Kolossus, lançou “ The Distance (ECM)” em  2016, uma das melhores gravações de orquestra dos passados 10 anos. Todos esses projetos destacam sua formidável composição.

Assim, “Dyads” está mais distante de um projeto vaidoso ou nepotismo no jazz. O duo excursionou em 2019 e reservou tempo em estúdio posteriormente. Peter Formanek, que toca saxofone tenor e clarinete aqui, não escapou completamente da sombra das suas influências—ecos de Berne, Marty Ehrlich e Don Byron aparecem ocasionalmente — mas é fácil ouvir sua distinta voz emergir também. A gravação tem um sentimento aconchegante com músicas bem estruturadas e flexíveis e diálogo estimulante entre dois homens. Eles deixam o melhor para o fim: uma nova tomada de “That Was Then”, uma gravação destacada do Elusion Quartet, em 2018, no álbum “Time Like This (Intakt) ”. A versão, aqui, é destacada e mais introspectiva, mas mesmo assim um estelar argumento para a faixa como um padrão bem definido.

Faixas : Two, Not One; Wandering, Searching, Digging, Uncovering; After You; The Woods; Push Comes To Shove; How Was The Drive?; There's No There There; Hoarse Syrinx; Wavy Lines; Hurricane; Ballad Of The Weak; DNA; That Was Then.

Músicos: Michael Formanek: baixo acústico; Peter Formanek: saxofone tenor.

Fonte: MARTIN JOHNSON (JazzTimes)

 

ANIVERSARIANTES - 19/10

Eddie Daniels (1941) – clarinetista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=F5pGlAJS42E,

Jostein Gulbrandsen (1976) - guitarrista,

Makaya McCraven (1983) – baterista,

Pasquale Grasso (1988) – guitarrista,

Piano Red (1911-1985) – pianista,vocalista,

Sarah Montes (1970) – vocalista,

Tim Garland (1966) - saxofonista,

Vinicius De Moraes (1913-1980) – violonista,vocalista,compositor,

Warren L Jones III (1953) - baixista 

 

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

DAVE WECKL BAND – LIVE IN ST. LOUIS AT THE CHESTERFIELD JAZZ FESTIVAL 2019 (Autumn Hill)

Sessenta e um anos com a reputação bem reconhecida de Dave Weckl como participante de um time estelar de jazz/fusion, o baterista realizou numerosas gravações e excursionou como acompanhante, um longo período com o falecido Chick Corea, baterista de sua escolha, e coleciona aparições ao vivo com sua própria banda autointitulada. Gravado na cidade natal de Weckl, os novos ecos de “Live in St. Louis” da gravação, ao vivo, anterior da banda, a feérica “Live (And Very Plugged In) ” de 2003. Ambas apresentam o saxofonista Gary Meek e o baixista Tom Kennedy. O disco também inclui membros originais da banda dos anos 90, Jay Oliver (teclados) e Buzz Feiten (guitarra).

O novaiorquino Feiten e o californiano Meek deram ao quinteto um tempero East Coast/West Coast (Costa Leste/Costa Oeste), mas são os produtos do trio remanescente de St. Louis que dá à banda de Weckl sua fibra. Os acordes e solo de Oliver conduzem a abertura simples e rústica de “The Zone”, com o baterista e o subestimado Kennedy providenciando a velocidade rítmica. A simpática seção rítmica, então, muda para a quarta na subsequente “Big B Little B”, com poderosas pontes de tempo médio, que permitem Feiten providenciar balançantes e poderosos acordes e Weckl solando sobre um tardio acompanhamento improvisado como poucos podem fazer.

O solo fluido de Kennedy destaca a temática de New Orleans em “Mud Sauce” e tanto ele como Weckl estão em passo de marcha em fileira cerrada em uma vertiginosa interpretação, em dueto, entre o baixo e a bateria de “Rhythm-a-Ning” de Thelonious Monk. A versatilidade de Oliver conforme transita entre o órgão e o piano acústico e elétrico soa pagando dividendos a partir das baladas originais (“Song for Claire”) a roqueiras (o encerramento fora de cronometragem, “Access Denied”). E qualquer pessoa que ordenar uma cópia digital desta gravação ao vivo ganha um bônus de um número bisado. A pomposa “The Chicken” do saxofonista Pee Wee Ellis, ganhou celebridade extra através da reinterpretação do baixista Jaco Pastorius, e como eles fazem em (And Very Plugged In), a banda inteira (particularmente Weckl e Kennedy) assume um quinto equipamento e além.

Faixas : The Zone; Big B, Little B; Mud Sauce; 101 Shuffle; Tribute; What Happened to My Good Shoes; Song for Claire; Rhythm-A-Ning; Synergy; Tower '99; Access Denied.

Músicos : Dave Weckl: bateria; Tom Kennedy: baixo elétrico; Jay Oliver: teclados; Gary Meek: saxofone; Buzz Feiten: guitarra.

Fonte: BILL MEREDITH (JazzTimes)

 

ANIVERSARIANTES - 18/10

Anita O’Day (1919-2006)- vocalista,

Annette Hanshaw (1910-1985) - vocalista,

Bill Stewart (1966) - baterista,

Bobby Troup(1918-1999) - pianista,vocalista,

Chuck Berry (1926) -guitarrista,vocalista,

Myron Walden (1972) – saxofonista,

Ron Vincent (1951) - baterista,

Wynton Marsalis (1961) - trompetista,flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=9OtZrIjQuwA
 

domingo, 17 de outubro de 2021

BILL O'CONNELL AND THE AFRO CARIBBEAN ENSEMBLE – WIND OFF THE HUDSON (Savant Records)

Bill O'Connell tem o bastante para dizer com seu piano em tempos recentes, basicamente realizando uma sessão por ano no selo Savant. E com uma exploração dentro de um formato solo, uma viagem com um trio ampliado, e empreendimentos promovendo um conglomerado de tamanho médio com pesos-pesados, ele é certamente atravessado por uma completa expansão. Porém, com “Wind Off The Hudson”, claramente, o exibe ainda mantendo a ampliação do campo.

The Afro Caribbean Ensemble, sua mais ampla e recente gravação, um grupo indicativo de um alargado ponto de vista do seu trabalho como diretor de uma similar turma de trabalho na Rutgers University , algo similar ao seu Latin Jazz All-Stars. Esse é apenas maior e mais incisivo. Um grupo com dez integrantes com som sólido, pode incrementar as proporções sonoras da orquestra, como demonstrado no início da faixa título ou pode reduzir o tamanho do grupo, como ouvido periodicamente na música seguinte, "Gospel 6".

Estas fileiras contêm bastante poder de fogo para ultrapassar pequenos países—a presença dos saxofonistas Craig Handy, Ralph Bowen e Gary Smulyan, mais o trompetista Alex Sipiagin e o trombonista Conrad Herwig, deveria pintar claramente um quadro vigoroso —e cada membro da banda está adequado para fazer bom uso. Necessita prova? Confira a poderosa seção rítmica de O'Connell, formada pelo baixista Lincoln Goines, pelo baterista Robby Ameen e pelo percussionista Roman Diaz apoiando um fumegante Sipiagin (e outros solistas) em "Jerry's Blues", um peã para o falecido Jerry Gonzalez. Ou registra o caminho da flauta de Andrea Brachfeld, que adiciona diferentes pesos e dimensões texturais pungentes em "I Don't Have The Answers". É uma coisa importante ter toda esta série de talentos em um único local, mas é inteiramente algo mais para saber como organizar tudo, como O'Connell, na maioria das vezes, certamente faz.

Os primeiros quatro números—todas inéditas—apontam através de uma mente fértil a construção de ideias de um quadro relativamente claro. Porém, O'Connell está apenas, provavelmente, recontextualizando ou personalizando clássicos, assim como ele está construindo a partir de um arranhão. Adicionando uma interpretação engenhosa de "Oye Como Va" a "Perdido" com uma vibrante nova cobertura na pintura, uma "Transition" que sublinha um encantamento melódico oriental com jazz latino fundamentando em um encrespado contraponto em "C Jam Blues", operando distante da visão de Ellington, O'Connell arrisca sua reivindicação como um arranjador digno de nota.

Em “Wind Off The Hudson”, é difícil saber se devemos estar mais impressionados com a pena imaginativa de O'Connell, os dedos com raciocínio rápido ou perfis espertos contratados. Porém, o álbum não requer uma escolha. Parte da beleza está sendo capaz para, uma vez mais, o aquecimento da beleza do estilo de compor, com o aquecimento providenciado pelo homem e a incandescência apresentada belos seus companheiros estimados da banda.

Faixas: Wind Off The Hudson; Gospel 6; Jerry's Blues; I Don't Have The Answer; Oye Como Va; Perdido; Cot Cha; Transition; C Jam Blues; Discombobulation.

Músicos: Bill O'Connell: piano; Andrea Brachfeld: flauta (1, 3, 5, 7-10), flauta alto (4); Craig Handy: saxofone alto (1-3, 6, 7, 9, 10), saxofone soprano (8); Ralph Bowen: saxofone tenor; Gary Smulyan: saxofone barítono; Alex Sipiagin: trompete, flugelhorn (4); Conrad Herwig: trombone; Lincoln Goines: baixo elétrico; Robby Ameen: bateria; Romaz Diaz: congas (1-3, 5-10).

Fonte: DAN BILAWSKY (AllAboutJazz)

 

ANIVERSARIANTES - 17/10

Andrea Pozza (1965) – pianista,

Barney Kessel (1923-2004) - guitarrista,

Chiquinha Gonzaga(1847-1935) – pianista,compositora,

Cozy Cole (1906-1981) - baterista,

Daniele Tittarelli (1975) – saxofonista,

Howard Alden (1958) – guitarrista(no vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=1YXhSKRStpM,

Maurizio Giammarco (1952) – saxofonista,

Luiz Bonfá (1922—2001) – violonista,

Manuel Valera (1980) - pianista,

Sathima Bea Benjamin (1936-2013) - vocalista 

 

sábado, 16 de outubro de 2021

HAROLD LÓPEZ-NUSSA - TE LO DIJE (Mack Avenue)

“Te Lo Dije” é usado em Cuba com o significado, “Eu te contei”. Verdadeiro o espírito desafiador da frase, o novo álbum do pianista, residente em Havana, Harold López-Nussa, explode e expande as narrativas contemporâneas em torno do jazz moderno, engenhosamente incorporando uma miríade de estilos Afro-Cubanos.

O álbum inicia com “Habana Sin Sábanas”, uma faixa de alta octnagem que combina as complexidades de um animado acompanhamento latino improvisado, trompete em estilo de salsa e um piano complexo montuno (NT: Montuno tem vários significados relativos à música cubana e seus derivados. Literalmente, montuno significa 'vem da montanha' e, portanto, filho montuno pode se referir ao tipo de filho mais velho representado nas áreas rurais montanhosas do Oriente) com uma condução de um bebop sincopado e estrutura harmônica. As qualidades estilísticas mais recentes devem ser assumidas pela aparente tradição Afro-Cubana, mas em muitas das canções aqui, López-Nussa primorosamente encerra estes supostos intervalos impostos pelo gênero.

De fato, no encerramento, “Van Van Meets New Orleans”, López-Nussa especificamente significa onde songo— um termo cunhado pela amada banda cubana Los Van Van — encontra New Orleans. Traçando uma comparação, López-Nussa elucida as raízes que o ajudou a fazer o jazz o que é. E o líder outra vez desenha o paralelo em “Timbeando (To Chick Corea) ” um tributo ao icônico compositor da Elektric Band.

“Te Lo Dije” é estrondosamente alegre, frequentemente voando em um excitado vídeoclipe. É também surpreendentemente moderno. Embora firmemente assentado no ato de sincopar ritmo e melodias entrelaçadas de música latina, para que seja conhecida, a gravação é catapultada para novos domínios com um senso destemido de López-Nussa para combinações estilísticas.

Faixas: Habana Sin Sábanas; Te Lo Dije; The Windmills Of Your Mind; Lila’s Mambo; El Buey Cansao; Timbeando (To Chick Corea); Un Día De Noviembre; Jocosa Guajira; Jazztón; Sobre El Atelier; Van Van Meets New Orleans. (42:57)

Músicos: Harold López-Nussa, Jorge Aragon (9), teclados; Julio César González, baixo; Mayquel González, trompete; Ruy Adrián López-Nussa, bateria; Vincent Peirani (3), acordeom; Cimafunk (5), Kelvis Ochoa (8), vocal; Randy Malcom, José Julián Morejón, percussão; Heikel Fabián Trimiño, trombone.

Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=TmbelhWMo5Y

Fonte: Alexa Peters(DownBeat)  
 

ANIVERSARIANTES - 16/10

David C. Clark (1969) – saxofonista,

Gene Jackson (1961) – baterista,

John Mayer (1977) – guitarrista,

Leila Pinheiro (1960) – vocalista,

Mark Walker (1961) - baterista,

Ray Anderson (1952) - trombonista,

Roy Hargrove(1969-2018) - trompetista,flugelhornista (na foto e vídeo) http://www.youtube.com/watch?v=PiToV-TpsiE,

Rubens Barsotti(1932-2020) – baterista,

Sean Rickman (1970) – baterista,guitarrista,baixista,vocalista,Tim Berne (1954) - saxofonista

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

FLOATING POINTS/PHAROAH SANDERS/LONDON SYMPHONY ORCHESTRA - PROMISES (Luaka Bop)

Um álbum apresentando o músico eletrônico e “DJ Floating Points” (o nome da cortina de fumaça de Manchester, Reino Unido, nativo de Sam Shepherd), a intensidade do ícone do saxofone no jazz, Pharoah Sanders, e a London Symphony Orchestra parece construído na superfície para submergir. A âncora de “Promises” é delicada, frase de 7 notas ao piano, que se repete a cada nove segundos e meio (Seriamente: no momento em que).

Som enfadonho? De fato, é encantador: como se luzes cintilantes estivessem piscando em preparação pelo caloroso saxofone tenor de Sanders, que entra aos 1:28. Ele encarrega-se de algumas peregrinações melódicas, que continuam com uma sutil cama de cordas deslizando abaixo dele no terceiro ou quarto minutos. Seu sax tecerá, então, dentro e fora da mistura—deixando mais frequentes, mas ainda delicadas, linhas nos teclados (acústico e sintetizado), sussurrantes tentáculos orquestrais, e seu próprio crescimento suave na improvisação do baixo vocal para a superfície neste lugar—nos próximos 41 minutos aproximadamente. Soa mais como se Sanders estivesse trabalhando com Brian Eno.

Ostensivamente dividido em nove movimentos, “Promises” é formatado como uma faixa única. Há bastante êxtase e flutuação bastante frequente para fazê-lo impossível informar ao ouvido onde os movimentos são separados. Esqueça isto, então, foque na suntuosidade de muitos episódios. Uma das curtas declarações de Sanders apresenta um cello deslumbrante dentro de um interlúdio (em torno de 19:15), como se o cellista nunca o identificasse, mas soando sublime. Um delicioso e terno evento por cordas aglutina-se em torno de três minutos posteriores, soando como uma deixa de cinema, mas também carregando profunda ressonância emociona,l continuando a incrementar. Então há um esquema de sintetizador psicodélico à la Sun Ra, que reparte em três quartos através do caminho.

Quanto a Sanders, ele finalmente relaxa em torno dos 11 minutos antes da peça encerrar, embora permaneça atenuado: uivos um pouco rústicos, então retorna para os hipnotizantes zumbidos. Ele é apenas um convidado no mundo de Floating Points … mas o que ele deixa, entretanto, é uma bela impressão.

Faixas

1 Movement 1

2 Movement 2

3 Movement 3

4 Movement 4

5 Movement 5

6 Movement 6

7 Movement 7

8 Movement 8

9 Movement 9

 Para conhecer um pouco deste trabalho, assistam ao vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=FvlyttLEQlk

Fonte: MICHAEL J. WEST (JazzTimes)